segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Mundo | Equipa de resgate procura quatro portugueses em gruta espanhola

Esta segunda-feira, os socorristas vão instalar cordas e corrimões se o nível da água não baixar.
Uma equipa de resgate foi acionada para localizar quatro espeleólogos portugueses que estão desde sábado na gruta de Cueto-Coventosa, em Espanha. Os trabalhos de socorro estão a ser dificultados pelo aumento do nível da água.
Quatro especialistas da equipa de espeleologia conseguiram aceder à gruta no domingo, no município cantábrico de Arredondo, depois das 22h00 (21h00 em Lisboa), embora só tivessem conseguido avançar cerca de 50 metros devido ao nível de água, adianta a agência de notícias EFE.
O serviço de emergência do governo da Cantábria, que coordena a operação, informou em comunicado que os especialistas indicaram que a água está a baixar no interior da gruta a uma velocidade de 10 centímetros por hora, muito mais lentamente do que se previa inicialmente.
Na entrada da área dos três lagos, a equipa de resgate instalou um ponto de acampamento, aguardando a diminuição do nível da água.
A previsão da Agência Estatal de Meteorologia é de chuvas fracas durante a manhã, com o tempo a agravar-se na terça-feira.
A equipa de resgate deverá instalar esta segunda-feira cordas e corrimões se o nível da água não baixar.
Os quatro portugueses procurados entraram no sábado pela entrada de Cueto às 11h00 (10h00 em Lisboa), de acordo com o serviço de emergência espanhol, citado pela EFE.
Na ausência de notícias dos espeleólogos, outros três companheiros entraram ao meio-dia (11h00 em Lisboa) de domingo por Coventosa para ver se os encontravam, mas o elevado nível da água impossibilitou que prosseguissem a marcha.
Assim, às 16h30 (15h30 em Lisboa), notificaram o centro de coordenação do 112, a partir do qual foi mobilizado o dispositivo de resgate.
A operação integra a equipa de espeleologia da Cantábria (ESOCAN), além de técnicos da Direção Geral do Interior do governo da Cantábria, agentes da Guarda Civil e voluntários da Associação de Proteção Civil de Arredondo.
Lusa

Desporto | CLUBE GOLFE CANTANHEDE - CAMPEÃO REGIONAL 2019!!! (RUMO AO JAMOR - FINAL NACIONAL)



O Clube de Golfe de Cantanhede foi no passado domingo o vencedor da Final Regional mais disputada de sempre do circuito júnior da FPG - Drive Challenge, revalidando assim o titulo coletivo da época passada. Por muito orgulho que tenhamos nesta conquista, as prestações individuais dos nossos júniores são sem dúvida as que mais devemos e queremos destacar:

SUB 18:
- Vencedor Ranking Gross - Bernardo Pinto (Cantanhede) - 830 pts
Salientar o 2º lugar de Francisco Salgueiro da Q.Lágrimas com 720 pts.
- Vencedor Ranking Net - Guilherme Mata (703 pts) da Q. Lágrimas.

SUB 14:
- Vencedor Ranking Gross - Rafael Profirio 750 pts (Cantanhede)
Salientar os 2º,3º e 4º lugares de Daniel Antunes de Viseu (731 pts), António seco de Cantanhede (710 pts) e Romeu Lopes de Cantanhede (700 pts).
- Vencedor Ranking Net - Romeu Lopes (750 pts) de Cantanhede) -
Salientar o 2º lugar Net de Gabriel Canhão (743 pts) de Cantanhede.

SUB 12:
- Vencedor Ranking Gross - Pedro Ferreira (Q. Lágrimas)
Salientar o 2º lugar gross para Aline Marques de Cantanhede decidido após emocionante playoff no Buraco 1. E também 3º e 4ºs lugares de André Ferreira de Cantanhede (710 pts) e David Barreto da Q. Lágrimas (685 pts).
- Vencedor Ranking Net - Aline Marques de Cantanhede (790 pts)

SUB 10:
- Vencedor Ranking Gross e Net - Santiago Codinha (Cantanhede) - 810 pts (Gross) e 850 pts (Net). Salientar o 2º lugar Gross de Francisco Soares (Q. Lágrimas) com 790 pts e da Camila Catarino (Cantanhede) com 623 pts.

Finalizamos, comunicando os jogadores da região centro que estarão presentes na Final Nacional do Drive Challenge a 30 de novembro no Campo de Golfe do Jamor:

SUB 18 - BERNARDO PINTO – CANTANHEDE
SUB 14 - RAFAEL PROFIRIO – CANTANHEDE
SUB 12 - PEDRO FERREIRA - Q. LÁGRIMAS
SUB 10 - SANTIAGO CODINHA - CANTANHEDE

Parabéns a todos e boa sorte aos que seguem para a próxima etapa!

Mundo | Kirchner tenta engajar o Papa na chapa eleitoral

Após a TV argentina Canal 13 divulgar conversa telefônica de ex-ministros, que envolviam o Pontífice num projeto para ganhar o pleito, o Presidente da Conferência Episcopal Argentina negou que o Papa Francisco apoie a chapa presidencial esquerdista de Cristina Kirchner nas eleições deste mês. 

Ela acumula treze processos, sete pedidos de prisão preventiva e mais duas ordens de prisão firmes, uma delas ratificada pela Corte Suprema. E o Papa Francisco atacou a “manipulação do Judiciário visando à perseguição política”, aludindo aos processos penais contra Cristina Kirchner e vários de seus ex-ministros. A ex-presidente qualificou de “imperdíveis” as palavras favoráveis do Papa.

ABIM

Mundo | Vida atraente numa sociedade orgânica

Gabriel J. Wilson

Na França, o tempo é das flores. A sede da comuna de La Barre en Ouche engalana-se, para o prazer de seus novecentos e tantos habitantes e de todos os que circulam por essas paragens.

A pequena cidade normanda existe desde o século XI. Surgiu à beira de uma via romana que ligava Dreux a Lisieux, terra de Santa Teresinha do Menino Jesus.

Por que Catolicismo publica esta foto? Para mostrar que num lugar tão pequeno, tão isolado dos grandes centros, habitado por agricultores e alguns comerciantes, as pessoas têm amor à sua terra. A sede da comuna, como se vê, é de apurado estilo clássico. As flores lhe conferem um encanto ainda maior, de dar inveja a muitas cidades grandes.

Em nossos dias, muitas cidades não passam de aglomerados sem história, enquanto as populações de pequenas vilas como Barre en Ouche têm com o lugar uma ligação profunda. Nas sociedades orgânicas a vida circula através das relações de família, de amizade e de dependência natural. Na sociedade totalitária moderna o indivíduo vive isolado, mesmo quando cercado de uma multidão. Faltam os vínculos naturais, que dão sabor à vida.

ABIM

Região de Aveiro | Três mergulhadores identificados por captura ilegal na Ria de Aveiro

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Notícias de Aveiro
A Unidade de Controlo Costeiro, através do Subdestacamento de Controlo Costeiro de Aveiro, no dia 16 de outubro, apreendeu 60 quilos de amêijoa macha, Venerupis pullastra, e equipamento de mergulho no valor de 4 735 euros, no canal da Ria de Aveiro.
Durante uma operação policial, que teve como principal objetivo o controlo das normas que regem a prática do mergulho recreativo na Ria de Aveiro, os militares detetaram três homens a capturarem os bivalves de forma ilegal, através da prática de mergulho em zona proibida. Desta ação resultou a identificação de três homens com idades compreendidas entre os 21 e os 33 anos, e a elaboração dos respetivos autos de contraordenação, com coima punível até 37 500 euros.
A GNR alerta que, para a prática de mergulho, é necessária a posse de certificado de qualificações, emitido por escola de mergulho licenciada, ou de certificação de mergulhador emitida pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude, I. P. . Relativamente à segurança, a prática do mergulho é vedada em canais de navegação, portos e barras. Tendo em conta a preservação de recursos naturais e culturais, relembra-se que os mergulhadores não podem proceder à captura, manipulação ou recolha de espécies biológicas ou de elementos do património natural nem realizar quaisquer outras atividades intrusivas ou perturbadoras do seu envolvimento.
Os bivalves por ainda se encontrarem vivos, foram devolvidos ao seu habitat natural.

Porto | Saúde Mental em Movimento. Projeto promove no Porto exercício físico para pessoas com doenças crónicas e mentais

A esquizofrenia, bipolaridade e depressão fazem com que tenham uma vida sedentária e isolada, mas um projeto do Hospital de São João e da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto ajuda-os a sentirem-se "mais capazes", física e mentalmente.
Faltam mais de dez minutos para as 14:00, hora marcada para o início da aula de treino funcional, e à porta do ginásio de musculação da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP), oito participantes esperam entusiasmados.
Fernando Raul é um dos oito participantes. Tem 49 anos e esquizofrenia. Doença que o tornou, ao longo dos anos, “solitário” e “sedentário”.
Fernando juntou-se a este grupo, que integra o projeto ‘Saúde Mental em Movimento’, há pelo menos oito anos. Não tem bem a certeza, mas de uma coisa está seguro: aqui, consegue praticar exercício físico e, acima de tudo, fazer amigos.
“Precisamos de socializar um bocadinho e eu sou uma pessoa muito solitária, estou muito tempo parado e isolado e, assim, nestes momentos posso conversar”, admitiu à agência Lusa.
À semelhança de Fernando, também Joel Ribeiro, de 44 anos, acredita que o exercício físico o ajuda a “esquecer os problemas da vida”.
“Ajudam-nos a fazer o nosso próprio tratamento. Sinto-me mais cansado do corpo, mas descansado da cabeça”, garantiu.
Joel foi treinador e preparador físico, hoje, faz “um pouco de tudo” para viver e sobreviver com a esquizofrenia.
“Aprende-se todos os dias como numa escola, aqui é como um quadro da escola, funciona da mesma maneira”, disse.
Nos dias em que tem aulas, Joel chega mais cedo, não só para poder conviver com alguns estudantes da FADEUP, mas com os colegas de grupo com quem partilha os mesmos desafios e obstáculos associados a uma doença crónica e mental grave.
“Já criei muitos amigos, mesmo lá fora há amizades que se criam porque só assim estamos a tirar proveito para ter saúde mental e movimento”, disse.
No ginásio da musculação ou nos jardins da FADEUP, às segundas, quartas e sextas-feiras, respira-se desporto em “todos os cantos”, mas não só. Respira-se também “normalidade e naturalidade”.
Quem o garante é Tânia Bastos, professora de atividade física adaptada da instituição e uma das coordenadoras do projeto, para quem estes alunos são a “prata da casa”.
“O facto de não estarmos num ambiente hospitalar, mas num ambiente altamente inclusivo é fundamental. Os benefícios são evidentes”, salientou.
Já passaram nove anos desde que o projeto ‘Saúde Mental em Movimento’ nasceu, fruto de um desafio proposto pelo Hospital de São João que, à época, precisava de ajuda para dinamizar atividades para os utentes da sua unidade de psiquiatria.
“Iniciámos as intervenções nas instalações da unidade de psiquiatria, a partir daí foi crescendo, o espaço também já não era adequado e transferimo-nos para a universidade. Com estas melhores condições, começamos a adicionar outras instituições e temos um maior número de utentes”, explicou Tânia.
Neste momento, são mais de 40 os utentes que, com esquizofrenia, perturbação bipolar, depressão endógena, depressão psicótica e outras doenças crónicas integram este projeto, que tem a capacidade de os fazer sair de casa.
Além de os fazer sair de casa, faz também com que “saiam da janela em que se sentem mais confortáveis”, disse à Lusa, a diretora do serviço de psiquiatria do Hospital de São João, referindo-se à janela do isolamento e do sedentarismo.
“Ainda não temos nenhum estudo que nos possa dizer que as pessoas estão bem melhor, mas contra a evidência dos factos, não há argumentos”, garantiu Rosário Curral.
Até lá, até que a evidência científica ou as políticas sociais promovam uma maior integração destas pessoas, o Fernando e o Joel, assim como os restantes membros do grupo, continuarão a vir à FADEUP, numa tentativa de superar aquela que é uma doença há muito estigmatizada.
Lusa

Porto | Numa hora choveu no Porto o equivalente a meio mês de outubro

No espaço de uma hora - pelas 13 horas de sábado - choveram no Porto 43,1 milímetros (mm) por metro quadrado, o equivalente a quase metade do que costuma chover no mês de outubro (98,2 mm, de acordo com a média observada a 30 anos). Os efeitos foram visíveis: voos cancelados, metro parado, aluimentos de terras, inundações e estradas cortadas.


Ao JN, o meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, Ricardo Tavares, frisou tratar-se de "uma precipitação quase extrema", sendo que, durante aquela hora, o Porto "entrou dentro do aviso vermelho", definido para situações meteorológicas de risco extremo, ao ultrapassar os 40 mm de precipitação por hora, "o que acontece raramente". Entre as 9 e as 14 horas registou-se um acumulado de 112,7 mm, valor próximo da média de precipitação total calculada para o Porto (138 mm) no mês de outubro. Tudo devido a uma "superfície frontal, que acabou por persistir muito na zona do Porto", disse.

Conforme explicou ao JN o especialista em recursos hídricos Rui Cortes, o Porto assistiu "a uma precipitação máxima que ocorre uma vez em dez anos", tendo chovido "numa hora metade do que chove no mês de outubro (valores médios)". Uma precipitação "muito elevada", mas abaixo da situação máxima de 120 mm/hora para o Porto, que só acontece uma vez em cem anos, precisou o docente da Universidade de Trás- os-Montes e Alto Douro.

A Proteção Civil registou mais de 350 ocorrências nas regiões do Porto e de Braga, com centenas de inundações em casas e estradas.

As condições atmosféricas muito adversas levaram ao cancelamento de dez partidas e seis chegadas no aeroporto do Porto, entre as 11 horas e o final do dia, altura em que os atrasos chegavam a ser superiores a seis horas devido ao "efeito dominó".

"O nosso voo para Dublin está atrasado seis horas, pelo que vamos perder a ligação para Glasgow. A solução que a Ryanair nos deu foi dormir no aeroporto e apanhar o das 7 horas amanhã [este domingo]", revelou Blanca, espanhola que viajava com a filha de dez anos. "Estamos há duas horas na fila para que a SATA nos diga que solução tem para nós", queixou-se Mónica Cardoso, que pretendia passar o fim de semana na Horta.

A linha de metro para o aeroporto também chegou a parar de manhã, devido à inundação de um túnel, sendo a circulação reposta ao início da tarde. Ao longo do dia, foram sendo divulgadas nas redes sociais imagens impressionantes um pouco por todo o lado, no Porto, Matosinhos, Gaia e Gondomar. O concelho da Maia foi dos mais afetados, chegando a encerrar um centro comercial durante várias horas. Um acidente na A41, à hora em que mais chovia, causou dois mortos.


JN