terça-feira, 22 de outubro de 2019

MUNDO | GNR resgata mais 85 migrantes na Grécia

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A Unidade de Controlo Costeiro, através de militares destacados na ilha de Samos e na ilha de Chios, no âmbito da missão da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (FRONTEX), no dia 20 de outubro, detetou e resgatou 85 migrantes, a nordeste da Ilha de Samos e a sul da ilha de Chios – Grécia.
No decorrer de uma ação de patrulhamento, os militares da GNR detetaram uma embarcação de borracha, a 3 milhas náuticas da costa, com cerca de 6 metros e com excesso de lotação. De imediato, os militares da GNR intercetaram a embarcação, realizando o resgate de 42 pessoas, das quais nove crianças, 15 mulheres, e 18 homens. De salientar que durante o transporte foram distribuídas águas e produtos alimentares, dado que os migrantes apresentavam sinais de hidratação deficitária.
Durante o resgate, os migrantes foram colocados na embarcação portuguesa e transportados em segurança para o Porto de Vathy, sendo entregues às autoridades gregas.
Algumas horas depois desta ação, a sul da ilha de Chios, foi detetada uma outra embarcação, através da equipa TVV (Thermal Vision Vehicle) da GNR, tendo sido resgatados 43 migrantes, dos quais 13 crianças, 13 mulheres, e 18 homens, os quais foram encaminhados em segurança para o Porto de Chios, sendo, posteriormente, entregues às autoridades gregas. Foi ainda prestada assistência médica imediata, a todos os migrantes que apresentavam ferimentos ligeiros.
Só no presente ano de 2019, e até ao momento, a GNR efetuou mais de 1020 patrulhas, o que corresponde a mais de 6250 horas de empenhamento, tendo detetado 255 embarcações e auxiliado aproximadamente 2560 migrantes.
Veja o vídeo:

MUNDO | NEGÓCIOS: Petrolíferas mentiram sobre o seu impacto durante décadas

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TSF
Um estudo de cinco académicos de universidades norte-americanas concluiu que as petrolíferas usaram "estratégias de desinformação sobre o papel nas alterações climáticas".
As petrolíferas usaram durante décadas estratégias de desinformação sobre o seu papel nas alterações climáticas, recorrendo a "táticas de negação e adiamento retiradas diretamente do manual de estratégia das tabaqueiras", denunciou hoje um relatório de uma universidade norte-americana.
O relatório, intitulado "A América enganou", da autoria de cinco académicos da Universidade George Mason, mas também de Harvard e de Bristol, expõe como o setor da energia fóssil financiou e organizou uma "campanha de desinformação" para "suprimir a ação e proteger o 'status quo' nas suas operações económicas".
O documento dá como exemplo a maior petrolífera dos EUA, a Exxon Mobil, que na terça-feira será julgada num processo por fraude, em Nova Iorque, tendo sido acusada pela Procuradoria-Geral de enganar os seus acionistas sobre o impacto que podiam ter nas suas contas as leis de combate às alterações climáticas.
Um dos coautores do relatório, John Cook, professor do Centro para a Comunicação sobre as Alterações Climáticas da Universidade George Mason, assegurou que o documento "faz luz sobre como a desinformação financiada pelas energias fósseis negou o direito do público a estar informado com exatidão".
"Os cientistas empregados no setor dos combustíveis fósseis conheciam os potenciais efeitos de aquecimento das emissões de dióxido de carbono desde 1950", referem os académicos, que citam documentos internos da Exxon Mobil datados entre 1977 e 1998, nos quais é visível que "estavam perfeitamente conscientes" dos riscos associados aos seus produtos.
"As provas são inequívocas: a Exxon enganou o público", defende o investigador Geoffrey Supran, do Departamento de História da Ciência da Universidade de Harvard.
"Em vez de alertar o público ou fazer algo, deram a volta e orquestraram uma campanha massiva (...) para proteger os seus lucros", acrescenta.
Os académicos afirmam que a desinformação teve êxito nos EUA, onde as políticas para mitigar as alterações climática foram "bloqueadas ou atrasadas durante décadas" enquanto se verificavam alterações extremas no clima, assim como prejuízos e mortes que "continuarão a piorar se não expusermos [a desinformação] e dermos crédito ao negacionismo".
Aos norte-americanos "foi-lhes negado o seu direito a estar informados com exatidão sobre as alterações climáticas, da mesma forma que lhes foi negado o seu direito a estar informados sobre os riscos de fumar pela grande indústria tabaqueira (Big Tobacco)", denuncia o relatório.
Nesse sentido, os cientistas dizem que a indústria petrolífera (Big Oil) é o novo Big Tobacco: "Seguindo o manual de instruções da indústria tabaqueira, as empresas de combustíveis fósseis gastaram centenas de milhões de dólares a confundir o público e atrasar ações que podem salvar vidas".
O relatório inclui estratégias para combater as técnicas negacionistas que "semeiam a semente da dúvida nas pessoas", disponibiliza anotações sobre vários documentos internos de Exxon Mobil e até um anúncio publicado no ano 2000 no jornal The New York Times com "argumentos falsos".
Lusa

Mundo | Suspeito de fraude com barras de ouro adulteradas na China fugiu para Portugal

O suspeito de uma fraude que envolve empréstimos sobre ouro adulterado, que provocou perdas totais superiores a 2,4 mil milhões de euros em vários bancos do noroeste chinês, terá fugido para Portugal, informou hoje a imprensa local.
O esquema remonta a 2015, quando um primeiro empréstimo de 20 milhões de yuan (2,5 milhões de euros) foi concedido a um agricultor chamado Yang Jun pela Cooperativa de Crédito Rural do Condado de Tongguan, na província de Shaanxi, escreve a revista chinesa Caixin.
Como garantia sobre o empréstimo, Yang deixou 26 barras de ouro, com o peso total de 100 quilos.
Com mais de 154 mil habitantes, estima-se que Tongguan possua 110 toneladas de depósitos de ouro nas montanhas de Qinling. A mineração de ouro representa mais de 70% da economia local.
"A cena não surpreendeu ninguém na Cooperativa de Tongguan, que está encarregue de atender às necessidades financeiras de um condado conhecido por ricas reservas de ouro", explica-se na publicação. "Fazendeiros que carregavam barras de ouro para obter empréstimos era um cenário comum na Cooperativa", acrescenta-se no artigo.
No entanto, a confiança naquele esquema de crédito foi abalada em abril de 2016, quando após Yang Jun não ter saldado a sua dívida, a Cooperativa de Crédito Rural de Tongguan começou a derreter as barras de ouro.
"Após o ouro brilhante à superfície derreter, revelou-se uma placa de tungsténio negro, e a Cooperativa de Tongguan descobriu que afinal as barras de Yang continham apenas 36,5% de ouro puro", escreveu a Caixin.
Uma inspeção subsequente do principal órgão regulador bancário da China encontrou toneladas de ouro adulterado nos cofres de vários bancos nas províncias de Shaanxi e Henan, incluindo as filiais locais de dois dos maiores bancos da China, o Commercial and Industrial Bank of China (ICBC) e o Postal Savings Bank of China (PBS).
O ouro adulterado serviu como garantia para um total de 19 mil milhões de yuans (2,4 mil milhões de euros) em empréstimos.
Segundo a Caixin, a investigação apurou que a maioria dos empréstimos fluiu para cinco contas pessoais controladas pelo empresário Zhang Qingmin, fundador da refinaria de ouro Lingbao Boyuan Mining Industry Co. Ltd., e seus associados.
Zhang terá fabricado as barras de ouro adulteradas e contratado pessoas para solicitar os empréstimos, detalhou a Caixin, que cita fontes próximas da investigação.
A polícia chinesa prendeu quatro dos cinco principais suspeitos e dezenas de cúmplices, que foram já julgados e aguardam veredicto. Oito funcionários da Cooperativa de Tongguan foram também acusados criminalmente.
No entanto, Zhang Qingmin, 34 anos, e o principal suspeito de liderar o esquema, terá escapado com a família assim que as barras de ouro adulteradas chamaram a atenção dos reguladores.
Segundo registos da polícia chinesa citados pela Caixin, Zhang Qingmin voou para Portugal via Chipre em 12 de maio de 2016. A Interpol emitiu já um alerta vermelho e mandado de captura internacional.
Em maio de 2016, a polícia encerrou a refinaria da Lingbao Boyuan Mining Industry, criada por Zhang Qingmin e o irmão Zhang Shumin, em 2007.
Era uma das principais refinarias da cidade de Lingbao e fornecedora oficial de barras de ouro padrão para a Bolsa de Ouro de Xangai.
No complexo fabril, a polícia encontrou as instalações ocultas onde eram fabricadas as barras de ouro adulteradas com tungsténio.
Lusa

Algarve | Investimento de quase um milhão de euros na requalificação de mercado

A Câmara de Silves pretende investir quase um milhão de euros na requalificação do Mercado Municipal de S. Bartolomeu de Messines.
O aviso de abertura de concurso foi publicado esta sexta-feira, 18 de outubro, em Diário da República e tem como preço base do procedimento o valor de 920.321 euros.
A partir dessa data, as empresas que queiram concorrer têm 30 dias para apresentar as suas propostas, sendo que a empreitada será entregue à que apresentar a proposta mais baixa.
Uma vez adjudicada, a obra deverá ficar concluída no prazo máximo de oito meses.

Algarve | Câmara de Olhão lança empreitada de construção de parque de lazer e estacionamento

A Câmara de Olhão lançou o concurso relativo à empreitada de construção do Parque de Lazer e Estacionamento Junto da Escola E.B 2/3 Dr. António Eusébio, em Moncarapacho.
O valor do preço base do procedimento é de 470 mil euros e o prazo definido para a execução da obra é de 180 dias.
As empresas do setor que queiram concorrer têm 30 dias – contados a partir desta sexta-feira, 18 de outubro – para apresentar as suas propostas.
De acordo com o aviso publicado em Diário da República, o critério único de adjudicação da empreitada é o preço mais baixo.

Algarve | Lagos e o futuro do empreendedorismo

Por onde passará o futuro do empreendedorismo? A resposta a esta questão foi debatida durante a segunda edição do Lagos Start On to Start Up – meeting de empreendedorismo que reuniu empresários, empreendedores, jovens e stakeholders e que teve como objetivo estimular a atividade empresarial no concelho.
Durante três dias, o município de Lagos entregou-se à reflexão sobre este universo, procurando, em conjunto com todos estes players, perceber quais os melhores caminhos para empreender e inovar nos vários setores económicos, particularmente no do turismo. Estudar a relação entre universidades, escolas e empresas e, ainda, compreender como fazer a angariação de capital inicial para ideias de negócio foram outros dos grandes eixos explorados no programa.
Para Hugo Pereira, vice-presidente da Câmara Municipal de Lagos, é necessário alargar horizontes, pensar a 360º e tomar consciência que o futuro do empreendedorismo depende de cada um de nós. “O empreendedorismo enfrenta todo um conjunto de novos desafios, a começar, desde logo, pela sustentabilidade, o que faz com que seja inevitável apostar-se em novas vertentes, nomeadamente no socialmente sustentável”, acrescenta.
O autarca considera que “é crucial que Lagos aposte num empreendedorismo que pense o conflito entre tecnologia, emprego e modos de produção, num verdadeiro empreendedorismo de causas, assim como é urgente enveredar-se por um caminho que abra espaço ao aparecimento de apostas sustentáveis no agroalimentar, no mar, na saúde, nas tecnologias ou no turismo”.
“Os territórios têm, hoje e mais do que nunca, de estar abertos à criatividade e à inovação, pois só dessa forma conseguirão tornar-se atrativos”, conclui.

Algarve | Investimento de mais de meio milhão de euros em central fotovoltaica

A SOTECNISOL POWER & WATER ganhou a empreitada de instalação da central fotovoltaica do hipermercado Auchan em Faro.
Em comunicado, aquela empresa refere que “o projeto prevê a execução de uma central fotovoltaica para autoconsumo (UPAC) que permitirá atingir uma autonomia considerável de consumo de energia elétrica e que se traduzirá numa redução de mais de 100.000€/ano.”
A grande superfície comercial escolheu a empresa portuguesa para realizar uma obra que ascende aos 525 mil euros de investimento estando já a adaptação da cobertura em marcha.
Será necessário reforçar e adaptar a zona superior do edifício para que possa receber os 1.650 painéis solares, implantados numa área de 6.000 metros quadrados. Esta central, terá a capacidade de produzir 910 400 kWh, o equivalente ao consumo de cerca 1860 habitações.