sábado, 26 de outubro de 2019

Política | Uma “hipocrisia que desprestigia”. Rio critica data do debate do programa do Governo na AR

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O presidente do PSD, Rui Rio, criticou hoje o calendário da discussão do programa do Governo que só dá “dois dias úteis aos deputados” para o lerem, considerando uma “hipocrisia que desprestigia” o parlamento e impede um debate sério.

A conferência de líderes parlamentares decidiu ontem que o programa do Governo, que toma posse no sábado de manhã, vai ser debatido na Assembleia da República na próxima semana, dias 30 e 31 de outubro, uma data que não teve o apoio de todas as bancadas, dado que o PSD pôs objeções por “o tempo ser curto”.
Numa publicação na rede social Twitter já depois de ser conhecida esta decisão, Rui Rio foi crítico.
“No plenário ecoam palavras sobre a valorização do parlamento. Uma hora depois decidem dar só dois dias úteis aos deputados para lerem o programa do governo que vão debater. Não querem um debate sério, querem fazer de conta; cumprir calendário. É esta hipocrisia que desprestigia”, condenou.
Já hoje à tarde, após a primeira reunião da bancada parlamentar social-democrata, o líder do PSD defendeu que o programa do Governo não deveria ser debatido a “mata-cavalos” para que os deputados tivessem tempo de o ler e preparar a discussão na Assembleia da República.
Rui Rio transmitiu ainda aos jornalistas que não ficou marcada a data da eleição do próximo líder parlamentar, função que já assumiu querer exercer até ao próximo Congresso do partido, em Fevereiro.
De acordo com o regulamento da bancada do PSD, essa eleição tem de ser convocada com um mínimo de oito dias de antecedência e Rui Rio gostaria de a fazer coincidir com um dia de trabalhos parlamentares - para os deputados não terem de ir de propósito ao parlamento - e, desejavelmente, com o primeiro dia de debate do programa do XXIII Governo Constitucional.
Inquirido então sobre o desejo que tinha sido manifestado pelo primeiro-ministro, António Costa, de que o debate do programa do Governo se realizasse já nos dias 30 e 31 de outubro - o que não permitiria que o PSD tivesse já a sua direção parlamentar eleita -, Rio questionou “qual é a pressa”.
“Eu penso que é suposto que os deputados tenham tempo para ler o programa, estudarem-no minimamente e depois vai a debate. Ou é fazer ali um número para parecer que estão a debater um programa que mal leram porque foi tudo a mata-cavalos?”, atirou.
O texto do programa do Governo será entregue no parlamento no sábado à tarde, por via eletrónica, depois de ser aprovado em Conselho de Ministros, em Lisboa.
Lusa / Madremedia

Web Summit: maior programa europeu de sustentabilidade capta empresas em Portugal

Iniciativa Sustainable Fast Track UK visa atrair empresas com soluções sustentáveis para o Reino Unido

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Sustainable Fast Track UK é o maior programa europeu de sustentabilidade, promovido em 25 países da Europa, com vista a atrair empresas com soluções sustentáveis para o Reino Unido. No âmbito da Web Summit, responsáveis por esta iniciativa vêm a Lisboa para reunir com algumas empresas e dar-lhes a conhecer o programa, que tem candidaturas abertas até ao dia 29 de novembro.
O Sustainable Fast Track é um novo programa do Department for International Trade (DIT) do Reino Unido para atrair empresas com soluções sustentáveis, sejam produtos ou serviços, em seis áreas distintas – serviços financeiros, agricultura, economia circular, infraestruturas, energia e cuidados de saúde – e que se queiram basear no Reino Unido para fazer crescer os seus projetos.
Aos vencedores é garantido apoio em todo o processo de fixação no país, um escritório em Londres, aconselhamento legal, acesso a financiamento e a oportunidade de se tornarem membros premium do Hub Digital da Sustainary, uma comunidade mundial que junta líderes com preocupações ambientais. Adicionalmente, as empresas podem também ter a possibilidade de entrar nos mercados africanos em crescimento, ao abrigo de um protocolo do Reino Unido. A todos os candidatos que se inscrevam online, até ao dia 29 de novembro, mas que não se figurem vencedores,  a organização também assegura apoios, que passam por descontos significativos na instalação em espaços empresariais em Londres e acesso ao Sustainary Digital Hub (basic membership).
De todos os candidatos, um júri composto por dois representantes de cada um dos 25 países participantes irá escolher 100 finalistas, a anunciar em meados de Dezembro.  Os grandes vencedores serão conhecidos numa cerimónia a 21 de Janeiro, em Londres.
“Este é um programa que responde às necessidades e desafios que sentem as empresas com soluções e produtos sustentáveis e que querem expandir internacionalmente. Através desta iniciativa, o Reino Unido facilita todas as questões operacionais, garantindo não só a o acesso a financiamento sustentável (green finance) mas também aos canais e projetos de expansão para os mercados globais emergentes”, explica Christina Liaos, diretora da rede de investimento do DIT na Europa & diretora dos mercados nórdicos e bálticos.
Para dar a conhecer a iniciativa, além de marcar presença na Web Summit, no Stand E442 do Pavilhão 4, o DIT irá reunir com algumas empresas e irá promover o programa numa sessão no auditório no auditório da Beta-i. No dia 6 de novembro, terá num almoço de networking no Hotel VIP Arts em Lisboa. O Sustainable Fast Track UK é organizado pelo DIT em parceria com a associação Sustainary, a Impact, a RSM e a Bates Wells.

Castelo de Paiva | Pinto da Costa e Joaquim Silva foram oradores



CASA DE ACOLHIMENTO - CRESCER A CORES PROMOVEU HOJE “WORKSHOP” NA RAIVA

À semelhança de anos anteriores, e no seguimento do seu programa anual de actividades, a Casa de Acolhimento (CA) – “Crescer a Cores”, a principal valência da Associação dos Familiares das Vitimas da Tragédia de Entre-os-Rios, promoveu na manhã de hoje, um Workshop subordinado ao tema “Do Menor ao Maior Acompanhado: Ruptura ou Continuidade?”, que teve a moderação do filósofo Fabiano de Abreu. 

Este evento, que teve entrada gratuita, foi realizado num dos espaços do Hotel Douro 41, localizado no lugar da Raiva, em Castelo de Paiva, com o programa a contemplar uma Sessão de Abertura a partir das 9 horas, com a intervenção de Augusto Moreira, presidente desta IPSS de Castelo de Paiva, com a abordagem do Vereador da Acção Social, José Manuel Carvalho, seguindo-se a participação dos oradores convidados, primeiro o Prof. Dr. J. Pinto da Costa, Catedrático Jubilado no Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar da Universidade do Porto e detentor de uma extensa e distinta carreira académica e profissional, reconhecida nacional e internacionalmente, na área da Medicina Legal, de que se destacou a direcção do Instituto de Medicina Legal do Porto, durante mais de 25 anos, e que abordou o tema “ Novo acompanhamento ao menor quando maior “, e depois, a intervenção do Dr. Joaquim Manuel Silva, Juiz no Tribunal de Família e Menores de Mafra, licenciado em Filosofia (1981-1985), e em Direito (1991-1996) e Mestre em Ciência Jurídicas-Civilísticas especializado em Família e Menores, colocado desde 2017 nesta Comarca da zona de Lisboa Oeste, sendo muito conhecido da opinião pública por ser o Juiz que resolve casos no Facebook, telefonando aos intervenientes nos processos, resolve casos e faz audiências via Messenger através do próprio tablet, considerando que os procedimentos legais só se justificam quando são eficazes, sendo que, neste Workshop veio falar sobre “ A transição do menor para o maior acompanhado “.

Foi orador nos últimos seis anos em conferências, particularmente nas áreas Tutelar Educativa, Promoção e Protecção e das Responsabilidades Parentais, designadamente sobre a guarda compartilhada, sendo autor de vários artigos da área da temática das crianças, e do livro "A família das Crianças na Separação dos pais: a Guarda Compartilhada.

Depois de um período de análise e debate, a cerimónia de encerramento será presidida por Gonçalo Rocha, presidente da edilidade paivense, que não deixou de enaltecer a importância e a oportunidade desta iniciativa do CAT Crescer a Cores, evidenciando o excelente trabalho que esta IPSS tem vindo a desenvolver no apoio e acolhimento de crianças e jovens enquadrados em quadros de instabilidade familiar, considerando que a educação está na base de tudo, sublinhando que, este é um assunto primordial para resolver a questão do posicionamento dos jovens na sociedade e sua transição, sublinhando também, que a Câmara Municipal tem procurado promover a educação como estratégia e política pública para que os jovens de Castelo de Paiva tenham um melhor futuro.

Carlos Oliveira

Figueiró dos Vinhos | XIV Feira de Doçaria Conventual


O Convento de Nossa Senhora do Carmo dos Carmelitas Descalços de Figueiró dos Vinhos vai ser palco da XIV Feira de Doçaria Conventual, entre os dias 1 e 3 de novembro.

Num espaço de finais do séc. XVI, que inspira à imaginação de todos, a edição de 2019 presenteará os seus visitantes com workshops, arte musical e teatral e uma ampla diversidade de excelentes doces conventuais e licores trazidos pelos doceiros de Abrantes (Pastelaria Tágide Gourmet), Alcobaça (Casa dos Doces Conventuais), Alcobaça (Abadia de Alcobaça), Aveiro (Ovos Moles de Aveiro), Caldas da Rainha (Pastelaria Java), Cernache do Bonjardim (Pastelaria Império), Ovar (Pão de Ló de Ovar Flôr de Liz), Évora (Confeitaria Conventus), Arega (Quinta Fonte da Vida), Figueiró dos Vinhos – Confeitaria Santa Luzia) e Tentúgal (O Afonso).

A esperada abertura será pelas 9h30 da manhã, logo no primeiro dia de novembro, sendo a sua tarde adornada pelo Concerto da Camerata do Orfeão de Leiria, que terá lugar pelas 15h30 nos Claustros do Convento.

A tarde do dia 2 brindará, especialmente, as famílias com crianças ao oferecer duas sessões do, já tradicional e indispensável, “Workshop de Bolachas”. A atividade, habitualmente, dirigida em exclusivo a crianças dos 6 aos 10 anos, este ano facultará a participação conjunta com os respetivos familiares (pais/avós/etc.). Contudo, as inscrições são limitadas, decorrendo até 31 de outubro através do contacto 916 206 446.

A música voltará a estar presente neste segundo dia do certame, pelas 17h00, com João Gil Quinteto, uma banda com instrumentação típica do jazz dos anos 60, composta por músicos portugueses e espanhóis, conduzida pelo baterista figueiroense João Gil.

O domingo de 3 de novembro, dia de encerramento da XIV Feira de Doçaria Conventual de Figueiró dos Vinhos, será marcado pela encenação teatral protagonizada pela equipa do Museu e Centro de Artes do concelho. Intitulada “Uma Doce Despedida”, a peça abordará a história do convento e do convite de António de Vasconcellos a Malhoa para dar o seu nome ao Pão-de-Ló produzido pela sua fábrica de doces conventuais. O convite feito foi, amavelmente, recusado pelo pintor por acreditar que tal iguaria haveria de ser famosa como sendo “o Pão-de-Ló de Figueiró dos Vinhos”, o que se veio a concretizar, persistindo até aos dias de hoje.

A tradição dos doces conventuais de Figueiró dos Vinhos remonta a meados do séc. XVI, mais propriamente a 1540, aquando da fundação do Mosteiro de Nossa Senhora da Consolação, vulgo Mosteiro de Santa Clara de Figueiró dos Vinhos, e da vinda de freiras doceiras, sobretudo oriundas do Convento de Santa Clara de Coimbra. Nos dias de hoje, poucos são os vestígios dos dois mosteiros figueiroenses, permanecendo apenas, como lembrança desta era, a conhecida Fonte das Freiras e parte do edificado do Convento de Nossa Senhora do Carmo dos Carmelitas Descalços, fundado em 1598.

A Feira de Doçaria Conventual, realizada no único Convento, ainda, existente no concelho é, assim, uma exaltação a esta época e às iguarias conventuais, de todo o país, que perduraram no tempo. 

Figueiró deixa, deste modo, o convite a todos os que queiram viajar no tempo e na história, saboreando os segredos dos antepassados, no belíssimo espaço erigido por Pero de Alcáçova de Vasconcelos.

Mundo | Contradições (aberrantes) de ecologistas radicais

A mídia tem repetindo slogans do Sínodo Pan-Amazônica: ecologia integral, integração do homem à natureza, culto à mãe terra etc.
John Horvat II — vice-presidente da TFP Americana, autor da obra “RETORNO À ORDEM: De uma economia frenética a uma sociedade orgânica cristã” — em recente artigo intitulado “Rios, arroz e orangotangos podem ter ‘direitos de personalidade?’”1 trata de iniciativas de fanáticos ecologistas em diversas partes do globo.
Assim, “a tribo Yurok, no noroeste da Califórnia, declarou, por exemplo, que o rio Klamath agora tem os ‘direitos da personalidade’. A eco-mídia está repleta de relatos da resolução do Conselho Tribal de conceder direitos de personalidade ao rio.
“Em 2017, o governo da Nova Zelândia negociou com as tribos maoris a legitimidade judicial no rio Whanganui.
“Em 2018, o White Earth Band de Ojibwe, no Minnesota, declarou os direitos humanos do arroz selvagem (manoomin) e dos locais de água doce onde cresce. Manoomin é a primeira espécie de planta a reivindicar direitos humanos.”
Já abordamos o tema: “Direitos de rios e bichos”.2  E este que é o título de artigo publicado por Marlen Couto no jornal “O Globo” (1º-6-19): “Um rio pode entrar na Justiça para defender-se da poluição? […] a Justiça Federal de Belo Horizonte analisa se aceita ou não uma ação movida em novembro pela ONG Pachamama em que o próprio Rio Doce pede seu reconhecimento”.
Erro filosófico dos eco-fundamentalistas
Lembra John Horvat que “a definição filosófica clássica de uma pessoa é ‘uma substância individual de natureza racional’”.
“O abuso legal dos direitos humanos da natureza é agravado por um erro filosófico. Rios e arroz receberão direitos reservados aos seres vivos, racionais, autoconscientes, autoconscientes e autocontroladores”.
Como sabemos, somente o homem tem natureza racional, autonomia e auto suficiência. Portanto, seres não racionais, como rios, bichos, árvores, não têm como se expressar racionalmente. Eles não podem entender, muito menos defender seus casos em algum Tribunal.
Ensina a Sagrada Escritura que somente o homem foi criado à imagem de semelhança de Deus, investido dessa missão: “Crescei e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a, e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu, e sobre todos os animais, que se movem sobre a terra” (Gen. 1, 28).
Pode o homem destruir a seu bel prazer a natureza?
Mostrando que os seres irracionais (entre eles os rios e os bichos) não têm direitos, não estamos defendendo o uso indiscriminado e selvagem desses seres. Deus concedeu ao homem o direito de usar das criaturas, mas não de violar a ordem natural estabelecida por Ele na Criação.
Violar a ordem natural é pecar contra Deus e contra si mesmo. Nunca será a violação de supostos direitos de seres irracionais, como rios e bichos como pretendem os fundamentalistas ecologistas.
A solução não está, pois, no culto à “Mãe Terra”, mas ao retorno do homem à sabedoria e ao senso moral orientando o verdadeiro progresso. Impor aos homens as quimeras de ONGs, ONU e “direitos de rios e bichos” seria o mesmo que cair no erro condenado no Evangelho: tentar costurar um remendo de pano cru num tecido podre; o tecido se rompe e o rasgão fica ainda pior.
Contradição flagrante dos ativistas pró aborto
Observa John Horvat a contradição aberrante: “seres não humanos recebem direitos pessoais”. Entretanto, aos bebês não é permitido o “fluxo livre e a evolução natural” de seu desenvolvimento como seres humanos. Ao contrário dos rios e do arroz, os bebês têm coração palpitante, sentem dor e almas imortais.
Rios, bichos e arroz devem ser tratados de acordo com sua natureza, que não é a natureza humana.
Mais trágico é que “outra classe de seres não recebe direitos de personalidade: os humanos […]. Os ativistas (pró aborto) declaram que alguns seres não são considerados pessoas”.
“Apesar do feto ser verdadeiramente ‘uma substância individual de natureza racional’ os mesmos ecoativistas que defendem a pseudo-pessoa da Natureza negam aos bebês por nascer sua verdadeira personalidade humana no cenário natural do útero de suas mães’”.
Mas o movimento Rights for Nature e os pró aborto brasileiros fingem não o saber.
ABIM
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Notas:

Portalegre | Vale de Cavalos reúne dadores de sangue



E mais um ano se aproxima a passos largos do seu términos. Neste 2019 restam três brigadas promovidas pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP.
A última colheita teve lugar em Vale de Cavalos – na sede do Grupo Desportivo Cultural e Social. Reuniram-se para doar sangue, nesta simpática terra da freguesia de Alegrete (Portalegre), 23 pessoas. Três eram do sexo feminino.

Aqui foram angariadas 22 sempre valorizadas unidades do tecido humano que nos corre nos vasos. Apenas um potencial dador não estendeu o braço por razões clínicas.

No local da dádiva foi servido o almoço convívio que contou com o apoio da Junta de Freguesia de Alegrete e do Grupo Desportivo Cultural e Social de Vale de Cavalos. À mesa estiveram associados da ADBSP, elementos do banco de sangue do hospital de Portalegre e os sempre bem-dispostos e exemplares dadores.

16 de novembro no Crato
Em 2019 vamos ainda fomentar colheitas: no Crato, nos bombeiros, a 16 de novembro; em Santo António das Areias (Marvão), na Casa do Povo, a 23 de novembro; em Monforte, na sede dos bombeiros, a 14 de dezembro. Sábados de manhã efetuam-se as colheitas da ADBSP.
Vamos pensar no que nos resta 2019 – e já no novo ano – doando sangue e consultando:
JR

Urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta de novo fechada no fim de semana

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A urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, vai encerrar novamente durante o fim de semana, a partir das 20:30 de hoje e até às 08:30 de segunda-feira, anunciou aquela unidade de saúde.
"Apesar dos esforços realizados, a solução de assegurar as escalas de urgência de pediatria ao fim de semana no HGO, com o apoio da União das Misericórdias Portuguesas, não se concretizou até à data", afirma o hospital em comunicado, assegurando que o serviço de neonatologia e a urgência interna de pediatria "funcionarão regularmente".
Para minimizar os constrangimentos, o hospital do distrito de Setúbal articulou-se com o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Almada e Seixal, tendo em vista o reforço do atendimento em alguns cuidados de saúde primários dos dois concelhos.
"Haverá o reforço do atendimento complementar nos Centros de Saúde Rainha D. Leonor (Almada) e Amora (Seixal), com médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar do próprio ACES, que estarão abertos entre as 10:00 e as 17:00 de sábado e domingo, para atender todos os utentes que, no âmbito pediátrico, necessitem de observação, em situações agudas, mas não emergentes", lê-se na nota.
No passado fim de semana, os centros de saúde do ACES de Almada e Seixal receberam 71 crianças em atendimento complementar, informou hoje a administração.
"Prevê-se que a conclusão da formação de novos recém-especialistas, cerca de 20 no total nacional, em outubro/novembro de 2019, possa permitir fixar novos pediatras no HGO", acrescentou.
Os utentes que necessitem de recorrer a uma urgência pediátrica devem dirigir-se ao Hospital de Santa Maria ou ao Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, sugere o conselho de administração.
Esta é a quarta vez que a urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta encerra nas últimas semanas.
Na semana passada, também esteve encerrada entre as 20:30 de sexta-feira (dia 18) e as 08:30 de segunda-feira (dia 21).
Antes, a urgência esteve encerrada no dia 12 à noite e no dia 14.
A falta de médicos pediatras para cumprir as escalas noturnas no Garcia de Orta já dura há mais de um ano, quando saíram 13 médicos e, segundo o Sindicato dos Médicos da Zona Sul, nem o lançamento de concursos foi suficiente para colmatar a carência porque “ninguém concorreu”.
Atualmente, trabalham 28 médicos no serviço de pediatria, dos quais sete fazem urgência e apenas quatro podem fazer noites porque têm menos do que 55 anos.
Em entrevista à Lusa em 16 de outubro, o presidente do conselho de administração do hospital, Luís Amaro, informava que estava a ser feito um protocolo com a União das Misericórdias Portuguesas para, a curto prazo, solucionar a falta de pediatras no serviço de urgência, além de já terem sido feitas parcerias com outros hospitais.
O responsável também indicou, na ocasião, que o Ministério da Saúde disponibilizou três vagas por contratação direta e que em breve seria lançado um novo concurso, para o qual Luís Amaro pediu “o maior número possível de vagas”.
No sábado, as comissões de utentes da saúde de Almada e do Seixal concentram-se à porta do hospital, às 10:00, em protesto contra os encerramentos sucessivos da urgência pediátrica.
Lusa
Imagem: MÁRIO CRUZ/LUSA