terça-feira, 27 de agosto de 2019

Saúde | Matilde e Natália. Bebés com doença rara iniciaram o tratamento inovador

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Sapo24
As crianças com a doença rara atrofia espinhal muscular tipo I e que precisaram de tomar um dos medicamentos mais caros do mundo já iniciaram o tratamento no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. As duas crianças estão estáveis e vão agora ficar em vigilância.
O hospital diz que o medicamento "sugere um benefício clínico acrescido". Dadas as vantagens do fármaco, perfil de segurança e importância da urgência da toma, "foi desencadeado um processo institucional" para "agilizar o acesso" ao medicamento, disse a diretora do departamento de pediatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
A neuropediatra Teresa Moreno disse que as duas crianças estão bem. Explicando que o medicamento não é uma cura completa.
Recorde-se que no início de julho, o Infarmed autorizou o pedido do Hospital de Santa Maria para a utilização do Zolgensma no tratamento da atrofia espinhal muscular tipo I de duas crianças. A bebé Matilde, que esteve internada durante algumas semanas no hospital de Santa Maria, teve alta a 18 de julho.
A história desta criança ficou conhecida depois de os pais organizarem uma recolha donativos na internet. A angariação recolheu um valor superior a dois milhões de euros — o custo do medicamento Zolgensma, da empresa Avexis, que pertence à farmacêutica Novartis.
O Zolgensma é uma injeção de dose única apresentada como terapia genética à raiz da doença que afeta as bebés Matilde e Natália e a sua autorização excecional de utilização hospitalar em Portugal não implica custos para os doentes.
No mercado português já existe, devidamente aprovado, um outro medicamento (spinraz), que retarda a progressão da doença, não sendo porém de dose única nesta doença rara.
O pedido de autorização especial ou excecional de um determinado medicamento é feito em regra no caso de medicamentos inovadores que ainda não foram avaliados ou autorizados pela Agência Europeia do Medicamento e pelo Infarmed, a nível nacional.
Lusa

Proença-a-Nova | Governo aprova BUPi alargado a todo o país

O sistema de informação cadastral simplificada e o BUPi - Balcão Único do Prédio foram alargados a todo o país, tendo o Governo aprovado em Conselho de Ministros, no dia 22 de agosto, o decreto que altera a regulamentação. Proença-a-Nova foi um dos dez concelhos a nível nacional que acolheu o projeto piloto, iniciado em novembro de 2017, e aquele que apresentou o maior número de processos ativos e matrizes: quase 40 mil, reflexo do investimento realizado pelo Município ao nível de recursos humanos e técnicos. Estes números permitem agora que mais de 40% da área do território esteja já identificada, sendo fundamental como ferramenta de gestão do concelho. 

O presidente da Câmara Municipal sempre defendeu a necessidade de se manter este projeto e de o alargar a todo o país, inclusivamente na Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação onde João Lobo foi ouvido a 15 de abril. “Estamos a ultimar um protocolo com a Direção Geral do Território para se realizar interligação entre o sistema de informação cadastral simplificada e o cadastro geométrico, num processo que representará poupança de recursos tendo em conta todo o trabalho que temos desenvolvido no âmbito do BUPi”. Para João Lobo, “terá de haver uma resposta diferenciada por parte do Instituto dos Registos e Notariado, dando resposta cabal ao registo predial, uma vez que se tem demonstrado deficitário face ao grande volume de processos, tornando-se premente a dotação de recursos humanos para esta tarefa, não obstante o trabalho relevante realizado pela nossa Conservatória. Volto a apelar a todos aqueles que ainda não realizaram georreferenciação que a façam, usufruindo da gratuitidade dos procedimentos”. 

A Secretária de Estado da Justiça, Anabela Pedroso, na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, referiu que “o objetivo estratégico deste projeto se relaciona com a agilização de procedimentos referentes à regulamentação de prédio rústico omisso”, estando em causa “conhecer melhor, quer as propriedades rurais, como os seus respetivos donos. À semelhança do que sucedeu no projeto-piloto, esta ferramenta é gratuita, tanto para os cidadãos, como para as entidades públicas”. Entre as principais vantagens do novo diploma destacam-se a simplificação do procedimento e a sua desmaterialização. Na sua perspetiva, “o diploma aprovado é um dos elementos fundamentais da reforma das florestas e é parte integrante do programa de valorização do interior, bem como do plano nacional de gestão integrada de fogos rurais. Num curto espaço de tempo, conseguiremos ter melhor conhecimento de todo o território nacional”.

Proença-a-Nova | Festival do Plangaio e do Maranho com inscrições abertas até 15 de setembro


As associações da União de Freguesias de Sobreira Formosa e Alvito da Beira e os artesãos e produtores do concelho que queiram participar no Festival do Plangaio e do Maranho, que se realiza nos dias 28 e 29 de setembro, têm até 15 de setembro para formalizar a sua inscrição, preenchendo a respetiva ficha (disponível aqui) e entregando-a na Junta de Freguesia, no Posto de Turismo ou enviando-a para o email eventos@cm-proencanova.pt. Este festival destaca dois produtos tradicionais do concelho: o plangaio, que é feito com ossos do espinhaço do porco e massa de farinheira e é curado, e o o maranho, que é feito com carne de cabra ou cabrito, arroz e o toque distintivo da hortelã. Para além da gastronomia, está preparado um programa complementar para o fim de semana, sendo cabeça de cartaz a banda portuguesa The Lucky Duckies, que se inspira nos artistas dos anos 50 e princípios da década de 60 do século XX para apresentar o seu repertório e visual. 

Na vertente cultural, o Edifício dos Fortes e Baterias receberá um colóquio sobre “As Vias da Beira Baixa: abordagem histórica e geográfica à mobilidade” e ainda a recriação das invasões francesas, em mais uma rota das visitas guiadas e encenadas do projeto Beira Baixa Cultural, cofinanciado no âmbito do Centro 2020, Portugal 2020 e Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional da União Europeia. Nos dois dias, e inserido neste projeto, decorrem também ateliers de cultura e gastronomia, dedicados precisamente ao plangaio e ao maranho que ensinarão os presentes a confecionar estes produtos, apresentando novas formas para os degustar. O primeiro será orientado por Tita Verganista e o segundo pelo chef Miguel Mesquita. O peddy paper “A Formosinha”, o II Encontro de Concertinas, numa organização da Escola de Concertinas de Proença-a-Nova, e as atuações da Banda Brass Fusion e do duo musical Red Seven são ainda outras propostas de animação para este festival.

Covilhã | EXPOSIÇÃO E ENCONTRO DE PINTORES LOCAIS ABREM TEMPORADA NO MUSEU ARTE SACRA


A Câmara da Covilhã inaugura, na próxima sexta-feira, dia 30 de agosto, a exposição “Pinceladas, expressões e impressões”, no Museu de Arte Sacra. 
Trata-se de uma coletiva de pintura por Alice Piloto; Ânia Pais; Conceição Oliveira; Conceição Ruivo; Cosme; Graça Cunha; Maria Guia Pimpão e Odete Redondo. 
A cerimónia de inauguração terá inicio pelas 21h30, com um momento de música e dança do mundo que assinalam as comemoração do Dia Internacional dos Povos Indígenas. 
No dia 31 de agosto, pelas 10h00, terá lugar ainda um Encontro de Pintores com a participação de diversos artistas locais na área da pintura. 
A exposição, que integra cerca de duas dezenas de peças, estará patente ao público até da 29 de setembro, podendo ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h00 às 18h00, com entrada gratuita. 

Museu de Arte Sacra 
Casa Maria José Alçada [junto ao Jardim Público] 
Avenida Frei Heitor Pinto, Covilhã 
T. 275 334 457 | museus@cm-covilha.pt
Terça a Domingo, 10h00 às 18h00

Mundo | Advertências inúteis


  • Péricles Capanema
Às vezes me sinto inibido em recordar o óbvio ululante. Vamos lá, conto com a benevolência do eventual leitor. A China é país comunista. Seu governo, expansionista, imperialista, ditatorial e totalitário, é exercido por um só partido, o Partido Comunista da China (PCC), marxista, coletivista e ateu. Lá, só como piada se pode falar em democracia e direitos humanos. Na América do Sul um dos dois maiores apoios à ditatura assassina de Maduro, que lota Roraima de refugiados miseráveis, é a China (o outro, a Rússia). Na Ásia, sustenta a tirania da Coreia do Norte (maior apoio dela) e tem dado sinais gritantes de que será implacável na repressão às reivindicações de liberdade da população de Hong Kong. O PCC, que infelicita a China, tem rumo ideológico claro, conduta constante e previsível, conhecida política de Estado.As empresas estatais chinesas agem segundo os interesses do PCC e do governo chinês; promovem com obediência canina a política de ambos. São, em sua esmagadora maioria dirigidas por membros do PCC. É congruente, pois, que o PT, nos governos Lula e Dilma, tenha sido fervoroso partidário de toda forma de aproximação com a China; no caso, em especial, favorecia a compra de ativos brasileiros por estatais chinesas. Até aqui, o óbvio ululante. O que vem abaixo, espero, também é claro como água do pote.
O governador de São Paulo voltou de viagem oficial à China, para onde foi à frente de comitiva de 35 políticos e empresários. Naquele país assinou protocolo de intenções com o presidente da China Railway Construction Corporation Limited (CRCC) para investir em três projetos: trem intercidades, despoluição dos rios Pinheiros e Tietê e, terceiro, linha 6 do metrô. São projetos, anunciados de momento como PPP (Parceria Público Privada), estimados em 22 bilhões de reais. O governador celebrou o fato: “Assinamos memorando com gigante chinesa da área metroviária.” João Dória ainda anunciou tratativas de negócios com a COFCO no terreno da agricultura. Escreveu: “Em Pequim, a multinacional COFCO, que já atua no Brasil anunciou que quer expandir seus investimentos em São Paulo”. Disse o governador em vídeo: “São Paulo deve competir internacionalmente oferecendo até financiamentos para que mais investimentos sejam feitos o mais rápido possível”. Depois de dizer que os investimentos chineses são muito bem-vindos sublinhou que a China “é investidora, construtora e operadora”.
No sábado, 10 de agosto, em artigo exultante sobre o êxito da ida à China publicado no “O Estado de S. Paulo”, espécie de prestação de contas, afirmou que a China já tem 70 bilhões de dólares investidos no Brasil. (Segundo a Secretaria de Assuntos Internacionais (SEAIN) do Ministério do Planejamento é mais; desde 2003 em 269 projetos houve investimentos chineses anunciados e confirmados de 124 bilhões de dólares.) Assevera João Dória: “Em São Paulo, por exemplo a State Grid comprou o controle da CPFL, que produz e fornece energia a quase 10 milhões de clientes. Criamos um amplo programa de desestatização, concessões e privatizações. Em Pequim, tivemos uma produtiva reunião com a CRCC. Em Xian, nos reunimos com a CR20. Desejamos estimular mais operações chinesas nos portos de Santos e São Sebastião. Fez parte de nosso encontro com a COFCO. A China tem o Brasil como parceiro e garante investimentos no país pelas mais diversas fontes, recursos para investimentos do Banco de Desenvolvimento da China, a Sinosure e o Claifund”. Termina com ditirambos: “Confio nas palavras do presidente Xi Jinping que disse que ‘a porta da China se abrirá cada vez mais’. Trabalho, planejamento e educação fizeram da China uma grande potência econômica. Estreitar nossos laços, aumentar a confiança mútua e ampliar nosso mercado bilateral são prioridades”.
Vamos às empresas citadas pelo governador como “investidoras”, “multinacionais”, “gigante chinesa”, que vão colaborar em programas de desestatização, privatização e concessões. A CRRCC é estatal. A COFCO é estatal. A CR20 é estatal. A State Grid é estatal. A SINOSURE é estatal. O Banco de Desenvolvimento da China é estatal. O Banco dos BRIS é banco estatal. O CLAI Fund é órgão estatal. Nenhum grupo empresarial privado foi citado. De passagem, noto, o Conselho Empresarial Brasil-China afirma em relatório que 87% do investimento chinês do Brasil tem origem estatal, 13% são de origem privada. Aqui, digo eu, na grossa maioria dos casos, as empresas privadas chinesas que investiram no Brasil, fazem o que quer o governo chinês.
Relembro, o governador reiterou estava levando adiante “amplo programa de desestatização, concessões e privatizações”. Infelizmente é impossível evitar a associação com o newspeak(novilíngua) do romance 1984 do escritor inglês George Orwell. Na novilíngua, sabemos, em muitos casos a palavra quer dizer exatamente o contrário do que tradicionalmente significa. João Dória anuncia pomposamente como gigantesco programa de privatização uma ação política que vai transferir ativos estatais brasileiros para empresas estatais controladas pelo governo e Partido Comunista Chinês.
Aliás, tal novilíngua corre solta no Brasil e aqui João Dória é apenas mais um exemplo. A grande imprensa, políticos e empresários em geral falam de “investidores chineses”, “empresas chinesas”, “capitais chinesas”. Parece, um bruxedo invade tudo e trava a língua. A realidade óbvia — no mais preocupante, estatais chinesas comprando ativos no Brasil — é noticiada por meio de eufemismos enganadores. Vivemos há anos imersos a respeito em silêncio tóxico, respiramos um ocultamento fraudulento.
Uma luzinha. Termino com trecho de relatório recente intitulado “China – Direções globais de investimentos 2018” de responsabilidade conjunta do Conselho Empresarial Brasil-China e da Apex. A linguagem é cauta, aveludada, não é escarrapachada como a minha, mas a realidade descrita é a mesma: Outro ponto que desperta receio é a forte presença das empresas estatais no processo de internacionalização. Nesse sentido, alguns países como os Estados Unidos, Alemanha, França, entre outros têm elevado os padrões de avaliação para a entrada do investimento chinês sob a justificativa de proteção de áreas estratégicas (World Investment Report, 2017). […] O sistema regulatório de concessões deve ser acompanhado para que não se criem monopólios de empresas estatais em áreas de infraestrutura”.
Ou seja, Estados Unidos, Alemanha, França entre outros países, temem investimento estatal chinês e querem pôr limites, regulamentar — pôr o sarrafo mais alto. Na linha de grandes potências do mundo, ecoando a preocupação, o Conselho Empresarial Brasil-China e a APEX alertam para o risco de monopólios chineses estatais em áreas da infraestrutura no Brasil. No frigir dos ovos, terão sido também advertências inúteis, contidas em relatório de órgão relevante, mas com efeito final parecido às minhas, divulgadas por mero particular de parcos meios? Não sei. Sei uma coisa, estamos merecendo o título ignóbil de campeões mundiais da imprudência, pois nos despreocupa a soberania nacional, independência e interesses estratégicos, levados a sério nos Estados Unidos, Alemanha, França e em tantos outros países, como afirma o referido relatório. A continuidade nessa rota de declive nos afundará lá na frente na condição de protetorado efetivo, ainda que inconfessado. Faz falta na vida pública brasileira não só a honestidade no uso do dinheiro público. Congruente com ela é a honestidade na linguagem, evitando termos como privatização e multinacionais chinesas, quando o programa favorecer de fato a estatização e o monopólio (chineses). Agentes: as estatais chinesas. A terminologia correta é essa última, cujo emprego trará despoluição do ambiente público, tão necessária quanto a despoluição do Tietê e do Pinheiros.

Politica | LIVRE concorre a todo o país com listas paritárias


Terminou ontem, dia 26, o prazo para a entrega das listas candidatas às eleições legislativas de 6 de outubro.

O LIVRE vai estar presente em todos os círculos eleitorais do país, regiões autónomas e círculos da emigração (Europa e Fora da Europa).

Concorremos com 280 candidatos, 230 em lugares efetivos nas listas e 50 suplentes.

Paridade nos cabeças de Lista: 11 candidatas e 11 candidatos
Paridade nos candidatos efetivos: 115 candidatos e 115 candidatas
46 % são candidatos independentes, sem filiação partidária

Estes dados demonstram a abertura do LIVRE à cidadania e à participação e demonstram igualmente a capacidade de mobilização do partido, atraindo setores da nossa sociedade pouco representados politicamente.

O GRUPO DE CONTACTO DO LIVRE

ANTÓNIO VERÍSSIMO

Caldas da Rainha | Feira dos Frutos recebeu cerca de 100 mil visitantes na edição mais sustentável de sempre


No momento em que Rui Veloso, já no encore do último concerto da Feira dos Frutos 2019, cantava “Não Há Estrelas no Céu” começou a chover. Este momento considerado mágico por muitos dos presentes, fez ainda mais sentido ouvir a parte da canção que diz “A primavera da vida é bonita de viver / Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover”.
Antes deste concerto, a 25 de Agosto, teve lugar no espaço institucional a cerimónia de encerramento, durante a qual o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, estava muito satisfeito com os resultados alcançados este ano com a Feira.
Um dos maiores motivos de contentamento foi o facto de se ter conseguido uma maior limpeza, principalmente porque os visitantes aderiram ao copo reutilizável e também não houve beatas no chão. Por outro lado, houve também mais fruta à venda e quem esteve presente estava satisfeito com as vendas conseguidas.
O edil caldense recordou que desde que se realizaram as primeiras edições da Feira da Fruta no Parque, nos finais dos anos 70, esta decorria também em Agosto e sempre com muito sucesso. Ao terem voltado a realizarem as feiras no Parque D. Carlos I, houve uma preocupação em conciliar a componente mais técnica com uma vertente mais de entretenimento.

Responsável pela organização, o vice-presidente da Câmara, Hugo Oliveira, realçou a feira tem vindo a melhorar de ano para o ano, não só ao nível da programação, mas, em especial, nas medidas ambientais que têm sido tomadas. O autarca referiu ainda em 2019 houve um grande aumento de stands de produtores de fruta.
No passado domingo, cerca de 12 mil pessoas entraram no recinto da feira, tendo sido a maior enchente dos 10 dias do evento em 2019. Ao longo dos 10 dias, passaram pelo Parque D. Carlos I cerca de 100 mil pessoas pelo recinto para assistir aos concertos, comprar fruta, comer nos diversos espaços e usufruir das várias ofertas de animação, num ambiente sempre cheio de alegria.

Na despedida, Rui Veloso demonstrou porque é um dos mais conceitos cantores nacionais. Dos fãs mais antigos aos mais recentes, uns ainda na “Primavera da vida”, foram milhares de pessoas que estiveram na última noite da Feira dos Frutos para ouvir Rui Veloso.
No final, era visível a satisfação de Rui Veloso com o público que entoou sempre as suas músicas e nem a chuva, que acabaria por não durar mais do que uns minutos, afastou as pessoas.
Na noite anterior, Raquel Tavares também foi muito bem recebida na Feira dos Frutos, na primeira vez que actuou nas Caldas da Rainha.
“Percebi logo que são um público muito fadista”, disse, entusiasmada pela forma como o público cantou com ela.
A artista avisou logo que não iria ser só um concerto de fado, mas também com outro género de músicas.
“Neste concerto mandam vocês, nem sequer tenho um alinhamento definido.
Vamos dar o que temos e o que não temos”, disse Raquel Tavares, que teve um público rendido à sua voz e às suas músicas.
Ao longo de toda a semana foram várias as ofertas musicais, num programa muito diversificada. Desde os espectáculos mais direccionados aos jovens, como Blaya e Wet Bed Gang, ao magnífico concerto da Banda Comércio e Indústria com Ana Bacalhau (vocalista dos Deolinda) e Júlia Valentim, a 19 de Agosto.
O maestro Adelino Mota preparou mais um concerto especial para a população caldense e todos os que quiseram estar presentes.
O concerto foi divido em duas partes: a primeira dedicada ao pop e ao rock, sendo a segunda abrilhantada por Ana Bacalhau, com temas portugueses. Foi sempre notória a cumplicidade entre os vários artistas.
Na noite de 20 de Agosto, o vocalista dos Black Mamba, Pedro Tatanka, esteve à Feira dos Frutos apresentar o seu projecto a solo, e acabou com um público rendido às suas músicas.
Muito comunicativo em palco, Tatanka fez também questão de estar com os seus fãs no final do espectáculo para dar autógrafos, conversar e vender o seu novo CD.
 No dia 22, João Pedro Pais protagonizou ontem um dos concertos mais intensos da edição deste ano da Feira dos Frutos. A entrega ao público foi total.
O músico fez questão de afirmar várias vezes que tudo aquilo só fazia sentido porque havia pessoas que o ouviam e sentiam com ele as suas músicas.

Prémios Frutos
A tarte de de maçã, da Frubaça, o Fofo de chocolate e limão com cobertura de frutos vermelhos, da Fofos da Rainha, e o Morango fresco, da Frescos da Vila, foram os vencedores da edição deste ano dos Prémios Frutos.
Destaque ainda para as menções honrosas para o fidalguinho (Maravilhas DA RUTTE Sophia), cerveja artesanal Cerveja Bordallo, Morango Fresco (Frutas Classe, S.A.), Tomate redondo (Gilma de Aguiar dos Santos), Mel crú de inverno multifloral (Prata de Mel).
A pêra rocha e maçã reineta do Pomar do Oeste recebem um certificado de participação.
No concurso "Sabores Frutos" da restauração o hambúrguer vegetariano servido em pão de beterraba com batata doce (Eusebio's Hamburgueria) foi o vencedor com uma menção honrosa. Fresh-no-meat-no fish apresentou o prato Beyond meat em bolo caco e o choco frito com batata frita tipo caseira, do Choco da Marisa receberam certificado de participação.
Esta iniciativa visa premiar o produto agroalimentar em fresco ou transformado, que esteja disponível no mercado, que se distinga pelas suas características sensoriais e de qualidade.
Tem de ser também um produto que promova hábitos alimentares e estilos de vida saudáveis, ou a sustentabilidade na cadeia de valor ou relevante dinâmica económica e empresarial.
Lançada no final de Julho, a tarte de maçã de Alcobaça da Frubaça (vendida em exclusivo nas lojas COPA) foi criada pelo chef Ricardo Raimundo, tem um recheio com cerca de um quilo de maçã, das variedades Golden e Granny Smith. Quem provou a tarte, quis sempre mais. A loja Copa na Feira dos Frutos também vendeu muita fruta (maçã e pêra) ao público em geral.
O Fofo de chocolate e limão com cobertura de frutos vermelhos da Fofos da Rainha foi inspirado na Feira dos Frutos e lançado este ano.
A Fofos da Rainha nasceu há cerca de quatro anos na Praça da Fruta e é um projecto que tem crescido de ano para ano, também sempre presente na Feira dos Frutos.
Desde Outubro de 2018 que apresentam-se numa roulotte e têm participado em vários eventos de “street food”, com grande sucesso.
O produto “morango fresco” (vendido em caixas de vários tamanhos ou num copo) da Frescos da Vila também mereceu o galardão máximo do júri.
A marca “Frescos da Vila” foi criada por uma pequena empresa familiar, que se iniciou com a produção de limões e depois expandiu-se para os morangos.
Como só produzem a variedade de morango Albion, apresentaram um produto que, embora não seja tão produtivo em termos de quantidade, tem melhores qualidades como a doçura, mais sabor e um cheiro muito agradável.
Na Feira dos Frutos só vendiam morangos que foram colhidos no próprio dia.

O evento mais limpo na área da Valorsul
Daniela Abreu, coordenadora do projecto Ecoeventos da Valorsul, considerou a Feira dos Frutos nas Caldas da Rainha o evento mais limpo em que estiveram durante este Verão.
Presentes em diversas nas festas e eventos dos 19 municípios (Grande Lisboa e Oeste) desde o início de Julho, as equipas ficaram surpreendidas com o que encontraram no Parque D. Carlos I.
“Não temos recolhido praticamente nenhum lixo no chão”, disse a responsável.
Para além da limpeza, ficaram muito agradados com a grande quantidade recipientes para o “lixo normal” e para o plástico ou papel.
Daniela Abreu elogiou ainda a implementação do copo reutilizável, tal como tem vindo a acontecer noutros grandes festivais.

Célia Marques
 

SOCIEDADE COLUMBÓFILA CANTANHEDENSE RENOVA PARCERIA COM OS AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS MARQUÊS DE MARIALVA E LIMA DA FARIA COLUMBÓFILA CANTANHEDENSE RENOVA PARCERIA COM OS AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS MARQUÊS DE MARIALVA E LIMA DA FARIA


No âmbito do protocolo existente entre a Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense e os Agrupamentos de Escolas Marquês de Marialva e Lima de Faria, formalizado em no ano de 2010, a Direção daqueles Agrupamentos, renovou recentemente o convite à Direcção Geral da Sociedade Columbófila para voltar a estabelecer uma parceria no sentido de renovar este ano letivo a promover as atividades de Enriquecimento Curricular. 

Estas atividades complementares, vão realizar-se primordialmente em cada estabelecimento escolar, envolvendo os alunos das escolas de Ançã, Bolho, Cadima, Cantanhede, Cantanhede Sul, Cordinha, Murtede, Ourentã, Pocariça, Póvoa da Lomba, Sepins e Varziela, sendo lecionadas as disciplinas de Inglês, Expressão Musical, Expressão Plástica, e Expressão Fisco-motora. 

Por sua vez a Direcção Geral da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense para cumprir rigorosamente as exigências desta parceria, tem vindo através dos seus técnicos a implementar todas atividades de acordo com o projeto curricular aprovado para este ano letivo. 

Para além de serem afetos às atividades de enriquecimento curricular a generalidade dos recursos humanos da Associação e muitos dos meios logísticos existentes, irão ser ainda adstritos a este projeto cerca de 35 licenciados, para lecionarem as disciplinas a implementar nas atividades de enriquecimento curricular. 

A Direcção Geral da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, disponibilizará ainda o seu corpo técnico para coordenar e complementar os recursos humanos necessários e estabelecer a “ponte” entre estas atividades e as atividades desportivas e culturais em prática na Associação. 

Os interessados em participar neste projeto educativo, poderão desde já, manifestar esse interesse na sede social da Sociedade Columbófila ou entregando/enviando o seu currículo vitae para os emails aecs@scc.pt, ou geral@scc.pt.

Pré-avisos de greve sobem 75% até Julho para valor mais elevado desde 2013

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JN
O número de pré-avisos de greve entre Janeiro e Julho deste ano aumentou 75% face ao mesmo período de 2018, sendo o mais elevado desde 2013, indicam dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho.
A entrada de pré-avisos de greve na Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) registou um valor mínimo de 224 em 2014, tendo-se observado uma tendência de subida desde então, com o número a atingir os 663 em julho deste ano.
O número observado nos primeiros setes meses deste ano apenas é ultrapassado pelos 1.217 pré-avisos registados em 2013, ano em que a taxa de desemprego observou um máximo histórico e o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 1,1%.
Dos pré-avisos entrados este ano, a maior parte (542) ocorreu fora do Setor Empresarial do Estado (SEE), segundo mostram os mesmos dados publicados pela DGERT e que se referem aos pré-avisos comunicados no âmbito do Código do Trabalho, não incluindo, por isso, os da função pública.
Estes dados correspondem aos pré-avisos entrados na DGERT, mas podem não corresponder às greves efetivamente realizadas, já que alguns são retirados ou suspensos.
João Cerejeira, economista e especialista em questões de trabalho, encontra no clima pré-eleitoral e na recuperação económica que o país registou nestes últimos anos algumas das razões para este endurecer da conflitualidade laboral.
Em ano de eleições, referiu à Lusa o também Professor da Universidade do Minho, o Governo tem menos margem de manobra para entrar em confronto direto com os trabalhadores.
Além disso, a melhoria do ciclo económico faz com que seja também mais difícil às empresas recrutar, o que acaba por reforçar o poder negocial dos trabalhadores.
“No período pós-crise, os trabalhadores sabiam que as empresas estavam fragilizadas e pedir valorização de salários não faria muito sentido”, afirma João Cerejeira, sublinhando que, com a recuperação da economia e com a noção “de que o bolo estará um bocadinho melhor”, os trabalhadores “querem uma maior partilha dos lucros”.
Elísio Estanque, investigador no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, também considera que a recuperação da economia é um dos fatores que estará na origem da subida dos pré-avisos de greve.
Ressalvando que a comparação única destes pré-avisos revela apenas uma parte da realidade porque não tem em conta o número de dias de greve e o número de trabalhadores abrangidos, Elísio Estanque acredita que a subida está ainda relacionada com o facto de se estar em período pré-eleitoral.
A isto, o investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra soma o surgimento de novas organizações sindicais e a sua necessidade de afirmação.
“Este panorama geral, associado a um ciclo pré-eleitoral acaba por favorecer a multiplicação destas iniciativas de luta”, precisou.
O Código do Trabalho determina que o aviso prévio de greve indique a data de início e fim da paralisação, o seu âmbito geográfico, as entidades empregadoras a que se dirige ou ainda os trabalhadores abrangidos.
Lusa

Mundo | Ministro brasileiro diz que Governo rejeitará ajuda financeira do G7 para a Amazónia

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INTERLUSÓFONA 
O ministro da Casa Civil brasileiro, Onyx Lorenzoni, afirmou na segunda-feira que o Governo rejeitará a ajuda de 20 milhões de dólares (17,95 milhões de euros) oferecida pelo G7 para combater os incêndios na Amazónia.
A informação foi obtida pelo portal de notícias G1, tendo sido confirmada pela assessoria do Palácio do Planalto, sede do Governo brasileiro.
“Agradecemos, mas talvez esses recursos sejam mais relevantes para reflorestar a Europa. Macron (Presidente francês) não consegue sequer evitar um previsível incêndio numa igreja que é património da humanidade (incêndio na Catedral de Notre-Dame) e quer ensinar o quê para nosso país? Ele tem muito o que cuidar em casa e nas colónias francesas”, disse Onyx ao G1.
O chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, anunciou na segunda-feira que o G7 fornecerá uma ajuda imediata de 20 milhões de dólares (17,95 milhões de euros) para combater o incêndio na maior floresta tropical do mundo.
Na cimeira do G7, dos países mais industrializados do mundo, participaram durante o fim de semana os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão e Reino Unido.
Porém, Onyx Lorenzoni acredita que Macron poderá ter “objetivos colonialistas” na ajuda atribuída pelo G7.
“O Brasil é uma nação democrática, livre e nunca teve práticas colonialistas e imperialistas como talvez seja o objetivo do francês Macron”, acrescentou o ministro da Casa Civil.
As declarações de Onyz assemelham-se às do chefe de Estado do Brasil, Jair Bolsonaro, que quando confrontado com a oferta de ajuda do G7 mostrou ter dúvidas acerca da intenções desses países.
“Será que alguém ajuda alguém, a menos que seja pobre, sem retorno? Isto é, sem esperar por algo em troca”, questionou Bolsonaro, junto à entrada do Palácio da Alvorada, sua residência oficial.
O chefe de Estado do Brasil mostrou a capa do jornal brasileiro “O Globo”, cuja manchete principal dizia: “Macron promete ajuda dos países ricos para a Amazónia”.
Com o jornal nas mãos, Jair Bolsonaro insistiu e perguntou: “O que eles querem na Amazónia por tanto tempo?”.
Sem mencionar qualquer país em particular, o Presidente brasileiro disse que, no final da semana passada, falou com “líderes excecionais” sobre a grave situação gerada pelos incêndios na Amazónia, que na sua opinião realmente desejam colaborar com o Brasil na luta contra as chamas.
No entanto, numa aparente alusão a Macron, acrescentou que não conversou com aqueles que, no seu entender, querem “continuar vigiando o Brasil”.
Posição diferente teve na segunda-feira o ministro do Meio Ambiente brasileiro, Ricardo Salles, que afirmou que a ajuda anunciada pelo G7 aos países atingidos pelos incêndios da Amazónia é “sempre bem-vinda”.
“Acho uma excelente medida, é muito bem-vinda”, disse Salles, citado pelo portal de notícias G1.
O número de incêndios no Brasil aumentou 83% este ano, em comparação com o período homólogo de 2018, com 72.953 focos registados até 19 de Agosto, sendo a Amazónia a região mais afetada.
A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta.
Tem cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).
Lusa / Madremedia

Politica | Elisa Ferreira voltará a Bruxelas para ser comissária Europeia

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Elisa Ferreira, cujo nome foi indicado pelo primeiro-ministro para comissária europeia é licenciada em Economia, vice-governadora do Banco de Portugal desde setembro de 2017, foi eurodeputada e fez parte dos dois governos de António Guterres.
Licenciada em Economia pela Universidade do Porto em 1977, Elisa Ferreira tem um mestrado e um doutoramento pela Universidade de Reading, em Inglaterra, (1981 e 1985).
Foi nomeada administradora do Banco de Portugal em junho de 2016 e no ano seguinte vice-governadora.
Elisa Ferreira foi ministra dos governos chefiados por António Guterres, primeiro do Ambiente, entre 1995 e 1999, e depois do Planeamento, entre 1999 e 2002.
De acordo com uma biografia disponível na página da Internet do Banco de Portugal, foi também vice-presidente executiva da Associação Industrial Portuense (1992-1994) e vice-presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte (1989-1992), entidade que integrou em 1979.
Entre 1989 e 1992, desempenhou funções de vogal do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Estatística.
Elisa Ferreira foi também deputada ao Parlamento Europeu (2004-2016) integrando ao longo de todo o período a Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários, onde foi também coordenadora (porta-voz) do Grupo Parlamentar dos Socialistas e Democratas.
No Parlamento Europeu, Elisa Ferreira foi relatora de várias propostas legislativas relacionadas com o sistema financeiro e com matérias de política económica, orçamental e fiscal.
Elisa Ferreira foi, entre outros, relatora da proposta de Regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho que estabelece regras e procedimentos uniformes para a resolução de instituições de crédito e de certas empresas de investimento no quadro do Mecanismo Único de Resolução e de um Fundo Único de Resolução Bancária (2014).
Outros relatórios sob a sua responsabilidade incidiram sobre Decisões Fiscais Antecipadas e outras medidas de natureza ou efeitos similares (2015) e sobre a gestão de crises transfronteiras no setor bancário (2010).
Elisa Ferreira foi também docente da Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Em 2005 foi agraciada com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.
Em 2009 foi ainda candidata pelo Partido socialista à presidência da câmara do Porto.
Uma fonte oficial do gabinete do primeiro-ministro disse hoje à agência Lusa que António Costa, escolheu a ex-ministra Elisa Ferreira para comissária europeia e já o comunicou à nova presidente da comissão.
“O primeiro-ministro comunicou à presidente eleita da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o nome de Elisa Ferreira para integrar o colégio de Comissários da próxima Comissão Europeia”, afirmou à Lusa fonte oficial do gabinete de António Costa.
Segundo a mesma fonte, oportunamente a presidente eleita da Comissão Europeia comunicará a pasta atribuída à futura comissária portuguesa.
Elisa Ferreira sucederá a Carlos Moedas, que foi comissário indicado pelo anterior governo PSD/CDPP.
Lusa

Algarve | Autódromo do Algarve garante continuidade de prova que vale 12 milhões de euros

O Autódromo Internacional do Algarve (AIA) garantiu que um grande prémio do Mundial de Superbikes vai continuar a realizar-se no seu circuito até 2022, através da assinatura, na sexta-feira, do respetivo contrato com a empresa responsável pela prova.
No final, e em declarações a «O Algarve», o responsável máximo pelo Autódromo, Paulo Pinheiro, mostrava-se muito satisfeito, uma vez que aquela “é a competição mais importante que temos e um dos nossos pilares essenciais.”
Mas também para a região é uma prova de grande relevância económica, uma vez que, só no fim de semana em que se realiza, deverá deixar no Algarve ” um valor superior a oito milhões de euros.” Mas se também forem contabilizadas “as verbas relacionadas com as apresentações e testes realizados ao longo do ano, seguramente que o valor total é superior a 12 milhões de euros.”
A edição deste ano vai disputar-se entre os próximos dias 6 e 8 de setembro e Paulo Pinheiro conta que nas bancadas haja cerca de 60 mil pessoas a aplaudir os ‘aceleras’. A estes deverão juntar-se “cerca de 32 milhões de pessoas” que seguirão, um pouco por todo o mundo, a prova através da televisão.
A esta e às outras competições de alta velocidade que o Autódromo recebe anualmente, Paulo Pinheiro tem a expectativa que se vá juntar um grande prémio de Moto GP. Isso deverá acontecer “a seu tempo, mas ainda não no próximo ano”.
O sonho do Algarve contar com um grande prémio de Fórmula 1 é que parece ser de concretização mais difícil e que “não depende de nós”. O circuito tem todas as condições para acolher uma prova dessas, mas o problema é que não vê que o país tepossua, pelo menos, a curto prazo, capacidade para investir a verba necessária para garantir a prova, que, pelas suas contas “deverá ser superior a 30 milhões de euros anuais”.

Algarve | Lojas de Loulé mostraram as suas propostas em desfile de moda

O Largo Afonso III recebeu esta quinta-feira, 22 de agosto, um desfile de moda integrado no projeto «O Comércio nas 7 Quintas», que é promovido pela Câmara de Loulé e pela Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL).
Perante ‘casa’ cheia, e com apresentação  cargo de Nelson Horta, o evento deu a conhecer as principais propostas das seguintes lojas: Merkhabala, O Cantinho da Céu, Cavalinho Loulé, Sapataria Zázá, Boutique Opção, Fokus Fashion Store, Mostazza, E Jóias, Sanya Boutique, Modas Marafada, Sapataria Casa Verde, Manoli Ortiz de la Torre, Skulk Loulé, Moss Store, Sapataria Globo Dourado, Naia Rico Couture, Casa Betinha, Colectivo 28 e Sigues.
O apoio na vertente do Cabelo e Maquilhagem foi dado por: Rituals, Beauty  & Spa, Zeza Cabeleireiros, Ana Paula Cabeleireiros, Jeanne Ximenes, Hairlab by Luísa & Rita, Cristina Concepsion Cabeleireiros, Salão Orquídea e as flores fornecidas pela Florista Manelita.
O evento contou, ainda, com a participação do Grupo de Dança Contemporânea “I AM Contemporâneo Fusion”, ArtBody, ginásio, fitness e saúde e o Dj. Andjo marcou o ritmo do desfile.

Caldas da Rainha | Freguesias homenageadas no 92º aniversário da elevação das Caldas a cidade



Comemora-se hoje, 26 de Agosto, o 92º aniversário da Elevação das Caldas da Rainha a cidade.

O momento em que a então vila ascende quase ao nível da capital de distrito, em 1927, foi assinalado esta manhã numa cerimónia que, este ano, coube à União de Freguesias das Caldas da Rainha – Santo Onofre e Serra do Bouro organizar.

Exaltar o papel que todas as freguesias tiveram naquela ocasião – através das suas actividades, económicas, culturais e outras – foi o mote para a iniciativa que teve lugar na avenida da Praça da Universidade, onde foram colocados 12 mastros com as bandeiras dos brasões de cada umas das 12 Juntas e Uniões de Freguesia do concelho.

“Esta data foi fruto de muito trabalho de todas as freguesias e de todos os caldenses da época”, afirmou Jorge Varela, presidente da União de Freguesias das Caldas da Rainha – Santo Onofre e Serra do Bouro. Foi esse determinante contributo conjunto que foi hoje homenageado numa cerimónia que contou com a presença dos representantes de todas as juntas e muitos populares.

O local escolhido também é significativo. Tal como a forte dinâmica que se registava nos anos 20, “este é um local onde se encontram vários serviços importantes, como o Centro da Juventude, o futuro Teatro da Rainha, a Biblioteca Municipal e vários equipamentos desportivos”, elencou o autarca de freguesia.

Na mesma linha de pensamento, o presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha comparou a “pujança” que em 1927 justificou a afirmação da cidade e justa elevação, com o momento actual. E refere: “procuramos continuar a trabalhar na afirmação das Caldas da Rainha, e das suas freguesias, encarando-a [a cidade] como uma polis que agrega e potencia toda a envolvente”.

A cerimónia que hoje se realizou foi abrilhantada pela actuação do noneto (nove elementos) de sopros da Banda Comércio e Indústria, dirigida pelo maestro Adelino Mota, e que apresentou vários excertos de música clássica. Foi ainda descerrada uma placa evocativa deste 92º aniversário.


Marcelo envia para o Tribunal Constitucional diploma sobre procriação medicamente assistida

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, requereu hoje ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva do diploma sobre procriação medicamente assistida.
Esta é a primeira vez que o chefe de Estado envia um diploma para o Tribunal Constitucional (TC) desde que tomou posse em 2016.
"Tendo em conta o que antecede, o Presidente da República requereu a fiscalização preventiva, assim permitindo ao tribunal verificar a conformidade das normas agora aprovadas com a Constituição, à luz da sua própria jurisprudência", refere uma nota na página da Presidência da República.
De acordo com a Constituição, “o Tribunal Constitucional deve pronunciar-se no prazo de vinte e cinco dias”, limite que poderia ser encurtado se o Presidente da República tivesse pedido urgência, o que não aconteceu.
Em 19 de Julho, a Assembleia da República aprovou em votação final global a alteração ao regime jurídico da gestação de substituição, mas que não incluiu a revogabilidade do consentimento da gestante até ao nascimento da criança imposta pelo TC.
Na nota, Marcelo Rebelo de Sousa lembra que “o regime anteriormente aprovado foi declarado inconstitucional” por um acórdão do TC de 24 abril de 2018.
“O entendimento que fez vencimento no Tribunal foi o da inconstitucionalidade do regime, na parte em que não admite a revogação do consentimento da gestante de substituição até à entrega da criança aos ‘beneficiários’, por violação do direito daquela ao desenvolvimento da personalidade, interpretado de acordo com o princípio da dignidade da pessoa humana, e do direito de constituir família, em consequência de uma restrição excessiva a estes direitos”, refere.
O Presidente da República pediu, assim, “ao tribunal que apreciasse se a alteração aprovada pelo decreto da Assembleia da República, mantendo o regime que tinha sido declarado inconstitucional, não desrespeita a declaração com força obrigatória geral do tribunal, persistindo numa solução que, da perspetiva do tribunal, viola a Constituição”.
O texto apresentado pela Comissão de Saúde relativo ao projeto de lei do BE para alteração ao regime jurídico da gestação de substituição foi então aprovado em votação final global com seis abstenções e 21 votos favoráveis do PSD, com os votos a favor do BE e do PS e os votos contra do CDS-PP, PCP e PSD.
O projeto do BE surgiu depois de o TC ter emitido em abril de 2018 um acórdão em que afirmava que a gestação de substituição para se conformar com a Constituição deve permitir a revogabilidade do consentimento da gestante até ao registo da criança.
Até então, o regime previa que esse arrependimento pudesse ser feito até ao início dos procedimentos de Procriação Medicamente Assistida.
No último plenário, em 19 de julho, o deputado bloquista Moisés Ferreira fez um último repto aos partidos para que aprovassem a proposta apresentada pelo BE que inclui a recomendação do TC e que não está contemplada no regime aprovado pelo parlamento.
“Sem esta alteração, fica tudo suspenso. Ou seja, o regime é legal, existe na lei, só que não é possível aceder”, advertiu então Moisés Ferreira.
Lusa