quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Turismo Centro de Portugal manifesta pesar pelas vítimas da tempestade Kristin


A tempestade Kristin atingiu hoje o país com particular violência, deixando um rasto de destruição em várias regiões e, de forma especialmente severa, no Centro de Portugal. As consequências desta intempérie extrema incluem danos significativos em infraestruturas, habitações e espaços naturais e, tragicamente, a perda de vidas humanas.

Perante este cenário, a Turismo Centro de Portugal manifesta o seu mais profundo pesar pelas vítimas, endereçando sentidas condolências às famílias e amigos enlutados, e expressa a sua solidariedade para com todas as pessoas e comunidades afetadas.

A entidade endereça igualmente o seu profundo reconhecimento aos bombeiros, às forças de proteção civil, às forças de segurança e a todos os profissionais que, desde as primeiras horas, estão no terreno a prestar socorro, a proteger pessoas e bens e a apoiar as populações afetadas, em condições difíceis.

Neste contexto, a Turismo Centro de Portugal apela a todos os turistas e visitantes para que acompanhem atentamente as indicações das autoridades competentes, evitem deslocações desnecessárias para zonas afetadas e adotem comportamentos responsáveis, contribuindo para a segurança de todos.

Para as empresas do setor do turismo, segue-se agora a fase do levantamento dos prejuízos e da reconstrução. A Turismo Centro de Portugal vai disponibilizar, nos próximos dias, um formulário online onde os municípios e os empresários afetados poderão reportar as perdas materiais e as necessidades registadas.

Depois de reunida esta informação, a Turismo Centro de Portugal irá estabelecer contactos com a tutela e com as entidades e parceiros da região, para que, em estreita articulação, sejam encontradas medidas rápidas e eficazes de apoio aos territórios atingidos.

Os municípios e empresários afetados sabem que podem contar, como sempre, com o apoio da Turismo Centro de Portugal neste esforço.

*Cátia Aldeagas
Diretora do Núcleo de Comunicação, Imagem e Relações Públicas
Turismo Centro de Portugal

**Luís Miguel Nunes
Consultor de comunicação


Concerto comemorativo dos 21 anos da Elevação de Estarreja a Cidade com dois talentos da terra

 Espetáculo tem como convidados os estarrejenses Cláudio Ferreira e Rafael Aguiar.
No âmbito da comemoração do 21.º Aniversário de Elevação de Estarreja a Cidade, a Câmara Municipal convida a Orquestra Filarmonia das Beiras para mais um concerto comemorativo e que terá a participação de dois talentos da terra. Sob a direção do maestro Cláudio Ferreira, e a presença do contrabaixista Rafael Aguiar, estes concertos comemorativos da Cidade de Estarreja continuam a valorizar o talento e o profissionalismo dos músicos locais. O espetáculo está marcado para este sábado, dia 31, às 21h30, no Cine-Teatro de Estarreja, com entradas livres.
Neste concerto, o programa tem início com a enérgica Abertura ao Estilo Italiano em Ré Maior, de Franz Schubert, e termina com a empolgante 7. o Sinfonia, de Ludwig van Beethoven. No centro do programa, o contrabaixista Rafael Aguiar interpreta o envolvente Concerto n.º 2 em Si menor para Contrabaixo e Orquestra de Cordas, da autoria do compositor italiano Giovanni Bottesini.
Cláudio Ferreira é um jovem maestro que se destacou ao vencer o 2.º prémio em Direção de Orquestra no Prémio Jovens Músicos (2022). Na temporada 2025, tem concertos agendados com a Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Clássica do Centro, a Orquestra Sinfónica do Porto (CdM), a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a Orquestra Sinfónica Portuguesa (TNSC). É convidado regular das principais orquestras portuguesas, tendo ainda colaborado com a Orquestra e Coro do Projeto Xiquitsi, em Maputo-Moçambique. No âmbito da música contemporânea, tem interpretado e estreado obras de compositores nacionais e estrangeiros para formações diversas. É Diretor Artístico e Maestro Titular da Orquestra Juvenil de Viseu, uma parceria entre o Município de Viseu e o Conservatório Regional de Música Dr. José de Azeredo Perdigão.
Nascido em 2003 em Canelas, Rafael Aguiar iniciou o seu percurso musical na Escola de Música Francisco Bingre, ingressando posteriormente na classe de contrabaixo do Conservatório de Música de Aveiro. Prosseguiu os seus estudos na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe dos professores Manuel Rego e Domingos Ribeiro, concluindo em 2024 com nota máxima.Vencedor do Concurso Nacional de Cordas Vasco Barbosa em 2017 e 2021, e segundo prémio ex aequo em 2023, apresentou-se como solista com a Camerata Atlântica e com a Orquestra da Escola Superior de Música de Lisboa. Integrou diversos projetos orquestrais nacionais e internacionais, incluindo a Jovem Orquestra Portuguesa, a EYOA Academy Mannheim, a Joven Orquesta Nacional de España e a Orquestra de Jovens do Mediterrâneo. Colabora como reforço com a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e a Orquestra de Câmara Portuguesa. É membro fundador da Camerata Lusa, da qual faz parte. Em 2024 venceu a prova para o lugar de Contrabaixista Tutti da Orquestra Sinfónica Portuguesa, onde se encontra a trabalhar atualmente.
Orquestra das Beiras foi fundada em 1995 no âmbito de uma iniciativa governamental para criar uma rede de orquestras regionais e deu o seu primeiro concerto a 15 de Dezembro de 1997. Foi fundada por várias instituições e municípios da região das Beiras (Região Centro de Portugal). A orquestra é composta por músicos de cordas, sopros e percussão altamente  qualificados, formados em instituições de prestígio e com uma vasta experiência internacional. Ao longo dos anos, colaboraram numa vasta gama de projetos musicais com mestres de renome da música clássica.
A música de cinema e o teatro musical também proporcionaram oportunidades valiosas de ligação com públicos mais vastos. As colaborações com artistas de uma diversa gama de géneros musicais — tanto nacionais como internacionais — constituem uma parte significativa da sua missão. Nomes notáveis de uma extensa lista incluem Andrea Bocelli, Bernardo Sassetti, Carlos do Carmo, Camané, Carminho, Gilberto Gil, James, Maria João, Mário Laginha, Mariza, Paulo de Carvalho, Rui Veloso e Vitorino.
 
PROGRAMA:
 
Franz Schubert (1797-1828)
Abertura ao Estilo Italiano em Ré Maior, D. 590
 
Giovanni Bottesini (1821-1889)
Concerto n.º 2 em Si menor para Contrabaixo e Orquestra de Cordas
I. Allegro
II. Andante
III. Allegro
 
Ludwig Van Beethoven (1770–1827)
Sinfonia n.º 7, em Lá maior, op. 92
I. Poco sostenuto – Vivace
II. Allegretto
III. Presto – Assai meno presto
IV. Allegro con bri
 
*Gabinete de Comunicação, Relações Públicas e Protocolo

Cantanhede | Mostra retrospetiva de Maria Amélia Magalhães Carneiro é inaugurada no sábado. Exposição revela pinturas inspiradas nas aldeias gandaresas

 
“Maria Amélia Magalhães Carneiro – Pintora da Aldeia Portuguesa” é o título da exposição que vai ser inaugurada no próximo sábado, 31 de janeiro, pelas 16h30, na sala de exposições temporárias do Museu de Arte e do Colecionismo de Cantanhede.
Esta mostra retrospetiva reúne cerca de 150 obras, revelando a sensibilidade naturalista da pintora e o seu olhar singular sobre as paisagens e vivências de várias regiões do país, com especial destaque para a Pocariça, Cadima e Varziela. O conjunto constitui um notável retrato antropológico do concelho na primeira metade do século XX.
Reconhecida como pintora da aldeia portuguesa, Maria Amélia Magalhães Carneiro (1883-1970) residiu no concelho de Cantanhede entre 1913 a 1941, onde retratou, com pintura ao ar livre, as aldeias gandaresas, focando-se nos rostos, trajes típicos, interiores das casas rústicas e seus pátios, paisagens, caminhos, campos, eiras e faina agrícola. De resto, uma parte substancial das suas telas, pintadas a óleo ou desenhadas carvão e sanguínea, tiveram como inspiração vários locais de Cadima, Pocariça e Varziela.
O seu legado artístico e pedagógico e a forma marcante como contribuiu para a sensibilização cultural e a educação artística das camadas mais jovens do concelho de Cantanhede, levou o Município a atribuir o seu nome a uma rua da cidade em 2004, tendo sido ainda homenageada com uma exposição, no ano anterior.
A concretização desta antologia, que integra a programação da 4.ª edição do projeto cultural “Gente da Nossa Terra”, só foi possível graças ao generoso contributo de colecionadores de todo o país e ao empenho da família da artista, que participou ativamente no comissariado da exposição.

Cantanhede | Resposta social apoia cidadãos e famílias em situação de vulnerabilidade social. Banco de Recursos Colmeia celebra 19 anos com mais de 1,5 milhão de bens doados

 
O Banco de Recursos Colmeia celebrou esta terça-feira, 27 de janeiro, o seu 19.º aniversário, reafirmando o compromisso de apoiar na satisfação de necessidades básicas e secundárias de famílias e indivíduos referenciados pela Rede Social do concelho de Cantanhede. A efeméride juntou num almoço os voluntários desta estrutura de apoio, no qual também marcou presença a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, e a vereadora com o pelouro da Ação Social e Saúde, Célia Simões.
Esta resposta social presta ajuda solidária aos cidadãos e famílias em situação de vulnerabilidade social, através da atribuição, gratuita, de bens novos ou usados em bom estado, doados pela comunidade, por particulares ou por empresas.
São disponibilizados géneros alimentares não perecíveis, produtos de higiene e limpeza, têxteis e vestuário, acessórios e calçado, equipamentos domésticos, eletrodomésticos, mobiliário, brinquedos, entre outros.
Os artigos destinam-se a indivíduos que revelem fragilidade económica e social, identificada e diagnosticada pelos técnicos de atendimento e acompanhamento social, de diferentes entidades, como por exemplo a Câmara Municipal de Cantanhede, a Segurança Social, as IPSSS e entidades de saúde.
Durante este período beneficiaram do Cartão Colmeia 1.380 famílias, correspondendo a mais de 3.000 pessoas.
No que respeita ao fluxo de bens, têm sido efetuadas doações, de todo o tipo de artigos, por parte de empresas e cidadãos.
Só em 2025, entraram 120.189 bens de diferentes tipologias e saíram um total de 120.086, sendo 64.422 para famílias e 55.615 destinados a outras instituições e empresas de reciclagem.
O trabalho que tem sido feito ao longo de 19 anos de existência do Banco de Recursos Colmeia destaca pilares como solidariedade, sustentabilidade e resiliência social, que têm sido fundamentais para apoiar as famílias mais vulneráveis e promover um futuro mais justo e sustentável para a comunidade”, afirmou Célia Simões, acrescentando que, “apesar do volume de doações, nem sempre é possível satisfazer todas as necessidades das famílias”.
Atualmente, os bens mais procurados e que existem em menor quantidade são os eletrodomésticos e mobiliário, motivo pelo qual se faz um apelo solidário às pessoas e empresas, por forma a diminuir a pobreza neste segmento”, acrescentou.
Este projeto solidário visa contribuir para a melhoria das condições de vida dos cidadãos e famílias, socialmente mais vulneráveis do concelho, promover a participação e dinamização de voluntários, assim como potenciar o envolvimento da sociedade civil e das empresas na recolha de bens, fomentando a sua responsabilidade social.
O Banco de Recursos Colmeia funciona com a coordenação e orientação da Divisão de Ação Social e Saúde do Município, assegurado por duas colaboradoras e com o apoio de nove voluntários do Banco de Voluntariado de Cantanhede, com idades compreendidas entre os 65 e os 85 anos.
O Banco de Recursos encontra-se aberto ao público de segunda a sexta-feira das 09h00 às 17h00.

Universidade de Coimbra | Estudo internacional apresenta guia prático sobre como a IA pode reforçar a proteção dos oceanos


Um estudo internacional em que participa Catarina Silva, investigadora do Centro de Ecologia Funcional (CFE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), apresenta, pela primeira vez, um guia prático para garantir que a inteligência artificial (IA) aplicada aos ecossistemas marinhos – desde câmaras instaladas em embarcações de pesca até modelos que preveem a saúde do oceano – seja clara, segura e válida.

A investigação, coordenada pelo centro AZTI – Marine and Food Research, publicada na revista Fish and Fisheries, defende que a IA não deve substituir, mas sim reforçar, a aptidão humana de tomar decisões informadas sobre o oceano.

Os investigadores propõem um enquadramento baseado em três pilares para tornar a IA marinha fiável, ética e cientificamente robusta, num contexto em que a sua adoção cresce rapidamente, mas a regulação permanece fragmentada a nível global.
«Estamos a assistir a um aumento massivo na utilização de algoritmos de IA que processam os vastos fluxos de dados marinhos - desde câmaras e sonares, a observações por satélite – mas estes algoritmos muitas vezes não correspondem às expectativas», explica José A. Fernandes, especialista em IA do AZTI e autor principal do estudo, acrescentando que «a questão-chave é: quanta confiança podemos depositar nos algoritmos de IA? Dado que a IA já é uma realidade para o setor das pescas e da investigação marinha, só será útil se for fiável. O nosso trabalho estabelece como garantir essa confiança, combinando ciência, ética e envolvimento do setor».

O estudo alerta para riscos associados ao uso de IA, como erros causados por dados enviesados, falta de validação ou ausência de transparência, que podem comprometer decisões com impacto nos ecossistemas marinhos, comunidades piscatórias e políticas públicas.

O primeiro pilar do enquadramento aborda a viabilidade socioeconómica e legal, defendendo uma IA acessível a todo o setor marinho, alinhada com a regulamentação europeia e desenvolvida com a participação direta das partes interessadas. O segundo pilar foca-se na governação ética dos dados, recomendando a aplicação dos princípios FAIR, CARE e TRUST para garantir qualidade, rastreabilidade, respeito pelas comunidades e preservação a longo prazo.

«Quando a IA é utilizada para orientar decisões que afetam ecossistemas marinhos e meios de subsistência, a acessibilidade, a transparência e a validação são essenciais», afirma Catarina Silva, coautora e investigadora do CFE/FCTUC. «O nosso enquadramento fornece orientações práticas para garantir que a IA reforça a evidência científica e a confiança em todo o setor marinho».

O terceiro pilar centra-se na robustez técnica e na validação científica, defendendo que os modelos de IA devem ser testados em condições reais, com dados independentes e comparações com medições no terreno, assegurando resultados fiáveis e úteis para a gestão.

O enquadramento traz benefícios para a investigação, para a gestão das pescas e para a sociedade, ao reforçar sistemas de apoio à decisão, promover a sustentabilidade, combater a pesca ilegal e apoiar uma economia azul responsável. Em Portugal, o guia pode apoiar a digitalização da economia azul, alinhando a inovação nacional com padrões internacionais de ‘IA de Confiança’.

«Regular a IA será um dos grandes desafios de governação da nossa vida», afirma Julian Lilkendey, biólogo das pescas no Leibniz Centre for Tropical Marine Research (ZMT), Alemanha, e autor sénior do estudo. «No oceano, onde dados e decisões moldam ecossistemas e sociedades, a IA deve servir como ponte entre o julgamento humano e a precisão das máquinas. Só alinhando governação ética, validação científica e inclusão social poderemos garantir que a IA reforça – e não substitui – a nossa capacidade de tomar decisões informadas sobre o mar».

*Sara Machado
Assessora de Imprensa
Universidade de Coimbra• Faculdade de Ciências e Tecnologia

Chef Diogo Rocha mostrou os sabores do Centro de Portugal num dos maiores eventos gastronómicos do mundo


Centro foi a única região portuguesa representada na Madrid Fusión 2026, um evento exclusivo que reúne os melhores profissionais da gastronomia a nível internacional.

O projeto “Sabores ao Centro”, promovido pela Turismo Centro de Portugal, participou esta terça-feira na Madrid Fusión 2026, um dos congressos de gastronomia mais influentes a nível mundial. O Centro de Portugal foi a única região portuguesa representada neste evento de referência, que decorre de 26 a 28 de janeiro, no IFEMA Madrid.
A participação da Turismo Centro de Portugal teve como protagonista o chef Diogo Rocha, distinguido com uma Estrela Michelin no restaurante Mesa de Lemos e um dos nomes mais reconhecidos da nova cozinha portuguesa. A abordagem de Diogo Rocha, profundamente enraizada no território e simultaneamente contemporânea, reflete os valores de autenticidade, sustentabilidade e excelência que definem a identidade gastronómica do Centro de Portugal.

Esta filosofia, integrada no projeto “Sabores ao Centro”, esteve na base da proposta apresentada por Diogo Rocha em Madrid, composta pelo prato “Estufado de feijão branco e sames, cachaço de bacalhau e toucinho”. O chef foi acompanhado por Rafael Tonon, jornalista, escritor e professor de gastronomia brasileiro. Muito notada na audiência foi a presença de outros chefs, nomeadamente Henrique Sá Pessoa.
A presença institucional da Turismo Centro de Portugal na Madrid Fusión contou igualmente com Rui Ventura, presidente da entidade, Jorge Sampaio, vogal da Comissão Executiva, e Pedro Pontes, diretor do Núcleo de Estruturação, Planeamento e Promoção, reforçando a aposta estratégica da região na promoção da sua gastronomia enquanto ativo diferenciador do destino.
De acordo com Rui Ventura, “ao integrar este restrito palco internacional, o Centro de Portugal reforça o seu posicionamento como um destino gastronómico de excelência, capaz de dialogar com a vanguarda culinária mundial sem abdicar da sua identidade, dos seus produtos endógenos e da relação próxima entre território, produtores e cozinha”.

“A presença na Madrid Fusión 2026 insere-se numa estratégia consistente de promoção internacional da região, que aposta na gastronomia como um ativo diferenciador e fator de notoriedade externa. É um produto turístico que valoriza o talento nacional e projeta o Centro de Portugal junto dos principais decisores, líderes de opinião e meios de comunicação especializados do setor”, acrescenta.

Um total de 121 Estrelas Michelin em Madrid

A Madrid Fusión é um congresso exclusivo, reservado a profissionais e acessível apenas por acreditação ou convite. Em 2026, o evento reúne mais de 26 mil visitantes profissionais, cerca de 1.900 congressistas, 1.357 jornalistas acreditados e 289 oradores, incluindo chefs distinguidos com um total de 121 Estrelas Michelin, afirmando-se como um dos principais fóruns globais de pensamento, inovação e tendências da alta gastronomia.

Sob o lema “O cliente assume o comando”, a edição de 2026 propõe uma reflexão aprofundada sobre a transformação da experiência gastronómica e o novo papel do consumidor informado, exigente e participativo.

Sobre a Turismo Centro de Portugal:
A Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

*Cátia Aldeagas
Diretora do Núcleo de Comunicação, Imagem e Relações Públicas
Turismo Centro de Portugal

**Luís Miguel Nunes
Consultor de comunicação


Descoberta de investigadores da Universidade de Coimbra revela plantas com flor com cerca de 87 milhões de anos


Mário Miguel Mendes e Pedro Miguel Callapez, investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), descobriram novos frutos de angiospérmicas (plantas com flor) em flora do Cretácico Superior de Portugal. Os novos espécimes foram recolhidos em jazida fossilífera localizada junto da pequena localidade de Seadouro, concelho de Vagos, distrito de Aveiro.

«Os exemplares de Seadouro encontram-se muito bem preservados e embora não seja possível extrair muita informação acerca dos órgãos florais, além do gineceu, estes apresentam vestígios de possíveis filamentos estaminais e tépalas. Além disso, e mais importante, na área estigmática observam-se grãos de pólen do grupo Normapolles, permitindo incluir as novas angiospérmicas na ordem Fagales e atribuí-las, sem qualquer dúvida, ao género Endressianthus», explica Mário Miguel Mendes, do investigador do Centro de Investigação da Terra e do Espaço da Universidade de Coimbra (CITEUC) e docente da Universidade Fernando Pessoa (Porto).

Os novos frutos estão a ser descritos como uma nova espécie do género Endressianthus, mas a sua posição ao nível da família continua a ser incerta. No entanto, os investigadores ressaltam que apresentam estreitas semelhanças com membros das Fagales atribuíveis à família Betulaceae, na qual se incluem importantes plantas de pomar como a aveleira-comum (Corylus avellana) e a aveleira-turca (Corylus colurna).

«Creio que os estudos de tomografia de raios-X por radiação de sincrotrão e a comparação com elementos da flora moderna irão permitir a obtenção de informações mais precisas e, talvez, alguma aproximação à família», considera o paleobotânico.

De acordo com os investigadores, a presença de frutos de angiospérmicas do género Endressianthus já havia sido reportada no Cretácico Superior de Portugal, concretamente, no Campaniano – Maastrichtiano de Mira e de Esgueira (Aveiro). Contudo, a espécie afasta-se das formas anteriormente descritas e foi identificada em flora do Coniaciano superior, exprimindo, explicitamente, que este grupo de angiospérmicas já se encontrava bem estabelecido nas floras do Cretácico Superior português há cerca de 87 milhões de anos.

A ocorrência de grãos de pólen do grupo Normapolles tem sido documentada em diversas associações esporo-polínicas da Europa, do Turoniano ao Eocénico. A morfologia destes grãos de pólen e a sua abundância nas palinofloras do Cretácico Superior aponta para a ocorrência de polinização anemófila nestas plantas, ou seja, polinização realizada por ação do vento.

«Há, ainda, evidências paleobotânicas que sugerem que estas angiospérmicas eram comuns em ecossistemas áridos ou semiáridos do Cretácico Superior e, curiosamente, as novas angiospérmicas do Coniaciano superior português foram identificadas em associação com inúmeros fragmentos de frenelopsídeos atribuíveis a Frenelopsis oligostomata – indicadores de condições xeromórficas», conclui Mário Miguel Mendes.

Os trabalhos atualmente em curso estão a ser desenvolvidos em parceria com investigadores do National Museum Prague (República Checa) e receberam financiamento do CITEUC e da Czech Grant Agency.

*Sara Machado
Assessora de Imprensa
Universidade de Coimbra• Faculdade de Ciências e Tecnologia

Centro de Interpretação do Românico acolhe concerto da Orquestra da Costa Atlântica


No próximo sábado, 31 de janeiro, às 16h30, o Centro de Interpretação do Românico, em Lousada, acolhe o concerto Vozes Silenciadas pela Orquestra da Costa Atlântica.
O espetáculo será precedido por uma apresentação do Centro de Interpretação do Românico e da exposição temporária Vozes Silenciadas. A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.
O concerto Vozes Silenciadas propõe uma viagem musical pelo século XX, dando destaque a compositoras e compositores portugueses e europeus que foram censurados, marginalizados ou injustamente esquecidos pela história.
Com direção musical do maestro Luis Miguel Clemente, um ensemble de 12 instrumentistas da Orquestra da Costa Atlântica interpreta um programa de grande relevância artística e histórica, que reflete diferentes contextos culturais e políticos da Europa do século passado.
O concerto apresenta a Suite Rústica n.º 2 de Fernando Lopes-Graça, o expressivo Estudo para Orquestra de Cordas de Pavel Haas, A Morte de Manfredo de Luís de Freitas Branco e o vibrante Concerto para Orquestra de Cordas de Grażyna Bacewicz.
O concerto Vozes Silenciadas afirma a música como espaço de memória, reflexão e liberdade artística, convidando o público a redescobrir repertórios marcantes e profundamente atuais.

A Orquestra da Costa Atlântica, fundada em 2015 e com sede em Esposende, agrega instrumentistas de elevado nível técnico e artístico numa formação de singular excelência no panorama musical português.
Entre agosto e setembro de 2024, a convite do Ministro da Cultura da China, a Orquestra realizou uma digressão pela China, num total de 28 concertos distribuídos pelas salas de espetáculos mais importantes e emblemáticas do país.

A Rota do Românico reúne, atualmente, 58 monumentos e três centros de interpretação, distribuídos por 12 municípios dos vales do Sousa, Douro e Tâmega: Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel e Resende.

As principais áreas de intervenção da Rota do Românico abrangem a investigação científica, a conservação do património, a dinamização cultural, a educação patrimonial e a promoção turística.

*António Coelho
Planeamento e Comunicação
Rota do Românico | Itinerários Culturais