quarta-feira, 15 de abril de 2026

Barcelos | Open IPCA’26 transforma Campus em palco de descoberta

 O Open IPCA 2026 voltou a afirmar-se como um dos momentos mais marcantes da vida académica do Politécnico do Cávado e do Ave. Durante dois dias, o Campus encheu-se de energia, acolhendo cerca de 1600 visitantes, entre estudantes do ensino secundário e profissional, professores, famílias e voluntários.
Com o objetivo de dar a conhecer a instituição e as oportunidades formativas disponíveis, a 12.ª edição do evento apresentou uma programação dinâmica, repleta de workshops, desafios, visitas e atividades interativas promovidas pelas diferentes Escolas e Serviços do IPCA.
A Presidente do IPCA, Alexandra Malheiro, destacou a forte adesão registada este ano, sublinhando a importância das escolas viram conhecem o IPCA: “É sempre muito positivo receber os estudantes no nosso Campus. Mais do que levar o IPCA às escolas, é fundamental que venham conhecer de perto o ambiente, as infraestruturas e as atividades que desenvolvemos.”
Ao longo do evento, os participantes puderam explorar laboratórios, experimentar tecnologias, conhecer cursos e sentir o ambiente académico, também marcado pela animação das tunas do IPCA.
Um dos pontos fortes foi, uma vez mais, o envolvimento dos estudantes da instituição, que acompanharam os visitantes, esclareceram dúvidas e partilharam a sua experiência. Para Bruno Pontes, estudante de Gestão de Atividades Turísticas e voluntário no evento, “esta é uma oportunidade importante para quem pondera estudar no IPCA, pois permite perceber melhor a dinâmica da instituição”.
Mais do que uma visita, o Open IPCA é uma experiência que aproxima futuros estudantes da realidade do ensino superior. Para muitos, representa o primeiro passo na construção de um percurso académico e profissional.

*Ana Teixeira
Gabinete de Comunicação e Imagem (GCI)
Serviços Centrais do IPCA

Cantanhede | Para assinalar o Dia Nacional dos Moinhos. Moinho da Fonte de Ançã proporcionou uma viagem ao passado


A moagem de cereais e atividades didáticas com crianças do Centro Escolar de Ançã marcaram a celebração do Dia Nacional dos Moinhos, no Moinho da Fonte de Ançã. O programa iniciou no passado sábado e estendeu-se até segunda-feira. A dinamização das atividades foi feita pela Patrimonium - Secção Cultural do Grupo de Teatro Amador de Ançã, Novo Rumo, e contou com o apoio do Município de Cantanhede e da Junta de Freguesia de Ançã.
Esta iniciativa, entre muitas outras, insere-se num plano mais vasto de valorização, preservação, salvaguarda, qualificação, promoção e divulgação do património molinológico do concelho, bem como das memórias, praticas, saberes e expressões culturais que lhe estão associados”, referiu o vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede com o pelouro da Cultura, Pedro Cardoso, que participou na iniciativa.
Ainda de acordo com o autarca, “este é um legado patrimonial singular que constitui um relevante testemunho material e imaterial da identidade histórica, cultural, paisagística e etnográfica do território, no fundo, um recurso de elevado interesse para a interpretar a relação entre a comunidade e os seus modos tradicionais de produção, transformação e subsistência”.
Em 2025, o Dia Nacional dos Moinhos teve abertos 331 moinhos em 66 municípios. Trata-se de uma iniciativa promovida pela Etnoideia Lda, desde 2007, sendo divulgada internacionalmente por todo o mundo.
A Patrimonium tem desenvolvido uma atividade permanente e sido responsável pela dinamização do Moinho da Fonte, mantendo viva a cultura e tradição local e alcançado reconhecimento internacional.

O Moinho da Fonte é, recorde-se, membro destacado da Rede Portuguesa de Moinhos e associa-se frequentemente a iniciativas da Etnoideia e à Sociedade Internacional de Molinologia (TIMS - The International Molinological Society) para a preservação e valorização dos moinhos tradicionais.

Oliveira de Frades | Dia Nacional dos Moinhos em Souto de Lafões


Ontem, dia 12 de abril, o Município celebrou o Dia Nacional dos Moinhos com uma tarde especial de tradição e partilha. 
Entre a confeção de broa em forno a lenha, a visita ao moinho do Parque de Lazer e vários momentos culturais, revivemos sabores e memórias da nossa terra, valorizando o nosso património. 
Foi uma experiência autêntica, cheia de história, cultura e sabor!
*Sara Carvalho
Assessora de Comunicação - Gabinete de Comunicação e Imagem

Águeda | Obra de requalificação do centro urbano de Fermentelos já arrancou

 Intervenção vai requalificar arruamentos, melhorar acessibilidades e modernizar infraestruturas, com conclusão prevista em 300 dias e condicionamentos de trânsito faseados ao longo da obra
 
A empreitada de requalificação do centro urbano da sede de freguesia de Fermentelos já arrancou. A intervenção, adjudicada por 884.223,73 euros (já com IVA), tem um prazo de execução de 300 dias e abrange a zona central da vila de Fermentelos.
Jorge Almeida, presidente da Câmara Municipal de Águeda, salienta que se trata de “um investimento significativo, mas absolutamente necessário”, enquadrado na estratégia municipal de reforço da coesão territorial e de requalificação dos centros urbanos das freguesias.
O autarca sublinha que o objetivo passa por criar “um espaço público mais moderno, acessível e funcional”, promovendo a convivência, o comércio local e a instalação de serviços, além de melhorar a qualidade de vida da população.
A intervenção abrange a zona central de Fermentelos, entre a Rua da Fonte do Roque e o Largo do Carvalhal, e inclui a reorganização dos arruamentos, a criação de passeios com acessibilidades universais e a instalação de novas redes de drenagem de águas residuais e pluviais. A obra envolve igualmente a modernização da iluminação pública com tecnologia LED e a melhoria das infraestruturas de comunicações.
 
Trânsito condicionado durante a obra
Os trabalhos implicam condicionamentos de trânsito, incluindo cortes temporários de vias, ainda que seja garantido o acesso a moradores e a viaturas de emergência. Serão definidos percursos alternativos devidamente sinalizados, assim como caminhos pedonais seguros ao longo da intervenção.
No final de cada dia serão repostas as condições de circulação automóvel, sendo também reforçada a sinalização em períodos de menor visibilidade.
As intervenções vão abranger várias artérias da freguesia, nomeadamente a Rua da Igreja, Rua da Fonte do Roque, Rua do Miradouro, Rua do Cabeço da Igreja, Rua do Passadouro, Largo do Carvalhal e Largo do Cruzeiro.
 
Primeira fase decorre na Rua da Igreja
A primeira fase da empreitada decorre na Rua da Igreja, com uma duração prevista de cerca de quatro semanas. As obras iniciaram-se no troço entre o Largo do Carvalhal e a Travessa do Berçal, estando este troço condicionado ao trânsito.
Durante este período, o trânsito de veículos pesados estará condicionado na zona central da Freguesia (Rua Fonte do Roque, Largo do Cruzeiro e Rua da Igreja), sendo permitida a circulação de pesados apenas em operações de cargas e descargas.
De referir ainda que o faseamento dos trabalhos será ajustado à medida que a obra avance.
A Câmara Municipal de Águeda apela à compreensão da população para os eventuais transtornos, destacando a importância da intervenção para a valorização urbana de Fermentelos.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem

Monumentos da Rota do Românico recebem “Caixas do Tempo”


A etapa final do programa artístico e cultural da Rota do Românico “Cuidadores do Património — Coragem de Cuidar” arranca amanhã, 16 de abril, às 11h30, no Castelo de Arnoia, em Celorico de Basto, com a cerimónia de entrega da “Caixa do Tempo”.

Esta caixa será depositada no centro interpretativo daquele Monumento Nacional, com uma criativa mensagem para as gerações vindouras, elaborada por alunos da Escola Secundária de Celorico de Basto. A “Caixa do Tempo” apenas deverá ser aberta daqui a 20 anos, em 2046.
O programa “Cuidadores do Património — Coragem de Cuidar” integra a segunda edição da Bienal Cultura Educação, do Plano Nacional das Artes, subordinada ao tema transversal “E em Vez do Medo?”.

O projeto promovido pela Rota do Românico pretendeu desafiar os jovens a explorar emoções, a imaginação e a memória coletiva, promovendo uma aproximação ao património e a novas formas de relação com a cultura e o território.
Teve início no passado dia 14 de janeiro, no Centro de Interpretação do Românico, em Lousada, com a presença de estudantes, docentes, cuidadores do património, párocos, autarcas e comunidade local.

Participaram no projeto 12 turmas do ensino secundário, uma por cada município da Rota do Românico. Os alunos e docentes tiveram a oportunidade de visitar um dos monumentos românicos de proximidade, (re)descobrindo a sua arquitetura, história(s) e vivência, com o apoio dos Intérpretes e dos Cuidadores do Património da Rota do Românico, em profícuos encontros intergeracionais.

Depois do Castelo de Arnoia, a cerimónia seguinte da “Caixa do Tempo” está agendada para o Mosteiro de Travanca, em Amarante, no próximo dia 21 de abril, terça-feira, às 14h30.

A Rota do Românico é um projeto turístico-cultural, que reúne 58 monumentos e três centros de interpretação, distribuídos por 12 municípios: Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel e Resende.

As principais áreas de intervenção da Rota do Românico abrangem a investigação científica, a conservação do património, a dinamização cultural, a educação patrimonial e a promoção turística.

*António Coelho
Planeamento e Comunicação
Rota do Românico | Itinerários Culturais
Praça das Pocinhas, 107, 4620-674 Lousada

Estudante da Universidade de Coimbra recebe Prémio ABB por avanços em método para síntese e reconstrução 3D a partir de imagens


O trabalho premiado tem aplicação em cirurgia minimamente invasiva para tratamento e diagnóstico de lesões articulares.

O estudante Nelson Forte Simão, do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), recebeu o “Prémio ABB” referente ao ano letivo 2024/2025, atribuído pela multinacional ABB.

A cerimónia de entrega decorreu no passado dia 14 de abril, na Sala do Conselho da Unidade Central da FCTUC, no Polo II, e reconheceu o trabalho desenvolvido pelo estudante na dissertação de mestrado intitulada “3D Ellipsoid Splatting for Cameras with Radial Distortion: Applications in Arthroscopy”.
O trabalho premiado tem como motivação a artroscopia, que recorre à introdução de uma câmara através de uma pequena incisão para diagnosticar e tratar lesões articulares de forma minimamente invasiva. Apesar das suas vantagens, estes procedimentos colocam desafios significativos ao cirurgião devido à visibilidade e acesso limitados.

Além disso, a utilização de câmaras com distorção radial - o chamado efeito “olho de peixe” - dificulta a aplicação de algoritmos de Inteligência Artificial e Visão por Computador que possam vir a apoiar o médico durante a intervenção.
Neste contexto, Nelson Simão desenvolveu uma abordagem inovadora para aplicar 3D Gaussian Splatting (3DGS) a imagens com efeito de “olho de peixe”. O método proposto permite modelar simultaneamente a luz e a geometria tridimensional da cena, bem como gerar novas vistas artroscópicas, o que abre novas perspetivas para aplicações em navegação cirúrgica e educação clínica.

O trabalho foi supervisionado por João Pedro Barreto, Professor Associado do DEEC da FCTUC, e contou com a coorientação de Michel Antunes, gestor de Investigação e Desenvolvimento na S&N Orion-Prime, S.A., uma empresa de tecnologia médica com origem na atividade de investigação da universidade.

Para Mário do Ó, Líder da área de negócio Motion e Membro do Board da ABB Portugal, "o Prémio ABB é uma forma de reconhecer e valorizar o talento e a excelência académica em áreas tecnológicas críticas para o futuro da indústria. O trabalho desenvolvido demonstra o enorme potencial da investigação aplicada, com impacto direto em áreas tão exigentes como a saúde. Esta iniciativa reforça também a ligação da ABB ao meio académico, ao promover a inovação e contribuir para a formação de profissionais preparados para responder aos desafios tecnológicos do futuro".

O “Prémio ABB” distingue anualmente o estudante do mestrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da FCTUC que obtenha a classificação mais elevada numa dissertação nas áreas de Automação Industrial, Controlo Automático, Robótica, Domótica e Acionamentos/Variação de Velocidade. O prémio, no valor de mil euros, inclui ainda a possibilidade de realização de um estágio remunerado na empresa.

*Catarina Martinho
Assessoria de Imprensa
Universidade de Coimbra
Faculdade de Ciências e Tecnologia



Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses elege novos Órgãos Sociais para o quadriénio 2026–2030


A CNCP – Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses elegeu, no sábado, dia 11 de abril, em Loures, os novos Órgãos Sociais que irão conduzir a entidade no quadriénio 2026–2030.

O ato eleitoral contou com a presença de dirigentes das várias federações do país, autarcas e representantes do setor, os quais testemunharam a renovação da confiança na liderança da estrutura máxima da caça em Portugal.

Vítor Palmilha foi reconduzido como Presidente da Direção, contando com António Martins Antunes (Federação de Viseu) na Presidência da Assembleia Geral.
Vítor Palmilha
Presidente da Direção a Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses
José Fernando Figueiredo Luís (Federação do Algarve) mantém-se na presidência do Conselho Fiscal, enquanto Manuel Carvalho Pereira, da mesma federação, assume a presidência do Conselho Jurisdicional.

O Conselho Técnico passa a ser liderado por Manuel António Carvalho (Federação da 1.ª Região Cinegética), ao passo que Jorge Íris Nogueira (Federação da Beira Interior) assume a liderança do Conselho Disciplinar e Nelson Ribeiro Coutinho (OESTECAÇA) a presidência do Conselho de Arbitragem.

No seu discurso de tomada de posse, Vítor Palmilha deixou claro que este será o seu último mandato à frente da Confederação. O dirigente afirmou que, perante os desafios do setor, não podia ficar indiferente aos apelos de vários quadrantes que o motivaram a avançar para mais este mandato. Vítor Palmilha assegurou que tudo fará para defender os interesses dos caçadores e preparar uma nova liderança, que continue a pugnar pelos direitos e deveres dos caçadores e do mundo rural.

Durante a cerimónia, foi destacado o papel fundamental dos caçadores na recuperação do património cinegético e na preservação da fauna e flora, sublinhando-se o peso económico do setor e a urgência de medidas concretas por parte do Governo.

A encerrar a sessão, Vítor Palmilha manifestou total disponibilidade para colaborar com as entidades públicas, apelando, contudo, a que as reformas não sejam feitas à revelia das organizações e mantendo o compromisso de união entre as várias federações que compõem a CNCP, do Minho ao Algarve.

Atualmente, a Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses agrega as seguintes federações: Federação de Caçadores de Entre Douro e Minho; Federação das Associações de Caçadores da 1.ª Região Cinegética; Federação dos Clubes de Caça e Pesca do Distrito de Viseu; Federação de Caça e Pesca da Beira Litoral; Federação de Caça e Pesca da Beira Interior; FEDERCAÇA – Federação de Caçadores do Centro; OESTECAÇA – Federação das Zonas de Caça do Oeste; FAC – Federação Alentejana de Caçadores; Federação de Caçadores do Algarve.

Oliveira de Frades | Festival Humor à Lafões

Nos próximos dias 30 de abril, 16 e 22 de maio, a região de Lafões receberá três noites de stand-up comedy, com alguns dos mais consagrados humoristas nacionais, bem como alguns talentos emergentes, garantindo-se assim noites de gargalhadas e boa disposição. 
O evento arranca na Casa das Artes - Cineteatro Dr. Morgado, em Oliveira de Frades, no dia 30 de abril, pelas 21h30. 
Classificação: M/16 anos 
Bilhete | 6€ 
Os bilhetes estão à venda na ticketline https://www.ticketline.pt/evento/festival-humor-a-lafoes-104044 

*Sara Carvalho
Assessora de Comunicação - Gabinete de Comunicação e Imagem


MARINHA GRANDE ACOLHE EVENTO NACIONAL DO DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS 2026

 A Marinha Grande será palco de uma sessão nacional integrada nas comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (DIMS) 2026, no dia 18 de abril de 2026 (sábado), no Auditório do Centro Empresarial da Marinha Grande, cuja entrada é livre.

Sob o tema “Património vivo: resposta de emergência em contextos de conflitos e desastres”, definido pelo International Council of Monuments and Sites (ICOMOS Internacional), a realização desta iniciativa na Marinha Grande assume particular significado, refletindo o reconhecimento nacional da realidade vivida pelo concelho na sequência dos fenómenos meteorológicos extremos que afetaram severamente o território e o seu património.

A escolha da Marinha Grande para acolher esta sessão nacional representa também o reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Município e pela comunidade local na recuperação dos danos provocados pelas tempestades, bem como da capacidade de resposta, resiliência e mobilização demonstradas perante um dos momentos mais exigentes da história recente do concelho.

A sessão é promovida em colaboração com o ICOMOS Portugal, o Património Cultural - Instituto Público e o Município da Marinha Grande. O evento reunirá especialistas, investigadores, técnicos e responsáveis institucionais, promovendo a partilha de conhecimento e a reflexão sobre estratégias de prevenção, resposta e recuperação do património cultural em cenários de emergência.

As comemorações do DIMS 2026 incluem ainda diversas atividades a decorrer em todo o país.
PROGRAMA
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2026

13h30 . Visita ao Museu do Vidro / Palácio Stephens

📍 Auditório do Centro Empresarial da Marinha Grande

14h30 . Abertura da Sessão
Paulo Vicente – Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande
João Soalheiro – Presidente do Conselho Diretivo do Património Cultural, I.P.
Orlando Sousa - Presidente do Icomos Portugal

15h00 . Conferência
Um exemplo de recuperação do património afetado pelos sismos (Peru, Chile)
Paulo Lourenço – Universidade do Minho / ICOMOS ISCARSAH
Presidente do ICOMOS Portugal

15h45 . Cenários Climáticos e Impactos Esperados em Portugal sobre o Património Cultural
Moderação: Patrícia Brum (ICOMOS)

Água‑doce, água‑salgada: património arqueológico em risco, num clima em mudança
Mariana Diniz – UNIARQ, Universidade de Lisboa

Avaliação dos impactos climáticos sobre o património arqueológico pré‑histórico costeiro e ribeirinho em Portugal
Projeto Science4Policy 2025
Célia Gonçalves – ICAREHB, Universidade do Algarve

Da gestão florestal aos incêndios na salvaguarda do património arqueológico
Filipa Bragança, Sandra Lourenço, Helena Moura, Gertrudes Zambujo – Património Cultural, I.P.

A tempestade Kristin e o Património Cultural – Levantamento de danos das tempestades sobre o património cultural imóvel
Jorge Fernandes – Património Cultural, I.P.

17h00 . Como o PRR está a tornar mais resiliente o património cultural?
Luísa Cortesão – Património Cultural, I.P.
Conceição Amaral – Presidente da OPART
Aníbal Costa – Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
Nelson Neves – N‑Restauros
Vítor Mestre – Arquiteto

*Gabinete de Comunicação e Imagem

MUNICÍPIO DA MARINHA GRANDE ACOMPANHA CANDIDATURAS A APOIOS À HABITAÇÃO APÓS INTEMPÉRIES


O Município da Marinha Grande tem em funcionamento uma equipa técnica constituída por 14 elementos, responsável pela análise das candidaturas aos apoios à habitação própria e permanente a disponibilizar pela CCDRC – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, assegurando o acompanhamento dos processos submetidos pelos munícipes afetados pelas recentes intempéries.
Na sequência dos fenómenos meteorológicos extremos que afetaram a região Centro, com o especial impacto da tempestade Kristin, foram ativados mecanismos de reporte e inventariação de prejuízos, considerados essenciais para a avaliação dos danos e para a eventual atribuição de apoios financeiros.
Os 14 técnicos municipais foram especificamente afetos a este processo, atendendo à sua complexidade e ao elevado rigor técnico exigido na análise das candidaturas, garantindo simultaneamente transparência, equidade e celeridade na resposta às famílias afetadas.
No total, foram submetidas na plataforma 3 365 candidaturas, das quais 1 886 já foram analisadas pelos serviços municipais. Deste total, 1449 aguardam esclarecimentos por parte dos particulares e 149 candidaturas foram já remetidas à CCDRC – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, entidade competente para a validação final dos pedidos. No âmbito da análise da CCDRC, 81 candidaturas foram deferidas, 37 indeferidas e 33 já se encontram pagas, no montante de 47.677,50€.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

RECTIFICAÇÃO: Magistrados de Aveiro detalham carências graves que afetam a investigação e a proteção das vítimas

 A reunião plenária de magistrados do Ministério Público (MP) da Comarca de Aveiro, realizada esta manhã, expôs uma sobrecarga estrutural, falta grave de recursos humanos e instalações degradadas, comprometendo a resposta do Ministério Público em áreas sensíveis como a violência doméstica e a criminalidade complexa. A pressão sobre magistrados e serviços é transversal, com quadros muito abaixo das necessidades reais.
Nesta que foi a última reunião plenária promovida pelo SMMP, após uma ronda que percorreu nos últimos meses as 23 comarcas nacionais, ficou claro que Aveiro reflete o panorama crítico do país: uma situação de rutura operacional, com impacto direto na proteção das vítimas, na investigação criminal e na confiança dos cidadãos na justiça. O SMMP identifica como absolutamente urgente o reforço de magistrados, funcionários, meios técnicos e condições de segurança, bem como a intervenção imediata nos edifícios mais degradados.
Concretamente, no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Aveiro a área de violência doméstica e crimes sexuais acumula cerca de 340 inquéritos pendentes, há magistrados com mais de 500 processos à sua responsabilidade. A pressão constante, associada a arguidos detidos e diligências urgentes, gera níveis elevados de stress nos magistrados e receio de falhas que possam comprometer a segurança das vítimas.
Já na 1.ª Secção do DIAP de Aveiro, cada magistrado tem atualmente cerca de 500 inquéritos — tráfico, criminalidade violenta, fiscal, corrupção e outras matérias económico‑financeiras — quando, em setembro de 2022, tinham aproximadamente 200. O aumento exponencial tornou impossível gerir investigações complexas, obrigando a priorizar apenas processos urgentes e com arguidos detidos. A secção funciona com dois magistrados quando deveria ter quatro, o que os leva a trabalhar à noite, aos fins de semana e durante as férias, numa situação considerada incomportável.
Em Águeda, quatro magistrados asseguram cerca de 500 inquéritos cada, 23% dos quais de violência doméstica. Naturalmente, estes processos assumem prioridade absoluta; porém, a dimensão do volume entrado torna materialmente impossível assegurar resposta a tudo quanto chega ao MP. As declarações para memória futura são gravadas por outros colegas, o que implica perda de tempo e retrabalho. Sem possibilidade de especialização, os magistrados acumulam matérias muito diversas, e os despachos só conseguem ser feitos depois das 17h.
Em Santa Maria da Feira, apenas dois magistrados asseguram matérias económico‑financeiras, tráfico e cibercrime, com cerca de 50 conclusões diárias — o que significa, em média, oito minutos por processo. Na secção genérica entram mais de 100 inquéritos por mês, agravando a pressão sobre serviços já no limite.
A zona sul da Comarca de Aveiro enfrenta ainda uma carência significativa de funcionários judiciais, e os serviços só têm conseguido cumprir os processos graças ao esforço pessoal dos profissionais. Como é evidente, a falta de funcionários compromete o andamento dos processos e aumenta a pressão sobre magistrados e serviços.

No que concerne aos meios e equipamentos informáticos, a situação é igualmente crítica. Desde janeiro, alguns tribunais não dispõem sequer de papel para as mãos, recorrendo a papel higiénico, e os digitalizadores existentes são manifestamente inadequados, atrasando de forma significativa o trabalho diário.

O estado do edificado revela também problemas de salubridade e segurança de extrema gravidade. Em Arouca, chove dentro do tribunal, partes do teto já caíram e as colunas da sala de audiências têm mármore colado com fita adesiva preta. A sala está degradada e em risco de colapso, com infiltrações generalizadas. Os magistrados trabalham sem qualquer garantia de segurança, temendo pela própria vida, pelo que o SMMP considera que se impõe o encerramento imediato deste tribunal.

Em Oliveira de Azeméis persistem infiltrações, estando previstas obras sem data de início definida. No Palácio de Justiça de Aveiro, a água entra pelas paredes. No Tribunal de Família e Menores de Aveiro, a sala de audiências não dispõe de cadeiras para o público, obrigando a uma proximidade excessiva com os magistrados, o que coloca em causa a sua segurança. Também não existe sala de audição de crianças e o Ministério Público não dispõe de sala de diligências.

Em Ílhavo, não existe ar condicionado, resultando em frio extremo no inverno e calor intenso no verão. O cheiro a humidade é constante e não existem pórticos de segurança, permitindo o acesso direto aos gabinetes dos magistrados. Os arguidos veem a chegada e saída dos magistrados, expondo‑os a riscos adicionais. Os corredores estão pejados de objetos, incluindo ciclomotores, e a secção do MP é demasiado pequena para o volume de trabalho. Há processos parados há oito meses porque, apesar de o quadro estar completo, está subdimensionado. A retirada de uma funcionária do MP, sem comunicação prévia, agravou ainda mais a situação.

Em vários serviços, os despachos dos magistrados não são cumpridos, o que impede o avanço das investigações e prolonga artificialmente a pendência dos processos. Esta incapacidade de execução, alheia aos magistrados, gera receio de serem injustamente penalizados em inspeções por atrasos que não lhes são imputáveis.

Por fim, e no que toca à aplicação dos conteúdos funcionais — que define as matérias e juízos assegurados por cada procurador — a realidade da Comarca de Aveiro confirma as preocupações que o SMMP tem denunciado a nível nacional: o alargamento indiscriminado agrava a sobrecarga, destrói a especialização e compromete a qualidade do serviço prestado pelo MP. Embora a maioria das extensões não tenha sido aplicada graças ao bom senso do coordenador da Comarca, o certo é que em certas situações o alargamento se concretizou. Em Santa Maria da Feira, o conteúdo funcional foi estendido à secção central criminal e à instrução, obrigando à acumulação do despacho de inquéritos. Em Aveiro, os magistrados do Comércio — deslocalizado para Anadia — acumulam funções nos juízos central e local cível, implicando deslocações superiores a meia hora. Em Oliveira de Azeméis, o magistrado da secção local cível e execuções passou a despachar também Comércio, trabalhando com sete juízes, numa configuração insustentável. Esta realidade — acumulação, dispersão, deslocações constantes e perda de especialização — é precisamente a razão pela qual o SMMP convocou uma paralisação nacional para 24 de abril.

O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público reafirma, sem surpresa, que a situação vivida na Comarca de Aveiro é representativa do estado crítico em que se encontra o Ministério Público em todo o país. Sem o reforço urgente de magistrados, funcionários, meios técnicos e condições de segurança, não será possível garantir a proteção das vítimas, a eficácia da investigação criminal e a confiança dos cidadãos na justiça. O SMMP manterá todas as iniciativas necessárias — incluindo a paralisação nacional de 24 de abril — para assegurar que o Ministério Público dispõe das condições indispensáveis ao cumprimento das suas funções constitucionais.

Até ao final do mês será divulgado o diagnóstico nacional sobre as condições de trabalho do Ministério Público e entregue à tutela um caderno reivindicativo com as medidas consideradas essenciais para recuperar condições mínimas de funcionamento da justiça.

*Gabinete de Imprensa
Rogério Bueno de Matos
Ana Clara Quental
Aveiro, 14 de abril de 2026