segunda-feira, 15 de junho de 2026

Hospitais têm de pagar pelo sangue que os dadores oferecem ao IPS?

O que está em causa?
Os apelos para a dádiva de sangue são muitos. Mas há quem desacredite a prática, alegando que os hospitais têm de “comprar” o sangue doado ao Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST). É mesmo assim?

A dádiva de sangue é um procedimento simples e rápido, mas sobre o qual circula muita desinformação. Há quem questione, por exemplo, se apesar de os dadores não receberem contrapartidas financeiras pela doação, os hospitais têm de comprar o sangue ao Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST). É mesmo assim?

Em Portugal, é o IPST que gere a rede nacional de bancos de sangue de todos os hospitais. Além disso, doar sangue é, de facto, “um ato cívico, voluntário, benévolo e não remunerado”, como especifica o estatuto do dador, enquadrado na Lei n.º 37/2012 de 27 de agosto.

Mas não é verdade que, depois de receber as dádivas, o Instituto Português do Sangue venda o sangue e as respectivas componentes sanguíneas aos hospitais com fins lucrativos. A história está mal contada…
Imagem da ADASCA -DR
Em declarações ao Polígrafo, o IPST sublinha que “a venda de sangue é proibida por lei em Portugal”. Há, no entanto, um custo da disponibilização do sangue doado aos hospitais. Esse valor “reflete unicamente os custos da recolha, processamento e análises ao sangue doado”, explica a mesma fonte.

Isto significa que, apesar de a dádiva ser gratuita para o dador, o processo acarreta custos para o estabelecimento responsável pela colheita, seja o próprio IPST ou outro banco de sangue da rede hospitalar do país.

A dádiva de sangue é um procedimento simples e rápido, mas sobre o qual circula muita desinformação. Há quem questione, por exemplo, se apesar de os dadores não receberem contrapartidas financeiras pela doação, os hospitais têm de comprar o sangue ao Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST). É mesmo assim?

Em Portugal, é o IPST que gere a rede nacional de bancos de sangue de todos os hospitais. Além disso, doar sangue é, de facto, “um ato cívico, voluntário, benévolo e não remunerado”, como especifica o estatuto do dador, enquadrado na Lei n.º 37/2012 de 27 de agosto.

Mas não é verdade que, depois de receber as dádivas, o Instituto Português do Sangue venda o sangue e as respectivas componentes sanguíneas aos hospitais com fins lucrativos. A história está mal contada…

Em declarações ao Polígrafo, o IPST sublinha que “a venda de sangue é proibida por lei em Portugal”. Há, no entanto, um custo da disponibilização do sangue doado aos hospitais. Esse valor “reflete unicamente os custos da recolha, processamento e análises ao sangue doado”, explica a mesma fonte.

Isto significa que, apesar de a dádiva ser gratuita para o dador, o processo acarreta custos para o estabelecimento responsável pela colheita, seja o próprio IPST ou outro banco de sangue da rede hospitalar do país.
*Bárbara Baltarejo
14 de Junho de 2026 às 15:00
Fonte:https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/hospitais-tem-de-pagar-pelo-sangue-que-os-dadores-oferecem-ao-ips/

Nenhum comentário:

Postar um comentário