quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Atividade exclusiva até 25 de setembro. Visitas Noturnas revelam o que acontece no Zoo Santo Inácio depois do pôr do sol


Nova experiência, destinada a maiores de 12 anos, permite observar, entre as 21h00 e as 23h00, comportamentos e sons da vida selvagem durante a noite

O Zoo Santo Inácio acaba de lançar as Visitas Noturnas, uma nova experiência destinada a maiores de 12 anos que permite observar os comportamentos de diferentes espécies depois do pôr do sol. Com sessões entre as 21h00 e as 23h00 e grupos de 10 a 20 participantes, a iniciativa decorre até 25 de setembro e parte da receita reverte para o WOW Conservation, contribuindo para projetos de proteção de espécies e dos seus habitats.

A chegada da noite altera os ritmos de muitas espécies. Alguns animais tornam-se mais ativos, outros revelam comportamentos diferentes e há quem aproveite o silêncio para explorar o seu habitat. É esta mudança que as Visitas Noturnas permitem acompanhar, proporcionando uma perspetiva diferente sobre a vida selvagem e sobre os animais que habitam o Zoo Santo Inácio.
Ao longo de cerca de duas horas, os participantes percorrem diferentes zonas do zoo enquanto conhecem curiosidades sobre os hábitos dos animais de comportamento noturno e aprendem a identificar os diferentes sons. Ao contrário de uma visita convencional, em que existe um percurso e um ritmo mais previsíveis, cada Visita Noturna depende dos comportamentos naturais dos animais, que se movimentam e interagem ao seu próprio ritmo, tornando cada sessão única.

Mais do que uma visita ao Zoo fora do horário habitual, esta é uma experiência de descoberta que convida a olhar e a escutar de outra forma. Com grupos reduzidos, entre 10 e 20 participantes, as Visitas Noturnas permitem acompanhar os animais num ambiente mais tranquilo e observar comportamentos que dificilmente são percetíveis durante o horário habitual de visita.

Para além da componente de descoberta e aprendizagem, as Visitas Noturnas contribuem diretamente para a conservação da biodiversidade. Parte da receita gerada pela atividade reverte para o WOW Conservation, apoiando projetos dedicados à proteção de espécies e dos seus habitats.

Com um custo de 35€ por pessoa, a experiência realiza-se em datas selecionadas durante os meses de agosto e setembro, estando as próximas sessões agendadas para 21 e 28 de agosto e 4, 11, 18 e 25 de setembro.

VISITAS NOTURNAS
Duração: aproximadamente 02 horas
Idade mínima: 12 anos
Lotação: 10 a 20 participantes por visita
Preço: 35€ por pessoa
Próximas datas:
21 e 28 de agosto
4, 11, 18 e 25 de setembro

A lotação é limitada, pelo que é recomendada a reserva antecipada. Mais informações e reservas em www.zoosantoinacio.com/visitas-noturnas.

SOBRE O ZOO SANTO INÁCIO:
Em 2000, abriu portas com o objetivo de aproximar a comunidade da Natureza e da Vida Selvagem, alertando para a crescente importância da Conservação das Espécies da Fauna e da Flora de todo o mundo.

Em 2004 tornou-se membro da Associação Europeia de Zoos e Aquários (EAZA), em 2006 foi fundador da Associação Portuguesa de Zoos e Aquários (APZA) e é um dos poucos Zoos nacionais que, em parceira com a EAZA, participa em Programas Europeus de Preservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (EEP). A partir do ano de 2022, o Grupo WOW (Worlds of Wild) – detentor do Zoo Santo Inácio – ficou sob a alçada do grupo de investimento Kartesia.

O Zoo Santo Inácio alberga cerca de 500 animais de 100 espécies, tendo já favorecido o nascimento de mais de 275 crias integradas nos programas de Preservação EEP.

A proteção da vida selvagem e o bem-estar dos animais são a principal preocupação do Zoo Santo Inácio. Todas as espécies acolhidas pelo Zoo habitam em verdes e amplos ambientes, concebidos de forma a recriar os habitats de origem, proporcionando-lhes as melhores condições de conforto para que se possam manter saudáveis e manter os instintos animais.

*FILIPA GUIMARÃES
**SARA INÊS GRAÇA

Marinha Grande | NOVO CICLO DE EXPOSIÇÕES CHEGA AMANHÃ A SÃO PEDRO DE MOEL


O Município da Marinha Grande, no âmbito da Época Balnear de São Pedro de Moel 2026, inaugura amanhã, dia 19 de agosto de 2026, duas novas exposições temporárias, patentes no Edifício Cosmos Azul e Mar em São Pedro de Moel.
VOLTAS, de Leonor Oliveira, estará patente de 19 de agosto a 6 de setembro, na Sala Azul. Trata-se de uma exposição de acrílico sobre tela que reflete sobre os ciclos que moldam a vida, os lugares que deixamos e aqueles a que inevitavelmente regressamos, as memórias que permanecem suspensas no tempo e as experiências que nos transformam.
SILENT WITNESSES, de Dermot Allen, poderá ser visitada de 19 de agosto a 6 de setembro, na Sala Mar. A exposição reúne desenhos que sensibilizam para a importância da sustentabilidade do planeta e para a proteção das espécies em risco de extinção.
Os residentes e visitantes poderão ainda conhecer as exposições permanentes patentes até dia 20 de setembro, no final da Época Balnear 2026:
RETROSPETIVA, de António Pedro, na Sala Cosmos. A mostra integra obras em tinta da China, tinta da China aguarelada, colagens de pedras e pequenos fragmentos de vidro pintados, representativas dos períodos mais marcantes da vida artística do autor.
NATUREZA NA ARTE, de Paulo Baptista, na Sala Afonso Lopes Vieira. A exposição reúne esculturas e quadros inspirados em paisagens naturais, valorizando os espaços e revelando a força e a vitalidade presentes em elementos como a madeira da videira e da oliveira.
O Município convida toda a comunidade e visitantes a conhecer todas as propostas culturais e recreativas, disponíveis até ao encerramento da Época Balnear 2026, disponíveis AQUI.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Viaje à descoberta de Portugal com a EasyPark e a sua nova funcionalidade para veículos temporários

 A aplicação de estacionamento EasyPark está em mais de 40 municípios de norte a sul do país, incluindo as ilhas. Introduz agora uma ferramenta muito procurada que  permite aos condutores adicionar veículos temporários, ideal para estes dias de férias
Em Portugal desde 2021, a aplicação EasyPark está disponível em mais de 4.400 cidades na Europa em mais de 20 países. A vasta cobertura permite aos condutores utilizar a aplicação no seu dia-a-dia em deslocações de trabalho ou lazer, no seu país de origem ou no estrangeiro.
Mas, na época de verão, em que as férias são dos mais importantes momentos do ano, a condução continua a fazer parte dos planos, e seja com carros alugados ou pessoais, estacionar continua na mente dos condutores.
A pensar nestas situações, a EasyPark lançou uma nova funcionalidade para facilitar o controlo de veículos temporários, como os carros de aluguer. Com esta nova funcionalidade, os utilizadores da Easypark podem, ao adicionarem um veículo, ativar a opção «veículo temporário» e escolher eles próprios a data e a hora em que o veículo deve ser removido. Quando esse momento chegar, o veículo é automaticamente removido. Além disso, o carro é claramente identificado como «temporário» na aplicação, que também funciona como um lembrete. Assim, os condutores que usam a aplicação evitam que sejam cobrados, ou até multados, por estacionamentos indevidos quando a viatura já está nas mãos de outra pessoa.
Uma funcionalidade que chega numa altura em que as viagens à descoberta de Portugal aumentam no verão. E se em 2025 as cidades mais visitadas no país foram Lisboa, Lagos, Sintra, Faro e Olhão, em 2026 os condutores que visitem agora o território nacional têm um total de 44 municípios, incluindo nos Açores e na Madeira.
Uma viagem de norte a sul, dando um salto até às ilhas
As previsões do turismo em Portugal continuam em alta, e com a EasyPark será possível percorrer o país usando uma única aplicação para estacionar. Começando a viagem naturalmente pelo Algarve, pode iniciar as suas férias em Vila Real de Santo António e aproveitando os areias de Monte Gordo, passando pela ilha de Tavira, Faro com a sua sede de distrito, Albufeira com as suas fantásticas praia e diversão nocturna, ou Lagos com a cidade velha amuralhada e penhascos, ou Olhão com a famosa praia da Culatra. 
Continuando viagem até à capital, visite Lisboa, Loures, Sintra ou aproveite ainda as praias da Costa da Caparica, ou percorra toda a zona da marginal, desde Cascais até à capital, sempre com a mesma aplicação de estacionamento. 
Não se esqueça, contudo, que Portugal não termina na capital, continue o seu percurso e visite Aveiro, a Veneza portuguesa. E se o turismo gastronómico é um dos seus motivos para viajar, então adentre-se pelo país e vá até à Guarda provar os queijos e enchidos locais. Com tempo, volte à estrada com cuidado pela zona da serra, e vá até Mangualde e aproveite as Termas de Alcafache, um dos centros termais mais conhecidos do país, nas margens do Rio Dão. 
E já que se encontra no centro do país, suba mais um pouco para norte e conheça a cidade do Porto, com a sua Torre dos Clérigos ou dê um passeio pela zona ribeirinha, ou atreva-se um pouco mais a norte com uma visita a Amares, onde para além de conhecer a localidade onde nasceu e cresceu o músico António Variações, pode ainda descobrir um grande património histórico, termal e gastronómico. Termine a sua viagem pelo continente em Chaves, a cidade que faz fronteira com Espanha e abre o país ao mundo.
Mas, se ainda tiver mais alguns dias para aproveitar, dê um salto aos Açores, e prove o cozido das furnas junto à Caldeira das Sete Cidades, ou visite as plantações de chá a zona de Ponta Delgada. Se gostar mais de praia, então o Funchal na ilha da Madeira é um ponto imperdível para estes dias de férias, na ilha onde o verão se estende bem além do mês de Agosto.
A aplicação EasyPark está agora disponível na Abrantes, Batalha, Arruda dos Vinhos, Albufeira, Lisboa, Cascais, Oeiras, Amares, Aveiro, Braga, Loures, Chaves, Coimbra, Espinho, Faro, Figueira da Foz, Gondomar, Guarda, Ílhavo, Lagos, Sintra, Macedo de Cavaleiros, Almada, Mangualde, Olhão, Oliveira de Azeméis, Ourém/Fátima, Penafiel, Pombal, Portimão, Porto, Póvoa de Lanhoso, Mafra, Santo Tirso, Alenquer, Tavira,Tomar, Vieira do Minho, Vila Nova de Gaia, Vila Pouca de Aguiar, Vila Real, Vila Real de Santo António que inclui ainda o estacionamento em Monte Gordo, assim como em Ponta Delgada, nos Açores, e Funchal, na Madeira.
A aplicação está, ainda, disponível em vários parques de estacionamentos em Lagos, Lisboa (FIL), rotunda de Miraflores e parque de estacionamento de curta duração de partidas e chegadas no aeroporto Humberto Delgado (Lisboa).
Sobre a EasyPark, parte da plataforma mundial de mobilidade Arrive:
A EasyPark, parte da plataforma mundial de mobilidade Arrive, é o principal fornecedor de soluções inteligentes de estacionamento e mobilidade na Europa. Presente em mais de 20 000 cidades em mais de 90 países, a EasyPark simplifica o estacionamento, o carregamento e a mobilidade em todo o mundo. Em estreita colaboração com as cidades, a EasyPark está a impulsionar a digitalização, utilizando informações baseadas em dados e soluções inteligentes para tornar as cidades mais habitáveis. 
Sobre a Arrive:
A Arrive é uma plataforma líder global em mobilidade com o objetivo de facilitar a circulação nas cidades. Através da sua família de marcas, que incluem a EasyPark, Flowbird, RingGo, ParkMobile e Parkopedia, a empresa está presente em mais de 20 000 cidades em 90 países, ajudando pessoas e decisores a fazerem escolhas mais inteligentes nas suas viagens urbanas. A Arrive torna as cidades mais habitáveis através do fornecimento de competências essenciais, tais como soluções de gestão autónoma de veículos, pagamentos inteligentes e otimização de soluções de estacionamento, medidas de redução do tráfego baseadas em dados e aperfeiçoamento das redes de transportes públicos. Para mais informações e notícias, visite arrive.com
Visite https://www.easypark.com/pt-pt para obter as últimas notícias e informações. 

*Newsline – Gabinete de imprensa e comunicação

COSMOS AZUL E MAR RECEBE ATRIZ AMÉLIA VIDEIRA PARA MAIS UMA SESSÃO DE "À CONVERSA COM"

 O Edifício Cosmos Azul e Mar, em São Pedro de Moel, recebe mais uma sessão de "À Conversa Com", na próxima sexta-feira, 21 de agosto de 2026, entre as 22h00 e as 23h30, com a atriz Amélia Videira. 
Nesta sessão, residentes e visitantes, com idade superior a 12 anos, serão convidados a conhecer melhor o percurso pessoal e profissional da atriz Amélia Videira, numa conversa que revisitará memórias, experiências e momentos marcantes de uma carreira dedicada à arte da representação. A conversa levará os presentes numa viagem pela sua vida e carreira, abordando episódios, desafios e histórias que ajudam a compreender o percurso de uma personalidade que continua a ocupar um lugar de destaque no panorama cultural português. 

A iniciativa é de participação gratuita e aberta a toda a comunidade e visitantes, integrando a programação cultural da Época Balnear de São Pedro de Moel, que poderá consultar aqui. 

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Bacalhau da Noruega On Tour com mais de 7.400 degustações oferecidas


A terceira edição do Bacalhau da Noruega On Tour está hoje em Coimbra e na Mealhada seguindo amanhã para Viseu num périplo que se iniciou no passado dia 23 de Julho no Barreiro e que vai terminar a 28 de Agosto em Alfragide.
A semana que recentemente terminou, começou em grande para o Bacalhau da Noruega On Tour! Passámos por Aveiro e Estarreja, e seguimos rumo à Gafanha da Nazaré, onde nos juntámos ao espírito único do Festival do Bacalhau.
A abertura oficial contou com convidados muito especiais: o Exmo. Senhor Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, e o Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Rui Dias, e toda a comitiva que nos recebeu com enorme simpatia.
Tivemos ainda a energia contagiante do @apitadadopai, com quem servimos degustações de Bacalhau da Noruega a cerca de 4.000 pessoas e distribuímos muitos, muitos brindes.

Em termos globais e até 6ª feira dia 14 o Bacalhau da Noruega On Tour contabilizava:

- Cerca de 1305 quilómetros percorridos

- Mais de 7.400 degustações de Bacalhau da Noruega oferecidas

- 19 localidades visitadas
Promovida pelo Conselho Norueguês das Pescas (Norwegian Seafood Council), esta atividade, que vai percorrer Portugal durante o verão, tem como objetivo aproximar o “fiel amigo” dos consumidores e também dar a conhecer a versatilidade do Bacalhau da Noruega, mostrando que, além das receitas tradicionais, este pode ser preparado de forma leve, criativa e adaptada aos dias mais quentes.
Depois de Coimbra e Mealhada segue-se Viseu (19 agosto) e Feira de São Mateus (20 agosto), com esta semana a terminar na Feira Agrícola e Comercial de Alpiarça (22 e 23 agosto).

Todas as informações sobre o calendário, horários e próximas paragens estão disponíveis nas páginas de Instagram e Facebook do Bacalhau da Noruega: Instagram e Facebook.

*Anabela Martinho – R2 Comunicação

Porto de Mós | Novo voucher promove turismo


No dia 14 de agosto, data em que se assinalam 641 anos passados sobre a Batalha Real, dita de Aljubarrota, que deu a independência a Portugal em 1385, no Campo Militar de São Jorge, a Fundação Batalha de Aljubarrota e o Município de Porto de Mós assinaram um protocolo de colaboração que visa estabelecer entre estas entidades uma parceria de promoção turística concretizada num voucher com 20% de desconto sobre o valor de ingresso no Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota/Campo Militar de São Jorge e no Castelo de Porto de Mós.
O objetivo é incentivar à visita conjunta dos monumentos, procurando que os visitantes possam conhecer outras ofertas turísticas no concelho e, assim, manter a sua presença por um maior período de tempo no território ou incentivar a uma nova visita, uma vez que o voucher terá a validade de 60 dias desde a data da sua aquisição.

A sessão de assinatura do protocolo contou com a presença do Vice-presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Eduardo Amaral, do Presidente da Fundação Batalha de Aljubarrota, António Palma Ramalho e do Administrador Executivo da Fundação Batalha de Aljubarrota, José Augusto Fernandes.

O programa da cerimónia integrou, ainda, uma recriação histórica e um momento de homenagem às figuras históricas que protagonizaram esta batalha.

*Patrícia Alves
Gabinete de Comunicação

Silves | NOVOS CONCURSOS PARA AS ÁREAS DE PEDREIRO E DESENHADOR

Candidaturas decorrem até 31 de agosto

O Município de Silves informa que se encontram abertos novos procedimentos concursais para o preenchimento de postos de trabalho no Município de Silves, nas áreas de Pedreiro e Desenhador.

Os respetivos avisos (extrato) foram publicados a 18 de agosto, no Diário da República, II Série, n.º 159/2026, Parte H, contemplando os seguintes postos de trabalho:

» Aviso (extrato) n.º 20540/2026/2 – 1 posto de trabalho na carreira/categoria de Assistente Operacional, na área de atividade de Pedreiro;

» Aviso (extrato) n.º 20541/2026/2 – 1 posto de trabalho na carreira/categoria de Assistente Técnico, na área de atividade de Desenhador.

As candidaturas decorrem até ao dia 31 de agosto, devendo ser formalizadas, obrigatoriamente e dentro do prazo estabelecido, através da plataforma eletrónica disponível em concursos-drh.cm-silves.pt.

Todas as comunicações e notificações relativas aos procedimentos concursais serão efetuadas através do endereço de correio eletrónico indicado pelo/a candidato/a no momento da apresentação da candidatura.

Para mais informações, os interessados poderão contactar o Município de Silves através do endereço concursos.drh@cm-silves.pt ou do telefone 282 440 819.

Oliveira de Frades | Cultura ao Luar


Frequência 63 21 AGO | 21h30 Anfiteatro ao ar livre da Casa das Artes - Cineteatro Dr. Morgado Na próxima sexta-feira, dia 21 de agosto, às 21h30, a música regressa à Casa das Artes - Cineteatro Dr. Morgado, em Oliveira de Frades. 
No âmbito do projeto “Cultura ao Luar”, convidamos todos a desfrutar de uma agradável noite ao som de Frequência 63, num ambiente descontraído e ao ar livre.

*Sara Carvalho
Assessora de Comunicação - Gabinete de Comunicação e Imagem

Até dia 4 de outubro. Exposição no Museu de Arte e do Colecionismo mostra coleção de Joaquim Roque em Cantanhede

 
O MACC – Museu de Arte e do Colecionismo de Cantanhede apresenta a exposição "O Universo do Colecionador: coleção Joaquim Roque", uma mostra que celebra a paixão, a memória e o património cultural através do olhar de um dos seus maiores entusiastas. A exposição estará aberta ao público e pode ser visitada até ao dia 4 de outubro.
Com esta exposição, o museu está a concretizar uma das suas missões que passa por dar palco e visibilidade às coleções particulares e aos seus protagonistas.
A apresentação da coleção Joaquim Roque constitui o primeiro exemplo da concretização deste projeto museológico, inaugurando um ciclo de exposições dedicado aos apaixonados pelo universo do colecionismo e às histórias que as suas coleções encerram.
Celebrar o colecionismo é homenagear os colecionadores e o seu papel como guardiões do tempo e da memória, na maior parte das vezes o primeiro porto de abrigo da arte e da história. Homens e mulheres movidos por uma curiosidade infatigável, por uma paixão e respeito pela história, construtores de arquivos impensáveis que conectam o presente ao passado, gente que ao partilhar esse legado transformam generosamente coleções privadas num bem público de valor incalculável”, destacou o vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, com o pelouro da Cultura, Pedro Cardoso, que presidiu à cerimónia de inauguração.
Dar visibilidade e palco às coleções de um dos grandes colecionadores do concelho como o Joaquim Roque é começar com a prata da casa, e uma forma de reconhecimento público ao esforço enquanto colecionador. Muito agradecemos o investimento e o trabalho de resgatar valores históricos e preservar momentos, objetos e memórias que tenderiam a desaparecer com a passagem do tempo”, referiu o edil.
Construída ao longo de cerca de 60 anos, a coleção distingue-se pela sua natureza eclética e espontânea. Sem a exigência de uma organização rígida, de um tema orientador ou de uma sistematização formal, cada objeto foi reunido unicamente pelo prazer da descoberta e pelo fascínio que despertou em Joaquim Roque.
Mais do que um mero repositório de peças, a mostra reflete a personalidade, a curiosidade e a dedicação de Joaquim Roque, demonstrando que o verdadeiro espírito do colecionismo reside na relação entre o objeto, a sua história e quem o preserva.

Castelo de Paiva | Iniciativa municipal desperta boa adesão de participantes. CÂMARA MUNICIPAL LEVA IDOSOS E REFORMADOS A VISITAR A CIDADE DE VIANA DO CASTELO


VIAGENS REALIZAM-SE NA ÚLTIMA SEMANA DE AGOSTO
 A Câmara Municipal de Castelo de Paiva, através do Pelouro de Acção Social, e no âmbito do programa “ Viver Activo, Viver Melhor “, volta a promover durante a última semana de Agosto, o habitual “Passeio dos Idosos”, uma iniciativa de grande impacto social e sucesso, que desperta sempre grande adesão e entusiasmo entre a população paivense. 
O passeio, deste ano terá como destino a cidade minhota de Viana do Castelo, capital de distrito e do Alto Minho, estando tudo acertado para o encontro sénior acontecer num espaço acolhedor que vai potenciar um animado convívio da família sénior paivense. 
Será um dia de convívio, lazer e descoberta, num ambiente de partilha e boa disposição, e o almoço de confraternização vai ter lugar numa das áreas do Parque da Cidade, um espaço verde de recreio e de lazer muito procurado devido à proximidade com a praia fluvial do Rio Lima, com área com parque de merendas, para desfrutarem de um dia tranquilo junto ao rio, onde os Seniores Paivenses vão ter possibilidade de visitar este lugar emblemático da cidade, um espaço verde de excelência, e um belo local para relaxar, caminhar, passear e desfrutar aqui um dia em saudável convivialidade. 
A paragem na cidade de Viana do Castelo, vai permitir aos seniores paivenses, poderem visitar o Monte de Santa Luzia, onde se ergue o majestoso Santuário Diocesano do Sagrado Coração de Jesus, com a atracção do seu fantástico elevador centenário, assumindo-se como o ex libris e cartão-de-visita da cidade de Viana do Castelo, potenciando a sua fantástica localização, descortinar uma vista ímpar da região, que concilia o mar, o Rio Lima com o seu vale, e todo o complexo montanhoso envolvente, um panorama outrora considerado o 3.º melhor do mundo, segundo a National Geographic.
 Nas três jornadas desta louvável iniciativa municipal, os paivenses terão ainda a oportunidade, na passagem por estes locais e pela cidade do Alto Minho, de conhecer alguns dos monumentos de visita obrigatória nesta bela urbe minhota.
Recorde-se que “Passeio Convívio Sénior” é uma iniciativa do programa “Viver Activo, Viver Melhor”, que tem como objectivo a promoção do bem-estar á população idosa do concelho e a sua inclusão na comunidade, e no qual se incluem acções de animação sociocultural e de ocupação dos tempos livres, sendo que o “Passeio dos Idosos” promovido anualmente pela autarquia paivense, com a colaboração das Juntas de Freguesias, já conta mais de três décadas de existência, e ao longo destes anos, tem permitido a descoberta de várias regiões do país, tornando-se uma tradição enraizada na população paivense, um evento esperado sempre com grande entusiasmo e ansiedade. 
Os passeios, que vão contemplar cerca de 1800 pessoas, estão programados para a última semana de Agosto, sendo que, no dia 24 viajam os idosos das freguesias de Real, Bairros e Fornos, depois a 26 seguem os participantes das Freguesias de Sobrado, Sardoura e S. Martinho, ficando agendada para o dia 28, a viagem dos seniores das freguesias do Couto Mineiro (Raiva, Pedorido e S. Pedro do Paraíso).
Como habitualmente, esta jornada de convívio dos idosos de Castelo de Paiva, terá animação musical assegurada pela própria edilidade, e também com grupos oriundos das próprias freguesias, sendo que, destaca-se a colaboração, em termos de assistência permanente, dos Bombeiros Voluntários de Castelo de Paiva. 
O presidente da edilidade Ricardo Cardoso, espera que seja uma jornada memorável da família paivense, destacando a oportunidade de promover momentos de saudável convivialidade entre a população sénior e proporcionar momentos de bem estar e valorização da qualidade de vida, para quem já deu muito de si ao concelho.

*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa

MUNICÍPIO DA MARINHA GRANDE DISPONIBILIZA BALCÃO FLORESTAL DE APOIO AO MUNÍCIPE

 O Município da Marinha Grande disponibiliza, a partir de 19 de agosto, o Balcão Florestal de Apoio ao Munícipe, um serviço destinado a apoiar os proprietários florestais inscritos na plataforma PSE-Florestas, prestando esclarecimentos e acompanhando a entrega da documentação necessária à formalização dos pedidos de apoio financeiro.  
Os Balcões Florestais de Apoio ao Munícipe funcionarão em três locais do concelho: na Câmara Municipal da Marinha Grande (Edifício da Resinagem), o atendimento decorre de segunda a sexta-feira; na Junta de Freguesia de Vieira de Leiria, às terças e sextas-feiras; e na Junta de Freguesia da Moita, às segundas e quintas-feiras. Em todos os locais, o horário de atendimento é das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00.  
 
Esta medida visa facilitar o acesso dos proprietários florestais à informação e aos procedimentos associados à candidatura aos apoios financeiros previstos no âmbito do programa PSE-Florestas, assegurando apoio técnico e esclarecimento de dúvidas ao longo de todo o processo.  
 
Neste sentido, os munícipes registados na plataforma poderão dirigir-se ao balcão mais próximo para obter apoio entre os dias 19 de agosto e 15 de outubro de 2026

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Oliveira de Frades | Mercado Local do Produtor


Na passada sexta-feira, dia 14 de agosto, o Mercado Local do Produtor realizou-se no Jardim Dr. Francisco Sá Carneiro, em Oliveira de Frades, onde não faltaram produtos frescos, de qualidade, sabores da nossa terra e o contacto direto entre produtores e consumidores. 
O próximo Mercado realizar-se-á, no próximo sábado, entre as 8h30 e as 12h30, no local habitual, Parque Urbano de Oliveira de Frades.
*Sara Carvalho
Assessora de Comunicação - Gabinete de Comunicação e Imagem

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Gastronomia e cartaz musical diversificado. FESTIVAL DA JUVENTUDE & FRANCESINHA ESTÁ DE REGRESSO AO CENTRO DE CASTELO DE PAIVA


É já no próximo fim de semana, dias 21 e 22 de Agosto, que o Festival da Juventude & Francesinha regressa ao espaço do Largo do Conde, depois de um interregno registado nos últimos anos, para apresentar um novo formato com dois dias de música, animação, gastronomia e grande convívio na zona central de Castelo de Paiva.
A festa das francesinhas volta assim ao Largo do Conde, agora integrada num formato diferente de Festival e no contexto de uma grande celebração dedicada à juventude, que vai juntar gastronomia e música num fim de semana especialmente fantástico, sendo que, esta iniciativa municipal promete transformar o “ coração “da vila num ponto de encontro com muita música, animação, gastronomia e convívio, assinalando uma aposta renovada em iniciativas direccionadas para o público jovem e famílias da região. 
Para acompanhar a oferta gastronómica, a organização preparou um cartaz musical que junta diversos géneros, desde o hip-hop ao samba, passando pela música de dança e comédia, registando-se que o alinhamento de artistas para Sexta- Feira, conta com as actuações do músico Master Jake, a participação do humorista João Seabra e a exibição do grupo PT Dance Academy, além das sessões de animação nocturna a cargo dos DJ Cancela e DJ Duart. 
A iniciativa prossegue na noite de Sábado, com a subida ao palco principal do rapper Piruka, um dos nomes de maior destaque na música urbana nacional, e o programa da segunda noite inclui ainda o projecto musical Samba do Edu e as actuações dos DJ Rui Teixeira e DJ John Diaz. 
A organização deste certame resulta de uma parceria conjunta estabelecida entre o Município de Castelo de Paiva, o Projecto V.I.D.A. da Associação de Desenvolvimento Rural Integrado das Serras de Montemuro, Gralheira e Arestal (ADRIMAG) e a Associação Comercial e Industrial de Castelo de Paiva. 

*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa

PASSEIO PEDESTRE | Da Cerca ao Coração da Marinha Grande . 30 de agosto de 2026

 O Município da Marinha Grande vai realizar, no próximo 30 de agosto de 2026, um passeio “Da Cerca ao Coração da Marinha Grande”, no âmbito do Projeto dos Passeios Pedestres, iniciado em 2002, que promove a atividade física regular, o lazer saudável e a valorização do património natural do concelho. 
Esta iniciativa gratuita convida a população a participar numa manhã dedicada à saúde, ao bem estar e ao contacto com a natureza, promovendo igualmente o convívio e o fortalecimento dos laços comunitários num cenário natural único. 
Entre a Cerca, os antigos aceiros e o centro histórico da cidade, este passeio pedestre de 10 km percorre diferentes espaços da cidade, entrecruzando a natureza à memória coletiva e ao património local. Oferece, assim, uma forma única de conhecer a Marinha Grande, caminhando pelos lugares que contam a sua história e que definem a sua identidade.
O percurso tem início no Parque da Cerca, um dos espaços mais emblemáticos da cidade, profundamente ligado à história da antiga Fábrica de Vidros da Marinha Grande e ao legado da família Stephens. A partir daí, segue pelas Eiras e por antigos caminhos e aceiros da floresta, proporcionando uma viagem pelos locais que testemunham a evolução do território e a sua estreita ligação à mata. O percurso termina junto ao Arquivo Municipal, um espaço de referência na preservação da memória coletiva, onde se encontram documentos e testemunhos essenciais para compreender a história e o desenvolvimento da Marinha Grande.
Detalhes do passeio: 
Data: 30 de agosto de 2026 
Hora: 09h00 
Concentração: Parque de estacionamento junto ao Arquivo Municipal 
Distância: 10 km 
Duração aproximada: 2 horas 
Dificuldade: Moderada/Alta  
Tipo de piso: Asfalto e arenoso 
Participação: Gratuita e aberta a todos 
O Município da Marinha Grande convida todos os interessados a juntarem-se a esta jornada de atividade física, descoberta, convívio e valorização do património local. 
A participação é gratuita e aberta a todos. 

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Alentejo valoriza Vinhas Velhas e Centenárias e alarga certificação do Vinho de Talha a toda a região


Novas regras valorizam o património vitivinícola alentejano e reforçam a estratégia de valorização e premiumização dos Vinhos do Alentejo

A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) criou as denominações “Vinhas Velhas” e “Vinhas Centenárias” e alargou a possibilidade de certificação do Vinho de Talha a toda a região do Alentejo. As novas medidas, aprovadas por unanimidade em Conselho Geral da CVRA, contribuem para a proteção do património vitivinícola alentejano e integram o Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026-2031, que pretende aumentar o valor gerado pela fileira vitivinícola e reforçar o posicionamento dos Vinhos do Alentejo nos mercados nacional e internacional.

A criação das denominações “Vinhas Velhas” e “Vinhas Centenárias” estabelece um enquadramento específico para a valorização de vinhos provenientes de parcelas de vinha com características associadas à sua idade. A denominação “Vinhas Velhas” aplica-se a vinhas com, no mínimo, 35 anos, enquanto a denominação “Vinhas Centenárias” é atribuída a vinhas com registo anterior a 1931.

Com estas novas denominações, a CVRA pretende contribuir para a preservação de um património vitivinícola que atravessa gerações, reconhecendo o valor das vinhas mais antigas da região e reforçando a identidade dos Vinhos do Alentejo.

No caso do Vinho de Talha, a regulamentação agora aprovada resulta de um trabalho desenvolvido pela CVRA, nos seus Grupos Técnicos e auscultando enólogos, especialistas nesta tipologia de vinho, historiadores e outros profissionais do setor. O trabalho permitiu definir, com rigor, os critérios associados ao método de produção e criar um novo enquadramento para a certificação desta tipologia em toda a região vitivinícola do Alentejo.

A principal novidade passa pela possibilidade de certificação do Vinho de Talha produzido em qualquer uma das sub-regiões do Alentejo. Ao alargar a certificação a toda a região, a CVRA reforça a proteção desta tradição, reconhecendo a diversidade de territórios onde o Vinho de Talha continua a ser produzido e criando condições para a sua afirmação enquanto produto diferenciador dos Vinhos do Alentejo.

A produção de Vinho de Talha mantém-se no Alentejo há mais de dois mil anos, constituindo uma das expressões mais antigas da tradição da região. O método distingue-se pela utilização de talhas de barro no processo de vinificação e constitui um dos elementos mais característicos do património vitivinícola alentejano.

As duas medidas contribuem também para a estratégia de premiumização dos Vinhos do Alentejo. A produção de vinhos provenientes de vinhas antigas e de Vinho de Talha está associada, tradicionalmente, a menores rendimentos e a processos de produção mais exigentes, com impacto nos custos de produção. O novo enquadramento permite, assim, criar condições para a produção e comercialização de vinhos associados a características diferenciadoras e a um maior valor acrescentado.

Para Luís Sequeira, presidente da CVRA, “o reconhecermos o valor das nossas vinhas mais antigas e ao definirmos, com rigor, o método de produção do Vinho de Talha, estamos a preservar um património único e a criar condições para o desenvolvimento de vinhos premium, reforçando a diferenciação, a competitividade e a criação de valor para os Vinhos do Alentejo.”

As novas medidas integram o Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026-2031, que define as principais prioridades para o desenvolvimento da região até ao final da década. A proteção do património, a diferenciação e o aumento do valor gerado pela fileira vitivinícola constituem algumas das linhas orientadoras deste plano, que pretende reforçar a capacidade dos Vinhos do Alentejo para responder às tendências do mercado e afirmar-se nos mercados internacionais.

SOBRE A COMISSÃO VITIVINÍCOLA REGIONAL ALENTEJANA:
A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) foi criada em 1989 e é responsável pela proteção e defesa da DOC Alentejo e da Indicação Geográfica Alentejano, certificação e controlo da origem e qualidade, promoção e fomento da sustentabilidade. Assumindo elevados padrões de rigor, transparência e imparcialidade, a CVRA é um organismo certificador acreditado pela ISO/IEC 17065:2014, com os seus laboratórios de análises físico-químicas e sensoriais acreditados pela ISO/IEC 17025:2018. Acresce ainda a certificação pela ISO 14001:2015, devido ao forte compromisso ao nível ambiental da CVRA.

O Alentejo é líder nacional em vinhos certificados, com cerca de 40% de valor total das vendas num universo de 14 regiões vitivinícolas em Portugal. Com uma área de vinha de 23,3 mil de hectares, 30% da sua produção tem como destino a exportação para cinco destinos principais, designadamente Brasil, Suíça, EUA, Reino Unido e Polónia.

Uma das duas únicas regiões do mundo que produz Vinho de Talha há mais de dois mil anos, o Alentejo é ainda detentor de uma iniciativa pioneira, o “Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo”, que tem como objetivo melhorar as práticas utilizadas nas vinhas e adegas, produzindo uvas e vinho de qualidade e economicamente viáveis.

*SARA INÊS GRAÇA
**FILIPA GUIMARÃES

20 idosos desaparecidos por mês em Portugal: casos disparam com o calor


  • Só a PSP registou nos últimos anos 2600 idosos desaparecidos
  • 140 nunca foram encontrados
  • A desidratação, confusão e deterioração cognitiva convertem as ondas de calor num fator de risco ainda maior
  • 17 de agosto de 2026. 
Portugal, a par com a Europa, enfrenta um verão marcado por súbitas ondas de calor, com temperaturas muito elevadas, e uma crescente preocupação entre as famílias para com os idosos. Os peritos alertam que as sucessivas ondas de calor elevam o risco de desaparecimentos neste grupo etário. De acordo com os últimos dados da Polícia de Segurança Pública, nos últimos dez anos registaram-se em Portugal 2600 idosos desaparecidos, o que supõe uma média de 20 por mês. Destes, 140 nunca foram encontrados.
O aumento das temperaturas durante os meses de verão converteu-se num fator de risco para as pessoas idosas. Tal como alertam os peritos da SaveFamily, as ondas de calor podem provocar golpes de calor, quadros de desidratação, fadiga, tonturas, náuseas e confusão, especialmente entre pessoas idosas que vivem sozinhas ou têm tratamentos farmacológicos que podem alterar a sua capacidade de resposta frente ao calor extremo. Estes episódios também se agravam em pessoas com doenças neurodegenerativas ou com problemas de memória.
Além do mais, durante o verão as saídas ao exterior, os passeios e as atividades ao ar livre também aumentam. Em pessoas com Alzheimer, demência ou outros transtornos cognitivos, esta maior mobilidade coincide com uma redução das rotinas habituais ou visitas a segundas residências e, em muitos casos, com uma menor supervisão familiar devido às férias e deslocações.
A combinação do calor extremo, mudanças de hábitos e patologias associadas ao envelhecimento podem provocar que se sintam desorientados. Quando estas situações se produzem fora de casa, a pessoa pode ser incapaz de regressar pelos seus próprios meios ou de solicitar ajuda, levando a que se disparem os casos de desaparecimentos e se dificultem os trabalhos para a sua localização.
“Cada verão observamos uma maior preocupação das famílias porque o calor extremo pode acelerar os processos de desorientação em pessoas com deterioração cognitiva ou problemas de memória. Uma pessoa que sai para caminhar com normalidade pode sofrer um episódios de confusão provocado pela desidratação ou por um golpe de calor e perder a capacidade de se orientar. Por isso insistimos na prevenção e no uso de ferramentas que permitam localizar rapidamente uma pessoa vulnerável”, explica Jorge Álvarez, CEO de SaveFamily.
Tecnologia para prevenir desaparições
Perante esta situação, cada vez mais famílias recorrem a dispositivos de localização em tempo real para reforçar a segurança dos seus seres queridos. A venda de relógios inteligentes desenhados para pessoas idosas disparou 20% no último ano ao incorporar funções como geolocalização GPS, botão SOS, chamadas diretas, deteção automática de quedas e monitorização de sinais vitais, permitindo atuar com rapidez frente a uma emergência.
“Muitas famílias não podem acompanhar diariamente os seus pais ou avós devido ao trabalho, a distância ou as suas próprias obrigações. A tecnologia converteu-se num apoio fundamental para manter a autonomia das pessoas idosas sem renunciar à segurança”, refere ainda Álvarez.
Neste tipo de desaparições, o tempo de reação é determinante. Os peritos da SaveFamily explicam que as primeiras horas desde que se constata a ausência são decisivas para ativar a busca e realizar as primeiras gestões de localização. Em episódios de calor extremo, esta janela reduz-se ainda mais: uma pessoa idosa desorientada, desidratada ou exposta ao sol pode sofrer uma rápida deterioração física, pelo que contar com sistemas de aviso imediato, geolocalização ou botão SOS pode marcar a diferença entre um incidente pontual ou uma emergência grave.
Os especialistas recomendam que as pessoas idosas evitem a exposição ao sol durante as horas centrais do dia, mantenham uma hidratação adequada e contem com os sistemas de localização ou comunicação imediata em caso de emergência. Com ondas de calor extremas como as que se têm feito sentir, a prevenção consolida-se como a melhor ferramenta para reduzir o risco de desaparecimentos e proteger um dos grupos mais vulneráveis da sociedade.

Acerca de SaveFamily
A SaveFamily é uma empresa espanhola líder no desenvolvimento de smartwatches com GPS para crianças e idosos. Desde 2017 trabalha para aproximar a tecnologia às famílias com dispositivos pensados para melhorar a comunicação, a segurança e a autonomia dos utilizadores. 
A empresa está presente em mais de 43 países e serve a mais de um milhão de famílias através de uma ampla gama de dispositivos tecnológicos orientados para a segurança e o bem-estar.

*IFernandes
Newsline Agência de Comunicação


Marinha Grande | MAIS UMA SEMANA DE CULTURA EM SÃO PEDRO DE MOEL

 São Pedro de Moel, um dos principais destinos de verão da região, oferece cultura e animação aos seus residentes e visitantes com um programa de animação cultural e recreativa que decorre entre 7 de agosto e 20 de setembro de 2026, promovido pelo Município da Marinha Grande. 
Residentes e visitantes poderão participar em dezenas de iniciativas culturais e recreativas gratuitas, que incluem espetáculos de teatro, concertos, encontros literários, apresentações de livros, oficinas criativas, atividades de expressão artística, sessões de yoga, cinema infantojuvenil, horas do conto, caças ao tesouro literárias e iniciativas ligadas à natureza e ao estímulo da criatividade. Paralelamente, diversas exposições temporárias convidam o público a explorar temáticas como a sustentabilidade, a memória, a paisagem, a identidade e a arte contemporânea. 
Nesta semana, de 19 de agosto a 23 de agosto, destacamos a sessão de À CONVERSA COM a atriz Amélia Videira, bem como o Passeio Poético com os personagens Afonso Lopes Vieira e Amélia Rey Colaço, interpretados respetivamente por Miguel Linares e Carolina Santarino.
A participação nas atividades é gratuita. 
 
PROGRAMA DE ATIVIDADES | 19 de agosto a 23 de agosto 
19 de agosto . 4ª feira 
  
16h30-18h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
OFICINA DE EXPRESSÃO DRAMÁTICA com Francisca Marques, da Dar´te & Move´te 
O Judo Clube da Marinha Grande traz o projeto Dar´te & Move´te a São Pedro de Moel, com a modalidade de Expressão Dramática. 
Público-alvo: maiores de 12 anos 
  
17h30-18h00 . BAMBI 
ESPETÁCULO DE TEATRO “DEPOIS DA TEMPESTADE” 
Público-alvo: jovens e adultos 
  
19h00-21h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
OFICINA DE INICIAÇÃO AO TEATRO com Carolina Santarino 
Público-alvo: jovens e adultos 
  
22h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
INAUGURAÇÃO DAS EXPOSIÇÕES VOLTAS de Leonor Oliveira, e SILENT WITNESSES de Dermott Allen 
Voltas é uma exposição de acrílico sobre tela sobre os ciclos que moldam a vida. Sobre os lugares que deixamos e aqueles a que inevitavelmente regressamos. Sobre memórias que permanecem suspensas no tempo e experiências que nos transformam (sala Azul) 
“Pedra de Baixo é um lugar mágico único de beleza e maravilhas, onde se pode caminhar, limpar a mente e curar o corpo e a alma. Tentei capturar um pouco dessa beleza e magia no meu trabalho.” (sala Mar) 
Exposições patentes: Retrospectiva de António Pedro Rosa e Natureza na Arte de Paulo Baptista 
  
20 de agosto . 5ª feira 
  
16h00-17h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
CAÇA AO TESOURO LITERÁRIO com Afonso Lopes Vieira e Amélia Rey Colaço 
Público-alvo: maiores de 6 anos 
  
16h00-16h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
SESSÃO DE CINEMA INFANTO-JUVENIL 
Público-alvo: maiores de 6 anos 
  
16h30-18h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
OFICINA DE MODELAÇÃO com Sara Martins 
Conhecer, experimentar, modelar, criar e pintar em massa de modelar. 
Público-alvo: dos 6 aos 12 anos 
  
18h30-19h00 . BAMBI 
ESPETÁCULO DE TEATRO “DEPOIS DA TEMPESTADE” 
Público-alvo: jovens e adultos 
  
22h00-23h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
SESSÃO DE CINEMA 
Público-alvo: maiores de 16 anos 
  
21 de agosto . 6ª feira 
  
16h00-17h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
PASSEIO POÉTICO 
Passeio por São Pedro de Moel onde as personagens de Afonso Lopes Vieira e Amélia Rey Colaço acompanham o público, partilhando poesia do poeta, de outros poetas ou textos originais que o público possa trazer. 
Público-alvo: geral 
  
16h30-18h30 . PRAÇA AFONSO LOPES VIEIRA 
PREPARAÇÃO FÍSICA com Daniel Piló, da Dar´te & Move´te (Judo Clube da Marinha Grande) 
Público-alvo: maiores de 12 anos 
  
18h30-19h00 . BAMBI 
ESPETÁCULO DE TEATRO “DEPOIS DA TEMPESTADE” 
Público-alvo: jovens e adultos 
  
22h00-23h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
À CONVERSA COM a atriz Amélia Videira 
Conversa sobre a vida da atriz Amélia Videira. 
Público-alvo: maiores de 12 anos 
  
22 de agosto . sábado 
  
10h30-12h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
OFICINA DE TEATRO com Miguel Linares 
Público-alvo: dos 6 aos 14 anos 
  
23 de agosto . domingo 
  
18h00-20h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
"HIGYA - Arte e plantas medicinais" com João Barroso 
Passeio e recoleção de plantas medicinais e atelier de artes gráficas, gravura/monotipias. 
  
22h00-22h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
ESPETÁCULO DE TEATRO “DEPOIS DA TEMPESTADE” 
Público-alvo: jovens e adultos 
 
NOTA: A inscrição nas atividades não é obrigatória, sendo, no entanto, recomendada, uma vez que a lotação é limitada. As inscrições efetuadas serão garantidas até 15 minutos antes do início de cada atividade. Findo esse período, as vagas disponíveis serão atribuídas por ordem de chegada. 
  
EXPOSIÇÕES 
RETROSPETIVA, de António Pedro, patente até 20 de setembro, na Sala Cosmos. 
Retrospetiva traz obras em tinta da China, tinta da China aguarelada, colagem de pedras e de pequenos fragmentos de vidro pintados, dos períodos mais marcantes da vida artística do autor. 
NATUREZA NA ARTE, de Paulo Baptista, patente até 20 de setembro, na Sala Afonso Lopes Vieira. 
Esculturas e quadros com paisagens naturais, que enobrecem os espaços e revelam-nos os sinais da força e da vitalidade presentes nos elementos naturais, como a madeira da videira e da oliveira. 
VOLTAS, de Leonor Oliveira, patente de 19 de agosto a 06 de setembro, na Sala Azul. 
É uma exposição de acrílico sobre tela sobre os ciclos que moldam a vida. Sobre os lugares que deixamos e aqueles a que inevitavelmente regressamos. Sobre memórias que permanecem suspensas no tempo e experiências que nos transformam. 
SILENT WITNESSES, de Dermott Allen, patente de 19 de agosto a 06 de setembro, na Sala Mar. 
É uma exposição de desenhos alusivos à importância da sustentabilidade do planeta e de proteger as espécies em risco de extinção. 
 
 A programação completa pode ser consultada no site do Município da Marinha Grande, AQUI.
 
Organização: Câmara Municipal da Marinha Grande 

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Opinião - O Olho de Hórus: uma tatuagem com 5.000 anos de História


O verão é também a época em que mais facilmente reparamos nas tatuagens que cobrem a pele, quando os braços, as pernas, os ombros e as costas deixam de estar escondidos pela roupa e revelam símbolos escolhidos por pessoas de todas as idades. Entre esses desenhos, há um que continua a despertar particular curiosidade: o Olho de Hórus, uma imagem que muitos associam hoje à protecção, ao conhecimento ou ao mistério, mas cuja verdadeira história nos leva milhares de anos para trás, até ao coração da civilização egípcia.
Para um historiador dos símbolos, o Olho de Hórus é particularmente interessante porque não pode ser reduzido a uma única definição. Os símbolos não são palavras de um dicionário, com um significado imutável que atravessa os séculos sem sofrer alterações. Pelo contrário, são construções culturais que acumulam sentidos, respondem às sociedades que os utilizam e podem ser reinterpretados quando passam de uma época para outra. O Olho de Hórus é precisamente um desses casos extraordinários em que uma imagem criada num contexto religioso muito específico conseguiu sobreviver durante milhares de anos, atravessando diferentes formas de conhecimento e chegando ao século XXI gravada na pele de quem talvez desconheça grande parte da sua história.
O seu nome está ligado a Hórus, uma das principais divindades do antigo Egipto, frequentemente representado sob a forma de um falcão ou de um homem com cabeça de falcão. Hórus estava associado ao céu e à realeza e assumia uma importância particular na própria concepção egípcia do poder, estando a figura do faraó profundamente relacionada com a dimensão divina da sua existência. O seu mito, porém, não pode ser separado de Osíris, Ísis e Seth, formando uma das narrativas fundamentais da religião egípcia.
Osíris, associado à fertilidade, à morte e à regeneração, foi morto por Seth, seu irmão e adversário, num conflito que simbolizava também a oposição entre ordem e caos. Ísis procurou recuperar o corpo de Osíris e Hórus, filho de ambos, acabaria por enfrentar Seth numa longa disputa pelo poder e pela legitimidade. É durante esse conflito que surge um dos episódios fundamentais para compreender o Olho de Hórus: Hórus perde um dos olhos, que posteriormente é recuperado e restaurado.
É aqui que o símbolo ganha uma profundidade que muitas das suas utilizações contemporâneas acabam por ignorar. O olho não representa apenas a visão. Representa uma coisa que foi ferida e voltou a estar completa, uma perda que foi reparada, uma integridade que regressou depois da destruição. O símbolo contém, portanto, uma ideia de regeneração que se encontra no próprio centro da religião egípcia e que ajuda a explicar a sua utilização como elemento protector.
Os Egípcios chamavam a este olho restaurado wedjat, termo habitualmente traduzido como “inteiro”, “completo” ou “restaurado”. A palavra é importante porque nos recorda que estamos perante algo mais complexo do que uma simples representação anatómica. O olho tornou-se uma imagem de integridade e protecção, sendo utilizado em amuletos e colocado em contextos relacionados com a vida e com a morte. O seu poder simbólico resultava precisamente daquilo que representava: se o olho de Hórus podia ser destruído e depois restaurado, também o indivíduo podia aspirar à protecção e à continuidade para além da experiência da morte.
Não é por acaso que o Olho de Hórus aparece associado ao universo funerário egípcio. Os amuletos tinham uma função essencial na cultura material do antigo Egipto e não devem ser confundidos com simples objectos ornamentais. Eram elementos dotados de significado religioso e protector, destinados a acompanhar o indivíduo e a assegurar determinadas condições de protecção no mundo dos vivos ou na passagem para o além. O Olho de Hórus, enquanto símbolo de restauração, encaixava de forma particularmente poderosa nessa concepção.
Existe ainda uma característica do símbolo que merece atenção: o seu desenho não é um simples olho humano estilizado. As suas linhas, a sobrancelha, a zona inferior e os elementos que prolongam o contorno possuem uma linguagem própria, inserida na tradição iconográfica egípcia. A arte egípcia não procurava simplesmente reproduzir aquilo que os olhos humanos viam. Organizava imagens segundo convenções que permitiam transmitir ideias religiosas, políticas e cosmológicas. Por isso, interpretar um símbolo egípcio exige sempre mais do que reconhecer a sua aparência.
Esta é uma das razões pelas quais a História dos símbolos é tão fascinante. Uma imagem pode parecer evidente aos nossos olhos modernos e, no entanto, ter sido criada para comunicar ideias que já não fazem parte da nossa cultura. O risco está em projectarmos sobre o passado os significados que hoje atribuímos às imagens. Quando vemos o Olho de Hórus numa tatuagem contemporânea e pensamos imediatamente em protecção, espiritualidade ou conhecimento, estamos já perante uma interpretação moderna, ainda que exista uma relação histórica com algumas dessas ideias.
A própria relação do Olho de Hórus com a matemática tornou-se uma das histórias mais divulgadas sobre o símbolo. Segundo uma interpretação tradicional, as diferentes partes do olho estariam associadas às fracções (1/2), (1/4), (1/8), (1/16), (1/32) e (1/64), correspondendo às diferentes componentes do sistema de representação fraccionária egípcio. Esta associação tornou-se extremamente popular, sobretudo em explicações modernas sobre a cultura egípcia, embora seja necessário algum cuidado histórico: não existe consenso para afirmar de forma simplista que os Egípcios conceberam originalmente o desenho do Olho de Hórus como um sistema matemático de fracções. A tradição posterior estabeleceu uma relação entre essas partes e o sistema fraccionário, mas a realidade histórica é mais complexa.
E é precisamente esta distinção entre aquilo que sabemos, aquilo que interpretamos e aquilo que a tradição posterior construiu que deve interessar a quem estuda símbolos. Um símbolo não é apenas aquilo que os seus criadores quiseram dizer; é também aquilo que as gerações seguintes passaram a ver nele. Ao longo da História, as imagens são constantemente reinterpretadas e, muitas vezes, tornam-se maiores do que o contexto que lhes deu origem.
O Egipto antigo desapareceu enquanto civilização faraónica, os seus templos deixaram de funcionar segundo os cultos para os quais tinham sido construídos e durante séculos os próprios hieróglifos deixaram de ser compreendidos. No entanto, as imagens permaneceram. Estátuas, pinturas, amuletos e inscrições sobreviveram fisicamente ao desaparecimento das sociedades que os produziram e acabaram por despertar novamente a curiosidade de outras civilizações.
A redescoberta moderna do Egipto contribuiu decisivamente para essa sobrevivência simbólica. O interesse europeu pela Antiguidade egípcia ganhou força ao longo da época moderna e atingiu uma dimensão extraordinária entre os séculos XVIII e XIX, acompanhando as viagens, as expedições arqueológicas e o desenvolvimento da Egiptologia. A decifração dos hieróglifos por Jean-François Champollion, em 1822, abriu uma nova etapa no conhecimento científico da civilização egípcia e permitiu que muitos dos símbolos que durante séculos tinham sido observados sem compreensão começassem novamente a ser lidos dentro do seu contexto.
Mas o Egipto que chegou à cultura popular não foi exactamente o Egipto que os arqueólogos começaram a reconstruir. Ao lado da investigação científica desenvolveu-se um imaginário ocidental sobre múmias, faraós, templos secretos, magia, mistérios e conhecimentos perdidos, alimentado pela literatura, pelo cinema, pelo turismo e por diversas correntes esotéricas. O Olho de Hórus encontrou nesse ambiente uma nova vida, desligando-se progressivamente de algumas das suas funções originais e adquirindo novos significados.
É assim que chegamos à tatuagem contemporânea.
Quando alguém decide tatuar o Olho de Hórus, pode estar a procurar protecção, a representar uma ideia de renascimento, a homenagear a cultura egípcia, a identificar-se com uma determinada concepção espiritual ou simplesmente a escolher um símbolo cuja forma lhe parece poderosa e misteriosa. Não existe necessariamente uma única explicação para essa escolha. A tatuagem é, por natureza, uma forma de apropriação simbólica: cada pessoa retira uma imagem de uma tradição e incorpora-a na sua própria história.
Essa transformação não diminui o valor histórico do símbolo. Pelo contrário, demonstra a sua extraordinária capacidade de sobrevivência.
É importante também não confundir o Olho de Hórus com outros símbolos oculares que existem noutras tradições. O chamado “Olho que tudo vê”, frequentemente representado dentro de um triângulo, pertence a uma história iconográfica diferente e foi posteriormente associado a diferentes tradições religiosas, filosóficas e políticas. A semelhança visual entre símbolos não significa necessariamente identidade histórica. Para quem estuda simbologia, esta distinção é fundamental, porque uma das maiores armadilhas na interpretação dos símbolos consiste precisamente em juntar imagens diferentes apenas porque se parecem.
O mesmo acontece com a ideia contemporânea de que todos os símbolos egípcios representam “energia”, “consciência” ou “espiritualidade”. Essas interpretações podem fazer parte da cultura moderna, mas não devem ser confundidas com o significado que os símbolos possuíam no contexto histórico em que foram criados. A função do historiador é precisamente separar a tradição documentada da interpretação posterior, sem deixar de reconhecer que ambas fazem parte da biografia cultural de uma imagem.
O Olho de Hórus permite-nos, por isso, observar uma das grandes leis da História dos símbolos: um símbolo pode sobreviver mesmo quando o mundo que lhe deu origem desaparece. Pode mudar de religião, passar de um templo para um museu, de um amuleto para uma jóia, de uma página de um livro de Egiptologia para o desenho escolhido num estúdio de tatuagem e, em cada uma dessas etapas, adquirir novas camadas de significado.
Talvez seja essa a razão pela qual continua a exercer tanto fascínio. O Olho de Hórus não é apenas uma representação de um olho, nem apenas um símbolo de protecção, nem simplesmente uma referência ao antigo Egipto. É uma imagem de uma ideia que atravessa muitas culturas: a possibilidade de recuperar aquilo que foi perdido e de reconstruir aquilo que foi destruído.
Cinco mil anos depois, essa mensagem continua a ser suficientemente poderosa para alguém decidir gravá-la na própria pele.
E talvez seja essa a maior prova da força de um símbolo: quando a civilização que o criou já pertence à História, ele continua a fazer parte da nossa.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor