sexta-feira, 10 de junho de 2016

CASO ISOLADO DE LEGIONELLA ENCERRA HOTEL EM CHAVES


 
A Direção-Geral da Saúde disse esta quinta-feira à agência Lusa que determinou o encerramento de uma unidade hoteleira de Chaves na sequência da notificação de um caso de “legionella” associado a permanência neste hotel.
A DGS explicou, em comunicado, que os resultados das análises feitas ao hotel Aquae Flaviae“identificaram Legionella pneumophila” e frisou que se trata de um “caso isolado”.
Os resultados analíticos foram emitidos na quarta-feira pelo Laboratório Regional de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde do Norte, após a realização de um inquérito epidemiológico no referido hotel e área circundante, e de ter sido feito a colheita de água da respetiva rede para a realização das análises.
Segundo a fonte, por este motivo o delegado de Saúde do Agrupamento de Centros de Saúde do Alto Tâmega e Barroso “desencadeou as medidas consideradas necessárias à minimização do risco, tendo-se procedido ao encerramento do referido hotel”.
O diretor geral da Saúde, Francisco George, acrescentou que, até ao momento, “não há mais casos humanos”.
“Tratou-se de um único caso de pneumonia que explicou a necessidade de eliminar esse risco, admitindo-se à partida que a fonte da infeção foi a água da rede de distribuição desse estabelecimento”, salientou.
A delegada de Saúde regional, Maria Neto, encontra-se esta tarde na DGS onde foi montado um dispositivo de acompanhamento.
O hotel terá que proceder à desinfeção e depois terá que ser feita uma contra análise que determinará a reabertura ou não da unidade hoteleira.
/Lusa

MAMÍFEROS JÁ EXISTIAM MUITO ANTES DA EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS


 
Choo Yut Shing / Flickr
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Investigadores encontraram dentes de mamíferos que provam que estas espécies já existiam muito antes da extinção dos dinossauros.
Um estudo conduzido pelas universidades de Chicago e Southampton, nos Estados Unidos, identificou centenas de fósseis de dentes de mamíferos que provam que estes animais viveram muito antes da extinção dos dinossauros.
De acordo com a BBC, os fósseis encontrados pelos investigadores mostram que estes mamíferos viveram entre dez e vinte milhões de anos antes dessa extinção em massa.
Desta forma, o novo estudo contraria a teoria de que foi a extinção dos dinossauros, há 66 milhões de anos, que permitiu o desenvolvimento dos mamíferos.
“A visão tradicional mostra que os mamíferos eram oprimidos pelo sucesso dos dinossauros, e que não se desenvolveram até depois dessa extinção acontecer”, afirma Elis Newham, co-autor da investigação.
Mas o estudo, agora publicado no Proceedings of the Royal Society B., revela que o grande número de fósseis encontrados, incluindo alguns com cascos e do tamanho de cães, mostram uma maior diversidade de espécies do que se pensava inicialmente.
Outra conclusão dos investigadores é que, em vez de terem tirado vantagem da extinção dos dinossauros, estes mamíferos também sofreram bastante com o impacto do asteroide que acabou com mais da metade da vida na Terra.
“Os tipos de sobreviventes que conseguiram chegar ao fim da extinção, que aconteceu há 66 milhões de anos, podem ser indicativos de quais vão ser aqueles que vão sobreviver aos próximos cem ou mil anos”, explica David Grossnickle, principal autor do estudo.
ZAP / Hypescience

CIENTISTAS OBSERVAM DILÚVIOS INTERGALÁCTICOS QUE ALIMENTAM BURACOS NEGROS


 
Conceito artístico de uma chuva fria intergalática
Uma equipa de cientistas internacionais observou, pela primeira vez, como a partir de um grupo de nuvens frias e densas cheias de gás intergaláctico “chove” sobre um buraco negro supermassivo situado no centro de uma galáxia.
Os resultados do estudo, publicado na revista “Nature”, modificam a visão que os astrónomos tinham sobre o processo conhecido como “acreção”, ou seja, a alimentação dos buracos negros supermassivos, afirmou hoje o Observatório Europeu Austral, ESO, em comunicado.
A equipa de cientistas, liderada por Grant Tremblay, astrónomo da Universidade de Yale, nos EUA, observou que quando as condições meteorológicas intergalácticas são favoráveis, os buracos negros podem também alimentar-se “de nuvens gigantes de gás molecular muito frio em forma de aguaceiros granulosos”.
As inéditas observações foram feiras graças ao telescópio ALMA, situado no Chile.
“É emocionante pensar que podemos estar a observar este aguaceiro que abrange toda a galáxia e que alimenta um buraco negro cuja massa é cerca de 300 milhões de vezes maior que a do sol”, afirmou Tremblay.
A equipa, composta por 25 investigadores de todo o mundo, utilizou o telescópio ALMA para estudar um conjunto de 50 galáxias excecionalmente brilhantes, conhecido como Abell 2597, que se encontra a mil milhões de anos-luz da Terra.
Um dilúvio intergalático
Um dilúvio intergalático
Segundo explicou o ESO, trata-se de um evento meteorológico cósmico sem precedentes, pois até ao momento os astrónomos acreditavam que nas galáxias maiores os buracos negros supermassivos se alimentavam de gás quente ionizado e de uma forma lenta e constante.
O que estes cientistas descobriram é, como afirmou Tremblay, que este gás, que está muito quente, pode esfriar rapidamente, condensar-se e precipitar-se de uma forma muito similar ao que ocorre na atmosfera da terra quando o ar quente e húmido gera nuvens de chuva.
Os astrónomos planeiam agora utilizar o ALMA para procurar estas “tempestades” noutras galáxiascom o objetivo de determinar se esta “meteorologia cósmica” é tão comum como sugere a teoria atual.
/Lusa

“NO TIENE PERSONALIDAD”. MARADONA APANHADO A CRITICAR MESSI E ELOGIAR RONALDO


 
Sem saber que estava a ser gravado, o antigo astro argentino foi ouvido, numa conversa com Pelé durante uma cerimónia de lançamento do Euro 2016, a dizer que Messi “mão tem personalidade para ser um líder”.
Ver dois dos maiores futebolistas de sempre lado a lado é, por si só, galvanizante. E ainda mais se torna se eles abrirem o livro e disserem tudo o que lhes vai na alma, num contexto privado e sem medo de represálias.
Foi precisamente o que aconteceu esta quinta-feira, em mais uma cerimónia promocional de lançamento do Campeonato da Europa de futebol, que arranca hoje, em França.
No evento, que juntou Maradona e Pelé, os dois maiores futebolistas do século passado trocaram algumas palavras, sem saber que tinham os microfones ligados.
A dada altura, Pelé perguntou a Maradona se conhecia pessoalmente Lionel Messi, e o argentino não foi nada simpático na análise ao seu compatriota.
“Messi é uma boa pessoa, mas não tem personalidade… não tem personalidade para ser um líder”, disse o antigo astro do Barcelona e da selecção argentina.
Depois do descuido, Maradona voltou a falar, agora com a consciência de que as suas palavras seriam ouvidas e teriam repercussão.
Nessa altura, encheu Cristiano Ronaldo de elogios, sendo que CR7 é, nada mais, nada menos, do que o grande rival de Messi na corrida pelo reconhecimento como melhor jogador do Mundo.
“Cristiano Ronaldo será, sem dúvida alguma, o melhor jogador deste Campeonato da Europa. É daqueles jogadores que, por si só, podem pôr uma equipa na final. Cristiano é património do futebol e quem gosta deste desporto, tem de gostar dele.”
ZAP / Move

REVIRAVOLTA: KUCZYNSKI VENCE FUJIMORI POR 0,24% E É PRESIDENTE DO PERU


 
Martin Alipaz / EPA
O novo presidente do Perú, Pedro Pablo Kuczynski (esq)
Depois de 100% das urnas processadas, embora ainda falte contabilizar 0,22%, Pedro Pablo Kuczynski, da coligação Peruanos por el Kambio, foi eleito presidente do Peru, com 50,12% dos votos.
O novo presidente peruano venceu a favorita Keiko Fujimori, da coligação Fuerza Popular, que obteve 49,88% dos votos, e que em abril tinha vencido a primeira volta das eleições.
Filha do antigo ditador Alberto Fujimori, Keiko Fujimori tinha obtido primeira volta  39% dos votos, contra 24% de Kuczynski.
Fujimori, de 40 anos, candidata populista apoiada pelo partido de direita Força Popular, era vista como a grande favorita do escrutínio, apesar da opinião divida sobre o pai, que liderou o país durante 10 anos, antes de ser condenado a 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade e corrupção.
Alberto Fujimori governou o país com mão de ferro: mal foi eleito, dissolveu o Congresso, fechou o Poder Judiciário, o Ministério Público, o Tribunal Constitucional e o Conselho da Magistratura, e aliou-se aos militares.
Foi a segunda vez que Keiko Fujimori se apresentou a eleições, depois de ter perdido para o actual presidente Ollanta Humala, em 2011.
Pedro Pablo Kuczynski, candidato de centro-direita, primeiro-ministro do Peru entre 2005 e 2006, partiu para a segunda volta com apenas 1/4 dos votos, mas conseguiu recolher o apoio do eleitorado de esquerda, que pretendia acima de tudo evitar a eleição da filha do ex-ditador.
Agência Andina / EPA
O novo presidente do Perú, Pedro Pablo Kuczynski (esq)
O novo presidente do Perú, Pedro Pablo Kuczynski
Segundo o último boletim da Onpe, Kuczynski registrou 8.580.474 de votos e Keiko, 8.539.036. A vitória do economista de 77 anos é conseguida com uma diferença de pouco mais de 41 mil votos.
Os resultados da votação foram divulgados por Mariana Cucho, chefe do órgão responsável pelo processo eleitoral no Peru, a Oficina Nacional de Processos Eleitorais, Onpe.
Os resultados foram divulgados quatro dias depois da realização da segunda volta das eleições, finalizada a contagem das urnas com os votos do estrangeiro, que se revelaram essenciais para clarificar o vencedor.
O sistema político do Peru, onde o voto é obrigatório, tem por base um regime presidencialista com um mandato de cinco anos renovável, mas não de modo consecutivo, e um parlamento de câmara única.
O processo eleitoral, que ocorreu no dia 5 de junho, teve o acompanhamento de missões de diversos organismos, como a Organização dos Estados Americanos, a União Europeia e a União das Nações Sulamericanas (Unasul).
Assim que soube do resultado, o presidente eleito agradeceu os votos que recebeu e convocou todos os peruanos a “trabalhar juntos pelo futuro do Peru”.
ZAP / ABr

O CHILE PRODUZ TANTA ENERGIA SOLAR QUE JÁ É GRÁTIS PARA A POPULAÇÃO


 

David Dodge / Green Energy Futures / Flickr
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A indústria solar do Chile está a expandir-se de forma tão acelerada que está a gerar eletricidade suficiente para que os seus habitantes não tenham de pagar nada.
Só em abril, o país conseguiu fornecer eletricidade a custo zero em algumas regiões durante 113 dias seguidos, número que está a caminho de superar o total do ano passado (192 dias).
Embora este fenómeno pareça um grande motivo de felicidade para os consumidores, é uma péssima notícia para as usinas de energia, que têm dificuldade em gerar receitas, e para as empresas que procuram financiar novos parques.
A crescente procura por eletricidade do Chile, impulsionada pela expansão da produção das minas e pelo crescimento económico, ajudou a estimular o desenvolvimento de 29 parques solares. Outros 15 estão nos planos a curto prazo.
A pior situação acontece na região norte do país, mais precisamente no deserto do Atacama, uma região sujeita a exposição solar muito prolongada e intensa.
Um dos principais problemas é o facto do país possuir duas redes de energia principais, esta do norte e uma mais a sul, que não têm conexão entre si. Existem também áreas dentro das redes que não possuem uma capacidade de transmissão adequada.
Graças a esta ausência de ligação entre as centrais, a energia elétrica produzida não pode ser distribuída de forma equilibrada por todo o país e, por isso, tem de ser distribuída de forma gratuita.
“Os investidores estão a perder dinheiro” explicou à Bloomberg Rafael Mateo, CEO da unidade de energia da Acciona.
Neste momento, a empresa de Mateo está a investir 343 milhões de dólares num projeto de 247 megawatts na região, que será um dos maiores na América Latina.
“O crescimento foi desordenado. Não se pode ter tantas empresas no mesmo lugar”, lamenta.
O governo chileno já se comprometeu a tentar corrigir este problema, tendo planos para construir uma linha de transmissão de três mil quilómetros para ligar as duas redes até 2017.
Além disso, está a desenvolver uma linha de 753 quilómetros para resolver o congestionamento nas partes norte da rede central, região na qual os excedentes de energia estão a levar os preços a zero.
ZAP / Eco D

Comentário: em Portugal os cidadãos pagariam imposto por não consumirem!!!! aqui tudo acontecer.
J. Carlos

MILITARES E CHAVISTAS AGREDIRAM OPOSITORES QUE QUESTIONAVAM CONSELHO NACIONAL ELEITORAL DA VENEZUELA


 
Cristian Hernández / EPA
Agentes da Polícia Nacional Bolivariana em formação contra opositores em protestos pelo referendo na Venezuela
Agentes da Polícia Nacional Bolivariana em formação contra opositores em protestos pelo referendo na Venezuela
Militares e motociclistas armados agrediram esta quinta-feira um grupo de 60 deputados da oposição venezuelana que pretendiam exigir ao Conselho Nacional Eleitoral o anúncio da data para verificação das assinaturas a favor dum referendo revogatório ao Presidente Nicolás Maduro.
Segundo indicaram fontes parlamentares à Agência Lusa, os deputados encontravam-se nas proximidades do CNE quando Júlio Borges, chefe da bancada da aliança opositora Mesa de Unidade Democrática, foi atacado e ferido no rosto por coletivos de chavistas armados que ali se encontravam.
Os coletivos agrediram ainda com tacos de basebol os opositores Alfonso Marquina e José Manuel Olivares, entre outros deputados.
A agressão teve lugar depois de oficiais da Guarda Nacional Bolivariana, a polícia militar venezuelana, e da Polícia Nacional Bolivariana, terem usado gás pimenta, bombas de gás lacrimogéneo e tiros de borracha para impedir os deputados de entrarem nas instalações do CNE.
Pouco antes do deputado Júlio Borges, explicou aos jornalistas que acudiam “em paz” ao CNE, porque tinham “40 dias esperando” que aquele organismo “anuncie as datas para a validação das assinaturas para ativar o referendo revogatório contra o Presidente Nicolás Maduro”.
“Estamos aqui em representação dos oito milhões de pessoas que votaram pela Assembleia Nacional e pelos dois milhões de pessoas” que assinaram a favor do referendo, declarou, acrescentando que “não é possível que os venezuelanos estejam cercados” e não possam exigir os seus direitos.
Ensanguentado depois da agressão, Júlio Borges declarou que “cada golpe” fortalece a oposição, que não desistirá da vontade de mudar o Governo da Venezuela.
Miguel Gutierrez / EPA
Protestos pelo referendo na Venezuela
Protestos pelo referendo na Venezuela
O parlamentar acusou o general Fábio Zavarse, chefe da GNB, de impedir a entrada dos deputados no CNE e de “empurrar os parlamentares contra grupos de chavistas armados, que os golpearam “com tubos, pedras e engenhos explosivos”.
Entretanto, funcionários da GNB e da PNB reprimiram uma manifestação de estudantes em Caracas, que ao som de “revogatório já” pretendiam chegar ao CNE para exigir a realização do referendo.
A oposição venezuelana anunciou na segunda-feira que representantes do CNE indicaram que tinham sido validadas 1,3 milhões das 1,8 milhões de assinaturas recolhidas pela oposição para pedir a convocação de um referendo, processo para o qual era necessário menos de 200 mil assinaturas.
Ainda não houve nenhuma posilção oficial do CNE nesse sentido, apesar de informações não oficiais darem conta de que aquele organismo emitiria um comunicado na última quarta-feira.
A oposição acusa o CNE de estar aliado ao regime do Presidente Nicolás Maduro e de atrasar intencionalmente o processo para evitar que exista referendo revogatório ainda em 2016.
Se o referendo não se realizar em 2016, não será necessária a convocatória de eleições presidenciais antecipadas, prevendo a legislação que o vice-presidente Executivo dirija o país até ao final do atual mandado, que termina em 2019.
/Lusa