A Fechar
Reservas de sangue até uma semana conforme o podemos ver abaixo. O IPST apela à doação de sangue para a reposição dos Tipos O- (O negativo) B- (B negativo) e ainda AB (AB negativo), que são grupos sanguíneos considerados raros.
Na região de Aveiro as pessoas interessadas em doar sangue, podem dirigir-se ao Posto Fixo da Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro – ADASCA, localizado no Mercado Municipal de Aveiro, 1º. Piso, Rua de Ovar (integrado no bairro social de Santiago) relativamente perto da Rotunda do Glicínias.
No sentido de facilitar a chegada ao local no site www.adasca.pt existem as coordenadas, como ainda as datas e horários das próximas sessões de colheitas de sangue.
Datas:
- Dia 31 de Agosto das 16 horas às 20 horas
- Dias 7, 14, 21 e 28 das 16 às 20 horas
- Dias 3, 10 (sujeita a cancelada ou alterada a data), 17 e 24 das 9 horas às 13 horas, todas no mesmo local: Posto Fixo.
Informações: 964 470 432
Os/as candidatos/as à dádiva devem fazer-se acompanhar do Cartão de Cidadão sendo a primeira vez, e do cartão de dador e de sangue caso já o seja.
Sintam bem vindos/as
J. Carlos
O+
O-
A+
A-
B+
B-
AB+
AB-
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Partilhem, compareçam pois existe sempre alguém que depende do nosso gesto solidário.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2016
IPST lança apelo à dádiva de sangue O-, B- e AB-
Abertas as inscrições para a Excursão da ADASCA 2016
A Fechar
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O Discurso do Grande Ditador
"Sinto
muito, mas não pretendo ser um imperador. Esse não é o
meu ofício. Não
pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de
ajudar a todos - se possível - judeus, o gentio... negros...
brancos. Todos desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são
assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo
- não para o seu infortúnio. Por que haveremos de odiar ou
desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço
para todos. A terra, que é boa
e rica, pode prover todas as nossas necessidades.
O
caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém
nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... ergueu no
mundo as muralhas do ódio...
e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria
e os morticínios. Criamos a época
da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina,
que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos
conhecimentos tornaram-nos céticos;
nossa inteligência,
em empedernidos e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas,
precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência,
precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de
violência e tudo
será perdido.
A
aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A próxima
natureza dessas coisas é um
apelo eloquente à bondade
do homem... um apelo àfraternidade
universal... à união
de todos nós.
Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo
mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres,
criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e
encarcera inocentes.
Aos
que me podem ouvir eu digo: "Não
desespereis!" A desgraça que tem
caído sobre nós
não é mais
do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que
temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam
desaparecerão, os ditadores sucumbirão e o poder que do povo
arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens,
a liberdade nunca perecerá.
Soldados!
Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos
escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos
atos, as vossas ideias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar
no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos
tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão!
Não
sois máquinas! Homens é que
sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não
odieis! Só odeiam
os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados!
Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade!
No
capítulo décimo
sétimo de São
Lucas, está escrito que o Reino de Deus
está dentro do homem - não de um só homem
ou um grupo de homens, mas de todos os homens! Está em vós!
Vós, o povo,
tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar
felicidade! Vós,
o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la
uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos
desse poder, unamo-nos todos nós.
Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o
ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade
e segurança à velhice.
É
pela promessa de tais coisas que desalmados têm
subido ao poder. Mas, só mistificam!
Não cumprem o que prometem. Jamais cumprirão! Os ditadores liberam,
porém escravizam
o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras
nacionais, dar fim à ganância,
ao ódio
e àprepotência.
Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência
e o progresso conduzam à ventura
de todos nós.
Soldados, em nome da democracia, unamo-nos."
Concertos e espetáculo de improviso | Teatro Stephens inicia temporada 2016/2017 em setembro
A Casa da Cultura Teatro Stephens, na Marinha Grande, inicia a temporada de espetáculos 2016/2017, no próximo mês de setembro, com concertos da banda Nice Eather For Ducks e o fadista Mico da Câmara Pereira e uma performance de improviso cómica integrada no 21º ACASO Festival de Teatro.
A Câmara Municipal retoma mais uma temporada da programação do Teatro Stephens, apostando numa agenda que consagra diferentes artes do espetáculo e os vários tipos de público. Vão continuar a apresentar-se projetos locais e regionais e atuações de grupos e artistas consagrados, como é o caso de nomes já confirmados como Deolinda (25 de outubro), Pedro Abrunhosa (18 de janeiro de 2017), Rita Redshoes (11 de março de 2017) e Luísa Sobral (22 de abril de 2017).
A Casa da Cultura Teatro Stephens reabriu ao público no dia 25 de outubro de 2014, após a grande reabilitação de que foi alvo por parte da Câmara Municipal. Este equipamento e a dinâmica de programação e de atratividade nacional e internacional de todas as infraestruturas culturais existentes na Marinha Grande colocam o concelho na liderança regional da oferta cultural.
A programação do Teatro Stephens para setembro é a seguinte:
17 de setembro . sábado . 21h30
NICE WEATHER FOR DUCKS
Sinopse:
O grupo de Leiria que lançou em 3 de junho deste ano o novo trabalho “Love Is You and Me Under the Night Sky” apresenta-se na Marinha Grande depois de passar por salas como o Hard Club no Porto, o CCB em Lisboa ou o Teatro José Lúcio da Silva em Leiria.
A banda que em 2012 surpreendeu tudo e todos com Quack! e esteve na base do aparecimento da Omnichord Records vai mostrar o novo trabalho, de que já roda e muito na rádio o tema “Marigold”.
Ficha Artística:
Luís Jerónimo – Voz, guitarra e teclas
Bruno Santos – Voz e teclas
Hugo Domingues – Baixo e voz
Diego Alonso – Guitarra a voz
Tiago Domingues - Bateria
Duração: Aproximadamente 75 minutos
Classificação etária: M/6 anos
Preço: 5 euros
24 de setembro . sábado . 21h30
LULLABY Poético. Imprevísivel. Interativo. Louco.
Integrado no 21º ACASO Festival de Teatro
Sinopse:
Uma revelação no universo do clown em Portugal. Lullaby é um espetáculo dinâmico, com a participação direta do público, numa performance cómica e provocadora que abre espaço ao jogo do improviso entre um palhaço transgressor e o espetador. Nesta aventura, partimos todos em busca do riso, da cumplicidade e da emoção, embarcando num ambiente poético, alimentado pela música ao vivo, rumo a um novo mundo de brincar.
Prémios:
Prémio Revelação Imaginarius 2015 Santa Maria da Feira, Portugal
Prémio OFF CIRCADA 2015 Sevilha, Espanha
Ficha Artística:
Rui Paixão - Criação e interpretação
Carlos Reis – Música e sonoplastia
Duração: Aproximadamente 45 minutos
Classificação etária: Todas as idades
Preço: 3 euros
27 de setembro . terça . 21h30
MICO DA CÂMARA PEREIRA “A TUA VOZ É SAUDADE”
Sinopse:
No espetáculo que visa comemorar o Dia Mundial do Turismo apresentamos o espetáculo de Mico da Câmara Pereira em que o mesmo nos apresenta o seu último trabalho intitulado " A Tua Voz é Saudade". No ano em que comemora 30 anos de carreira, o artista refere que este espetáculo “tem a curiosidade de ser o meu regresso às minhas origens musicais, o fado!”
Ficha Artística:
Mico da Câmara Pereira - Voz e guitarra
Miguel Rodrigues - Guitarra Portuguesa
Manu Teixeira – Percussão
Diogo Sotto-Mayor - Piano
Duração: Aproximadamente 90 minutos
Classificação etária: M/6
Preço: 8 euros
Reservas: teatro.stephens@cm-mgrande.pt ou telefone 244573377.
Bilheteira: Teatro Stephens, de terça-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, nos dias de espetáculos das 20h00 às 22h00.
NB: outras entidades podem enviar-nos noticias sobre os eventos. Texto em Word e imagens em JPG de preferencia.
J.Carlos
Siemens crea araña robótica para acelerar producción industrial en 3D
Siemens desarrolló un prototipo de araña robótica que trabaja de manera autónoma y más rápida en la fabricación 3D para la producción a gran escala de estructuras de la industria automotriz y del transporte como carrocerías, fuselajes de los aviones y cascos de naves, informó la compañía alemana.
Esta nueva “especie” de trabajador industrial, se ha creado de manera virtual y se ha producido a través de impresión 3D.
El objetivo del proyecto es crear un prototipo móvil capaz de fabricar de forma autónoma y optimizar tiempos, de comprender una tarea repartida entre diferentes robots y de entrar en un proceso de fabricación de forma colaborativa y coordinada sin una programación explícita, informó Livio Dalloro del equipo de Investigación del área de Tecnología Corporativa de Siemens.
Cada araña fabrica un único segmento del total de una pieza. Por lo que Siemens ha diseñado un sistema de colaboración capaz de construir un equipo arácnido industrial mediante el que dos o más dispositivos pueden colaborar en la fabricación o en el tratamiento de superficies de un objeto o área.
Para conseguir la autonomía de los robots, cada dispositivo posee varias cámaras y un escáner láser que les permite interpretar el entorno en el que se encuentran y trazar un camino alternativo si se tropiezan con un obstáculo en su recorrido.
Además, cuando sus baterías, tras dos horas de trabajo, empiezan a agotarse, la araña es capaz de localizar una estación de carga, pero no sin primero transmitir sus datos a otra lo que permite a la segunda continuar exactamente donde su compañera se quedó.
Yesica Flores | agosto 22, 2016 a las 11:03 am | Etiquetas: araña robótica
Macroscópio – O que pensar da proibição do “burkini”?
É seguramente um dos temas mais controversos dos dias que vivemos – um tema que o Macroscópio não podia ignorar agora que terminaram os Jogos Olímpicos e a atenção regressa a dilemas mais permanentes. Curiosamente, nos Jogos, utilizar vestidos que cobriam o corpo todo, como sucedeu com duas jogadoras de voleibol de praia egípcias e com uma praticante de esgrima norte-americana, foi de uma forma geral saudado como um sinal de tolerância e integração. Mas em França não se pensa assim – e tanto que não se pensa que a utilização do chamado burkini, um fato de banho que cobre todo o corpo, já foi proibida em algumas regiões (isto depois da proibição de uma “jornada burkini” em Marselha – aqui explicada em detalhe pelo Le Monde). Vale a pena seguir um pouco esta discussão, pois ela compreende alguns dos temas mais controversos quando se fala dos diferentes modelos de integração das comunidades muçulmanas. Por exemplo: deve prevalecer a “laicidade à francesa”, que tem como medida emblemática a proibição de uso de símbolos religiosos em público, uma lei em vigor há vários anos? Ou é mais eficaz o modelo dito multicultural, que tolera esses símbolos religiosos, como tem sido a regra em países como o Reino Unidos? Ou será que nem um nem outro são válidos, ou pelo menos são pouco eficazes considerando os resultados, tanto em França como em Inglaterra, ou na Alemanha, na Bélgica, na Suécia ou na Dinamarca?

Antes de entrar na discussão é importante ter claro que não existe uma só forma de as mulheres islâmicos cobrirem o seu rosto ou o seu cabelo, pelo contrário. Em Cómo identificar los velos islámicos, o El Pais explica-nos que, “Del hiyab al burka, la prenda que recubre el cuerpo femenino de muchas musulmanas varía según costumbres y países”. Aí se explica que “El término "hiyab", de origen árabe y por extensión utilizada en todo el mundo islámico, no se refiere a una prenda concreta. Hiyab quiere decir "cobertura" o "vestimenta que tape" y por esa razón los musulmanes hablan de "observar o respetar el hiyab" para referirse a la norma de cubrir el cuerpo de las mujeres. Lo básico es cubrir el pelo pero también el cuerpo femenino. Los musulmanes del subcontinente indio emplean la palabra purdah (literalmente, "cortina") para referirse al mismo concepto. Es decir, el hiyab no es un tipo de pañuelo o toca sino una norma que luego adopta formas diversas según el origen geográfico de la población que los viste, el credo religioso o el ambiente cultural.” A seguir mostram-se os diferentes tipos de véu (como na imagem), com uma pequena explicação e a indicação de onde são mais usados. Em síntese, são seis: Burka; Nekab o Niqab; Chador; Al-Amira; Hiyab e Shayla
Para entrar no debate comecemos por um texto de Delphine Strauss no Financial Times, Covering up divisions will not help French society to heal. Nela argumenta-se que não são este tipo de medidas que ajudarão a resolver os problemas de fundo: “The controversy may seem frivolous but it encapsulates the difficulties French society is grappling with as it confronts the threat of jihadism. In a country that bans the veil from schools and the full-face version from public spaces, there is a widespread discomfort with visible expressions of faith. But this should not lead people to conflate strong religious conviction with violent extremism.”
Nesta controvérsia encontramos, de um lado e do outro, pessoas muito variadas e, também, os próprios muçulmanos. Vejamos algumas dessas tomadas de posição, começando pela de Sofia Amaro, uma portuguesa actualmente a viver no epicentro da controvérsia, isto é, em Cannes, um dos locais onde o burkini foi proibido. Num artigo que escreveu para o Observador, Ângulo de visão, ou o que está em causa no burkini, defendeu que o uso daquela peça de vestuário não é inocente, antes carrega uma forte carga simbólica associada à promoção do salafismo, o qual é “amplamente promovido pelo wahhabismo da Arábia Saudita”, uma das variantes mais radicais do Islão. Por isso defende que “a voz tem de ser dada aos muçulmanos moderados. Se defender a proliferação do comunitarismo, da sharia como baliza penal intracomunitária, e defender o relativismo cultural é defender os direitos humanos, a sociedade ocidental adoeceu, e o plano da Arábia Saudita está a resultar.”
Posição semelhante defende o editor egípcio Aalam Wassef num artigo publicado no Libèration, Ne soyons pas naïfs sur le symbole de cette étoffe. Aí critica os que acusam a decisão de proibir o burkini como sendo um acto de islamofobia, defendendo que, sendo certo que nem todas as mulheres que o usam são emissárias do wahhabismo, “Il n’y a aucune honte à condamner l’extrémisme islamiste et à lui barrer la route par tous les moyens légaux possibles. Il n’y a là rien de politiquement incorrect ou de comparable au discours raciste et antimusulman du Front National. Cela ne revient pas non plus à ignorer que des actes antimusulmans sont perpétrés en France. (…) David Lisnard, le maire de Cannes, a fait dans sa ville ce qu’il fallait faire. Interdire les burkinis dont le nom s’amuse jusqu’à la nausée de la burqa des talibans n’est pas un acte islamophobe. C’est plutôt le signe que nous n’avons pas peur de dire qu’Islam et wahhabisme sont deux choses radicalement distinctes, et que le second menace le premier depuis plus de deux sècles.”
Uma posição oposta é a da escritora argelina Ikram Ben Aissa que, no Huffington Post (edição Magreb), defendeu que The Cannes Burkini Ban Undermines Freedom Of Muslim Women. Na sua opinião, mais sanguínea, “It is unacceptable that we have decrees based on the idea that wearing a headscarf implies a link to fanaticism. Citizens should be free to wear what they choose! When will Muslims in Europe be respected and treated as equal citizens? When will we stop marginalizing millions of European Muslim citizens, especially women?”
A escritora criticava em especial o presidente da câmara de Cannes que, em declarações ao Nice-Matin, afirmou que “Je n’ai ni le temps ni l’envie de polémiquer. J’ai pris cet arrêté parmi tant d’autres pour assurer la sécurité de ma ville dans un contexte d’état d’urgence. (...) On n’interdit pas le voile, ni la kippa, ni les croix, j’interdis simplement un uniforme qui est le symbole de l’extrémisme islamiste. Il faut arrêter de vouloir caricaturer cet arrêté. Nous vivons dans un espace public commun, il y a des règles à respecter.”
Menerva Hammad, uma jornalista austríaca de origem egípcia desenvolveu um argumento semelhante em Women Should Be Able To Wear What They Want To The Beach. That Includes Muslim Women, artigo publicado também pelo Huffington Post (originalmente da edição alemã). Aí defende que “It’s 2016: Can’t we allow women the freedom to choose what to wear? Wouldn’t that be the ultimate form of emancipation? Just because many female celebrities opt for revealing clothes and sing about feminism doesn’t mean that they’re free. Freedom starts inside your head, and not on top of it. Women shouldn’t be reduced to what they’re wearing; but it happens all the time! I’m sick of reading that a woman is either a barbie doll in a miniskirt or a Taliban follower in a headscarf. Women are so much more than that.”

.
Aquilo que muitas vezes não sabemos é até que ponto a escolha, pelas mulheres muçulmanas, desta forma de se vestirem corresponde às suas convicções religiosas ou deriva antes de uma relação ainda extremamente desigual com o sexo oposto. É por isso muito interessante ler um texto já antigo de Nilufer Gole, uma socióloga turca conhecida pelas suas posições desassombradas e que foi publicado na New Perspectives Quarterly. Deixo-vos só um bocadinho desse texto – que merece uma leitura atenta, até porque recorda a forma como a república laica de Kemal Ataturk tentou lidar com o problema da Turquia – e se chama, significativamente, The Freedom of Seduction:
Islamist politics seeks to curb the free public space by limiting women's visibility through veiling, which is essentially an effort to control women's sexuality by regulating the social encounter between the sexes. (…) Hence, in a Muslim context, the existence of a democratic public space depends on the social encounter between the sexes and on the eroticization of the public sphere. In short, while in Western societies it is the issue of abortion and freedom of reproduction that provokes collective passions, in the non-Western Islamic context the issue is the freedom of seduction.
Vivendo em Portugal, aparentemente longe destes problemas, não os podemos evitar – sobretudo não podemos evitar este debate, pois por ele passa muito do que seremos no futuro, de que forma manteremos os valores que tornaram o Ocidente num local de progresso e inclusão, sobretudo num local de liberdade. Daí a dificuldade do debate: defende-se melhor a liberdade permitindo ou proibindo o burkini? Espero ter deixado algumas pistas que ajudem os leitores a pensar.
Tenham um bom descanso e melhores leituras.
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Opinião
Alexandre Homem Cristo
Se a direita não aprender a lição de 2009, repete a derrota: denunciar contas falhadas não chega. Com a mensagem certa, muitos preferirão mentiras. E o “Cenário Macroeconómico” prova que Costa o sabe.
João Carlos Espada
Ao contrário dos errantes revolucionários franceses de 1789, os “English gentlemen” da América não queriam destruir o passado e começar de novo. Eles queriam sim restaurar a tradição da Magna Carta.
Helena Matos
Tendo os bancos chegado ao que chegaram tendo à frente tão grandes sumidades é certamente este o momento de arriscar em ignorantes. Como eu. Concordaremos que não podemos fazer pior, pois não?
João Marques de Almeida
No universo político de Costa as intenções e os anúncios é que contam. Concretizar as promessas é irrelevante. Numa Europa em crise constante haverá sempre uma razão para explicar que não foi possível
P. Gonçalo Portocarrero de Almada
O Papa Francisco criticou os "couch potatoes", ou seja os sedentários, jovens ou velhos, que passam várias horas do dia deitados no sofá, diante da televisão ou à frente do computador.
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