domingo, 25 de dezembro de 2016

Hora de Fecho: Brinquedo novo? 21 "apps" que vai querer instalar

Hora de fecho

As principais notícias do dia
Boa tarde!
Recebeu (ou deu a si próprio) um dispositivo móvel como prenda de Natal? Um iPad? Um iPhone? Um smartphone ou tablet Android? Não perca a nova edição das 21 aplicações recomendadas pelo Observador.
Ex-Presidente da República continua em estado muito crítico, mas há um agravamento do seu estado de saúde. Hospital fala em regressão do estado de consciência "muito significativa e preocupante".
Foi sentido um sismo de 7,6 na escala de Richter no Sul do Chile, que levou as autoridades a emitir um alerta de tsunami. As autoridades chilenas dizem que não há vítimas mortais.
A 25 de dezembro de 1991, Mikhail Gorbatchov pôs um ponto final na história de uma das superpotências do séc. XX. José Milhazes recorda o dia em que a foice e o martelo deram lugar à bandeira tricolor
Militares, membros do coro do Exército russo e jornalistas estariam a bordo do avião que desapareceu dos radares pouco depois de descolar. Destroços foram encontrados no mar Negro.
O Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou hoje que segunda-feira será dia de luto nacional pelas vítimas do acidente com um avião militar que se despenhou no Mar Negro com 92 pessoas a bordo.
Edgardo Pacheco é um jornalista apaixonado por azeite. Dessa paixão resultou "Os 100 Melhores Azeites de Portugal", onde se aprende que a acidez é um mito e que há variedades para todas as ocasiões.
O papa Francisco lançou hoje um apelo à paz "na Síria martirizada onde tanto sangue foi já derramado" pedindo que "as armas se calem definitivamente". Também falou da Palestina, Israel e do terrorismo
Governo de Benjamin Netanyahu continua a retaliação e convocou embaixadores dos países que aprovaram nas Nações Unidas uma resolução contra os colonatos de israelitas na Cisjordânia e Jerusalém.
O ministro da Defesa ordenou a suspensão de contacto "civil e político" com a Autoridade Nacional Palestiniana depois da resolução aprovada no Conselho de Segurança da ONU contra os colonatos judeus.
Três, dois, um... milhares de histórias deram a volta ao mundo em episódios que vão marcar a história de 2016. O Observador recorda 16 histórias virais que tornaram o ano especial. 
Opinião

Ruth Manus
Nós conseguimos transformar o natal no avesso do que ele deveria ser, é realmente impressionante. A única coisa que mantivemos foi a ideia de família porque há um presépio nos lembrando disso.

Luis Carvalho Rodrigues
Recordo frequentemente aqueles casais, homens e mulheres unidos por uma difícil aposta de amor onde tantos outros teriam soçobrado. Gente que não se vitimizava nem tinha uma agenda mediática.

P. Miguel Almeida, sj
Não, não temos que estar sempre bem e ter a vida toda moralmente ou regradamente direitinha para que Deus nos visite. Nem tudo na vida é bem sucedido e nós experimentamos os seus fracassos na pele.

P. Gonçalo Portocarrero de Almada
Não, falsos apóstolos do anti-consumismo, não nos roubem o Natal. A religião cristã é festa e alegria, em todos os dias e para toda a eternidade, mas sobretudo no dia que celebra o nascimento de Jesus

Manuel Villaverde Cabral
Em pouco mais de um ano, a coligação de esquerda restabeleceu o peso esmagador do Estado sobre a sociedade e a economia, aumentou a dívida pública e reduziu o crescimento, ignorou qualquer reforma.

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O (sub)mundo da mendicidade lisboeta e as histórias de quem nele habita

O Notícias ao Minuto não é indiferente àqueles que nada têm e, por isso, embarcou numa carrinha da Legião da Boa Vontade, para uma ronda de entrega de refeições aos sem-abrigo de Lisboa. Siga-nos nesta jornada.

© Reuters
PAÍS POBREZA
Avenida do Brasil, 20 horas, pleno dezembro, a poucos dias do Natal. A noite ainda é uma criança mas o placard da rua já exibe uma temperatura que não chega aos dois dígitos (9ºC).

A imagem de Cristo dá-nos a certeza de que estamos a chegar ao edifício da Legião da Boa Vontade, instituição de cariz social que se dedica a ajudar pessoas carenciadas, das mais variadas formas. Na aventura desta noite, o foco dos voluntários incide nos sem-abrigo que se concentram na zona do Saldanha, Marquês de Pombal e, por fim, Santa Apolónia.
Rodrigo, engenheiro informático e voluntário há três anos, coordena a ronda, auxiliado por um grupo de quatro voluntários, do qual o Notícias ao Minuto faz esta noite parte. Rodrigo não perde tempo e começa de imediato a ‘orientar as tropas’ e a distribuir tarefas. “Quem dá a sopa fica do lado direito, uma dá as colheres de sopa, outro oferece o chá” e por aí em diante. “Muita atenção”: O uso de luvas é obrigatório, porque até nestas bandas a ASAE faz um controlo apertado.
Apesar de o panorama nas ruas ser triste, Rodrigo quer certificar-se de que os voluntários não vão acusar essa carga negativa durante a ronda. “Divirtam-se”, “conversem com eles”, aconselha-nos, momentos antes de carregarmos a carrinha com os reservatórios de sopa, chá e sacos de pão. Hoje, diz-nos com prontidão, a comida não é tanta como habitualmente para evitar desperdiçar. Nas últimas rondas sobrara comida e acertar na quantidade de pessoas que vai ‘aparecer’ é sempre um tiro no escuro.
Está na altura de pôr os ‘corações apertados’ de lado e ir ao encontro de quem por nós espera. Uma noite que se pressente ainda mais complicada - há apenas três cobertores para distribuir de entre centenas de pessoas que vamos encontrar. “Nem sei como é que vou fazer, não sei mesmo”, desabafa Rodrigo, que se vê forçado a escolher os ‘afortunados’ que os vão receber. Um dilema entre outros que hão de surgir.
De dia, são as zonas mais movimentadas e caras da cidade, de noite a realidade muda de cor
Primeira paragem, pleno Saldanha. Fazem fila mulheres, homens, novos e velhos. Uns sem casa, outros ‘apenas’ com rendimentos insuficientes para garantir a alimentação. “Olha a dona Tina, já a pedi em casamento, mas não aceita”, mete-se Rodrigo, introduzindo-nos os amigos da rua. Logo ali, o primeiro cobertor entregue. Um açoriano – com sotaque profundo, sem qualquer amparo familiar – vai direto ao assunto. Rodrigo leva-o, com discrição, para outro lado da carrinha e entrega-lhe, secretamente, o cobertor. Se assim não fosse, gerar-se-ia uma confusão entre as largas dezenas de sem-abrigo.
O primeiro reservatório de sopa esgota-se logo no Saldanha. Há quem repita a sopa mais do que duas vezes e há quem traga marmita para ainda levar para casa. Os que a têm. Faltam ainda duas paragens, mas a esperança de que a comida irá ser suficiente mantém-se. No caminho, Rodrigo conta-nos a história de um "antigo empresário que caiu na miséria depois de um divórcio complicado. "Por vergonha de pedir comeu arroz durante um mês". É um entre os muitos casos de quem tudo teve e nada tem. "A vida dá muitas voltas" é a frase que melhor resume a vida destas pessoas.
O frio começa a entranhar-se e os casacos já não chegam para aquecer o corpo. Paramos a carrinha perto do Marquês de Pombal. O pano de fundo altera-se face ao que havíamos encontrado no Saldanha. Aqui, a fila é composta apenas por homens, aparentemente mais velhos. Para muitos deles, a rua já é a sua casa há algum tempo.
‘Einstein’ é um exemplo disso. Fomos avisados de que era um“resmungão”, que reclamava sempre quando as coisas “não corriam à sua maneira”. Numa frase: “O mais antipático de todos”. Pede-nos sopa pela segunda vez. “Está boa não está?”, perguntamos-lhe. Mas a resposta é apenas um abanar de cabeça, qualquer coisa como ‘deixem-me em paz’. “Como se chama?”, insistimos. “Porquê? Quer namorar comigo?”, atira. Começara-se a gerar proximidade suficiente e, ao terceiro prato de sopa de feijão, acaba por dar-nos o nome: ‘Einstein’ afinal é Serafim. Dorme num alpendre, com roupas que o mantêm quente.
Perto de si, mais quatro ou cinco a dormir. Um dos quais, um jovem alemão de 29 anos. “Como vieste aqui parar?”. Partiu de “Düsseldorf até Espanha”, queria apenas viajar e “andar de bicicleta”. Recebeu depois uma proposta de trabalho para Portugal e não hesitou. “Estou aqui há um ano. Não tenho dinheiro. Não falo português”. Nos breves minutos em que decide confiar-nos a sua história, há momentos em que a sua expressão facial congela. Fica sem palavras. Perde o raciocínio. Mesmo a tremer de frio, com as calças rotas, recusa um dos cobertores que podíamos dar. “Eu tenho um saco de cama. Podem dar a outra pessoa que não precisa”. Poucos minutos depois deixa-nos. 
Entre os que dizem ser ‘mecânicos dos dentes’ e os que só já perguntam pelo bacalhau do dia de Natal, o ‘Homem do cabelo para trás’ destaca-se. Já conhece o coordenador. Quer pô-lo a par das novidades. “O filho autista, de 29 anos, passara lá por casa” depois de largos meses sem aparecer, começa por contar. A “casa” de que fala é na verdade um “barracão” numa fábrica abandonada, onde, por estes dias, entra demasiado frio. Mais um cobertor entregue.
Passa por “doutor”, assim como faz questão de dizer. O sobretudo e o cachecol axadrezado reforçam o rótulo. Com uns biscates aqui e acolá vai conseguindo sobreviver. Nesta noite, o sentimento de culpa por acontecimentos do passado reina. Sabe que “foi injusto para com a mulher”, mas, assegura,  ela fez com que “chegasse a um limite”. Depressa começa a falar de política, escravos e de literatura espanhola. “Encontro livros, leio os que gosto, os outros vendo-os”, confessa, demonstrando saber mais do que aquilo que se aprende em frente a um televisor.
E quando a comida acaba?
À medida que a ronda se aproxima do fim, a comida escasseia. Outra das regras é que todos podem repetir quantas vezes quiserem tanto o chá como a sopa. Se tal forma de procedimento é “injusta” para os últimos, Rodrigo confirma. É um “problema que todos já identificaram”, mas até ao momento ainda nada foi mudado.
Última paragem, Santa Apolónia. O relógio já marca as 23 horas e os 9ºC de há duas horas já lá vão. Sentimo-lo no corpo. Além das mãos, pés e nariz gelados, também o coração havia de sofrer um duro golpe de realidade. 'Piriquito', 'Dom Juan africano', entre tantos outros, engrossam a fila ao lado da carrinha. É Rodrigo quem tem de dar voz. "Pessoal, disse-vos que ia à CP ver o que tinham para nos dar hoje. Deram 'bola'. Temos só umas carcaças, que vamos dividir por todos, e chá".
A sopa acabara-se na zona do Marquês. A desilusão no rosto de quem recorre à Legião da Boa Vontade é tanta quanto a dos voluntários. "Pode ser um chá, então!", respondem alguns. "Pelo menos está quentinho", ouve-se. Dois ou três chás servidos e eis que se acaba também.
A alcunha de 'Piriquito' reflete na perfeição a figura de Francisco. Um 'idoso' de 66 anos mas que aparenta ja estar quase na casa dos 80. Cabelos brancos e corpo franzino, a sua fragilidade não escapa a ninguém. Quando se apercebe de que não há chá, as lágrimas são mais fortes do que tudo o resto. Não será só pelo chá em si. “Não posso nem beber um chá quentinho? Já não há isso sequer?”. Para todos os que assistem, este é o momento mais comovente da noite.
Conta-nos a sua história. A mulher, "mais nova do que eu, veja lá", teve dois AVC e está internada. Por isso, Francisco agora vive com as duas filhas mais novas. “Tenho saudades da minha mulher”, balbucia com a boca quase serrada, negando, ao mesmo tempo, estar com frio. O tremor constante das mãos é culpa "da doença" e o evelhecimento do corpo resultado "de uma vida de muito trabalho".
Sem mais comida para dar, a única que coisa que os voluntários podem dar é conversa. E carinho. Coisas sem preço mas de valor incalculável. Há quem reclame dos poucos apoios, da "maldade que há por aí". "Ja cheguei a estar três, quatro dias sem comer", queixa-se 'Dom Juan africano'. Indignado, continua: "Nós somos pessoas, não somos animais!".  Há quem, lamúrias à parte, apenas se limite a distribuir postais assinados por si. Diz ser pintor. Ou melhor, "artista".
Chegara a altura de partir.  Aos poucos, todos os que ali se concentram vão dispersando e aos voluntários nada resta a não ser tirar as luvas - sem nunca as atirar ao chão, assim mesmo, no sentido figurado. Entre o "lamentamos mas...", lágrimas e o silêncio ensurdecedor do momento, fica a promessa de lá retornar com tudo o que faltara naquela noite. 
Fonte: noticiasaominuto

Porque veio Jesus



«Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras,
foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.»

Chile atingido por sismo de magnitude 7,7

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O abalo fez-se sentir a sudoeste da região de Puerto Montt, no sul do país. Foi emitido um alerta de tsunami.
Um terremoto com uma magnitude preliminar de 7,7 atingiu este domingo o Chile, com o epicentro a cerca de 225 quilómetros sudoeste de Puerto Montt, no sul do país, indicou o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
O tremor de terra foi registado a uma profundidade de cerca de 15 quilómetros e já foi emitido um alerta de tsunami para a região.
Fonte: TSF

Homem detido por agredir uma militar da GNR à cabeçada

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Um homem de 28 anos foi hoje detido em Sines, Setúbal, por agredir à cabeçada uma militar da GNR, que teve de receber assistência hospitalar, disse à agência Lusa fonte da força de segurança.

A agressão à militar ocorreu, cerca das 07:50, quando uma patrulha da GNR foi alertada para desacatos entre um ex-casal, à entrada do prédio onde mora a mulher, na cidade de Sines, no distrito de Setúbal.
À chegada ao local, o homem, de nacionalidade cabo-verdiana, agrediu à cabeçada a militar da guarda, que foi transportada para o Hospital do Litoral Alentejano (HLA), no concelho vizinho Santiago do Cacém, onde recebeu assistência médica.
O agressor ficou sujeito à medida de coação de Termo de Identidade e Residência (TIR) e notificado para comparecer na segunda-feira no Tribunal de Santiago do Cacém.
Lusa

Papa Francisco diz que o Natal foi “tomado refém” pelo materialismo

Na homilia na Basílica de São Pedro. o Papa disse que muitos no mundo rico tinham de ser relembrados que mensagem do Natal é a humildade, a simplicidade e o mistério.Resultado de imagem para Papa Francisco diz que o Natal foi “tomado refém” pelo materialismo
O Papa Francisco disse no sábado que o Natal foi “tomado refém” pelo materialismo deslumbrante, que põe Deus nas sombras e cega muitos às necessidades dos que passam fome, dos migrantes e dos perseguidos pela guerra.
Francisco disse na sua quarta homilia de Natal, após ter sido eleito em 2013, que um mundo muitas vezes obcecado por presentes, festejos e egocentrismo precisa de mais humildade.
“Se queremos comemorar o Natal de forma autêntica, precisamos contemplar este sinal: a frágil simplicidade de um recém-nascido, a mansidão de onde ele se deita, o terno carinho das vestes. Deus está lá “, disse o Papa na Basílica de São Pedro, no Vaticano
No serviço, presenciado por dez mil pessoas e de dezenas de cardeais e bispos, o Papa Francisco disse que muitos no mundo rico tinham de ser lembrados de que a mensagem do Natal é a humildade, a simplicidade e o mistério.
“Jesus nasceu rejeitado por alguns e visto por muitos outros com indiferença”, disse, segundo a agência Reuters.
“Hoje também a mesma indiferença pode existir, quando o Natal se torna uma festa onde os protagonistas somos nós mesmos, em vez de Jesus, quando as luzes do comércio lançam a luz de Deus nas sombras, quando estamos preocupados com prendas, mas frios com aqueles que são marginalizados “.
Acrescentou: “Este mundanismo tomou o Natal como refém e precisa ser libertado”.
económico

Não há sobreviventes da queda do avião militar russo

A possibilidade de se ter tratado de um atentado terrorista já foi colocada de parte.

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Um avião militar russo Tu-154 despenhou-se, na madrugada deste domingo, no Mar Negro a 1,5 quilómetros da cidade russa de Sochi.
O avião militar, que transportava 68 membros do famoso grupo musical oficial do Exército Alexandrov Ensemble, nove jornalistas e oito membros da tripulação militar, descolou de Adler e tinha como destino a base russa Hmeimim, na Síria.
"Eram militares ao serviço do Ministério da Defesa e também artistas da banda Alexandrov que viajavam para participar nos festejos de Ano Novo dos pilotos da Força Aérea russa ao serviço na Síria", confirmou Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério da Defesa.
Segundo informações veiculadas pela imprensa local, de que é exemplo o portal Russia Beyond the Headlines, não há sobreviventes.
Os destroços já foram encontrados e agora as equipas de resgate levam a cabo as operações para retirar do mar todos os corpos das vítimas, tendo já sido retirados sete cadáveres.
Segundo a mesma fonte, ainda não se sabe o que terá causado a queda do avião que desapareceu dos radares por volta das 06h00 (03h00 em Lisboa). No entanto, estando a afastada a hipótese de terrorismo, o mais expectável é que se tenha tratado ou de uma falha técnica ou de erro humano.
Fonte: Mundo ao minuto
Foto: DR