terça-feira, 4 de abril de 2017

GNR deixa alerta: Atenção a possíveis burlas com nova nota de 50 euros

A GNR está a realizar ações de sensibilização para prevenir burlas relacionadas com a entrada em circulação da nova nota de 50 euros, que as autoridades acreditam ser mais segura que a atual nota do mesmo valor.
"Tal como as notas da 'série europa' de cinco, 10 e 20 euros, já em circulação, também a nota de 50 euros apresenta agora um aspeto gráfico renovado e com elementos de segurança melhorados, sendo mais segura e mais difícil de falsificar", refere um comunicado da Guarda Nacional Republicana (GNR).
A GNR alertou que "não existe ninguém mandatado por qualquer instituição bancária para fazer a recolha das notas de 50 euros antigas e que, caso se deparem com propostas desta índole, deverão entrar em contacto" com o posto da Guarda mais próximo e fazer o mesmo se encontrarem uma nota falsa.
Para certificar que a nota não é falsa, a GNR aconselha os cidadãos a utilizar o método "Tocar, Observar e Inclinar".
Este holograma apresenta um retrato de Europa e os algarismos representativos do valor da nota.
A introdução da nova nota vai realizar-se de forma gradual e em simultâneo em 19 países da zona euro, explica a GNR, acrescentando que circulará ao mesmo tempo que a nota antiga, que mantém o seu valor, não sendo necessário proceder à sua troca.
O Banco de Portugal (BdP) apresenta hoje, em conferência de imprensa, a nova nota no Complexo do Carregado, o cofre-forte onde estão as divisas de ouro nacional e que tem capacidade para o fabrico de notas, com a presença do administrador do BdP, Hélder Rosalino.
Há quase um ano, em 16 de junho, o Banco Central Europeu (BCE) apresentou, em Frankfurt, a nova nota de 50 euros da série Europa, explicando que a nova nota cor de laranja traduz um avanço na segurança e surge depois de terem sido introduzidas notas, alegadamente também mais seguras, de cinco euros, dez euros e vinte euros da segunda série de notas em euros.
No mesmo comunicado, o BCE lembra que a nota de 50 é a mais utilizada e também a mais falsificada, uma vez que, da totalidade das notas em euros em circulação, mais de oito mil milhões, ou 45% do total, são de notas de 50 euros.
Em meados de julho, poucas semanas depois dessa apresentação pelo BCE, o BdP fez também um encontro em Lisboa, sobre a nova nota de 50 euros, em que anunciou que ia colocar em circulação 200 milhões de novas notas, depois de ter introduzido novas notas de cinco, dez e 20 euros.
“Em Portugal a nota de 50 euros é pouco utilizada, usando-se mais a de 10 e 20 euros, mas no resto da União Europeia a nota de 50 euros representa 45% da circulação de notas e, por isso, é a nota mais usada”, afirmou em julho do ano passado o administrador do Banco de Portugal.
Fonte: Sapo 24 com Lusa

Habitantes de Gibraltar preferem passar fome a ter soberania espanhola

O rochedo faz parte das negociações do Brexit e já existem trocas de palavras entre espanhóis e britânicos.
Não há margem para dúvidas. Quem reside em Gibraltar não quer passar a ter sobernia espanhola. O rochedo, situado no sul da Península Ibérica tem 30 mil habitantes e há séculos que é centro de polémica entre espanhóis e britânicos. Agora, com a saída dos britânicos da União Europeia, a questão regressa à atualidade.
Gibraltar está de novo no centro da troca de apetites entre Madrid e Londres, faz parte das negociações do Brexit. Já por duas vezes que os habitantes de Gibraltar mostraram em referendos que querem continuar em território britânico. Ana Sofia Freitas, jornalista da TSF conversou, esta terça-feira, com o português Luís Pinto, vive há sete anos no rochedo.
"Espanha não é de todo um paraíso fiscal e Gibraltar é um dos mais atrativos paraísos fiscais. Se eventualmente Espanha tomasse conta do rochedo, eles teriam muito a perder."
Luís Pinto conta que qualquer residente em Gibraltar, pode pedir cidadania ao fim de cerca de 5 anos e que isso tem mais valias como "educação gratuita, inclusivamente universidade, para os residentes locais transportes não se pagam, saúde não paga" vantagens que os gibraltinos iriam perder se passassem para Espanha.
O português Luís Pinto considera ainda que Gibraltar "é apetitoso" para os espanhóis, com empresas que faturam milhões, já permite um maior desenvolvimento".
"Uma tempestade num copo de água"
Paulo Almeida Sande, professor Universitário e especialista em assuntos europeus, considera que se está a fazer uma tempestade num copo de água e que tem que haver bom senso por parte dos intervenientes britânicos e espanhóis no caso de Gibraltar.
Com a Saída do Reino Unido da União Europeia, a questão de Gibraltar, que está sob domínio britânico há 3 séculos foi levantada com as condições propostas por Donald Tusk, o presidente do Conselho Europeu.
Paulo Sande lembra que em Gibraltar trabalham muitos espanhóis que todos os dias atravessam a fronteira. No entanto, este professor universitário considera que , apesar dos gibraltinos terem votado a favor de permanecer na União Europeia não há dúvidas de que querem continuar ingleses. Salienta, no entanto, que as negociações do Brexit vão ser difíceis.
Foto: REUTERS/Jon Nazca

Há cada vez mais idosos sozinhos ou isolados

Resultado de imagem para Há cada vez mais idosos sozinhos ou isolados
Uma subida de mais de 2 mil idosos em comparação com a operação do ano passado.
A GNR sinalizou 45516 idosos a viver sozinhos ou isolados em todo o país, mais 2194 do que na operação "Censos Sénior" realizada em 2016, anunciou hoje aquela força de segurança.
Dos 45516 idosos identificados, 28279 vivem sozinhos, 5124 residem em locais isolados e 3521 vivem sozinhos e isolados, adianta a Guarda Nacional Republicana, num comunicado para divulgar os resultados da operação "Censos Sénior 2017".
Os militares da GNR encontraram ainda 8592 idosos que vivem acompanhados, mas encontram-se "em situação de vulnerabilidade fruto de limitações físicas ou psicológicas".
A corporação sublinha que as situações de "maior vulnerabilidade foram reportadas às entidades competentes, sobretudo de apoio social, no sentido de fazer o seu acompanhamento futuro".
A maioria dos idosos que vivem sozinhos ou isolados são mulheres, designadamente 30172, enquanto 15344 homens vivem nesta situação.
No âmbito da operação "Censos Sénior 2017", que se realizou em todo o país entre 1 e 31 de março, a GNR registou mais 2194 idosos a viver sozinhos ou isolados do que em 2016, quando viviam nestas condições 43322.
Realizada anualmente pela GNR desde 2011, a operação "Censos Sénior" tem como objetivo identificar a população idosa que vive sozinha e isolada, atualizar os registos das edições anteriores e identificar novas situações.
Desde 2011 que a GNR tem sinalizado cada vez mais idosos a viver nestas condições. Em sete anos, o número de idosos sinalizados quase que triplicou, passando dos 15.596, em 2011, para os 45516, em 2017
Segundo a GNR, estes dados "não refletem um aumento do número de idosos a viverem nestas situações, mas sim o facto dos censos sénior se constituírem como uma base de dados geográfica cada vez mais completa, potenciando assim um melhor apoio da GNR à população idosa".
A corporação refere igualmente que vai continuar, ao longo do ano, a acompanhar os idosos sinalizados, através de visitas regulares às suas residências, além de realizar mais ações de sensibilização e fazer uma avaliação da sua segurança.
Fonte: Lusa

HEPATITE A. “NÃO HÁ VACINAS PARA TODOS”, DIZ FRANCISCO GEORGE

Resultado de imagem para HEPATITE A. “NÃO HÁ VACINAS PARA TODOS”, DIZ FRANCISCO GEORGE
Diretor-geral da Saúde diz que as vacinas da Hepatite A estão a ser geridas para dar resposta uma melhor resposta aos grupos de risco.
O responsável máximo da Direção-geral da Saúde, Francisco George, disse esta terça-feira (04/04) que as autoridades de saúde estão a trabalhar para controlar o surto de Hepatite A em Portugal. Segundo a TVI24, o diretor-geral da Saúde admitiu que não existem no país, nem na Europa, vacinas para todos.
"Já foram administradas algumas dezenas de vacinas a quem mais precisava. O comité de especialistas foi chamado a reunir, incluindo com o Infarmed, para fazer uma reavaliação das doses disponíveis e perceber qual é a forma mais adequada e eficaz para podermos proteger quem mais precisa", disse o responsável da DGS.
"Ficámos todos a saber que não há vacinas para todos. É, por isso, necessário gerir a utilização das vacinas, administrá-las a quem mais precisa", acrescentou.
Portugal tem atualmente 138 casos de hepatite A diagnosticados de um surto que está ainda longe de se considerar controlado, segundo o diretor-geral da Saúde.
A maioria dos casos foram sinalizados na Grande Lisboa. O surto está a afetar mais 12 países da Europa, segundo dados da DGS.
Na sexta-feira, o diretor-geral da Saúde garantiu que existiam vacinas e medicamentos suficientes, “desde que sejam utilizados com critério, de forma inteligente, não há aqui razões para qualquer tipo de temor, qualquer tipo de pânico ou alarmismo porque se está a trabalhar à luz das melhores práticas sobre estas matérias”.
Francisco George reconheceu que “os casos têm aumentado e vão continuar a aumentar” e que ainda “não se conseguiu definir o perfil em termos de magnitude”.

Fonte: Sapo
Foto:  MIGUEL A. LOPES/LUSA

Hora de Fecho: "Quando abro um saco com um cadáver tenho medo"

Hora de fecho

As principais notícias do dia
Boa tarde!
Pietro Bartolo é o médico que recebe os refugiados e migrantes que chegam a Lampedusa. Passaram-lhe pelas mãos milhares de sobreviventes — como o terrorista de Berlim — e também demasiados cadáveres.
A CGD é mais um banco a encolher a rede de balcões. Nos últimos quatro anos, os bancos fecharam agências quase ao ritmo de um por dia. Ainda não há concelhos sem banco, mas 46 só têm três - ou menos.
O primeiro-ministro mostrou-se "tranquilo" face ao Montepio e desvalorizou riscos do Novo Banco. Em entrevista à RR, Costa disse não "ter sonhos da maioria absoluta" e admite geringonça nesse cenário.
Não há vacinas para todos os doentes que possam sofrer de Hepatite A mas a Direção-Geral da Saúde está convencida de que serão suficientes para toda a gente que delas precisam com mais urgência.
Foi o presidente do clube quem se gabou do facto -- à Agência France-Presse e antes do episódio da joelhada na cara do árbitro. Com esta última agressão, o clube subiu mais um nível. Veja os vídeos.
Marco Gonçalves volta a dizer que está arrependido e pede desculpa ao árbitro José Rodrigues. Mas acusa os dirigentes do clube: "Nunca me disseram na cara que me dispensaram".
O treinador da equipa espanhola Eldense foi detido esta terça-feira por corrupção. Tudo acontece depois de a equipa ter perdido 12-0 com o Barcelona B. Ao intervalo estava 8-0. A equipa foi suspensa.
Isabel dos Santos, filha do Presidente de Angola e uma das mulheres mais ricas do mundo, disse à BBC que por ser "privilegiada" também é alvo de muitos "preconceitos".
Presidente do Eurogrupo ensaia aquilo que até agora é mais parecido com um pedido de desculpas, sem dizer a palavra, numa carta enviada aos eurodeputados. Diz que não teve "intenção de insultar".
Quando os soviéticos recuperaram a cidade de Lodz da mãos dos nazis, Henryk Ross voltou a casa para desenterrar as fotos que mostravam os crimes atrozes de Hitler. Escapou à morte. Mas por pouco.
No dia 6 de abril chega às livrarias uma nova edição das "Poesias Completas" de Alexandre O'Neill, da Assírio & Alvim, com mais de 40 dispersos e sete inéditos. 
Opinião

Rui Ramos
A oligarquia portuguesa percebeu que improvisações orçamentais efémeras bastam para ir buscar dinheiro ao BCE, e que enquanto isso durar não precisará de mudar o Estado ou de libertar a economia.

Laurinda Alves
Porque os nomes e os apelidos pertencem àquilo que nos é imposto, importa perceber que tão importante como recebê-los, é saber aceitá-los. E usá-los, mesmo sem manual de instruções.

Helena Matos
O primeiro-ministro investe o dinheiro da Segurança Social no sector imobiliário. Os auto-denominados parceiros sociais assistem mudos e calados a este negócio de alto risco. 

Paulo de Almeida Sande
Gibraltar, o rochedo, é apenas uma das pedras no sapato do processo de saída britânica da UE, que mal começou e já ameaça acabar mal. É mais um nó górdio a sair da caixa de Pandora aberta pelo Brexit

Patrícia Fragoso Martins
O TJUE não validou ilimitadamente as proibições de uso do hijab impostas pelos empregadores. Foi até exigente quanto às condições em que pode ser legítimo impor uma proibição dessa natureza.
Mais pessoas vão gostar da Hora de fecho. Partilhe:
no Facebook no Twitter por e-mail
Leia as últimas
em observador.pt
Observador
©2017 Observador On Time, S.A.
Rua Luz Soriano, n. 67, Lisboa

Pais são obrigados a tirar licença mas podem não receber nada. Sabia?

Licença de parentalidade - de gozo obrigatório - pode não ser paga se o pai não tiver seis meses de descontos para a Segurança Social.

Resultado de imagem para Pais são obrigados a tirar licença mas podem não receber nada. Sabia?
A licença de parentalidade – 15 dias úteis por altura do nascimento de uma criança - é obrigatória para os pais mas a Segurança Social pode não a pagar. Para ter direito a este subsídio, o pai tem de ter seis meses de descontos, seguidos ou não.
Após ter recebido uma queixa de um cidadão que não cumpria este desígnio da Segurança Social, o Provedor de Justiça pediu uma alteração legislativa à Secretária de Estado da Segurança Social.
“No caso concreto, o pai trabalhador viu-se obrigado a gozar a licença parental de 15 dias úteis, mas não pôde aceder ao correspondente subsídio porque, estando a trabalhar há pouco tempo, não preenchia o referido prazo de garantia”, afirma o comunicado enviado pelo Provedor de Justiça às redações.
Recorde-se que esta licença parental é de gozo obrigatório (n.º 1 do artigo 43.º do Código do Trabalho) determinando, portanto, a perda da remuneração durante esse período. O queixoso ficou, assim, sem remuneração e também não teve acesso a subsídio algum, “numa situação de total desproteção social”.
O Provedor de Justiça descreve esta situação como “injusta”, estando ainda em contradição com o “espírito do regime legal de proteção social na parentalidade, como contende com o princípio constitucional de proteção da maternidade e paternidade enquanto valores sociais eminentes, ínsito no artigo 68.º da Constituição da República Portuguesa”.
Fonte: Notícias ao minuto
Foto: © iStock

São Petersburgo: Novo balanço faz subir para 14 número de vítimas mortais do atentado

O número de mortos do atentado de segunda-feira no metropolitano de São Petersburgo aumentou esta terça-feira para 14, anunciou a ministra da saúde russa, Veronika Skvortsova.
"No dia de hoje, podemos constatar a morte de 14 pessoas: onze no local do sinistro e três em consequência dos ferimentos sofridos", disse a ministra à imprensa.
Outras 49 pessoas continuam hospitalizadas, informou ainda.
O último balanço, avançado na segunda-feira pelos serviços antiterroristas, era de 11 mortos.
Uma bomba de fabrico artesanal explodiu na segunda-feira, no interior de um comboio entre duas estações de metropolitano, no centro de São Petersburgo.
Na segunda-feira, a agência russa Interfax que citava o Comité Nacional Antiterrorista russo, a bomba terá sido colocada no comboio por um bombista suicida.
Os serviços de segurança do Quirguistão informaram já hoje que o responsável pelo atentado foi um bombista suicida quirguiz.
“O bombista suicida do metropolitano de S. Petersburgo era o cidadão do Quirguistão Akbarjon Djalilov, nascido em 1995, disse à agência France-Presse o porta-voz dos serviços de segurança de Bishkek, na antiga república soviética.
“É possível que ele (Akbarjon Djalilov) tenha conseguido a nacionalidade russa”, acrescentou o mesmo porta-voz.
A Comissão de Investigação russa disse que está a investigar a possibilidade de se tratar de “um ato de terrorismo”, mas acrescentou que está a considerar também outras possibilidades.
São Petersburgo está hoje de luto, com as bandeiras a meia-haste.
Até ao momento o ataque não foi reivindicado.
Fonte: Sapo 24 com Lusa