sexta-feira, 14 de julho de 2017

PSD exige a Costa que sustente críticas que fez à Altice


Sociais-democratas entregaram um requerimento no parlamento

JOÃO RELVAS/LUSA

O PSD exigiu esta sexta-feira ao primeiro-ministro, António Costa, que sustente as críticas que fez no debate do estado da Nação sobre a PT/Altice, nomeadamente sobre o funcionamento das comunicações durante o incêndio de Pedrógão Grande.

Em requerimento entregue no parlamento, os sociais-democratas consideram que António Costa "fez vários juízos pejorativos e críticas pessoais à PT/Altice, com base em informações de que dispõe mas que não são do conhecimento dos cidadãos em geral nem dos deputados".

"Os deputados abaixo assinados do GP-PSD vêm requerer ao senhor primeiro-ministro o envio das informações que permitiram sustentar tais declarações", exigem os sociais-democratas.

Na quarta-feira, durante o debate do estado da Nação, o primeiro-ministro manifestou-se apreensivo com o futuro da PT, agora propriedade da multinacional Altice, temendo mesmo pelo futuro de postos de trabalho e apontando a uma das operadoras "falhas graves" no incêndio de Pedrógão Grande.

"Receio bastante que a forma irresponsável como foi feita aquela privatização [pelo anterior Governo PSD/CDS-PP] possa dar origem a um novo caso Cimpor, com um novo desmembramento que ponha não só em causa os postos de trabalho, como o futuro da empresa", declarou o primeiro-ministro.

António Costa fez depois referência ao que se passou em termos de comportamento das operadoras de telecomunicações durante o período de combate às chamas no incêndio ocorrido em junho passado em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, e que causou 64 mortes.

"Aliás, espero que a autoridade reguladora [para as telecomunicações], olhe com atenção só o que aconteceu com as diferentes operadoras nestes incêndios de Pedrógão Grande. Compreenderá certamente que houve algumas que conseguiram sempre manter as comunicações e houve outra que esteve muito tempo sem conseguir comunicações nenhumas - e isso é muito grave", salientou ainda o líder do executivo.

Depois, António Costa disse que, pessoalmente, enquanto consumidor de telecomunicações, já tirou conclusões face ao panorama existente no mercado nacional.

"Por mim, já fiz a minha escolha da companhia que utilizo", disse.

O Grupo Altice anunciou hoje que chegou a acordo com a Prisa para comprar por 440 milhões de euros a Media Capital SGPS, SA, que detém a TVI.

Fonte: DN

ECONOMIA Mais de 450 milhões de euros é quanto a Altice vai pagar pela Media Capital

O acordo de venda foi publicado pela Comissão Nacional de Mercado de Valores espanhola.

A Prisa aceitou a oferta da Altice de 440 milhões de euros pela totalidade da participação na Media Capital, o que representa 94,69% do capital social da empresa.

Já em Portugal, a MEO anunciou o lançamento de uma oferta pública de aquisição. A proposta foi publicada esta madrugada na página da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e recai sobre os restantes 5,31% do capital da empresa. A Altice, através da MEO, vai pagar pouco mais de 2,5 euros por ação, num total de quase 11,5 milhões de euros.

A OPA está dependente dos pareceres da Autoridade da Concorrência e da Autoridade Reguladora para a Comunicação Social.

A compra da Media Capital marca a entrada da Altice no setor da comunicação social.

Na oferta pública, a empresa compromete-se a manter a Media Capital no mercado português e avança com alguns pontos da estratégia: investir no crescimento digital; desenvolver novos canais de televisão; melhorar o alcance de canais como a TVI24; apostar na criação de conteúdos portugueses; exportar conteúdos para outros países onde a Altice está presente, em especial França e Estados Unidos.

Fonte: TSF

Sem pedido de perdão não há conversão

Marcos Luiz Garcia (*)


Em 1946, a Irmã Lúcia com o Bispo de Leiria, Dom José Alves Correia da Silva.

Em certo sentido este é o mês mais importante do rol das aparições de Nossa Senhora em Fátima, pois é aquele no qual Ela ditou o SEGREDO, fulcro da Mensagem de Fátima.

Muitos mistérios envolvem ainda hoje a Mensagem de Fátima, sobretudo na parte referente ao Segredo, como tentarei mostrar.

Quando a Irmã Lúcia escreveu em 1944 a terceira parte do Segredo, anotou, por ordem de Nossa Senhora, no exterior do envelope que este só poderia ser aberto em 1960 pelo Patriarca de Lisboa ou pelo Bispo de Leiria.

Porém, no ano de 1957 a Santa Sé pediu que se remetesse para o Vaticano o envelope. Evidentemente, tinha o direito de pedir tal envelope, mas se a própria Santíssima Virgem mandara registrar que o mesmo deveria ser aberto pelo Patriarca de Lisboa ou pelo Bispo de Leiria, por que pedi-lo três anos antes?

Além disso, é um fato histórico que o “terceiro Segredo” não foi publicado a não ser no ano 2000, e mesmo assim sob uma forma que guarda mistérios não inteiramente esclarecidos.

Quando Nossa Senhora pediu aos Pastorinhos que guardassem o Segredo, não o fez por superficialidade. Tanto é verdade que o fato contribuiu para gerar em torno dele uma expectativa enorme dos católicos de todo o mundo.

É evidente que a revelação do Segredo, se tivesse sido conduzida de forma zelosa e realmente apostólica, seria de molde a provocar grande reação nas almas. Reação essa que só poderia ser no sentido de uma conversão.

Ora, a revelação foi feita e o efeito foi praticamente nulo nas almas. Basta sair às ruas e ver a imoralidade das modas, o desbragado das indumentárias e a loucura estabelecida como normalidade.

Assim, uma Mensagem que teria sido uma alavanca extraordinária para soerguer as almas, foi completamente neutralizada.

Imaginemos que a revelação do Segredo tivesse sido acompanhada de uma grande ameaça por causa dos pecados reinantes: teria sido talvez a única maneira de despertar muitas almas do letargo. O que não ocorreu.

Há anos que, com raras e beneméritas exceções, tanto em Fátima quanto nos ambientes religiosos em geral, se dogmatiza erroneamente que Deus não castiga ninguém, que perdoa tudo e a todos. Esse procedimento incute nas almas uma convicção de que não devem temer nenhuma punição, que os Mandamentos são uma mera lista de normas sem importância, e que violá-los não determina nenhuma consequência.

Ora, afirmar isto, além de ser frontalmente contrário à doutrina católica, evita que, movidas pelo temor de Deus — o qual as Sagradas Escrituras dizem que é o início da sabedoria —, as pessoas se convertam, especialmente em seus últimos momentos nesta Terra. Portanto, tal procedimento compromete terrivelmente a salvação das almas. Explico-me com um exemplo.

Não é de hoje que temos assistido a uma seguidilha de catástrofes, tragédias, doenças etc. E nunca aparece uma menção de que precisamos converter-nos, voltarmos a praticar os Mandamentos, frequentar os Sacramentos corretamente, mudar de vida... A única conversão que certos eclesiásticos apregoam é a do abandono das riquezas, as quais devem ser “compartilhadas” para favorecer o socialismo e o comunismo.

Quase não se ouve um sermão que ataque a imoralidade. Muito menos que ataque a dessacralização. As Missas admitem, em sua maioria, um vale-tudo. Recentemente li a reportagem de um padre que promoveu em sua paróquia concurso de beleza com candidatas seminuas. Tive também de conhecimento de bispos que frequentam termas de banhos públicos. E houve até o fato de um sacerdote que celebrou missa numa praia, estendendo para isso uma toalha diretamente sobre a areia.

Enquanto tais eclesiásticos ficam inteiramente impunes, constatamos uma meticulosa investida contra sacerdotes que desejam celebrar o rito extraordinário da Missa. Por quê?

Quando acontece uma catástrofe espantosa como os terríveis incêndios que ocorreram em Portugal, exatamente no Centenário das aparições — tão mal comemorado —, somos informados que pessoas, famílias e anciãos foram devorados e carbonizados pelas chamas. Mas não aparece no noticiário, pelo menos não caiu sob meus olhos, qualquer referência a um pedido de perdão a Deus, a Nossa Senhora, uma promessa de emenda de vida, nada.

O fato de se ter difundido a falsidade de que “Deus não castiga” está na raiz dessa maneira naturalista de considerar aqueles trágicos acontecimentos. Quem responderá por isso diante de Deus?

Em face dessa trágica situação, devemos manter a esperança em Nossa Senhora e a certeza de seu triunfo. Isto é o que nos move a lutar sem descanso, sem afrouxamento, a fim de se obter esse triunfo prometido em Fátima.

( * ) Marcos Luiz Garcia é escritor, conferencista e colaborador da ABIM

ACRAL diz ser urgente a construção do Hospital Central do Algarve

O Serviço Nacional de Saúde no Algarve não está a melhorar, está a piorar. A falta de recursos humanos no sector está a tornar-se crónica, por isso é tempo de perguntar por que razão a região não consegue atrair mais profissionais de saúde, defende a ACRAL.
“O Centro Hospitalar do Algarve está sem directores dos departamentos clínicos, depois da demissão dos anteriores; aumentou a conflitualidade laboral e há falhas graves nos serviços de urgência das unidades de Faro e Portimão”, recorda o presidente da associação.
Segundo Álvaro Viegas, todos os indicadores pioraram: “tempo de espera nas urgências e para consultas, cirurgias realizadas e primeiras consultas”.
Para o dirigente, “tudo isto é público e nada disto contribui para atrair clínicos para a região, pelo contrário, até justifica a saída de muitos médicos para o sector privado ou para outras zonas do país”.
“Apesar dos vários incentivos – financeiros e outros – criados para trazer médicos para o Algarve, quando se abrem vagas para os quadros das unidades de saúde da região, os concursos ficam desertos”, salienta Álvaro Viegas.
As razões, acrescenta o presidente da ACRAL, “são as já expostas, que redundam em falta de condições de trabalho dos profissionais de saúde, com unidades sobrelotadas e recursos humanos insuficientes”.
“Por maioria de razões”, conclui Álvaro Viegas, “é urgente a construção do Hospital Central do Algarve, até como forma de chamar para a região mais e melhores profissionais de saúde”.
Fonte: BPS

Ministro da Ciência do Brasil esteve no Biocant Park

O Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do Brasil, Gilberto Kassab, visitou o Biocant Park, no âmbito de um programa de visitas a centros de ciência e tecnologia nacionais, a convite do seu homólogo português.


Acompanhado por responsáveis setoriais do seu ministério, aquele membro do Governo brasileiro foi recebido por João Moura, presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, na qualidade de presidente do Conselho de Administração do Biocant, que no decurso da visita às instalações (encontro), apresentou os contornos do único parque de ciência especializado em biotecnologia e os projetos de investigação e de transferência de tecnologia em curso nas empresas e instalações aí instaladas.
Outro assunto que mereceu particular destaque foi a cooperação que o Biocant tem vindo a desenvolver com entidades de vários países.
Relativamente ao Brasil, a expetativa é a de que esse processo se intensifique a partir de intercâmbios e acordos já formalizados ou a formalizar, sendo de destacar a este nível o memorando de entendimento celebrado com o Ministério da Ciência brasileiro, em 2013, e o protocolo estabelecido com o Governo do Estado do Ceará, em 2014. Neste documento, as entidades signatárias propõem-se “dinamizar a transferência de biotecnologia entre as instituições de ensino e/ou pesquisa, quer públicas quer privadas, que sejam associadas aos projetos que vierem se constituir ao abrigo do acordo”, bem como “elaborar um programa de formação avançada e mobilidade académica entre o BIOCANT – Portugal, instituições de ensino e pesquisa que o apoiam e instituições de ensino e pesquisa localizadas no Brasil”, estando também prevista a “busca de fontes de financiamento comuns”, para a sua execução.
Quanto às modalidades de cooperação, elas passam pelo “intercâmbio de cientistas, técnicos, peritos e estudantes no âmbito do desenvolvimento de recursos humanos”, a “formulação e implementação de programas e projetos de pesquisa de interesse comum”, a “partilha equitativa de resultados consequentes da pesquisa conjunta”, o “intercâmbio de informação científica e tecnológica” e a “organização bilateral de seminários, conferências e workshops em áreas de interesse mútuo”.

Recorde-se ainda que, no campo da cooperação internacional, o Biocant celebrou há poucos dias um memorando de entendimento com o CIATEJ, A.C - Centro de Investigação y Assistência em Tecnologia do Estado de Jalisco, no México, tendo em vista a cooperação no campo da investigação científica e tecnológica através de projetos e iniciativas a desenvolver em parceria. 

Gervásio Lobato: a actualidade apanhada em flagrante delito


Diz-se em camisa como quem diz em cuecas. Estávamos no final do séc. XIX quando Gervásio Lobato – por sinal tio-tetravô do humorista Nuno Markl – escreveu aquele que é um dos romances que melhor satiriza a vida quotidiana do mundo burguês alfacinha de então. Estranhamente, um livro que se mantém tão actual que é como se ainda nos pudéssemos cruzar com as suas personagens nas ruas do Chiado, no centro da cidade, apanhadas em flagrante delito. Em camisa, dir-se-ia na altura. De esquecido e arrumado a um canto sem a glória devida, Lisboa em Camisa regressa às livrarias a 19 de Julho com o cunho da Guerra e Paz.
Publicado pela primeira vez em 1882, em jeito de folhetim, do Diário da Manhã, este é um livro que esmiúça comportamentos, ridiculariza-os e leva-os a um extremo em que o riso é inevitável. Lisboa em Camisa conta-nos as peripécias da família Antunes, oriunda do Algarve, que se instala em Lisboa, na Rua dos Fanqueiros. Uma acutilante paródia cujo foco passa pela decadência da nobreza, ascensão da burguesia, aparecimento das profissões liberais e início da industrialização, num registo que roubou este comentário a Manuel Pinheiro Chagas: «São […] uns folhetins admiráveis, cheios de verdade, de fina observação, com tipos engraçadíssimos, quadros cómicos de um chiste inexcedível».
Outrora um dos grandes nomes do humor português, Gervásio Lobato é hoje um autor recordado apenas por uma rua com o seu nome em Campo de Ourique. Jornalista e ro­mancista, o seu humor e comicidade passaram de mãos em mãos, de geração em geração.Lisboa em Camisa foi, desde a publicação em 1882, o seu mais estrondoso êxito, com inúmeras edições. O tema é Lisboa, uma Lisboa que o autor despe ou surpreende em camisa. Um romance que lido hoje é a actualidade apanhada em flagrante delito.

LISBOA EM CAMISA
Gervásio Lobato
15x23
240 páginas
16,00 €
Ficção / Romance
Nas livrarias a 19 de Julho
Guerra e Paz Editores



R. Conde Redondo, 8, 5.º Esq.
1150-105 Lisboa | Portugal

Animação de Verão da Praia da Tocha 2017 > Cantanhede ConVida! - Município de Cantanhede



Animação de Verão da Praia da Tocha 2017 > Cantanhede ConVida! - Município de Cantanhede.
Viva a alegria, quer seja no campo ou na praia.