domingo, 17 de setembro de 2017

“Discurso econômico, arma da minoria rica”


Grupo de economistas rebeldes insurge-se contra narrativas hegemônicas que exigem, diante da crise, novos sacrifícios do povo. Para eles, é hora da redistribuição de riquezas

Theotonio dos Santos e outros | Outras Palavras | Imagem: Tse Yim On

O debate econômico no Brasil encontra-se profundamente bloqueado e vem sendo insistentemente usado como chantagem contra o povo. Diariamente governo e imprensa exigem o sacrifício popular dizendo que não há saídas sem retrocessos, como a proposta de “reforma” da previdência, que na prática acaba com a aposentadoria. Por isso, as propostas que visam solucionar a crise através da distribuição de riqueza precisam voltar à tona com urgência e de maneira contundente.

É dentro desse “espírito” que um conjunto de economistas e profissionais da área econômica apresentam um manifesto para aprofundar o diálogo social sobre a economia, que deve servir ao povo. A iniciativa visa promover uma inserção mais organizada no debate público e desmontar as narrativas hegemônicas da economia que oferecem como única saída o sacrifício do povo trabalhador.

Apresentamos o manifesto “Economistas pelo Brasil”, que condensa, em linhas gerais, o que seria uma política econômica da maioria. Trata-se de um documento assinado por economistas e profissionais da área econômica, aberto a novas adesões (acesse aqui).

Economistas pelo Brasil

A riqueza brasileira

Somos mais de duzentos milhões de brasileiros e brasileiras de diversas origens, com uma diversificada produção cultural e uma forte resistência. A gente brasileira é nossa maior riqueza. Mas não é a única.

Nosso país não é pobre! Nos mais de 8 milhões de quilômetros quadrados de território nacional temos gigantescas riquezas naturais. Temos imensa capacidade hídrica (navegável e potável) e a maior taxa de incidência de energia solar do mundo. Estas duas riquezas combinadas são as principais fontes da vida, de energia limpa e renovável, e de produção de alimentos.

Nosso território nos legou também importantes jazidas minerais como ferro, bauxita, manganês e, contra todas as projeções antinacionais, o petróleo. Temos ainda o quase monopólio do nióbio, mineral essencial para a produção de produtos microeletrônicos e aços especiais.

O Brasil não é pobre! Sempre foi produtivo. Fomos uma das colônias que mais promoveu a riqueza das metrópoles, mesmo antes da descoberta do ouro, do ciclo do café e da industrialização. Hoje, produzimos a nona maior riqueza do mundo. Somos ainda, apesar de todos os recuos, a nona maior indústria mundial.

Mais do que possível, é necessário orientar coletivamente essas potencialidades para combater a crise atual, fazer as transformações estruturais necessárias, promover e satisfazer as necessidades de nossa comunidade nacional.

A economia contra o povo

O grande potencial econômico do país não tem sido usado em favor do povo. Todas as potencialidades são ocultadas por um discurso de crise que nos apresenta como um país pobre cuja saída única é a manutenção e o aprofundamento do sacrifício popular.

O discurso econômico tornou-se, nos últimos anos, a principal arma política da minoria rica e poderosa contra o povo. Em nome da economia, e de uma falsa saída para a crise, estão tirando nossos direitos, corroendo o orçamento público, entregando instrumentos de soberania nacional e de desenvolvimento econômico.

A solução dos problemas da vida do povo brasileiro não pode ser secundada, não pode ser um desdobramento da solução dos “problemas econômicos”. As questões econômicas não estão separadas das questões sociais e muito menos políticas. O discurso que as separa está interessado em se apropriar da economia para manter e aprofundar os privilégios de uma minoria exploradora, gananciosa e mesquinha que controla nosso país há séculos.

Para isso contratam um sem número de assessores, bacharéis e PHDs que criam um gigantesco arcabouço ideológico, aparentemente técnico, isento e neutro a fim de ocultar as nossas imensas riquezas e a evidente razão política de nossa penúria. Esses “especialistas” transformam a ciência econômica em assunto somente para iniciados, pois a “tecnificação” do discurso é um método eficaz para alienar o povo do debate. Criado o repertório ideológico que conduz o povo à apatia e à não reação, repetem-no diariamente através do monopólio dos meios de comunicação. Para eles, nós somos o problema. Nossa resistência e luta prejudica seus lucros.

Frente a esse discurso, que nos coloca como problema, oferecemo-nos como solução!

Por uma economia a serviço do povo

Solucionar os problemas sociais é o objetivo de qualquer economia democrática. A produção de riqueza não é um fim em si, mas um meio para atingir o bem-estar social e a felicidade. No âmbito de uma nação isso significa orientar a economia de acordo com as necessidades e os interesses das maiorias. A economia deve estar a serviço de seu povo e não o povo a serviço da economia.

Mas isso só ocorrerá na medida em que povo retornar à cena política e voltar a reivindicar o poder. Não existe uma única solução para as equações econômicas atuais. Existem várias! As medidas propostas pelo governo atual se destinam a resolver o problema do andar de cima, dos ricos que tomaram de assalto o poder nacional. Está claro que os problemas econômicos atuais são de natureza política. Falta dinheiro para nós, mas sobra para os grandes monopólios e para as trapaças palacianas. O problema econômico é claramente um problema da política, um problema de poder, portanto. Os problemas econômicos só serão resolvidos em favor das maiorias quando estas controlarem o poder político. Para contribuir nesse processo é que lançamos esse manifesto.

É preciso mostrar a todos e a todas que não cabem mais ilusões. A saída da crise não reside nas fórmulas fracassadas da austeridade fiscal, que apenas leva à recessão e a ampliação ainda maior do desemprego e da pobreza. A saída da crise passa, entre outros, por profundas reformas que beneficiarão o povo brasileiro e para isso será necessário ampliar a luta social. Por uma nova política econômica baseada na ampliação dos gastos em infraestrutura e serviços sociais básicos, buscando o aumento da demanda, do investimento, do emprego e dos salários. O que cabe agora, além de demonstrarmos nossa indignação e revolta, é contribuir decisivamente para que as pessoas tenham consciência de que é possível uma vida melhor e percebam que as mudanças que necessitamos serão fruto de amplas lutas sociais, construindo uma saída para a crise.

O momento exige um programa econômico de cunho nacional e popular, que sirva aos interesses da maioria da sociedade brasileira. Que coloque o Brasil como um vetor de integração econômica, política, social e cultural na América Latina, baseado na solidariedade, no cooperativismo e na sustentabilidade. O Estado, controlado pela sociedade, mais do que assumir um papel de indutor do desenvolvimento sustentado, do bem viver e da justiça social, deve incentivar as diversas iniciativas populares que resistem, a despeito da dominância econômica dos grandes monopólios e conglomerados.

Para isso, é preciso uma ampla aliança dos sindicatos e centrais sindicais, dos servidores públicos, artistas e coletivos de cultura, Universidades, Movimento Negro, Feminista, Indígena, LGBT, estudantil, das periferias, de parlamentares democráticos e de setores empresariais que se associem ao desenvolvimento e justiça social do país.

Precisamos elaborar um projeto de soberania e autonomia que enfrente a condição de dependência e de subdesenvolvimento do Brasil, partindo de um amplo compromisso que fortaleça, entre outros, a saúde e a educação pública, que promova a paz no lugar da guerra do estado contra seu povo, que promova a soberania alimentar, valorize a habitação popular e o transporte público e, de um modo geral, eleve a autoestima e as condições econômicas, sociais, culturais e espirituais do povo brasileiro, desmercantilizando as relações sociais de maneira progressiva.

Cremos que é necessário criar um amplo debate sobre os rumos de nossa economia, dialogando nas periferias, nos bairros, nas igrejas, aprofundando a consciência sobre a economia nacional e forjando no seio do povo um programa econômico viável que aponte saídas imediatas para a crise brasileira. Propomos aos economistas comprometidos com os interesses nacionais e populares a se lançarem nesse processo, a confiar no diálogo e no aprendizado junto ao povo para construirmos em conjunto uma saída para a crise.

Elencamos abaixo algumas propostas no intuito de estimular o debate desde já e não como fórmula pronta e acabada que deverá ser seguida por todos. Nosso único fundamento inegociável é combater a política econômica que explora e empobrece o povo e criar um programa econômico que esteja a favor da maioria da população brasileira. Para isso elencamos 11 objetivos e suas fontes de financiamento para uma nova economia de combate à crise social e de avanço nas reformas estruturais:

Garantir o emprego e recuperação dos salários.
Promover a distribuição da renda e da riqueza, erradicar a miséria e a pobreza.
Educação pública, de qualidade, em todos os níveis, para toda a população.
Saúde pública de qualidade para toda a população.
Democratizar a justiça, pela Paz social
Alimentos saudáveis para toda comunidade.
Moradia e transporte.
Ciência e tecnologia.
Promover a Integração nacional e infra-estrutura.
Fazer a Reforma Agrária e reforma urbana
Soberania nacional e superação da dependência externa.

Trata-se de objetivos factíveis. Para alcançá-los, como pressuposto, devemos revogar a Emenda Constitucional 95 que impos um teto de gastos por 20 anos para despesas primárias, o desmonte dos direitos trabalhistas e impedir a aprovação do desmonte  da Previdência. Devemos também barrar as privatizações que abrem mão de ativos públicos estratégicos, bem como devemos impedir a entrega da reserva amazônica.

Devemos contar com os seguintes instrumentos de financiamento e execução:

Reforma Tributária que cobre mais de quem tem mais e menos de quem tem menos.
Cobrança efetiva da Dívida Ativa da União.
Combater a sonegação de impostos.
Redução da taxa básica de juros (SELiC).
Auditoria da dívida e recomposição da capacidade de endividamento público, de modo que ele sirva ao investimento produtivo e não ao parasitismo financeiro.
Venda de parcela das reservas internacionais.
eadequação do saldo da Conta Única do Tesouro.
Declaração de nulidade da dívida dos Estados e Municípios e revisão do pacto federativo.
Fortalecimento dos Bancos Públicos.
Controle democrático sobre o Banco Central.
Avançar no combate à corrupção.
 Controle de capitais e do câmbio.
Controle nacional de setores estratégicos: energia, minério, petróleo, comunicação,  água e química.

Essa é nossa proposta inicial para uma discussão democrática e republicana. São soluções factíveis para iniciar – aqui e a agora – a saída popular para a crise e plantar as sementes de uma nação socialmente justa e politicamente soberana. O detalhamento dessas propostas serão desenvolvidos no curso do debate e podem ser acessados pelo portal do manifesto (acesse aqui).

Alisson Oliveira de Souza Carvalho, economista e mestrando IE UNICAMP
Arland Costa, economista e mestrando em Sociologia Política – UFSC
Camilla dos Santos Nogueira, economista e doutoranda PPGPS- UFES
Coletivo Política Econômica da Maioria (POEMA)
Daniele Knihs, bacharel em economia, mestre em geografia – UFSC
Diógenes Moura Breda, economista e doutorando IE UNICAMP
Evaldo Gomes, economista e doutorando IE UNICAMP
Fernanda Cardoso, economista e professora da UFABC
Gerson Correa Leite, economista e empresário
Guilherme Lopes, economista e mestrando IE UNICAMP
Guilherme Schwochow Fissmer – economista UFSC
Hugo Rezende Tavares, economista e mestrando em Economia Política PUC/SP
Jônatas Nery, bacharel em economia-Ufes e mestrando em Política Social – Ufes
Karina Fernandes, economista e mestra em Integração da América Latina USP
Marianna Braghini Deus Deus, socióloga pela Escola de Sociologia e Política
Mari Lucia Zonta, analista tributária da Receita Federal do Brasil
Odilon Guedes, economista e Professor da FAEC
Paris Yeros, Professor de Economia da UFABC  e editor da revista Internacional Agrarian South
Pietro Caldeirini Aruto, economista e doutorando IE UNICAMP
Rafael Albuquerque Poddixi, bacharel em economia – UFSC
Rayssa Deps Boleli, economista e mestranda IE UNICAMP
Sammer Siman, economista e mestre em Política Social (UFES)
Tais Cangussu, Doutoranda no Programa de Pós Graduação de Serviço Social UFSC
Theotonio dos Santos, economista e Presidente da Rede e Cátedra UNESCO sobre Economia Global e Desenvolvimento Sustentável – REGGEN
Venâncio de Oliveira, economista e doutorando em Economia Internacional pela UNAM
Vitor Hugo Tonin, economista e doutorando IE UNICAMP
Zacarias Gama, Professor da Faculdade de Educação, UERJ
*Antonio Martins é Editor do Outras Palavras

Angola | Gorbatchov e Deng Xiaoping, igual a Mudança!



«Como o título acima dá a perceber, vou tratar de uma expressão e o seu contrário que levou João Lourenço a se pronunciar quanto à sua linha de pensamento político para o País»

1. Como ponto prévio, dizer que estas linhas estão a ser escritas antes da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) apresentar os resultados definitivos do acto eleitoral do passado dia 23 de Agosto, pelo que não sabemos se, de facto - e tudo parece indicar que sim - o MPLA venceu as eleições e, por extensão, o general João Manuel Gonçalves Lourenço e o Doutor Bornito de Sousa Baltazar Diogo foram eleitos, respectivamente, Presidente e Vice-Presidente da República. Ainda que a empresa de rating Moody"s já admita como definitivos os resultados provisórios e que o País vai entrar numa onda de estabilidade política. O que não parece pelas tomadas de posições da Oposição. E que, também, este texto é um pouco um lamento...

2. Como o título acima dá a perceber vou tratar de uma expressão e o seu contrário que levou João Lourenço a se pronunciar quanto à sua linha de pensamento político para o País, caso se confirme a sua eleição como o Mais Alto Magistrado da Nação.

3. Quando, em entrevista/análise ao matutino português Público, de 25 de Agosto e publicada no dia 26, logo após os primeiros números apresentados pela CNE, eu aventei que João Lourenço poderia ser um Gorbatchev (ou Gorbatchov) angolano, como intitulou o Público a minha entrevista/análise «Se o deixarem, João Lourenço "pode ser o Gorgatchov do MPLA"»; esta minha ideia, foi repetida na análise que concedi à secção portuguesa da emissora alemã Deutsche Welle quando, ma mesma linha do Público e segundo os primeiros resultados da CNE, me solicitou essa «Só haverá mudanças em Angola se o futuro Presidente tiver força para se impor, defende analista ouvido pela DW, que vê em João Lourenço um possível "Mikhail Gorbachev angolano" (..) criando uma "Glasnost". Espera-se uma "glasnostização" da política angolana».

4. De notar que a expressão "Glasnostização da política angolana" apareceu, pela primeira vez num artigo académico que escrevi para o Africa Monitor.

5. Surpreendentemente, logo no domingo seguinte num programa de análise política, onde o humor, não poucas vezes, prevalece, de uma televisão portuguesa, um comentador referiu que, citando-me sem me identificar, "alguns esperam que ele seja uma espécie de Gorbachov, (foi a expressão utilizada pelo comentador e por mais de uma vez...)".


VER MAIS EM PULULU - As minhas intervenções no período eleitoral – antes e depois

*Eugénio Costa Almeida, Ph.D (DSSc | Investigador/Researcher/Pós-Doutorando

**Eugénio Costa Almeida – Pululu - Página de um lusofónico angolano-português, licenciado e mestre em Relações Internacionais e Doutorado em Ciências Sociais - ramo Relações Internacionais - nele poderão aceder a ensaios académicos e artigos de opinião, relacionados com a actividade académica, social e associativa.

Angola | OS MALANDROS ROUBARAM AS ELEIÇÕES


Raul Diniz | opinião

Apesar da unilateralidade decisória no controle das eleições do passado dia 23 de Agosto de 2017, o pensamento inflectido nelas, teve um condão binária de interesse reprovável na combinação entre a CNE e o MPLA. Apesar dessa indisfarçável combinação dos autores dessa Mega fraude, eles esqueceram-se da vontade de mudança do soberano indecentemente roubado pelos malandros espertalhões do MPLA/CNE.

Nenhum candidato ao cargo de presidente da republica é respeitado quando carece de legitimidade para sê-lo, sobretudo quando se trata de um candidato desbotado feioso e pau mandado, feito chimba e/ou sipaio ao serviço de interesses que nada têm haver com a defesa dos interesses do povo.

João Lourenço não só se vale da fraude, como também ele representa o indigesto anacronismo de uma ditadura em ebulição a caminho do fim. Que fique claro, que João Lourenço não é nenhum líder com carisma inegável. Ninguém se transforma em líder de um povo ou de um país por indicação de um ditador gatuno e corrupto.

Aliás, João Lourenço não foi indicado como candidato pelo presidente gatuno da republica das banas, pela excelência nobre da sua integra capacidade de servir o povo com altruísmo, e extremoso voluntarismo.

De um lado assistimos a conhecida posição mentirosa da CNE, e do outro a visão indecorosamente promiscua do MPLA. A dureza da nossa realidade demonstra a adversidade incongruente da megalomania intrínseca dos assoberbados gatunos do MPLA. É uma vergonha um partido no poder a 42 anos ter que roubar eleições como principio basilar para ganhá-las.

Como já dizia Estaline, não importa quem vota, o que importa mesmo é quem conta os votos. Esse aprendizado foi seguido à risca por José Eduardo dos Santos na escola da KGB estalinista.

Esses arautos fanfarrões devotos da gatunagem do voto popular, desta vez foram apanhados, A partir de agora não é necessário a UNITA, a CASA-CE, o PRS ou FNLA provarem nada. Eles mesmos deram-nos os comprovativos que todos desejávamos que comprovam a eminencia da fraude eleitoral que se encontravam escondidos no mais profundo oceano encapelado da esfuziante mentira satânica.

O MPLA desta vez deu uma tremenda bandeirada no decurso da insidiosa trapalhada golpista. Desta vez a vaidade deles ficou comprometida de todo, agora não há mais volta, é impossível fazer um volte-face para tentar remendar as coisas com os habituais discursos inconsistentes de uma aleivosa inocência encrespada. O MPLA/JES, desta vez foi longe de mais, aliás, os donos de Angola foram atrevidos, destemidos e corajosos ao por terem o desplante de inviabilizar descaradamente a vontade do soberano, invalidando-lhe o voto.

Esses miseráveis de inteligência medíocre, pensavam que o povo os amava de tal maneira, que nem sequer se coibiram em encobrir e/ou esconder as lacunas e falhas surgidas no imediato momento em que decidiram patrocinar a consumação da fraude eleitoral anunciada em directo pela tenebrosa CNE. Quão gritante é falta de discernimento dessa cambada de bandidos. As múltiplas versões apresentadas pela porta voz da mentira para tentar justificar a roubalheira descarada do voto popular, surpreendeu mesmo negativamente alguns membros do MPLA candidatos a deputados. Nada justifica roubar eleições, não há explicação cabível que justifique criar tamanho desconforto sofrível ao empobrecido povo explorado pelos gatunos de eleição.

O medo está a tomar conta dos promotores dessa gigantesca fraude. Juntos, o MPLA e a CNE, roubaram a alegria dos angolanos, que sinalizavam o desejo de mudar o cenário politico nacional, uma vez mais, o MPLA, tendo a cabeça o ditador sanguinário JES, e, seus capangas capitaneados pela figura sinistra do general Nelito Kopelipa, decidiram unilateralmente anular a vontade de mudança expressa pelo voto da maioria dos eleitores.

O MPLA/JES está vergonhosamente embaraçado com a dimensão que tomou o ato repugnante do roubo das eleições, tanto a nível nacional como internacional. Os malandros tentam agora desesperadamente justificar o injustificável, acusando de soslaio a oposição de estar a perturbar o processo eleitoral.

Preocupados com a repercussão negativa, eles buscaram incriminar a oposição na vã tentativa de inverter a verdade, transformando a mentira em verdade, debalde. Essa já não pega, nem engana mais os angolanos. Essa peça teatral mal ensaiada, serve apenas serve para iludir e/ou alimentar o alter-ego do Paulo Portas, o presidente da republica portuguesa, o antigo primeiro ministro cabo-verdiano e o ex-presidente da ditadura moçambicana Joaquim Chissano. Essa gente não amam o nosso povo, a ligação dessa gente a ao país restringisse apenas ter participação directa na divisão das nossas riquezas.

Escusado será negar que essas figuras da politica internacional falida têm uma ingente voracidade predadora pelas nossas riquezas. Eles são gaviões e cínicos sem nenhum sentimento altruístico, humanamente aceitável. Na realidade essas pessoas são autênticos animais híbridos, amigos do alheio e parceiros cínicos dos mentecapto, golpistas e ladrões de eleições.

Aprendi à custa de muito sofrimento, que o importante mesmo é mudar de vida e de sentimentos, sim mudar é importante, mas, que seja mudar para melhor e para o bem. Todos podem mudar de sentimentos e de posição.

Sobretudo dói a alma daqueles que como eu ajudaram a colocar no poder António Agostinho Neto em 1975, porém, erramos e erramos feio ao apoiarmos há 38 anos atrás, José Eduardo dos Santos a ser presidente da republica. Esse é de facto o meu maior arrependimento, foi uma tremenda falha racional ter apoiado um gatuno, corrupto e assassino nascido em São Tomé e Príncipe, a tornar-se presidente de Angola.

Após a descoberto da monstruosa fraude, o MPLA nunca mais será o mesmo, jamais terá a atenção dos militantes, sobretudo daqueles que hoje vivem cabisbaixo, penosamente desiludidos e envergonhados, pelo ato terrível praticado pela direcção do MPLA partido-estado.

Hoje sofro ainda as consequências dessa minha particular participação de ajudar entronizar o tirano no poder. Porém a decisão que tomei no passado de não acompanhar JES e o grupo de intocáveis que o seguem cegamente foi decididamente acertada. Seria uma imprudente ilusão lutar especiosamente contra os sentimentos espúrios dessa gentalha corrupta, e ao mesmo tempo participar do banquete do saque, e/ou praticar os mesmos actos criminoso de banditismo político-social.

O sonho da mudança requerida pelo povo não foi de todo assassinado, ainda há esperanças. O que aconteceu foi apenas um adiamento temporário. Hoje, as eleições em Angola têm dono, e o dono tem um nome, e o nome tem um endereço, o nome e o endereço desse crápula todos conhecemos.

O MPLA pode ser conduzido actualmente por gente de sentimentos dúbios, Porém, nada vem por acaso, em certa medida o povo ganhou, pois, agora o povo já conhece quem é João Lourenço, o que ele represente, e o que se pode esperar de um pau mandado! Nada né… Com sinceridade, tenho até pena de João Lourenço, mas por outro lado sinto nojo dele, o motivo desse nojo existe pela adulação que ele nutre pelo seu chefe.

A situação de João Lourenço ficou clara, percebe-se agora quão obediente e submisso João Lourenço terá que ser para JES, e se de facto quiser continuar presidente da republica até a próxima fraude eleitoral, simplesmente terá que ser de uma obediência canina com o general Nelito Kopelipa, o verdadeiro detentor do poder real em Angola. Camaradas, agora é oficial, ninguém mais pode duvidar, o MPLA, além de corrupto, também é gatuno de eleições.

Angolanos lideram matrículas estrangeiras em universidades brasileiras


A nacionalidade angolana é a campeã das matrículas de estudantes estrangeiros em universidades brasileiras, revela o Censo da Educação Superior, recém-divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, do Ministério da Educação do Brasil.

om 1.928 estudantes matriculados em universidades brasileiras, tanto públicas como privadas, número que representa quase o dobro da segunda nacionalidade mais expressiva - a paraguaia, com 1.091 alunos -, Angola lidera a lista de países estrangeiros presentes nas instituições de Ensino Superior do Brasil.

O pódio das principais nacionalidades estrangeiras é completado pela Guiné-Bissau, que tem 1.017 alunos em faculdades brasileiras.

Os números, referentes a 2016, constam do Censo da Educação Superior, recém-divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, do Ministério da Educação do Brasil.

Segundo o estudo, 45% dos estudantes estrangeiros matriculados nas faculdades brasileiras são do próprio continente americano, enquanto 28% saem de África, 14% da Europa, 11% da Ásia e 2% da Oceânia.

Depois de Angola, Paraguai e Guiné-Bissau as nacionalidades que mais frequentam as instituições de Ensino Superior do Brasil são do Japão (927), Argentina (905), Bolívia (855), Peru (795), Portugal (634), EUA (574), Cabo Verde (561), Uruguai (499), Colômbia (452), Chile (402) e Haiti (352).

O Censo da Educação Superior do Brasil indica ainda que das 2.407 instituições existentes no país, 87,7% (2.111) são privadas e 12,3% são públicas (4,45% federais; 5,11% estaduais, e 2,74% municipais).

Brasil de "fronteiras abertas" para estudantes da CPLP

Os números ainda não reflectem o impacto do acordo assinado em Abril deste ano pelo Presidente do Brasil, Michel Temer, para facilitar a concessão de vistos a estudantes dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

No acto de ratificação desse compromisso, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, o Chefe de Estado brasileiro destacou a necessidade de criação de pontes, num mundo cada vez menos ligado.

"No cenário internacional, há uma tendência isolacionista, mas nossa resposta é mais diálogo e cooperação. O Brasil se abre ao mundo na busca de um futuro melhor, mais particularmente para o mundo lusófono, facilitando a circulação de nossos jovens", declarou Michel Temer, citado pela agência Brasil.

De acordo com o Presidente, o novo compromisso vai "favorecer o desenvolvimento económico educacional técnico e social de outros países", através da promoção de uma maior mobilidade dos jovens.

Novo Jornal | Foto: Kindala Manuel/JAImagens

“Ídolos”: Ministério Público dá razão ao jovem ridicularizado em 2015. Este exige cem mil euros


Daniel Alexandre, foi ao programa ídolos e acabou por sofrer de bulling
Daniel Rebelo participou no concurso de talentos da SIC em 2015 e sentiu-se ridicularizado pela produção do programa, que lhe aumentou as orelhas na pós-produção. O Ministério Público (MP) deu razão à acusação e o jovem pede uma indemnização de cem mil euros.

O MP deu razão ao jovem que acusou de difamação seis profissionais da SIC – entre elas, Júlia Pinheiro, na altura diretora de conteúdos, e Gabriela Sobral, diretora de programas, – noticiou o “CM”. “Os arguidos, através de efeitos especiais e manipulação de imagem, transmitiram imagens das orelhas do assistente [Daniel Rebelo] sempre a aumentar de forma ridícula e exagerada”, esclareceu órgão jurídico.

Em causa está um vídeo que foi transmitido durante um dos episódios do programa, ainda na fase de “castings”, em que Daniel Rebelo surge a cantar ao mesmo tempo que as suas orelhas são aumentadas através de um efeito colocado pela produção do programa.

O episódio aconteceu na chamada “fase dos cromos” do formato, em que os concorrentes com menores potencialidades vocais eram alvo de paródia por parte dos jurados e da produção.

Desta vez, porém, a produção terá ido longe de mais, de acordo com a acusação. O advogado do jovem considera que as milhares de visualizações do vídeo, nas redes sociais ou no YouTube, chegaram a “todos os amigos e conhecidos” e ao “povo em geral”, que passaram a “intitulá-lo como o ‘Orelhas'”.

O antigo concorrente do conhecido programa da SIC apresentado por João Manzarra exige uma indemnização de cem mil euros, na sequência dos insultos e gozo de que foi alvo. “Deixou de frequentar a escola, o que levou à consequente perda do ano letivo, deixou de comer, emagrecendo de forma preocupante, deixou de dormir, de sair e de conviver com os seus amigos”, referiu ainda o advogado, citado pelo mesmo jornal.

Recorde-se que Daniel Rebelo fez, mais tarde, uma otoplastia, uma intervenção cirúrgica que permite a correção de orelhas proeminentes.

TEXTO: Mafalda Carraxis
Fonte: N-TV

Eu, Psicóloga | Vencendo a procrastinação



Quem tem TDAH, frequentemente enfrenta problemas com a procrastinação. Os especialistas afirmam que essa é a única doença que pode estar relacionada ao hábito frequente de procrastinar. O problema principal dessas pessoas é a dissociação do tempo presente.

É comum de acontecer com o portador, por exemplo, de sentar-se para estudar e trabalhar e depois de poucos minutos perder completamente a concentração e se pegar olhando para as paredes. Ele acaba desperdiçando horas nessa distração e tendo dificuldades em realizar aquela tarefa, que se torna maçante, cansativa e muitas vezes acaba sendo deixada de lado. 

Se você sofre com esse problema, saiba em primeiro lugar que não é o único, e que ele tem uma solução. Por mais difícil que possa parecer, se você usar as técnicas certas e encarar o problema de frente, sendo honesto consigo mesmo sobre sua condição, certamente poderá combate-lo e tornar-se uma pessoa muito mais centrada e produtiva. 

Hábitos e costumes são sim um pouco difíceis de mudar. Porém, é a persistência diária, somada de mudanças gradativas, que trazem os melhores resultados.

Se esforce para começar

O primeiro passo que você deve dar para vencer a procrastinação é: se esforçar para começar. Pode parecer óbvio e desnecessário falar isso, mas a realidade é que, muitas vezes, a maior fase da procrastinação é aquela que acontece antes da atividade ser iniciada.

Nós costumamos relutar muito em dar início a uma atividade necessária, especialmente se ela for difícil ou demorada. Em busca do prazer momentâneo de fazer algo apenas por diversão ou de simplesmente não fazermos nada naquela hora, vamos adiando nossas obrigações.

Adiar o início é algo que pode acabar se estendendo por muito mais tempo do que você imagina, prejudicando completamente os resultados que eram esperados.


Não vamos dizer que começar é simples, pois é realmente a parte mais complicada, que exige mais esforço. É o momento em que saímos da nossa zona de conforto, de um estado de total inércia, e nos esforçamos para fazer o que deve ser feito.

Quando precisar fazer algo, tente concentrar todas as suas forças no começo, sem pensar muito em tudo que terá que fazer dali pra frente. Assim, você conseguirá diminuir muito seu tempo de procrastinação.

Seja proativo

Para conseguir deixar a procrastinação de lado, você precisa ter proatividade. Ser proativo significa fazer alguma coisa por vontade própria. Ter atitude, ter vontade de fazer. É como quando um funcionário não espera ninguém lhe dar ordens para cumprir suas funções, ele toma a atitude de fazê-las. E quando terminou, procura outras.

Uma coisa que faz com que acabemos adiando nossas tarefas, desde as mais simples até as mais complexas, é encará-las como uma obrigação imposta pelo ambiente ou por alguém, e não como algo que faremos em nosso próprio benefício.

Se você deseja mudar sua condição de procrastinador, essa vontade tem que partir de dentro de si. Você deve avaliar como a mudança será benéfica, como ela vai facilitar a sua vida e diminuir seus problemas, e vê-la como uma coisa boa e não como uma obrigação.


A proatividade servirá como uma força, que vem de dentro e lhe impulsiona a ir em frente. Ela é como se fosse um motor do seu próprio corpo, que te coloca em movimento independente de qualquer fator externo. Em seguida, falaremos sobre como encontrar motivação.

Descubra o que te motiva 

Tudo aquilo que fazemos é porque de alguma forma fomos motivados. Essa motivação pode ser causada por dor, esperança ou consciência. Para superar a procrastinação,  trabalhe com a sua consciência e deixe que ela te motive.

Lembre-se de todas as conquistas que alcançou nas vezes em que deixou de procrastinar e partiu para a ação. Tente se recordar de tudo que seu esforço lhe trouxe de bom. Isso vai incentivá-lo a ir atrás da mudança e adquirir novos hábitos.

Pratique sua consciência para que ela, de forma automática, já lhe faça pensar quais serão as consequências quando você tomar determinada atitude. Não permita que sua motivação seja a dor ou a esperança, que podem não trazer os resultados imaginados.

Saiba diferenciar interrupção de procrastinação

Nem sempre parar de fazer alguma coisa é procrastinar. Algumas vezes, quando deixamos algo de lado, isso significa apenas que analisamos melhor a situação e percebemos que ela não estava trazendo resultado algum.

É importante saber diferenciar esses dois tipos de caso para não acabar se obrigando a dar continuação a uma atividade apenas pelo receio de procrastinar. Saber definir com clareza a real importância do que está fazendo irá te ajudar, a saber, a hora de desistir.

Quando estiver fazendo alguma coisa e pensando em desistir, pare e reflita. Analise quais são os pontos positivos e negativos que aquilo está lhe trazendo no momento e lhe trará no futuro. Pode ser que você perceba que não é bem como você havia imaginado.


Se o saldo dessa avaliação for negativo, ou seja, se estiver lhe atrapalhando mais do que lhe ajudando, talvez seja melhor desistir. Não se sinta culpado nem fraco, saiba que você fez uma boa escolha.



Fonte: Livro: Como vencer a procrastinação, mesmo sendo um adulto com TDAH. (Vinícius de Paula)

Eu, Psicóloga | Meu conselho para você hoje é: só se liberte!



Coloca aquela roupa que você adora e faça aquela maquiagem que levanta sua autoestima – e se não quiser passar maquiagem, está tudo bem também, já vai economizar um tempão na produção. Coloca aquele salto magnífico que faz você se sentir poderosa ou aquele All Star velho e sujo que você não lava há meses porque sabe que vai estar sempre sujando e prefere assim.

Está liberado o cabelo solto e sem pentear, e também está liberado a unha sem esmalte, beleza? Também está liberado usar um monte de bijuterias , com aquela mistura de dourado e prata e outras cores que você quiser, assim como está liberadíssimo ir sem nada. Só se liberta.

Se tiver que rir, ria bastante, até doer a barriga. Se der fome, coma à vontade. Se quiser beber, beba até cair. E se quiser chorar, chora até não ter mais lágrimas. Se quiser ficar mais, peça. Se quiser ir embora, peça também. Esquece o que os outros vão pensar e faça aquilo que você sentir vontade porque a vida é curta demais pra gente limitar certas atitudes libertadoras.

Curta o momento. Volte para casa realizada e com satisfação total de ter sido quem você é. Não está permitido ficar pensando no que você poderia ter feito, mas está permitido rir das coisas que você fez. Só se liberta. Se foi bom pra você, é isso o que realmente importa..

Está tudo bem se ele não te procurar depois daquele encontro maravilhoso. Sério mesmo. E também está tudo bem se você não quiser mais. Só se liberta. Nem sempre o que foi bom pra gente vai ter sido bom pro outro, mas não se aborreça, se valeu a pena pra você, então está no lucro. É chatinho aquele sentimento de insegurança que invade a gente, eu sei. Sei também que ele é inevitável, mas isso não quer dizer que precisamos nos consumir dessa energia negativa, né? Abstraia.

A gente só precisa se libertar – e sim, vou repetir isso várias vezes nesse texto que é pra você gravar bem e não esquecer. Quando a gente entende que a vida não segue um roteiro, fica mais fácil aproveitar esse mistério . E fica mais fácil ainda quando a gente não depende de ninguém para tornar nossos pequenos momentos em momentos inesquecíveis.

E é por isso que ser extremamente sincera com seus sentimentos facilita essa missão, porque mais gostoso do que lembrar das pessoas que nos fizeram companhia nos momentos importantes, é lembrar da nossa sensação de liberdade ao vive-los. Nada, absolutamente nada, paga aquela sensação de repetir a dose de nós mesmas. Aquela sensação de ter sido um pássaro, mesmo que por uma noite.

Aquela sensação de realização pessoal que nos invade e nos faz sentir satisfeitas com nós mesmas. Tão satisfeitas que até nos esquecemos de pequenos detalhes tão supérfluos como nossa maquiagem. Aquela sensação de dever cumprido e de ter vivido da maneira certa, mesmo que não haja uma. É desse sentimento que a gente precisa, é ele que precisa retornar sempre e que precisa nos viciar, sem culpa, sem arrependimentos e sem medo. Então, para manter nossa paz de espírito e nosso amor próprio sempre bem alimentados, vou reforçar: SÓ SE LIBERTE!