sexta-feira, 25 de maio de 2018

FC Porto encaixa 100 milhões com cedência de direitos televisivos à Altice

SAD do clube de Pinto da Costa vai conseguir com o negócio substituir passivos, maioritariamente financeiros
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A SAD do Futebol Clube do Porto cedeu à Altice os créditos de direitos de transmissão televisiva dos jogos da sua equipa sénior de futebol, numa operação que permitiu um encaixe financeiro de 100 milhões de euros, foi anunciado.
Num comunicado enviado à Comissão de Mercados e Valores Mobiliários (CMVM), a SAD do FC Porto explica que "os créditos cedidos servirão para colateralizar a emissão de obrigações titularizadas até ao reembolso integral das mesmas, tendo ficado assegurados mecanismos contratuais necessários para que a Futebol Clube do Porto -- Futebol, SAD possa recuperar a titularidade ou benefício económico dos créditos, uma vez terminada a operação".
Esta cessão de créditos, explica a SAD portista, insere-se no âmbito de "um processo de simplificação da estrutura de financiamento da Futebol Clube do Porto -- Futebol, SAD, conferindo-lhe assim maior estabilidade".
As receitas líquidas desta cessão destinam-se a substituir passivos, maioritariamente financeiros, acrescenta.
A Futebol Clube do Porto -- Futebol, SAD decidiu igualmente não exercer a opção de aumento do montante do empréstimo obrigacionista "FC PORTO SAD 2018-2021", fixando-se este em 35 milhões de euros, 10 milhões abaixo do empréstimo obrigacionista que o precedeu.
DN

Vítimas dos incêndios exigiram em Coimbra recuperação das habitações

Dezenas de famílias atingidas pelos incêndios de outubro de 2017 exigiram hoje, em Coimbra, a resolução dos seus problemas de habitação e outros decorrentes da tragédia.
“É indispensável reconstruir as habitações permanentes e não permanentes”, disse João Dinis, da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), frisando que “muitas famílias não têm capacidade financeira” para recuperar as casas destruídas pelo fogo, nos dias 15 e 16 de outubro.
O dirigente da CNA, uma das organizações que promoveram a concentração, junto à sede da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), criticou o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, por ter afirmado que 1.000 casas destruídas pelos fogos de 2017 já foram reabilitadas.
“Até parece que o senhor ministro confunde 10 com 1.000″, disse João Dinis, considerando que o balanço de Pedro Marques “não corresponde à realidade que se passa no terreno”.
Sete meses após a tragédia de outubro e quase um ano depois do incêndio que eclodiu em Pedrógão Grande, em junho, lavrando durante vários dias em concelhos vizinhos, nos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco, “há centenas de habitações que não estão ainda a ser reconstruídas”, referiu, para lamentar também que “muito poucas” casas já tenham sido entregues aos seus donos.
Relativamente às residências secundárias, o Governo e os presidentes das câmaras municipais “deixaram de falar do assunto, para ver se a gente se esquece” do problema, afirmou.
Na maioria dos casos, segundo João Dinis, a habitação não permanente “é a única que pertence” aos proprietários, designadamente pessoas que vivem em Lisboa, Porto, Coimbra e outras cidades portuguesas ou que emigraram para outros países.
“Deixem lá o pingue-pongue entre Governo e câmaras”, reclamou.
Também Nuno Pereira, porta-voz do Movimento Associativo de Apoio às Vitimas dos Incêndios de Midões, no concelho de Tábua, distrito de Coimbra, alertou para os problemas de alojamento que afetam “muitos dos lesados” daquele e de outros municípios do interior atingidos pelos incêndios.
“Há pessoas que continuam em situações desagradáveis”, salientou.
Uma delegação dos manifestantes entregou a um funcionário da CCDRC um documento com as reivindicações, dirigido ao primeiro-ministro, António Costa, e ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.
O protesto foi uma organização conjunta da CNA, MAAVIM e – Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (ADACO).
Lusa

Marta Soares diz que Bruno de Carvalho “só enxovalhou, insultou”

"Tenho vergonha de um dia dizer as coisas que, efetivamente, sei sobre ele", referiu Marta Soares ao Expresso, aproveitando para desmentir Bruno de Carvalho.
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Em declarações ao Expresso, Jaime Marta Soares, presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) do Sporting, desmentiu algumas das declarações feitas por Bruno de Carvalho em conferência de imprensa e lamentou o tom do líder leonino na reunião que manteve com a MAG esta quinta-feira em Alvalade.
"Nós falámos apenas meia hora e ele duas horas e meia. Não deixou falar ninguém só enxovalhou, insultou. Cheguei a dizer-lhe que só me insultava quem eu deixava, não quem queria. Depois, também quis que assinássemos a ata da reunião anterior, só que era a ata Bruno de Carvalho, onde estavam as coisas que ele tinha dito e também as que não tinha dito. Avisei-o, também, que este não era o melhor caminho para ele, porque eu tenho vergonha de um dia dizer as coisas que, efetivamente, sei sobre ele".
O líder da MAG desmentiu ainda Bruno de Carvalho sobre a questão de ter estado em cima da mesa a formação de uma comissão de gestão, garantindo que já tem 4 mil assinaturas para a convocação de uma assembleia de destituição, quando são necessárias apenas mil.
"Apresentámos a proposta A: se aceitasse renunciar ao cargo esta quinta-feira, ele manter-se-ia na gestão do clube e marcaríamos eleições para 19, 26 ou 29 de Agosto. Ele escolheria a data que melhor lhe servisse. Esta, disse-lhe eu, era a melhor forma de parar com esta instabilidade. Disse-lhe também que a MAG tinha quatro mil assinaturas, quando são apenas precisas mil, e que as apresentaria quando ele accionasse os serviços para a sua validade. Nunca falámos numa comissão de gestão, isso é uma mentira, mentira, mentira".
DN

360º. Os bastidores da reunião para afastar Bruno de Carvalho. Quem é quem no Congresso do PS. 10 respostas sobre a nova lei de Proteção de Dados

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360º

Por Filomena Martins, Diretora Adjunta
Bom dia!
Enquanto dormia... 
... no Sporting houve mesmo decisões e foi marcada para 23 de junho uma Assembleia Geral para destituir Bruno de Carvalho. O anúncio foi feito por Marta Soares sem segurança, por entre apupos de alguns apoiantes do presidente, que deu depois uma conferência de imprensa explosiva.
Entrou esta madrugada em vigor a nova lei de Proteção de Dados. Seguramente que já recebeu milhares de e-mails de empresas a pedir-lhe autorizações sobre o tema. Para saber o que responder, o Manuel Pestana Machado preparou um Explicador com as 10 perguntas essenciais para perceber o que está a acontecer.  

Esta sexta-feira há referendo na Irlanda para alterar a lei do aborto, que é das mais restritas da UE. As sondagens apontam uma maioria a favor da despenalização, mas a chave está na mão dos vários indecisos.

No Canadá, dois homens provocaram uma explosão num restaurante. A bomba artesanal fez 15 feridos, 3 em estado grave.
 
Outra informação relevante 
O Congresso do PS que esta tarde começa na Batalha vai marcar o fim-de-semana. Para não se perder nos protagonistas que vão marcar a reunião socialista, o Pedro Rainho, a Rita Dinis e o Miguel Santos Carrapatoso fizeram um guia com o quem é quem no partido: dos fiéis, ao crítico isolado até aos wannabe.

Mas há um nome que vai ser o mais presente, sendo de um dos ausentes. Sócrates é a sombra que não larga Costa nos últimos congressos do PS. Já foi quase impronunciável, depois saudado timidamente e agora que saiu do partido vai continuar em muitas das discussões.

O debate político nacional girou ontem em torno da sobretaxa dos combustíveis. O Estado está a encaixar mais dois cêntimos por litro com subida do petróleo, por isso o PSD apresentou um projeto de resolução para que sejam retomadas as revisões trimestrais do ISP, tendo em conta também a receita de IVA. Já o CDS criou um simulador de impostos e propôs (pela quarta vez) a revogação do imposto. O PCP fala em "demagogia".

No PSD, Rui Rio vai mesmo avançar com mudanças nos regulamentos que prevêem a expulsão de militantes condenados por corrupção.


Na Justiça, o julgamento do caso Fizz pode estar prestes a ficar concluído. O tribunal diz já ter provas suficientes para tomar uma decisão. Mas o juiz do processo EDP travou o acesso aos dados bancários e fiscais de António Mexia e João Manso Neto, diz o Público. 

Na Educação, o Governo aprovou a Flexibilidade Curricular. Haverá novas disciplinas em todas as escolas (Cidadania e Desenvolvimento e Tecnologias de Informação e Comunicação) e a nota de Educação Física para a média de acesso ao Ensino Superior. Já a relação dos professores com o ministério continua complicada.
Na Saúde, o IPO está sem capacidade para fazer exames a mulheres que tiveram cancro da mama. O DN cita um documento interno do serviço de radiologia que revela não ter capacidade de assegurar mamografias de vigilância.

Em Espanha, Luis Bárcenas, o antigo tesoureiro do PP foi condenado a 33 anos de prisão. O tribunal deu como provado que liderava um esquema de corrupção de financiamento ilegal do partido. O PSOE prepara-se agora para apresentar uma moção de censura contra Mariano Rajoy para que não volte a ser candidato, avança o El País.



Os nossos Especiais 
O Conversas à Quinta desta semana debateu o casamento real entre Meghan e Harry. José Manuel Fernandes, Jaime Gama e Jaime Nogueira Pinto acham que a monarquia britânica aprendeu a usar a televisão e soube integrar a modernidade numa tradição secular. 

A nossa opinião

  • Eurico Brilhante Dias, membro do Secretariado Nacional do PS, escreve sobre a terceira via do partido em "A classe média é o centro da social-democracia": "A liberdade é essencial à igualdade; sem mercado a liberdade fica condicionada. Sem Estado não há garante que a liberdade de mercado promove uma sociedade livre e justa. A terceira via sempre foi isso".
  • Ana Rita Bessa, deputada do CDS, escreve sobre a eutanásia: "Entendo a complexidade da questão, rejeito simplificações e todos os “julgamentos”, mantenho dúvidas, sei da irreversibilidade que a legalização da Eutanásia significa. É por isso que votarei contra".
  • João Pires da Cruz escreve sobre o petróleo: "Hoje não há recurso mais escasso que cabeças com raciocínio matemático. O petróleo, esse, bem ou mal, brota do chão em vários cantos do mundo. Mas pessoas que saibam pensar de forma abstrata, não".
Notícias surpreendentes 
Vem aí o fim de semana e uma boa sugestão de restaurante vem sempre a calhar. Por isso, se mora em Lisboa ou arredores ou vai estar pela capital, que tal conhecer o Epur, o aguardado restaurante do chef francês Vincent Farges que liderou a Fortaleza do Guincho? O Diogo Lopes já lá foi, falou com ele e faz umas analogias com aquele golo de Maradona com a mão.
Há também ideias de moda. Porque as marcas quiseram claramente ter uma relação com as estrelas, e há desde ténis da Miley Cyrus para a Converse, a soutiens da linha da própria Rihanna.

Na música, David Fonseca tem um novo álbum. Agarrou-se ao sintetizador à procura do futuro e fez o Radio Gemini.

O Kilauea continua a ameaçar a população havaiana. Agora as chamas estão azuis porque o vulcão está a emitir gás metano para a atmosfera e os níveis de ácido sulfúrico triplicaram. Mas as imagens são belas.

A partir da tarde desta sexta-feira, a actualidade vai ser dominada pelo Congresso do PS. No Observador terá uma ampla cobertura de tudo o que se vai passar na Batalha. Nas bancas tem ainda a revista que comemora o nosso 4º. aniversário e não pode deixar de conhecer o nosso novo programa de assinaturas, o Observador Premium. 
Boa fim-de-semana 
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Afinal, o que muda com as novas regras de Proteção de Dados?

Nos últimos dias, deve ter recebido muitos e-mails para confirmar se quer continuar ou alterar os seus dados pessoais. O novo Regulamento de Proteção de Dados entra em vigor esta sexta-feira.
É o fim dos telefonemas de empresas com que nunca falou, do e-mail inundado de lixo, das letras pequeninas ao fundo da página, do quadradinho que espera uma cruz para cancelar um qualquer serviço.
Defender melhor a privacidade de todos os europeus num mundo cada vez mais global - é o objetivo das novas regras de proteção de dados, que entram em vigor esta sexta-feira em todos os países da União Europeia.
São muitas as alterações, mas uma das que mais vai mexer com a vida de cada um é o chamado "consentimento informado".
A partir de agora, para receber informação, tem de autorizar expressamente o uso do seu e-mail, do seu número de telefone, da sua morada ou de qualquer outra informação pessoal.
As empresas têm de dizer-lhe, de forma clara, como vão tratar os seus dados pessoais; para quê; como e onde vão guardá-la e durante quanto tempo.
Se, a qualquer momento, quiser anular essa autorização, pode pedi-la e, mais do que isso, pode exigir que toda a informação que lhe diz respeito seja apagada da base de dados da empresa com a qual quer cortar relações.
O regulamento que vale a partir de hoje prevê que, em muitos casos, as organizações tenham de escolher um encarregado de proteção de dados. No Estado, ele é obrigatório, e o mesmo acontece se a empresa trabalhar com dados sensíveis - os que dizem respeito à saúde, às finanças pessoais, às convicções políticas e religiosas, ou se estiver em causa informação de menores.
E, por falar nisso, em Portugal, o governo propõe que, a partir dos 13 anos, qualquer pessoa possa autorizar que os respetivos dados possam ser tratados.
Daqui para a frente, o modelo é de autorregulação. E o que é que isto quer dizer? Desaparece a autorização prévia da Comissão Nacional de Proteção de Dados. Cabe às empresas cumprir; a autoridade vai apenas fiscalizar. Nasce assim uma espécie de ASAE da proteção de dados.
Em Portugal, as novas regras entram em vigor sem que esteja pronta a lei que cria as condições para que o regulamento europeu possa ser aplicado. A proposta do governo ainda está no Parlamento.
TSF

Um "lapso" duradouro, uma bomba ao retardador

P
 
 
Enquanto Dormia
 
David Dinis, Director
 

Bom dia!
Vamos às últimas notícias?

Kim continua disponível, "onde e quando" Trump quiser. Depois do presidente americano enviar uma carta cancelando o encontro a dois, Kim respondeu com uma porta aberta. Já a nossa Teresa de Sousa chama a isto "uma total falta de estratégia".
A polícia está pronta a prender Harvey Weinstein. A investigação reuniu provas suficientes para prender o ex-produtor de cinema, acusado de assédio sexual a um grande número de mulheres. Weinstein deverá entregar-se à polícia até hoje.
Rajoy arrisca-se a uma censura por causa do caso Gürtel. As condenações aplicadas ontem do chamado caso Gürtel, um esquema de corrupção e financiamento ilegal no PP espanhol, puseram o PSOE a considerar uma moção de censura que pode deitar abaixo o Governo.
A censura a Bruno de Carvalho é só daqui a um mês. A mesa da Assembleia Geral convocou uma reunião de sócios para destituir o presidente para 23 de Junho, ao que o presidente reagiu com várias acusações e a promessa de resistir. Pelo meio, não quis falar da saída iminente de Jesus (a bem ou a mal). E pouco falou do desafio do primeiro candidato à presidência do clube. Ao PÚBLICO, Frederico Varandas explica assim esse desafio: “O Sporting não está dividido. Está partido”. Pelos vistos, assim vai continuar.

O que marca o dia

O Parlamento espera há quatro meses uma resposta de Siza Vieira sobre a sua incompatibilidade. Para "lapso", parece duradouro. Ou uma "prática cinzenta", na opinião do presidente da Associação Transparência e Integridade.
Ao que parece, um secretário de Estado cometeu o mesmo "lapso": João Paulo Rebelo acumulou a gerência de empresa com o cargo governativo, diz o Correio da Manhã.
Um grupo de personalidades entregou uma carta ao ministro do Ambiente: “Demita-se!”
A investigação à EDP está impedida de ver contas e impostos de Mexia, mais uma decisão do juiz Ivo Rocha. Esta manhã, o Jornal Económico diz que Manuel Pinho voltará a ser arguido, por causa das rendas excessivas pagas à empresa.
O Governo propôs alargar o período experimental de 90 para 180 dias e aceitou abrir uma excepção para os bancos de horas individuais. São duas cenouras para os patrões aceitarem a mudança nas leis laborais.
No Parlamento, sete votos do PSD podem chegar para uma (curta) maioria pró-eutanásia. Ontem, em dia de manifestação, líderes de oito religiões manifestam-se contra numa reunião com Presidente.
Na Batalha, começa o congresso do PS, que discutirá a estratégia para as eleições de 2019 e deixará uma pista sobre quem fica na fila para mais tarde ser líder do partido. 

Ler mais devagar

1. Um guia para se orientar na nova lei de protecção de dados. Entra hoje em vigor, com atrasos do Estado, mas prometendo uma revolução silenciosa. Deixou grande preocupação entre as empresas, pode pôr em risco a liberdade de informar. A Mariana Oliveira e a Rita Marques Costa passaram dias a ler os detalhes e deixaram-nos 16 respostas essenciais para perceber o que vai mudar.
2. O referendo ao aborto é um teste à nova Irlanda. “O Estado reconhece o direito à vida do nascituro”. A frase, consagrada há mais de trinta anos como a 8ª emenda à Constituição da República da Irlanda, é central no debate sobre o aborto. Riscá-la ou mantê-la é o que se pede aos mais de três milhões de eleitores que hoje vão às urnas para participar num referendo que é muito mais do que um simples voto sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez: é uma prova à determinação do percurso liberal que a Irlanda tem vindo a trilhar. 
3. Arquitectos em Veneza contra a descrença no edifício público. A representação oficial portuguesa na Bienal de Veneza instalou-se num palácio que dá para o Canal Grande. Neste espaço muito mais central, mostra-se a pouca arquitectura feita durante a crise. A Isabel Salema está por lá e pediu ao comissário Nuno Brandão Costa que nos descrevesse os 12 edifícios que nos representam.
4. Finalmente, Maria Judite de Carvalho. Vinte anos depois da morte da escritora, a reedição da sua obra completa quebra um dos mais incompreensíveis silêncios da literatura portuguesa. A Isabel Lucas faz com ela a capa do ípsilon, numa edição onde se escuta uma rádio chamada David Fonseca. 

Hoje na agenda 

Por cá, entra em vigor a nova lei de protecção de dados, ironicamente marcado para o dia das alegações finais do julgamento da “Supernanny”. Mas do que mais se vai falar é do arranque do congresso do PS, com um discurso de António Costa e uma homenagem a Mário Soares.
Lá por fora, temos o referendo ao aborto na Irlanda, a provável detenção de Harvey Weinstein e uma cimeira entre Putin e Shinzo Abe.
Não esqueça, hoje abre também a Feira do Livro de Lisboa, bom pretexto para um passeio, se a chuva não nos estragar o fim-de-semana todo. 
Um dia feliz, bom fim-de-semana.
Até segunda!

Líderes do comércio de órgãos humanos são acolhidos no Vaticano

Ostpolitik
A Pontifícia Academia das Ciências Sociais, cujo chanceler é Dom Marcelo Sánchez Sorondo [foto ao lado], bispo muito próximo do Papa Francisco, voltou a promover um encontro com a China sobre o tráfico de órgãos humanos. 
Só um jornal comunista chinês noticiou o evento, concentrando-se em analisar os reflexos desse tráfico no acordo que Pequim deseja fazer com a Santa Sé para controlar a Igreja Católica. 
Cientistas da Doctors Against Forced Organ Harvesting (DAFOH) enviaram uma carta à Academia Pontifícia, mostrando que esse monstruoso comércio prossegue, chefiado por Huang Jiefu [foto abaixo], acolhido agora como interlocutor pela Ostpolitik da Santa Sé. 
Os signatários pedem à Academia Pontifícia que modere seus julgamentos enquanto o inumano sistema chinês não mudar.

Ostpolitik

Fonte: ABIM