quinta-feira, 28 de junho de 2018

Subcomissário da PSP condenado a três anos de pena suspensa por agredir adeptos do Benfica

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O Tribunal Judicial de Guimarães condenou hoje a três anos de prisão, com pena suspensa, o subcomissário da PSP Filipe Silva, por agressões a soco e à bastonada a dois adeptos do Benfica em maio de 2015, naquela cidade.

No julgamento, Filipe Silva admitiu as agressões, mas sublinhou que agiu daquela forma por pensar que iria ser agredido, afirmando que sentiu “medo” face ao clima de tensão que rodeou o jogo disputado nesse dia entre o Vitória Sport Clube e o Sport Lisboa e Benfica.

O arguido alegou que um dos adeptos agredidos o terá injuriado, cuspido e oferecido resistência à ordem de detenção, pelo que teve necessidade de recorrer à força, usando primeiro um cassetete e depois um bastão extensível.

O subcomissário disse que foi agarrado “por trás” pelo pai daquele adepto, um “ataque” a que respondeu com dois murros.

“Agi da forma que foi possível naquele momento de grande tensão e de adrenalina. O nível de força que utilizei não ultrapassou os limites máximos das normas de execução permanente”, referiu.

A versão do arguido foi contrariada pelos dois agredidos, tendo o filho garantido que não injuriou nem cuspiu sobre o subcomissário e que apenas gesticulou, face à situação complicada que se estaria a viver no interior do estádio, onde os adeptos do Benfica ficaram retidos no final do jogo, num dia de “extremo calor” e de “muita confusão”.

Resultado de imagem para Subcomissário da PSP condenado a três anos de pena suspensa por agredir adeptos do BenficaO pai negou igualmente que tivesse tocado ou agarrado Filipe Silva.

“Vi o meu filho levar porrada de qualquer maneira e feitio, ia ajudar a ver se ele se livrava daquilo e também levei”, descreveu.

Os factos remontam a 17 de maio de 2015, logo após o final do jogo entre o Vitória Sport Club e o Sport Lisboa e Benfica, no exterior do Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

Nas alegações finais, o Ministério Público pediu a condenação de Filipe Silva, mas numa pena não privativa da liberdade.

Fonte: Lusa

Comentário: sempre ouvi dizer que, uma imagem vale mais do que mil palavras. Sempre ou de vez em quando? 

J. Carlos

CERCIMIRA organiza o seu Terceiro Torneio de Boccia

Estão todos convidados a comparecer no Pavilhão Desportivo da Cercimira!
O III Torneio de Boccia vai-se realizar no dia 17 de Julho de 2018 no Pavilhão Desportivo da Cercimira. Estão previstas as participações de 9 equipas das diferentes freguesias do concelho de Mira, aguardando-se - por hora - todas as confirmações. Estas equipas serão constituídas por idosos do concelho de Mira e pessoas com deficiência e incapacidade.
O almoço vai ser oferecido a todos os participantes pela Câmara Municipal de Mira e será confecionado pelo pessoal da Cercimira.
A organização do evento é da responsabilidade do CLDS M3G Mira Social com o apoio da PCAND - Paralisia Cerebral Associação Nacional de Desporto.
O CLDS M3G Mira Social faz, entretanto, a questão de agradecer à Câmara Municipal de Mira, à CERCIMIRA, à PCAND, e a todos os participantes inscritos, por todo o apoio que lhe será prestado, para que o evento tenha o mesmo sucesso dos anteriores e que ajude a tornar o dia de todos os participantes, em algo para ser recordado.
É sempre importante lembrar a origem e a finalidade da Boccia: Esta foi uma modalidade desportiva inicialmente destinada para as pessoas com paralisia cerebral, tendo sido adaptada à população idosa, criando-se regras específicas. Para além disso, tem a vantagem de ser um desporto que não exige uma grande preparação física podendo ser praticado por qualquer pessoa.
Jornal Mira Online / CLDS M3G Mira Social

Professor detido em Mira por suspeita de fogo posto

O coordenador dos monitores das piscinas municipais de Mira foi detido pela Polícia Judiciária por suspeita da prática do crime de fogo posto, confirmou hoje à agência Lusa fonte da Câmara Municipal.
Professor de Educação Física no Agrupamento de Escolas de Mira e colaborador nas piscinas municipais, o homem é suspeito de ter ateado fogo na propriedade de um colega de trabalho, com quem mantinha uma desavença pública.
O alerta foi dado por vizinhos, que ajudaram a dominar o incêndio numa zona arborizada nas imediações da urbanização Mira Villas.
Foram também os vizinhos a denunciar o professor de Educação Física, que, segundo uma testemunha, terá sido visto a abandonar o local onde começou o fogo.
Depois de uma primeira investigação, a GNR de Mira entregou o caso à PJ de Aveiro, que deteve o homem. A mesma fonte da autarquia avança que o professor já se encontra em liberdade com termo de identidade e residência.
Lusa

Porto | "Preta de merda, queres apanhar um autocarro, apanhas no teu país"


Jovem colombiana foi esmurrada repetidamente por segurança dos transportes do Porto na noite de São João. Acusa-o de agressão e de racismo e queixa-se de que a PSP, chamada ao local, a ignorou e nem registou a ocorrência. PSP não esclarece dúvida; Serviço de Transportes do Porto abriu um processo interno de averiguações e esclarece que o homem em causa está suspenso. Já a empresa de segurança privada 2045, à qual pertence, não respondeu às questões do DN.

O vídeo tem 17 segundos. Vê-se uma rapariga no chão, de cara para baixo, sangue sobre a calçada, e um homem barbudo, de uniforme onde se lê 2045, em cima dela. À volta pessoas gritam, insultam-no: "Gostavas que fosse a tua filha, gostavas, seu filha da puta?", diz uma voz de homem. "Exatamente", replica uma mulher. "Isto vai tudo para a polícia." A pessoa no chão é Nicol Quinayas, 21 anos, nascida na Colômbia, desde os cinco anos em Portugal. Tinha saído com as amigas Daniela Mendes e Tânia Marques, 20 e 21 anos, para a noite de São João, e estavam as três, passava das cinco da manhã de 24 de junho, na paragem do autocarro 800, no Bolhão, para voltar a casa. Acabaram no hospital, com Nicol a fazer uma TAC para ver se os murros que lhe deixaram a cara num bolo não tinham causado outras lesões. A polícia esteve no local mas segundo as raparigas nada lhes perguntou; na manhã de 25, quando Nicol foi à esquadra apresentar queixa, foi-lhe dito que não havia registo da ocorrência -- quanto mais a identificação do segurança.

"Tu aqui não entras preta de merda, queres apanhar um autocarro, apanhas no teu país." Esta é uma das frases que o "fiscal" - é assim que a STCP, em resposta ao DN, denomina a função do homem em causa - terá dirigido a Nicol. Ou a Nicol e a Tânia, na versão desta última, que se descreve como "preta" e a Nicol como "mulata". Uma testemunha, Cassiano Ferreira, copeiro de 24 anos que estava com amigos à espera de outro autocarro, ouviu outro insulto racista, dito pelo "fiscal": "Estes pretos não mudam". Cassiano, que não conhecia nenhuma das raparigas, conta o que viu: "Ela [Nicol] depois de ouvir aquelas coisas passou-se e mandou-o para a puta que o pariu. Ele - que é quase duas vezes eu, vê-se que faz culturismo - agarrou-lhe o pescoço. Ela tentou defender-se e tirar as mãos dele e ele dá-lhe o primeiro soco direcionado ao nariz, ela manda-se a ele furiosa e ele dá-lhe outro soco seguido de um gancho, daqueles socos de baixo que deixam as pessoas KO. Ela cai ao chão e ele mete-se em cima dela em posição de apreensão a torcer-lhe o braço para trás." Havia, conta, "imensa gente a ligar para a polícia" e quando os agentes chegaram o segurança disse: "Eu estava a tentar apreendê-la e ela ofereceu resistência". A polícia, garante Cassiano, "não perguntou nada a ninguém. Já vi muitas vezes este tipo de situação. A polícia acredita muito mais nos seguranças." Faz uma pausa. "Foi um caso de abuso de autoridade simples. Eles, os seguranças, têm um sentimento de impunidade."

"Ele bateu mesmo com ódio"

Mas como se chegou a isto? Tem a palavra Nicol: "Quando decidimos ir para casa, depois das cinco da manhã, chegámos ao metro dos Aliados e estava uma fila enorme para validar os bilhetes. A Tânia não tem passe porque não é do Porto e elas decidiram ir a pé até ao Bolhão. Como tenho passe e estava muito cansada por ter estado a trabalhar até às 10, disse-lhes que ia de metro e nos encontrávamos lá. Quando cheguei já estavam na paragem, no início da fila, e fui ter com elas. Umas senhoras que estavam atrás chamaram-me a atenção por estar a passar à frente e pedi desculpa. Disse-lhes que ia para o fim da fila se quisessem, mas elas disseram que não fazia mal porque eu era só uma e havia lugar para todos." As três amigas continuaram a falar, conta Nicol, mas quando o autocarro abriu as portas um homem avançou para ela. "Disse-me com maus modos 'à minha frente não passas', e agarrou-me. Dei-lhe um abanão. Ele ainda disse umas coisas mas fui andando e já estava de passe na mão para entrar quando veio o 'pica', agarrou-me no braço com muita força e disse: 'Tu aqui não entras'. Começou a ficar cada vez mais agressivo e quando dei por mim estava fora do autocarro. Olhei para os olhos dele, achei que estava alterado e disse-lhe que não estava capaz para estar a trabalhar. Acabei de dizer isto e ele dá-me dois socos. Fiquei atordoada, limpei o sangue e cuspi-lhe. Ele disse 'voltas a fazer isso e bato-te mais'. Fiz e ele deu-me outro soco. Caí de cara no chão e ele imobiliza-me, puxa-me o braço direito todo para trás, põe-me a mão na nuca e bate-me outra vez no chão com a cabeça e põe-me um joelho nas costas. Comecei a gritar, só sentia o sangue a escorrer e achei que me ia partir o braço. Ouvia pessoas a insultá-lo."


Se o problema era supostamente termos passado à frente das outras pessoas, por que motivo só as quis impedir a elas de entrar? Eu sou branca. Foi racismo. Perguntei porque é que eu podia passar e elas não. Ninguém me respondeu

"Está a falar com elas assim porquê? É doido?" A frase, conta Tânia, foi dita por um rapaz ao segurança da 2045. A versão da amiga de Nicol é ligeiramente diferente. "Ele - o pica - tinha-nos arrastado para o fim da fila depois de nos dizer 'pessoas como vocês só arranjam problemas'. Quando perguntámos 'pessoas como nós como?' ele disse 'pretas'. Corremos para a porta do autocarro e ele disse aquilo de irmos apanhar ao autocarro na nossa terra. Foi aí que o rapaz o interpelou." O segurança, garante Tânia, arrastou-as duas vezes para o fim da fila, deixando em paz Daniela. "Se o problema era supostamente termos passado à frente das outras pessoas", observa esta última, "Por que motivo só as quis impedir a elas de entrar?" A jovem só vê uma hipótese: "Eu sou branca. Foi racismo. Perguntei porque é que eu podia passar e elas não. Ninguém me respondeu."

"A segunda vez que ele nos tirou do autocarro puxou a Nicol pelo cabelo e depois atirou-me ao chão", relata Tânia. "Ela insultou-o e ele deu-lhe um soco com tanta força que a Nicol começou logo a sangrar. Empurrou-o para a largar e ele deu-lhe mais dois socos. Houve pessoas a tentar meter-se, aos gritos. E começaram a ligar para a polícia." A própria Tânia ligou para o 112. "Foi às 5.46 da manhã, ainda está gravado no telefone. Ele estava em cima dela e ela a chorar, a gritar 'por favor largue-me'. Sabe, eu vejo isto acontecer com outros mas quando é connosco ficamos completamente revoltadas. Ele bateu mesmo com ódio. Só aquela frase dele mostra isso. Não sei se teve algum transtorno com alguém da nossa raça mas isso não desculpa. Somos duas miúdas, não temos capacidade de lhe dar um estalo sequer. Bateu na Nicol como se estivesse a bater num homem."

"A polícia não nos defendeu"

Tânia, Daniela e Nicol confirmam a observação de Cassiano sobre os polícias que foram ao local. "A atitude da polícia foi vergonhosa completamente. Um polícia é uma autoridade responsável pela segurança pública. Mas não fizeram nada, não nos defenderam. Simplesmente afastaram-no de nós", indigna-se Tânia. Daniela ainda foi perguntar-lhes o que deviam fazer. "Responderam 'é como quiserem.' Questionei se tinham pedido identificações e eles disseram 'fazemos a nossa parte'. Mas não os vi pedir identificações." Nicol é a mais dura: "Não foram polícias. Não se comportaram como tal."

João Tavares, 18 anos, estudante, chegou ao local com um grupo de amigos quando a polícia já lá estava. "Acredito que a polícia primeiro tem de ouvir os dois lados - mas o pica que agrediu estava lá como se não fosse nada, a mão cheia de sangue, a fumar um cigarro. Ficámos chocados, porque ninguém o estava a repreender. Tinham de o ter levado."

Nas Relações Públicas do Comando Metropolitano do Porto, a chefe Olinda (é como se identifica) hesita quando o DN pergunta o que deveria ter acontecido num cenário como o descrito. "Se realmente isso aconteceu os agentes chegando ao local identificam as testemunhas e perguntam o que aconteceu. São recolhidos indícios e elementos de identificação." Quanto à possibilidade de detenção, nega-a num caso assim: "São crimes semi-públicos, tem de haver queixa." Mas não se trata de um caso de flagrante delito? A chefe Olinda acha que não. Questionada sobre se houve registo da ocorrência, diz que "tem de haver". O DN insiste: Mas foi efetuado registo desta ocorrência pelos agentes que foram ao local? Há pessoas identificadas no local? A graduada tergiversa: "Há um registo da ocorrência e pessoas identificadas." Mas não está a referir-se à queixa efetuada no dia 25 de manhã, pela agredida? É que todas as pessoas com quem falei e estiveram no local dizem que a polícia não identificou ninguém, e a queixosa que quando foi à esquadra da Corujeira lhe disseram que não havia no sistema registo da ocorrência. A chefe Olinda decide não responder a mais nenhuma pergunta.


Acredito que a polícia primeiro tem de ouvir os dois lados - mas o pica que agrediu estava lá como se não fosse nada, a mão cheia de sangue, a fumar um cigarro. Ficámos chocados, porque ninguém o estava a repreender. Tinham de o ter levado

"A PSP foi chamada ao local por um funcionário da SCTP, tomou conhecimento da ocorrência e terá identificado ambos os protagonistas", afirma a divisão de comunicação da empresa de transportes, que adianta estar "o incidente em averiguação interna, dado que as versões dos acontecimentos não são coincidentes." O DN tenta saber de que versões se trata; a empresa não responde. Mas esclarece que "o indivíduo em questão tem funções suspensas até ao término do inquérito que está em curso."

Na sede do Porto da 2045, Miguel Pinho, que se identifica como gestor, pede perguntas por escrito, não aceitando sequer revelar se tem conhecimento da situação. As perguntas são enviadas a meio do dia 25, sem réplica até agora, como as chamadas do DN. Perguntado via Facebook sobre se é a pessoa em questão e quer apresentar a sua versão, um funcionário da 2045 que testemunhas creem ser o agressor de Nicol e Tânia não respondeu.

Nicol ficou com lesões visíveis na cara e foi ao hospital fazer uma TAC. DR

"Fui ao Portal da Queixa e na secção da 2045 está lá uma senhora a dizer que ouviu os comentários racistas. É muito importante ter testemunhas desses comentários. Esta manhã fui ao Instituto de Medicina Legal, isto tem de ir para a frente. A minha advogada ficou surpresa, disse à minha mãe que não sabia que ainda havia racismo deste. 'Pois, porque é branca', respondeu a minha mãe." Nicol fala com o DN na noite do dia 25. Às vezes as palavras atropelam-se, anda para a frente e para trás na narrativa, pede desculpa por estar nervosa, diz que lhe dói a boca. "Ao tempo que ando a negar isto. Cheguei a Portugal e fui para a escola e chamavam-me preta preta preta. Lembro-me de estar na Colômbia com calor, a brincar na rua com brancos e pretos e chego aqui e tenho frio e chamam-me preta. Via os outros miúdos e o meu coração acelerava. Ninguém tem de passar por isto." A voz soçobra. De vez em quando é de mais, como quando a puseram sozinha numa sala à espera de fazer o TAC. "Fui para um corredor chorar. Gritei, berrei. Sentia-me tão triste. Só me perguntava como é que alguém faz isto a uma miúda." Faz uma pausa, como quem ganha balanço para o que vem: " Isto só prova que há racistas. E que estão calados. E eu vou mexer neles. Vou acordá-los. Mas ele teve o maior azar da vida dele, porque fez isto a uma pessoa que está farta."
ATUALIZAÇÃO



Fonte: DN

Comentário: Existe uma explicação para este acto bárbaro: sentimento de impunidade que reina neste mísero País.
Como não posso escrever mais do que isto, espero apenas que o autor encontre pela frente um Homem...

J. Carlos

GNR mais atenta à condução sob o efeito do álcool e de substâncias psicotrópicas

A Guarda Nacional Republicana (GNR) intensifica, a partir de sexta-feira e até 03 de setembro, o patrulhamento, fiscalização e apoio aos utentes das vias rodoviárias para garantir a segurança nas deslocações e eventos de verão.
Em comunicado, a GNR explica que durante a “Operação Hermes” as ações de patrulhamento dos militares “vão privilegiar a atuação preventiva nos principais eixos rodoviários (autoestradas, itinerários principais, itinerários complementares e estradas nacionais) e nos acessos às localidades e respetivas artérias com o objetivo de reduzir a sinistralidade e as consequências da mesma”.
A fiscalização dos militares da Unidade Nacional de Trânsito e dos Comandos Territoriais vai incidir sobre manobras perigosas de ultrapassagem, mudança de direção, inversão do sentido da marcha, cedência de passagem, distância de segurança e circulação na via mais à direita.
A condução sob o efeito do álcool e de substâncias psicotrópicas, a condução sem habilitação legal, o excesso de velocidade, a incorreta ou não utilização do cinto de segurança e/ou sistemas de retenção de crianças e o uso indevido do telemóvel vão também ser fiscalizados pelos militares.
A GNR lembra que no ano passado nos meses de julho e agosto foram registados 4.145, que causaram 83 mortos e 361 feridos graves.

Figueira da Foz: Programa “Agora Nós – Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas 2018”

No âmbito do Programa: Agora Nós - Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas 2018, a Câmara Municipal da Figueira da Foz viu aprovado pelo IPDJ, IP o projeto “Bora Lá… vamos cuidar da nossa Floresta”, com vista à sensibilização da população em geral para a preservação da natureza, florestas, respetivos ecossistemas, bem como para a existência de catástrofes com impacto ambiental.
O projeto terá início no dia 16 de Julho e término no dia 16 de Setembro;
No total, é composto por 5 turnos com a duração de 15 dias cada, envolvendo 20 jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos de idade e com condições de idoneidade para o exercício do voluntariado para a natureza e florestas (declaração assinada sob o compromisso de honra da inexistência de condenação ou sanção aplicadas por crimes contra a floresta e/ou o ambiente);
Cada turno compreenderá 4 jovens (2 de manhã e 2 à tarde/máximo 5h diárias), no horário das 9H30/14H30 e 14H30/19H30, com um dia de folga por semana;
A participação de cada voluntário/a tem uma duração máxima de 15 dias, não podendo realizar dois projetos com menos de 30 dias de intervalo;
O valor de ressarcimento diário, por jovem, é de €10.
As inscrições dos/as jovens interessados deverão ser realizadas, através da plataforma informática disponibilizada para o efeito em: https://programas.juventude.gov.pt/florestas.
Para mais informações, os interessados deverão dirigir-se à Loja Ponto Já, sita no Paço de Tavarede, ou através dos telefones 233401860/7.

Enfermeiros em greve querem mais contratações para evitar rutura de serviços 28 jun 2018 04:40

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses marcou para hoje uma greve das 08:00 às 24:00 para pedir a contratação de mais enfermeiros para compensar a passagem do regime de 40 para 35 horas semanais a partir de 01 de julho.
A presidente do SEP, Guadalupe Simões, disse à agência Lusa que se não forem contratados mais enfermeiros, "pode ser posto em causa o regular funcionamento dos serviços", em que os enfermeiros já trabalham "sistematicamente mais 40 e 60 horas do que é o seu horário" para compensar a "carência estrutural de profissionais".
O SEP espera que a greve "seja mais uma vez uma demonstração clara que tem que haver uma inversão por parte do Ministério da Saúde e do Governo" porque "não há quem aguente isto por muito mais tempo".
A partir de 01 de julho, os enfermeiros com contrato individual de trabalho vão voltar às 35 horas semanais de trabalho em vez das 40 atuais, o que, segundo as contas do SEP implica que serão precisos "1.976 enfermeiros" para compensar a redução de horas destes profissionais para manter tudo a funcionar.
No entanto, a dias dessa mudança, continuam por confirmar as contratações pedidas pelas instituições, que deviam já estar asseguradas "para que a transição pudesse acontecer com o menor ruído possível".
Mesmo que se confirmem até ao fim da semana, "os profissionais vão começar a trabalhar sem períodos de integração" e "é uma incógnita o que se vai passar na próxima semana", alertou.
Com menos horas, vão faltar pessoas para assegurar todo o serviço.
Além desta questão, há uma falta de enfermeiros mais profunda, que tem a ver com "o desinvestimento e os cortes na área da saúde", com efeitos negativos nos salários e carreiras que levaram "muitos enfermeiros a sair do país".
Para os que ficaram, isso significou "mais pressão", com mais horas de trabalho e um aumento do absentismo.
Fonte: Lusa