sábado, 27 de outubro de 2018

Columbófila promove reunião preparatória do European People´s Festival

Numa organização da Direcção Geral da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, a cidade de Cantanhede vai acolher nos próximos dias 2, 3 e 4 de Novembro a reunião preparatória do EUROPEAN PEOPLE’S FESTIVAL, que se vai realizar em Julho do próximo ano, na semana em que decorre a Expofacic.
Participam nesta visita 35 representantes de 13 países europeus, dos 15, que vão estar de 20 a 27 de Julho de 2019, na cidade e concelho de Cantanhede, nomeadamente a Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Escócia, Espanha, Finlândia, França, Hungria, Irlanda, Letónia, Luxemburgo, Polónia e naturalmente Portugal.
Logo no primeiro dia e após a recepção, que vai ocorrer no Museu da Pedra os visitantes vão receber o programa do Pré-meeting, seguindo-se um jantar volante, no mesmo local e um convívio europeu num dos bares da cidade.
No dia seguinte, para além de conhecerem e aprovarem, o programa do evento, que será apresentado detalhadamente pela Comissão Organizadora, os delegados presentes, realizarão a habitual reunião anual do Comité Europeu, que se irá realizar no Salão Nobre dos Paços do Concelho, após uma breve sessão de boas vindas, promovida pelo Município.
Após o almoço segue-se uma visita bastante exaustiva aos locais de realização das diversas actividades que vão integrar o programa apresentado, seguido de um jantar convívio.
O último dia ficará reservado para uma sessão de trabalho mais informal e para o regresso dos participantes às suas cidades de origem.

AVC hemorrágico: pouco conhecido, mas igualmente mortal

Dia Mundial do AVC assinala-se a 29 de Outubro
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma emergência médica que se carateriza pela súbita diminuição do fluxo sanguíneo no cérebro, o que impede que este órgão receba o oxigénio e nutrientes necessários à sobrevivência das células cerebrais. Esta doença é atualmente a principal causa de morte e incapacidade permanente em Portugal.
Existem dois tipos de AVC, o AVC isquémico provocado pelo bloqueio/obstrução de uma artéria, vulgarmente conhecido por “trombose”, e o AVC hemorrágico, provocado pela rutura do vaso, denominado “derrame cerebral”.
O AVC hemorrágico é menos frequente e representa cerca de 15% do total dos acidentes vasculares cerebrais, sendo, no entanto, potencialmente mais grave.
Ambos requerem uma resposta rápida assim que os sinais de alerta forem percecionados, uma vez que quanto maior for o tempo entre o início do AVC e a intervenção médica, maior é a probabilidade de surgirem lesões potencialmente irreversíveis no doente.
Entre os sintomas mais comuns está um conjunto de manifestações comumente conhecido pelos “3 F’s”. São eles: a face descaída, dando uma sensação de assimetria do rosto; a diminuição da força num braço ou numa perna (ou ambos), que pode ser acompanhada por uma sensação de desequilíbrio; e a dificuldade na fala, fala arrastada, dificuldade em ter qualquer tipo de conversação ou existência de discurso pouco compreensível e sem sentido. A alteração da visão, nomeadamente a diminuição abrupta de visão num ou em ambos os olhos, uma forte dor de cabeça ou dificuldade em coordenar ou movimentos, são também sintomas frequentes. Sempre que estes sinais surgirem, deve contactar o 112 e dirigir-se ao hospital mais próximo.
Ao contrário do AVC isquémico, em que o internamento em unidades diferenciadas e os tratamentos na fase aguda (nas primeiras horas após início de sintomas) contribuíram para a diminuição de mortalidade e do grau de dependência dos doentes, no AVC hemorrágico esse efeito não se conseguiu. Os tratamentos de fase aguda não são tão eficazes e estes doentes não têm muitas vezes acesso a cuidados específicos em unidades diferenciadas.
É no sentido de combater este paradigma que o Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral (NEDVC) da Sociedade Portuguesa da Medicina Interna tem incentivado à investigação e formação na área. Para debater este e outros temas relacionados com prevenção, avaliação e tratamento dos doentes com doença vascular cerebral, diversos Internistas e outros profissionais de saúde irão reunir-se no 19º Congresso do NEDVC, que se realiza nos dias 23 e 24 de novembro, no Hotel Crowne Plaza, na cidade do Porto.
Para além da vertente científica, o NEDVC também se tem preocupado em sensibilizar a população para este problema, principalmente no que toca à prevenção. Mesmo que fatores de risco como a genética, a idade ou o género (o AVC é mais frequente nos homens) sejam incontornáveis, existem outras formas de reduzir exponencialmente o risco de sofrer um AVC, tais como controlar a pressão arterial, a glicemia e o colesterol, adotar uma alimentação saudável, pobre em gorduras e sal, praticar exercício físico regularmente, não fumar, nem consumir bebidas alcoólicas em excesso.
São estas pequenas ações que, certamente, farão a diferença na qualidade vida de cada indivíduo.

Fonte:Mira Online 

Assembleia Municipal de Anadia debate Descentralização de Competências

A Assembleia Municipal de Anadia promoveu, no passado dia 19 de outubro, uma sessão extraordinária, que decorreu no Cineteatro Anadia, para debater a descentralização de competências, tendo convidado, para o efeito, representantes da Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM), da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), a fim de exporem os seus pontos de vista sobre o assunto.
O presidente da Assembleia Municipal de Anadia, Manuel Pinho, deu início à sessão, agradecendo a presença de todos os convidados, bem como do público presente. Referiu-se à temática em questão, dizendo que “todos têm a ganhar com a descentralização”, dado que, no seu entender, “o poder local saberá gerir melhor e com mais transparência os recursos postos à sua disposição”, tendo em conta “a maior proximidade com as populações e o profundo conhecimento das realidades locais”.
Contudo, o autarca sublinhou que “a descentralização só será efetiva se forem disponibilizados os recursos necessários, criteriosamente atribuídos, garantindo o equilíbrio entre o financiamento e o alargamento das competências”.
Para Manuel Pinho “descentralizar não deverá ser apenas uma transferência de competências”, mas também “a oportunidade de dotar o poder local de prerrogativas que lhe permitam decidir sobre matérias e políticas de índole local e regional, da sua exequibilidade e de forma adequada e escrutinada”.
O presidente da Assembleia Municipal considerou ainda que a descentralização “poderá ser também um instrumento de combate às assimetrias demográficas e económicas, ao promover o aproveitamento dos recursos endógenos e as sinergias de cada região”.
A Assembleia contou ainda com a presença do Professor António Cândido Oliveira, Professor Catedrático Jubilado, da Faculdade de Direito da Universidade do Minho, e Presidente da Direção da AEDRL – Associação de Estudos de Direito Regional e Local, que proferiu uma palestra que serviu de enquadramento histórico ao tema. O orador fez uma resenha do que tem sido a descentralização e as várias reformas administrativas que aconteceram em Portugal no último século e meio até aos dias de hoje, referindo às diferentes alterações e mudanças introduzidas.
Albino Almeida, presidente da ANAM, deu os parabéns à Assembleia Municipal de Anadia por promover esta discussão abrangente sobre a descentralização, envolvendo toda a comunidade. Na sua intervenção frisou que “sem confiança vai ser muito difícil levar em frente a descentralização de competências”. No seu entender, “as assembleias municipais deveriam ser mais valorizadas neste assunto”.
Ribau Esteves, em representação da CIRA, ANMP e presidente da Câmara de Aveiro, explicou que a descentralização de competências vai ter um período de transição de três anos, 2019/2021. “Neste período as câmaras municipais poderão escolher se querem ou não receber as competências”, adiantou, sublinhando que este “é um processo negocial monumental e muito difícil”, acrescentando que “vamos ter um trabalho duro pela frente”.
Houve ainda espaço para troca de pontos de vista e colocação de questões, por parte dos membros da Assembleia Municipal de Anadia, aos convidados, com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre o assunto em debate.

Miguel Oliveira com a pior qualificação do ano no GP da Austrália de Moto2

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O piloto Miguel Oliveira (KTM) fez hoje a sua pior qualificação da época ao conseguir apenas o 20.º lugar na grelha de partida para o Grande Prémio da Austrália de Moto2.
O português da marca austríaca fez a sua melhor volta em 1.34,556 minutos, a 1.188s do mais rápido, o italiano Mattia Pasini, numa Kalex. Depois de ter estado muito tempo na 17.ª posição e de ter ido duas vezes às boxes retocar afinações na KTM, Oliveira saiu para a pista a oito minutos da bandeirada de xadrez mas não conseguiu melhorar o seu registo e acabou mesmo empurrado para o 20.º posto nos instantes finais da sessão.
Já o líder do campeonato, o também italiano Francesco Bagnaia (Kalex) também sentiu dificuldades com o vento da pista australiana e não foi além do 16.º posto na grelha, a 0.999s do mais rápido.
Para Miguel Oliveira, que este ano tem sentido muitas dificuldades nas qualificações devido à menor velocidade de ponta da sua mota, foi a pior qualificação do ano, depois do 18.º posto no GP de Aragão e de dois 17.º (na Catalunha e na Holanda).
Se em Aragão em recuperou até ao sétimo lugar, na prova espanhol foi segundo e sexto na holandesa.
A três provas do final do campeonato, o piloto luso está na segunda posição da classificação, a 37 pontos do líder, Francesco Bagnaia, que se pode sagrar campeão se fizer mais 13 pontos do que Oliveira.
Lusa

Torreira: 234 quilos de sardinha apreendida

A Unidade de Controlo Costeiro, através do Subdestacamento de Controlo Costeiro de Aveiro, anteontem, dia 25 de outubro, na localidade da Torreira, apreendeu 234 quilos de sardinha (Sardina Pilchardus) com o valor total e presumível de 2 300 euros.
No âmbito de uma operação de fiscalização destinada ao controlo das regras de captura e desembarque de pescado fresco, provenientes da pesca por Arte Envolvente-Arrastante, também conhecida por xávega, foram detetadas diversas caixas que continham sardinha, estando a sua captura interdita.
Foi identificado o proprietário da embarcação, de 43 anos, tendo sido elaborado o respetivo auto de noticia por contraordenação.
O pescado após ser sujeito a inspeção higiossanitária foi doado a duas instituições de solidariedade social de Aveiro.

Técnicos de diagnóstico e terapêutica voltam à greve na segunda-feira

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica vão voltar à greve na segunda-feira, a quarta este ano, para exigir que o Governo aceite as propostas dos sindicatos de tabela salarial e as regras de transição para a nova carreira.
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“Voltamos de novo ao protesto porque o Governo tinha ficado de apresentar em Julho uma nova proposta”, sendo que a apresentada em 29 de setembro pela anterior equipa do Ministério da Saúde foi “pouco mais do que nada”, disse hoje à agência Lusa o presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), Luís Dupont.
“Não houve propostas que respondessem à nossa reivindicação relativamente à aplicação da nova tabela salarial” e no que respeita à transição para a nova carreira “os problemas que a proposta do Governo traz consigo são inadmissíveis para este grupo profissional”, sublinhou o dirigente sindical.
Segundo os sindicatos, a tabela salarial imposta pelo Governo, cruzada com o sistema de avaliação e as quotas por categoria, implica que cerca de 90% dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica permaneçam na base da carreira toda a sua vida profissional.
Apesar de a equipa do Ministério da Saúde ter mudado, os sindicatos decidiram manter o protesto que já estava agendado.
Luís Dupont contou que, logo após a tomada de posse da nova ministra da Saúde, Marta Temido, foi pedida “uma audiência urgente à ministra”, porque na última reunião com a anterior equipa ministerial, a 29 de setembro, foi dito aos sindicatos que “iam ponderar a sua intenção de encerrar o processo sem acordo dos sindicatos”.
“Nós dissemos que se o fizessem iria levantar-se um valente protesto”, frisou o sindicalista.
As formas de luta podem vir a “agravar-se nas próximas semanas”, porque os trabalhadores não aceitam a proposta apresentada pelo Governo, disse, lembrando que, em setembro e outubro, foram realizados plenários a nível nacional e que há uma moção aprovada que impede os sindicatos de assinarem um acordo conforme as propostas do Governo.
A greve nacional é convocada pelo Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, pelo Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica, pelo Sindicato dos Fisioterapeutas Portugueses e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com fins públicos.
Os sindicatos protestam contra “a intenção do Governo de encerrar o processo negocial da revisão da carreira” sem acordo com as associações sindicais e exigem uma tabela salarial que respeite as suas habilitações profissionais e a sua aplicação a 01 de Janeiro de 2018.
Reclamam ainda ao Governo que aceite as regras de transição para a nova carreira, “o correto descongelamento das progressões” e o “fim de todas as bolsas de horas ilegalmente constituídas, sem o acordo escrito do trabalhador, com o pagamento integral como trabalho extraordinário”.
Os técnicos de diagnóstico e terapêutica são constituídos por 19 profissões e abrangem áreas como as análises clínicas, a radiologia, a fisioterapia, num total de cerca de 10 mil profissionais que trabalham nos serviços públicos de saúde.
Lusa

Singular do Plural: uma exposição para acabar com os preconceitos, para ver no Paço de Tavarede

Uma bancária de 30 anos, natural de Portalegre. Um chefe de segurança num centro comercial, portuense, 39 anos. Uma bombeira voluntária de 28 anos, de S. Brás de Alportel. Uma assistente operacional municipal, de 35 anos, da Figueira da Foz. Um bolseiro do Instituto Tecnológico e Nuclear, de 28 anos, da Ericeira. Um jogador de rugby de 18 anos, do Monte da Caparica. Uma atriz de 43 anos, do Porto. Estudantes de Direito, de Bioquímica, de Animação Social. Do que quiserem e trabalharem para ser ou estudar. Cada um, uma pessoa, uma história, um percurso, singular. No plural, raízes comuns: são ciganos.
Combater o preconceito e os estereótipos e mostrar, com testemunhos e rostos reais, que a comunidade cigana é heterogénea e, tal como em Fernando Pessoa, em cada um dos seus elementos cabem «todos os sonhos do mundo», é o objetivo da Exposição Fotográfica Singular do Plural, da autoria de Sérgio Aires e Maria José Vicente, patente na Sala Multiusos do Edifício Paço de Tavarede.
Para além das imagens que retratam dez homens e dez mulheres de etnia cigana, portugueses, que escolheram percursos académicos e profissionais distantes da tradicional venda ambulante, a exposição dá a conhecer um pouco das suas vidas e opiniões. Como enfrentaram situações de discriminação? O que sentiram quando lhes vedaram acesso à habitação no mercado de arrendamento normal ou lhes recusaram emprego por serem ciganos? Como valorizaram as ocasiões em que, pelo contrário, foram acolhidos em universidades ou trabalhos sem pré-conceitos, com cordialidade e confiança? O que queriam que mudasse, na comunidade maioritária e nas comunidades ciganas?
Acompanhada de um catálogo com as imagens e os textos, a exposição apresenta-se como uma oportunidade para ‘ouvir’ quem pouca voz tem na sociedade portuguesa, a começar pela comunicação social, e para refletir - tudo com o objetivo de promover a igualdade.
A inauguração desta mostra, que integra a Semana da Igualdade’2018, promovida pelo Município da Figueira da Foz através da Divisão de Educação e Assuntos Sociais da Autarquia, contou com a presença de Maria José Vicente, pela entidade promotora deste projeto, a EAPN Portugal/ Rede Europeia Anti-Pobreza, e ainda dos figueirenses Bruno Gonçalves, dirigente associativo, formador e Delegado Nacional do Programa Romed2, e de Tânia Oliveira, uma das ciganas, figueirense, retratada no livro, estudante do ensino superior e presidente da direcção da Associação de Mulheres Ciganas: Ribaltambição.
Sobre a Semana da Igualdade
O Município da Figueira da Foz instituiu o dia 24 de Outubro como o Dia Municipal para a Igualdade, assumindo o seu compromisso no combate aos estereótipos de género e na implementação de uma verdadeira política de igualdade.
Neste âmbito, a Divisão de Educação e Assuntos Sociais da Autarquia estruturou um conjunto de atividades que este ano se desenvolvem sob o mote nacional “Igualdade é Desenvolvimento”, a ser desenvolvidas entre os dias 22 e 28 de Outubro, assinalando-se desta forma a Semana da Igualdade’2018. Esta iniciativa visa mobilizar os vários agentes locais e consciencializar a população em geral para a igualdade, cidadania e não discriminação.

As atividades integram a Agenda Nacional da ANIMAR – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local, procurando assim dar visibilidade ao trabalho desenvolvido no Município da Figueira da Foz, que tem em curso a implementação de um Plano Municipal para a Igualdade, o qual mereceu o reconhecimento da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, que atribuiu ao Concelho duas menções honrosas no âmbito das edições de 2016 e 2018 do Prémio “Viver em Igualdade”, que visa distinguir os municípios que implementam políticas que visem mitigar as desigualdades ainda verificadas na nossa sociedade e que, por isso, muito honra a Figueira da Foz.