segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Região Norte | Edil paivense deixou mensagem de solidariedade e esperança

EXECUTIVO DE GONÇALO ROCHA REALIZOU VISITA NATALICIA ÀS IPSS DO CONCELHO

A exemplo de anos anteriores, o presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, Gonçalo Rocha, realizou esta semana um périplo pela IPSS – Instituições Particulares de Solidariedade Social, do concelho, concretizando a habitual visita natalícia e deixando votos de Boas Festas, umas lembranças para as instituições e uma palavra de solidariedade e esperança para todos os utentes, ao mesmo tempo, enaltecendo a importância social destas instituições e da sua actuação junto da comunidade e do seu notável trabalho realizado a longo do ano.

Para além de ter passado por algumas escolas, no encerramento do período lectivo e participado em algumas festas natalícias, como nos Agrupamentos de Escolas de Castelo de Paiva e do Couto Mineiro do Pejão, bem como no Natal do Hospital da SC da Misericórdia e no almoço de Natal da ASCR de Nojões, o presidente Gonçalo Rocha, acompanhado do Vereador da Acção Social, José Manuel Carvalho, e da Técnica da Rede Social, aproveitou este dias que antecedem o Natal, para realizar uma visita às IPSS do Concelho, àquelas que trabalham com idosos e acederam à iniciativa municipal, levando uma palavra de carinho e de esperança aos utentes das instituições, deixando em todas uma prenda para simbolizar este tempo de confraternização e de partilha.

O Natal é sempre tempo de alegria, de paz e de confraternização em família, e o Executivo Municipal de Castelo de Paiva não deixou de valorizar a envolvente social, promovendo esta semana uma visita às várias IPSS do concelho, tendo o edil paivense evidenciando que, dos actos de partilha e de boa vontade, se pode construir um mundo melhor e a verdadeira mensagem de humanização das pessoas e da própria sociedade.

Na manhã do primeiro dia de visitas, concretizou-se uma visita aos utentes do Centro Social de Santa Maria de Sardoura, e no dia seguinte realizou-se uma passagem pelas instalações do Centro Cívico “ Viver S. Martinho “, com participação no almoço e festa de Natal.

Na sexta feira, os responsáveis municipais estiveram nas instalações da APPACDM, em Sabariz, fizeram depois uma passagem pelo CAT – Crescer a Cores, da Associação de Familiares das Vitimas da Tragédia de Entre-os-Rios, e ao final da manhã estiveram de visita aos utentes do Lar de Idosos do Centro Social do Couto Mineiro do Pejão, e foram recebidos pelos directores e utentes da ARPIP – Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Pedorido.

Ao inicio da tarde, registaram-se as visitas às restantes instituições do concelho, sendo realizada uma visita aos utentes do Centro Social de Real, onde tiveram oportunidade de ouvir cantares e músicas natalícias, num animado convívio com os utentes daquela instituição, bem como ao Lar Residencial da Santa Casa da Misericórdia e ao CAO – Centro de Actividades Ocupacionais, pertencente a esta IPSS, terminando o périplo no Espaço Melhor Idade, localizado na Ladroeira, em Bairros.

O presidente Gonçalo Rocha, que a todos felicitou e deixou uma palavra de incentivo e de exaltação da esperança em melhores dias, manifestou o desejo de umas festas felizes, em ambiente de solidariedade, de amizade e partilha, na perspectiva de que o novo ano seja mais próspero e afortunado, fazendo um balanço muito positivo destas visitas que também serviram para aquilatar a grandeza do trabalho destas instituições junto da comunidade paivense.

Fotorreportagem do evento
















Carlos Oliveira

CASALINHOS DE ALFAIATA RECORDOU O DIA EM QUE O VENTO SOPROU MAIS FORTE

Para assinalar os 10 anos da ciclogénese explosiva que afetou o concelho de Torres Vedras, o Pinhal de Casalinhos de Alfaiata acolheu, esta segunda-feira, a inauguração da exposição 23 de dezembro de 2009. Quando o vento soprou mais forte. “Foi uma situação tremendamente assustadora” começou por recordar o presidente da Junta de Freguesia de Silveira, Luís Pedro Silva, evocando a noite em que se registaram rajadas de vento a mais de 200 km/h.

“O nosso território foi altamente fustigado. Do ponto de vista agrícola, os prejuízos foram significativos” referiu o presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Bernardes, sinalizando os efeitos das alterações climáticas. “Em 10 anos tivemos seis ocorrências extremas no nosso território”, lembrou, apontando que essas situações deram origem a mais de 2750 ocorrências.

Ao fazer uma retrospetiva da capacidade de resiliência do território ao longo da última década, Carlos Bernardes passou a palavra ao presidente do Conselho de Administração da EDP Distribuição, João Torres, referindo-se à empresa como um “parceiro incondicional” à época.

“Tenho, desde esse dia, uma relação especial com Torres Vedras. Aprendi aqui muita coisa” partilhou João Torres. “Vimo-nos perante qualquer coisa diferente” disse, sobre o fenómeno que ocorreu numa época em que a preocupação em torno das alterações climáticas ainda estava no início. “É claro que o tema das alterações climáticas entrou na agenda e eu diria que hoje estamos todos muito mais sensibilizados”, completou.

A exposição, que estará patente até 23 de dezembro de 2020, faz uma retrospetiva dos danos causados pela intempérie através de dados e fotografias que mostram o raio de destruição deixado um pouco por todo o Concelho.

Naquela noite de 2009, foi entre as 3h00 e as 4h00 que o vento se fez sentir com mais intensidade. O fenómeno afetou 25 hectares de espaços verdes, onde foram destruídas cerca de 2500 árvores. O Plano Municipal de Emergência foi acionado, com todos os agentes da proteção civil operacionais, e chegou a ser ponderada a hipótese de declarar estado de calamidade pública.

O temporal de 23 de dezembro de 2009 “juntou-se” às cheias de 1983, ficando na memória coletiva dos torrienses como uma das duas catástrofes que, na história contemporânea, assolaram o concelho de Torres Vedras.

SANTA CRUZ DE "BRAÇOS ABERTOS” PARA A PASSAGEM DE ANO

Santa Cruz está preparada para receber com entusiasmo a entrada em 2020.
A animação nesta estância balnear terá início no dia 27 de dezembro, sendo o programa municipal da Passagem de Ano na mesma o seguinte:


27 de dezembro | sexta-feira
22h00 | Dj Big G (Kais Bar)
22h00 | Dj’s Roleta Russa (Ar de Bar)


28 de dezembro | sábado 

22h00 | Dj Póvoa (Kais Bar)
22h00 | Dj Joana Rosa Mota (Ar de Bar)
22h00 | Música ao Vivo com Dário Antunes (Nosotros Bistrô Bar)


29 de dezembro | domingo

22h00 | Dj Carito (Kais Bar)

30 de dezembro | segunda-feira
22h00 | Dj Carito (Kais Bar)


31 de dezembro | terça-feira
22h00 | Dj Carito e Dj Big G (Kais Bar)
22h00 | Dj Tuxa (Ar de Bar)
22h00 até às 2h00 | Banda Raska (Largo Jaime Batista da Costa)
00h00 | Espetáculo de fogo de artifício, com lançamento do miradouro da Praia Formosa
00h00 | Dj Fábio Passos (Nosotros Bistrô Bar - interior do estabelecimento e palco exterior no Páteo da Azenha)


A Câmara Municipal de Torres Vedras sugere a todos os que queiram fazer a sua Passagem de Ano em Santa Cruz que fiquem hospedados numa das unidades hoteleiras locais, que se deliciem nos muitos restaurantes da zona, e se descontraiam nos bares e nas discotecas da mesma.
Recorde-se que a praia de Santa Cruz, situada a cerca de 15 km de Torres Vedras, é (re)conhecida como eterna enamorada de poetas e terra do mais belo sol poente, distinguindo-se pela sua beleza natural, pelos seus extensos areais e pelo imponente Penedo do Guincho.
Os típicos toldos e varandinhas, a secular Azenha e a enigmática Torre, despertam a curiosidade de todos os que visitam esta estância balnear, outrora intitulada de “Biarritz portuguesa”.
A animação neste local prosseguirá durante todo o ano com o programa "Santa Cruz.365".


Presidente da AdCL foi à Assembleia Municipal de Cantanhede fazer o ponto da situação da ETAR das Cochadas

Segundo o presidente da AdCL, concurso público para construção da ETAR das Cochadas deverá avançar em Fevereiro
A Águas do Centro Litoral (AdCL) deverá lançar no próximo mês de fevereiro o concurso público a empreitada de construção de uma ETAR nas proximidades da estação elevatória localizada nas Cochadas, Freguesia da Tocha, de modo a resolver a sobrecarga do "Intercetor Sul" e eliminar a necessidade de realização das descargas que têm causado significativos impactos ambientais nefastos na Vala Real e no meio hídrico adjacente.
A previsão é do presidente do Conselho de Administração da empresa, Alexandre Oliveira Tavares, que, a convite da presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, foi à Assembleia Municipal de Cantanhede fazer o ponto da situação do processo. “Nesta altura está a ser feita a análise de custo/benefício, diligência que é obrigatória para todos os investimentos superiores a 5 milhões de euros, como é o caso deste em que se prevê investir 7,5 milhões na construção da ETAR e mais cerca de 2,4 milhões noutras infraestruturas, nomeadamente na remodelação de condutas, de modo a melhorar o funcionamento de todo o sistema”, afirmou aquele responsável.
A luz verde da Secretaria de Estado do Ambiente chegou à AdCL em 13 de novembro último e Alexandre Oliveira Tavares referiu que “tem havido da parte da administração um esforço no sentido de otimizar os prazos. Temos procurado ganhar tempo em todas as frentes que dependem de nós, para que o projeto avance de forma célere, além de que já estamos a contactar os proprietários para efetivar a aquisição dos terrenos”.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da AdCL “o que estava no cronograma inicialmente previsto para fevereiro de 2020, hoje está praticamente concluído. Por exemplo, os trabalhos auxiliares, a contratação de sondagem, a realização e a elaboração de relatórios e levantamentos topográficos, cujos resultados deveriam ficar prontos até março de 2020, já estão em nosso poder. Agora”, adianta, “vamos lançar a concurso a respetiva empreitada, aguardamos apenas a receção das peças do procedimento de contratação por parte da Águas de Portugal, mas a minha expetativa é a de que em fevereiro, na pior das hipóteses, consigamos finalmente concretizar esse passo”.
Alexandre Oliveira Tavares considera que “a solução adotada permitirá gerir os caudais de águas residuais nos períodos em que estes atingem o pico no "Intercetor Sul" da AdCL, de modo a resolver os problemas que se têm arrastado durantes vários anos, criando-se um novo referencial de segurança e de qualidade ambiental naquilo que deve ser a gestão de sistemas desta natureza”.
Em todo o caso, “como a ETAR vai durar dois anos e meio a ser construída, durante esse período terá que haver descargas controladas no meio hídrico nos períodos de sobrecarga do coletor”. Por isso, Alexandre Oliveira Tavares pretende que a AdCL, o Município de Cantanhede e o Município de Mira “estabeleçam a adoção de um conjunto de práticas tendente a minimizar tanto quanto possível as situações que originam a sobrecarga do ‘Intercetor Sul’ até que a nova ETAR das Cochadas entre efetivamente em funcionamento”.
A presidente da Câmara de Cantanhede congratulou-se com “a evolução deste processo que finalmente permite ver uma luz ao fundo do túnel para resolver o problema do subdimencionamento do coletor da AdCL que transporta os efluentes da zona poente do Município de Cantanhede para a ETAR de Ílhavo”. Sublinhando a “importância de serem cumpridos os prazos previstos, de modo a que, tão rapidamente quanto possível, não haja descargas de águas residuais do ‘Intercetor Sul’ da AdCL”, Helena Teodósio disse esperar que “a nova ETAR das Cochadas esteja dimensionada para dar resposta ao previsível aumento dos efluentes a médio e longo prazo, em função do crescimento urbano e da instalação de novas empresas nas zonas industriais”.


ERC chumba proposta para nova Direção de Informação da RTP

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social deu um parecer negativo à nova Direção de Informação da RTP. A ERC veta a acumulação de cargos previstas para o novo diretor, José Fragoso.
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deu um parecer negativo à composição da nova Direção de Informação da RTP, após a demissão de Maria Flor Pedroso e escolha de uma nova direção dirigida por José Fragoso.
Em específico, a ERC diz ter deliberado dar um parecer negativo “à proposta de acumulação dos cargos [para José Fragoso] de Diretor de Programas da RTP1, RTP Internacional e RTP3 com os cargos de Diretor de Informação da RTP1, RTP Internacional e RTP3″.
De acordo com o comunicado, as novas funções propostas pela Administração da RTP para Fragoso implicavam que este acumulasse o poder de ser “diretor de informação de todos os serviços de programas de âmbito nacional e internacional da RTP, incluindo RTP3, do qual passaria a ser também diretor de programas” com mais dois cargos que exercia antes da nomeação e nos quais continuaria: diretor de programas da RTP1 e diretor de programas da RTP Internacional.
O Conselho Regulador da ERC diz que “avaliando os riscos” que a acumulação de funções “comporta para os princípios de funcionamento público de televisão”, não pode “aquiescer” a proposta.

Diretor de programas e de informação: os riscos, segundo a ERC

A entidade reguladora dos media especifica ainda os riscos que teria, no seu entender, a acumulação de funções de José Fragoso. Existia “o risco de padronizar ou esbater” a diferença “de uma oferta que, em benefício da diversidade e do pluralismo, se pretende díspar” e ainda o risco de “tornar diferentes” ou diluir “as fronteiras entre informação e entretenimento”. Além disso, aponta o comunicado, “a envergadura da tarefa de dar cumprimento cabal a todas as obrigações que impendem legal e contratualmente sobre cada um dos serviços de programas em causa, tanto na área da programação como da informação, afigura-se francamente incompatível com aquela centralização”.
Além do problema relativo à acumulação de cargos proposta para José Fragoso, a ERC manifestou ainda que “no pedido de parecer submetido pela RTP” à ERC “não consta a necessária pronúncia do Conselho de Redação sobre as demissões e nomeações equacionadas”.
O Conselho de Redação da RTP chegou a emitir um comunicado dando conta do parecer positivo dado a todos os membros da nova Direção de Informação da estação pública, reconfigurada após saída polémica da antiga diretora Maria Flor Pedroso (e da maior parte dos membros da sua direção), acusada de interferir numa investigação pela jornalista e apresentadora do programa “Sexta às 9”, Sandra Felgueiras.
observador

“Progresso e Vida” da Tocha realizou Festas de Natal


Enquadrada em mais uma época festiva, a Progresso e Vida levou a cabo a tradicional Festa de Natal das respostas sociais da Infância e dos Seniores.
Na sexta-feira, dia 20, foi a vez das crianças que são quem mais sente e vive esta bela quadra, olhando para estes dias como algo mágico. E neste espírito de encantamento, todos brilharam como estrelas cintilantes nas suas animadas atuações, cantando lindas canções, gritando em uníssono as respostas às adivinhas propostas e dançando entusiasticamente diversas músicas coreografadas, que fizeram da festa um momento especialmente marcado pela doce ternura das crianças.
No salão gentilmente cedido pela ARC 1ª de Maio, com um cenário lindamente decorado com estrelas cintilantes, árvores de natal, e muitas outras iluminações e vestuário alusivo a esta época, viveu-se um ambiente de muita alegria e interação com os Pais e Familiares que assistiram ao espetáculo e enchiam por completo o recinto.
A festa foi contagiante e em cada rosto foi possível ver esboçado um sorriso de satisfação por estarem presentes neste convívio. Depois destas atuações marcantes, as crianças regressaram a casa com a promessa de umas merecidas férias de Natal.
No final, houve ainda tempo para as habituais palavras de Boas Festas e para o tão desejado Pai Natal responder aos insistentes e ruidosos apelos das crianças, fazendo a distribuição dos presentes pelos mesmos, que tiveram a colaboração desinteressada e amiga das empresas PR&MM, Ld.ª e Brilha Alimentar, não faltando ainda a degustação dos sabores Natalícios num lanche partilhado.
Por sua vez, no sábado, dia 21, decorreu na sala de jantar da Instituição a Festa de Natal dedicada a todos os utentes seniores, familiares, amigos e colaboradoras. Foi uma festa onde, mais uma vez, estiveram presentes os Órgãos Sociais desta instituição, Direção e todos os idosos residentes e os de Centro de Dia.
Foi com grande alegria que a instituição contou igualmente com a presença de vários dos familiares dos nossos utentes, amigos e vizinhos que quiseram fazer parte dos festejos de Natal na instituição que faz também parte da sua família. E foi em Família que a Progresso e Vida, partilhou momentos de grande sentimento e amor pelo próximo.
A equipa da Progresso e Vida realça e agradece a presença do grupo de dança MOVE, que de forma gratuita e solidária presenteou a todos com uma tarde recheada de música, dança, e que encantou todos com a sua alegria, energia e boa disposição. Foi notória a forma como este grupo conseguiu criar empatia e, com energia contagiante, tocar o coração de todos. Arrancaram muitos sorrisos e muitas palmas a quem esteve presente.
Os festejos contaram ainda com as colaboradoras a presentearem todos os idosos com a representação de uma peça de teatro, escrita por uma residente da Progresso e Vida, intitulada “De como, de um saco vazio… se pode tirar muita coisa”, nomeadamente, um presépio vivo! As colaboradoras também cantaram uma música para todos os idosos e ajudaram o Pai Natal na distribuição dos presentes aos seniores.
Terminada a festa, aconteceu o habitual lanche convívio entre todos


Tribunal condena dois homens a 25 anos de prisão por abuso sexual de crianças

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Dois homens foram hoje condenados pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa a 25 anos de prisão pela prática de um total de 44 crimes de abuso sexual de crianças e dois crimes de pornografia de menores.
O tribunal deu como provado que o principal arguido, acusado de liderar uma rede internacional de pedofilia a partir de Águeda, no distrito de Aveiro, terá praticado 30 crimes de abuso sexual de crianças e um crime de pornografia de menores.
Quanto ao outro arguido condenado a 25 anos de prisão, o tribunal deu como provado que praticou 14 crimes de abuso sexual de crianças e um crime de pornografia de menores.
Os restantes quatro arguidos no processo foram absolvidos, já que não se considerou provado que tivessem conhecimento dos atos praticados pelos outros dois homens.
Nas alegações finais do julgamento, que começou em 20 de maio deste ano e decorreu à porta fechada, a procuradora do MP pediu pena máxima (25 anos de cadeia) para o principal arguido e para o informático, além da condenação dos restantes quatro.
Segundo o despacho de acusação, o principal arguido morava com os pais no concelho de Águeda, distrito de Aveiro, numa casa onde, desde 2014, passaram também a residir a irmã e o cunhado, pais de uma menina, atualmente com 7 anos. Em setembro de 2016, o casal teve um segundo filho, um rapaz, hoje com quase 3 anos. A casa era também o local onde a família geria um pequeno negócio de ferro-velho onde o arguido chegou a trabalhar.
Em Março, quando o caso foi tornado público ficou a saber-se que o principal arguido, hoje com 27 anos, já tinha sido condenado anteriormente por pornografia com menores, mas o tribunal tinha decidido deixá-lo em liberdade por só ter 19 anos então.
Quando o casal se ausentava, as crianças ficavam aos cuidados do arguido ou dos avós (também arguidos). A residência era ainda frequentada por duas primas (igualmente arguidas) e pelos três filhos destas - dois meninos com 6 anos e uma menina de 3 anos.
Outros três rapazes, com 9, 10 e 12 anos, dois deles familiares do arguido, costumavam também frequentar a casa.
A acusação sustenta que, pelo menos desde 2013/2014 e até junho de 2017, mês em que foi detido e ficou em prisão preventiva, o arguido abusou sexualmente dos menores, os quais “filmava e fotografava para, posteriormente, divulgar e partilhar tais ficheiros com outros indivíduos também apreciadores de conteúdos de abusos sexuais de crianças”.
O MP diz que, pelo menos desde novembro de 2015, o arguido criou, administrou e geriu uma 'darknet' (rede fechada a um grupo privado de pessoas), de cariz internacional, através da qual difundia filmes e imagens dos abusos sexuais contra “maioritariamente bebés e crianças de tenra idade”, à qual deu o nome de 'Baby Heart'.
Quanto ao informático, de 39 anos, o MP sustenta que “filmou e fotografou atos sexuais” que manteve com a filha e o enteado. Partilhou-os com o principal arguido “para publicação e difusão no fórum ‘Baby Heart’, enviando-os ainda a outros indivíduos, administradores de outros fóruns, cuja identificação não foi possível apurar, para publicação”.
Lusa