segunda-feira, 6 de julho de 2020

António Horta Osório anuncia saída do Lloyds a partir de junho do próximo ano

António Horta Osório anuncia saída do Lloyds a partir de junho do ...
O presidente executivo do Lloyds, António Horta Osório, anunciou hoje a saída do banco inglês em junho do próximo ano, ao fim de 10 anos na instituição, foi anunciado.
Numa nota de imprensa, o Lloyds Banking Group realça que António Horta Osório entende que "as pessoas não se devem perpetuar nos cargos, para benefício das instituições e dos próprios".
"Horta Osório decidiu deixar o cargo de CEO do Lloyds em 2021 após uma década de enorme importância para o maior banco de Inglaterra e altamente desafiante para o gestor", adianta.
A saída do presidente executivo acontece após terminar o terceiro plano estratégico para o período 2018 - 2020, "que tinha como principais objetivos preparar o banco para um mundo digital e contribuir para a transição do Reino Unido para uma economia de baixo carbono".
"Ao longo dos próximos 12 meses, Horta Osório vai concluir a implementação do plano estratégico apresentado em 2018, continuar a liderar a resposta do banco aos enormes desafios colocados pelas consequências económicas da pandemia e assegurar a transição da liderança da instituição de uma forma tranquila e organizada", adianta a nota.
Numa declaração do presidente executivo citada na nota, António Horta Osório refere: "É com um misto de emoções que anuncio a minha intenção de deixar o Lloyds Banking Group em junho do próximo ano. Foi um enorme privilégio ter contado com o apoio de uma equipa extraordinária, tanto no Conselho de Administração como no Conselho Executivo, com a qual vou continuar a contar até terminarmos a implementação do nosso plano estratégico, contribuindo para transformar o Grupo no banco do futuro.
Também numa citação, o chairman do Lloyds, Lord Blackwell, diz querer aproveitar esta oportunidade para homenagear a "extraordinária contribuição do António Horta Osório, ao longo da última década, primeiro liderando o 'turnaround' e, depois, o desenvolvimento estratégico do Grupo".
"O seu compromisso pessoal e a sua forte visão conduziram a um período de mudanças massivas e bem-sucedidas no Grupo, devolvendo o Lloyds à sua posição de destaque para ajudar o Reino Unido a prosperar como principal banco comercial e de retalho do país".
Lusa

Portugal continental regista aumento da seca meteorológica em junho

Portugal regista aumento da seca meteorológica em junho - JN
Portugal continental registou no final de junho um aumento da situação de seca meteorológica em relação a maio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
De acordo com índice meteorológico de seca (PDSI) disponível no 'site' do IPMA, no final de junho, 53% de Portugal continental estava em seca fraca (em maio 17,5%), 38,5% em normal, 8,1% em seca moderada, 0,2% em chuva fraca e 0,2% em seca severa.
As regiões do interior norte e centro e a região de Lisboa e Vale do Tejo estão na classe de seca fraca e a região sul encontra-se nas classes de seca fraca e seca moderada.
O Baixo Alentejo (distritos de Setúbal e Beja) estavam em seca moderada.
No final de maio, 75,2% de Portugal continental estava em situação de seca normal, 17,5% em seca fraca, 4,7% em seca moderada e 2,6% em chuva fraca.
Segundo o IPMA, no final do mês de junho verificou-se, em relação ao mês anterior uma diminuição significativa dos valores de percentagem de água no solo em todo o território.
Na região Nordeste, nalguns locais do vale do Tejo, no Baixo Alentejo e em algumas zonas do Algarve verificam-se valores inferiores a 20%.
O instituto classifica em nove classes o índice meteorológico de seca, que varia entre "chuva extrema" e "seca extrema".
De acordo com o IPMA, existem quatro tipos de seca: meteorológica, agrícola, hidrológica e socioeconómica.
A seca meteorológica está diretamente ligada ao défice de precipitação, quando ocorre precipitação abaixo do que é normal.
Além do índice de seca, o resumo do Boletim Climatológico do IPMA, indica que o mês de junho foi classificado como normal em relação à temperatura do ar e muito seco em relação à precipitação.
O valor médio da temperatura mínima do ar (12,88 graus) foi inferior ao valor normal, sendo o 3.º valor mais baixo desde 2000 (mais baixos em 2019 e 2013). O valor médio da temperatura máxima do ar (25,94 graus) foi superior ao valor normal.
Segundo o IPMA, até dia 19 de junho os valores de temperatura do ar foram quase sempre inferiores ao valor médio mensal e a partir do dia 20 verificou-se uma subida da temperatura do ar, em particular da máxima, sendo de destacar os dias 22, 23, 29 e 30 com um valor médio superior a 30 graus.
O menor valor da temperatura mínima no continente foi registado no dia 19 em Carrazeda de Ansiães (3,1 graus), distrito de Bragança, e o maior valor da máxima (29,6 graus) em Alvalade (Setúbal) e Portel (Évora) em 22 de junho.
Os valores de precipitação foram muito inferiores ao valor normal em quase todo o território, exceto no Algarve e em particular na região de Faro onde foram superiores.
Lusa

Morreu o compositor italiano Ennio Morricone

Morreu o compositor italiano Ennio Morricone
O compositor italiano, conhecido e premiado pelas suas obras para o cinema, morreu aos 93 anos, anunciou hoje a agência italiana de notícias ANSA.
Ennio Morricone, considerado um dos melhores compositores da história do cinema, faleceu esta noite aos 93 anos. O músico encontrava-se num hospital, em Roma, depois de ter sofrido uma queda, segundo avançam os meios italianos.
A notícia da morte do compositor foi avançada pela família, que informou que  o funeral se realizará numa cerimónia privada.
Morricone compôs mais de 500 melodias cinematográficas, incluíndo "Os Intocáveis", "O Bom, o Mau e o Vilão" e, mais recentemente, "Os Oito Odiados", de Tarantino, com o qual ganhou um óscar por "Melhor Banda Sonora Original".
Em Maio do ano passado foi quando o italiano atou pela última vez em Portugal, onde "imortalizou imagens com o som".
Madremedia

Tigre mata tratadora no jardim zoológico de Zurique

Um espécime de tigre siberiano atacou e matou a sua tratadora no jardim zoológico de Zurique, na Suíça. A mulher de 55 anos ainda recebeu assistência médica no local, mas acabou por não resistir aos ferimentos.
De acordo com a Associated Press, foi o jardim zoológico de Zurique que informou a comunicação social desta tragédia nas suas instalações.
Segundo as fontes oficiais do espaço, os responsáveis receberam no sábado um aviso às 13:20 (11:20 em Lisboa) de que a tratadora tinha sido atacada por um tigre dentro das suas instalações, em frente aos visitantes que se encontravam a observar os tigres.
Outros tratadores acorreram ao local e conseguiram afastar o tigre, um espécime fêmea chamado Irina, para longe da mulher e para dentro de uma jaula temporária. De seguida veio uma equipa de emergência, mas a tratadora não resistiu ao ataque e morreu no local.
Segundo o jardim zoológico de Zurique, vai ser aberta uma investigação a este "incidente trágico", já que não era suposto tratadora e tigre estarem ao mesmo tempo dentro das instalações, e vai ser providenciado apoio psicológico a quem assistiu ao ataque.
Informa a BBC que o tigre nasceu num jardim zoológico na Dinamarca em 2015 e foi transferido para Zurique no ano passado.
O jardim zoológico de Zurique, recentemente aberto devido à pandemia da covid-19, manteve-se hoje fechado devido ao ataque.
A emissora menciona também que, apesar de serem raros ataques de animais a tratadores, não é a primeira vez que tal ocorre em Zurique. Em Dezembro de 2019, um crocodilo mordeu a mão de um funcionário durante uma operação de limpeza, sendo que o réptil foi abatido.
Madremedia

Autarca do Funchal escreve a Boris Johson com “argumentos fortes” a favor da Madeira

Miguel Gouveia destaca as "férias seguras" de que os turistas podem usufruir num "clima temperado".
O presidente da Câmara do Funchal, Miguel Gouveia, endereçou uma carta ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, na qual realça "alguns argumentos fortes" a favor da Madeira como destino de férias para os cidadãos do Reino Unido.
Na missiva, enviada por 'e-mail' e hoje divulgada, o autarca sublinha que a região autónoma tomou "todas as medidas necessárias" para garantir aos turistas umas "férias seguras", enquanto desfrutam de um "clima temperado", bem como das "maravilhas da natureza e hospitalidade calorosa" dos madeirenses.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico deixou de desaconselhar as viagens para a Madeira e Açores, juntamente com uma série de outros países, mas continua a advertir contra as visitas a Portugal continental devido à atual situação pandémica.
No entanto, permanecem dúvidas sobre a eventual obrigatoriedade de os cidadãos britânicos terem de cumprir quarentena no regresso ao seu país.
O presidente da Câmara Municipal do Funchal, eleito pela coligação Confiança (PS/BE/PRD/Nós, Cidadãos!), sublinha que a Madeira é um dos lugares "mais seguros do mundo" para visitar este verão, tendo registado até à data apenas 93 casos de Covid-19.
Miguel Gouveia refere também que o arquipélago é considerado um dos "destinos mais seguros a visitar na Europa" e implementou um protocolo 'Clean & Safe' para os seus restaurantes, alojamentos e lojas.
O autarca salienta que a região montou uma operação de rastreio a todos os passageiros que desembarcam nos aeroportos da Madeira e Porto Santo, com a obrigatoriedade de apresentar um teste negativo para Covid-19 realizado até 72 horas antes do início da viagem ou, então, a efetuá-lo à chegada.
"A Madeira foi eleita melhor destino insular da Europa no ano passado", reforça Miguel Gouveia, indicando, por outro lado, que o Funchal é a cidade "com melhor reputação hoteleira" e que o arquipélago é um "destino favorito de longa data" para os cidadãos britânicos.
O Reino Unido é um dos principais mercados emissores de turistas para a Madeira, juntamente com a Alemanha.
Lusa

Incêndio em Famalicão consumiu parte de fábrica e dois camiões


Fogo deflagrou por volta das 15h00.
Incendio em Famalicão consumiu parte de fábrica e dois camiões
Um incêndio industrial em Ribeirão, no concelho de Famalicão, distrito de Braga, consumiu hoje parte de uma unidade fabril e dois camiões que estavam no exterior da fábrica, e está em "fase de rescaldo", disseram fontes oficiais.
O incêndio industrial deflagrou pelas 15h00 e "arderam dois camiões e uma parte da unidade fabril", disse à Lusa fonte dos Bombeiros de Famalicão, referindo que no local estiveram 71 operacionais com 21 veículos.
O incêndio registou-se numa empresa localizada na rua da indústria, em Ribeirão.
No local estiveram elementos das corporações dos Bombeiros Voluntários de Famalicão, Famalicenses, Taipas, Vizela, Trofa, Braga, Cruz Vermelha de Ribeirão, GNR e proteção civil municipal.

Lusa
Imagem: O Minho

domingo, 5 de julho de 2020

Reino Unido regista mais 22 mortes e 516 novos casos nas últimas 24 horas

Número total de mortes ascende a 44.220.

O Reino Unido registou mais 22 mortes associadas à Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando para 44.220 o número de óbitos desde o início da pandemia, e 516 novos casos de infeção pelo novo coronavírus.
De acordo com a informação divulgada hoje pelas autoridades sanitárias britânicas, citadas pela agência espanhola Efe, o número de novos óbitos é inferior ao dos dias anteriores, com 137 na sexta-feira e 67 no sábado, um dia depois de os bares e restaurantes terem reaberto.
Por todo o Reino Unido houve relatos de ruas cheias de pessoas durante a noite de sábado, em particular no distrito londrino de Soho.
A polícia metropolitana de Londres informou que vários agentes foram obrigados a encerrar "um número limitado" de estabelecimentos de restauração antes da hora prevista, devido ao excesso de clientes.
O porta-voz da federação da polícia britânica, John Apter, advertiu que os comportamentos registados no sábado evidenciam que as pessoas alcoolizadas "não podem e não vão respeitar o distanciamento" físico de um metro, que foi decretado pelo Governo.
Apter relatou que, durante um turno noturno em Southampton, viu vários cidadãos "desnudos, alcoolizados felizes, alcoolizados chateados e lutas".
Contudo, o ministro da Saúde, Matt Hancock, assegurou que "a grande maioria das pessoas" cumpriu as normas de segurança e atuou de forma responsável, no início desta nova fase de desconfinamento.
"No geral, estou satisfeito com o que aconteceu ontem [sábado], senti-me bem ao ver as pessoas outra vez na rua e respeitando, na generalidade, o distanciamento social", afirmou o governante.
Já o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, saiu durante a tarde de hoje da residência oficial de chefe do Governo, o número 10 de Downing Street, para se juntar ao aplauso nacional dedicado aos profissionais do Sistema Nacional de Saúde (NHS, na sigla inglesa), que celebra hoje o 72.º aniversário.
O príncipe Carlos, herdeiro do trono, fez um tributo aos profissionais de saúde e ao NHS, devido ao "período que mais colocou à prova este serviço na sua história".
A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 530 mil mortos e infetou mais de 11,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Lusa