segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Incêndios em Proença, Arouca e Torre de Moncorvo mobilizam 660 operacionais

Os incêndios que lavram hoje em Proença-A-Nova (Castelo Branco), Arouca (Aveiro) e em Torre de Moncorvo (Bragança) são neste momento os fogos que mais preocupam a Proteção Civil, mobilizando mais de 660 operacionais.

Em conferência de imprensa, que decorreu esta tarde na sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o 2.º comandante operacional André Fernandes deu conta que houve até às 18:30 de hoje 114 ocorrências relacionadas com incêndios.
O responsável referiu que o incêndio que mobiliza mais meios é o que lavra desde as 13:43 no concelho de Proença- A- Nova, numa zona de mato, e que está a ser combatido por 368 operacionais, apoiados por 116 viaturas e 10 meios aéreos.
André Fernandes explicou que os meios no terreno "têm vindo a ser reforçados" e que ainda não existe uma previsão para a hora a que o fogo possa ser dominado.
O combate ainda está difícil, devido ao vento forte que se faz sentir no local e, obviamente, à continuidade da vegetação que temos e devido também às condições de secura", justificou.
Já em fase de resolução estão dois incêndios que lavram numa zona florestal no concelho de Arouca, distrito de Aveiro, e que mobilizam 231 operacionais, 73 viaturas e três meios aéreos.
Um outro incêndio que preocupa as autoridades é o que lavra no concelho de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, e que mobiliza 112 operacionais, apoiados por 34 viaturas e três meios aéreos.
André Fernandes fez ainda referência a um incêndio que lavra em território espanhol, mas junto à fronteira portuguesa (Terras de Bouro), que está a ser combatido com o auxílio de operacionais portugueses.
Devido aos riscos de incêndio, os distritos de Bragança e da Guarda vão ficar em alerta especial laranja e os restantes em alerta amarelo.
Lusa

Conserveira Pinhais de Matosinhos não mudou em 100 anos e torna-se num museu vivo

Passaram 100 anos e nada mudou na Pinhais, em Matosinhos, a única fábrica de conservas em Portugal que mantém o método tradicional de produção e que, agora, "navega em novas águas" ao transformar-se num museu vivo.

Custa a acreditar, mas é verdade. A Pinhais, que a 23 de outubro assinala o marco dos 100 anos, é já "muito velhinha" em idade, mas também em hábitos, decidindo manter os seus inalteráveis desde 1920, designadamente o processo de produção das conservas de sardinhas.
O edifício, as bancadas de mármore, os fornos, as grelhas, os tanques de salmoura, o livro de ponto e até o sino datam de 1920. O método, esse, também. Na Pinhais não há máquinas, exceto as de cozedura do peixe e cravação e esterilização das latas. Tudo o resto é feito pelas mãos de 121 trabalhadores.
Não abdicamos disto. Somos a única fábrica a manter o método tradicional e assim vamos continuar, porque é isso que mantém a qualidade dos nossos produtos", disse à Lusa António Pinhal, representante da terceira geração de conserveiros.
Desde a entrada da matéria-prima, que é o peixe, até à sua saída, em conservas, é tudo feito à mão, nada de máquinas, reforçou.
O funcionamento da fábrica é uma "espécie de puzzle" onde, peça a peça, ele vai ganhando forma, embora devagar. Isto é, num "dia bom" a Pinhais produz 25 mil latas de conservas, número bem longe do horizonte das mais de um milhão que as outras fábricas mecanizadas conseguem, adiantou a diretora de Marketing, Patrícia Sousa.
Todos os dias, às 06:00, colaboradores da Pinhais estão na lota de Matosinhos, no distrito do Porto, a comprar sardinha em leilão. Negócio feito e duas horas depois, a sardinha chega à fábrica e é colocada durante 40 minutos em tanques de salmoura, que não é mais do que água e sal para repor a salinidade da mesma e deixa-la "rijinha" para ser mais fácil de manusear, adiantou.
Segue-se o descabeço. Nas bancadas de mármore cada mulher, com a mão e num só golpe, retira a cabeça e toda a tripa das sardinhas, colocando-as em grelhas.
À medida que as grelhas vão sendo preenchidas, são passadas em tinas de água, para ficarem limpas, e vão ao forno durante sete a 12 minutos, mediante a dimensão e gordura do peixe.
Arrefecidas, as sardinhas são depois enlatadas, com molho de tomate e azeite, cravadas, esterilizadas e colocadas a maturar entre 60 a 90 dias, antes de seguirem os seus destinos, que já são muitos, afiançou Patrícia Sousa.
A Áustria é o principal mercado da Pinhais, mas também a Itália, Dinamarca, Austrália ou Estados Unidos da América. Neste momento, exporta para 47 países de todo o mundo, revelou.
E um dos segredos destas conservas está no molho de tomate feito pela dona Emília Vaz, de 67 anos, e há 49 na Pinhais.
A mais antiga colaboradora não quis revelar a receita do molho, pelo menos à Lusa, porque a sua sucessora já a sabe e bem, confirmou.
"O nosso tomate é muito bom, é o melhor que têm as conservas, mas a receita não se pode revelar", riu.
Faz o melhor tomate, mas não gosta dele. A confissão é da própria que, comentou, sempre que o prova, bebe um copo de água de seguida.
Não é caso único. Também Emília, de 64 anos, é a responsável pelo corte do `pickle´ para o molho de tomate, mas também não gosta dele, por isso, não se atreve a provar sequer.
O que se atreve, e bem, é a cantar um fado que, diz, ajuda a passar o tempo e a entreter, dizendo mesmo ser a fadista "cá da Pinhais".
No próximo ano, previsivelmente em julho de 2021, a Pinhais vai tornar-se num museu vivo, abrindo as suas portas a quem queira ver, por exemplo, as Emílias a trabalhar.
"Vai ser um museu vivo da indústria conserveira. As pessoas vão poder ver as coisas a acontecer, ver toda a produção, fazer provas e participar em iniciativas", revelou, acrescentando que este será feito em colaboração com a Câmara Municipal de Matosinhos.
Mas, as novidades não ficam por aqui e, aos 100 anos, a Pinhais, cuja produção é 98% de conservas de sardinhas, sendo os restantes 2% de cavala e carapau, vai aventurar-se no mundo dos patês, confidenciou António Pinhal.
O objetivo é aproveitar a sardinha por inteiro e fazer um subproduto, determinou.
Dlim, dlão. E toca o sino, tal como faz desde 1920, para dar o sinal de saída.
Lusa

Deusa íris, a Gota da Curia presta homenagem à água

O conjunto escultórico “Deusa Íris, a Gota da Curia”, da autoria do artista plástico conimbricense Pedro Figueiredo, localizado na rotunda do Largo Dr. Luís Navega, no centro da Curia, encontra-se concluído, tendo entrado em funcionamento, na passada sexta-feira à noite, 11 de setembro. Este elemento presta tributo à água termal e representa um investimento municipal na ordem dos 140 mil euros.
O “elemento escultórico” é constituído por um polígono com base triangular com 4,5 m de altura, no cimo do qual se encontra representada uma figura feminina, em bronze, serenamente sentada com o seu braço esquerdo esticado segurando na mão uma gota que derrama água em “fio”.
Esta escultura procura representar a Deusa Íris, que é ao mesmo tempo Deusa do Céu, da Água e do Arco-íris. Esta Deusa grega une o Céu com a Terra, é a mensageira dos Deuses com os seres humanos. Era adorada tanto pelos Deuses como pelos mortais, pela sua natureza de bondade e amor daí o poder curativo da sua água.
Para a presidente da Câmara Municipal de Anadia, Maria Teresa Cardoso, “é a concretização de um projeto que há muito vinha sendo idealizado e, de certa forma, reivindicado pelas pessoas da Curia e, inclusive pela Junta de Freguesia, na medida em que quando se fez a requalificação urbana da Curia, as pessoas sentiram que esta rotunda tinha ficado sem algo que dignificasse um bocadinho mais esta estância termal”.
A autarca sublinha que o objetivo da Câmara era o de criar neste local “algo emblemático, associado às termas da Curia e à água”.
Após várias ideias e abordagens, o Município lançou este desafio ao escultor Pedro Figueiredo, um artista plástico, com créditos nesta área e com obras um pouco por todo o país. “O repto foi aceite de bom grado, tendo o projeto começado a ser trabalhado em 2018 e culminado agora com a sua entrada em funcionamento”, adianta a edil.
Maria Teresa Cardoso salienta que este monumento é também “uma homenagem à grande riqueza existente no concelho de Anadia, a água”. Para além das Termas da Curia existem ainda as Termas de Vale da Mó. Por outro lado, frisa, “temos o privilégio de ter no nosso subsolo este precioso recurso natural”, o que permite à Câmara Municipal “fazer a gestão” da rede de abastecimento de água. “Este é um monumento que pretende evocar toda esta grande riqueza do concelho”.
A responsável do Município acredita que as pessoas “não vão ficar alheias” a este elemento escultórico. “Penso que, com o tempo, mesmo os mais críticos, ficarão rendidos a esta obra de arte”. “É evidente que quando se idealiza um projeto temos a noção de que nunca conseguimos agradar a todos”. Contudo, “estou convencida de que, na sua maioria, esta obra irá reunir o consenso de todos”, acrescentando que “o espaço fica muito mais enriquecido com este elemento e, certamente convidará as pessoas a levar daqui uma boa recordação”. “Se a Curia já tinha encanto, de certeza que, a partir de agora, passará a ter ainda muito mais encanto”, refere.
O escultor Pedro Figueiredo, autor do monumento, deixa um agradecimento público ao Município “pelo convite e por acreditar no meu trabalho para um lugar tão emblemático como este que é a Curia”. Para o artista plástico, a “Deusa Íris” irá tornar-se num “ícone da Curia”.
O elemento escultórico pretende assim relevar a notoriedade da Curia, como estância termal de reconhecimento regional, nacional e internacional, bem como o princípio da sua história, a sua memória como património existente, nomeadamente a sua essência, a água termal.
De recordar que a Curia, ao longo dos séculos, foi sempre conhecida pela qualidade das suas águas e dos seus poderes curativos, sendo uma das principais povoações de referência do concelho da Anadia.

GNR colocará em prática a operação “Regresso às aulas 2020”

 Guarda Nacional Republicana (GNR), no período de 14 a 25 de setembro, realiza um conjunto de ações de sensibilização dirigidas aos diversos intervenientes no ambiente escolar, desde professores, alunos e encarregados de educação, em todos os estabelecimentos escolares na sua área de responsabilidade, com o objetivo de transmitir conselhos de segurança e restringir ações, atitudes e comportamentos de risco potenciadores da propagação da pandemia COVID-19, em todo o território nacional.
Neste período, as Secções de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário (SPC) e os militares dos Postos Territoriais irão promover ações de sensibilização no âmbito da segurança na rua, em casa e ainda segurança rodoviária, uma vez que o fluxo de trânsito aumenta devido ao transporte dos alunos para a escola, sendo importante alertar os condutores para a utilização dos cintos de segurança e dos sistemas de retenção para crianças. Irão também ser realizadas ações de patrulhamento orientado para o cumprimento das normas destinadas a prevenir a propagação da COVID-19.
A GNR, para além da transmissão de conselhos de segurança aos encarregados de educação, irá ainda divulgar o Programa Escola Segura e dar a conhecer os militares responsáveis pelo programa na respetiva escola, com a distribuição do número de contacto das SPC, contribuindo desse modo para uma maior consciencialização dos encarregados de educação para a importância da segurança escolar dos jovens alunos e para uma melhor preparação das crianças e jovens, para os desafios que irão encontrar no regresso às aulas, aumentando o sentimento de segurança da comunidade escolar.
A GNR tem à sua responsabilidade cerca de 5 mil estabelecimentos de ensino, onde os militares irão promover estas ações e transmitir alguns conselhos de segurança, designadamente:
  • Aos jovens estudantes:

o   No deslocamento de e para a escola circula sempre que possível acompanhado ou em grupo e evita passar em locais isolados ou com pouca luz;
o   Nem sempre o caminho mais perto é o caminho mais seguro;
o   Memoriza no telemóvel o número do Posto da GNR local, num dos números de marcação rápida;
o   Espera pelos teus pais, por algum familiar ou amigo, dentro da escola;
o   Na internet:
  • Escolhe bem os conteúdos que publicas;
  • Palavras-passe: não as deixes acessíveis, não as mostres a amigos, altera-as e usa diferentes para vários serviços;
  • Se te sentires ameaçado na internet, pede ajuda a outra pessoa;
  • Qualquer pessoa pode estar online. Não acredites em tudo o que te dizem ou mostram;
  • Não te isoles. Se te acontecer algo perturbador online, denuncia.
o   Sempre que tiveres um problema, informa os teus pais ou encarregados de educação ou pede ajuda a um professor ou a um auxiliar da escola.
  • Aos pais:

o   Acompanhe o desenvolvimento escolar e as suas rotinas do seu filho;
o   Ensine o seu filho a colocar o número do Posto da GNR local, num número de marcação rápida;
o   Sempre que tiver conhecimento ou suspeita de que o seu filho ou colegas estejam a ser vítimas de ameaças, agressões ou outro tipo de crime, informe de imediato a GNR. A nossa ajuda poderá ser decisiva!

Costa recusa comentar apoio à reeleição do presidente do Benfica

O primeiro-ministro argumentou que a inclusão na comissão de honra da recandidatura de Luís Filipe Vieira não é matéria que esteja relacionada com a sua vida política.

O secretário-geral do PS rejeitou este sábado comentar a sua inclusão na comissão de honra da recandidatura do presidente benfiquista, Luís Filipe Vieira, argumentando que é matéria extra vida política.
"Não vou fazer nenhum comentário sobre um assunto que não tem rigorosamente nada a ver com a vida política nem com as funções que exerço ou exerci", afirmou António Costa.
O também primeiro-ministro respondia a questões dos jornalistas após discursar no encerramento do XIX Congresso da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, no pavilhão Paz e Amizade, em Loures.
"A liberdade de expressão é, felizmente, algo que existe em Portugal. Da minha parte, não faço nenhum comentário, não tenho nada a dizer sobre uma matéria que não tem rigorosamente nada a ver", concluiu.
O jornal semanário Expresso noticiou este sábado que Costa e o seu sucessor na Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, fazem parte da comissão de honra de Vieira para as eleições das "águias", em outubro.
Lusa

Turismo Centro de Portugal vence prémio em Barcelona para melhor campanha pós-covid-19

Filme “Chegou o Tempo” distinguido com dois prémios no Festival Terres, incluindo o Prémio Especial “Vamos Recomeçar”.

A campanha “Chegou o Tempo”, produzida pelo Turismo Centro de Portugal (TCP) no contexto da pandemia de covid-19, foi distinguida com o prémio especial do Festival Terres, que decorreu na Catalunha, perto de Barcelona. A mensagem de esperança do filme que sustenta a campanha motivou a organização do evento a atribuir-lhe o Prémio Especial “Recomencem” (em português, Vamos Recomeçar”).
O Prémio Especial Recomencem foi a principal novidade deste ano do festival espanhol. Com ele, a organização pretendeu distinguir “a melhor produção que estimule o desejo de regressar a viajar depois da pandemia de coronavírus”. Este prémio foi apadrinhado pelo Patronato de Turismo das Tierras del Ebro.
Além deste prémio especial, o filme “Chegou o Tempo” arrecadou também o galardão referente ao segundo lugar na categoria “Destino Turístico – Região”. Desta forma, o filme, realizado por Telmo de Campos Martins para o Turismo Centro de Portugal, saiu duplamente premiado do festival espanhol.
Com estes dois prémios, são já oito as distinções internacionais ganhas por filmes e campanhas do Turismo Centro de Portugal no ano de 2020, em países, regiões e cidades tão diversas como Londres, Nova Iorque, Los Angeles, Berlim, Madrid, Catalunha, Letónia e Sérvia.
Apresentada a 18 de maio, a campanha "Chegou o Tempo" teve como grande objetivo mostrar aos portugueses que o Centro de Portugal é o destino mais indicado para ultrapassar os dias difíceis do confinamento a que estiveram sujeitos: um destino mais seguro, mais autêntico, mais pessoal e mais sustentável. A campanha surgiu na sequência de uma anterior, lançada logo nos primeiros dias de pandemia, e que teve o nome de “Haverá Tempo”. Nesse primeiro momento, o TCP apelou aos portugueses para que ficassem em casa, dando nota de que "haveria tempo" para conhecer ou regressar ao Centro de Portugal. Foi a esse tempo de mudança que a campanha “Chegou o Tempo” deu eco – a mensagem de que tinha “chegado o tempo” de voltarmos a viver e de redescobrirmos o Centro de Portugal como se fosse a primeira vez.
“Os filmes promocionais do Centro de Portugal já nos habituaram, recentemente, a serem distinguidos internacionalmente. Mas, provavelmente, nenhum dos galardões representa tanto para nós como este Prémio Especial Recomencem atribuído à campanha ‘Chegou o Tempo’”, destaca Pedro Machado, presidente do TCP. “Com esta campanha, o Turismo Centro de Portugal foi a primeira região nacional a iniciar um tempo novo na atividade turística, aquele que se seguiu à fase de confinamento. É, sem dúvida, uma campanha inspiradora e motivacional, que apela a procurarmos o que gostamos de fazer e que já não fazíamos há muito tempo. Ao mesmo tempo, é uma campanha patriótica, em que dissemos que este era o tempo de ajudarmos os portugueses a retomar a sua vida”, acrescenta.
A cerimónia de entrega de galardões do Festival Terres foi realizada na noite de ontem, através de plataformas digitais. O Festival Terres – Filmes & Criatividade é o único evento de turismo especializado realizado na Catalunha. Integra o circuito CIFFT, que reúne os melhores festivais de cinema de turismo em todo o mundo.
Pode ver o filme “Chegou o Tempo”, aqui:

Anadia promove reconversão das margens Rio da Serra

O Município de Anadia está a proceder à reconversão das margens (esquerda e direita) do Rio da Serra, junto ao Parque Urbano da Cidade que se encontra em construção, numa extensão aproximada de 400 metros lineares. Um investimento que ronda os 125 mil euros e com um prazo de execução de 90 dias.

A intervenção prevê trabalhos de caráter corretivo que consistem num conjunto de alterações efetuadas sobre o troço de curso de água para melhorar as suas condições de escoamento, como seja a sua regularização, retificação, entre outros.
De salientar que o estado atual do rio apresenta diversos rombos marginais, uma vez que existe uma elevada erosão, caracterizada pela remoção da base das margens, devido à elevada concentração de ações de escoamento, pois, o rio apresenta uma dinâmica de variação do seu traçado e um permanente processo de erosão/sedimentação.
A solução encontrada para a reconversão das margens pretende assim diminuir os fenómenos de erosão verificados, neste troço do Rio da Serra, e irá igualmente diminuir as pressões sobre as margens que, consequentemente aumentam o risco de erosão.
Relativamente ao leito do rio não está prevista qualquer intervenção, mantendo-se a situação existente.
Esta intervenção pretende valorizar a envolvente natural da cidade de Anadia como elemento de interesse e mais-valia ao desenvolvimento do município, criando áreas envolventes, assumidas como zonas de proteção e essenciais à preservação dos ecossistemas que, em harmonia, apresentam valores cénicos dignos de proteção.