sexta-feira, 29 de janeiro de 2021
Em Silves: LIGAÇÕES À CONDUTA OBRIGAM A CORTE DE ÀGUA NA RUA CRUZ DA PALMEIRA E PRACETA GIL EANES NA MANHÃ DO DIA 29 DE JANEIRO
O maior êxodo da história latino-americana

A avalanche de emigrantes venezuelanos não tem precedentes na América Latina. Fogem da miséria resultante de anos de expropriações e brutalidades socialistas, e a pandemia intensificou sua vulnerabilidade.
Mais de 5 milhões superlotam os sistemas migratórios de diversos países, e só na Argentina há 174.000 venezuelanos emigrados, embora seja o país mais distante do Caribe.
O Papa Francisco, tão acolhedor às migrações de muçulmanos na Europa, não estende a esses católicos suas preocupações, pouco ou nada abrandando seu drama no nosso continente.
Obcecados pela luta contra os ricos, contra os evangelizadores e colonizadores ‘brancos’, os movimentos sociais, as conferências episcopais, as CEBs e ONGs ‘humanitárias’ pouco se manifestam.
ABIM
Ciclista Domingos Gonçalves suspenso quatro anos por anomalias no passaporte biológico
O português Domingos Gonçalves foi suspenso por quatro anos por "uso de métodos e/ou substâncias proibidas", segundo a lista atualizada de suspensões da União Ciclista Internacional (UCI), ontem publicada.
O campeão nacional de fundo de 2018 e de contrarrelógio em 2017 e 2018 fica impedido de participar em qualquer prova até 11 de dezembro de 2023.
Em 12 de dezembro de 2019, a UCI anunciou que Domingos Gonçalves tinha sido notificado de "uma violação do regulamento antidopagem por uso de uma substância proibida, com base nas anomalias detetadas no seu passaporte biológico entre 2016 e 2018".
Contudo, segundo a lista de suspensões hoje atualizada pela UCI, os resultados desportivos do corredor de 31 anos são anulados entre 11 de julho de 2018 e a data da suspensão provisória, com Gonçalves a 'perder', entre outros, o nono lugar da Volta a Portugal de 2018, e a etapa que ganhou, e a prata nos nacionais de contrarrelógio do ano seguinte.
O barcelense não compete desde a Volta a Espanha de 2019, quando desistiu na 14.ª etapa.
Domingos Gonçalves iniciou o seu percurso profissional na Onda, em 2012, mantendo-se na equipa 'axadrezada' na temporada seguinte, antes de dar o salto para a francesa La Pomme Marseille.
Em 2015, regressou ao pelotão nacional, para alinhar na Efapel, antes de cruzar fronteiras para a Caja Rural, equipa à que haveria de voltar em 2019, já depois de outras duas temporadas na Rádio Popular-Boavista.
Lusa
Imagem: Mountanbikes.pt
Violaram confinamento, fugiram da polícia e acabaram por ser salvos pelos bombeiros
PSP registou em 12 horas, pelo menos, duas situações de violação do confinamento: fechou um grupo recreativo, que funcionava como café, e pôs fim a uma festa com 50 jovens.
Sucedem-se os casos de desobediência das regras do confinamento em vigor. Mas houve uma com contornos insólitos que envolveu uma fuga em direção a um túnel de escoamento de água, que desaguava no Rio Trancão, tendo sido preciso pedir ajuda aos bombeiros de Camarate.
A PSP de Loures fechou as instalações de um grupo recreativo que estava a funcionar ilegalmente como café, com clientes no interior. De acordo com o comunicado oficial, o estabelecimento encontrava-se “com as portas fechadas” e era “audível várias pessoas a dialogar no seu interior”
Tudo aconteceu a 23 de janeiro, pelas 14h30. As autoridades tentaram chegar à fala com as pessoas, sem sucesso, quando “se repente, os clientes começaram a fugir pelas traseiras do estabelecimento. Dois correram em direção a um túnel de escoamento de água.
De acordo com a PSP, o túnel tem uma “extensão considerável, não sendo possível visualizar a sua extensão para além dos 10 metros, tanto pela inexistência de luz, como por curvas que o referido túnel tem”.
Os dois homens não responderam ao chamamento das autoridades e “dada uma forte corrente de água se encontrar a entrar no túnel” acabaram por ser chamados ao local os Bombeiros Voluntários de Camarate. Acabaram por ser resgatados “bastante molhados” e recusaram auxílio médico.
Foram depois identificados, autuados e encaminhados para os seus domicílios.
A mesma força policial, cerca de 12 horas depois, às 3h00 terminou uma festa, na Pontinha, que reunia cerca de 50 jovens, no interior de um barracão.
“Após a intervenção policial, sem registo de qualquer incidente, os infratores seguiram de imediato para as suas residências, para efeitos de cumprimento do dever geral de recolhimento domiciliário”, remata o comunicado.
Cristina Nascimento / RR
Marcelo: “O que fizermos até março determinará o que vai ser a primavera, o verão e quem sabe se o outono”
O Presidente da República decretou hoje a renovação do estado de emergência em Portugal até 14 de fevereiro, para permitir medidas de contenção da covid-19, e defendeu que é preciso agir depressa e drasticamente.
"Vivemos o período de longe mais difícil da pandemia que dura há quase 11 meses. Temos dos mais elevados números da Europa. A variante inglesa do vírus surgiu e propagou-se vertiginosamente abarcando mais de 50% dos casos em áreas como a Grande Lisboa. A pressão sobre a estruturas da saúde, sobretudo nessa Grande Lisboa, é extrema. O número de mortes cresce a um ritmo há meses inimaginável e com ele cresce a perigosa insensibilidade à vida e à morte, mesmo de familiares, amigos, vizinhos, companheiros de tantos lances da vida. Com essa insensibilidade crescem ainda a negação do vírus, da sua gravidade, a negação da necessidade do estado de emergência e até do confinamento. Mas nada disso, nenhuma dessas negações, resolve a multiplicação dos mortos, as esperas infindáveis por internamentos, o sufoco dos cuidados intensivos, o sofrimento de doentes covid e não covid", começou por dizer Marcelo Rebelo de Sousa numa declaração ao país poucas horas depois da Assembleia da República ter aprovado a prorrogação do estado de emergência até 14 de fevereiro e da conferência de imprensa do Conselho de Ministros ter anunciado as novas medidas que vão entrar em vigor.
O Presidente da República sublinhou que "o que verdadeiramente importa nestes momentos mais difíceis e mesmo mais dramáticos é não perder a linha de rumo, não perder a determinação, não perder a capacidade de resistir, de melhorar e de agir".
"Se for verdade que desta vez a vaga começou a ocidente e Portugal é dos primeiros e não dos últimos a sofrer com a pandemia, então é preciso agir depressa e drasticamente. É esse o sentido das medidas hoje mesmo tomadas ao abrigo do decreto que assinei logo após a autorização da Assembleia da República. Temos de ser mais estritos, mais rigorosos, mais firmes no que fizermos e no que não fizermos. Ficar em casa, sair só se imprescindível e com total proteção pessoal e social. Só assim será efetivamente viável testar a tempo e rastrear os possíveis infetados diminuindo a disseminação do vírus", avisou.
Marcelo vincou a necessidade de continuar o processo de vacinação, "melhor e ainda mais depressa", "sem criar especulações que nos enfraqueçam", numa referência à polémica sobre a vacinação dos deputados do Parlamento numa fase antes da prevista. "Ninguém de bom senso quereria fazer passar centenas ou um milhar de titulares de cargos políticos ou de funcionários, por muito importantes que fossem, de sultão à frente de milhares de idosos com as doenças mais graves e por isso de mais óbvia prioridade", assinalou.
"Temos de estar preparados para confinamento e ensino à distância mais duradouros do que se pensava antes desta escalada. Temos de, na medida do necessário, usar o controlo de fronteiras na entrada e na saída e, como que num autoconfinamento, a limitação da deslocação de nacionais para fora do território do continente. Temos de esgotar todas as hipóteses na capacidade de resposta em reformados, reservistas, reformados no estrangeiro.Não vale a pena esconder a realidade, fazer de conta, iludir a situação porque essa situação é mesmo a pior que vivemos desde março do ano passado", reafirmou.
"O que fizermos todos, poderes públicos solidários e portugueses, até março, inclusive, determinará o que vai ser a primavera, o verão e quem sabe se o outono. E joga-se tudo nas próximas semanas, até março inclusive, para que a vaga inglesa passe sem surgir outra vaga de outros continentes, o que desde já estamos a prevenir e que custo, como sabem", declarou o Presidente da República, relembrando "que o custo brutal destas medidas mais duras é de longe muito inferior ao custo em vida, saúde, economia e sociedade destruídas por uma pandemia que vá até outubro deste ano".
"Temos mesmo de travar a escalada em curso. E já. Seguindo o exemplo dos nossos profissionais de saúde em carácter, consistência, entrega e espírito de missão. Portugueses será que ainda vamos a tempo? Claro que vamos a tempo, mas este é o tempo de fazermos todos, poderes públicos e portugueses, mais e melhor", concluiu Marcelo Rebelo de Sousa.
O atual período de estado de emergência termina às 23:59 do próximo sábado, 30 de janeiro. Esta renovação tem efeitos a partir das 00:00 de 31 de janeiro, até às 23:59 de 14 de fevereiro.
De acordo com a Constituição, este quadro legal que permite a suspensão do exercício de alguns direitos, liberdades e garantias, não pode durar mais de 15 dias, sem prejuízo de eventuais renovações com o mesmo limite temporal.
Para o decretar, o Presidente da República tem de ouvir o Governo, que deu parecer favorável na quarta-feira, e de ter autorização da Assembleia da República, que foi dada hoje, com votos a favor de PS, PSD, CDS-PP e PAN, a abstenção do BE e votos contra de PCP, PEV, Chega e Iniciativa Liberal.
Covid-19: ASAE instaura um processo-crime por desobediência e 32 contraordenações
Lusa
