sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Anadia atribui 41 bolsas de estudo


A Câmara Municipal de Anadia deliberou atribuir as 41 bolsas sobrantes a estudantes do Ensino Superior, no valor de mil euros cada, no âmbito do Regulamento Geral de Ação Social . A decisão foi tomada na reunião de executivo, no passado dia 17 de fevereiro.

Na segunda fase do procedimento especial para atribuição de Bolsas de Estudo para o ano letivo 2020/2021, que decorreu entre 29 de dezembro de 2020 e 12 de janeiro de 2021, foram apresentadas apenas três novas candidaturas que, após análise pelas técnicas do Serviço de Ação Social do Município, verificou-se que não cumpriam as condições especiais de atribuição previstas no RGAS.

No sentido de perfazer o total de 50 Bolsas definidas para o concurso, o executivo deliberou atribuir as 41 Bolsas de Estudo sobrantes, às candidaturas que apenas não reuniam a condição, relativa ao rendimento médio mensal líquido por pessoa, cumprindo todos os demais requisitos, com base na ordenação ascendente do rendimento per capita dos agregados familiares dos candidatos.

De recordar que a Câmara Municipal, na sua reunião do passado dia 23 de dezembro, atribuiu as primeiras nove Bolsas de Estudo relativas ao presente ano letivo.

A “Bolsa de Estudo a Estudantes do Ensino Superior” consiste num benefício monetário elegível para estudantes que estejam matriculados ou inscritos no ensino superior para frequência de cursos, devidamente homologados, que confiram os graus académicos de técnico superior profissional, licenciatura ou mestrado, ministrados em estabelecimentos de ensino públicos ou privados, em Portugal.

O benefício é uma prestação pecuniária anual destinada a comparticipar os encargos com a frequência de um curso, atribuída pelo Município de Anadia a fundo perdido.

 

Equipa da Universidade de Coimbra integra grupo europeu para estudar os fatores de stress em abelhas melíferas

 

Uma equipa de investigadores do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), coordenada por José Paulo Sousa, colabora com o grupo “MUST-B”, criado pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA, na sigla original em inglês) com o objetivo de estudar o risco integrado de múltiplos fatores de stress em abelhas melíferas e avaliar formas de os mitigar através da melhoria da gestão das culturas e das paisagens agrícolas.

A equipa da FCTUC é responsável pela recolha de dados de campo sobre o desenvolvimento de colónias e paisagem envolvente. Todos os dados «serão utilizados para a calibração do modelo ApisRAM – modelo de avaliação de risco para colónias de abelhas melíferas a nível europeu –, que está a ser desenvolvido pelo grupo MUST-B», explica José Paulo Sousa.

Este modelo, detalha, vai permitir, por exemplo, «prever o estado de saúde das colónias de abelhas adotando uma abordagem holística ao problema, integrando não apenas informação sanitária sobre as colónias e efeitos derivados da exposição a pesticidas, mas também a influência da composição e gestão da paisagem, sobretudo ao nível de práticas agrícolas e disponibilidade de recursos florais».

Os dados recolhidos pela equipa portuguesa estão também a ser integrados na plataforma EU Bee Partnership (EUBP), com a participação ativa do aluno de doutoramento em Biociências da FCTUC, Nuno Capela. Esta plataforma, também apoiada pela EFSA, tem como objetivo recolher e analisar dados relacionados com polinizadores, e apresentá-los de forma visualmente clara e simples. Pretende igualmente ajudar a exploração de dados e melhorar o entendimento, por stakeholders de diversas áreas, sobre o estado de saúde dos polinizadores e a sua função no ambiente.

Com os dados recolhidos no âmbito do seu doutoramento, o investigador Nuno Capela, do Centro de Ecologia Funcional, pretende «uniformizar a recolha de dados futuros e ajudar na criação de algoritmos que possam detetar automaticamente eventos, tendências e possíveis problemas nas colónias de abelhas». Dessa forma, assinala, «no futuro, apicultores, investigadores ou mesmo os cidadãos, poderão adicionar dados em bruto na plataforma, a qual fará o seu processamento de forma automática, mostrando como resultado gráficos e tabelas fáceis de interpretar».

No momento, o principal foco da plataforma «é a informação sobre abelhas melíferas, mas está planeada a integração de dados de outros polinizadores num futuro próximo. Tudo isto permitirá centralizar a informação existente, para identificar os problemas que levaram ao decréscimo dos polinizadores, e ajudar na tomada de decisão para uma melhor proteção destes insetos e do serviço de polinização que prestam, crucial para a nossa sobrevivência», acrescenta Nuno Capela.

Cristina Pinto

Inscrições abertas para o 10º campo arqueológico de Proença-a-Nova


As inscrições para o 10º campo arqueológico de Proença-a-Nova, que se realizará de 5 a 31 de julho, estão abertas para estudantes e licenciados em Arqueologia ou detentores de outro grau académico que se interligue com Arqueologia (ex. História, Antropologia, Arqueociências entre outros), embora possa ser aceite a participação de outros interessados (público adulto entre os 18 e 65 anos). Considerando a evolução da situação epidemiológica no país e a sua imprevisibilidade, algumas atividades poderão ser adiadas ou canceladas em função da evolução da pandemia.

O Campo Arqueológico de Proença-a-Nova (CAPN) é um modelo misto de campo de trabalho, investigação e aprendizagem para alunos, preferencialmente dos ramos da arqueologia, da história e das arqueociências, que teve início em 2012 como Campo Arqueológico de Proença-a-Nova e que a partir de 2013 tomou um cariz internacional. O intuito destes campos é estudar, preservar e divulgar os sítios arqueológicos do concelho dando a conhecer um património que ainda é desconhecido de muitos.

Promovido pelo Município de Proença-a-Nova em parceria com a Associação de Estudo do Alto Tejo, a campanha de verão do 10º Campo Arqueológico de Proença-a-Nova (CAPN) estão previstas para três sítios arqueológicos: Campo 1: Bateria das Batarias (séculos XVIII e XIX) - 05-17 de julho; Campo 2: Capela Velha do Peral (séculos XV a XVII) - 12-24 de julho; Campo 3: Sepultura Pré-histórica (a definir) - 19-31 de julho.

Para além dos campos arqueológicos, o CAPN tem previstas outras atividades lúdico-didáticas, como conferências, debates e visitas de estudo. No dia 25 de julho será apresentado o livro "Proença-a-Nova. Arqueologia e Património".

Mais informações aqui.

Jornalistas condenadas à prisão na Bielorrússia por filmarem protestos

Na Bielorrússia, a liberdade de imprensa tem um custo.
Um tribunal do país condenou duas jornalistas a dois anos de prisão acusadas de "organização e preparação de ações que constituem um grave atentado à ordem pública" por filmarem manifestações contra o presidente Alexander Lukashenko.

Daria Chultsova, de 23 anos, e Katerina Bakhvalova, de 27, são correspondentes na Bielorrússia do canal da oposição com base na Polónia Belsat.

Foram presas a 15 de novembro do ano passado, num apartamento a partir do qual filmaram a repressão de uma manifestação de homenagem a um ativista morto dias antes.

As duas jornalistas dizem-se inocentes e falam em acusações forjadas. A acusação apresentou como elementos de prova microfones, uma câmara de filmar e coletes de imprensa.

Organizações internacionais de direitos humanos condenaram a detenção.

Euronews

Imagem: Euronews

Portugal tem dos níveis mais baixos da UE de violência

Portugal está na cauda da Europa no que à violência física diz respeito, com 4% de casos, segundo um relatório da Agência para os Direitos Fundamentais da União Europeia, divulgado hoje e a que a Lusa teve acesso.

Naquela que é descrita como a primeira pesquisa abrangente sobre a experiência de criminalidade entre a população da UE (incluindo Reino Unido e Macedónia do Norte, único país não-comunitário que tem estatuto de observador junto da Agência para os Direitos Fundamentais), concluiu-se que, no ano que precedeu a pesquisa, quase um em cada três europeus foram vítimas de assédio (o que representa 110 milhões de pessoas) e 22 milhões foram fisicamente agredidos.

O estudo -- que envolveu 35 mil inquiridos, dos quais cerca de mil portugueses, entre janeiro e outubro de 2019 -- revela que 9% das pessoas na UE experimentaram algum tipo de violência nos últimos cinco anos, com percentagens nacionais que variam entre os 3% e os 18 por cento.

Em Portugal, apenas 4% disseram ter sido fisicamente agredidos, percentagem apenas superada por Malta e Itália. No extremo oposto estão Estónia, Finlândia e República Checa.

Em Portugal, um terço da violência física é atribuída a familiares, seguindo-se amigos e vizinhos e outros conhecidos, e 34% dos casos aconteceram em casa, seguindo-se espaços públicos (jardins, parques, rua) e restaurantes, cafés e lojas.

Em 79% dos casos, a violência foi perpetrada por homens.

Porém, apenas 14% das vítimas reportaram a agressão física, com 44% a justificarem ter "tratado do assunto sozinhos". O medo de represálias (25%) e a incompetência da polícia (21%) são outras das razões apontadas para não apresentar denúncia.

No contexto da desinformação que relaciona o crime com a imigração, a FRA perguntou às vítimas pela descrição dos agressores, nomeadamente sobre as suas origens étnicas e nacionais.

A maioria dos europeus não identificou traços étnicos e migratórios nos agressores, com os portugueses a ocuparem o segundo lugar entre os que excluem essa ligação, apenas atrás da Finlândia.

No que respeita ao assédio, os portugueses também registam uma média abaixo da europeia, com 24% a dizerem ter sido vítimas nos últimos cinco anos (contra 41% dos europeus).

O assédio 'online' reduz a percentagem para 4% (contra 14% na UE). Neste caso, a principal razão (46%) para não terem denunciado as agressões é a desvalorização do que aconteceu -- "não era suficientemente grave".

Ao contrário da violência física, no assédio quase metade dos casos foi perpetrada por desconhecidos.

Em 78% dos casos de violência, os portugueses não recorreram ao apoio de nenhuma organização, seja esta um hospital, proteção legal ou um serviço de apoio à vítima.

O relatório também avaliou os crimes de roubo, com Portugal a registar a taxa mais baixa de casos nos últimos cinco anos (2%, face à média europeia de 8%), e de fraude, com Portugal a registar 9% (face à média de 26%), só à frente de Chipre.

Lusa

Apoio de Portugal a Timor-Leste ronda um milhão de euros


Portugal canalizou, bilateralmente ou através de organizações multilaterais, cerca de um milhão de euros para apoio à resposta de Timor-Leste à covid-19, a que se somaram apoios regionais e globais, indicaram dados hoje divulgados.

O embaixador de Portugal em Timor-Leste, José Pedro Machado Vieira, enumerou esses apoios durante a reunião trimestral dos parceiros de desenvolvimento, onde grande parte da agenda foi marcada pela resposta à covid-19.

"O Governo português está a analisar as modalidades em que Portugal poderá apoiar o processo de operacionalização da vacinação nos PALOP [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa] e Timor-Leste", disse.

Portugal apoiou com 140 mil euros a Organização Mundial de Saúde (OMS), no âmbito do plano de preparativos e resposta à covid-19, e com 50 mil euros o Fundo das Nações Unidas para a População, visando especialmente a saúde maternoinfantil.

Entre as iniciativas, destaque para a realocação e flexibilização no uso do financiamento do Fundo Global da SIDA, canalizando cerca de 500 mil euros para a resposta imediata à covid-19 em Timor-Leste.

Lisboa contribuiu ainda com 150 mil euros para o Programa Alimentar Mundial (PAM), para a manutenção de voos humanitários, e de 75 mil euros para o Fundo da ONU para a Infância (UNICEF) para a compra de equipamento de proteção pessoal.

Em termos globais e regionais, registou-se uma doação público-privada de dez milhões de euros para a Iniciativa Act-Accelerator, iniciativa da OMS em conjunto com a Comissão Europeia, para o acesso inclusivo à vacinação.

Portugal disponibilizou 3,5 milhões de euros para o Plano de Ação na Resposta Sanitária à Pandemia, com os PALOP e Timor-Leste, iniciativa que inclui fornecimento de material médico e equipamento e ainda ações formativas.

Lusa

Proibido circular entre concelhos entre 20:00 de hoje e 05:00 de segunda-feira


A circulação entre concelhos em Portugal continental volta a estar proibida entre as 20:00 de hoje e as 05:00 de segunda-feira, sem prejuízo das exceções previstas, no âmbito do estado de emergência para combater a pandemia de covid-19.

A proibição da circulação entre os 278 municípios do continente durante o fim de semana tem sido aplicada, sucessivamente, desde o período do Ano Novo, mas registou um alargamento do horário de aplicabilidade a partir de 15 de janeiro, com o novo confinamento geral.

"É proibida a circulação para fora do concelho do domicílio no período compreendido entre as 20:00 de sexta-feira e as 05:00 de segunda-feira, sem prejuízo das exceções previstas", lê-se no regulamento do Governo para o atual estado de emergência.

Antes do atual confinamento geral, que entrou em vigor em 15 de janeiro, e desde o período do Ano Novo, a circulação entre concelhos do continente era proibida entre as 23:00 de sexta-feira e as 05:00 de segunda-feira, "salvo por motivos de saúde, de urgência imperiosa ou outros especificamente previstos".

Segundo o diploma do Governo que regula o estado de emergência decretado pelo Presidente da República, existe um conjunto de exceções à proibição de circulação entre concelhos, inclusive deslocações para desempenho de funções profissionais (conforme atestado por declaração emitida pela entidade empregadora ou equiparada), por motivos de saúde e para cumprimento de responsabilidades parentais.

Além desta restrição de circulação entre concelhos, continua em vigor o confinamento obrigatório, em que a principal regra é ficar em casa, a proibição de vendas ou entregas ao postigo em qualquer estabelecimento do ramo não-alimentar, a proibição de venda ou entrega ao postigo de qualquer bebida mesmo nos estabelecimentos autorizados ao 'take-away' e a proibição de permanência em espaços públicos de lazer (que podem, contudo, ser frequentados).

O confinamento obrigatório no domicílio prevê deslocações autorizadas para comprar bens e serviços essenciais, desempenho de atividades profissionais e prática de atividade física e desportiva ao ar livre, na zona de residência e de curta duração.

Todos os estabelecimentos de bens e serviços abertos ao público têm de encerrar até às 20:00 nos dias úteis e até às 13:00 aos fins de semana e feriados, exceto o retalho alimentar, que pode funcionar aos fins de semana até às 17:00.

Em 11 de fevereiro, em conferência de imprensa sobre a renovação do estado de emergência até 01 de março, o primeiro-ministro, António Costa, assumiu que o atual nível de confinamento terá de ser mantido durante o mês de março, considerando que este não é o momento de começar a "discutir desconfinamentos totais ou parciais", mas sim para continuar "com toda a determinação" a fazer o que se tem feito nas últimas semanas porque a situação continua a ser extremamente grave.

O atual estado de emergência vai estender-se até às 23:59 de 01 de março, aplicando-se as mesmas regras de confinamento.

Lusa