sexta-feira, 5 de março de 2021

A má hora de Santos

 

O ex-presidente colombiano, Juan Manuel Santos (no centro), celebrando a assinatura do “Acordo de Paz”, cumprimenta o terrorista Timochenko, comandante das Farc, sob o auspício do ditador cubano Raul Castro (atrás dos dois).

  • Eugenio Trujillo Villegas*

Juan Manuel Santos tem sido uma espécie de estrela da mídia colombiana. Durante os seus dois mandatos presidenciais (2010-2018) teve o vento a seu favor, ao criar seu próprio sistema de propaganda em troca de uma volumosa linha publicitária, de modo que a mídia aplaudiu a falsa paz que ele estabeleceu com os guerrilheiros das FARC (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia). Essa negociação culminou em 2016 com três grandes acontecimentos: um pomposo Acordo com as FARC de repercussão mundial, um Plebiscito em que o povo colombiano rejeitou o Acordo, mas o ex-presidente Santos roubou o resultado, e o Prêmio Nobel da Paz concedido a ele. No entanto, ao longo dos anos, as nuvens voláteis de prestígio criadas por mentiras e dinheiro fraudulento foram dissipadas. Com isso, a realidade foi aparecendo diante dos olhos do mundo.

Nestes dias, as investigações do Ministério Público colombiano sobre as atividades irregulares do ex-presidente tomaram um rumo importante. O registro criminal contra Santos adormeceu o sono dos justos, protegido por investigações fraudulentas que não levaram a lugar nenhum. Mas tudo mudou graças às recentes declarações dos principais implicados nos inúmeros casos de corrupção de seu governo.

Dinheiro fraudulento da Odebrecht

O fio condutor da meada foi a investigação dos subornos da Construtora Odebrecht. Essa multinacional brasileira da corrupção, cujos tentáculos se espalharam pelo mundo, obteve diversos contratos na Colômbia durante o governo santista. Para dar continuidade a esses negócios, foi preciso comprar a reeleição do presidente Santos em 2014, já que ele havia perdido no primeiro turno por quase um milhão de votos.

Foi então necessário injetar ilegalmente vários milhões de dólares na sua campanha em apenas um mês, para “lubrificar” a máquina eleitoral, comprando o voto dos grandes eleitores derrotados no primeiro turno. Assim, o resultado adverso se transformou em triunfo e Santos foi reeleito presidente da Colômbia. O que se deveu ao dinheiro fraudulento da Odebrecht!

No julgamento que se seguiu do então diretor da Agência Nacional de Infraestrutura (ANI), Luis Fernando Andrade, por conta dos subornos da Odebrecht, o ex-senador Bernardo Elias, condenado por esses fatos, decidiu “ligar o ventilador”, dizendo às autoridades tudo o que sabe — o que não havia feito antes para proteger seu cúmplice, o ex-presidente Santos.

Elias denunciou que o dinheiro da Odebrecht foi despejado na campanha presidencial, camuflado em falsos contratos para as obras da Ruta del Sol, uma rodovia de mais de mil quilômetros construída principalmente pela Odebrecht. Posteriormente, o gestor da campanha, Roberto Prieto, também condenado por esses subornos e atualmente na prisão, seria o encarregado de distribuir esse dinheiro ilegal entre os políticos que apoiaram a reeleição santista, por vários milhões de dólares.

Santos sabia dos subornos

Segundo o ex-senador Elias, o presidente da Odebrecht na Colômbia, Eleuberto Martorelli, já havia se encontrado com o presidente Santos e prometido esses recursos em troca de mais contratos. Além disso, Roberto Prieto, o gestor da campanha, reconheceu o ingresso de outras verbas da Odebrecht na campanha do Panamá, sob a figura de pagamentos fictícios por pesquisas e propaganda eleitoral impressa.

Até agora o presidente Santos não estava vinculado a nenhuma investigação, pois, segundo ele, não sabia absolutamente de nada do que estava acontecendo. Porém, em todos os cenários de corrupção dessa multinacional do suborno, a Odebrecht financiou várias campanhas presidenciais em países da América Latina, com a condição de que os candidatos vencedores se obrigassem a garantir novos contratos para a construtora. Foi o que aconteceu no Brasil, Peru, Argentina, Panamá, Equador e Venezuela, onde vários presidentes foram presos ou estão prestes a sê-lo por causa desses eventos.

Deve-se esperar que mais informações sobre essa grande rede de corrupção sejam conhecidas. É claro que Santos roubou as eleições presidenciais de 2014 graças às propinas da Odebrecht. E uma vez que a Presidência foi conquistada com esses métodos ilegais e corruptos, isso deu sustentação ao processo de paz, o qual foi principalmente uma manobra para trazer benefícios a outro crime transnacional, como o é o das FARC. Assim, criou-se um tribunal projetado por terroristas, denominado JEP, o qual concedeu a mais absoluta impunidade a todos os seus crimes; legalizou sua enorme fortuna, produto do tráfico de drogas e do crime; proibiu o Estado colombiano de erradicar os 200.000 hectares plantados com coca, a maioria dos quais pertencentes às FARC; outorgou-lhes dez cadeiras gratuitas no Congresso da República; e aceitou que essa organização narcoterrorista se fragmentasse em uma série de grupos aparentemente dissidentes.

Quatro anos depois daquele acordo espúrio, quando se questiona se a Colômbia alcançou a paz prometida, a resposta óbvia é não. Além disso, a violência e as ações de grupos subversivos se multiplicaram, assim como os massacres. Todas as gangues criminosas do continente lutam pela produção dos 200 mil hectares plantados de coca, protegidos pelo Acordo. Esta é a fonte do conflito, a causa de quase todos os crimes e o alimento da guerra permanente.

Há algo mais que torna esse conflito um pesadelo irracional, semelhante a um romance de realismo mágico. Quem proíbe a fumigação e a destruição das plantações de coca é o Tribunal Constitucional; quem vem desmantelando toda a ação das Forças Armadas para enfrentar a subversão é o próprio governo; quem lucra com essa situação são os guerrilheiros das FARC; e, finalmente, quem sofre as consequências deste desastre é o povo colombiano. Este, quando foi consultado em um Plebiscito realizado em 2016, disse NÃO ao Acordo com as FARC, mas o Governo de Santos ignorou o resultado.

No entanto, apesar do fracasso, o governo continua implementando o Acordo, as FARC se pavoneiam perante o mundo como organização política, e, por onde passa,o Prêmio Nobel da Paz recebe homenagens como o grande arquiteto de uma falsa pacificação, que é uma paródia da razão, do bom senso e da justiça.

Obscura designação do Prêmio Nobel da Paz

Por fim, assim como esses acontecimentos são conhecidos até agora, também um dia as artimanhas de Santos para obter o Prêmio Nobel da Pazserão conhecidas. Como denunciei desde 2018, isso foi conseguido graças aos enormes contratos concedidos pela Ecopetrol à Equinor, empresas petrolíferas estatais da Colômbia e da Noruega. Presidia o Comitê Norueguês do Nobel da Paz a política e ex-ministra responsável pelo petróleo na Noruega, Kaci Kullman Five [foto], que premiou Santos pelos contratos conquistados para a exploração de petróleo e gás na Colômbia.

Que a verdade seja conhecida e os fatos investigados! É o que exige a comunidade internacional, que não pode ignorar aberrações desta magnitude. Disto depende a vida de milhares de pessoas que estão sendo assassinadas, sequestradas e humilhadas por causa de uma falsa paz conseguida com mentiras, amparada em subornos e imposta a uma nação que disse nas urnas que não aceitava o Acordo.

E, como sempre acontece com os corruptos, no final acaba-se sabendo que o dinheiro do suborno não chegou integralmente ao seu destino, mas que parte ficou no bolso dos protagonistas da corrupção. Saberemos em breve!

ABIM

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* Diretor da Sociedad Colombiana Tradición y Acción

Castelo de Paiva | Recordando o colapso da Ponte Hintze Ribeiro

 AFVTER ASSINALOU EM CASTELO DE PAIVA 20º ANIVERSÁRIO DA TRAGÉDIA

· Gonçalo Rocha quer acessibilidades a avançar rapidamente


     Completou-se hoje duas décadas relativos à derrocada da Ponte Hintze Ribeiro, em Entre-os Rios, um acontecimento trágico que tirou a vida a 59 pessoas, maioritariamente gente de Castelo de Paiva, que de autocarro, regressava de uma excursão a Trás-dos-Montes, às Amendoeiras em Flor. Hoje foi tempo de celebrações religiosas e as habituais cerimónias de homenagem junto ao monumento Anjo de Portugal.

 

     Em dia de forte temporal, ao princípio de noite de 4 de Março de 2001, o país soube, perturbado, que o tabuleiro da ponte centenária Hintze Ribeiro tinha ruído, arrastando para as águas barrentas e tumultuosas do Rio Douro, em modo de cheia, um autocarro da empresa Asa Douro, onde seguiam 53 passageiros, e também três automóveis, com seis pessoas, não havendo sobreviventes da tragédia.


     Neste dia, em que mais uma vez se recorda um dos maiores desastres rodoviários de Portugal, num tempo que não apaga a memória, nem a dor que se viveu em Castelo de Paiva, a Associação de Familiares das Vitimas da Tragédia de Entre-os-Rios, em parceria com a edilidade local, promoveu durante o dia de hoje as cerimonias do 20º Aniversário da Tragédia de Entre-os-Rios.

     O programa que assinala esta data, contou com a presença do presidente da autarquia, Gonçalo Rocha, autarcas locais e responsáveis da AFVTER, e destacou uma missa na Igreja Paroquial da Raiva, pelas 10h00 ( transmissão on-line ) com a bênção de 59 flores, seguido de colocação de coroa de flores no cemitério local.

     Às 11 horas, em jeito de homenagem colectiva, as flores serão colocados junto ao Monumento Anjo de Portugal, para que durante o dia serão lançadas ao Rio Douro pelos familiares das vítimas.


     Entretanto, ao final do dia de hoje, pela 19 horas, junto da antiga Ponte Hintze Ribeiro e ao Monumento ‘Anjo de Portugal’, escultura dourada de grande envergadura, localizada por baixo do memorial que perpetua o nome das vítimas deste fatídico acontecimento em Castelo de Paiva, haverá uma nova cerimónia de homenagem, com o lançamento de 59 flores ao Rio Douro, que será realizada desde o tabuleiro da Ponte Hintze Ribeiro.

     Recorde-se que o Presidente da República esteve de visita a Castelo de Paiva em 2017, onde veio participar nas cerimónias do 16º aniversário da queda da Ponte Hintze Ribeiro.

     Em nome de todos os portugueses, Marcelo Rebelo de Sousa veio prestar uma sentida homenagem aos que faleceram nesta tragédia de Março de 2001, deixando palavras de respeito e gratidão às famílias, que souberam ficar e honrar os que partiram, vítimas deste terrível acontecimento rodoviário.


                Vinte anos após a tragédia de Entre-os-Rios, que colocou no mapa, pelas piores razões, um concelho encravado nos limites dos distritos do Porto, Aveiro e Viseu, ainda sobram expressões de incredulidade pela grave tragédia que sucedeu, e o actual presidente da autarquia de Castelo de Paiva, Gonçalo Rocha, que hoje se desdobrou a falar nas consequências da tragédia, do esquecimento a que concelho estava votado, e da evolução que se registou no concelho neste período de tempo, em vários domínios da actividade municipal, ainda refere com evidenciada tristeza que, “ apesar de se reclamar por acessibilidades condignas, ninguém, no pior dos seus pesadelos, poderia pensar que, um dia qualquer pudesse acontecer uma desgraça desta dimensão nesta terra do interior “.

     O edil paivense neste dia de voltar a recordar e a homenagear os mortos do colapso da ponte Hintze Ribeiro, destaca ao mesmo tempo, a necessidade urgente do investimento nas acessibilidades há muito prometidas e desejadas, pelo que se congratula que agora, finalmente esteja garantido o financiamento para assegurar a conclusão da Variante à EN 222 desde a ZI de Lavagueiras ao nó da A32 em Canedo, bem como o IC 35 desde Entre-os-Rios até à A4 em Penafiel, no âmbito do programa europeu denominado Plano de Recuperação e Resiliência.

     Mas o presidente Gonçalo Rocha cobre com optimismo a impaciência de quem espera já há duas décadas pela promessa de acessos rápidos ao litoral, avançando mesmo com uma data, agora que há financiamento para as obras, para conclusão das ligações às auto-estradas, em 2026.

     É fácil neste contexto, em que existem dúvidas e desconfianças de quem esperou duas décadas pelas obras, questionar Gonçalo Rocha, mas o autarca de Castelo de Paiva não hesita em confessar, " eu próprio também sinto a impaciência do cidadão que quer ver as coisas da sua terra resolvidas e tratadas. Mas, para mim, a grande diferença, neste momento, é que temos o dinheiro, que era sempre a grande justificação, muitas vezes não assumida, para não se fazer o que era necessário, agora é impensável que as obras não avancem, deixando um pedido para que as burocracias sejam aligeiradas e se concretizem as empreitadas até à data prevista, para não se perder este importante financiamento comunitário.

 

Carlos Oliveira

Aveiro | Reunião de Câmara – 04 de março de 2021

Apresentamos por este meio a informação sobre as principais deliberações da Reunião do Executivo da Câmara Municipal de Aveiro, realizada hoje, quinta-feira, dia 04 de março, nos Paços do Concelho.

  1. Acordo entre a IP e as Câmaras Municipais de Aveiro e Águeda para execução do projeto e obra do Eixo Rodoviário Aveiro - Águeda

O Executivo Municipal deliberou aprovar o Acordo de Colaboração entre a Câmara Municipal de Aveiro, a Câmara Municipal de Águeda e a Infraestruturas de Portugal (IP) para a elaboração do projeto e obra do eixo rodoviário Aveiro – Águeda.

O projeto, que terá um custo estimado de 2,2 milhões de euros, será financiado a 85% pela IP, com a liderança da CM Aveiro e a CM Águeda.

Nos considerandos deste Acordo de Colaboração está referida a possibilidade de financiamento deste investimento (projeto e obra) pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) a 100%, o que está definido na proposta de PRR apresentada pelo Governo, mas que carece de confirmação na sua versão definitiva e formal.

O acordo foi atingido na última reunião de 10 de fevereiro de 2021, entre os Presidentes da IP e das duas Câmaras Municipais, sendo esta uma via muito importante para os dois Municípios de Aveiro e Águeda, e para a Região de Aveiro, nomeadamente em termos ambientais, de redução de custos e de tempos de deslocação para cidadãos e empresas, bem como para o aumento da segurança rodoviária nas áreas urbanas atravessadas pela antiga EN 230, e de promoção do desenvolvimento urbano e empresarial.

Este Acordo é o corolário de um processo de negociação com o Governo e a IP, nomeadamente com o Ministro das Infraestruturas e Habitação e com o Presidente da Infraestruturas de Portugal, que teve o seu início a 21 de fevereiro de 2020 e que culmina agora, um ano depois, com a boa nova do início do projeto do eixo rodoviário, assumindo as Câmaras Municipais de Aveiro e de Águeda a sua titularidade, iniciando-se de imediato os atos preparatórios para lançar o concurso público para a contratação de projetista.

  1. Requalificação e ampliação da Escola Básica dos Areais

O Executivo Municipal deliberou aprovar o projeto de execução e proceder ao lançamento concurso público para a requalificação e ampliação da Escola Básica (EB) dos Areais (em santa Joana), com o valor base de 1.200.874€.

O projeto agora aprovado vai reabilitar as atuais quatro salas do 1.º Ciclo e a sala do Pré-Escolar em toda a linha, com prioridade à criação de condições térmicas e de conforto adequadas, executar a renovação das infraestruturas de iluminação e rede de águas. A empreitada vai tratar ainda da qualificação dos espaços exteriores de recreio.

A requalificação e ampliação da EB dos Areais faz parte integrante da estratégia definida na Carta Educativa do Município de Aveiro, que está em vigor desde o final de 2019 e prevê a reorganização profunda da rede escolar municipal e a requalificação dos estabelecimentos de ensino, dotando-os de todos os requisitos de conforto, segurança e qualidade para alunos, funcionários e corpo docente.

  1. Covid-19: CMA mais Famílias e mais Cidadãos apoiados

O Executivo Municipal deliberou aprovar apoios económicos a mais 8 famílias residentes em Aveiro correspondendo a mais 19 Cidadãos ajudados no valor global de 4.175,48€, no âmbito dos “Apoios Sociais a Cidadãos e Famílias Carenciadas”, do Fundo de Apoio a Famílias.

CMA aumenta em 35,7% os apoios sociais nos primeiros dois meses de 2021, em comparação com idêntico período de 2020.

Nos primeiros dois meses de 2021, a CMA apoiou 35 Famílias e 83 Cidadãos, no valor global de apoio de 19.219,50€, o que significa um aumento relativamente ao mês período de 2020, de mais 6 Famílias (29 em JAN20 e FEV20) e 25 Cidadãos (59 em JAN20 e FEV20) apoiados e de mais 35,7% de apoio financeiro (14.156,54€ em JAN20 e FEV20).

Na comparação com janeiro e fevereiro de 2019, a diferença é ainda maior, fixando-se em mais 21 Famílias (14 em JAN19 e FEV19) e 54 Cidadãos (29 em JAN19 e FEV19) apoiados e de mais 217,8% de apoios financeiros (6.046,10€ em JAN19 e FEV19).

Para dar resposta a estas situações, a CMA utiliza o Fundo de Apoio a Famílias, que tem para 2021 uma verba total de 150.000€, um valor superior em 50% ao de definido para mesmo Programa em 2020, mas que será dotado do valor que se verificar necessário.

Chamamos a Atenção aos Cidadãos que os apoios do PAAASE 2021, que integram a área social e muitas outras, estão disponíveis em: https://covid19.cm-aveiro.pt/ .

  1. Parecer e contributos da CIRA ao Plano de Recuperação e Resiliência

De acordo com o divulgado esta segunda-feira, 01 de março, o Executivo Municipal tomou conhecimento do parecer e contributos que a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro entregou ao Governo sobre o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A participação da CIRA na consulta pública do PRR tem por base uma lógica contributiva para a sua melhoria, defendendo um plano verdadeiramente nacional, que promova o investimento público e privado no âmbito dos seis pilares definidos no Regulamento Europeu do Mecanismo de Recuperação e Resiliência: Resiliência, Transição Ambiental, Transição Digital, Empresas, Coesão Territorial e Juventude (criação de emprego jovem), colocando no primeiro lugar das prioridades da Região de Aveiro a financiar pelo PRR, a ampliação (com Centro Académico Clínico) e qualificação do Hospital de Aveiro no quadro do CHBV, incluindo os Hospitais de Águeda e Estarreja.

A CIRA já divulgou publicamente o documento em causa.

  1. Parecer da CMA defende prioridade ao novo acesso a norte no licenciamento da 2.ª célula no UTMB de Eirol

Tal como divulgado em Nota de Imprensa de 24 de fevereiro, o Executivo Municipal tomou conhecimento do parecer da Câmara Municipal de Aveiro sobre o licenciamento da segunda célula de resíduos urbanos no aterro sanitário do Centro Integrado de Tratamento e Valorização (CITVRSU), do qual se destaca a defesa da criação do “acesso rodoviário não urbano a norte, terminando com o calvários das populações que vivem diariamente com a circulação de camiões pesados “do lixo” a circular por vias urbanas sem condições de acolher esse tráfego”.

Na Reunião de Câmara de hoje o Presidente Ribau Esteves anunciou que, considerando a gravidade dos acontecimentos ocorridos ontem e nos últimos dias na gestão do UTMB e da Rede de Drenagem de Águas Residuais do Município de Aveiro na zona de Horta, no que respeita à gestão do efluente emitido pela ERSUC/UTMB, por sua iniciativa vai realizar-se amanhã 05MAR21 uma reunião conjunta AdRA + ERSUC com a Câmara Municipal de Aveiro, para termos os devidos esclarecimentos e a avaliação das medidas corretivas a implementar de imediato para impedir em absoluto a repetição deste tipo de problemas, assim como abordarmos a questão da gestão do licenciamento das descargas da ERSUC/UTMB na Rede de Águas Residuais da AdRA.

  1. Relatório e ponto de situação das Obras Municipais

O Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Ribau Esteves, deu a conhecer ao Executivo Municipal, o relatório e ponto de situação das Obras Municipais, que foi também apresentada na última Sessão Ordinária da Assembleia Municipal, aos seus membros.

Até ao momento e no atual mandato autárquico, estão concluídas 82 empreitadas, estão em curso 40 obras e prevê-se que se possam iniciar no primeiro semestre de 2021, mais 25 novas obras.

Para o primeiro semestre do presente ano, prevê-se que estejam lançadas um total de 17 empreitadas, num momento em que estão em curso os projetos de outras 52 obras.


Cantanhede | No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Proteção Civil

 Proteção Civil Municipal promoveu aula online sobre prevenção e segurança

O Dia Internacional da Proteção Civil, que se celebrou no passado dia 1 de março, está a ser assinalado pelo Município de Cantanhede com um conjunto de ações cívicas de carácter didático e pedagógico no decorrer da semana de 1 a 5 de março.


Este ano, apesar da situação pandémica em que vivemos impossibilitar as habituais ações presenciais junto da comunidade escolar, a autarquia não quis deixar de se associar a uma data tão importante, mantendo o anseio de incentivar a cultura de segurança que deve pautar a vida das comunidades, para além de educar a sociedade para a prevenção, estimular o relacionamento com os agentes de proteção civil e fomentar a aquisição de conceitos e hábitos de segurança.

Nesse âmbito, a Proteção Civil Municipal promoveu ontem, dia 3 de março, uma aula especialmente preparada e direcionada para os alunos do 4.ª ano do 1 CEB do Centro Educativo de Cadima, com os temas abordados a incidirem sobre a Prevenção de Incêndios Rurais e a Evacuação de Emergência em Contexto Escolar. Integrada no projeto da Semana da Proteção Civil 2021, a iniciativa decorreu por via digital utilizando para o efeito a plataforma Zoom e teve como principal objetivo preparar a comunidade escolar em matéria de prevenção e autoproteção perante situações de emergência.


A educação para a prevenção e autoproteção, envolvendo a comunidade escolar, constitui um dos objetivos preconizados pelo Município de Cantanhede para a consolidação de uma cultura municipal de segurança, tendo para isso desenvolvido ao longo dos últimos 12 anos o projeto Semana da Proteção Civil, através da dinamização de inúmeras ações de formação, informação e sensibilização em que participaram centenas de alunos de todas as escolas do concelho de Cantanhede.


Circulação entre concelhos em Portugal continental volta a estar proibida a partir das 20h00

 

A circulação entre concelhos em Portugal continental volta a estar proibida entre as 20:00 de hoje e as 05:00 de segunda-feira, sem prejuízo das exceções previstas, no âmbito do estado de emergência para combater a pandemia de covid-19.

Na semana em que Portugal passou a ter apenas três concelhos em risco extremo de infeção (com mais de 960 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias) e 14 em risco elevado, a proibição de circulação entre concelhos aplica-se a todos os municípios do continente, independentemente do nível de risco de transmissão do novo coronavírus SARS-CoV-2.

A proibição da circulação entre os 278 municípios do continente durante o fim de semana tem sido aplicada, sucessivamente, desde o período do Ano Novo, mas registou um alargamento do horário de aplicabilidade a partir de 15 de janeiro, com o novo confinamento geral.

“É proibida a circulação para fora do concelho do domicílio no período compreendido entre as 20:00 de sexta-feira e as 05:00 de segunda-feira, sem prejuízo das exceções previstas”, lê-se no regulamento do Governo para o atual estado de emergência.

Antes deste novo confinamento geral, que entrou em vigor em 15 de janeiro, e desde o período do Ano Novo, a circulação entre concelhos do continente foi proibida entre as 23:00 de sexta-feira e as 05:00 de segunda-feira, “salvo por motivos de saúde, de urgência imperiosa ou outros especificamente previstos”.

Para 11 de março está marcada a apresentação do plano de desconfinamento por parte do primeiro-ministro, António Costa, que se limitou a confirmar, na semana passada, que a abertura começará pelas escolas, sem especificar quais e em que data.

“O compromisso que quero aqui assumir é que, no dia 11 de março, apresentaremos o plano de desconfinamento”, disse António Costa, explicando que será “gradual, progressivo, diferenciado por sectores”.

Segundo o diploma do Governo que regula o estado de emergência decretado pelo Presidente da República, existe um conjunto de exceções à proibição de circulação entre concelhos, inclusive deslocações para desempenho de funções profissionais (conforme atestado por declaração emitida pela entidade empregadora ou equiparada), por motivos de saúde e para cumprimento de responsabilidades parentais.

Além desta restrição, continuam em vigor o confinamento obrigatório, em que a principal regra é ficar em casa, a proibição de vendas ou entregas ao postigo em qualquer estabelecimento do ramo não-alimentar, a proibição de venda ou entrega ao postigo de qualquer bebida mesmo nos estabelecimentos autorizados ao ‘take-away’ e a proibição de permanência em espaços públicos de lazer (que podem, contudo, ser frequentados).

O atual estado de emergência vigora até às 23:59 de 16 de março.

Segundo os últimos dados da Direção-Geral da Saúde (DGS), que reportam a 01 de março, Portugal tem apenas três concelhos em risco extremo de infeção — Manteigas, Arronches e Resende – e 14 em risco elevado.

Os dados reportam a um período de incidência cumulativa a 14 dias entre 10 e 22 de fevereiro.

Em risco elevado estão os concelhos de Aljustrel, Arraiolos, Lamego, Rio Maior, Barrancos, Câmara de Lobos, Castanheira de Pera, Sobral de Monte Agraço, Castro Verde, Coimbra, Ferreira do Alentejo, Penela, Ponta do Sol e Vila Nova de Cerveira.

Na nota explicativa dos dados por concelhos é referido que a incidência cumulativa “corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada”.

Lusa

Internet de qualidade ainda é uma miragem para várias aldeias de Miranda do Corvo

 

O Governo prepara a transição digital da sociedade, mas em muitos concelhos do país, ainda há localidades sem qualquer acesso a internet de qualidade. Em Miranda do Corvo, a pandemia veio tornar mais visível o problema.

Na casa de Francisco Gouveia, em Vila Nova, a cerca de cinco quilómetros da sede de concelho, Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, o ensino à distância transformou um problema já antigo de acesso a internet de fibra numa dor de cabeça ainda maior.

Com filhos de 13, oito e cinco anos de idade, tem sido “um desafio colocá-los ao mesmo tempo” a assistir às aulas, contou à Lusa Francisco.

“Temos alturas em que não conseguimos, mais quando está mau tempo. Grande parte dos dias são quebras na transmissão da imagem e do som”, relatou, salientando que há alturas de temporal em que podem chegar a estar dez dias sem sinal de internet ou de televisão.

Depois de ter estado em lista de espera para ter um ponto de ligação ao telefone, a sua luta agora é pelo acesso à fibra ótica, que está a 500 metros da sua casa. “Parou ali”, notou.

“Eventualmente isto vai causar entraves. Estamos todos ligados à internet, estamos todos dependentes do digital, cada vez mais”, criticou Francisco.

O presidente da Câmara de Miranda do Corvo salienta que este é um problema não apenas do seu concelho mas de “boa parte do interior” do país, que “se tem vindo a arrastar há alguns anos e que tem sido mais visível com os efeitos da pandemia.

Naquela autarquia, com o confinamento, as queixas passaram a ser diárias, constatou.

“Se queremos um país sustentável a todos os níveis e na era da transição digital é fundamental este reequilíbrio, caso contrário vamos continuar a assistir a um êxodo rural”, alertou, considerando que uma boa cobertura de internet de qualidade poderá também tornar mais fácil a atração de empresas e pessoas para esses concelhos.

De acordo com a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), a cobertura de redes de serviços de alta velocidade é de 85,8% na região Norte, 83,9% no Centro e 71% no Alentejo e no Algarve, sendo superior a 99% na Área Metropolitana (AM) de Lisboa.

Já no que toca à penetração dessas redes (as famílias que subscrevem serviços de alta velocidade), o Centro (60,5%) e o Alentejo (51%) estão abaixo do resto do território continental, em que apenas na AM de Lisboa é superior a 80% (89,2%).

Anabela Bacalhau, professora do 1.º ciclo em Coimbra, a morar em Meroucinhos, em Miranda do Corvo, sofre por antecipação face aos problemas de cobertura.

“A angústia durante a noite de saber se as coisas vão correr bem ou não [no dia seguinte] já não nos deixa descansar devidamente”, salientou.

O ecrã congela enquanto está a dar aulas, não consegue partilhar vídeos, a chamada vai abaixo e todos os dias tem que avisar os alunos, do 1.º ano, que se a professora “sair da sala já volta”.

“Tentamos que todos tenham as mesmas oportunidades, sei que as famílias fazem todos os esforços para tornar isto mais leve - que isto é pesado -, mas depois há estes constrangimentos que não dependem das famílias, dos agrupamentos, das câmaras”, alertou, sublinhando a necessidade de se garantir o acesso à internet a todas as crianças, eliminando muros que existem devido à fraca cobertura ou a falta de meios financeiros.

Também o seu filho de 18 anos, André Dias, a estudar Biologia na Universidade de Coimbra, tem sentido alguma ansiedade face à fraca qualidade da internet.

“Os meus professores foram muito claros que se fôssemos abaixo, se houvesse alguma interferência, podíamos chumbar [no exame]. Eu estava ansioso e, quando entrego o trabalho, 15 minutos depois a internet realmente falhou. O meu coração quase que explodia”, contou.

A situação de Daniela Ventura, estudante de 20 anos a viver numa localidade da freguesia de Semide, também em Miranda do Corvo, é ainda mais complicada.

A internet é tão fraca que nem sempre consegue assistir às aulas e acaba a pedir aos colegas do curso de Economia para lhe gravarem as aulas, que depois demora dias para descarregar em formato vídeo.

Já quando são exames, desloca-se a casa de familiares, no concelho vizinho da Lousã, para garantir que consegue acompanhar a avaliação sem a possibilidade da internet ir abaixo.

“Não tenho vontade de continuar a viver aqui. Isto força as pessoas a saírem”, comentou.

A transição digital foi definida como uma das linhas de ação da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE), que se propõe dar prioridade às iniciativas que contribuam para acelerar esta transição enquanto motor da recuperação económica e promover a liderança eu­ropeia na inovação e economia digitais.

O programa da presidência aponta nomeadamente o desenvolvimento de competências digitais com vista à adaptação dos trabalhadores aos novos processos produtivos, a transformação digi­tal das empresas e das plataformas digitais, a promoção da saúde e prevenção da doença e a educação e formação ao longo da vida.

Lusa

Rock in Rio Lisboa adiado para 2022

Nova edição decorrerá nos dias 18, 19, 25 e 26 de Junho de 2022.

A nona edição do Rock in Rio Lisboa foi adiada para os dias 18, 19, 25 e 26 de Junho de 2022, anunciou esta quinta-feira a organizadora do festival, Roberta Medina, num vídeo partilhado nas redes sociais.

"É com o coração super apertado e lamentando imenso que vimos comunicar que tomamos a decisão de adiar novamente a nona edição do Rock in Rio Lisboa", lamentou a responsável, que garante que os bilhetes já comprados são "automaticamente válidos para a próxima edição".

Gonçalo Teles / TSF