quinta-feira, 29 de abril de 2021
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Dilacerações familiares criadas pelo aborto na Argentina

- Marcos Antônio Machado Costa
“Um abismo atrai outro abismo” – diz a Escritura (Sl 41, 8). A agenda pró-aborto é causa próxima também de dilacerações familiares, que a mídia esquerdista e os padres progressistas preferem silenciar.
Pai quer salvar seu filho do aborto
“SAN JUAN, Argentina, 27 de abril de 2021 (LifeSiteNews) – Franco Spadding, um jovem de San Juan, Argentina, está implorando nos tribunais argentinos pela vida de seu filho ainda não nascido, depois que sua esposa decidiu pedir um aborto legal”.
O casal se dividiu sobre o direito entre a vida e a morte. “A mulher está com mais de 12 semanas de gravidez e se recusou a manter seu bebê até o nascimento, embora o pai de seu filho esteja disposto a cuidar do bebê logo após o nascimento, permitindo que a mãe ‘toque a sua vida’”.
Morre jovem mãe que optou pelo aborto
19 de abril de 2021 (LifeSiteNews) – “María del Valle González López, de 23 anos, foi a líder do grupo abortista ‘Radical Youth’ em La Paz, em Mendoza, na Argentina, e lutou na linha de frente da recente batalha de seu país para legalizar o aborto.
Também foi presidente da ‘Unión Cívica Radical’, um histórico partido argentino de esquerda pró-aborto, associado à Internacional Socialista. Ela estudava Serviço Social na Universidade de Cuyo quando foi ao hospital Arturo Illia para fazer um aborto”.
Em consequência dessa falsa opção, morreram essa líder e seu bebê.
Lei de aborto discrimina o pai
Continua LifeSiteNews: “No domingo, uma ‘marcha massiva’ aconteceu em San Juan em apoio ao pai. Eduardo Cáceres, deputado à Assembleia Nacional da Argentina, juntou-se à marcha pelos direitos de Spadding, pedindo a aprovação de um atual projeto de lei de sua autoria que ‘buscaria a igualdade entre homens e mulheres e acabaria com as guerras dos sexos’.”
A imprensa argentina tem comentado amplamente os processos judiciais de Franco Spadding, caracterizando-os como um caso-teste dos direitos dos “milhares e milhares” de homens que não se manifestam quando a parceira opta pelo aborto — que desde o início de 2021é gratuito e legal no país — por solicitação única da mulher, até 14 semanas de gestação, sendo os médicos obrigados a praticar o ato em até 10 dias após a solicitação, ou encaminhar a mulher a um colega que não discorde. Qualquer tentativa por parte do médico de atrasar ou impedir um aborto legal constitui crime e pode fazer com que o infrator perca a sua licença médica.
Recordando o ensinamento católico
O casamento é a união entre homem e mulher, elevado por Nosso Senhor Jesus Cristo à condição de Sacramento.
Ensina o Evangelho de São Marcos (10, 6-9): “No princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher; e os dois não serão senão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Não separe, pois, o homem o que Deus uniu.”
Portanto, no casamento católico, não há como separar o “direito” da mulher sobre seu corpo como fanaticamente defendem movimentos pró-aborto, progressistas e TL.
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O clamor do jovem pai, Franco Spadding, para salvar seu filho, foi respaldado por Eduardo Cáceres, deputado à Assembleia Nacional da Argentina. Ele se juntou à marcha pelos direitos de Spadding, pedindo a aprovação de um atual projeto de lei de sua autoria que “buscaria a igualdade entre homens e mulheres e acabaria com as guerras dos sexos”.
Seria a lógica da igualdade — tão defendida pelas esquerdas — negada a um jovem pai desejoso de salvar seu filho? Por que somente a mulher teria o direito de decidir?
Afirma o jovem pai: “Eu sei dos direitos de minha ex-parceira, mas só lhe peço para ficar com [o bebê] e dar pra mim”.
“Estou fazendo todo o possível para defender a vida do meu filho […]. Não vou deixar que lhe falte nada” – acrescentou.
São dilacerações familiares que a lei de aborto promove e que a mídia silencia. — Um jovem pai não pode salvar o seu filho?
ABIM
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Marinha Grande | CÂMARA ENTREGA TESTES RÁPIDOS A CLUBES
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Ouvidas crianças e jovens do país, surgem como prioridades a saúde mental e o combate ao cyberbullying
Documento com os contributos recolhidos está em fase de consulta pública. Versão final vai ser apresentada ao Governo e à Assembleia da República e servirá de base à elaboração do Plano Nacional de Saúde 2021-2030.
A promoção do bem-estar físico e psicológico, a educação para a sexualidade, a prevenção do tabagismo e do consumo de álcool, a promoção da alimentação saudável e da atividade física, e a prevenção da violência (incluindo o bullying e cyberbullying) são os temas que as crianças e os jovens, auscultados pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) em parceria com a Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ) e a Direção-Geral da Educação (DGE), identificaram como prioritários para a sua saúde, para a próxima década.
O documento Agenda da Juventude para a Saúde na Próxima Década 2020-2030 tem por base um questionário e grupos focais com jovens e a participação de crianças e jovens em idade escolar em debates em meio escolar e webinares, e está aberto, agora, à discussão pública até ao dia 14 de maio. Pode ser consultado AQUI e os jovens podem deixar os seus contributos num formulário disponível no site do CNS. A versão final será apresentada ao Governo e aos deputados da Assembleia da República e constitui um contributo para a elaboração do Plano Nacional de Saúde 2021-2030.
“As crianças e as pessoas jovens são fundamentais na construção da sociedade; substituirão as gerações atualmente em idade ativa, influenciarão os comportamentos das próximas gerações e, também, das gerações mais velhas. São, inequivocamente, as mais ativas defensoras da luta contra as mudanças climáticas e contra as iniquidades vividas na sociedade de hoje, afirma-se no documento onde é sublinhado que “a saúde das crianças e jovens é não só um direito humano como um recurso fundamental para uma sociedade mais saudável e justa - agora e no futuro”.
A vice-presidente do CNS, Isabel Loureiro, lembra que a pandemia de COVID-19 tem colocado desafios sem precedentes às crianças, aos jovens, e às suas famílias. “Interrupções do ensino presencial e confinamentos prolongados têm vindo a limitar o seu desenvolvimento intelectual, mental, físico e social. A pandemia e as medidas implementadas para a sua contenção têm vindo a afetar todos, mas ainda mais as crianças e jovens que vivem em situações mais vulneráveis, como em casas sobrelotadas, com más condições estruturais, de aquecimento ou ventilação, sem acesso a meios digitais ou a alimentação em quantidade e qualidade adequada, ou expostas a violência doméstica”.
PLANEAMENTO NA PERSPETIVA DA JUVENTUDE
Isabel Loureiro argumenta que estão demonstradas as vantagens da participação na identificação e resolução dos problemas por quem é afetado por eles: “para além de serem capazes de apontar as soluções mais adequadas à sua situação, ao sentir-se protagonistas do seu próprio destino, as crianças e os jovens poderão tornar-se determinantes na implementação das medidas por eles propostas”.
Um dos méritos desta Agenda é o garantir, desde o primeiro momento, o planeamento de serviços e de políticas de saúde na perspetiva dos próprios jovens. “Importa conhecer as necessidades de saúde nestes grupos e importa, com eles, definir estratégias adequadas para as mitigar. Estes processos devem incluir os jovens, desde o seu desenho até à sua avaliação, passando pela implementação das estratégias ou a provisão dos serviços”, salienta.
De acordo com a vice-presidente do CNS, os jovens “olham para a escola de forma muito positiva”, mas pedem mudanças. “Acham que existe uma carga letiva excessiva e uma cultura muito centrada nos resultados e no perfil do bom aluno. Por isso pedem um maior equilíbrio e incentivo para o convívio, partilha de experiências e projetos que estimulem o associativismo, e a presença de mais técnicos de saúde na escola, como psicólogos. Também identificam a necessidade de se fiscalizar melhor o cumprimento da legislação em vigor para proteção dos comportamentos de risco – como o a venda de tabaco e álcool a menores”.
A auscultação revelou ainda preocupações relacionadas com a cooperação e o envolvimento das autarquias, por exemplo, na gestão dos transportes para as atividades físicas, desporto e apoio económico aos alunos carenciados. Os jovens sugerem ainda que sejam dinamizados os Conselhos Municipais da Juventude, criados em 2009, mas que não estão a funcionar em pleno no país.
A Agenda da Juventude para a Saúde para a década 2020-2030 que entra agora em fase de consulta pública é o resultado de uma ampla participação das crianças e dos jovens, alcançada através de um conjunto de iniciativas destinadas a identificar as suas preocupações, prioridades e sugestões de resolução. Foram auscultadas centenas de crianças e jovens através de grupos focais, questionários, debates em meio escolar e debates públicos em webinares.
As propostas das várias centenas de crianças e jovens que participaram neste processo foram integrados em quatro níveis de atuação, para uma infância, juventude e sociedade futura mais saudável: (1) o acesso a informação e formação em saúde promotora de comportamentos saudáveis, (2) a garantia de acesso a cuidados de saúde, (3) o fomento de ambientes saudáveis, e (4) a participação das crianças e jovens na definição e avaliação de intervenções em saúde.
O Conselho Nacional de Saúde (CNS) é um órgão independente, de consulta do Governo, que visa garantir a participação dos cidadãos utilizadores do Serviço Nacional de Saúde na definição de políticas. A sua criação traduz as melhores práticas internacionais e o que estudos de reflexão, na área da saúde, consideram ser importante, procurando estabelecer uma aliança de toda a sociedade para definir uma visão para o futuro e ter uma perspetiva de conjunto do sistema de saúde.


