domingo, 20 de junho de 2021

Falências já estão a aumentar e teme-se que o pior esteja para vir

O número de dissolução de empresas também baixou nos períodos iniciais de crises anteriores, aumentando significativamente meses depois. Em 2021 já é visível um aumento das falências em Portugal.

O aviso foi dado pela presidente do Banco Central Europeu (BCE): “Iremos ver mais falências“, disse Christine Lagarde após a reunião do Eurogrupo em maio, argumentando que os apoios públicos continuarão a ser necessários. O histórico das falências de empresas mostram que também nas crises anteriores as falências não “rebentaram” no momento exato da crise. Os últimos números relativos aos primeiros quatro meses de 2021 já mostram uma subida.

“Iremos ver mais falências. Têm sido muito baixas e irão certamente aumentar“, afirmou Lagarde na conferência de imprensa do Eurogrupo em Lisboa, admitindo que terá de ser dada “especial atenção” aos NPL (crédito malparado) e às provisões dos bancos nos próximos meses. Essa é uma preocupação partilhada por outras instituições, como é o caso do Conselho das Finanças Públicas e o Banco de Portugal que estima que um em cada quatro restaurantes (25%) chegue ao final do ano em falência técnica.

Esta tem sido uma preocupação latente desde que a crise pandémica começou no início do ano passado. Mas em crise anteriores o número de empresas em dissolução também não disparou logo quando a recessão começou. Em 2008, a queda do Lehman Brothers ocorreu em setembro, mas as falências só dispararam em dezembro. Em 2011, na crise das dívidas soberanas, Portugal fez um pedido de ajuda externa em abril, mas as falências tiveram o seu pico em novembro, como mostra o gráfico.

Pico de falências ocorre meses depois da chegada da crise

Fonte: Instituto Nacional de Estatística (INE).

Durante a crise pandémica, em 2020, ano em que o PIB caiu 7,6%, o número de falências até foi menor do que em 2019, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) atualizados esta semana, o que é explicado pelos apoios públicos (além dos estabilizadores automáticos como o subsídio de desemprego) que não existiram em crises anteriores. “A crise teve contornos excecionais e houve apoios públicos sem paralelo nas outras recessões”, diz Pedro Braz Teixeira ao ECO. Paula Carvalho, do BPI, confirma que “o baixo número de falências, bem como os números do emprego explicam-se pela dimensão dos apoios públicos e privados, incluindo as moratórias“.

Paula Carvalho não faz uma previsão sobre a evolução das falências em Portugal, argumentando que dependerá de fatores como “o ritmo de reativação da economia, nomeadamente do turismo, o faseamento do fim das ajudas e o andamento do processo de vacinação, com o seu impacto nos níveis de confiança e na contenção dos contágios“. Já Pedro Braz Teixeira considera ser “provável” um aumento dos próximos meses: apesar de a retoma “estar em curso”, o Estado português apoiou menos as empresas do que outros países e a capitalização já era “muito frágil” antes da pandemia.

Há ainda outro fator que é a demora dos tribunais, a qual poderá ter sido agravada pelas restrições da pandemia, e o processo extraordinário de viabilização de empresas (PEVE), um novo mecanismo para salvar empresas suscetíveis de ser viáveis que foi criado pelo Programa de Estabilização Económica e Social (PEES). Em fevereiro, ao Expresso, a Associação Portuguesa de Direito da Insolvência e Recuperação (APDIR) alertava para o aumento das falências entre as PME e apontava crítica ao PEVE, o qual “não serve”.

Banco de Portugal estima que 6% das empresas estejam em “falência técnica” no final de 2021

Este é um tema que também merece a atenção do Banco de Portugal, até porque a falência em massa de empresas teria consequências graves nas contas dos bancos. No boletim económico de maio, os economistas do banco central estudaram o impacto da pandemia na capitalização das empresas e concluíram que “embora as medidas implementadas tenham permitido gerir os choques de liquidez enfrentados pelas empresas, a sua persistência poderá traduzir-se em necessidades de reforço dos capitais próprios“.

De acordo com os cálculos do BdP, num cenário de ausência de distribuição de dividendos e de injeções de capital, “estima-se que no final de 2021 cerca de 6% das empresas portuguesas possam registar capitais próprios negativos, o que representa um aumento de dois pontos percentuais face aos valores registados antes da pandemia“. Este é o cenário se não houver mais medidas de apoio ou injeções de capital nas empresas, o que está a ser pensado pelo Governo ao nível do Banco de Fomento.

“É importante referir novamente que o facto de se estimar que uma empresa passe a registar capitais próprios negativos não implica que a empresa entre em insolvência ou liquidação“, ressalvava o banco central, notando que esse cenário só se materializa quando a empresa “não seja viável e não consiga reforçar os capitais próprios”. “Não obstante, existe uma correlação positiva forte entre o rácio entre capital próprio e ativo e a sua probabilidade de incumprimento”, assinala.

Contudo, há um “desafio crucial” que passa pela “avaliação de viabilidade das empresas, de modo a otimizar a afetação de recursos na economia portuguesa”. Que empresas devem ou não ser ajudadas? Esta é uma questão que também tem vindo a ser discutida a nível europeu, sendo que a Comissão Europeia tem defendido o envolvimento do setor privado, que tem “expertise” sobre o assunto, tal como referiu um fonte europeia antes do Eurogrupo

Tiago Varzim / Eco

Iamgens: FIEMS e Livecoins

Capital chinês faraônico abraça o Canal de Suez

A pandemia abalou a economia mundial, como todos sentem. Mas países como a China, onde se originou o vírus, gastam como se lucrassem fabulosamente.

Entre muitos outros exemplos, nota-se isso no Egito, que constrói uma nova capital para pelo menos seis milhões de habitantes, a custos multibilionários, com ministérios que evocam templos faraônicos e um complexo islâmico para sede de governo.

Os 50 mil funcionários públicos que se instalarão ali no corrente ano terão uma ferrovia paga pela China, enquanto o distrito financeiro é erigido pela China State Construction Engineering Co.

Com diplomacia, dinheiro e tecnologia, Pequim abraçou com seu tentáculo um país estratégico do Canal de Suez (12% do comércio mundial). Sob a pandemia há manobras obscuras, que fazem pensar num plano de domínio mundial pelo marxismo chinês.

ABIM

MUSEU DA COVILHÃ INAUGURADO A 29 DE JUNHO


O Museu da Covilhã vai ser inaugurado no próximo dia 29 de junho pelo Presidente da Câmara Municipal, Vítor Pereira, numa cerimónia em que estará presente a Ministra da Cultura, Graça Fonseca. Após um vasto conjunto de intervenções destinadas a resolver problemas estruturais do edifício, tais como infiltrações ou dificuldades ao nível da acessibilidade, o centro histórico da Covilhã volta assim a contar com este espaço museológico. A empreitada e a musealização do espaço representaram para o Município um custo de cerca de 200 mil euros, 85% comparticipado por fundos europeus.
Permitir conhecer e compreender melhor o passado do concelho da Covilhã é a prioridade deste espaço expositivo no qual estão representadas todas as épocas de ocupação do território em questão, fomentando ainda uma reflexão sobre a atualidade e o futuro. O Museu pretende ser um instrumento divulgativo e lúdico que, utilizando recursos variados, acessíveis e inclusivos, ensine a história da Covilhã à diversidade da população visitante – locais e turistas, pessoas com diversas condições físicas e psíquicas, de diferentes idades.

O espaço apresenta uma organização cronológica dos conteúdos, distribuídos da seguinte forma: da Pré-história à Romanização (piso 3), Idade Média e Moderna (piso 2), Época Contemporânea (piso 1) e uma visão global da história da cidade e uma reflexão sobre o futuro, com recurso a interativos (piso 0). O percurso expositivo é de tipologia fechada, começando no piso 3 e descendo até o piso 0; todavia, o piso 0 poderá funcionar autonomamente com visitação livre, servindo de ponto de partida para grupos e visitas guiadas na cidade. O piso -1 será utilizado como espaço multiusos, capacitado para acolher exposições temporárias, palestras ou concertos, entre outras atividades. Cada núcleo temático é diferenciado por uma cor de destaque de modo a permitir a compreensão da evolução cronológica e histórica por piso.

As peças museológicas, pertencentes ao espólio da cidade ou cedidas por terceiros, são expostas em mobiliário acessível (permitindo a sua visualização por visitantes independentemente da sua altura e do seu ângulo de visão) e assegurando as melhores condições de conservação.




Outro grande objetivo passa por dotar o museu de conteúdos apresentados em diversas formas sensoriais. O discurso expositivo articula-se por meio de peças/objetos e de outros recursos como textos, fotografias, ilustrações, maquetes, cenografias, audiovisuais, interativos acessíveis, textos em braille, réplicas e imagens tácteis, áudio-descrição, legendagem e interpretação em língua-gestual portuguesa. Os textos expositivos são escritos com base em “linguagem clara”, com o objetivo de facilitar a leitura. São também disponibilizadas traduções de textos para inglês. Para assegurar o rigor científico dos conteúdos apresentados, estes foram revistos e aprovados por assessores ligados ao mundo académico e com reconhecido mérito.

O Museu da Covilhã localiza-se na Rua António Augusto de Aguiar, junto à Praça do Município, no edifício histórico que acolheu a sede do Banco Nacional Ultramarino e em cuja fachada se destaca o trabalho de cantaria e a decoração em azulejos com temas alusivos ao comércio e aos Descobrimentos.

A cerimónia de inauguração realiza-se no dia 29 de junho, em horário a definir em breve.

Filme “A Metamorfose dos Pássaros” premiado pelo júri e o público do Festival One World

O filme "A Metamorfose dos Pássaros", de Catarina Vasconcelos, venceu o Prémio Especial do Júri e o Prémio do Público do festival de cinema documental One World, da Roménia, de acordo com o "palmarés" anunciado pelo certame.

"O raro sentimento poético [do filme], as suas imagens de cortar a respiração, a linguagem rica, o olhar melancólico e emocional sobre objetos e memórias a eles associadas", assim como "a terna abordagem à família e à figura materna, em particular", foram elementos decisivos para a atribuição do prémio especial à primeira longa-metragem de Catarina Vasconcelos, como se lê na mensagem do júri.

"A Metamorfose dos Pássaros" teve estreia mundial em fevereiro do ano passado, no Festival Internacional de Cinema de Berlim e, desde então, foi já exibido em mais de 60 festivais, somando agora mais de duas dezenas de prémios, na maioria, de melhor filme, assim como prémios do júri, da crítica e do público.

O festival One World é uma das mais importantes competições de cinema documental do leste europeu.

"A Metamorfose dos Pássaros" foi selecionado para a Competição Internacional.

O júri foi composto pela dramaturga e escritora Mihaela Michailov, pela diretora do Centro Simone de Beauvoir, de Paris, Nicole Fernández Ferrer, pelo crítico de cinema Patrick Holzapfel, pelo director do Museu EYE de Amsterdão, René Wolf, e pela especialista em montagem e direção de som, Dana Bunescu.

"A Metamorfose dos Pássaros" é uma produção da Primeira Idade, tem distribuição internacional da Portugal Film - Agência Internacional de Cinema Português, e deverá chegar às salas portuguesas de cinema no final do verão.

A 14.ª edição do Festival One World decorreu presencialmente em Bucareste, desde o passado dia 11, encerra no domingo, com a exibição dos filmes premiados, e terá uma versão 'online' a partir de segunda-feira, até ao domingo seguinte, 27 de junho.

Lusa

Costa diz que é nos “momentos mais difíceis” que é preciso puxar pela seleção

O primeiro-ministro, António Costa, desejou hoje força à seleção portuguesa de futebol, dizendo que "é nos momentos mais difíceis" que é preciso puxar pelos jogadores nacionais.

"A seleção de Portugal demonstrou capacidade de luta e entrega até ao último segundo. É com esse espírito que estou certo vamos encarar os próximos jogos", afirmou António Costa, numa mensagem publicada na sua conta oficial na rede social Twitter.

O primeiro-ministro, que assistiu em Munique à derrota da seleção com a Alemanha, por 4-2, deixou uma mensagem para o resto da competição.

"É nos momentos mais difíceis que temos de puxar pela nossa seleção. Força Portugal!", desejou.

A seleção portuguesa de futebol, campeã em título, caiu hoje para o terceiro lugar do Grupo F do Euro2020, ao perder por 4-2 com a Alemanha, em encontro da segunda jornada, disputado no Allianz Arena, em Munique.

Cristiano Ronaldo, aos 15 minutos, e Diogo Jota, aos 67, foram os autores dos golos lusos, mas, pelo meio, Rúben Dias, aos 35, e Raphaël Guerreiro, aos 39, ambos na própria baliza, Kai Havertz, aos 51, e Robin Gosens, aos 60, marcaram para os alemães.

Na classificação, Portugal, que na quarta-feira defronta a França, em Bucareste, é terceiro, com três pontos, os mesmos da Alemanha, segunda, e menos um do que a líder França, enquanto a Hungria é quarta, com um, depois do 1-1 com os gauleses.

Fonte: Lusa 

Imagem: SAPO24

Polónia de Paulo Sousa empata a um golo com a Espanha


A Polónia, comandada pelo treinador português Paulo Sousa, empatou hoje a um golo com a Espanha, em Sevilha, em encontro da segunda jornada do Grupo E do Euro2020, mantendo-se ambas sem vitórias.

A formação espanhola, que havia empatado a zero com a Suécia, adiantou-se no marcador aos 25 minutos, por Álvaro Morata, mas os polacos, derrotados na estreia pela Eslováquia (1-2), empataram aos 54, pelo 'inevitável' Robert Lewandowski.

O Grupo E é liderado pela Suécia, com quatro pontos, contra três da Eslováquia, dois da Espanha, que desperdiçou uma grande penalidade aos 58 minutos, por Gerard Moreno, e um da Polónia.

Lusa

Embarcação portuguesa da Mirpuri Foudantion Racing Team conquistou Ocean Race Europe

A embarcação portuguesa da Mirpuri Foudantion Racing Team venceu a regata costeira disputada em Génova e conquistou, assim, a primeira edição da Ocean Race Europe, na classe VO65, que terminou hoje em Itália.

O VO65 'Racing for the Planet', dos velejadores portugueses Bernardo Freitas, Frederico Melo e Mariana Lobato, havia concluído a terceira regata oceânica na frente da classificação, mas detinha apenas um ponto de vantagem sobre a segunda classificada, a AkzoNobel Racing Team.

Graças ao triunfo alcançado hoje na regata costeira, a Mirpuri Foudantion Racing Team somou mais três pontos para um total de 21 pontos, deixando o Sailing Poland no segundo lugar da classificação geral, com 17 pontos, os mesmos da AkzoNobel Racing Team, que fechou o pódio.

"Julgo que este é um bom indicador dos projetos de vela que temos em Portugal, com o apoio de velejadores portugueses e 'sponsors'. Tivemos um ótimo centro de treino em Cascais, o que definitivamente ajudou a alcançar este resultado", começou por afirmar o 'skipper' francês Yoahnn Richomme, em declarações à Lusa.

Além de reconhecer ter "desfrutado bastante" da corrida e de desejar "voltar com outros projetos, o 'skipper' enalteceu o feito da tripulação do 'Racing for the Planet' na edição inaugural da Ocean Race Europe, com partida de Lorient (França), passagem em Cascais e Alicante e chegada a Génova.

"O resultado de hoje é uma enorme conquista de toda a equipa, porque houve muito esforço de todos e muita dedicação. Estou muito orgulhoso da tripulação e dos velejadores portugueses, que fizeram um trabalho fantástico connosco", acrescentou.

Já Paulo Mirpuri, presidente da Fundação Mirpuri, aproveitou o feito inédito para destacar a importância da vitória na divulgação da campanha 'Racing for the Planet', levada a cabo pela tripulação do VO65 português.

"A Mirpuri Foudation, com esta campanha, tinha como objetivo comunicar e fazer chegar ao maior número de pessoas a mensagem sobre o problema das alterações climáticas e com a vitória de hoje essa mensagem chegará mais longe. E isso é o mais importante para a Fundação", avançou Paulo Mirpuri.

Lembrando estarmos a "viver tempos de profundas alterações a nível dos oceanos, com o aumento da temperatura, o degelo das calotas polares, que afetam mais de dois mil milhões de pessoas em todo o mundo", o presidente da Fundação diz que a "principal missão é consciencialização das alterações climáticas que o nosso planeta atravessa."

"É fundamental que os acordos de Paris possam ser retomados e levados a sério por parte dos vários governos a nível global", rematou o fundador da Fundação Mirpuri.

Enquanto o 'Racing for the Planet' venceu na classe VO65, entre os IMOCA a vitória coube a Offshore Team Germany, logo seguida da 11th Hour Racing Team e da LinkedOut.

Fonte e Imagem: Lusa