sábado, 2 de outubro de 2021
Dia Mundial do Dador de Medula Óssea
Prof Hélder Trindade agraciado com a medalha de Serviços Distintos do Ministério da Saúde – grau “ouro
Cegonha-branca enfrenta novas ameaças ao alimentar-se em aterros
A alimentação da cegonha-branca em aterros sanitários mudou a dieta desta espécie, expondo-a a novas ameaças, como a ingestão de materiais inorgânicos, conclui uma investigação da Universidade de Évora (UÉ), agora publicada numa revista internacional.
Segundo a universidade alentejana, em comunicado enviado hoje à agência Lusa, o estudo integrou uma dissertação de mestrado em Biologia da Conservação, da autoria de Tiago Ventura, e foi publicado no Wilson Journal of Ornithology.
Neste trabalho, um grupo de investigadores da UÉ verificou que a alimentação em aterros sanitários mudou a dieta da cegonha-branca (Ciconia ciconia) e expôs a espécie “a novas ameaças, como a ingestão de materiais inorgânicos e o cleptoparasitismo por milhafres”.
“Os aterros sanitários são fontes de alimento relevantes e muito utilizadas por várias espécies de aves oportunistas como cegonhas, gaivotas, rapinas e corvídeos”, lembrou João Rabaça, investigador do Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento da Universidade de Évora (MED) da UÉ.
O mesmo investigador e professor do Departamento de Biologia da academia alentejana, citado no comunicado, “as aves juntam-se em grande número” em aterros “para se alimentarem”.
“E existe uma elevada probabilidade de ocorrer cleptoparasitismo” nos aterros sanitários, ou seja, “parasitismo por roubo”, o que se aplica quando um animal leva o alimento capturado por outro indivíduo, eventualmente de outra espécie.
As populações de cegonha-branca da Europa Ocidental sofreram um declínio no século XX, mas, no caso da Península Ibérica, esta tendência foi revertida nos últimos 30 anos.
“Em parte devido ao aumento da disponibilidade de alimento em aterros sanitários” e, como a cegonha-branca “é uma espécie oportunista, que se alimenta de invertebrados, peixes, anfíbios e pequenos mamíferos, beneficia dos recursos alimentares facultados pelos aterros”, indicou.
O investigador alertou, contudo, que “a alimentação nestes locais envolve riscos relacionados com agentes patogénicos, produtos químicos e lesões decorrentes do consumo acidental de materiais não digeríveis, como vidro, plástico e metal, bem como da exposição ao cleptoparasitismo”, ameaça a ter em consideração.
O estudo integrou a análise de 182 regurgitações de cegonhas, recolhidas em 2005 e 2010 em colónias afastadas do aterro sanitário intermunicipal do distrito de Évora, assim como no aterro apenas em 2010.
“Adicionalmente, durante a investigação foram realizadas 47 horas de observações focais de cegonhas em alimentação no aterro”, acrescentou a UÉ.
Os conteúdos das regurgitações “foram sobretudo insetos e materiais inorgânicos não identificados”, tendo sido constatado, entre outras questões, uma “redução em diversos grupos de insetos e no seu número total em 2010, comparativamente com 2005”, ano em que o aterro sanitário de Évora ainda não funcionava.
“Já entre 2005 e 2010, assistiu-se a um aumento do material inorgânico presente nas regurgitações”, disse João Rabaça.
Através das observações no aterro, os investigadores apuraram que as cegonhas alimentam-se de material orgânico, sobretudo carne fresca e peixe, mas os milhafres-pretos “cleptoparasitam as cegonhas, principalmente no início e no final da manhã, limitando a ingestão de alimentos e provocando um aumento do tempo” que estas “passam no aterro”, assinalou João Rabaça.
No cenário atual de “grande produção de resíduos”, torna-se “fundamental tomar decisões informadas e formular melhores políticas de gestão de resíduos que integrem a conservação da biodiversidade” alertou ainda o investigador.
Madremedia/Lusa
Crianças vítimas de pornografia infantil abordadas nos jogos online
Pedófilos utilizam jogos online para chamar a atenção das suas vítimas. Abordagem inicial servia de ponte para que o contacto posterior fosse mantido noutras plataformas.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve na quinta-feira 15 homens com idades entre os 23 e os 60 anos numa megaoperação de combate à pornografia infantil.
De acordo com o Jornal de Notícias, existe a suspeita que os detidos terão partilhado as imagens na darknet e em plataformas encriptadas utilizadas por pedófilos.
A investigação da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T) da PJ revelou que foram descobertos milhares de ficheiros que estes suspeitos terão distribuído e partilhado entre si.
A identificação das vítimas ainda não foi feita, mas segundo o diretor da UNC3T há conteúdo de bebés a adolescentes de 14 anos e nem todas as crianças serão de nacionalidade portuguesa.
Os detidos — oriundos de Braga, Aveiro, Guarda, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Algarve e Madeira — terão de se apresentar no tribunal da sua área de residência para conhecer as medidas de coação.
Madremdeia/Lusa
Atividade Semanal da GNR
Entre 24 e 30 de Setembro, a GNR reteve os seguintes dados:
- Detenções: 354 detidos em flagrante delito, destacando-se:
- 122 por condução sob o efeito do álcool;
- 86 por condução sem habilitação legal;
- 13 por tráfico de estupefacientes;
- Dois por furto;
- Sete por violência doméstica;
- 14 por posse ilegal de armas e arma proibida;
- Dois por incêndio florestal.
- Apreensões:
- 477 doses de haxixe;
- 377 doses de canábis;
- 274 doses de cocaína;
- 35 doses de heroína;
- 40 armas de fogo;
- 27 armas brancas ou proibidas;
- 18 veículos;
- Trânsito:
Fiscalização: 7 430 infrações detetadas, destacando-se:
- 2 138 excessos de velocidade;
- 419 por falta de inspeção periódica obrigatória;
- 315 relacionadas com anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização;
- 272 por uso indevido do telemóvel no exercício da condução;
- 264 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças;
- 162 relacionadas com tacógrafos;
- 155 por falta de seguro de responsabilidade civil;
- 102 por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei.
Região Centro recebe campanha nacional de sensibilização para a prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama
A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) promove o “Outubro Rosa” com o objetivo de consciencializar para a prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama, nomeadamente através do Rastreio, e divulgar informação e formas de apoio à mulher e família. Recorde-se que o cancro da mama é o mais prevalente (com maior número de casos) em Portugal e em todo mundo, mas se diagnosticado precocemente, é um dos que tem maior taxa de cura.
Centenas de iniciativas, de norte a sul do país e ilhas, assinalarão este mês de prevenção do cancro da mama. A LPCC pretende uma grande mobilização dos cidadãos em torno desta causa, bem como fortalecer a sua presença e a dos seus voluntários nas comunidades locais. Além da vertente de sensibilização pública, a campanha pode integrar ações de angariação de fundos a favor do doente oncológico e familiares, existindo para o efeito um conjunto vasto de materiais alusivos à iniciativa, disponibilizados mediante solicitação.
O “Outubro Rosa” visa, assim, desafiar a comunidade a juntar-se a este movimento. O Núcleo Regional do Centro da LPCC junta-se à iniciativa nacional, pondo em prática em toda a Região Centro um vasto plano de atividades. O objetivo é promover sinergias para aumentar o impacto da iniciativa, nomeadamente com parceiros institucionais, empresas, grupos profissionais, marcas, e outras entidades, no sentido de uma maior intervenção ao nível da disseminação da mensagem da prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama, nas comunidades locais.
A agenda de atividades a decorrer durante o mês de outubro na Região Centro, contará com ações de natureza diversa, tais como: sessões para a promoção da saúde e bem-estar em diversos ambientes; disponibilização de folhetos informativos e materiais alusivos ao “Outubro Rosa”; realização de caminhadas solidárias, cuja participação pode ocorrer em termos individuais ou em pequenos grupos, em horário e percurso livre; momentos lúdicos com ações de promoção da saúde e prevenção da doença…
Entre as iniciativas solidárias calendarizadas, destacamos, pela sua abrangência territorial, a realização a 16 de outubro da 11ª edição das caminhadas “Pequenos Passos Grandes Gestos®”, a decorrerem como habitualmente nas cidades de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Covilhã, Guarda, Leiria e Viseu, locais onde se procederá igualmente à informação, sensibilização e disponibilização dos materiais da campanha “Outubro Rosa”. A iniciativa, este ano, decorrerá sob o mesmo princípio das caminhadas que a LPCC e os Grupos de Voluntariado Comunitário têm organizado: o princípio das caminhadas livres, efetuadas de forma individual ou em pequenos grupos, sem horário marcado ou percurso definido. A participação implica ainda o cumprimento de todas as orientações das Autoridades de Saúde, recomendando-se a utilização de máscara, desinfeção das mãos e o distanciamento físico.
Muitas mais iniciativas estão a ser projetadas no âmbito da iniciativa “Outubro Rosa” em toda a Região Centro, cuja informação oportunamente enviaremos para conhecimento deste órgão de comunicação.
Participar no movimento “Outubro Rosa” é fácil e está ao alcance de todos, os que - de forma institucional, individual ou em pequenos grupos- podem organizar vários tipos de atividade. Para mais informações ou para participar neste movimento deve ser preenchido o formulário disponível em: https://www.ligacontracancro.
Qualquer contacto necessário pode ser feito para o Núcleo Regional do Centro da LPCC, através do telefone 239 487 490 ou e-mail outubrorosa.nrc@
Segundo os dados estatísticos mais recentes (Globocan, 2021), em 2020, no nosso país, estima-se que mais de 7000 mulheres tenham sido diagnosticadas com cancro da mama, lamentando-se a morte de 1800 mulheres por esta doença. Cerca de 1 em cada 100 cancros da mama desenvolvem-se no homem.
Saiba mais sobre os fatores de risco que importa conhecer, em: www.ligacontracancro.pt/
Militares começam a distribuir combustível na segunda-feira no Reino Unido
Os militares do Exército britânico começam esta segunda-feira a distribuição de combustível nas gasolineiras para amenizar a falta de transportadoras, que motivou o encerramento de muitos postos de gasolina, anunciou hoje o Governo britânico.
Quase 200 membros das Forças Armadas, dos quais 100 são condutores, que receberam formação de emergência, serão destacados para aliviar a situação que tem provocado longas filas de horas de espera para reabastecer.
Apesar do Governo e das grandes petrolíferas terem insistido, nos últimos dias, que a situação se “estabilizou”, mais de um quarto das gasolineiras independentes do Reino Unido continuavam esta sexta-feira com as bombas vazias, segundo a Associação Nacional de Retalhistas.
Num comunicado de imprensa difundido hoje, o Ministério do Gabinete (semelhante ao Conselho de Ministros), indicou que os 200 militares, que fazem parte do corpo de Tanques do Exército, darão “apoio temporário” dentro das medidas que o Governo tem adotado para combater a falta de motoristas.
O país “ainda enfrenta desafios”, apesar de a demanda “ter estabilizado e agora estar a ser mais repartido o combustível do que vendido”, refere a nota de imprensa.
Também será permitida a entrada temporária de imediato de 300 camionistas estrangeiros, que poderão permanecer no Reino Unido para trabalhar até ao final de março próximo, de 2022.
O executivo acrescenta que está a tomar outras medidas provisórias contra as pressões que a cadeia de distribuição alimentar está a sofrer, também causada pela falta de mão de obra, que é atribuída “à pandemia e à recuperação da economia global em todo o mundo”, refere o documento que não menciona o Brexit, ou seja, a saída do país da União Europeia.
Entre essas medidas, está a chegada, em finais de outubro, de outros 4.700 transportadores de alimentos, que ficarão até final de fevereiro, e 5.500 trabalhadores do setor avícola que também terão permissão para entrar no país, com visto até 31 de dezembro.
“A introdução destes vistos temporários não nos desvia do nosso compromisso de elevar a qualificação e aumentar os salários do nosso mercado de trabalho, mas reconhece as circunstâncias extraordinárias que afetam a estabilidade da cadeia de abastecimento do Reino Unido”, sublinha o Governo.
O ministro das Empresas, Kwasi Kwarteng, destacou que “não há escassez de combustível” no país, pelo que as pessoas “deveriam continuar a abastecer com normalidade”, e pediu aos cidadãos que não se deixem levar pelo pânico para permitir que as coisas “possam voltar à normalidade”.
Madremedia/Lusa
Imagem: SIC NOTÍCIAS