segunda-feira, 22 de novembro de 2021
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comunicado: Câmara da Figueira da Foz lança Nota de pesar pela morte do seu primeiro Presidente
"A Câmara Municipal manifesta publicamente o pesar pelo falecimento de José Manuel Leite, primeiro Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz eleito após o 25 de abril de 1974 e Cidadão Honorário desta cidade.
José Manuel Leite, nasceu em Lisboa a 24 de março de 1940.
Em 1959, após os estudos liceais, ingressa no Seminário Presbiteriano de Teologia, em Carcavelos. Fez os estudos de pós-graduação na Faculdade de Teologia de Montpellier, em França e no Instituto Ecuménico de Bossey, Universidade de Genebra.
Após concluir a licenciatura em Teologia e a ordenação em 1964, assume o seu primeiro pastorado nas paróquias de Alhadas e Bebedouro, nos Concelhos da Figueira da Foz e Montemor-o-Velho. Em 1967 inscreve-se como aluno da Escola Superior de Agronomia de Coimbra, terminando o curso em 1970.
Em 1968 funda a Cooperativa Agrícola do Bebedouro, Arazede, da qual vem a ser o seu primeiro gerente e técnico e no ano seguinte é nomeado Diretor do Centro Ecuménico Reconciliação em Buarcos, lugar que ocupa até 1988.
Em 1976 é eleito Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, cargo que ocupa até janeiro de 1980, sendo um dos principais impulsionadores pela construção da Ponte “Edgar Cardoso”.
Em 1988 funda, com dois sacerdotes católico romanos, a OIKOS, hoje bem conhecida como uma ONG para o desenvolvimento. Nesse mesmo ano, vai para Genebra como Secretário Executivo do Departamento “Justiça, Paz e Direitos Humanos” da Conferência das Igrejas Europeias e com a responsabilidade de organizar a 1.ª Assembleia Ecuménica Europeia, realizada em 1989 em Basileia. Representa o Conselho Mundial de Igrejas na Comissão dos Direitos Humanos da ONU.
Em 1994, assume o reitorado e as disciplinas de Ecumenismo e de Patrística do Seminário Evangélico de Teologia em Lisboa.
Em 1995 é eleito, no Sínodo da Igreja Presbiteriana de Portugal, Presidente da sua Comissão Executiva. Atualmente e, mais tarde, Presidente do Sínodo desta Igreja. Foi também um dos Presidentes do Conselho Português de Igrejas Cristãs e membro da Comissão “Igreja e Sociedade” da Conferência das Igrejas Europeias e de alguns grupos de trabalho do Conselho Mundial de Igrejas.
A Câmara Municipal atribuiu, por unanimidade, a José Manuel Leite, a Medalha da Cidade da Figueira da Foz, concedendo-lhe o título de Cidadão Honorário da Figueira da Foz, na sua Reunião de Câmara de 19 de março de 2018, como forma de o distinguir e prestar público apreço pelo valor das suas realizações e pelo contributo notável que deu para o bom nome da Cidade e o desenvolvimento do seu Concelho.
Foi determinado o Luto Municipal, por 1 dia, a observar no dia da realização das cerimónias fúnebres, colocando a Bandeira do Município a meia haste.
A Câmara Municipal apresenta sentidas condolências à família e amigos."
Semana Europeia do Teste VIH-Hepatites começa esta 2ª feira com rastreios gratuitos
A Semana Europeia do Teste VIH-Hepatites começa esta segunda-feira com rastreios gratuitos em todo o país direcionados principalmente aos grupos mais vulneráveis, anunciou hoje à agência Lusa o diretor-executivo do GAT - Grupo de Ativistas em Tratamentos.
Portugal junta-se pelo nono ano a esta iniciativa, organizada pela EuroTest, reforçando ser uma prioridade o rastreio do VIH, das hepatites virais e outras infeções sexualmente transmissíveis (IST), numa altura em que ainda permanecem lacunas no diagnóstico destas infeções, o que dificulta as estratégias internacionais para as eliminar até 2030, enquanto problema grave de saúde pública, refere o GAT.
Até 29 de novembro, será possível fazer rastreios “gratuitos, rápidos e anónimos” a estas doenças em 33 organizações distribuídas pelo país “desde o Algarve até ao Minho”, disse o diretor-executivo do GAT, Ricardo Fernandes, adiantando que os interessados podem encontrar informação sobre os locais na página do Facebook da Semana Europeia do Teste.
Para o GAT, o rastreio direcionado a grupos mais vulneráveis, no contexto da prevenção combinada, é um serviço prioritário.
“Nós temos uma estratégia de contenção da epidemia que passa pelo teste e pelo diagnóstico e por todas as tecnologias de prevenção, o preservativo, a PrEP [profilaxia pré exposição] (…) ferramentas que têm que ser estrategicamente bem posicionadas para que consigamos chegar a uma situação em que o VIH deixe de ser um problema de saúde pública em Portugal”, defendeu Ricardo Fernandes.
O problema, avisou, é que se não houver investimento nestas ferramentas tudo o que for feito terá “um impacto individual - e ainda bem que o tem - mas não a nível de saúde pública”.
Apesar de algumas limitações devido à pandemia de Covid-19, as organizações que trabalham na área da saúde pública continuam a proporcionar o rastreio às IST, consultas médicas e de enfermagem, referenciação e ligação a cuidados de saúde, distribuição de preservativos e gel lubrificante, materiais para consumo mais seguro e programas de substituição opiácea.
As organizações, membro da Rede de Rastreio Comunitária, promovida pelo GAT, que se juntam à iniciativa destacam a importância da manutenção destes serviços e a remoção de qualquer barreira no acesso a cuidados de saúde.
A Semana Europeia do Teste, considerou Ricardo Fernandes, “é uma oportunidade muito grande” de conseguir chegar às pessoas, muitas delas já fragilizadas, e oferecer-lhes o teste e, caso seja reativo, encaminhá-las para tratamento.
O responsável observou que, antes da pandemia, toda a Europa já tinha “números muito altos” de infeção, estimando-se que uma em cada cinco pessoas desconhecesse que estava infetado, e que em alguns países as pessoas não tiveram oportunidade de fazer o rastreio durante a pandemia.
Em Portugal, ainda há entre 5% a 10% de pessoas por identificar, que são aquelas a quem todas as estratégias desenvolvidas não chegaram.
“Temos de continuar a trabalhar para chegar a essas pessoas porque a dinâmica da infeção é uma dinâmica em que uma pessoa pode infetar várias e, portanto, se conseguirmos alcançar essas pessoas atempadamente, evitaremos infeções”, defendeu.
Quarenta anos depois do VIH ter começado a ser diagnosticado, as pessoas ainda têm “uma noção devastadora desta doença”, mas é uma “noção errada” porque já é uma patologia com bom prognóstico ao contrário do que acontecia há alguns anos.
Por outro lado, não têm noção da gravidade da doença, pensando que já passou, quando “Portugal é um país cimeiro” na incidência do VIH na Europa Ocidental, alternando de posição com a Letónia.
Apesar de haver uma “tendência muito pequena, mas interessante na descida [do número de novos casos], não é suficiente ainda para aquilo que é a dimensão da infeção em Portugal e o peso que tem do ponto de vista social, orçamental e para a sociedade”.
Segundo o relatório “Infeção VIH e SIDA em Portugal – 2020”, foram diagnosticados 778 novos casos de infeção em 2019, menos 331 face a 2018.
Madremedia/Lusa
Imagem: Sapo 24
Falta de professores também já afeta o ensino privado
A falta de professores também já está a pressionar os colégios. Entre as disciplinas mais críticas estão a matemática, físico química, informática e inglês. Por essa razão, a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) vai pedir uma reunião urgente ao Ministério da Educação.
À Renascença, o diretor executivo da AEEP pede "medidas imediatas" ao Governo diz que ainda esta segunda-feira vai seguir para o Ministério da Educação um pedido urgente de reunião.
Entre as disciplinas com maior falta de docentes estão a matemática, físico química, informática e inglês.
"Há medidas muito imediatas que não têm qualquer custo financeiro que poderiam ser resolvidas já, nomeadamente ser emitida uma portaria da habilitação própria”, argumenta Rodrigo Queiroz e Melo.
Em causa, segundo o diretor executivo da AEEP, está "a portaria pré-Bolonha". Rodrigo Queiroz e Melo dá como exemplo o caso de um licenciado em matemática. "Agora não pode lecionar matemática no ensino secundário, sendo que aqui, a única questão é que se licenciou no pós-Bolonha".
“É uma portaria muito simples e que permitiria recrutar aqui mais uns milhares de professores que não são via de ensino”, conclui Rodrigo Queiroz e Melo.
Os professores fazem, a partir desta segunda-feira e até dia 26, greve às horas extraordinárias.
A greve destina-se a todos os professores com horários completos, a quem foram, entretanto, atribuídas horas extraordinárias para compensar a falta de professores.
A greve às horas extraordinárias junta-se à greve ao sobretrabalho, retomada há três semanas, que abrange o serviço que ultrapasse as 35 horas, incluindo reuniões gerais de docentes, reuniões de conselho pedagógico, conselho de departamento, grupo de recrutamento, conselho de docentes, conselho de turma, coordenação de diretores de turma, conselho de curso do ensino profissional e reuniões de secretariado de provas de aferição ou de exames.
Madremedia