sábado, 29 de janeiro de 2022

Quase 100 operacionais e dois meios aéreos combatem fogo no concelho da Covilhã

Um incêndio que deflagrou hoje na freguesia de Unhais da Serra, concelho da Covilhã, está a ser combatido por quase 100 operacionais e dois meios aéreos, disse o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco.

Segundo fonte do CDOS, o alerta para o incêndio chegou às autoridades às 10:11.

“É um incêndio rural, em zona de incultos [mato] e não há casas em perigo”, afirmou a mesma fonte.

Pelas 12:45, estavam a combater o fogo 93 operacionais apoiados por 35 veículos, de várias corporações, e dois meios aéreos, acrescentou o CDOS.

Madremedia/Lusa

PJ detém funcionários de limpeza no Aeroporto de Lisboa associados ao narcotráfico

A Polícia Judiciária (PJ) deteve dois trabalhadores da limpeza no Aeroporto de Lisboa suspeitos de retirarem de aviões malas de viagem carregadas de droga, tratando-as como se fosse lixo, para escaparem aos habituais circuitos de controlo.

De acordo com a Direção Nacional da PJ, que avançou hoje a informação em comunicado, durante a operação com o nome de código “Limpeza Profunda” foi apreendida a um dos arguidos uma mala de viagem em que se encontravam acondicionadas 30 embalagens de cocaína com um peso total de 32,8 quilogramas.

A mala acabara de ser retirada de um avião proveniente do Brasil e já tinha sido levada para o exterior do aeroporto.

Os suspeitos de envolvimento em tráfico internacional de droga, um de 30 anos de idade e outro de 38, foram já presentes a um juiz de instrução criminal que determinou que ambos aguardem o desenvolvimento do processo sujeitos à medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.

As detenções foram consumadas, segundo o comunicado, “no quadro de uma investigação já em curso que visa o desmantelamento de uma estrutura criminosa dedicada à introdução de grandes quantidades de cocaína em território nacional”, em linhas aéreas regulares provenientes da América Latina.

A função dos detidos, ambos trabalhadores de empresa de limpeza prestadora de serviços no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, “consistia em retirarem das aeronaves malas de viagem carregadas de droga, como se se tratasse de lixo, subtraindo-as aos normais circuitos de controlo, quer das companhias aéreas quer das autoridades”.

Nos aeroportos de origem, as malas “eram introduzidas clandestinamente nas aeronaves por outros elementos integrantes da mesma estrutura criminosa”, ainda segundo o comunicado.

A operação “Limpeza Profunda” foi apoiada pela PSP.

Madremdeia/Lusa

Imagem: DN

ASAE apreende cerca de 426 mil ovos em Leiria

Brigada levou a cabo uma ação direcionada a centros de classificação e embalamento de ovos.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu cerca de 426 mil ovos no concelho de Leiria, numa ação inspetiva direcionada a centros de classificação e embalamento de ovos.

"Como resultado das ações, assinala-se a instauração de um processo de contraordenação por colocação no mercado de ovos sem a devida marca de identificação e por falta de indicações obrigatórias nas embalagens de transporte, tais como a data de expedição e quantidade, a falta de registos diários de modo de criação e as quantidades de ovos classificados e não classificados", refere um comunicado.

Na sequência da operação de fiscalização da Brigada de Indústrias da Unidade Regional do Centro -- Unidade Operacional de Coimbra, foi determinada a apreensão de 426.264 ovos, no valor estimado de 33.643 euros.

A ASAE explica que, segundo a legislação em vigor, "os consumidores, através de um código impresso nas embalagens e nos ovos, devem obter informação sobre o país de origem do produto, condições de criação das galinhas e zona de exploração de onde os ovos são originários, sendo ainda obrigatória a indicação da data da durabilidade atribuída aos ovos, não podendo a mesma exceder o prazo de 28 dias relativamente à data da postura".

O comunicado acrescenta que este órgão de polícia criminal "continuará a desenvolver ações de fiscalização em prol da sã e leal concorrência entre operadores económicos, bem como da defesa e da segurança dos consumidores".

Fonte: Dinheiro Vivo

Portugal regista 59.194 novos casos de Covid-19 e mais 39 óbitos

Nas últimas 24 horas, há registo de menos 28 doentes internados em enfermarias e de mais um em cuidados intensivos

Estão confirmadas 19.827 mortes devido à Covid-19 em Portugal, mais 39 do que no último boletim epidemiológico emitido pela Direção-Geral da Saúde (DGS). O número de pessoas infetadas pela doença até agora é de 2.566.551, mais 59.194 nas últimas 24 horas.

* Em atualização

TSF

CNE garante que mesas de voto são seguras

É feito um apelo às pessoas para não irem todas votar às primeiras horas do dia, por forma a evitarem filas que poderão surgir em algumas mesas de voto por causa do voto em mobilidade.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) garante que o voto é seguro e apela a que todos os portugueses que compareçam domingo nas urnas, independentemente de estarem em isolamento.

"Os locais de votação foram preparados de modo a não existirem condições favoráveis ao contágio", disse Vera Penedo, a substituta do presidente da CNE.

Em conferência de Imprensa durante a manhã, no Parlamento, a representante da CNE deu conta do reforço das medidas de segurança contra a Covid-19. "Foram fornecidos aos membros de mesa e demais pessoas envolvidas no processo os equipamentos de proteção individual" e apelou aos cidadãos para respeitarem as recomendações das autoridades de saúde, notando ainda que "estarão disponíveis máscaras para as pessoas que as solicitem" nas assembleias e secções de voto.

A mesma responsável apelou também às pessoas para não irem todas votar às primeiras horas do dia, por forma a evitarem filas que poderão surgir em algumas mesas de voto por causa do voto em mobilidade.

"As votações antecipadas decorreram de forma tranquila. Sublinha-se, também, que a campanha eleitoral se desenrolou sem incidentes, tendo as candidaturas tido a oportunidade de apresentar as suas propostas e programas num quadro de normalidade democrática", referiu a dirigente da CNE, acompanhada ainda pelo porta-voz do organismo, João Tiago Machado, e pelo secretário da comissão, João Almeida.

RR/Lusa

Enigma chinês desafia o Ocidente


  • Péricles Capanema

Um intelectual público abre dissidência. Amigo dileto meu de muitos anos encaminhou-me artigo publicado em 20 de dezembro último no “Wall Street Journal” (WSJ), sob o título “The slow meltdown of the chinês eeconomy” [O lento derretimento da economia chinesa, em tradução livre]. O autor é Thomas J. Duesterberg [foto]. Todos conhecemos a importância do WSJ, em especial para o setor econômico. Nem todos entre nós conhecem a importância do articulista, eu era um dos ignorantes. Fui então examinar quem é Thomas Duesterberg; favorável a primeira impressão, tinha valor a análise econômica no artigo. Surpreendia, contudo, a saída proposta pelo articulista; não era econômica, era política. Aqui vão dados a respeito do homem. É scholar respeitado, especializado em Economia, professor e pesquisador conhecido, ocupou posições políticas de importância em Washington no Departamento do Comércio e no Congresso; por fim, tem e teve presença destacada no setor privado. Ele é, caracteristicamente, o que hoje se intitula intelectual público. Sem mandato eletivo, participa ativamente da vida pública do país. Tem títulos para tal.

Verifiquei depois de pesquisa rápida que o mencionado artigo publicado por ele no WSJ é síntese (resumão) de trabalho mais extenso e circunstanciado postado anteriormente, 10 de dezembro, em site de estudos especializado. A mais, a mesma matéria vem sendo tratada pelo autor em diversos órgãos de divulgação. Enfim, ele tem uma opinião bem fundamentada e a vem divulgando ativamente. Breve, está em campanha. Afã especialmente dirigido a público que influencia de forma relevante os Estados Unidos — políticos, homens da academia, executivos, jornalistas.

Existe crise grave na China. Reconhece Thomas J. Duesterberg, suas opiniões não são consensuais: “O público em geral, e aqui incluo os líderes da opinião política e os analistas do governo, via de regra não entendeu ainda a gravidade do perigo posto pela crise econômica da China. Minha análise vai por outro caminho”. De outro modo, ele acha que a crise é profunda e vai deixar sequelas grandes. Desconhecê-la seria quase suicídio. Não a aproveitar, imensa tolice.

Mais estatismo, mais repressão, menos liberdade. Para enfrentar a crise, o PCC (Partido Comunista Chinês), sustenta Duersterberg, está abandonando o modelo “socialista de mercado” e adotando outro, mais estatista, baseado nas estatais, com maior repressão política. Enfim, menos abertura, fechamento na economia e na sociedade. Duersterberg julga que referida direção trará diminuição do ritmo de crescimento chinês, talvez até mesmo uma recessão.

Pão versus liberdade. Aqui segue o miolo da tese que advoga: “Se os crescentes problemas com o atual modelo econômico chinês trouxerem a diminuição do ritmo de crescimento ou até a recessão na China, teremos impactos fortes sobre os Estados Unidos e seus aliados de duas maneiras importantes. Em primeiro lugar, dado que a economia da China é a segunda do mundo (em alguns aspectos, a primeira), e tem sido motor de crescimento para economias na Europa e no restante da Ásia, crescimento menor ou recessão na China acarretará provavelmente diminuição do crescimento no mundo ou até a recessão. Em segundo lugar, como o crescimento tem grande significado na China — justifica o sistema autoritário de governo — significativa diminuição no índice de crescimento ou recessão pode trazer instabilidade política. Considerando a retórica nacionalista da China em relação a Taiwan, poderia a instabilidade política, por sua vez, ser causa de arriscadas atividades militares que desembocariam em confrontação com países de mercado livre. Da perspectiva dos Estados Unidos, a diminuição do ritmo de crescimento da China poderia exacerbar as já sérias tensões comerciais e econômicas, sobretudo se as forças nacionalistas na China escolherem os Estados Unidos como bode expiatório para seus problemas internos”. Neste ponto, Thomas Duesterberg teme revoltas internas na China: “De outro modo, o derretimento econômico potencialmente ameaça o pacto social implícito na China entre governantes autoritários e população sossegada”. Simplificando, há um pacto tácito, a população aceita não ser livre, se houver melhoria de vida. Não havendo mais melhoria de vida, quererá de volta a liberdade.

Discernimento do perigo. Aqui surge a proposta política do articulista. Diante dos problemas econômicos chineses, que reverberam no ânimo da população, os Estados Unidos e seus aliados devem endurecer o relacionamento comercial, limitar o acesso chinês à tecnologia e financiamento ocidentais, bem como impor sanções econômicas por causa da violação de direitos humanos. E assim, propõe ele, é hora de aproveitar com desembaraço os instrumentos de que dispõem os Estados Unidos e aliados para proteger as economias ocidentais e, ao mesmo tempo, forçar rumo menos nocivo da política chinesa. Entre tais instrumentos, divulgar mundo afora que a economia chinesa está enfrentando dificuldades das quais não será fácil escapar. Resta saber se os governos ocidentais estão dispostos a aproveitar a ocasião propícia para ação que decorre do quadro desenhado pelo articulista do WSJ. Tenho minhas dúvidas.

Lucidez corajosa. Admito, o quadro pintado por Thomas Duesterberg pode ter carências e imprecisões. Importa pouco. Prevalece a constatação animadora: um intelectual público de expressão batalha nos Estados Unidos para que o país tenha maior consciência dos perigos que o ameaçam e tome logo medidas preventivas eficazes para manter abertas no futuro, no mundo inteiro, as portas da liberdade e da prosperidade. Portas abertas inclusive, e de forma especial, para a população da China. Em suma, suas opiniões esclarecedoras, raras e corajosas, desvendam enigmas. Merecem não só atenção e estudo, postulam a mais ampla divulgação.

ABIM

Alemanha: uma bela coleta de “lixo” extra em janeiro

 

  • Jorge Saidl

Em todos os meses de janeiro, as prefeituras têm um serviço a mais na Alemanha.

Trata-se de recolher as cerca de 30 milhões de árvores de Natal que decoraram os lares do país.

O grande volume de material demanda um trabalho extra que é organizado de acordo com um regulamento e seguindo uma agenda de recolhimento feito por caminhões que percorrem os bairros exclusivamente com esta finalidade.

Enquanto o lixo comum é normalmente jogado em containers fechados, os pinheirinhos natalinos de diferentes tamanhos são deixados à parte nas calçadas, isolados ou empilhados.

Embora o recolhimento seja feito de acordo com critérios práticos, as Weihnachtsbäume acabam não sendo tratadas como lixo comum e tendo um fim mais digno, como merecem.

À margem das ruas à espera de seu fim, são apenas ramagens verdes, porém falam de modo mudo da sua muito breve mas encantadora história. Logo não mais existirão, mas seu belo papel estará cumprido e nos corações restarão as lembranças dos suaves dias em que estiveram belamente adornadas, luminosas e cintilantes, muitas vezes ao lado de um belo presépio. 

ABIM