sábado, 5 de fevereiro de 2022

GNR: Atividade da semana a nível nacional

Entre os dias 28 de janeiro a 3 de fevereiro

      1. Detenções:
      2. 310 detidos em flagrante delito, destacando-se:
      • 88 por condução sem habilitação legal;
      • 125 por condução sob o efeito do álcool;
      • 24 por furto e roubo;
      • 18 por tráfico de estupefacientes;
      • Oito por posse ilegal de armas e arma proibida;
      • Quatro por incêndio florestal.

      1. Apreensões:
      • 12 233,32 doses de haxixe;
      • 1 454,824 doses de liamba;
      • 95,8 doses de heroína;
      • 90 doses de MDMA;
      • Dez comprimidos de MDMA;
      • 27 armas de fogo;
      • 195 munições;
      • 15 veículos;
      • Duas embarcações;
      • 12 813,12 euros em numerário.

      1. Trânsito:

Fiscalização: 

8 018 infrações detetadas, destacando-se:

      • 2 559 excessos de velocidade;
      • 617  por falta de inspeção periódica obrigatória;
      • 388 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças;
      • 368 relacionadas com anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização;
      • 300 por uso indevido do telemóvel no exercício da condução;
      • 300 por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei;
      • 285 por falta de seguro de responsabilidade civil;
      • 226 relacionadas com tacógrafos.

Portugal com 41.511 novas infeções e 44 mortes por Covid nas últimas 24 horas

Há menos 36 internamentos em enfermaria e menos cinco nos cuidados intensivos.

Portugal registou 41.511 novas infeções com o coronavírus SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas, mais 44 mortes associadas à Covid-19, indica a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico diário, este sábado estão internadas 2409 pessoas, menos 36 do que na sexta-feira, 169 das quais em unidades de cuidados intensivos, menos cinco.

O número de casos ativos diminuiu, havendo agora 637.821, menos 4972 do que na sexta-feira, e nas últimas 24 horas foram dadas como recuperadas 46.439 pessoas, passando a contabilizar um total de 2.226.548.

Nas últimas 24 horas foram colocados em vigilância mais 5359 contactos, que totalizam agora 665.706. Desde março de 2020 foram infetadas em Portugal 2.884.540 pessoas com o SARS-CoV-2 e foram declaradas 20.171 mortes associadas à Covid-19.

Das mortes com Covid-19 nas últimas 24 horas, 17 ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, 13 no Norte, 9 na região Centro, duas na Região Autónoma dos Açores, duas no Alentejo e uma no Algarve.

Cátia Carmo / TSF

Covid-19: Criança de um ano ligada a ECMO no hospital S. João por “gravidade de quadro clínico”

 Uma criança de um ano com diagnóstico de covid-19 foi internada nos cuidados intensivos no Hospital de S. João, no Porto, necessitou de Oxigenação por Membrana Extracorporal (ECMO) devido à "gravidade do quadro clínico", disse fonte hospitalar ao SAPO24.

A criança de um ano estava internada no Centro Materno Infantil do Norte, também no Porto, por covid-19, mas "alterações cardíacas" obrigaram à transferência para o São João, onde foi colocada em ECMO.

"Dada a gravidade do quadro, a equipa clínica teve necessidade de assegurar ventilação mecânica e suporte circulatório com ECMO", disse fonte oficial daquele hospital ao SAPO24.

"A técnica de ECMO é muitas vezes o último recurso para tratar pessoas com doenças graves respiratórias e/ou cardíacas, em que a máquina de circulação garante as trocas gasosas do sangue e a distribuição desse sangue oxigenado a todos os órgãos", explica.

Gravidade em crianças é rara mas reforça importância da ciência

"Todas as vidas importam e a vida de uma criança deve ser protegida de forma ainda mais especial, pelo que nos preocupa o palco que é dado a discursos inconsistentes e que, sobretudo, não têm qualquer respaldo na evidência científica produzida sobre os efetivos riscos da doença nas crianças e a segurança e benefícios da vacinação", defende em comunicado o bastonário da Ordem dos Médicos (OM).

O bastonário da OM e o coordenador do Gabinete de Crise, Filipe Froes, deixam, em comunicado, "uma palavra de confiança à equipa de excelência que acompanha a criança, e de solidariedade para com a família neste momento difícil", e insistem "na importância de não se desvalorizarem os efeitos desta infeção nas mais variadas faixas etárias"

"Mesmo na nova fase da pandemia em que nos encontramos, e que tem permitido a reabertura progressiva da sociedade, é essencial que não nos esqueçamos do caminho difícil que percorremos e do que conseguimos alcançar", defende Miguel Guimarães.

O bastonário salienta o papel da vacinação contra a covid-19, que foi sendo alargada a várias faixas etárias e que "permitiu mudar o curso da pandemia e tornar a doença covid-19, regra geral, menos grave".

"No caso concreto das crianças, é verdade que a infeção tende a ser mais benigna, mas os casos graves existem e não devem ser desvalorizados", defende, por seu turno, o coordenador do Gabinete de Crise, Filipe Froes.

Madremedia

Revelações sobre Salazar

 Reuniões falsas e um DN fictício. Realizador de La Casa de Papel quer fazer filme sobre como Salazar foi enganado


António de Oliveira Salazar deixou o Governo de Portugal em 1968, após ter sofrido um acidente vascular cerebral, mas continuou a acreditar que ainda mandava em Portugal por mais dois anos, até morrer. Essa história é relatada num livro e chamou a atenção do realizador de La Casa de Papel.

O livro “A incrível história de António Salazar, o ditador que morreu duas vezes” do jornalista e escritor italiano Marco Ferrari acaba de ser lançado em Espanha, pela editora Debate, o que deu azo a várias entrevistas ao seu autor.

Numa delas, ao jornal El Periódico de España, Marco Ferrari conta que a história revelada pelo livro é tão absurda e espantosa que “o realizador de La Casa de Papel quer fazer um filme sobre esse capítulo da vida de Salazar”.

“A farsa mais importante da história”

“Foi a farsa mais importante da história”, considera o jornalista italiano, referindo-se ao facto de Salazar ter sido enganado para acreditar que ainda governava Portugal quando Marcelo Caetano tinha ascendido ao poder.

Após um acidente vascular cerebral, Salazar chegou a entrar em coma e, em 27 de Setembro de 1968, foi substituído na Presidência do Conselho de Ministros por Marcelo Caetano.

Mas até morrer, em 27 de Julho de 1970, Salazar acreditou que ainda mandava em Portugal. Tudo devido a uma operação encenada porque os médicos tinham receio de que ele sucumbisse mal soubesse que tinha sido removido do poder.

É isso que o livro de Marco Ferrari conta, notando que a encenação passava por realizar reuniões falsas do Conselho de Ministros. “Para dar mais verosimilhança à farsa, às vezes, os interlocutores falavam mal de Marcelo Caetano”, escreve o jornalista.

A operação passava ainda pela impressão de um exemplar falso do Diário de Notícias que incluía fake news que omitiam referências a Marcelo Caetano e noticiavam as reuniões encenadas entre Salazar e os seus pretensos ministros.

Além disso, gravavam-se programas de rádio e de televisão em que Salazar continuava a aparecer como líder de Portugal e que só passavam na casa do ditador.

Entrevista a jornalista francês revelou encenação

A farsa acabou em 1969 “quando o jornalista francês Roland Faure, do diário L’Aurore, viajou até Lisboa e solicitou uma entrevista com o ditador”, relata Ferrari no El Periódico.

“A Dona Maria, a governanta [de Salazar], permitiu [ao jornalista] o acesso à casa, mas advertiu-o para que não comentasse que Marcelo Caetano era o novo Chefe de Estado”, refere o jornalista.

“Na entrevista, Salazar chega a dizer, perante o assombro de Faure, que Caetano ‘era inteligente e tinha autoridade, mas que se enganava ao não querer trabalhar connosco no Governo. Porque, como você sabe, não faz parte do Governo‘”, conta ainda Ferrari.

“Salazar ainda acreditava que governava Portugal”, conclui o escritor, frisando que “os poucos exemplares do L’Aurore que chegaram ao aeroporto de Lisboa foram interceptados e queimados pela PIDE“.

“Salazar era mais inteligente do que Franco”

Ferrari considera que Salazar era “um homem do campo que controlava tudo através de um sistema baseado no partido único e na PIDE”, conforme refere ao El Periódico.

O jornalista nota ainda que “Salazar era uma sombra”, que “não participava em inaugurações”, “nem concedia entrevistas” ou “aparecia na televisão”.

“Ainda que governasse o maior império do mundo, muito maior do que o britânico, nunca viajou até Angola, Moçambique ou Timor-Leste”, repara.

“Em toda a sua vida, só fez uma viagem de avião, de Lisboa ao Porto, e voltou de carro”, diz ainda o escritor italiano, contando que, “uma vez, viajou de barco de Lisboa à Madeira e passou a ida e a volta toda a vomitar”.

Porém, Ferrari não duvida de que “Salazar era mais inteligente do que Franco” e diz que “teve uma grande influência” sobre o ditador espanhol, “até ao ponto de o convencer a não entrar na Segunda Guerra Mundial”.

Mas, “ao mesmo tempo, como temia que os espanhóis pudessem ocupar parte de Portugal, fez-se aliado dos britânicos, aos quais vendia armas, o mesmo que fazia com os nazis, aos quais fornecia volfrâmio“, relata ainda o jornalista.

Ferrari também repara que Salazar “cedeu uma das ilhas dos Açores aos norte-americanos para que a utilizassem como base militar”, o que foi “uma decisão muito inteligente” porque “não afectava a neutralidade da Península Ibérica e, ao mesmo tempo, “os nazis não pensavam atacar a base com barcos ou aviões porque não deixava de ser território português”.

“Em Portugal, nunca houve processo como o de Nuremberga”

“Nos seus quarenta anos [de ditadura], foram torturados e assassinados mais de 22 mil opositores“, sustenta Ferrari, apontando que, contudo, “nos arquivos oficiais não existe nem um só documento que vincule a PIDE com Salazar”.

O jornalista nota ainda que, apesar dos crimes cometidos pela PIDE e pelo regime de Salazar, “em Portugal, nunca houve um processo como o de Nuremberga“, de julgamento de crimes políticos.

“Tão pouco se estudou a questão do terror da PIDE“, diz também.

“O passado esqueceu-se, mas Salazar é considerado pelos portugueses como o mal menor numa época de grandes ditadores noutros países”, analisa Ferrari no El Periódico, considerando que “isso explica porque é que, ao contrário de Hitler e de Mussolini, mas tal como Franco, Salazar morreu na sua cama“.

   Susana Valente, ZAP //

Seca afeta país, mas consequências a partir da primavera poderão ser mais graves

De norte a sul, todos aguardam pela chuva, mas as previsões não são muito animadoras.

A seca agrava-se por todo o país nas várias atividades relacionadas com a agricultura. Desde a criação de gado à apicultura, a falta de água é uma preocupação não só no imediato, mas pelas graves consequências que poderá trazer já a partir da primavera.

Francisco leva o gado para o pasto, embora saiba que não vai encontrar alimento bastante que sustente 60 animais.

Já foram mais, mas face às dificuldades, teve que vender algumas ovelhas. Sem pasto suficiente, manter o gado acarreta maior despesa, e os preços da ração quase duplicaram.

Consequentemente, as dificuldades em alimentar o gado resultam em menor produção de leite, matéria-prima para o Queijo Serra da Estrela.

Mais a norte, em Trás-os-Montes, a dificuldade em alimentar os animais é comum.

Licínio Rodrigues é criador de bovinos de raça mirandesa, que dependem essencialmente do pasto, mas, com as pastagens a secar, o reforço de forragens e cereais é inevitável.

Contudo, a falta de chuva também não permite fazer as sementeiras, sendo que a falta de chuva no inverno vai trazer graves consequências para as nascentes.

A seca está também a afetar a apicultura. No Algarve, a falta de chuva atrasou a floração.

Para alimentar artificialmente as abelhas, há produtores que já gastaram cerca de 4 mil euros, sendo que estes custos acrescidos, associados à queda da produção, refletir-se-ão no preço do mel.

Também a atividade piscícola de água doce está comprometida em algumas albufeiras. O nível da Barragem de Pisões, em Montalegre, desceu mais de 30 metros.

SIC Notícias

Covid-19: “Temos todas as condições para avançar na retoma da normalidade”

 Especialista defende que medidas como o uso obrigatório de máscara devem cair em breve.

Miguel Prudêncio, investigador do Instituto de Medicina Molecular, considera que Portugal está numa “situação privilegiada” para poder avançar com a retoma da normalidade e a forma como se encara a pandemia.

Em entrevista à SIC Notícias, o especialista afirmou que, perante a elevada taxa de vacinação e imunidade da população, o percurso para retomar a normalidade deve acontecer “com alguma rapidez”.

Aponta que a prioridade deve ser a normalização do percurso escolar das crianças, que continuam a estar sujeitas a períodos de isolamento quando um coabitante testa positivo, mas que devem cair também medidas como o uso obrigatório de máscara e a lotação de certos espaços.

“Este vírus não vai desaparecer e vamos ter que conviver com ele como convivemos com outros vírus respiratórios sazonais. A generalidade da população deve retomar a normalidade brevemente, e devem haver medidas específicas para aqueles com quem o convívio é mais arriscado”, defende.

Sobre o contacto com grupos de risco, aconselha que se devem manter precauções, como a testagem e uso de máscara.

“Se estou constipado, estou com febre, não me estou a sentir bem e vou estar em contacto com alguém de risco, devo usar máscara. Independentemente de ser covid ou outro vírus respiratório. Se sei que estou com sintomas, se vou estar em contacto com uma pessoa vulnerável, devo tomar algumas precauções”, sugere.

Apesar disso, acredita que Portugal está numa fase em que deve começar a ser mudada a forma como se encara a pandemia.

“Perante uma variante menos grave, temos todas as condições para avançar na retoma da normalidade”, afirma.

SIC Notícias

Carnaval: Câmara da Guarda cancela espetáculo do “Julgamento e Morte do Galo”

 A Câmara Municipal da Guarda cancelou o espetáculo comunitário de Carnaval do "Julgamento e Morte do Galo" devido à pandemia de covid-19, para salvaguardar a saúde dos residentes e visitantes, foi hoje anunciado.

A autarquia presidida por Sérgio Costa (Movimento Pela Guarda) justifica a decisão “dada a evolução contínua de subida da pandemia no concelho” que, na sexta-feira, contabilizava 1.524 casos ativos de infeção com SARS-CoV-2.

“É com tristeza, mas com sentido de responsabilidade, que o município da Guarda decide adiar por mais um ano esta nossa icónica tradição, salvaguardando a saúde dos Guardenses e daqueles que nos visitam”, lê-se num comunicado da autarquia da cidade mais alta do país.

A fonte lembra que, na Guarda, “o Carnaval tem assumido a forma e a ‘celebração’ no ‘Julgamento e Morte do Galo’, como uma das manifestações populares de expiação, excesso e crítica, mas sempre purificadora, mais características e diferenciadoras” de todo o país.

“A queima do galo é o auge e representa a efetiva renovação. São assim expiados os pecados da sociedade, ardendo e representando a renovação da esperança. Este ritual marca o final do período de folia, aproximando-se assim a Quaresma, época de penitência e oração”, acrescenta.

Segundo a nota, o Carnaval da Guarda tem assumido, nos últimos anos, com o “Julgamento e Morte do Galo”, uma dimensão popular, “cujo sucesso determina enormes aglomerações de pessoas que, apesar do frio da época, saem à rua como participantes”.

Ainda de acordo com a autarquia, “mais de 1.200 pessoas de todas as freguesias da Guarda, atores e músicos”, dão corpo ao desfile e julgamento do Galo que, nas edições realizadas, tem atraído milhares de visitantes.

Este ano, foram também canceladas, entre outras, festividades de Carnaval em Torres Vedras, Estarreja, Ovar, Loures, Sines, Loulé e Mealhada.

O Carnaval celebra-se este ano no dia 01 de março.

Madremedia/Lusa