O Município da Marinha Grande associa-se à comemoração do Dia Internacional de Síndrome de Angelman 2022, tendo colocado luzes azuis na fachada do edifício dos Paços do concelho, durante a noite de 14 para 15 de fevereiro.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2022
Marinha Grande assinala Dia Internacional de Síndrome de Angelman 2022
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Atualização do agregado familiar tem de ser feita até hoje
O prazo para os contribuintes informarem a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) sobre a composição do agregado familiar em 31 de dezembro de 2021 termina hoje, sendo esta a informação que vai ser considerada na declaração do IRS.
A comunicação do agregado familiar é sobretudo relevante para as situações em que durante o ano anterior houve alterações da sua composição devido, por exemplo, a nascimento, divórcio, alteração de acordo parental, óbito de um dos elementos do casal ou mudança de residência permanente, pois só desta forma a AT terá em consideração estas mudanças.
A atualização do agregado familiar pode ser feita através do Portal das Finanças, sendo este o momento para indicar também as situações em que os filhos ultrapassam a idade a partir da qual deixam de ser considerados dependentes para efeitos do IRS.
A informação disponível no Portal das Finanças indica que a comunicação do agregado familiar deve também ser cumprida pelos pais com dependentes em guarda conjunta e um Acordo de Regulação das Responsabilidades Parentais que determine o regime de residência alternada, bem como a percentagem de partilha das despesas por cada um dos responsáveis quando não seja igualitária.
Este passo deve der observado por ambos os pais e a informação relativamente ao dependente ser coincidente. Caso contrário, o fisco divide as despesas ao meio.
"Caso esta comunicação não seja feita no prazo, ou tendo sido, a mesma não for coerente com a comunicação efetuada pelo outro agregado familiar relativamente ao mesmo dependente em guarda conjunta, considera-se que este dependente não tem residência alternada e a percentagem de partilha de despesas dos respetivos responsáveis parentais é dividida em partes iguais", refere a mesma informação.
A validação do agregado familiar permite ainda aos contribuintes beneficiar do IRS automático (caso preencham o perfil de rendimentos requerido para tal) e permite à AT efetuar os cálculos necessários para que as pessoas dispensadas da entrega da declaração do IRS possam obter e beneficiar de isenção de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde, da tarifa social de eletricidade ou de apoios sociais, por exemplo.
Este passo é ainda relevante para efeitos de matrícula nas escolas do ensino público, devendo a atualização ser referente à composição do agregado familiar no último dia do ano anterior.
A comunicação do agregado familiar é apenas um dos primeiros passos para a preparação da entrega da declaração anual do IRS, cujo prazo decorre entre 1 de abril e 30 de junho independentemente da tipologia de rendimentos.
Madremedia/Lusa
Começou a Campanha “Ao volante, o telemóvel pode esperar”
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) lançam hoje dia 15 de fevereiro, a Campanha de Segurança Rodoviária “Ao volante, o telemóvel pode esperar”, inserida no Plano Nacional de Fiscalização de 2022.
A decorrer entre hoje e 21 de fevereiro, a campanha tem como objetivo alertar os condutores para as consequências negativas e mesmo fatais do uso indevido do telemóvel durante a condução. Em 2021 foram detetadas 24.306 infrações relativas ao manuseamento do telemóvel durante a condução, o que representa um aumento de 5,5% relativamente ao ano anterior. É urgente travar este comportamento.
A utilização do telemóvel durante a condução aumenta em quatro vezes a probabilidade de ter um acidente, causando um aumento no tempo de reação aos imprevistos.
A campanha “Ao volante, o telemóvel pode esperar” integrará:
- Ações de sensibilização da ANSR;
- Operações de fiscalização pela GNR e pela PSP, com especial incidência em vias e acessos com elevado fluxo rodoviário e de acordo com o Plano Nacional de Fiscalização 2022, de forma a contribuir para a diminuição do risco de ocorrência de acidentes e para a adoção de comportamentos mais seguros por parte dos condutores no que tange ao manuseamento do telemóvel durante a condução.
As ações de sensibilização ocorrerão em simultâneo com operações de fiscalização nas seguintes localidades:
- Dia 15 de fevereiro, às 9h00: Praça Duque de Saldanha c/ Avenida Fontes Pereira de Melo, Lisboa;
- Dia 16 de fevereiro, às 8h00: EN 15 – Couto, Bragança;
- Dia 17 de fevereiro, às 14h00: Alameda Mariano Felgueiras, Guimarães;
- Dia 18 de fevereiro às 8h00: EN 2 – Rotunda ao quilómetro 48, Vila Pouca de Aguiar;
- Dia 21 de fevereiro, às 14h30: Avenida Henrique Barbeitos - Junto ao Estádio Municipal “José Martins Vieira”, Cova da Piedade.
A ANSR, a GNR e a PSP relembram que o uso do telemóvel ao volante é um risco para a segurança do próprio e dos outros:
- Os condutores que utilizam o telemóvel durante a condução são mais lentos em reconhecer e reagir a perigos;
- A distração ocorre quando duas tarefas mentais, conduzir e utilizar o telemóvel, são executadas ao mesmo tempo, o que provoca lapsos de atenção e erros de avaliação;
- O uso de aparelhos eletrónicos durante a condução causa dificuldade na interpretação da sinalização e desrespeito das regras de cedência de passagem, designadamente em relação aos peões.
A sinistralidade rodoviária não é uma fatalidade e as suas consequências mais graves podem ser evitadas através da adoção de comportamentos seguros na estrada.
Seca altera ritmo biológico natural das plantas e antecipa a primavera
A falta de chuva antecipa a primavera no hemisfério norte, porque com menor nebulosidade as temperaturas de dia e de noite têm maior amplitude, há mais radiação solar e geadas, confundindo as plantas, que assumem que chegou a primavera.
Isto mesmo, adianta a agência EFE; é confirmado num estudo publicado hoje na revista ‘Nature Climate Change’, liderado pelos investigadores Jian Wang, da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA; e Josep Peñuelas, investigador do CREAF de Barcelona, um centro de investigação dedicado a estudar o território e a ecologia.
Segundo o estudo, a seca prevista para este século pode fazer avançar a primavera entre 1,2 e 2,2 dias por década.
A ciência demonstrou que as alterações climáticas estão a fazer avançar a primavera fenológica, mas até agora acreditava-se que os invernos amenos provocados pelo aquecimento global eram a causa principal.
No entanto, este novo trabalho, que relaciona pela primeira vez a seca com o despertar prematuro da natureza, revela que a falta de chuva também leva a que as plantas floresçam antes do tempo no hemisfério norte, onde as chuvas diminuíram a sua frequência nos últimos 30 anos, afetando o calendário natural das plantas.
“Menos precipitação significa menos nebulosidade, o que se traduz em mais horas de sol, temperaturas mais altas e noites mais frias, o que faz avançar a acumulação de frio necessária para que nasçam as plantas”, que com este conjunto de condições se confundem e nascem mais cedo, explicou Peñuelas.
Segundo o investigador baseado em Barcelona, este inverno está a viver-se “uma situação paradigmática para entender os resultados deste estudo”.
Para desenvolver este estudo, os investigadores mediram os fluxos de carbono da vegetação, já que quando as plantas despertam começam a fotossíntese e mudam os fluxos de carbono, registaram no local o despontar das plantas e comprovaram a grande escala com imagens satélite as mudanças no verdecer da vegetação.
De acordo com Peñuelas, “se as plantas nascem antes, começam antes a fazer a fotossíntese e isso afeta os ciclos de carbono de todo o mundo. Saber que a quebra na frequência das chuvas também afeta o ritmo natural é um conhecimento chave a ter em conta nas previsões de alterações climáticas”.
O CREAF e o Serviço Meteorológico da Catalunha lançaram em 2021 a iniciativa FenoTwin com a colaboração da Fundação Espanhola para a Ciência e Tecnologia para elaborar mapas que registem como muda a natureza em cada estação, unindo o trabalho de satélite e da cidadania.
Os investigadores fizeram hoje um apelo para que todas as pessoas que o desejem colaborem com o projeto enviando provas de que a primavera está a avançar em todo o lado, que espécies estão a nascer antes do tempo e outras alterações dos ciclos biológicos.
Fatura da gasolina e gasóleo com impacto de 8% no rendimento anual dos portugueses
A fatura com a gasolina ou gasóleo tem um peso de cerca de 8% no rendimento anual dos portugueses, uma percentagem “bastante superior” à verificada na maioria dos países europeus, segundo uma análise da BA&N Research Unit hoje divulgada.
“Uma família de três (dois adultos trabalhadores com um menor a cargo) arrecada, em média, 12.696 euros anualmente, em termos líquidos, segundo dados mais recentes da Comissão Europeia. Assumindo que esta família atesta o depósito do automóvel (de 50 litros) uma vez por mês, o valor gasto nos postos de abastecimento ao longo de um ano corresponde a 8,3% do rendimento caso o veículo seja a gasolina e 7,6% no caso mais provável de ser a gasóleo”, lê-se no documento.
Portugal tem a oitava gasolina mais cara da União Europeia (UE), enquanto o gasóleo ocupa o 10.º lugar, apresentando um impacto no rendimento “bastante superior” ao verificado na maioria dos países.
Por sua vez, Espanha também não ficou imune à escalada dos preços dos combustíveis, mas os valores de venda “continuam a ser substancialmente mais baixos” do que os praticados nos outros países europeus.
Em Espanha, o litro da gasolina custa, em média, 1,538 euros e o litro do diesel 1,422 euros.
No fundo das duas tabelas aparece o Luxemburgo, com um peso no rendimento anual de uma família tipo de 2,10% no caso da gasolina e de 1,98% no gasóleo.
No Luxemburgo, os preços de venda da gasolina rondam os 1,53 euros, enquanto os do gasóleo 1,44 euros.
Cada família, neste país, recebe, em média, mais de 43.688 euros anuais, o valor mais elevado da UE.
Segue-se, no que se refere à gasolina, a Áustria (2,93%), Dinamarca (3,24%), Irlanda (3,42%) e Bélgica (3,59%).
Já no que concerne ao gasóleo, destacam-se com as menores percentagens, a seguir ao Luxemburgo, a Dinamarca (2,84%), Áustria (2,91%), Irlanda (3,24%) e Países Baixos (3,51%).
A liderar o peso da fatura com a gasolina no rendimento está a Roménia (16,33%), posição que mantém no caso do gasóleo (16,21%).
Seguem-se a Bulgária, com 12,55% no caso da gasolina e 12,82% no do gasóleo, e a Hungria, com um peso de 11,05% com a gasolina e 11,06% com o gasóleo.
“A Bulgária é o país europeu em que os combustíveis são mais baratos. Um litro de gasolina ou gasóleo custa pouco mais de 1,20 euros, um valor reduzido, mas que faz mossa nos orçamentos das famíliasaquele país em que o rendimento médio anual de uma família tipo fica-se pelos 5.928 euros”, indicou a BA&N Research Unit na análise divulgada hoje.
A Roménia, por seu turno, também está entre os países em que o litro de combustível é mais barato. Contudo, o rendimento das famílias é o mais baixo da UE.
Madremedia/Lusa