segunda-feira, 28 de março de 2022
Proença-a-Nova | em discussão na Escola Básica e Secundária Pedro da Fonseca
João Almeida fecha em terceiro na Volta à Catalunha
O ciclista português João Almeida (UAE Emirates) fechou a Volta à Catalunha no terceiro lugar final, a 52 segundos do colombiano Sergio Higuita (BORA-hansgrohe), que venceu a prova após a sétima e última etapa.
O último dia, com 138,6 quilómetros com partida e chegada em Barcelona, culminou com um ‘sprint’ restrito a cerca de 20 corredores, em Montjuïc, em que se impôs o italiano Andrea Bagioli (QuickStep-Alpha Vinyl), ao cabo de 3:18.09 horas.O húngaro Attila Valter (Groupama-FDJ) foi segundo, com o espanhol Fernando Barceló (Caja Rural-Seguros RGA) no último lugar do pódio.
Na luta pela geral, o equatoriano Richard Carapaz (INEOS), segundo, foi um dos mais ativos, tentando atacar nas várias passagens pelo alto do Castelo de Montjuïc, mas também a UAE Emirates, com os espanhóis Marc Soler e Juan Ayuso, procurou ‘abanar’ as contas finais.
Ainda assim, a única mudança de monta foi o abandono do neerlandês Wout Poels (Bahrain-Victorious), com “dores de estômago”, quando era sexto à geral, uma vez que os favoritos se ‘marcaram’ até à meta.
João Almeida, que tinha sido sétimo na Catalunha em 2021, foi o 16.º na tirada e acabou em terceiro, a 52 segundos de Higuita, com Carapaz segundo, a 16 segundos do vencedor. Higuita venceu também na juventude, em que Almeida foi segundo.
O ciclista português venceu a quarta etapa, mas um ataque da dupla sul-americana no sábado retirou-lhe a liderança, prosseguindo a época com novo ‘top 10’ numa prova WorldTour, depois do quinto posto na Volta aos Emirados Árabes Unidos e do oitavo no Paris-Nice.
Este é o terceiro pódio numa corrida do escalão máximo da carreira, depois do terceiro lugar na Volta aos Emirados de 2021 e da vitória na Volta à Polónia, também no ano passado.
Cineclub Bairrada reinicia atividades a 2 de Abril
O Clube Macinhatense, enquanto Seção de Águeda do Cineclub Bairrada, anunciou a retoma das sessões regulares de cinema clássico, decorrendo a primeira no próximo dia 2 de abril, em registo de cineconcerto. A sessão terá lugar na sua sede, na R. Dr. Silva Pinho, n.º 3, em Macinhata do Vouga, e começará pontualmente às 21 horas. A entrada é livre.
Nesta sessão será exibida a obra-prima do cinema mudo PAMPLINAS MAQUINISTA (EUA,1926), 94 min., realizado por Clyde Bruckman e Buster Keaton. A banda sonora deste filme será tocada ao vivo numa criação dos músicos João Toscano e Vasco Faim. O filme será apresentado pela convidada Diana Lemos.
Sinopse:
Quando rebenta a Guerra Civil Norte-americana, Johnnie Gray alista-se para que a sua namorada Anabelle tenha orgulho em si, já que esta tem o pai e o irmão na guerra. Só que Johnnie é rejeitado por ser mais útil como maquinista, o que lhe vale o desprezo da namorada e da sua família. Mas eis que chega uma oportunidade…
As sessões 4CLÁSSICAS são um projeto do Cineclub Bairrada e têm como objetivo apresentar ao público os grandes clássicos que marcaram a história do cinema. As sessões de Águeda passarão a decorrer sempre no primeiro sábado do mês, às 21:00 horas.
Nos próximos meses, a secção de Águeda exibirá ainda:
Executivo anadiense aprovou Voto de Louvor ao Sangalhos Desporto Clube
O executivo municipal aprovou, por unanimidade, na sua reunião do passado dia 24 de março, um Voto de Louvor, apresentado pelo vice-presidente da Câmara, Jorge Sampaio, ao Sangalhos Desporto Clube (SDC) por ter assegurado o direito desportivo de subida à Liga Betclic masculina, reconhecendo assim o papel de divulgação e promoção do Município de Anadia, no contexto desportivo regional e nacional e o excecional desempenho ao longo dos 82 anos de existência, dignificando o panorama sócio-desportivo do concelho de Anadia.
O Município saúda assim os jogadores, equipas técnicas e dirigentes pelo trabalho, empenho, disponibilidade e dedicação, contribuindo, dessa forma, para engrandecer e elevar o Clube e, bem assim, projetar bem longe o nome de Sangalhos e do concelho de Anadia.
De sublinhar que o SDC conta com um vasto palmarés desportivo, com troféus e títulos distritais e nacionais que premeiam e distinguem o trabalho desenvolvido pelos atletas e treinadores, essencialmente na modalidade de Basquetebol que constituem um motivo de orgulho para todos aqueles que contribuíram e continuam a contribuir para o sucesso da coletividade. O empenho e dedicação que pautou a atividade dos diversos atletas, ao longo destes anos, foram igualmente merecedores de distinções, de onde se destacam a “Medalha de Bons Serviços Desportivos”, atribuída pelo Ministro da Educação, Roberto Carneiro, em dezembro de 1991; o Prémio “Reconhecer o Mérito”, atribuído pelo Ministério da Juventude e Desporto, pelos serviços prestados na formação de jovens na época desportiva 2000-2001; e a “Medalha Municipal de Mérito Desportivo”, atribuída pelo Município de Anadia em 2008.
O Sangalhos DC conta atualmente com 213 atletas, distribuídos pelas modalidades de Basquetebol (188) e Judo (25).
I Torneio Internacional de hóquei no gelo em Portugal agita Serra da Estrela
A Ice Arena, nas Penhas da Saúde, Covilhã, está a viver um ambiente fora do comum, com a organização do I Torneio Internacional de hóquei no gelo em Portugal, com seis equipas e jogadores de oito nacionalidades.
Além do barulho seco das pancadas no disco, dos tacos a tocarem-se, do som dos movimentos dos patins, dos encontrões contra as tabelas, da música dos AC/DC que serve de banda sonora e do ruído das palmadas contra as laterais cada vez que se marca um golo, fora do rinque falam-se várias línguas, enquanto algumas equipas tiram o volumoso e numeroso equipamento de proteção e outras se preparam para a partida seguinte.
Depois do I torneio nacional da modalidade, em fevereiro, esta é a segunda prova oficial organizada no país, na vertente ‘três para três’, numa pista com metade do tamanho olímpico.
Flávio Torres, de 37 anos, nasceu no Canadá, onde aprendeu a jogar, reside em Leiria e treina com os Vikings do Castelo, Sertã. Costumava praticar patins em linha, mas a possibilidade de competir no gelo “é nostálgico” e “mais emocionante”.
Ter em Portugal um torneio internacional é uma forma de “dar visibilidade” à modalidade, de a projetar também no estrangeiro e acredita que a prova disputada nas Penhas da Saúde “é um grande salto que se está a dar”.
O suíço Valentim, de 26 anos, está pela primeira vez em Portugal, com os Dahu, depois de ter visto numa rede social informação sobre a prova e destaca o “bom nível, para muitos jogadores que” não treinam habitualmente no gelo.
Patrick Bessa, nascido no país helvético há 28 anos, é o português da equipa, não habituada a jogar numa pista pequena e na vertente ‘três para três’, a que tiveram de se habituar na Serra da Estrela, mas competir no país de origem com os colegas suíços é algo que há algum tempo não imaginava.
“A nossa paixão na Suíça é jogar hóquei e, quando tivemos a oportunidade de vir a Portugal jogar, foi ótimo”, salienta, em declarações à agência Lusa.
Com o peitilho à mostra e a camisola dos Mad Cats ao lado, Killian Portales, de 31 anos, integra uma “equipa multicultural e mista”, que treina uma vez por semana numa pista em Madrid e se deslocou a Portugal para “acumular experiência e evoluir”, ainda que num recinto com um tamanho a que não estão habituados.
“Nós vamos onde podemos jogar hóquei no gelo”, referiu o espanhol. “Tem sido uma experiência diferente dos outros rinques que conhecemos”, acrescentou à Lusa Samanta Baragaño, de 28 anos e praticante há quatro.
Tiago, jogador da “primeira equipa oficial de hóquei no gelo em Portugal”, os Luso Linx, de Sintra, onde treinam em linha, estava habituado a ter de se deslocar ao estrangeiro para jogar, ou a aproveitar as pistas temporárias em épocas festivas.
“É muito especial, um orgulho enorme, receber em Portugal outros praticantes e esperamos por uma pista de dimensão normal no país. Nós somos tão fortes no hóquei em patins, porque é que não se pode apostar no hóquei no gelo”, questionou o jogador, de 28 anos.
Ivan Silva, guarda-redes da seleção nacional, também desespera por uma pista de gelo permanente, de tamanho olímpico, para que possam “treinar, competir a sério e representar Portugal”.
“Isto é o princípio de alguma coisa”, antecipou, sobre o torneio internacional, e manifestou-se satisfeito por, pela primeira vez, Portugal receber equipas estrangeiras, para os portugueses poderem “retribuir o carinho” com que são recebidos fora do país.
Residente na Suíça, Higino Ferreira, de 37 anos, sempre jogou hóquei no gelo e aproveitou uma deslocação com os irmãos ao Porto, alugou uma carrinha, dormiu na mala, viajou até Lisboa para participar num treino de observação da equipa nacional, que passou a integrar, e realçou esse “grande orgulho de vestir a camisola nacional”.
No torneio internacional em representação da formação World Team, Higino mostrou-se convicto de que “existe um movimento que já começou e se está a confirmar, falta uma verdadeira pista para se conseguir ir mais longe”.
João Miguel, de 17 anos, da Covilhã, aproveita os tempos livres para treinar na Ice Arena, aberta desde dezembro, e integra a equipa do Clube Nacional de Montanhismo, recentemente criada, com a consciência de que tem “muito a aprender com quem tem experiência”.
Ressalvando que “isso leva tempo”, aponta as aulas de formação da academia, onde vários jovens aprendem aos domingos a modalidade, para prever que vai ser possível no futuro ter mais equipas e jogadores, nomeadamente da sua região.
Para Jim Aldred, antigo jogador profissional, treinador, agora técnico nacional, também responsável por ensinar os mais novos e hoje vestido de árbitro, o torneio é “um acontecimento entusiasmante” e mais um passo “para o grande sonho” de desenvolver as modalidades de gelo em Portugal.
“Portugal precisa de uma arena maior. Esta pista é um bom começo. Podemos ensinar a muitos jovens os fundamentos do hóquei no gelo, mas, se queremos progredir, temos de ter um rinque maior”, preconizou o canadiano.
Segundo o presidente da Federação de Desportos de Inverno, Pedro Farromba, existe a vontade de ter um pavilhão na zona da Grande Lisboa e está-se “a caminhar de forma coesa e assertiva para que se concretize”, frisando que terá de ser “a curto prazo”, para que as modalidades no gelo evoluam.
As reações que tem tido à organização do I Torneio Internacional, vincou, “têm sido muito gratificantes” e espera que os ventos de dedicação que sopram na Serra da Estrela possam ser uma alavanca para levar o hóquei do gelo a outros patamares.
Madremedia/Lusa
A “vidinha” é cinza, sem cor nem sabor
Se o leitor pensa que “vidinha” é apenas o diminutivo de “vida”, está enganado. Como “vidinha” é com frequência o apego à rotina, cabe um esclarecimento. Pode ser até virtude aceitar uma rotina, desde que o façamos sem perder os grandes horizontes que devem nos nortear. Caso contrário, a rotina poderá nos tornar medíocres e, aí sim, poderemos cair naquilo que chamamos de “vidinha”.
Não podemos permitir que a rotina se transforme em indiferença. Este é o ponto. Nem desejar ser “daqueles a quem só interessa a coisinha deles, a virtudezinha deles e a pessoinha deles”, levando a sua vidinha e recitando o seu credo: “Creio num só Deus, o dinheiro onipotente, criador da fartura e da tranquilidade etc.”.
Assim se exprimia Plinio Corrêa de Oliveira em uma oração que compôs para combater essa má tendência.
Mas a vidinha não é o auge, ela é o cinza da vida.
O cinza não é incolor, nem merece fazer parte da vistosa galeria das cores vivas como o vermelho, o azul, o dourado etc. É neutro, sem sabor. Sempre se deve ter uma atitude interna, ainda que silenciosa, diante das coisas más, pois sempre se pode ser inconformado com as conformidades erradas dos outros.
Nosso Senhor Jesus Cristo não se contenta com as almas que são generosas somente no teor miudinho da vida cotidiana. Como afirma Dr. Plinio, “num dia ou outro, uma tragédia vem para os que Deus prefere. Tragédia interior ou tragédia exterior, uma coisa e outra em geral, e na maioria dos casos, várias tragédias se sucedem até à morte”.
Oh, a apatia! A falta de ação e reação! Mas como, reação? Nas condições em que vivemos, muitas vezes é uma coisa difícil. No entanto, sempre devemos tomar uma atitude interna, silenciosa, de inconformidade com os erros que notamos para não nos submetermos à onda. A inconformidade está sempre ao alcance de todos, pois conformismo é sinônimo de egoísmo e passividade.
ABIM
Igualdade, quantos crimes se cometem em teu nome!
“A tomada da Bastilha” – gravura do séc. XVIII.
Quatro são as opiniões mais ouvidas em matéria de igualdade:
1. “Quanto menos desigualdades, melhor”: um chavão gasto que se ouve em quase todas as esquinas. É o pensamento radical da igualdade.
2. Mas, em sentido contrário, em nome de um pretenso bom senso, também se diz: “Deixa para lá, a desigualdade é um fato consumado; não discutamos! Preocupe-se em encher o próprio bolso”.
3. Outros se manifestam contrários às duas posições: “O melhor é nenhuma delas, mas um saudável mais ou menos. Nem tanto o mar, nem tanto a terra! Deixa para lá! Viva a mediocridade!”. É bem isso?
4. “Há décadas ouvimos de todo lado louvores à igualdade. À esquerda e mesmo à direita. Se se quiser ser bem visto em círculos mundanos, basta dizer: ‘Oh, as diferenças sociais… é preciso certo nivelamento’” (Nelson Ribeiro Fragelli, in Catolicismo, edição de março/2017).
Quem tem razão, afinal? 1, 2, 3, 4, ou você?
O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira figurava a seguinte situação:
“Imagine-se uma família com quatro gêmeos, todos homens, inteiramente parecidos pelo aspecto físico, pelos gostos, pela mentalidade, pelo nível de inteligência. Entre eles reina a mais inteira igualdade.
“Imagine-se outra família com quatro filhos diferentes pelo sexo, pela idade, pela capacidade pelo nível de inteligência, por todo o feitio pessoal, mas que sabem harmonizar e pôr em colaboração essas diversidades, pela força de um mútuo e profundo afeto.
“Pergunta-se: em qual das duas famílias existem condições de convivência fraterna mais perfeita? Em outros termos, a verdadeira fraternidade resulta da igualdade completa? Ou antes de uma igualdade fundamental temperada por toda uma escala de valores diversificados e hierarquizados?”.
“Esta — acrescenta Nelson Fragelli — é uma das razões pelas quais não houve e não pode haver liberdade nos países socialistas: a distribuição igual para todos prejudica os mais capazes e os mais aplicados. Estes, desestimulados por um salário igualmente dado a esforçados ou relaxados, cruzam os braços; cai a produção e a pobreza se estabelece”.
Afirma Milton Friedman, Prêmio Nobel de Economia (1976), em seu livro Liberdade de escolha:
“O ponto-chave não é apenas o fato de que a prática da igualdade contradiz a realidade. O ponto-chave é sobretudo o fato de que existe uma contradição fundamental entre o ideal da distribuição igual a todos e o ideal da liberdade individual.”
Mas voltemos ao título deste artigo. Mme Roland, nascida Marie-Jeanne Phlippon, exclamou ao se aproximar da guilhotina que lhe cortou a cabeça: “Liberdade! Liberdade! Quantos crimes se cometem em teu nome!”. Se vivesse em nossa época, poderia ter dito: “Igualdade! Igualdade! Quantos crimes se cometem em teu nome!”, pois a liberdade e a igualdade são como irmãs dentro do lema liberdade, igualdade e fraternidade, da Revolução Francesa. Mas em si mesma a desigualdade é justa (cfr. Mt. 25, 14-30; 1 Cor. 12, 28 a 31; Santo Tomás, “Summa contra Gentiles”, Livro III, Cap. LXXVII).
A esta altura do artigo, chamemos as coisas pelo nome. O motor primeiro do igualitarismo é a inveja, da qual o Prêmio Nobel Rampon Cajal afirmou “é tão vil e vergonhosa que ninguém se atreve a confessá-la”, pois não é senão o desgosto provocado pela felicidade ou prosperidade alheia.
Birra, antipatia, aversão, implicância, rixa, zanga, aborrecimento, não digo que sempre nisto haja inveja no fundo, mas que frequentemente acontece, acontece!
Como diz Dr. Plinio, “o desejo frenético da igualdade, existente nos invejosos, é semelhante à vontade do bêbado de ingerir álcool, ou do drogado de tomar a droga, ou do homem sensual de praticar a impureza. São coisas do mesmo gênero. É uma apetência subconsciente, ou conforme o caso, consciente” (Catolicismo, edição de julho/1990).
A inveja pode gerar revoluções. Pelo que Dr. Plinio afirmou (23 de agosto de 1989): a Revolução Francesa foi “uma revolução igualitária movida pela inveja”.
Mas “uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela” (1 Cor 15:41). Não existe igualitarismo nem inveja entre elas.
ABIM


