quarta-feira, 27 de julho de 2022

Estudo europeu propõe estratégia agroambiental para proteção dos polinizadores e melhoria da produção agrícola

Em regiões com vegetação natural e seminatural, a implementação de bordaduras florais é uma estratégia de sucesso para promover os polinizadores e a produtividade do girassol, conclui um estudo liderado por duas investigadoras da Universidade de Coimbra (UC). Os resultados acabam de ser publicados na revista Journal of Applied Ecology, especializada em Biologia da Conservação.

Este estudo contribui para mitigar os efeitos da intensificação das paisagens agrícolas, de modo a satisfazer a crescente procura por alimentos, na biodiversidade e nos serviços dos ecossistemas, especialmente os vários grupos de polinizadores, vitais para a manutenção das culturas dependentes de polinização.

As bordaduras florais são pequenas zonas, junto a campos agrícolas, que têm recursos florísticos, «por exemplo, plantas com flor, com o objetivo de, entre outros, fornecer alimento – pólen e néctar – aos insetos polinizadores, especialmente quando a cultura agrícola não está em flor e os recursos alimentares são escassos», explica Lucie Mota, primeira autora do artigo científico e investigadora do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Neste estudo em particular, que visou avaliar o efeito da implementação de bordaduras florais junto de campos de girassóis em duas regiões de agricultura intensiva e quantificar o seu impacto nas taxas de visita e na produtividade do girassol, Sílvia Castro, coautora do estudo e também investigadora da FCTUC, esclarece que as bordaduras florais foram obtidas «pelo semeio de uma mistura de sementes de espécies de plantas selecionadas. Assim, os insetos polinizadores alimentam-se do pólen e néctar destas flores, que florescem antes do girassol, transitando depois para a cultura agrícola quando esta se encontrar em floração».

O trabalho foi realizado em duas regiões de Espanha (Burgos e Cuenca), em campos de girassol com vegetação seminatural associada, com bordaduras florais implementadas e sem vegetação. Ao longo de dois anos, a equipa da Universidade de Coimbra, em colaboração com parceiros da Universidade Autónoma de Madrid e da Universidade de Burgos (Espanha), registou as taxas de visita de polinizadores, através de observações diretas, e quantificou, quer a produção quer o peso das sementes, em 52 campos por ano.

Os resultados obtidos, relatam Lucie Mota e Sílvia Castro, «revelaram variação regional e interanual nas taxas de visita, provavelmente devido às diferenças estruturais existentes nas paisagens estudadas. Em Cuenca, região caracterizada por paisagens mais heterogéneas e mais ricas em recursos florísticos, os efeitos das bordaduras florais foram significativos no segundo ano de implementação, com taxas de visita e valores de produtividade maiores em campos com esta infraestrutura verde, em comparação com os campos sem vegetação. Contrariamente, na região de Burgos, não foram observados efeitos entre tratamentos porque as comunidades de polinizadores já estavam muito depauperadas e a simples implementação das bordaduras não foi suficiente para promover os polinizadores nem a produção do girassol».

As conclusões do estudo evidenciam que a implementação de bordaduras florais ou a manutenção de habitats seminaturais próximos de campos de girassol «mostraram efeitos dependentes do contexto paisagístico nas taxas de visita e na produtividade da cultura. Em agroecossistemas fortemente simplificados, estas intervenções podem não ser suficientes ou necessitam de mais tempo para produzirem efeitos significativos. Mas, em regiões onde existe vegetação natural e seminatural, a implementação de bordaduras florais foi uma estratégia de sucesso para promover os polinizadores e a produtividade do girassol», destacam.

Segundo as duas investigadoras, este estudo chama a atenção para a importância da conservação de zonas verdes, naturais ou seminaturais, numa paisagem agrícola. «Estas infraestruturas verdes constituem habitats para os insetos polinizadores, que são fundamentais à produção de alimentos. Neste caso específico, a cultura do girassol permite, principalmente, a obtenção de óleos, mas isso só é possível através de uma polinização eficiente», afirmam Lucie Mota e Sílvia Castro.

Isto significa que, notam, «a conservação de habitats naturais permite a manutenção das comunidades de insetos polinizadores na zona agrícola e, assim, uma maior e melhor produção agrícola. Em zonas cujos recursos florísticos disponíveis não sejam suficientes, a implementação de bordaduras florais parece ser uma boa estratégia agroambiental, combinada com a vegetação natural já existente. Contudo, em zonas agrícolas em que exista pouca (ou nenhuma) vegetação natural, esta estratégia por si só parece não ser suficiente; daí a importância da preservação de algumas infraestruturas verdes naturais próximo dos campos agrícolas».

Estre trabalho faz parte de um projeto mais vasto, o Poll-Ole-GI SUDOE, financiado pelo Programa Europeu Interreg-Sudoe e pelo Programa de Apoio da União Europeia para a Investigação e a Inovação Horizonte 2020 (Ecostack). Além da UC, participam no projeto a Universidade de Burgos, instituição líder do projeto, a Universidade Autónoma de Madrid (Espanha), o Institut Nationale de Recherche pour l'Agriculture, l'Alimentation et l'Environment e o Centre National de la Recherche Scientifique (França).

O artigo científico está disponível em: https://besjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/1365-2664.14241        

Cristina Pinto

Grupos Folclóricos de Mira sentiram-se “discriminados” pela RTP

Aconteceu no dia 23, quando a RTP transmitiu o seu programa em direto durante as Festas de São Tomé...

Dois Grupos Folclóricos do Concelho de Mira (das localidades de Barra de Mira e de Corticeiro de Baixo) sentiram-se discriminados durante a apresentação do programa da RTP, no passado sábado.
Conforme confidenciaram à reportagem do Jornal Mira Online, foram "convidados a estarem presentes no recinto das Festas" ao qual, segundo suas palavras, acorreram "com todo o gosto, no sentido de promover a Etnografia local". Para "espanto geral de todos nós" a RTP terá tido interesse em "apenas mostrar alguns dos Grupos, em detrimento de outros, como se houvessem filhos e enteados..."
Garantindo estarem "tristes pelo facto de termos mobilizado nossos componentes para virem ao recinto tendo, alguns, desmarcado compromissos pessoais para estarem presentes" as delegações acabaram por "desmontar o que tínhamos preparado" tendo, de seguida, retirado-se "sem que, ao menos tivessem virado a câmera para o nosso lado".
O Jornal Mira Online esteve à fala, no mesmo dia, com o Vereador Tiago Cruz, responsável maior pela Organização de toda a Festa, que confirmou ter "conhecimento, através dos senhores encarregados dos Grupos, desta situação". 
Lamentando o ocorrido, Tiago Cruz garantiu, entretanto, que "quem decidiu o que havia de transmitir foi a RTP, uma vez que, a nós, cabia-nos dar-lhes informações sobre cada um dos Grupos para que, em posse das informações, pudessem fazer o direto".
Garantindo que, "em última análise, sou o responsável principal pelo que de bem ou de mal aconteça neste evento", o Vereador colocou uma questão e uma garantia: "numa situação dessas, pergunto a todos se não devíamos ter a RTP aqui? A transmissão do programa trouxe vários milhares de pessoas ao recinto em horas que normalmente teriam bastante menos pessoas no recinto... eu penso que foi extremamente benéfica a presença do canal público, que divulgou o Concelho não só para o país, como para o mundo!"
Afirmando "perceber claramente a tristeza das pessoas em causa" Tiago Cruz reiterou que "a escolha não partiu, nem podia assim ser, de nós. A RTP é independente nas suas escolhas, mas isso - para nós, mirenses - em nada deslustra o excelente trabalho desenvolvido por todos os nossos Grupos folclóricos... incluindo os dois em causa, visto que levam o bom nome do Concelho bem longe e são excelentes no trabalho que desenvolvem!"

Fonte: Jornal Mira Online

GNR faz Balanço da Operação “RoadPol – ECR Truck & Bus II”

A GNR, entre os dias 18 e 24 de julho, realizou uma operação de fiscalização seletiva de transportes rodoviários de mercadorias e de passageiros, orientando as ações para as vias mais críticas à sua responsabilidade e onde se verifique um maior volume de tráfego deste tipo de veículos, em todo o território nacional continental.
Desta forma, os militares dos Comandos Territoriais e da Unidade Nacional de Trânsito (UNT) que diariamente estiveram empenhados no patrulhamento rodoviário fiscalizaram  veículos de transportes rodoviários de mercadorias e de passageiros, registando um total de 1 720 contraordenações, destacando-se:

·639 relacionadas com a utilização de tacógrafos e incumprimento dos tempos de condução e repouso;
·224 por excesso de peso;
·215 por excesso de velocidade.

No final de 2021, a GNR tornou-se membro da RoadPol, passando a integrar no seu planeamento operacional, as operações planeadas pela referida organização. No âmbito do planeamento anual efetuado pela RoadPol e pelo Euro Contrôle Route (ECR), a GNR realiza uma operação de fiscalização direcionada para veículos pesados com o objetivo de melhorar a segurança rodoviária, a sustentabilidade, a concorrência e as condições de trabalho em transporte rodoviário, através do cumprimento dos regulamentos existentes.
O Euro Contrôle Route (ECR) é um grupo Europeu de Inspeção de Transportes, que tem por objetivo melhorar a segurança rodoviária e a sustentabilidade, a concorrência leal e as condições de trabalho no transporte rodoviário. Por sua vez, a RoadPol é uma organização que foi estabelecida pelas polícias de trânsito da Europa, com a finalidade de melhorar a segurança rodoviária e o cumprimento das normas rodoviárias.

terça-feira, 26 de julho de 2022

INCREMENTO DO PERIGO DE INCÊNDIO RURAL – MEDIDAS PREVENTIVAS

1. SITUAÇÃO

De acordo com a informação disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), prevê-se um agravamento das condições meteorológicas para o risco de incêndio rural, motivado pela continuação de tempo quente e seco, sendo de destacar os seguintes aspetos para as próximas 48 horas:

− Tempo quente e seco, em especial no interior e Algarve. Valores baixos de humidade relativa do ar, com fraca recuperação noturna; 

− Vento a predominar de noroeste, por vezes forte na faixa costeira ocidental e nas terras altas, com rajadas até 65 km/h. 

− Perigo de incêndio rural Muito Elevado a Máximo em grande parte do território. 

Acompanhe a informação meteorológica em www.ipma.pt

2. EFEITOS EXPECTÁVEIS

 Manutenção da dificuldade das ações de supressão aos incêndios rurais determinada pelas condições meteorológicas e pelo estado de secura da vegetação.

3. MEDIDAS PREVENTIVAS

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que, de acordo com as disposições legais em vigor:

− É PROIBIDO fazer QUEIMADAS nos dias de perigo de incêndio muito elevado ou máximo. Informe-se na sua câmara municipal ou através do 808 200 520.

− Nos dias de perigo de incêndio Muito Elevado e Máximo É PROIBIDO fazer Queima de Amontoados SEM AUTORIZAÇÃO ou SEM COMUNICAÇÃO PRÉVIA. Informe-se na sua câmara municipal ou através do 808 200 520. 

− Nos dias de perigo de incêndio Muito Elevado e Máximo É PROIBIDO utilizar fogo para a confeção de alimentos em todo o espaço rural, salvo se usados fora das zonas críticas e nos locais devidamente autorizados para o efeito.

− Nos dias de perigo de incêndio Muito Elevado e Máximo É PROIBIDO fumigar ou desinfestar em apiários exceto se os fumigadores tiverem dispositivos de retenção de faúlhas.

 − Nos dias de perigo de incêndio Muito Elevado e Máximo É PROIBIDO lançar balões de mecha acesa e foguetes. O uso de fogo-de-artifício só é permitido com autorização da câmara municipal. 

− Nos dias de perigo de incêndio Muito Elevado e Máximo É PROIBIDO usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores. Evite o uso de grades de discos.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil recomenda a adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio rural, nomeadamente com a adoção das necessárias medidas de prevenção e precaução, de acordo com a legislação em vigor, e tendo especial atenção à evolução do perigo de incêndio neste período.

Acompanhe a evolução do perigo de incêndio para os próximos dias, disponível nos sítios da internet da ANEPC (www.prociv.pt ), do IPMA (www.ipma.pt ) e do ICNF (www.icnf.pt ), ou junto dos Serviços Municipais de Proteção Civil e dos Corpos de Bombeiros.


Sextas na Praça com Rob’s Angels

O grupo Rob’s Angels vai atuar a Praça da Juventude, em Anadia, na sexta-feira, 29 de julho, pelas 22h00, no âmbito do projeto de animação “Às Sextas na Praça”.

Rob’s Angels é um grupo, originalmente, formado por antigos e atuais alunos e colaboradores da Escola de Música do Clube de Ancas (clube fundado em 1904), como homenagem a José Roberto Silva, músico, amigo e professor, falecido em 2013, elemento da direção deste clube, fundador desta escola e do estúdio de gravação.
Pretende-se criar uma sonoridade própria em que se conciliam instrumentos acústicos, como guitarra portuguesa e flauta transversal, com instrumentos elétricos usualmente utilizados em grupos mais genéricos. Os músicos deste projeto têm idades compreendidas entre os 15 e os 50 anos, sendo constituído por Inês Silva (Voz), Tânia Lopes (Voz), Miguel Santos (Sintetizadores), José Pedro Negrão (Bateria), André Sousa (Baixo), Diogo Tavares (Guitarra Elétrica), David Fernandes (viola acústica e 12 cordas), Jorge Sousa (Piano, 2ªs Vozes, Coordenação, Gravação, Edição e Montagem de Audio e Video).
“Às Sextas na Praça” é um projeto de dinamização cultural ao ar livre, promovido pelo Município de Anadia, que pretende preencher com música as noites de sexta-feira, contribuindo assim para a animação do centro da cidade de Anadia nas noites de verão, seguindo a fórmula de sucesso que alia a cultura e a confraternização, num espaço ao ar livre, grátis, que dá palco a artistas e a géneros musicais variados, capazes de agradar aos mais diversos públicos.
Pelo palco da Praça da Juventude já passaram, nesta edição de 2022, a Orquestra Desigual da Bairrada, o “Síndrome B”, os “Meninos na Sacristia”, “Os Sabugueiros”, os “Four2One” e Gonçalo Gomes. No mês de Agosto sobem ao palco da Praça da Juventude, o grupo Incantus, Carolina Pessoa, Grupo Rais e Manuel Flores.

Benfica já conhece adversário da 3.ª pré-eliminatória da Champions

As “águias” jogam a primeira mão da fase de acesso à fase de grupos em 2 de agosto.


O Benfica vai defrontar o Midtjylland na terceira pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. Os dinamarqueses eliminaram o AEK Larnaca no Chipre.
O Midtjylland venceu, esta terça-feira, em casa do AEK Larnaca nos penáltis, após empate a um golo no tempo regulamentar. Os dinamarqueses visitaram o Chipre, depois de um empate, também a um golo, na primeira mão da 2.ª pré-eliminatória.
O português Gustavo Ledes esteve em destaque pela negativa, ao falhar o penálti decisivo para o AEK Larnaca.
O Benfica recebe a equipa dinamarquesa na primeira mão da 3.ª pré-eliminatória, em 2 de agosto. A segunda mão está marcada para 9 de agosto na cidade de Herning, na Dinamarca.
Se as “águias” eliminarem o Midtjylland, ainda vão ter de ultrapassar o play-off para chegarem à fase de grupos da Champions.
SIC Notícias

Portalegre | ULSNA vai ter Equipa Comunitária de Saúde Mental

Por despacho de 11 de julho de 2022 dos Gabinetes do Ministro das Finanças e da Ministra da Saúde, a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, EPE vai ter em ação umas das cinco Equipas Comunitárias de Saúde Mental (ECSM) para Adultos que entrarão em funcionamento.
 
A constituição destas Equipas está prevista no Plano de Recuperação e Resiliência e permitirá uma resposta de maior proximidade às pessoas com doença mental, devendo assegurar que o tratamento decorre na comunidade, em articulação com outros profissionais de saúde e outros níveis de cuidados, contribuindo para a redução do estigma e da discriminação, frequentemente associados à doença mental.

Estas equipas são constituídas por um médico com a especialidade de psiquiatria, dois enfermeiros, sendo um enfermeiro especialista em saúde mental e psiquiátrico, um psicólogo clínico, um técnico superior de serviço social, um técnico superior de diagnóstico e terapêutica, com a profissão de terapeuta ocupacional, e um assistente técnico.

ULSNA