domingo, 16 de outubro de 2022

Filme “Time Switch Aveiro” alcançou 1º Prémio no Zagreb Tourfilm Festival 2022

 Este filme foi uma iniciativa da Centro Portugal Film Commission, aquando do festival ART&TUR, no ano de 2021, como uma forma de homenagear o município anfitrião deste festival. Dada a qualidade deste projeto promocional, a CPFC assumiu a iniciativa de o candidatar ao CIFFT - Comité Internacional de Filmes de Turismo. Desta forma, viu-se reconhecida a iniciativa da CPFC e validada a sua estratégia de promoção territorial internacional através da produção de audiovisual. Ganha o município de Aveiro e a Região de Aveiro, pela notoriedade internacional que este prémio possa acrescentar.
O festival premiou as categorias Destinos Turísticos Cidades, Regiões e Países, Serviços Turísticos, Produtos Turísticos, Documentários, Reportagens de TV, Comunicação Turística e Melhores Filmes Croatas.
Entre os vencedores estão produções de 15 países: Croácia, França, Grécia, Hungria, Jordânia, Islândia, Itália, Lituânia, Polônia, Portugal, Catar, Sérvia, Eslovênia, Espanha e Uganda.
A competitividade é um ponto forte do festival, que atrai anualmente marcas de turismo, agências criativas e produtoras de todo o mundo. A edição deste ano contou com mais de 200 inscrições de 31 países.
O programa do evento incluiu uma cerimónia de boas-vindas no Kaptol Boutique Cinema & Bar, um conceito original de cinema com um ambiente artístico único. Nos dias seguintes, o festival promoveu o workshop “Vinho, Azeite & Turismo”, exibição de filmes e visitas guiadas na animada Zagreb.

Freguesia da Carrapichana e sua história

O Litoral Centro (Diário Online com mais de 4328524 total de visualizações de página) deslocou-se até à Freguesia da Carrapichana, com o propósito de fazer uma reportagem ao XIV Festival do Borrego Serra da Estrela Dop de acordo com o folheto distribuído que decorre nos dias 15 e 16 de Outubro, Concelho de Celorico da Beira.

A Semana Gastronómica do Borrego (Raça Bordaleira) vai decorrer entre os dias 17 e 23 de Outubro pelos restaurante aderentes do Concelho.

Aconselha-se a reserva antecipada em todos os restaurantes através do contacto telefónico. Mais informações através do site www.cm-celoricodabeira.pt

Tivemos a oportunidade de provar o famoso borrego grelhado, no restaurante Muralhas de Celoryco (centro de Celorico da Beira c/ contactos 271 748 033 / 910 174 333) estava uma especialidade. Recomenda-se.

Não foi possível assistir à abertura do Festival do Borrego na Carrapichana por motivos de outros compromissos. Prometemos voltar.

Joaquim Carlos

Director do Litoral Centro

Edifício da Junta de Freguesia da Carrapichana

Festividades

Festa de Sto. António (primeira quinzena de Agosto)

Feiras
Anual - Feira de Gado (última quinzena de Setembro e
primeira quinzena de Outubro)
Quinzenal - Domingo
O mercado quinzenal, que já fora também mensal, terá sido de iniciativa pombalina.

Património

Instalações da Feira
Igreja Matriz
Sepulturas "Cavadas'' (Moitas/Cabrieira)

Infra-estruturas educativas:
Escola Primária da Carrapichana
Jardim de Infância da Carrapichana
Pólo de Ensino Especial

Infra-estruturas de saúde
Depósito de medicamentos

Infra-estruturas sociais desportivas e culturais
Sede de Junta de Freguesia
Centro de Dia
Posto de Correios
Comissão de Melhoramentos da Carrapichana
Campo de Futebol

População: 208

Dista da Sede de Concelho: 13 km

Área: 596 ha

Notas Históricas

A sul de Celorico da Beira, a 13 km na estrada da Beira (EN-17), fica a Carrapichana, que se espraia pela mesma estrada, deixando no centro um espaço destinado ao mercado.

Situada num dos extremos do concelho, a Carrapichana confronta com Linhares e Mesquitela no concelho de Celorico e Figueiró da Serra, Vila Cortês da Serra e Vila Ruiva, pertencentes ao concelho de Gouveia.

Servida pela EN-17, tem acessos fáceis para outras localidades como Gouveia, Seia, Celorico, Viseu e Guarda e dali pode também partir-se para grande parte de outras localidades do concelho como Linhares, Assanhas, Prados e Salgueirais, pela EM-555, ou para a Mesquitela pela EM-554.

Sobre a origem do nome diz-se (lenda que talvez nem o chegue a ser!) que se deve a uma mulher particularmente apreciadora do melhor produto da uva. Num tom de escárnio, os seus conterrâneos ao oferecerem-lhe um copo exclamavam: “escorropicha, Ana!”. Com o tempo transformar-se-ia em Carrapichana… Á falta de melhor!

O princípio da fundação da Carrapichana data do século XVIII, sendo pertença de D. João V. Até 1855, pertencia à comarca de Linhares, extinta nessa data. Carrapichana conheceu parte do seu desenvolvimento graças ao mercado que aí se realiza.

Na toponímia da aldeia encontramos muita da sua história. A Rua da Amoreira é assim chamada por causa duma velha árvore deste género que nela existiu até há cerca de 50 anos e que juntamente com outras da mesma espécie, contribuía parar a criação do sirgo, alimentando uma indústria florescente que muito valorizou a região e a obra de Pombal. Tal como esta, outras indústrias que se exerceram nesta região, caíram ao abandono.

Terá existido na Carrapichana um antigo monumento fúnebre (Anta), atribuído aos Celtas. Mas o tempo ou outro factor, foram responsáveis pelo seu desaparecimento.

Porém, nos lugares da Cabrieiras e Moitas, existem, cavadas nas pedras, duas sepulturas antigas.
O penedo, Pedra da Escusa, era o lugar onde eram arrematados os baldios, pertencentes à comarca de 
Linhares.

Hoje, a Carrapichana é um local conhecido por toda a região pelo importante peso nas transações agrícolas regionais. É neste mercado quinzenal, que grande parte dos negociantes de gado vêm abastecer-se de borregos e pequenos ruminantes.

O queijo, é um outro produto de importância, ali comprado e vendido. Ao nível do queijo, pode mesmo dizer-se que o “Mercado da Carrapichana” é um dos melhores da região, estando em terceiro lugar, logo a seguir aos mercados de Celorico da Beira e Fornos de Algodres. Pode por isso considerar-se o “Mercado da Carrapichana” o pólo dinamizador, em torno do qual gira a comunidade agrícola da freguesia e da região.

Com uma população envelhecida, a freguesia da Carrapichana vê empregar-se as suas gentes principalmente na agricultura e na construção civil.

A economia agrícola da freguesia assenta na exploração de pequenos ruminantes e suas crias, no fabrico de queijo, na produção de batata e na olivicultura, que muito contribui para o tão afamado azeite da região.

Restaurante Escorropicha Ana

Lendas e tradições

A mais significativa prende-se com a origem do nome. Constituindo, sem qualquer dúvida, nome ímpar, Carrapichana, conta a tradição que deve o seu nome a uma senhora, chamada Ana, figura típica e conhecida na freguesia e lugares circunvizinhos.
Conhecida pela sua voz aguda e forte de corpo, não se ficava atrás no que toca a beber. Sendo grande apreciadora de vinho, devorava de uma vez só, qualquer copo de vinho que lhe oferecessem.


Ao darem-lhe um copo de vinho a beber, os homens incentivavam-na dizendo:
– Escorropicha esse copo, Ana! ( Escorropicha designa o acto de beber).
Com o correr do tempo a terra passou a designar-se Carrapichana, por via erudita de “Escarrapicha, Ana!”, para designar a terra onde ” Escarrapicha Ana!” um copo de vinho sem parar.
Num prédio da rua da Amoreira, se encontra uma figura de pedra, que o povo chama Carrapichana, mulher que deu o nome à sua terra.

Fausto dos Santos Marques

Toponímia

Durante as invasões francesas… segundo o Prof. Ramos de Oliveira.

A Carrapichana foi teatro dum pequeno recontro entre franceses e aliados, quando Massena retirava depois de ter estabelecido o seu quartel-general em Vila Cortês, funcionando o Hospital de sangue na Casa Sequeiras Corte-Reais. Deste combate guarda a tradição um caso que horrorizou o povo, se bem que pertença ao número daqueles que dominam talvez mais a fantasia do que a realidade. Contudo, quando se abriram os alicerces para a casa pertencente a Alfredo Nunes Bento, foram descobertos alguns esqueletos e botões metálicos, pressupondo-se que ali tivessem sido sepultados soldados de Napoleão.


Fonte: Junta de Freguesia da Carrapichana



UCRÂNIA | Moscovo ataca instalações de fornecimento de energia da capital ucraniana

 
Ouviram-se novamente as sirenes em Kiev. Os ataques russos com mísseis abalaram a capital ucraniana e atingiram umas instalações de fornecimento de energia, na periferia da cidade, que ficaram severamente danificadas, segundo o fornecedor de energia Ukrenerho. Especialistas estão a trabalhar para restabelecer fornecimento energético normal.

No entanto, os cidadãos foram incentivados a poupar eletricidade, principalmente à noite, para evitar sobrecargas na rede de distribuição. Apesar da vulnerabilidade a ataques aéreos, os soldados ucranianos continuam a contraofensiva no terreno.

Entretanto, a Rússia enviou os primeiros soldados para a Bielorrússia, para uma missão conjunta. De acordo com Moscovo, esta força especial foi criada para defender as fronteiras da Bielorrússia contra uma ameaça ucraniana.

Enquanto Kiev acusa Moscovo de arrastar a Bielorrússia para a guerra, Minsk assegura que esta força será apenas defensiva e tem como objetivo assegurar a fronteira. A Bielorrússia, já serviu de base para as tropas russas na sua ofensiva contra a Ucrânia, mas o exército bielorrusso não está envolvido em combates em território ucraniano.

Washington anunciou uma ajuda militar adicional a Kiev e um novo pacote de munições no valor de no valor de 725 milhões de dólares.

Fonte: euronews.

Elemento mais pesado detectado até hoje na atmosfera de um exoplaneta

Concepção artística do lado noturno do exoplaneta WASP-76b.
[Imagem: ESO/M. Kornmesser]
 
Bário flutuante
"Nós não estávamos procurando por bário, e acho que ninguém estava procurando por bário, porque não há razão para o bário estar lá. Esta foi, de certa forma, uma descoberta acidental."
Foi assim que o astrônomo Tomás Silva, da Universidade do Porto, em Portugal, descreveu a descoberta de bário, o elemento químico de número atômico 56 e símbolo Ba, na atmosfera de dois exoplanetas, o WASP-76b, onde chove ferro, e o WASP-121b, igualmente quente.
Tomás estava usando o telescópio VLT, no Chile, para observar esses gigantes gasosos ultraquentes, quando encontrou o bário, tornando esta a descoberta do elemento mais pesado já encontrado na atmosfera de um exoplaneta.
WASP-76b e WASP-121b não são exoplanetas comuns: Ambos são conhecidos como júpiteres ultraquentes, pois são comparáveis em tamanho a Júpiter, embora tenham temperaturas de superfície extremamente altas, acima de 1000 °C. Isto se deve à proximidade dos planetas com suas estrelas, completando uma órbita em torno delas em apenas um ou dois dias.
Ainda assim, os cientistas ficaram surpresos ao descobrir bário, que é duas vezes e meia mais pesado que o ferro, nas atmosferas superiores de ambos exoplanetas. "Dada a elevada gravidade dos planetas, esperaríamos que elementos pesados como o bário caíssem rapidamente nas camadas mais inferiores da atmosfera," detalhou Olivier Demangeon, membro da equipe.
Mecanismo desconhecido
O fato de o bário ter sido detectado nas atmosferas de dois exoplanetas ultraquentes sugere que esse tipo de planeta pode ser ainda mais estranho do que os astrônomos pensavam.
Embora ocasionalmente vejamos bário aqui mesmo no céu da Terra, mas como a cor verde brilhante dos fogos de artifício, a questão para os cientistas é imaginar qual processo natural poderia fazer com que esse elemento pesado estivesse em altitudes tão elevadas naqueles exoplanetas.
"No momento, não temos certeza de quais são os mecanismos," confessou Demangeon.

Bibliografia:
Artigo: Detection of barium in the atmospheres of the ultra-hot gas giants WASP-76b and WASP-121b
Autores: T. Azevedo Silva, O. D. S. Demangeon, N. C. Santos, R. Allart, F. Borsa, E. Cristo, E. Esparza-Borges, J. V. Seidel, E. Palle, S. G. Sousa, H. M. Tabernero, M. R. Zapatero Osorio, S. Cristiani, F. Pepe, R. Rebolo, V. Adibekyan, Y. Alibert, S. C. C. Barros, F. Bouchy, V. Bourrier, G. Lo Curto, P. Di Marcantonio, V. D’Odorico, D. Ehrenreich, P. Figueira, J. I. González Hernández, C. Lovis, C. J. A. P. Martins, A. Mehner, G. Micela, P. Molaro, D. Mounzer, N. J. Nunes, A. Sozzetti, A. Suárez Mascareño, S. Udry
Revista: Astronomy & Astrophysics
Vol.: 666, L10
DOI: 10.1051/0004-6361/202244489

Marinha Grande | PRESIDENTE DA CÂMARA ANUNCIA CONSTITUIÇÃO DO COMITÉ CONSULTIVO DO MUSEU DA FLORESTA

No dia 15 de outubro de 2022, em que passam cinco anos sobre o incêndio do Pinhal do Rei, o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Aurélio Ferreira, anunciou a criação do Comité Consultivo do Museu Nacional da Floresta (MNF), durante a visita ao concelho do ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, e do secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Paulo Catarino.

O presidente Aurélio Ferreira destaca a “importância que o Município e a comunidade marinhense, atribuem à materialização do MNF, na Marinha Grande”, criado pela  n.º 108, de 3 de agosto de 1999.

Atualmente, e sobretudo após o incêndio de 2017, “o empenho de se concretizar a instalação do MNF na Marinha Grande, torna-se uma ambição maior para o concelho, e para a região, que viu desaparecer em escassas horas a mancha de pinhal identitária da história florestal nacional”, acrescenta.

O contexto global das alterações climáticas, associado à desflorestação e ao incêndio das Matas Litorais em 2017, atribuem hoje à materialização do Museu Nacional da Floresta na Marinha Grande, uma importância acrescida,  ao assumir-se como elo catalisador para a requalificação, investigação e adaptação das florestas locais aos desafios globais.

O Comité é coordenado pelo presidente da Câmara, Aurélio Ferreira, e integra o presidente da Ordem dos Arquitetos Portugueses, Gonçalo Byrne; o coordenador da Comissão Técnica de Sustentabilidade da Ordem dos Arquitetos, Ricardo Camacho; o arquiteto marinhense, Frederico Barosa; a chefe de Divisão da Cultura, Património Cultural e Turismo da Câmara Municipal, Ana Carvalho; o chefe de Divisão Jurídica, Nuno Costa;  e a técnica superior da Divisão de Ambiente, Alterações Climáticas e Sustentabilidade, Sónia Guerra; sendo objetivo vir a integrar, no curto prazo, entidades parceiras, tal como representantes do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

O Comité Consultivo do Museu Nacional da Floresta tem como objetivo:

- Elaborar a estratégia para a implementação faseada do Museu Nacional da Floresta, de forma a possibilitar a preservação e dinamização do Parque do Engenho e tornar exequível a implementação de uma primeira estrutura do MNF na Marinha Grande.

A primeira reunião do Comité realizou-se no dia 11 de outubro de 2022. A próxima etapa será a definição da estrutura, competências e metodologia de trabalho.

sábado, 15 de outubro de 2022

Marinha Grande | PRESIDENTE DA CÂMARA DA MARINHA GRANDE APELA À DESPOLUIÇÃO DO RIO LIS

O presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Aurélio Ferreira, apelou este sábado, 15 de outubro, ao ministro do ambiente e da ação climática, Duarte Cordeiro, para uma resolução célere dos problemas de poluição do rio Lis, que têm impacto na Praia da Vieira e provocam danos ambientais e de saúde pública.

Para o efeito, entregou um dossier com a monitorização da qualidade da água do rio Lis, entre 2018 e 2022, no qual o Município da Marinha Grande e a Unidade de Saúde Pública (USP) do ACES Pinhal Litoral solicitam às entidades competentes a tomada de medidas urgentes em prol da salvaguarda do ambiente e da saúde pública na sua área de jurisdição.

O Município da Marinha Grande “iniciou em 2018 um programa de monitorização para encontrar a fonte poluidora, concluindo que o atual foco de poluição do rio Lis é a ETAR do Coimbrão, ou seja, que o agente poluidor é a entidade criada pelo Governo para a despoluição do rio (Águas de Portugal, SGPS, SA)”. Por outro lado, conclui o documento, “a autoridade fiscalizadora (Agência Portuguesa do Ambiente) não tem vindo a cumprir a sua missão de fiscalização da rejeição em massas de água”.

Inaugurada em janeiro de 2008, através de um investimento de 15,6 milhões de euros, foi garantido aos acionistas (entre eles o Município da Marinha Grande) e à população local, o bom funcionamento da ETAR do Coimbrão.

Tendo sido esta ETAR instalada com o objetivo de resolver os problemas de poluição urbana e suinícola do rio Lis, “atualmente observa-se um ‘constrangedor’ estado de degradação e de quase desativação que compromete a qualidade ambiental das áreas balneares da Praia da Vieira, com inevitáveis consequências para a saúde pública das populações limítrofes, utilizadoras destes locais”, refere o dossier entregue ao ministro.

Marinha Grande | MUNICÍPIO CELEBRA ACORDO COM ICNF PARA REFLORESTAÇÃO E RESTAURO ECOLÓGICO DE TALHÃO

O Ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, esteve, na manhã deste sábado, 15 de outubro, na Lagoa de Ervideira, para assistir à assinatura do protocolo para recuperar as Matas Nacionais de Leiria e do Urso, que envolve o ICNF, Comunidade Intermunicipal e as câmaras de Marinha Grande, Leiria e Pombal.

No dia em que se assinalam os cinco anos sobre o incêndio que devastou o Pinhal do Rei, foi celebrada esta parceria que visa a execução de ações e projetos para a recuperação da Mata Nacional de Leiria e na Mata Nacional do Urso, através do desenvolvimento de ações de restauro ecológico, requalificação de espaços e de reflorestação, envolvendo, em algumas ações, a comunidade através de campanhas de voluntariado.

O presidente da Câmara, Aurélio Ferreira, assinou o acordo em representação do Município da Marinha Grande, relativo ao Talhão nº 145 da Mata Nacional de Leiria (Pinhal do Rei), numa área de 28 hectares.

Os Municípios de Marinha Grande, Leiria e Pombal ficam obrigados “a não realizar ações de corte das árvores plantadas, durante um período mínimo de 50 anos, de modo a manter o paradigma de conservação de natureza do projeto, salvo em casos de manifesta necessidade, incluindo, mas não limitado, às faixas de gestão de combustível, cortes culturais e cortes extraordinários, devidamente enquadrados no Plano de Gestão Florestal”.

Deverão “salvaguardar todos os exemplares de espécies arbóreas, arbustivas e subarbustivas protegidas por legislação específica da flora autóctone e identificadas em instrumento de gestão florestal e em outros instrumentos de gestão territorial, tais como: Pinheiro-bravo, Pinheiro-manso, Carvalhos (Sobreiro, Azinheira, Carvalho-roble, Carvalho-negral, entre outros), Juníperos (Sabina-da-praia e Zimbro-galego) Medronheiro, Samouco, Camarinha, entre outras”.

No âmbito deste acordo, compete ainda às três câmaras municipais envolvidas, “monitorizar as ações de reflorestação durante o período de vigência do presente protocolo, bem como assegurar as ações de manutenção que se venham a mostrar necessárias, tendo em vista o sucesso dos povoamentos instalados”.

Entre as obrigações do ICNF, destaque para “as ações relativas às faixas de gestão de combustível e controlo de plantas invasoras, nos limites exteriores das áreas dos talhões referidos e intervencionados pelos outorgantes municípios” e o "apoio técnico e acompanhamento considerado conveniente”.