sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Movimento climático em Portugal envolve 275 grupos


Portugal tem 275 grupos a participar em ativismo climático. Desses grupos, 68 estão focados no tema, 105 incluem as alterações climáticas na sua área de ação, enquanto 102 apoiam algum tipo de ativismo climático, como subscrever um manifesto. As conclusões estão num estudo do projeto científico “JUSTFUTURES – Futuros Climáticos e Transformações Justas: Narrativas e Imaginários Políticos dos Jovens”, coordenado por Anabela Carvalho, professora do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade do Minho. O projeto tem ainda a participação de investigadores do ISCTE-IUL e da Universidade do Porto, sendo financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
“Há efetivamente uma significativa mobilização da sociedade civil portuguesa para a questão candente das alterações climáticas”, realça Anabela Carvalho, que vai abordar o trabalho esta tarde, no âmbito da cerimónia dos 46 anos do ICS, no campus de Gualtar, em Braga. Acessível em justfutures.pt, o relatório identifica os grupos que participam em diferentes formas de ativismo climático no país, revelando a sua distribuição geográfica, bem como a sua tipologia, escala de ação, áreas e formas de ação e campanhas. É a primeira vez que se faz este tipo de levantamento.

Por exemplo, todos os distritos estão representados com grupos, nomeadamente em Lisboa, Porto, Braga, Açores e Faro. As principais formas de ação têm sido protestos, manifestações, ativismo digital, performances artísticas, ações de sensibilização e formação, petições e interações com a política institucional.

As campanhas mais citadas foram “Gás é andar para trás”, envolvendo oito associações ambientais contra a ideia mediatizada de o gás fóssil ser “um combustível de transição”; “Linha vermelha”, com o movimento homónimo a exibir um longo fio tricotado em oposição à exploração de gás e petróleo na costa lusa; “Empregos para o clima”, com trabalhadores e ativistas a reivindicar 200 mil empregos em prol do clima e menos 35% de emissões de gases até 2030; e “Caravana pela justiça climática”, com mais de 20 organizações e cidadãos em iniciativas pelo país a denunciar violações ambientais e debater temas como desertificação, incêndios e seca.

Os investigadores do JUSTFUTURES pretendem ainda contribuir para os estudos sobre políticas ambientais e os imaginários políticos dos jovens sobre as alterações climáticas.

PISCINAS MUNICIPAIS DE SILVES RECEBEM TORNEIO DE NADADOR COMPLETO INFANTIS E JUVENIS E TORNEIO DE OUTONO DE ABSOLUTOS E NATAÇÃO ADAPTADA

 
O Complexo das Piscinas Municipais de Silves vai receber o Torneio de Nadador Completo Infantis e Juvenis e o Torneio de Outono de Absolutos e Natação Adaptada, nos dias 19 e 20 de novembro, entre as 15h30 as 19h00 e as 09h30 e as 13h00.
A competição organizada pela Associação de Natação do Algarve (ANAlgarve) conta com a colaboração do Município de Silves.
É uma das mais importantes do calendário de natação, prevendo-se a presença de 260 atletas, de 11 clubes nacionais e 1 clube espanhol.

ABEIRAR: A TRADIÇÃO DO CHÁ NA COVILHÃ

 
No próximo dia 26 de novembro, a Biblioteca Municipal recebe o projeto “aBEIRAr”, que se desenvolve em torno da tradição do chá na Covilhã.

De facto, a Covilhã, cidade ancestralmente laneira, está ligada ao chá e à sua degustação desde o século XVII. Como afirma a investigadora Dra. Elisa Pinheiro num artigo de opinião “sabe-se que em meados do séc. XX, só na Covilhã consumir-se-ia mais chá do que em toda a província do Alentejo”. Se este comportamento de beber chá entre os covilhanenses se inicia pela forte influência inglesa daqueles que vieram a modernizar a indústria dos lanifícios, depressa se tornou um hábito nos milhares de operários que aqui laboravam. Ainda hoje na Covilhã é hábito as famílias beberem chá ao meio da tarde.
Sob o lema “Do alto da Serra para o bule de chá: a ciência das mezinhas”, o evento será constituído por duas partes: de manhã será feita uma caminhada curta nas Penhas da Saúde, mais dedicada à tradição fabril de beber chá com pastel de molho. A tarde será passada na Biblioteca Municipal da Covilhã e terá dois eventos em paralelo: oficinas para os mais novos; mesa redonda com degustação de chás e debate acerca das plantas e respetivas infusões.
Como produto deste evento, pretende-se criar uma maleta de chás da Covilhã e um protótipo em que cada chá contará uma pequena história científica.

PROTEÇÃO CIVIL ACOMPANHOU O EXERCÍCIO “A TERRA TREME” EM VIEIRA DE LEIRIA

 A Câmara Municipal da Marinha Grande, através do Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC), associou-se ao exercício nacional “A Terra Treme”, com o acompanhamento de mais um simulacro de sismo, que ocorreu às 11h09, do dia 9 de novembro, na Escola Secundária José Loureiro Botas, em Vieira de Leiria.
A ação contou com a presença da diretora do Agrupamento de Escolas de Vieira de Leiria, Lígia Pedrosa; e acompanhamento do coordenador, elementos do Serviço Municipal de Proteção Civil, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria e respetivos bombeiros. Pretendeu-se testar e evacuar as cerca de 850 pessoas da comunidade escolar do Agrupamento de Escolas de Vieira de Leiria, capacitando-as de como agir em caso de sismo.

Tal como foi proposto pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, no 10.º Exercício Público de âmbito nacional de Sensibilização para o Risco Sísmico, denominado A TERRA TREME, às 11h09 deu-se o alerta da suposta ocorrência de um sismo. Os alunos, docentes e funcionários da escola realizaram os 3 gestos que salvam: BAIXAR, PROTEGER E AGUARDAR. Depois disso, saíram de forma ordenada dos edifícios, organizando-se no recinto exterior da escola para a normal contagem de pessoas.
Após a realização do exercício, cujo desempenho de toda a comunidade escolar foi exemplar, seguiu-se uma ação de demonstração de meios de socorro dos Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria, dirigida a toda a comunidade escolar da Escola Secundária José Loureiro Botas.




Marinha Grande | NOVO PLANO DE DEFESA DA FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS PUBLICADO

 O novo Plano Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios do Concelho da Marinha Grande (PMDFCI), para os anos 2022-2031, foi publicado em Diário da República, no dia 11 de novembro de 2022.

Este é o culminar de mais de dois anos de trabalho, que envolveu o contributo de um número elevado de entidades, as quais o Município presta o seu agradecimento e reconhecimento.

O plano de âmbito municipal, constitui um instrumento de planeamento que se pretende dinâmico e adaptado à realidade local, promovendo a articulação das características sócio biofísicas com as dinâmicas e responsabilidades das entidades presentes no território municipal, de forma a efetivar as alterações necessárias que maximizem a. Defesa da Floresta Contra Incêndios (DFCI).

Assegurando a consistência territorial de políticas, instrumentos, medidas e ações, o planeamento da defesa da floresta contra incêndios tem um nível nacional, regional e municipal. O planeamento municipal tem um caráter executivo e de programação operacional e deverá cumprir as orientações e prioridades regionais, supramunicipais e locais, numa lógica de contribuição para o todo nacional.
O PMDFCI da Marinha Grande é constituído pela informação base e pelo Plano de Ação.

Para mais informações, deverá ser consultado o link www.cm-mgrande.pt/p/PMDFCI

Revelados vencedores dos Amyris Innovation BIG Impact Awards 2022. Biosensor para diagnóstico de esclerose múltipla e Biofertilizador à base de casca de batata vencem Amyris Innovation Awards

 Já são conhecidos os projetos vencedores da 2ª edição do concurso de Inovação em Biotecnologia os prémios Amyris Innovation BIG Impact. O Amyris BIG Impact Innovation Award foi atribuído ao projeto BrainSense, que desenvolveu um biosensor para diagnóstico de esclerose múltipla.  Rising Innovation Award foi entregue ao projeto HydroPLUS, que desenvolver um biofertilizador à base de casca de batata. O anúncio foi feito no “Biotechnology Innovation Forum: Think Big in Biotechnology”, um evento organizado pela Católica Porto Alumni Biotecnologia e pela Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa.  
 
“Os dois projetos foram distinguidos por desenvolverem ideias deeptech no setor dos biosensores para diagnóstico da doença de esclerose múltipla e de biofertilizadores para o sector da agricultura,” salienta Hugo Choupina, da Católica Porto Alumni Biotecnologia, membro da organização do FIB 2022. Ana Leite Oliveira, investigadora da Escola Superior de Biotecnologia e membro da organização do evento, complementa “estamos na era da inovação biológica que terá necessariamente de passar por uma cada vez maior sensibilidade e responsabilidade naquilo que é sustentabilidade económica, tecnológica e principalmente societal”. 
 
Na categoria "BIG Impact Innovation Award" o projeto vencedor foi o BrainSense, sob coordenação de Inês Mendes Pinto, investigadora do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S). O BrainSense pretende desenvolver a deteção multiplexada de um painel de biomarcadores moleculares relevantes para a doença de esclerose múltipla, a partir de uma coleta de sangue ou saliva através de uma picada de dedo. Esta análise subsequente por meio de um algoritmo de risco orientado por Inteligência Artificial, permitirá a sociedade e o serviço nacional de saúde reduzir os custos da deteção da doença. 
 
"O Amyris BIG Impact Award representa a oportunidade de avançar com a tecnologia BrainSense para validação clínica para diagnóstico personalizado e monitorização de doenças neurodegenerativas, principalmente esclerose múltipla, que atualmente é alcançada através de métodos convencionais invasivos”, salienta Inês Mendes Pinto, investigadora do i3S. “Validação clínica significa transpor a tecnologia para o arquivo regulamentar in vitro do dispositivo de diagnóstico e uma maior disponibilidade do mercado,” conclui. 
 
O "Rising Innovation Award" foi atribuído ao projeto HydroPLUS, com coordenação de Helena Moreira, investigadora da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. O objetivo é o de desenvolver um novo hidrogel biodegradável superabsorvente à base de casca de batata, um resíduo relevante da indústria alimentar que engloba microrganismos benéficos, nomeadamente bactérias promotoras de crescimento de plantas e fungos. O polímero à base de casca de batata servirá como um transportador eficaz e protetor para os microrganismos, prolongando a vida do produto, que por sua vez, irá favorecer a libertação lenta no solo. “O HydroPLUS atende assim às necessidades do novo paradigma da agricultura regenerativa e pretende melhorar o crescimento das culturas, preenchendo atualmente uma lacuna comercial no mercado de biofertilizantes,” refere Helena Moreira, coordenadora do projeto. "Este prémio ajudar-nos-á a desenvolver a nossa ideia e a colocá-la em prática. É também um reconhecimento de todo o trabalho que fizemos nos últimos anos focado nos sistemas agrícolas mais resilientes e sustentáveis. O HydroPLUS irá ajudar os agricultores a enfrentar os desafios do setor agrícola devido às mudanças climáticas, nomeadamente a escassez de água e o declínio da fertilidade do solo", acrescenta a investigadora. 
 
Anabela Veiga, da Católica Porto Alumni Biotecnologia reconhece que “esta edição do Amyris Big Impact Award 2022, reforçou a importância de acelerarmos a bio-inovação através de uma abordagem disruptiva no setor biotecnológico”, acrescentando “estamos já a preparar a edição de 2023 que se realizará a 11 de novembro de 2023”. 
 
O concurso “Amyris Innovation BIG Impact Award” já vai na 2ª edição e é promovido pela empresa Amyris Inc e a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica. O grande objetivo deste concurso é o de premiar os melhores projetos na área da biotecnologia e a promoção da inovação em Biotecnologia como motor fundamental do desenvolvimento económico. Visa ainda promover novos processos, tecnologias ou serviços que sejam, simultaneamente, comercializáveis e sustentáveis, com um grande impacto positivo e mensurável na sociedade. 
 
A 4ª edição do “FIB: Think Big in Biotechnology”, que se realizou a 12 de novembro, contou com mais de 200 participantes. A próxima edição já tem data marcada e irá realizar-se a 11 de novembro de 2023. 

Portugal empata com EUA e apura-se para Mundial de râguebi

 A seleção portuguesa de râguebi qualificou-se hoje para o Mundial de França2023, após empatar com os Estados Unidos 16-16, no Dubai, na terceira e última jornada do torneio final de repescagem para a competição.
Uma penalidade convertida por Samuel Marques na bola de jogo permitiu aos 'lobos' igualar o marcador e garantir o apuramento para o França2023, uma vez que detinha vantagem sobre os EUA no primeiro critério de desempate, a diferença de pontos marcados e sofridos nos três jogos do torneio.
Ao intervalo, Portugal vencia por 10-9, com um ensaio de Raffaele Storti (08 minutos), transformado por Samuel Marques (09), que converteu também uma penalidade (37), contra três penalidades do norte-americano AJ MacGinty (03, 22, 40).
Na segunda parte, Marques (50) voltou a acertar entre os postes, mas um ensaio de Kapeli Pifeleti (60), transformado por AJ MacGinty (60), deixou os 'lobos' atrás no marcador (13-16), valendo a capacidade de reação da equipa orientada por Patrice Lagisquet, que permitiu colocar o jogo no meio-campo norte-americano no final do encontro e conquistar a penalidade decisiva.
Os portugueses e os norte-americanos disputavam a última vaga no França2023, após ambos vencerem os primeiros encontros do torneio final de repescagem, frente aos campeões asiáticos, Hong Kong, e aos vice-campeões africanos, o Quénia.
Portugal tinha falhado o apuramento através do agregado de resultados dos Europe Championship de 2021 e 2022, mas obteve o direito a disputar a repescagem, no Dubai, após a Espanha ter sofrido uma penalização de 10 pontos por utilização irregular de um jogador.
Esta é apenas a segunda vez que Portugal vai disputar o Campeonato do Mundo de râguebi, após a única e histórica participação, em 2007, também em França.
A seleção portuguesa vai integrar o Grupo C do Campeonato do Mundo, com País de Gales, Austrália, Ilhas Fiji e Geórgia.
O Mundial de râguebi de 2023 realiza-se em França, de 8 de setembro a 28 de outubro.

SIC Notícias/Lusa