terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Jornal: espécie em vias de extinção!


PIRRONICE DE (ANO) VELHO
Já foi comprar o jornal? Se não o fez já ou estava a pensar fazê-lo, fique a saber que faz parte de uma espécie em vias de extinção.
Quando encerra um jornal morre um fragmento da nossa vida. Aquele que está ligado ao odor das páginas e da tinta que nos mancha os dedos. Aos acontecimentos desvendados através dos seus redatores, fotógrafos, de quem o imprimiu, de quem o levou ao quiosque e de quem o vendeu. A morte de um jornal é o primeiro passo para o falecimento do jornalismo. Do mais clássico ao mais moderno. Do que criava a burguesia emergente que se opunha ao antigo regime aos que promoviam a imprensa proletária que agitavam consciências nas fábricas, nas ruas e nas barricadas. O que misturava o cheiro a rapé dos salões de época com o suor do medo emanado dos jornais clandestinos. Quando pára uma rotativa a liberdade de expressão é derrotada.

Jornalismo de proximidade, de rua, colado à realidade, lutando contra os elementos. Como centenas de profissionais continuam a tentar fazer diariamente, em cada canto do mundo, face às adversidades. Adversidades caracterizadas por intimações, umas mais veladas que outras, ou pelo politicamente correto tão em voga. Os apoios estatais ou não existem ou estão perpetuamente atrasados. Triste fado daqueles que dão couro e cabelo para fazer jornalismo local e regional. Mas não iludamos responsabilidades. Não esqueçamos a cota de culpa que nos toca como consumidores de cultura. Os jornais são produto de uma modernidade que deu lugar a uma nova época. A da imediatez do audiovisual, das redes e da cultura do efêmero.

A erosão acelerou drasticamente. Os jornais só eram essenciais para os anunciantes quando eram essenciais para os leitores. Aparentemente ninguém gosta de fazer anúncios em jornais. Acontecia, simplesmente, porque funcionava. Para um jovem (de hoje), comprar um pedaço de árvore morto (que por sinal, está mais caro) sobre o qual se estampam as notícias de ontem, onde não se pode clicar, nem interagir, é coisa sem sentido.

Por tudo isto, quando morre um jornal morre parte do nosso ser. Mas, não ia comprar o jornal? Vá, por favor. E guarde-o, não vá o diabo tecê-las. Pode ser que acabe por ter um valor arqueológico interessante.

In BRADOS DO ALENTEJO 29/12/2022
Editorial
NUNO MOURINHA

NB: Artigo enviado pelo Amigo José Rui M. Rabaça 

CASTELO DE PAIVA ACOLHE TERCEIRA JORNADA NA LIGA BOCCIA SÉNIOR INATEL

Torneio realiza-se no Pavilhão Municipal dos Desportos

O Município de Castelo de Paiva está a participar este ano na Liga Bóccia Sénior Inatel, com várias equipas com atletas oriundos das Instituições Particulares de Solidariedade Social existentes no concelho, e já amanhã no Pavilhão Municipal de Desportos, vai acolher a terceira jornada deste torneio, que já tem concretizadas duas das quatro jornadas em disputa, sendo que, no quadro competitivo, vão marcar presença equipas de Castelo de Paiva, Penafiel, Paredes, Gondomar e Gaia.
           
Recorde-se que, o calendário deste torneio tem quatro jornadas para disputar, sendo que, o primeiro realizou-se a 30 de Novembro em Penafiel, o segundo a 14 de Dezembro em Paredes, o terceiro será amanhã, 11 de Janeiro, em Castelo de Paiva e o quarto jogo a ter lugar a 23 de Janeiro de 2023, em Vila Nova de Gaia.

Na jornada de amanhã, o Município de Castelo de Paiva, estará representado por duas equipas com oito atletas pertencentes à ARPIP – Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Pedorido, e Centro Social de Real, num programa que tem inicio ás 9h30 com concentração e recepção às equipas, seguindo-se os diversos jogos do Torneio e entrega de prémios às 13 horas.

Esta iniciativa inter-municipal assume particular importância e interesse, tendo em conta, o cariz social que representa, pelo convívio, confraternização e também pela promoção e divulgação da modalidade, sendo que, tem como principal objectivo, a promoção da socialização, integração e convívio desta actividade desportiva direccionada para a população sénior, através de uma competição adequada, saudável e em sintonia com as suas expectativas. O concelho de Castelo de Paiva participa habitualmente nestas actividades para os mais idosos, e pretende-se com este tipo de eventos promover a interacção entre a população sénior do concelho de Castelo de Paiva, criando momentos de acção, convívio e uma saudável rivalidade desportiva entre todos, sendo que este campeonato de bóccia se insere na programação  da qual a edilidade paivense participa.

A Liga Boccia Sénior INATEL é um projecto da Fundação INATEL, que foi desenvolvido durante dois anos no Distrito do Porto, sendo que este torneio servirá de preparação para a Liga 2023, que a seu tempo terá divulgação mais detalhada.

Carlos Oliveira

Marinha Grande | REQUALIFICAÇÃO DO MONUMENTO AO 18 DE JANEIRO DE 1934 VAI SER APRESENTADA

 O Município da Marinha Grande vai apresentar a requalificação do Monumento ao 18 de Janeiro de 1934, no próximo dia 14 de janeiro (sábado), pelas 17h30, na praça do Parque Mártires do Colonialismo, junto à Rotunda do Vidreiro.

Trata-se de uma iniciativa que decorre da conclusão dos trabalhos de requalificação do conjunto escultórico e da respetiva intervenção no espaço público.

Para o presidente da Câmara, Aurélio Ferreira, “esta intervenção permitiu preservar e dignificar o emblemático conjunto escultórico, cumprindo-se, também, o objetivo do escultor Joaquim Correia de o deslocalizar da Rotunda do Vidreiro para a praça do Parque Mártires do Colonialismo”. O presidente acrescenta que “é fundamental que sejamos dignos dos nossos antepassados, conheçamos a nossa história e perpetuemos a memória do movimento operário marinhense ocorrido a 18 de janeiro de 1934 que, a partir de agora, vai poder ser contemplado por todos, de perto”.

O Monumento ao 18 de Janeiro de 1934, da autoria do escultor Joaquim Correia, foi requalificado e passado totalmente a bronze. É composto por dois blocos revestidos de baixos-relevos e escultura do vidreiro.

O Monumento está instalado numa área de praça pré-existente, em localização contígua à rotunda onde se encontrava, no ponto mais alto do Parque Mártires do Colonialismo e junto aos eixos viários de referência que atravessam o aglomerado urbano da Marinha Grande, que permitem salvaguardar o lado afetivo, social e histórico associado à data de 18 de Janeiro de 1934.

O Município realizou uma intervenção no espaço público com recurso a materiais nobres, ao nível do pavimento e do mobiliário urbano, mas de baixo impacto visual, que permitem alcançar o verdadeiro objetivo desta intervenção: dignificar e dar visibilidade e escala ao Monumento ao 18 de Janeiro de 1934. Foram incluídos elementos que reforçam o atravessamento pedonal e de referência viária, mas também como área de estadia.

A requalificação do monumento e a construção dos arranjos exteriores para a sua relocalização representaram um investimento total de cerca de 150 mil euros, acrescidos de IVA.

No âmbito de projeto coordenado pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Profissionais de saúde de quatro países visitaram o Biocant Park

O Biocant Park - Parque Tecnológico de Cantanhede recebeu esta terça-feira, 10 de janeiro, a visita de equipas ligadas à área da Saúde oriundas de Portugal (através da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra), Bangladesh, Vietname e Finlândia, que integram o projeto DigiCare, que visa a aquisição de competências de digitalização no sentido de capacitar estudantes da área da saúde para efetuarem follow up à distância de doentes com doença crónica.

Esta visita a Cantanhede decorreu a pedido da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, que assume a coordenação do projeto DigiCare em cotitularidade com a Universidade de Ciências Aplicadas de Tampere (Finlândia).

A comitiva, que incluía investigadores, médicos, enfermeiros, biólogos, psicólogos e bioquímicos, foi recebida pela administradora executiva do Biocant Park, Joana Branco, que fez a apresentação do parque tecnológico e conduziu uma visita à Crioestaminal, a primeira empresa a instalar-se no local e que hoje em dia é uma referência internacional na criopreservação de células estaminais.

Em representação do Município de Cantanhede esteve a vereadora Célia Simões, que considerou esta visita de investigadores internacionais “uma oportunidade para dar a conhecer o trabalho de ponta que é de desenvolvido no Biocant Park, nomeadamente na área da biotecnologia e, quem sabe, abrir portas a novas oportunidades de negócio neste domínio”.

A autarca, que tutela a área da Saúde, destacou ainda a visita à Adega Cooperativa de Cantanhede e ao Museu da Pedra, “locais de referência, que permitiram dar a conhecer outras dimensões do Município”.

Três universidades e instituições de saúde do Vietname e outras tantas do Bangladesh são beneficiárias do projeto DigiCare.

Participam neste projeto internacional, em representação da instituição portuguesa, Pedro Parreira, Anabela Salgueiro-Oliveira, João Graveto, Paulo Costa e Beatriz Serambeque.

Proença-a-Nova | VIII Encontro de Janeireiros promove cantares típicos em Dia de Reis

 

O VIII Encontro de Janeireiros do concelho de Proença-a-Nova realizou-se em Dia de Reis, a 6 de janeiro, no Auditório Municipal com a presença de sete grupos provenientes das aldeias de Pergulho e Murteira, Vergão, Corgas, Sobrainho dos Gaios, Cunqueiros, Caniçal Cimeiro e Fundeiro e Vale da Carreira e ainda o Grupo Coral de Proença-a-Nova, em representação dos muitos grupos que mantêm viva esta tradição nas suas aldeias e que se vão ouvindo desde o Natal até ao fim do mês de janeiro.

Dando as boas vindas a todos os participantes e ao público presente, o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo, realçou a mensagem de boas festas que, de uma forma geral, está incluída nos versos das Janeiras. “Hoje, em Dia de Reis, recordamos a oferta que os Reis Magos fizeram ao Menino e que traduz o espírito da partilha que estes cantares envolvem”, afirmou.

Com algumas diferenças na forma como os grupos se posicionam e nas letras destes cantares, em comum têm o facto de pedirem uma retribuição dos populares na forma de esmola: “dai a esmola para as almas | não julgueis que a comemos | é para as benditas almas | que todos nós as lá temos”. Antigamente, esta era uma tradição que era quase exclusivamente masculina, provavelmente devido à dureza que rodeava esta prática, já que eram ofertados produtos hortícolas como batatas ou cereais que, posteriormente, eram leiloados e as verbas revertiam para mandar celebrar missas pelas almas do Purgatório.

Esta é a oitava edição do Encontro de Janeireiros que o Município promove, iniciativa interrompida apenas pela pandemia, com o objetivo de valorizar uma tradição que é parte integrante da vivência do Natal e do Dia de Reis nas aldeias, promover o intercâmbio entre diferentes formas de cantar as Janeiras que coexistem no concelho e propiciar também o reencontro das comunidades com o mesmo sentir.

Águeda | Ciclo “O Desenho como Pensamento” conta com 21 exposições e 6 conversas temáticas

Parceiros destacam a ambição e arrojo desta bienal artística que vai decorrer de 13 a 30 de setembro

A Câmara Municipal de Águeda promove a segunda edição do Ciclo “O Desenho como Pensamento” que inclui 18 exposições individuais e três coletivas com obras de conceituados artistas nacionais e internacionais e seis conversas temáticas que vão decorrer de 13 de janeiro a 30 de setembro. O evento, que conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República, tem a parceria do Município de Albergaria-a-Velha, para além da Universidade de Aveiro que integra a organização desde a primeira edição.
No total, mais de 60 artistas vão ter as suas obras expostas em Águeda (em diferentes locais: Centro de Artes de Águeda, Salão de Chá do Parque Municipal de Alta Vila, sala polivalente da Biblioteca Municipal Manuel Alegre e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda), em Aveiro (Universidade de Aveiro: Sala Helénè de Beauvoir, Reitoria e Complexo Pedagógico) e Albergaria-a-Velha (Cine-Teatro Alba e Biblioteca Municipal).
“Desde a primeira hora que percebemos o potencial deste ciclo”, disse Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, sexta-feira, na apresentação do evento, sublinhando que esta é uma iniciativa que cresceu da primeira para a segunda edição, “está mais estruturado” e “tem todas as condições para crescer e ser algo ainda maior”.
O Edil realçou as parcerias institucionais associadas à realização deste evento, desde logo o Alto Patrocínio do Presidente da República, “uma chancela muito importante, que nos dignifica e também responsabiliza”, bem como a Universidade de Aveiro, com quem “temos uma relação de proximidade muito acentuada e procuramos repetidamente este contacto, na área cultural e em muitas outras”, e o Município de Albergaria-a-Velha. Uma colaboração que permite, defende, uma “partilha sem reservas” e com ganhos para os cidadãos, possibilitando diversificar tantos os locais onde se realizam exposições como os públicos que podem beneficiar desta difusão cultural.
Lembrando que Águeda está entre os municípios que mais investe em cultura em termos percentuais do seu orçamento, Jorge Almeida defendeu que esta é uma aposta para continuar.
“Águeda é caracterizada por um desenho fácil e colorido, que não tem receio de inovar; é isso que temos feito e este ciclo, único a nível nacional, é exemplo disso mesmo”, disse Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda, destacando que esta iniciativa, que irá assumir um formato bienal, para além da divulgação e promoção da arte contemporânea, dos artistas e da sua arte, tem um grande objetivo ligado à formação de públicos. “Vamos procurar envolver, através do nosso Projeto Educativo, as escolas e as nossas crianças para que possam desenhar a cidade e a sua perspetiva sobre o mundo”, avançou, acreditando que esta segunda edição será um sucesso “ainda maior do que a primeira”, que aconteceu em altura de pandemia e com todas as dificuldades associadas.
Para Alexandra Queirós, Vice-Reitora da Universidade de Aveiro (UA), a parceria com o Município de Águeda é algo natural e que advém de colaborações institucionais regulares, em vários domínios. “A dimensão cultural, para a UA, tem um papel absolutamente essencial na formação dos nossos estudantes e damos-lhe uma importância muito significativa. Além da componente de ensino, da formação técnica especializada e científica, os estudantes devem ter uma formação cívica, social e cultural que é absolutamente essencial para que possamos formar bons cidadãos que nos ajudam a construir uma sociedade melhor”, disse.
Presente na apresentação desta bienal artística, Delfim Bismarck, Vice-Presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha, felicitou o Município de Águeda por realizar este “projeto extremamente arrojado” que explora o desenho no processo artístico e ao qual se associam pelo primeiro ano.
 
Programa
O ciclo de conversas e exposições “O Desenho como Pensamento”, com curadoria de Alexandre Baptista, vai arrancar com uma conversa “A importância da conservação preventiva no desenho”, no próximo dia 13 de janeiro, a partir das 18h30, no Centro de Artes de Águeda, que juntará Sara Beirão (especialista em museologia e museografia), Luís Filipe Raposo Pereira (professor adjunto convidado de Arqueologia, Conservação e Restauro e Património, no Instituto Politécnico de Tomar) e Carla Felizardo (professora auxiliar convidada na UCP e diretora do Centro de Conservação e Restauro da Universidade Católica do Porto).
No dia seguinte, dia 14 de janeiro (16h30), será a inauguração do primeiro módulo de exposições individuais: Pedro Cabrita Reis (CAA), Inês Teles (Salão de Chá) e Nuno Sousa Vieira (ESTGA-UA e Sala Polivalente da BMMA).
Até final do ano, haverá, no espaço do Café Concerto do CAA, ainda mais cinco conversas. Decorrerão sempre às 18h30, iniciando a 3 de março com “O desenho no mercado da arte”, seguindo-se “O desenho e o cinema”, a 21 de abril, “O desenho na educação infantil” a 5 de maio, “O desenho e a moda” com data marcada para 2 de junho e a 14 de julho a última conversa será sobre “O Desenho como processo do trabalho científico”.
A primeira exposição coletiva – e que integrará a programação de aniversário do CAA – está marcada para 13 de maio, no espaço expositivo do CAA e conta com curadoria de Ana Anacleto. Seguir-se-ão as exposições coletivas que vão decorrer de forma descentralizada, primeiro na Universidade de Aveiro (de 9 de fevereiro a 24 de março) e em Albergaria-a-Velha (de 14 de abril a 21 de maio).
A programação completa do ciclo poderá ser consultada em www.cm-agueda.pt.

Após desacatos na rua, foi preso para cumprir mandado de detenção

O Posto da GNR de Tábua, no dia 4 de janeiro, deu cumprimento a um mandado de detenção de um homem de 22 anos, naquele concelho.
Após uma denúncia a dar conta de uma situação de desacatos, a GNR deslocou-se ao local, onde constataram que "perante a chegada da Guarda um dos indivíduos evidenciava um comportamento suspeito."
No seguimento das diligências policiais foi possível "apurar que o suspeito tinha pendente um mandado de detenção para cumprimento de pena de prisão efetiva de um ano e três meses por violência doméstica."
Da ação policial, resultou a detenção do suspeito, tendo sido conduzido ao Estabelecimento Prisional.