segunda-feira, 20 de março de 2023

“Ética, Cidadania, Governança e Corrupção” debatidas em Cantanhede

 

Promover a reflexão sobre os princípios e valores que devem regular a atuação dos indivíduos em sociedade e no seio das organizações é o objetivo do colóquio sobre “Ética, Cidadania, Governança e Corrupção”, que se realiza na próxima quinta-feira, 23 de março, em Cantanhede, e que conta no painel de oradores com a ex-Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, e o Juiz do Tribunal de Contas, José Mouraz Lopes.

Trata-se de uma iniciativa conjunta da Comissão Diocesana de Justiça e Paz de Coimbra e do Município de Cantanhede, que decorrerá no auditório do Centro Paroquial S. Pedro, a partir das 21h15.

A moderação do colóquio está a cargo de Manuel Castelo Branco, ex-presidente e atualmente professor do ISCAC – Coimbra Business School.

O presidente da Comissão Diocesana Justiça e Paz da Diocese de Coimbra, o Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, José Santos Cabral, também participa na sessão, em cuja abertura intervém a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio.

Procuradora-Geral da República entre 2012 e 2018, Joana Marques Vidal geriu alguns dos processos judiciais mais mediáticos deste século. A sua atuação, discreta, mas firme, mereceu amplo reconhecimento público, quer da magistratura e entidades públicas, quer da sociedade em geral. Depois de terminado o mandato, a magistrada iniciou funções no Gabinete do Ministério Público junto do Tribunal Constitucional.

José António Mouraz Lopes é Juiz do Tribunal de Contas, mas já desempenhou funções de Diretor Nacional Adjunto da Polícia Judiciária e Presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses.

Um filme finalista no Japão (entre 1.418 filmes de mais de 100 países)

 Olá Litoral,

Já estou de regresso a Portugal, depois de uma viagem emocional ao Senegal e, principalmente, à Guiné-Bissau. Em breve falarei dessa passagem pela Guiné mas, por agora, queria partilhar que o primeiro de três episódios que fiz sobre o Montado de Sobro e Cortiça foi um dos 34 finalistas no Japan World's Tourism Film Festival, um importante festival de filmes de turismo em que participaram 1.418 filmes de mais 100 países. Wow!
O meu filme não venceu qualquer prémio (seria pedir demais, já que a concorrência era fortíssima), mas estar entre os finalistas já é motivo de enorme orgulho para mim, que comecei há pouco tempo nestas lides do vídeo. Aqui está o filme, para ver ou rever:
De resto, e na sequência do roteiro de viagem ao Senegal publicado há dias, partilho então os últimos artigos sobre o Senegal. Acho que vai gostar de ler sobre estas experiências.

(no próximo contacto prometo que falarei da "minha" Guiné-Bissau)

A terminar, aqui fica o pedido habitual: utilize os seguintes links para fazer as reservas da sua próxima viagem. Para si é igual, mas para mim é uma grande ajuda (permite manter o blog livre de publicidade). Muito obrigado.
Reservar hotéis na Booking através deste link;
Fazer um seguro de viagem da IATI Seguros (com proteção COVID-19). Os leitores do Alma de Viajante têm 5% de desconto usando este link.
Excursões e ingressos em monumentos na GetYourGuide (compre com antecedência e evite as filas);
Alugar um carro com a Discovercars (é o site que uso sempre).

Grande abraço e boas viagens!
Filipe Morato Gomes

O ÓTIMO E O POSSÍVEL


“Daqui a vinte anos a Europa é um museu de história medieval. A Ásia vai dominar”. Um amigo disse-me isto no regresso duma viagem a estes países. “Como podemos competir com a capacidade de trabalho e tecnológica dos gigantes asiáticos?”

Por aqui vamos falando em reduzir para quatro dias a semana de trabalho. Claro que estou de acordo. Mais tempo para o lazer, para a família. A questão está em saber se isso é possível, sem pôr em risco a nossa própria qualidade de vida, o nosso emprego que queremos bem remunerado. E sem pôr em causa o estado social. Que é caro.

Alguns líderes europeus têm caído na tentação de dar o que não podem. Vem o dia em que têm que recuar nos benefícios. E, meus caros, tirar é das coisas impossíveis de fazer sem cair em desgraça! Como está a acontecer em França. O país que estabeleceu uma idade de reforma muito abaixo da nossa, e agora tem que aumentar de 62 para 64 anos. E um milhão de franceses continuam nas ruas.

A discussão é conhecida: quem governa conclui que o estado não pode suportar os encargos sem comprometer o futuro do país. Por seu lado, os governados entendem que esses direitos que foram dados não podem ser retirados. Acham que, se não podiam dar, que não tivessem dado!

Sou tentado a concordar. Mas, depois, olho para esta realidade que me traz este amigo que chegou da Ásia: na Coreia do Sul os jovens não estão a querer aceitar a semana de 69 horas. Sessenta e nove!

Isto não vai acabar bem. Ilusões à parte, seremos obrigados a decidir entre o ótimo e o possível. Se queremos manter e melhorar o que temos.

EDUARDO COSTA, jornalista, presidente da Associação Nacional da Imprensa Regional

Coimbra | Cientistas desenvolvem “nanoesponja” para remover pesticidas da água

 
Uma equipa de investigadores do Centro de Química de Coimbra (CQC) do Departamento de Química (DQ) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu um método eficiente para remover o pesticida imidacloprid da água, utilizando materiais porosos com baixo impacto ambiental baseados em nanoesponja de ciclodextrina.
O imidacloprid é um inseticida neonicotinoide bastante utilizado na agricultura e em veterinária, altamente solúvel em água e persistente no solo, que pode facilmente contaminar o solo e os recursos hídricos próximos das áreas agrícolas alcançando organismos não-alvo, nomeadamente aves, abelhas, minhocas e mamíferos.

Assim, com o objetivo de remover este pesticida de forma eficaz, foi utilizada uma «nova abordagem de síntese e caracterização de novas estruturas moleculares complexas, formadas a partir da agregação de moléculas mais simples, que se unem cooperativamente através de ligações químicas fracas, e que inclui estudos de remoção. Esta abordagem é conjugada com a modelação e simulação molecular para resolver o problema da contaminação de água por pesticidas», explicam Gianluca Utzeri e Tânia Firmino Cova, investigadores do CQC e coautores do estudo.

No entanto, de acordo com a equipa de cientistas da FCTUC, a novidade do estudo, já publicado no Chemical Engineering Journal, «consiste na via sintética caracterizada por um procedimento mais rápido e limpo assistido por micro-ondas, que envolve o uso de agentes de reticulação de tamanho variável. A combinação de estudos experimentais e computacionais permitiram explicar, ao nível molecular, o papel dos agentes de reticulação na eficiência de remoção de imidacloprid pelas nanoesponjas».

Com esta investigação foi possível mostrar que «o uso de agentes de reticulação com cadeias de carbono lineares (ou cadeias alifáticas) de diferentes tamanhos, não só alteram as caraterísticas dos materiais como também influenciam a eficiência das nanoesponjas. O reticulante com cadeia alifática longa favorece a formação de nanosponjas com maior estabilidade térmica e grau de reticulação. Já o reticulante de cadeia curta favorece a formação de nanosponjas com maior eficiência de remoção com um máximo de 288 mg g-1 para a formulação comercial do pesticida, um valor quatro vezes maior do que o obtido na remoção do imidacloprid puro», descreve a equipa.

Segundo os investigadores, este é um estudo relevante uma vez que possibilitou o desenvolvimento de um método eficiente para remover o imidacloprid da água, «que também pode ser aplicado para capturar outros pesticidas e poluentes orgânicos da água e ainda, contribuir para o controlo da poluição ambiental através de processos de remediação direcionados e controlados».

O estudo “Insights on macro- and microscopic interactions between Confidor and cyclodextrin-based nanosponges” pode ser consultado aqui.

Sara Machado
Assessora de Imprensa
Universidade de Coimbra• Faculdade de Ciências e Tecnologia

MUNICÍPIO DE SILVES ASSINALA O DIA MUNDIAL DA POESIA COM OS ALUNOS DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE SILVES

 O Município de Silves associa-se às comemorações do Dia Mundial da Poesia, assinalando esta data, no dia 22 de março, com duas iniciativas dirigidas aos alunos na Escola Secundária de Silves.
Assim, neste dia, terá lugar o Encontro com o jovem poeta Pedro Freitas ‘O Poeta da Cidade’, pelas 10h20, no auditório da Escola Secundária de Silves, dirigido aos alunos do 12º ano de escolaridade.
Neste encontro, Pedro Freitas, irá apresentar a sua forte vontade de divulgar a poesia, como forma de deixar um contributo para manter viva a memória daquilo que somos enquanto portugueses. A sua juventude, o seu entusiasmo, o seu gosto pela palavra escrita e dita, serão o mote para que neste encontro se fale da sua vida, e da sua carreira como algo de inspirador para outros jovens.
O espetáculo performativo poético-musical “Metafisicamente D’Outro Mundo”, sobe ao palco do Teatro Mascarenhas Gregório, pelas 15h30. Dirigido aos alunos dos 10º e 11º anos de escolaridade, este espetáculo apresentado por ‘O Poeta da Cidade’, alia as duas formas de arte mais transcendentes: a música, numa criação atmosférica quase divina, pelas mãos de Wake Up Sleep  (Cláudio Martins); e a palavra, a materialização da forma literária, num espetáculo poético que tenta mergulhar no sentido mais íntimo da questão: O que é um amor metafísico?
É um espetáculo  focado no despertar de um amor verdadeiro, no qual Pedro Freitas, mais conhecido como ‘O Poeta da Cidade’, decidiu tentar traduzi-lo naquilo que se tornou o seu primeiro livro de poesia, acabando por  reconhecer que a forma literária não foi capaz de condensar em si todo o significado deste amor, daí necessidade de transpô-lo para o palco e através deste formato intimista.
O Dia Mundial da Poesia visa promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia através do mundo. Esta efeméride criada na 30ª Conferência Geral da UNESCO em 16 de novembro de 1999, pretende comemorar a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias através das palavras, da criatividade e da inovação
 
 
+ SOBRE PEDRO FREITAS
Tudo começou quando uma prima lhe ofereceu o álbum “Pratica(mente)”, de Sam The Kid, quando estava no quarto ou quinto ano de escola. Os textos poéticos recitados no disco pelo pai do rapper, Napoleão Mira, fizeram com que aliasse o gosto pela escrita (que já tinha, uma vez que escrevia versos para a mãe ou namoradas da altura) ao da palavra dita.
Natural de Lisboa, cresceu em Loures. A mãe é educadora de infância, o pai polícia. Sempre tiveram hábitos de leitura normais, não sendo leitores ávidos mas também não completos desinteressados. Tal como a maioria dos amigos de Pedro, preferiam ler romances. Pedro sempre optou pelos poemas.
Em 2014, aos 16 anos, dá o seu primeiro passo mais à séria. Após ver um cartaz na escola, decide inscrever-se no concurso de leitura “Dá Voz à Letra”, da Fundação Calouste Gulbenkian. Participa, chega à final e, embora não vença, conhece a vice-diretora do programa de línguas da fundação, que o convida para outros eventos idênticos nos tempos que se seguem.
Em 2016, já era pago para atuar. Começou por recitar poemas de outros autores, mas não demorou muito até apresentar os próprios textos. Em 2017, participou no “Got Talent Portugal” a dizer poesia, conquistando alguma visibilidade. Passou na audição e chegou às galas ao vivo. No mesmo ano, começou a apostar nas redes sociais.

 

 

 

domingo, 19 de março de 2023

Presidente da República lamenta a morte de Rui Nabeiro

Marcelo Rebelo de Sousa lamenta a morte do empresário, tendo deixado na página da Presidência da República, "sentidas condolências" à família.
"O Presidente da República lamenta a morte do empresário Rui Nabeiro e apresenta à família as mais sentidas condolências. Ainda ontem, ao fim da tarde, o Presidente da República teve a oportunidade de o visitar no hospital.
Rui Nabeiro foi um precursor, construiu uma marca global, como há poucas no nosso país, mantendo sempre a sede e o coração da sua atividade em Campo Maior, terra onde nasceu e onde deixa um generoso legado.
Num tempo económica e socialmente desafiante, o exemplo de Rui Nabeiro, na sua preocupação social e participação cívica, com a comunidade e com o país, devem ser um exemplo e uma inspiração para todos quantos podem devolver à sociedade um pouco daquilo que esta lhes deu."

RTP

Programas militares de sangue dos EUA oferecem suporte para salvar vidas

 Embora a coleta de sangue seja uma parte vital do Programa de Sangue das Forças Armadas, entregá-lo ao campo garante que os profissionais médicos tenham o suprimento de que precisam para salvar vidas. O ASBP, junto com os programas de sangue de cada serviço militar, apóia os comandos de combatentes transportando sangue que salva vidas para o campo de batalha.
“O ASBP trabalha em estreita colaboração com os comandos combatentes para garantir que os produtos sanguíneos estejam disponíveis e entregues nos locais onde são necessários”, Coronel do Exército dos EUA (P) Christopher Lee Evans, diretor do Programa de Sangue do Exército na Base Conjunta de San Antonio. “Os programas de sangue dos componentes do serviço desempenham um papel vital para garantir que os militares e suas famílias recebam os cuidados e tratamentos de que precisam para sobreviver no campo de batalha e ajudam a salvar vidas em tempos de emergência.” O ASBP obtém doações de sangue por meio de doações de sangue que realizam em todo o mundo em seus centros de coleta ou por meio de doações de sangue móveis.
“O sangue que nossos pacientes precisam é o sangue que temos na prateleira agora. Precisamos que as pessoas saiam, doem sangue e façam disso um hábito. O ASBP se dedica a apoiar nossos combatentes, suas famílias, veteranos e aposentados”, disse o Tenente Comandante da Marinha dos EUA. Jeffrey Hebert, chefe do programa de sangue da Marinha dos EUA.
Ter um excesso de suprimento de sangue “se resume à prontidão”, de acordo com Hebert.
“Sangue é uma daquelas coisas que você não sabe que precisa até precisar. Ter sangue na prateleira garante que os médicos tenham as ferramentas necessárias para salvar vidas quando precisarem”, disse ele.

Levando sangue para onde é necessário
Depois de receber o sangue doado, o ASBP precisa levar o sangue aos comandos combatentes. O ASBP primeiro processa, testa e armazena o sangue.
“O sangue coletado é embalado e enviado para hospitais e clínicas militares, locais avançados e outros locais conforme necessário. Depois de enviado, o sangue é armazenado em um banco de sangue até que seja necessário para um procedimento cirúrgico ou transfusão de emergência. Em seguida, o sangue é entregue ao campo/unidade cirúrgica, onde é administrado ao paciente por um profissional médico”, disse Evans.

O que acontece se houver escassez no campo
“Se houver escassez de sangue no campo, o ASBP pode aumentar o número de doações de sangue, ou coletar sangue de outras fontes, como outros bancos de sangue, ou usar voos comerciais para transportar o sangue de um local para outro”, disse Evans.
O ASBP coordena com hospitais ou clínicas militares, locais avançados e outras organizações para garantir um suprimento constante de sangue disponível para atender às necessidades dos militares”, acrescentou.
O ASBP também pode realizar doações de sangue em campo para apoiar operações militares em todo o mundo, ou doações móveis de doadores em locais avançados, bases militares e outros locais.
“Essas doações de sangue móveis geralmente são instaladas em locais temporários, como tendas ou trailers, e são essenciais para atender às necessidades dos militares em campo”, disse Evans.
O foco principal da ASBP é levar o sangue doado ao combatente ou membro da família que precisa.
“Nós permitimos a sobrevivência”, disse Hebert. “A guerra não é bonita, mas o sangue ajuda a trazer nossos combatentes de volta para casa. Ter sangue disponível em nossos hospitais e clínicas militares traz uma sensação de segurança para nossos combatentes, porque eles sabem que suas famílias e entes queridos terão o sangue de que precisam em casa quando algo acontecer.”

Fonte:https://areamilitarof.com/programas-militares-de-sangue-dos-eua-oferecem-suporte-para-salvar-vidas/