sábado, 15 de abril de 2023

Cultur’Águeda leva 16 concertos filarmónicos às freguesias do concelho

 Projeto engloba um ciclo filarmónico em todas as freguesias do concelho e concertos em festas e romarias religiosas, numa valorização das tradições locais

A Câmara Municipal de Águeda, em parceria com a União de Bandas de Águeda (UBA), promove, pelo segundo ano consecutivo, o Cultur’Águeda, um projeto de descentralização das atividades artísticas e da cultura que visa levar espetáculos com as bandas filarmónicas a todas as freguesias do concelho. Este ano, a grande novidade prende-se com a realização de concertos durante as festas e romarias religiosas, numa aposta na reedição das tradições locais onde as bandas detinham um papel marcante, apresentando assim uma aposta cultural e no turismo religioso, envolvendo simultaneamente a cultura musical das nossas bandas.
Assim, já a partir do próximo domingo e até setembro, vão ser realizados 16 concertos, em dois ciclos que vão decorrer em simultâneo (ciclo filarmónico e festas e romarias), que representam um investimento camarário de 54 mil euros.
Esta iniciativa tem como objetivo promover “o extraordinário trabalho” que as bandas fazem, os músicos de excelência que as integram e que promovem a cultura aguedense por todo o concelho, região e país.
Um apreço e reconhecimento que Jorge Almeida, Presidente da Câmara de Águeda, quis deixar bem claro na apresentação do programa desta iniciativa, esta semana, no Salão Nobre da Autarquia, onde apontou que este trabalho é demonstrado “todas as vezes que saem e vão por esse país fora mostrar o que tão bem fazem” e “todos os dias, com o que fazem junto dos jovens e crianças, num trabalho que reputo de extraordinário, porque formam músicos, mas sobretudo pessoas”.
No projeto Cultur’Águeda, a UBA tem um “papel essencial” de coordenar a ação das bandas, de determinar quais as bandas que atuam em cada freguesia e festa ou romaria, harmonizando o relacionamento entre os diferentes pontos do concelho.
Salientando que este projeto propõe, ainda, a trazer à ribalta os valores e consciência do bem cultural que são as bandas filarmónicas “principalmente junto do público mais jovem”, Jorge Almeida defendeu a “extraordinária evolução” que as bandas tiveram no panorama musical e que tem conquistado um crescente número de apreciadores.
“Temos um orgulho muito grande nas nossas bandas”, afirmou o Edil, defendendo que a Câmara Municipal e a UBA, “conhecedores do que temos, a nossa obrigação é levar esta cultura aos olhos e ouvidos das pessoas”, primeiramente ao público concelhio.
Este ciclo reflete um apoio camarário “como nunca antes foi dado” e que é aplicado junto “de quem faz dele algo de muito bom”, disse ainda Jorge Almeida, acreditando que ao fazer-se esta aposta “teremos também um novo tempo para as nossas festas e romarias”.
Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara, reiterou a importância da parceria com a UBA para a realização deste evento, salientando que “estamos a procurar dinamizar, promover e dar um destaque, de uma forma organizada, ao trabalho das bandas, dos nossos jovens e dos nossos músicos, chegando a todas as 11 freguesias”.
“O objetivo é promover o que é nosso. As nossas bandas são um exemplo de excelência, seguido por esse país fora e é isso mesmo que queremos divulgar e promover”, disse ainda, declarando que, com esta qualidade, este é um ciclo que irá ser certamente um êxito. “Um sucesso para Águeda e para a cultura aguedense”, afirmou.
António Silva, Presidente da UBA, frisou o trabalho de grande qualidade que as bandas do concelho têm realizado, agradecendo à Câmara de Águeda a parceria na realização deste ciclo.
Refira-se que este projeto integra cinco bandas filarmónicas do concelho ( Orquestra Filarmónica 12 de Abril, Banda Castanheirense, Banda Alvarense, Banda Marcial de Fermentelos e Banda Nova de Fermentelos), que vão realizar 16 concertos (um por cada freguesia e ainda as festas e romarias), num total de mais de 300 músicos.
 
PROGRAMA
Festas e Romarias
  • Dia 16 de abril (Almas Santas da Areosa , Aguada de Cima) – Orquestra Filarmónica 12 de Abril
  • Dia 29 de maio (S. Geraldo , Bolfiar) – Banda Castanheirense
  • Dia 18 de junho (Santo António , Serém) – Banda Castanheirense
  • Dia 2 de julho (S. Pedro , Valongo do Vouga) –  Banda Alvarense
  • Dia 15 de agosto (Nossa Senhora do Amparo , Travassô) – Banda Castanheirense
  • Dia 15 de agosto (Nossa Senhora da Saúde , Fermentelos) – Banda Marcial de Fermentelos
Ciclo Filarmónico
  • Dia 16 de abril (Aguada de Cima) – Banda Nova de Fermentelos
  • Dia 1 de maio (Espinhel) – Orquestra Filarmónica 12 de Abril
  • Dia 6 de maio (Águeda) – Banda Marcial de Fermentelos
  • Dia 13 de maio (Castanheira do Vouga) – Banda Nova de Fermentelos
  • Dia 14 de maio (Barrô) – Banda Nova de Fermentelos
  • Dia 26 de maio (Fermentelos) –   Orquestra Filarmónica 12 de Abril
  • Dia 10 de junho (Macinhata do Vouga) –   Banda Alvarense
  • Dia 25 de junho (Valongo do Vouga) – Banda Nova de Fermentelos
  • Dia 17 de junho (Travassô) –   Orquestra Filarmónica 12 de Abril.

CRUZAMENTO DA RUA ANTÓNIO CABRITA PIRES E RUA HERÓIS DE MUCABA, EM SB MESSINES, CORTADO AO TRÂNSITO DE 17 A 19 DE ABRIL

 O Município de Silves informa que o cruzamento das ruas António Cabrita Pires e Heróis de Mucaba, em SB Messines, estará cortado ao trânsito até ao próximo de 17 a 19 de abril (inclusive), no período compreendido entre as 7h30 e as 18h00.
Durante os trabalhos, o trânsito ficará condicionado nos arruamentos de acesso ao cruzamento, sendo o acesso a garagens e estabelecimentos comerciais assegurado pela alteração temporária do sentido de circulação, permitindo uma passagem de viaturas em ambos os sentidos, mas de forma intercalada.
De referir que os trabalhos decorrem no âmbito da empreitada de requalificação do Mercado Municipal de SB Messines e incluem a remoção de betuminoso existente, a aplicação de base em pó de pedra e a aplicação de pedras de pavimento.
A autarquia pede a atenção dos automobilistas e residentes para esta situação e agradece a compreensão e colaboração de todos.

 

Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz recebe instalação que resultou do Laboratório de Artes Visuais

 
A instalação que resultou do Laboratório de Artes Visuais orientado pela artista plástica Joana Gancho vai ser apresentada ao público no dia 20 de abril, pelas 15h, no pátio da Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz. Esta iniciativa da Malvada Associação Artística foi realizada no âmbito do projeto artístico de inovação social Cotidianos, da autoria da dupla de artistas Ana Luena e José Miguel Soares, no qual se desenvolvem atividades de criação artística inovadoras e experimentais, que partem do quotidiano para a construção de imaginários, num trabalho direto com o público sénior e desempregados. 

O Laboratório de Artes Visuais realizou-se no Pólo de Reguengos de Monsaraz da Universidade Popular Túlio Espanca, envolvendo um grupo de alunos e elementos da comunidade sénior, constituído por Antónia Cadete, Isabel Leite, Isabel Lopes Mips, Margarida Gaspar, Sonja e Teresa Conceição. A iniciativa teve início no dia 24 de fevereiro e consistiu em seis sessões, nas quais se criaram os objetos artísticos de estética contemporânea apresentados nesta instalação.

A construção dos trabalhos inspirou-se no quotidiano dos participantes, utilizando e explorando técnicas de desenho, pintura e colagem para a criação de uma linguagem artística própria. O projeto artístico de inovação social Cotidianos decorre em Reguengos de Monsaraz, Alandroal, Borba, Évora e Terena no âmbito do programa Projetos Inovadores/Experimentais na Área Social - MONTE, que é cofinanciado pelo Alentejo 2020, Portugal 2020 e Fundo Social Europeu - União Europeia.




 Carlos Manuel Barão

Anadia avança com ampliação do CROAC

O Município de Anadia está a proceder à ampliação do Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia (CROAC), num investimento superior a 70 mil euros, e com o prazo de execução de 90 dias.
Localizado na Zona Industrial de Alféloas, Anadia, o CROAC foi inaugurado em março de 2022, mas, rapidamente, esgotou as necessidades do município, carecendo de um reforço das infraestruturas de alojamento para animais abandonados. A intervenção vai permitir a criação de mais 12 celas.
De referir que as atuais instalações são constituídas por dois edifícios de piso único que albergam, para além das celas para os animais (cães e gatos), espaços de exercício comum, gabinete veterinário/posto de vacinação, sala de esterilização, sala de recobro, zona de higienização, zona para recolha acondicionada de cadáveres, duas boxes semicirculares de isolamento e quarentena, box multiespécie e maternidade.
O espaço aloja cães e gatos vadios ou errantes, encontrados na via pública ou em quaisquer lugares públicos, bem como animais perigosos que apresentem riscos para a segurança de pessoas ou outros animais.
O Serviço Veterinário funciona à terça-feira e quinta-feira, das 14h00 às 18h30. O atendimento de adoção realiza-se à segunda-feira, das 14h00 às 17h00, à quarta-feira e sábado, das 10h00 às 13h00.

Actividade semanal da GNR a nível nacional

Entre os dias 7 e 13 de Abril

Detenções: 479 detidos em flagrante delito, destacando-se:
  • 239 por condução sob o efeito do álcool;
  • 111 por condução sem habilitação legal;
  • 23 por tráfico de estupefacientes;
  • 15 por posse ilegal de armas e arma proibida;
  • 12 por violência doméstica;
  • Sete por furto e roubo.

Apreensões:
  • 51 doses de heroína;
  • 1 015 doses de haxixe;
  • 367 doses de cocaína;
  • 306 doses de liamba;
  • 7 doses de óleo de canábis;
  • 3 comprimidos de Anfetaminas;
  • Cinco armas de fogo;
  • Seis armas brancas ou proibidas;
  • 27 veículos;
  • 11 embarcações.

Presidente francês promulga alteração da idade de reforma dos 62 para 64 anos

O Presidente francês, Emmanuel Macron, promulgou hoje as alterações à lei que passam a idade de reforma dos 62 para os 64 anos, após o Conselho Constitucional ter validado a maior parte do texto.
A reforma, que desencadeou uma forte contestação nas ruas, foi publicada hoje de manhã no Jornal Oficial, de acordo com a agência francesa AFP.
Após a decisão do Conselho Constitucional na sexta-feira, os sindicatos solicitaram a Macron que “não promulgasse a lei”, mas o Presidente não aceitou o pedido.
Macron tinha 15 dias após a validação da maioria das medidas da reforma pelo Conselho Constitucional para apor a sua assinatura e, assim, tornar a lei aplicável.
No primeiro parágrafo do código, “sessenta e dois” foi substituído por “sessenta e quatro”.
O Conselho Constitucional validou a maior parte da reforma das pensões, mas invalidou seis artigos, especialmente dois relativos à promoção da contratação de trabalhadores com mais de 55 anos em grandes empresas.
No entender do Conselho Constitucional, estes artigos não tinham lugar numa lei sobre o financiamento da Segurança Social.
O organismo fiscalizador da constitucionalidade também rejeitou um pedido para que a reforma das pensões fosse submetida a um referendo de iniciativa dos cidadãos.
Para ultrapassar a incerteza na votação parlamentar, Macron recorreu a um artigo da Constituição que permite aprovar uma lei das pensões sem a submeter a votação na Assembleia Nacional.
“Não há vencedor nem vencido”, comentou a primeira-ministra, Elisabeth Borne, referindo-se ao “fim do caminho institucional e democrático” do texto adotado na Assembleia Nacional após a utilização artigo em causa.
A iniciativa de Macron tem sido fortemente contestada pelos sindicatos e os protestos prosseguiram em várias cidades francesas no sábado à noite.
Em Paris, o mobiliário urbano foi queimado, incluindo cerca de 30 caixotes do lixo, e os confrontos entre a polícia e os manifestantes levaram a 112 detenções, segundo a agência espanhola EFE.
Rennes, no nordeste da França, foi outra das cidades que registaram distúrbios assinaláveis, com centenas de jovens a incendiarem a porta de uma esquadra da polícia e a entrada de um antigo edifício religioso.

Madremedia

Último período de aulas começa segunda-feira com nova greve de professores

O início do terceiro período de aulas, na segunda-feira, é marcado por mais uma paralisação de professores, que agora realizam mais uma greve distrital sem marcação de serviços mínimos.
Na segunda-feira, as escolas do distrito do Porto marcam o início de mais uma ronda de paralisações distritais que terminam a 12 de maio em Lisboa para exigir a recuperação plena do tempo de serviço que esteve congelado e a eliminação das quotas e vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalões.
A paralisação – que vai percorrer após o Porto vai correr os distritos por ordem alfabética inversa, de Viseu a Aveiro, – volta a ser o protesto escolhido pela plataforma de nove estruturas sindicais de professores, da qual faz parte a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE).
No final desta semana, o secretário-geral Fenprof defendeu que as propostas da tutela para a correção de assimetrias decorrentes do congelamento do tempo de serviço deixariam de fora mais docentes do que as organizações sindicais previam.
A proposta da tutela define um conjunto de medidas com impacto na progressão na carreira dos docentes em funções desde 30 de agosto de 2005, ou seja, que passaram pelos dois períodos de congelamento do tempo de serviço.
A proposta do ministério é que esses docentes recuperem o tempo em que ficaram a aguardar vaga no 4.º e no 6.º escalões a partir do ano de descongelamento (2018), que fiquem isentos de vagas de acesso aos 5.º e 7.º, além da redução de um ano na duração do escalão para aqueles que também ficaram à espera de vaga, mas já estão acima do 6.º.
Mas, segundo Mário Nogueira, só serão abrangidos os docentes que, ao longo dos dois períodos de congelamento, tiveram sempre horários anuais completos.
Ficam também de fora docentes que durante esse período tenham estado ausentes por mais de 30 dias por motivo de doença, bem como docentes que tenham passado por escolas dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, ensino de português no estrangeiro e outros estabelecimentos do setor público, mas sob a tutela de outros Ministérios.
Os sindicatos consideram que este diploma é ainda mais gravoso do que o novo regime de gestão e recrutamento de docentes, aprovado em março sem o acordo dos sindicatos, porque “todos perderam tempo de serviço” e as medidas “não recuperam um único dia”.
Além da Fenprof e da FNE, fazem parte da plataforma a Associação Sindical de Professores Licenciados (APSL),a Pró-Ordem dos Professores (PRÓ-ORDEM), Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados (SEPLEU), Sindicato Nacional dos Profissionais de Educação (SINAPE), Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP), Sindicato Independente dos Professores e Educadores (SIPE) e Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU).
Entretanto, este fim de semana fica também marcado pelo fim da greve por tempo indeterminado convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (Stop).
Depois de mais de quatro meses de paralisação, o sindicato suspendeu o protesto, mas já convocou uma nova greve nacional para os dias 24, 26, 27 e 28 de abril.

Madremedia/Lusa