quarta-feira, 17 de maio de 2023

A começar pelo edifício dos Paços do Concelho. O CENTRO HISTÓRICO DE ÉVORA VAI TER TELHAS SOLARES FOTOVOLTAICAS

 O Centro Histórico de Évora vai ter edifícios equipados com telhas concebidas para produzir energia solar. Os testes iniciais, a realizar no edifício dos Paços do Concelho, irão abrir o caminho à criação de condições que permitirão estender esta medida a outros edifícios do CHE. 

À vista, estas novas telhas não serão diferentes das utilizadas nos edifícios existentes, pois irão manter a cor terracota e o formato tradicional. São telhas solares compostas por material que deixa passar a luz, ficando as células fotovoltaicas localizadas no interior de módulos, fora do campo de visibilidade a partir do exterior dos edifícios. Trata-se de um produto inovador dotado de tecnologia avançada que, após um teste inicial bemsucedido no Parque Arqueológico de Pompeia, em Itália, tem vindo a ser utilizado em várias localizações na Europa. Graças ao Projeto de smartcities POCITYF – Positive Energy CITY Transformation Framework, estas telhas vão chegar aos telhados de Évora, a começar pelo edifício dos Paços do Concelho, cujas obras de remodelação da cobertura estão a decorrer. 

O POCITYF é um projeto de cidades inteligentes e comunidades, em que Évora se situa como cidade-piloto em conjunto com Alkmaar, nos Países Baixos. O objetivo principal é criar um conjunto de Positive Energy Blocks – áreas geograficamente delimitadas com uma produção local renovável superior ao consumo, em termos de média anual. O POCITYF pretende transformar o tecido urbano das cidades em que intervém, com enfoque nas áreas cultural e historicamente protegidas, em locais mais sustentáveis, saudáveis, acessíveis e fiáveis para os seus cidadãos. Em última análise, melhorar a qualidade de vida através de um modelo sustentável e centrado no cidadão. 

A instalação de telhas solares em edifícios do Centro Histórico será mais um passo importante na estratégia municipal de luta contra os efeitos negativos das alterações climáticas, que a Câmara Municipal de Évora tem vindo a implementar com vários planos e projetos atualmente em desenvolvimento na Autarquia.

Proença-a-Nova | Município apoia cirurgia às cataratas a oito pessoas do concelho

 
Oito munícipes do concelho de Proença-a-Nova, cinco homens e três mulheres com uma média de idades de 76 anos, foram operados/as às cataratas no dia 10 de maio no Instituto Microcirurgia Ocular, em Castelo Branco, no âmbito do protocolo que o Município, a Fundação Álvaro de Carvalho e a The Claude and Sofia Marion Foundation estabeleceram para potenciar o projeto “Dar visão ao interior – região centro” que, desde 2018, já permitiu a realização de 54 cirurgias a utentes do concelho.
Proporcionar melhor qualidade de vida é o objetivo primeiro deste apoio que incide em utentes vulneráveis, escolhidos pela prioridade clínica - definida pela coordenação do Centro de Saúde de Proença-a-Nova - e pela carência económica. Na prática, a Câmara Municipal assegura metade dos custos das cirurgias, totalizando este ano um apoio de € 8.800,00, e o transporte de ida e regresso de Proença-a-Nova quer no dia da cirurgia, quer nas consultas de pós-operatório, com o acompanhamento do técnico da Unidade Móvel de Saúde do Município. No segundo semestre deste ano, serão ainda intervencionados oito outros utentes.
O protocolo do Município com a Fundação Álvaro de Carvalho e a The Claude and Sofia Marion Foundation, entidades de solidariedade social, pretende facilitar cuidados médicos e outras atividades assistenciais do foro preventivo, curativo e de reabilitação aos sectores mais carenciados da população, incidindo especialmente nos distritos de Castelo Branco e da Guarda que podem registar dificuldades acrescidas no acesso a algumas especialidades médicas.

Proença-a-Nova | D’Gustar Cereja começa este fim de semana nos restaurantes aderentes

 
São 19 os restaurantes do concelho de Proença-a-Nova que vão oferecer cereja aos seus clientes nos próximos três fins de semana: a 20, 21, 27 e 28 de maio e também a 3 e 4 de junho, uma iniciativa do Município que pretende promover este fruto e os produtores, traduzindo-se num apoio direto a este sector e um motivo acrescido para visitar a região. A caixa onde as cerejas são disponibilizadas contêm os contactos dos produtores, possibilitando, por exemplo, a realização de encomendas de forma direta.
No fim de semana de 27 e 28 de maio, o Festival da Cereja e do Limão decorre também em Montes da Senhora com um programa diversificado que conjuga animação, os produtos da terra e propostas de artesanato. A abertura do certame realiza-se no sábado às 14h00 com teatro de rua, havendo igualmente jogos interassociações (mobilizando oito associações do concelho) e, à noite, a atuação dos grupos Cantadores do Alentejo e Jorge Gonçalves Trio. O domingo começa com o 193º passeio pedestre, “Montes de Cerejas”: as inscrições podem ser formalizadas até dia 25 de maio no Posto de Turismo ou na página do Município. Nesse dia de manhã, o passeio de carros antigos, com inscrições até dia 23 de maio também no Posto de Turismo, irá incluir uma passagem por Montes da Senhora e pelo Festival da Cereja e do Limão. A tarde será de folclore com a atuação dos ranchos “Ceifeiras e Campinos da SFUS de Samora Correia” e do rancho folclórico de Pedrógão Pequeno.
De acordo com informações recolhidas pelo Gabinete de Apoio ao Agricultor e Empresário, as poucas horas de frio registadas neste inverno e a primavera quente, que forçou a maturação em algumas variedades, faz com que este não seja um ano muito favorável para a produção de cerejas. Se num ano positivo saem mais de 60 toneladas dos cerejais do concelho, a produção deste ano será consideravelmente inferior.

Sónia Martins

ÉVORA_27 NA AGENDA DO CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA DE EDUCAÇÃO, JUVENTUDE, CULTURA E DESPORTO

 A convite do Ministério da Cultura, o Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá fez ontem em Bruxelas uma apresentação sobre a nomeação de Évora como Capital Europeia da Cultura em 2027. Durante a reunião do Conselho da União Europeia de Educação, Juventude, Cultura e Desporto, Carlos Pinto de Sá apresentou o conceito e a proposta de Évora_27. 
Ao longo de dois dias, os ministros dos Estados-Membros da UE responsáveis pela educação, juventude, cultura e desporto reuniram-se em Bruxelas para debater uma série de temas, nomeadamente, a dimensão social de uma Europa sustentável para a juventude, o respeito pelos direitos humanos na organização de grandes eventos desportivos internacionais, e o Regulamento Liberdade dos Meios de Comunicação Social. 
Depois de, no dia anterior, o Conselho ter abordado questões relacionadas com a Juventude e o Desporto, na manhã de terça-feira, dia 16 de maio, o órgão europeu debruçou-se sobre a cultura e o audiovisual. A apresentação sobre Évora 2027, Capital Europeia da Cultura decorreu neste contexto. 
Durante a intervenção, Carlos Pinto de Sá salientou: “Com o ‘vagar’, ancorado na nossa identidade e de cariz universalista, com o nosso projeto identitário de Capital Europeia de Cultura, queremos ser protagonistas da transformação ecológica, reequilibrando o Ser Humano, o urbano e a Natureza, recentrando a arte, a cultura, o belo; da transformação digital com a inclusão de todos; de uma economia ao serviço das pessoas, retomando e dinamizando a economia circular; de outro modo de vida para a Europa, valorizando-o com o modo de vida alentejano; da democracia participativa na construção de uma Europa dos Povos, da amizade e cooperação, da Paz.” No final da apresentação, foi partilhado o filme promocional “Levem Évora!” 
Em 2027, duas cidades da União Europeia – Évora, em Portugal, e Liepāja, na Letónia, serão Capital Europeia da Cultura. Évora 2027 propõe o VAGAR – enquanto plena consciência de que nós, enquanto humanos, estamos sempre em relação com tudo o que nos rodeia – como resposta urgente de futuro para os desafios que a Humanidade enfrenta. Questionando a nossa posição de dominância, o VAGAR envolve coevolução, contenção, criação e construção, tempo e espaço, memoria e coletivo, resiliência e tensão e surge como “uma outra arte de existência”. 
Évora_27, Capital Europeia da Cultura, é promovida pela Comissão Executiva Évora 2027, liderada pela Câmara Municipal de Évora. Esta Comissão Executiva é ainda constituída pela Direção Regional de Cultura do Alentejo, Universidade de Évora, Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Alentejo, Turismo do Alentejo – ERT, Fundação Eugénio de Almeida e Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo – ARPTA. Évora_27 conta com apoio das quatro comunidades intermunicipais do Alentejo que representam os 47 municípios da região.


Castelo de Paiva | Música de Câmara com quinteto de sopros. ORQUESTRA DA COSTA ATLÂNTICA APRESENTA CONCERTO NA IGREJA DE SARDOURA


O terceiro concerto do ciclo de música de câmara da Orquestra da Costa Atlântica (OCA) na Rota do Românico está agendado para o próximo Sábado, 20 de Maio, às 21h30, na Igreja de Santa Maria de Sardoura, em Castelo de Paiva. O quinteto de sopros da OCA, sob a direcção artística de Luís Miguel Clemente, vai explorar as sonoridades dos compositores György Ligeti, Eurico Carrapatoso e Paul Taffanel.
Na temporada de 2023, o ciclo de música de câmara da OCA desenvolve-se sob o mote “Portugal e o Mundo: Encontro de Culturas na Música Erudita”. Com a curadoria artística do maestro Luís Miguel Clemente, o ciclo apresenta uma mescla de compositores e autores de diversos estilos e nacionalidades

A Orquestra da Costa Atlântica, foi fundada em 2015, com sede em Esposende, e reúne instrumentistas de elevado nível técnico e artístico numa formação de singular excelência no panorama musical português, sendo constituída por um efectivo de sessenta instrumentistas profissionais, a OCA pode ser reduzida ou expandida de acordo com as especificidades de cada programa de concerto. Desta forma, a orquestra pode interpretar um amplo repertório, que se estende do Barroco até à música contemporânea, bailados, óperas ou bandas sonoras de filmes, assegurando uma intensa e versátil actividade artística.

Em cada temporada, a OCA realiza uma série regular de concertos em diversas salas do país. Através da actividade concertística e da criatividade dos programas que apresenta, a orquestra cumpre uma função descentralizadora no acesso das pessoas à música erudita. Contribui ainda para a captação e formação de novos públicos, e gera um indiscutível valor cultural e social para as comunidades e território onde se apresenta.

O concerto em Santa Maria de Sardoura com duração de uma hora, tem entrada é livre, embora sujeita à lotação do espaço.

Carlos Oliveira

Região de Aveiro: Rios Vouga e Antuã - Intervenção nas margens para melhorar escoamento

 Rios Vouga e Antuã. Intervenção nas margens para melhorar escoamento
A limpeza e desobstrução de linhas de água para melhoria do escoamento dos caudais hidrológicos normais e extremos, foram os principais objetivos de um programa de Intervenções Estruturais e Controlo de Cheias nos rios Vouga e Antuã.
O Acordo de Parceria para a Realização de Obras de Conservação e Reabilitação da Rede Hidrográfica e Estuário da Ria de Aveiro foi assinado a 14 de Abril de 2014, entre a APA - Agência Portuguesa do Ambiente, I.P. e a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro.
A operação promoveu um conjunto de ações no âmbito da recuperação dos perfis marginais danificados em diversos locais das margens das linhas de água do rio Vouga (freguesias de São João de Loure, Angeja, Frossos, no Município de Albergaria-a-Velha e Esgueira e Eixo, no Município de Aveiro) e do rio Antuã (em Salreu, Estarreja).
A limpeza e reperfilamento do leito e margens de ambos os rios, permitiu o aumento da capacidade de escoamento e secção de vazão hídrica, regularização pontual da cota de coroamento marginal, protegendo os terrenos agrícolas confinantes e as infraestruturas.
Do projeto ainda fez parte a reconstrução do Pontão do Porto de Vacas nas margens do Antuã (em Salreu, Município de Estarreja), com o objetivo de elevar o nível da nova cota de coroamento dos taludes das margens e aumento do comprimento das mesmas para permitir executar uma nova secção de vazão.

Todas estas intervenções contribuíram para reforço das condições de segurança das populações e dos seus bens, evitando ou minorando as habituais cheias.
Com um custo total elegível de 1.170.701,53€, esta operação, realizada no âmbito do POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos/Portugal2020, contou com apoios da União Europeia (925.418,83€) e do Fundo Público Nacional (245.282,70€).

Investigação da Universidade de Coimbra serve de inspiração para exposição de artista visual

 

A investigação realizada no Centre for Functional Ecology - Science for People & the Planet (CFE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) serviu de base para a exposição “Atravessar a matéria do tempo” do artista Marcelo Moscheta, aluno de doutoramento de Arte Contemporânea no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.

A mostra, inspirada no estudo dos anéis das árvores, está integrada na 3.ª edição da Bienal Fotografia do Porto e pode ser visitada a partir de amanhã, 18 de maio, até 7 de julho, na cidade do Porto.

Esta exposição «aproveita o estado cru de imagens de laboratório, reinterpreta-as, reconfigura-as e acrescenta camadas de diferentes matérias, numa analogia ao sistema de transformação das células que sustentam a árvore e, por conseguinte, a vida», descreve o artista visual.

O resultado da residência artística, acolhida nos últimos meses pelo MedDendro Lab do CFE, integra um dos quatro núcleos expositivos da Bienal, o núcleo “Sustentar”, que promove a colaboração e troca de conhecimento entre artistas e cientistas, agentes sociais e culturais, municípios e empresas, para criar novos imaginários que possam contribuir para a promoção do desenvolvimento regenerativo das cidades.

A Bienal Fotografia, organizada e produzida pela Ci.CLO Plataforma de Fotografia e financiada pela Câmara Municipal do Porto e pela Direção-Geral das Artes, apresenta 70 artistas e 14 curadores de 27 países e transforma 14 locais no Porto em espaços dinâmicos e criativos com 123 “visit.ações” que inspiram os públicos a participar em Atos de Empatia artística.

O CFE é um dos parceiros estratégicos, tendo como especialistas convidados a coordenadora do centro, Helena Freitas, e os investigadores Cristina Nabais e Miguel Ferreira.

Mais informações sobre o evento aqui.

Sara Machado
Assessora de Imprensa
Universidade de Coimbra• Faculdade de Ciências e Tecnologia