quarta-feira, 24 de maio de 2023

O oxigénio e a explosão da evolução da vida na Terra

 A evolução da vida na Terra foi marcada pelo aumento do oxigénio na atmosfera e nos oceanos.
No início da formação da Terra, há 4,6 mil milhões de anos, havia muito pouco oxigénio gasoso (oxigénio molecular, O2). O oxigénio então existente estava combinado com outros átomos, como o hidrogénio, formando a água que hidratou o planeta ao longo da sua evolução.
E foi em meio aquático, nas ondas dos oceanos primitivos, que as primeiras formas de vida surgiram. As evidências fósseis mais antigas de microrganismos têm 3,6 mil milhões de anos. Não quer dizer que a vida não existisse antes. Quer dizer apenas que ou não deixou rastos ou ainda não os encontrámos. Aquelas formas de vida unicelulares pertencem ao grupo designado por cianobactérias.
As cianobactérias primitivas possuíam a capacidade de usar a luz solar com fonte de energia para efectuarem a fotossíntese. Nesta, o oxigénio presente nas moléculas de água é combinado para dar origem à molécula de oxigénio que se difunde pelas águas dos oceanos e para a atmosfera. O aumento de oxigénio molecular, produzido pela acção da vida, marcou a evolução da própria vida e mudou a química do planeta.
Há evidências geológicas que nos mostram como foi a evolução da concentração de oxigénio na história da Terra. Sabemos que o nível de oxigénio na atmosfera não aumentou linearmente. Muito pelo contrário. Durante os primeiros 3 mil milhões de anos depois do início da sua produção biogénica, a sua concentração na atmosfera permaneceu residual. Mas, há cerca de 2,4 mil milhões de anos, ocorreu o que é designado por primeiro grande evento de oxigenação (GOE, na sigla inglesa), e que é caracterizado por um primeiro aumento, mas tímido, no oxigénio atmosférico.
O oxigénio, produto da vida, foi-se primeiramente combinando com outras substâncias (como a pirite), presentes nos fundos oceânicos e na superfície dos solos terrestres. E este sequestro do oxigénio por diversas substâncias, ao longo de milhares de milhões de anos, impediu que ele estivesse disponível para ser usado para a complexificação da vida.
De facto, verificamos um longo "jejum evolutivo" durante cerca de 3 mil milhões de anos, com o surgimento de poucas novas formas de vida, que se mantiveram principalmente unicelulares ou vivendo em colónias.
Contudo, entre 850 a 550 milhões de anos atrás, algo mudou no planeta e a concentração de oxigénio disparou para cerca de 31% na atmosfera (10% a mais que o nível actual). E essa mudança oxidativa foi acompanhada por uma explosão evolutiva no horizonte da vida. No que é conhecido por explosão câmbrica, verificamos o surgimento de uma miríade de novas expressões de formas vivas muito diversas. Todos os antepassados das plantas e animais actuais surgiram nessa explosão, desencadeada pelo aumento brusco de oxigénio livre.
Não sabemos o que é que originou este grande aumento de oxigénio, designado por segundo grande evento de oxigenação. Mas geólogos da Universidade da Tasmânia, Austrália, descobriram que esse momento foi também acompanhado pelo aumento da disponibilidade de outros elementos e materiais para a vida nos oceanos. Os resultados da equipa liderada por Ross Large vão ser publicados em março na revista “Earth and Planetary Science Letters”.
 António Piedade

© 2014 - Ciência na Imprensa Regional / Ciência Viva
António Piedade
António Piedade é Bioquímico e Comunicador de Ciência. Publicou mais 700 artigos e crónicas de divulgação científica na imprensa portuguesa e 20 artigos em revistas científicas internacionais. É autor de nove livros de divulgação de ciência: "Íris Científica" (Mar da Palavra, 2005 - Plano Nacional de Leitura),"Caminhos de Ciência" com prefácio de Carlos Fiolhais (Imprensa Universidade de Coimbra, 2011), "Silêncio Prodigioso" (Ed. autor, 2012), "Íris Científica 2" (Ed. autor, 2014), "Diálogos com Ciência" (Ed. autor, 2015) prefaciado por Carlos Fiolhais, "Íris Científica 3" (Ed. autor, 2016), "Íris Científica 4" (Ed. autor, 2017), "Íris Científica 5" (Ed. autor) prefaciado por Carlos Fiolhais, "Diálogos com Ciência" (Ed. Trinta por um Linha, 2019 - Plano Nacional de Leitura) prefaciado por Carlos Fiolhais. Organiza regularmente ciclos de palestras de divulgação científica, entre os quais, o já muito popular "Ciência às Seis". Profere regularmente palestras de divulgação científica em escolas e outras instituições.

 APImprensa

 

Castelo de Paiva | “Concerto das três Bandas “ é a novidade da iniciativa. XVI Feira Social de Castelo de Paiva no fim de semana no Cais de Midões

*Assinatura do Protocolo Aldeias de Portugal

Castelo de Paiva volta animar-se no próximo fim de semana, com a realização da XVI Feira Social, uma iniciativa que, no âmbito do trabalho desenvolvido pela Rede Social, é promovida pela Câmara Municipal, com a colaboração das IPSS Locais – Instituições Particulares de Solidariedade Social e que tem como objectivo dar a conhecer o trabalho realizado pelas diversas entidades que, no território concelhio, trabalham na área social, assim como as dinâmicas de parceria que vão sendo criadas e fortalecidas durante a sua actividade.

O evento deste ano, que junta todas as IPSS existentes no concelho, tem lugar no espaço do Cais de Midões, território da Raiva, e apresenta uma organização enquadrada num modelo diferente, obviamente envolvendo todos os parceiros da Rede Social para a concretização de uma jornada social que ao longo de três dias, naquela zona ribeirinha do Douro, vai potenciar uma intervenção em diversas áreas de actividade, abrangendo crianças e jovens, seniores e cidadãos portadores de deficiência e outras parcerias.

Num tempo em que o gabinete local da Rede Social contabiliza mais de uma quinzena de anos de existência, com um trabalho notável, no âmbito do apoio e da solidariedade social junto da comunidade paivense, o presidente da edilidade, José Rocha evidencia o desejo de que este certame, este ano apresentado num local atractivo e formato diferente, volte a ser um êxito e que todos possam partilhar uma convivência saudável e feliz, manifestando depois, a vontade da Câmara Municipal, como entidade parceira, continuar a trabalhar em conjugação de esforços e recursos, para colmatar dificuldades, para minimizar e combater eficazmente a pobreza e a exclusão social e, ir ao encontro das pessoas mais necessitadas, considerando que, entender a responsabilidade social e apostar na valorização da condição humana é um dever de todos, enquanto cidadãos.

A feira arranca na Sexta Feira, dia 26 de Maio com uma Sessão de Abertura está agendada para as 15 horas, e contará com a presença do presidente da CM, José Rocha, e do director do Centro Distrital da Segurança Social de Aveiro, Fernando Mendonça, seguindo-se uma actuação da Academia de Música de Castelo de Paiva, e a assinatura do protocolo “ Aldeias de Portugal “, com palestra alusiva ao “ Douro, o Xisto e a História “, registando-se uma exibição da Academia de Dança de Castelo de Paiva PT Dance, acontecendo depois, o habitual périplo pelos espaços das IPSS e instituições e entidades presentes no certame.

Durante a noite está também marcada uma representação teatral do Grupo Cénico de Bairros, sendo que, ao nível da animação musical, está confirmada  a participação musical da Colectivo Capela e Festa Total .

    O programa para Sábado, dia 27, inicia-se com uma Caminhada Micas na aldeia de Midões, havendo missa e procissão na Capela de S. José,  sendo que, às 12h30 horas realiza-se mais uma edição do Festival das Sopas com a participação de 6 entidades, animado com o Grupo de Cantares da ACUP, e durante a tarde, regista-se a apresentação do livro  “ Aos que vieram, depois de nós “, com musica pela diferença e inclusão pela cultura, com a participação da Academia de Musica de Castelo de Paiva, Universidade sénior de Castelo de Paiva, Jardins de Infância de Sá e Oliveira do Arda, Rancho Infantil do CS do Couto Mineiro do Pejão, Projectos Micas e RIIA, bem como uma apresentação de Taekwondo e Rancho Folclórico da Nossa Senhora das Amoras.

  Ás 21 horas acontece o momento alto desta edição da Feira Social, com um concerto musical espectacular com a presença das três filarmónicas do concelho ( Bairros, Fornos e Mineiros do Pejão ), sendo que, o programa da noite será preenchido com a realização da sexta edição do Concurso “ Got Talent Castelo de Paiva 2023 “, cujo objectivo principal é potenciar a descoberta de novos talentos nas mais diversas áreas artísticas, sendo que, ao organizar este concurso, a Rede Social de Castelo de Paiva procura novos valores, gente que se possa distinguir nas mais diversas áreas artísticas e culturais, propondo-se também, dá-los a conhecer no concelho.

A programação de Domingo, dia 29, ultimo dia desta jornada social, é dedicada à Feira Agrícola Especial, com Aula de Zumba e Caminhada Aldeias de Portugal ( Midões e Gondarém ), com actuação da Academia PT Dance e Rancho Folclórico São Tiago a Rufar, para além da realização de vária actividades de diversão e entretenimento, nomeadamente a disponibilidade de diversos insufláveis, jogos, e distribuição de pipocas e algodão doce.

 

Carlos Oliveira

Mais de 2.100 pessoas aguardam vaga na Rede de Cuidados Continuados Integrados

Mais de 2.160 utentes aguardavam esta semana vaga para entrar na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), revelou hoje um dos elementos da comissão nacional de coordenação desta rede, reconhecendo a necessidade de mais respostas.
Numa audição na Comissão Parlamentar de Saúde, três elementos da Comissão Nacional de Coordenação da RNCCI foram ouvidos sobre as dificuldades sentidas pelas Unidades de Cuidados Continuados Integrados, a pedido do Chega.
Cristina Caetano, da Comissão Nacional de Coordenação da RNCCI, reconheceu que a lista de espera tem aumentado e que “tem sido difícil”, sublinhando que o utente que vai para esta rede precisa também de cuidados de saúde, não podendo as vagas ser ocupadas por pessoas que apenas precisam de apoio social.

Questionada sobre os casos sociais que aguardam nos hospitais, respondeu que a lista de espera destes casos ronda as 450 pessoas, mas sublinhou: “O utente que vai para a rede precisa de cuidados de saúde e apoio social. Não pode ser só apoio social. (…) Mas precisamos de mais respostas”.
A responsável disse que é feita uma monitorização semanal com a Segurança Social dos casos sociais referenciados, insistindo: “Os casos sociais no hospital não se esgotam com a resposta da segurança social, a própria familia pode-se estar a organizar para levar o utente”.
Sublinhou o “esforço de resposta” que tem sido feito, acrescentando que foram colocadas este ano 678 pessoas do hospital em resposta social(em 2022 tinham sido 1.678 e no ano anterior 2.175).
Sobre a resposta pública, disse que há sete unidades de convalescença no Serviço Nacional de Saúde, 20% é garantida por unidades privadas e o restante por Instituições Particulares de Segurança Social (IPSS), sendo 47 de Santas Casas da Misericórdia.
Por seu lado, Filomena Cardoso, do Conselho de Gestão da Direção executiva do SNS, reconheceu que a resposta nos cuidados continuados integrados “está longe de estar completa” e que o estudo feito sobre as necessidades em 2006 “ainda não está sequer atingido”.
Apontou o desinvestimento a partir de 2012, sobretudo nos programas modelares de apoio aos promotores que queiram aderia à rede.
“Foram encerradas unidades convalescença, foram desinvestidas. Eram resposta publica”, afirmou a responsável, explicando que, em termos públicos, só está prevista resposta para convalescença e paliativos.
A responsável insistiu que a RNCCI “não se destina a casos sociais”, mas sim a utentes que além de cuidados sociais precisam de cuidados de saúde.
“Os casos sociais dos hospitais terão de ter resposta no âmbito da resposta social”, acrescentou.
A propósito do valor pago pelo estado, que as unidades consideram insuficiente, disse que está a ser preparado um estudo sobre o financiamento nas Unidades de Longa Duração, para que se possa avaliar o custo de cada utente.
A responsável garantiu que o Governo “tem cumprido a portaria de preços”, explicando que parte do preço corresponde à segurança social e parte deve ser assumida pelos utentes, de acordo com a capacidade financeira: “É esta parte que tem estado em falha”.
Filomena Cardoso revelou ainda que, esta semana, começou a funcionar um grupo de trabalho - que inclui o novo coordenador do plano de envelhecimento ativo, a Direção Executiva do SNS, um elemento do gabinete do secretário de Estado da Saúde e o Instituto da Segurança Social - para estudar os cuidados de longa duração para os mais idosos, “para articular as respostas no terreno e tornar a mobilidade do utente mais ágil”. Acrescentou que este trabalho deverá estar concluído a meio de setembro.

Região de Aveiro: Até sempre moliceiro José Rebesso

 Presença inconfundível também na anual Grande Regata da Região de Aveiro, faleceu aos 83 anos José Rendeiro, o mais antigo arrais de barco moliceiro em atividade na Ria de Aveiro.
E, em cada nova edição, sempre repetia jovial o seu lema de vida: “Enquanto eu puder, não quero outra coisa”.
Cedo ao leme destas embarcações, mais recentemente era vê-lo nos dias de concurso de regatas, em despique de brios e bairrismos, mantendo sempre o traço inconfundível da sua simplicidade, simpatia e alegria.
Natural da Murtosa, ‘Ti Zé Rebesso’, como era universalmente conhecido, foi emigrante no Canadá. Ao voltar, retomou a atividade de arrais e tornou-se um dos resistentes que ajudaram a salvar a embarcação tradicional da laguna quando correu sérios risco de extinção, tão escassos eram os exemplares a navegar.
Presença assídua nas regatas e concursos, José Rendeiro foi igualmente guia de muitos visitantes. Deixa memória aos seus contemporâneos e aos vindouros.
A Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro endereça à Família enlutada sinceros votos de pesar pela perda deste “camarada” generoso e que tanto estímulo deu aos que ainda hoje teimam em remar a favor da maré do Moliceiro, agarrados ao seu exemplo e paixão.

Gabinete de Comunicação da CI Região de Aveiro
Simão Santana
[Adjunto do Presidente | Deputy of the Mayor]

RECESSAP promove intercâmbio para jovens europeus

  
> A Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa promovem um intercâmbio para jovens europeus sobre artes relacionadas com a Semana Santa.
> A Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa está a promover entre os dias 23 e 28 de Maio um projecto de intercâmbio cultural inserido no programa Erasmus+ no qual participam cerca de trinta jovens de Espanha, Turquia, Roménia, Sérvia, Croácia, Itália, Dinamarca e Eslovénia.
Com a denominação de “Paths4Crafts: Cultural entrepeneurship”, o projecto decorrerá em Priego de Córdova e inclui visitas a ateliers e oficinas de artesãos de Cabra, Lucena e Utrera. Trata-se de um projecto de mobilidade para jovens no âmbito da acção 1 do Programa Erasmus+.
 
Os intercâmbios culturais e educativos entre jovens assumem um papel muito importante na Rede Europeia, pois proporcionam a partilha de cultura e conhecimentos dentro da Rede. Este programa tem por intuito fomentar a colaboração entre profissionais da área da cultura através da realização de actividades baseadas na educação não formal e criação de redes, impulsionar o debate e o intercâmbio numa perspectiva multidisciplinar e intercultural entre as diversas expressões culturais e artísticas em vários países europeus.
 
Este projecto dirige-se a jovens interessados em ampliar a sua formação em arte sacra e outras artes relacionadas com a Semana Santa e Páscoa. O programa inclui espaços para o intercâmbio de boas práticas, oficinas de partilha de tradições e visitas a ateliers de profissionais.
 
Nas visitas programadas no âmbito deste projecto, os jovens terão oportunidade de visitar na cidade de Utrera o atelier de Bordados de Imaculada García-Rayo e o atelier de escultura de Encarnación Hurtado, assim como, o atelier do pintor e criador de audiovisual Antonio Ledesma. Na localidade de Cabra vão à oficina de cera Lama e, finalmente, à oficina de ourivesaria Gradit em Lucena. Os jovens também terão oportunidade de conhecer as tradicionais festividades dos domingos de Maio de Priego de Córdova.
 
Ainda integrado no programa terão lugar ateliers, que através de trabalho em grupo, terão por fim a elaboração de um documento de boas práticas para promoção das artes tradicionais a ser aplicado a todos os países participantes.
 
Igualmente, os jovens partilharão experiências, vivências e características da Semana Santa e Páscoa das suas regiões e desenvolverão dinâmicas para avaliar, reflectir e debater sobre os aspectos deste intercâmbio com o fim de melhorar projectos futuros.
 
A finalizar o programa, será apresentado e entregue a todos os participantes o documento de boas práticas que ficará como resultado deste intercâmbio e instrumento de reconhecimento europeu dos resultados de aprendizagem adquiridos em projectos do programa Erasmus+.
 
Mais sobre a Rede Europeia
A Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa foi criada em 2019 e faz parte da Fundação Italiana Federico II, representando os municípios de Palermo e Caltanissetta, da Sicília, Itália; o município de Birgu, em Malta; a Comissão de Quaresma e Celebrações da Semana Santa, em Braga, Portugal; as Representações da Paixão de Cristo, em Skofja Loka, Eslovénia; os municípios que fazem parte da rota Caminos de Pasión (Alcalá la Real em Jaén, Baena, Cabra, Lucena, Priego de Córdoba e Puente Genil em Córdoba e Carmona, Écija Osuna e Utrera em Sevilha). Também dentro da geografia espanhola encontramos Orihuela em Alicante; Lorca, em Múrcia e Viveiro, em Lugo.
 
Esta Rede tem como objetivo promover e divulgar o património cultural, tanto material como imaterial, relacionado com as comemorações da Semana Santa e da Páscoa, através de ações que valorizem este património, promovam o desenvolvimento turístico sustentável e contribuam para a salvaguarda do património imaterial através de trabalhos científicos e de investigação. Da mesma forma, o seu principal objetivo é unir forças e sinergias para consolidar um modelo de estudo, salvaguarda e divulgação do património das tradições da Semana Santa e da Páscoa na Europa.

Abel Rocha
Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga

Aula aberta | Dança para Pessoas com Doença de Parkinson | 3 junho

Sábado, 3 de junho de 2023, às 14h30
O CNS | Campus Neurológico retoma o projeto Dança para Pessoas com Doença de Parkinson. 
A dança é uma forma de actividade física estruturada, cujo benefício na doença de Parkinson tem sido reconhecido nos últimos anos. A literatura recente sugere que a dança é uma forma de exercício acessível, com benefício na mobilidade e no bem-estar nos estágios iniciais e moderados da doença. Aliado ao exercício aeróbico e fortalecimento muscular, a dança possibilita ainda expressão criativa, estimulação social e cognitivo através de treino da atenção e de actividades de dupla tarefa.    

Esta iniciativa será coordenada pela Dra. Sofia Martins, professora de dança, dançarina e performer. É também licenciada em Psicologia com formação em Neurociências e experiência na área da saúde mental. Após o mestrado em Neurociências, aliou a psicologia à dança e desenvolveu um programa, através do qual fornece ferramentas neurocognitivas e motoras para o trabalho com a dança e o movimento.  

Convidamos todas as pessoas com Doença de Parkinson a participar na aula aberta, online, que se irá realizar sábado, dia 3 de junho, às 14h30.


Para mais informações https://www.neuroscienceofdance.co/

CNS | CAMPUS NEUROLÓGICO

O MUNICÍPIO DA COVILHÃ A IMPLEMENTA O PROGRAMA “ALDEIAS SEGURAS PESSOAS SEGURAS” EM VÁRIAS ALDEIAS DO CONCELHO DA COVILHÃ.


O programa “Aldeias Seguras Pessoas Seguras” têm por objetivo a proteção de pessoas localizadas na interface urbano-florestal, através da implementação e gestão de zonas de proteção e locais de refúgio nos aglomerados, bem como da sensibilização das populações para a prevenção de comportamentos de risco e para a adoção de medidas de autoproteção e de preparação face a incêndios rurais, por forma a reforçar a sua segurança.
Neste âmbito são desenvolvidas ações nos seguintes níveis:

• Proteção aos aglomerados – ações que visem a gestão de zonas de proteção aos aglomerados localizadas na interface urbano-florestal, de modo a reduzir a possibilidade de afetação das edificações por incêndios rurais;

• Prevenção de comportamentos de risco – ações de sensibilização destinadas a reduzir o número de ignições causadas por comportamentos de risco associados ao uso do fogo;

• Sensibilização e aviso à população – ações visando sensibilizar e informar a população acerca do risco de incêndio rural vigente e das condutas de autoproteção a adotar em caso de possibilidade de aproximação de um incêndio rural;

• Evacuação de aglomerados – ações destinadas a preparar e executar uma evacuação espontânea ou deliberada de um aglomerado face à aproximação de um incêndio rural;

• Locais de abrigo e de refúgio – ações destinadas a selecionar e preparar espaços ou edifícios de um determinado aglomerado para servirem de abrigo (em espaço fechado) ou refúgio (em espaço aberto) durante a passagem de um incêndio rural, nos casos em que tal seja a opção mais viável ou a única possível.

Programa do evento Trigais - Aldeia Segura:

No próximo sábado, dia 27 de maio, pelas 14:00 será apresentado o programa “Aldeias Seguras Pessoas Seguras”, na aldeia de Trigais - Erada, com o seguinte programa:

- Apresentação Programa “Aldeias Seguras Pessoas Seguras” - ANEPC

- Proteção de aglomerados - Rede Secundária - GNR

- Plano de Evacuação - Locais de Refúgio - aldeia Trigais - SMPC

- Designação do Oficial de Segurança Local e o seu substituto.