domingo, 9 de fevereiro de 2025

Na reunião de Câmara de quarta-feira, dia 5 de fevereiro. Município aprova Regulamento do Conselho Municipal de Agricultura de Cantanhede

 
A Câmara Municipal de Cantanhede aprovou o regulamento do Conselho Municipal de Agricultura de Cantanhede (CMAC), na quarta-feira, dia 5 de fevereiro, que visa fortalecer o setor agrícola do concelho, através da cooperação, do investimento e da fixação de jovens agricultores, promovendo o desenvolvimento sustentável e a coesão territorial.
O documento, que foi aprovado em reunião de Câmara, segue agora para votação pela Assembleia Municipal, após ter sido submetido a um período de consulta pública de 30 dias. Durante esse período, não foram apresentadas sugestões.
“A agricultura é uma área que cada vez mais tem de estar na ordem do dia. Passou por fases menos boas, mas estamos num momento de mudança. O Conselho Municipal de Agricultura de Cantanhede é uma ferramenta essencial para provocar essa transformação, para promover o desenvolvimento agrícola e a valorização do setor. Esse esforço também se traduziu na criação do Gabinete de Apoio ao Agricultor, visando dar suporte direto aos agricultores e fortalecer a agricultura local”, sublinhou o vereador com o pelouro dos Recursos Naturais, Desenvolvimento Agrícola e Florestal, Adérito Machado.
O CMAC pretende estimular a reflexão e o debate, promover a troca de conhecimento, e facilitar a articulação, coordenação, informação e cooperação entre entidades que atuam ou estão envolvidas nas atividades do setor primário no concelho de Cantanhede.
Após ser feita uma análise, a ideia é identificar linhas estratégicas para potenciais investimentos que possam aprimorar as dinâmicas económicas, bem como otimizar e valorizar os produtos e subprodutos das explorações presentes no território.
Nesse sentido, a sua atuação abrange diversas frentes, nomeadamente procurar soluções para os desafios na gestão de explorações agrícolas e pecuárias e promover boas práticas em saúde animal, sustentabilidade e preservação ambiental.
Estimular a discussão sobre aproveitamentos hidroagrícolas, simplificar processos de licenciamento e contribuir para o aprofundamento do conhecimento da situação do setor primário na área do concelho, através da consulta e partilha de informação entre todas as entidades que o compõem.
O CMAC é composto pelo vereador responsável pela área agrícola, que preside, além de representantes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), do departamento da Câmara Municipal de Cantanhede responsável pelo Gabinete Municipal de Apoio ao Agricultor, e do chefe da respetiva divisão. Inclui ainda representantes da Associação Empresarial e Comercial de Cantanhede, da AD elo - Associação de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego, das organizações e associações dos setores agrícola, pecuário e apícola com presença no concelho, da Assembleia Municipal, e de uma junta de freguesia do Município.

sábado, 8 de fevereiro de 2025

Opinião: ADASCA confinada há 18 anos

 

O título deste artigo pode causar alguma estranheza: todos sabemos o que significa a palavra confinado vs. confinada. Este tema é delicado, vou procurar ser o mais claro e simples para ser compreendido, tendo em conta que nem todos os leitores lhes assiste o mesmo padrão de conhecimento. Dos diversos dicionários que consultei o da Infopédia Porto Editora, é na minha opinião, o mais elucidativo, sobre o sentido do editorial:
1.diz-se de espaço ou terreno circunscrito por certo(s) limite(s)
2.que está impossibilitado de sair de certo espaço ou de ultrapassar dado(s) limite(s)
3.encerrado;enclausurado
4.figurado que não é abrangente; específico; limitado.
Quando surgiu a ADASCA há 18 anos, nos primeiros dois anos de existência, para nos darmos a conhecer junto das comunidades de cada Junta de Freguesia, achámos por bem desenvolver um conjunto de iniciativas, a começar por rastreios englobando diversas áreas, em conjunto com algumas entidades, incluindo a maior feira de saúde de sempre realizada em Aveiro, no Mercado Manuel Firmino, numa parceria com a Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA, com a qual ainda hoje mantemos um protocolo), Câmara Municipal, tendo sido convidado o INEM de Coimbra e os Bombeiros Novos de Aveiro, no tempo em que o Dr. Miguel Fernandes era vereador dos Mercados (?), com alguma controvérsia pelo meio.
Dados relativos à população das freguesias que constituíam o concelho de Aveiro antes da Reforma Administrativa de 2013: Aradas, Cacia, Eirol, Eixo, Esgueira. Glória, Nariz, Nossa Senhora de Fátima, Oliveirinha, Requeixo, Santa Joana, São Bernardo, São Jacinto, Vera Cruz. Hoje a ADASCA apenas realiza três sessões por ano para a dádiva de sangue em Cacia, a todas as outras sempre esteve e continua impedida de se deslocar, por decisão do CST de Coimbra, com a exceção da União das Freguesias de Glória e Vera-Cruz, onde está localizada a sua sede.
As justificações que foram dadas, e continuam pelo CST de Coimbra nunca nos convenceram, o mesmo já não acontece com uma associação do género da ADASCA de um concelho limítrofe. Esta a razão de ser do título deste artigo: ADASCA confinada há 18 anos.
Interesses estranhos defendidos há anos pelo CSTC em prol de outrem, que devem ser averiguados pelo Conselho Directivo do IPST, e colocar um ponto final na promiscuidade que reina neste campo. Esta é uma das razões, que me tem motivado a alertar os dadores de sangue deste concelho: Abram os olhos.
Quantos mais dadores a ADASCA tiver no seu Posto Fixo residentes naquelas freguesias onde estamos impedidos de nos deslocarmos, mais a outra associação do concelho limítrofe, consegue nas suas brigadas aos domingos. Quando me perguntam se não é tudo para o mesmo, eu respondo que sim, mas, não é tudo o mesmo. Se estes impedimentos não se traduzem em promiscuidade, então o que é? Na verdade a ADASCA é única do género existente neste concelho. Vamos exemplificar: O leitor habita numa casa com seis divisões, mas, só pode deslocar-se ao WC, cozinha e quarto de dormir… a que conclusão chega?
Caros amigos, não existe falta de sangue conforme alguns apelos fazem querer. Existe sim, falta de aproveitamento dos dadores que comparecem nas nossas brigadas, porque nem sempre são todos atendidos. Quem faz o contraditório? O actual modelo do IPST não se tem adaptado à evolução dos tempos, concluo que estagnou. Estamos atentos a algumas movimentações, que contribuem para a nossa inquietação e instabilidade. As decisões tomadas nos gabinetes nem sempre encaixam com as realidades no terreno.
Não somos nós que contribuímos para a redução de dadores, bem pelo contrário. Estamos disponíveis para falarmos sobre este assunto. Não compliquem mais a nossa missão, deixem-nos trabalhar. Quem esconde o quê?

NB: Em breve a ADASCA vai realizar as suas sessões para a dádiva, todas as 4ª.s e 6ª.s feiras entre as 15 e as 19 horas no Mercado Manuel Firmino. Acompanhem o nosso site www.adasca.pt ou pelo 964 470 432.

Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

COMUNICADO: DGARTES lança Call para comunicações sobre projetos de inclusão pela prática musical


A Direção-Geral das Artes (DGARTES), no âmbito do Programa Iberorquestras Juvenis, lançou hoje uma Call para comunicações sobre projetos de inclusão pela prática musical que pretendam apresentar-se nos Encontros Exploratórios, evento que decorrerá dias 25 e 26 de março, em Arronches, concelho do Alto Alentejo.

A Call destina-se a orquestras juvenis, escolas de música, associações culturais, projetos comunitários e outras entidades e projetos que trabalhem a inclusão através da música. Uma oportunidade única para partilhar experiências, divulgar boas práticas e contribuir para o debate sobre a prática musical como ferramenta de inclusão.

A participação é gratuita e representa uma oportunidade única para integrar um espaço de partilha e reflexão sobre a música como motor de transformação social.

Formulário e requisitos de candidatura podem ser consultados aqui.

*Catarina Correia

Projeto BORA! vai às escolas de Viseu Dão Lafões promover a mobilidade sustentável

Iniciativa da CIM Viseu Dão Lafões sensibiliza jovens para a importância de adotarem hábitos de vida saudáveis e sustentáveis.

A CIM Viseu Dão Lafões vai organizar, na próxima semana, atividades de promoção do uso do Sistema Público de Bicicletas Partilhadas BORA! junto da comunidade escolar. A iniciativa acontece em parceria com os agrupamentos de escolas da região.
Depois do sucesso de uma iniciativa idêntica, que se realizou na EB Ferreira Lapa, no Sátão, o programa vai agora percorrer outras escolas do território, incentivando os jovens a optarem por meios de mobilidade suave e a adotarem hábitos de vida saudáveis e sustentáveis.

Durante as sessões, em horário letivo, os alunos terão a oportunidade de conhecer melhor o funcionamento do sistema BORA!, explorar as vantagens do uso da bicicleta no dia a dia e participar em jogos interativos sobre segurança rodoviária e mobilidade sustentável. O programa inclui ainda a atividade "Postcard to the Mayor", na qual os jovens podem apresentar sugestões para melhorar a mobilidade na sua comunidade, que serão entregues aos autarcas respetivos e à CIM Viseu Dão Lafões.

A iniciativa arranca no dia 10, nos Agrupamentos de Escolas (AE) Grão Vasco (Viseu) e Penalva do Castelo, seguindo-se, no dia 11, os AE Oliveira de Frades, Tomaz Ribeiro (Tondela) e a EB Aquilino Ribeiro (Vila Nova de Paiva). No dia 12, as atividades decorrem na AE Aguiar da Beira, na Escola Gomes Eanes de Azurara (Mangualde) e na AE Castro Daire e, no dia 13, nos AE Vouzela e Campia e Santa Comba Dão, terminando, no dia 14, nos AE Santa Cruz da Trapa (São Pedro do Sul) e Canas de Senhorim (Nelas).

Com esta iniciativa, desenvolvida no âmbito da rede Europeia Econneting, a CIM Viseu Dão Lafões reforça o seu compromisso na promoção de um território mais sustentável e na sensibilização das novas gerações para formas de mobilidade urbano-rural mais ecológicas e seguras.


Sobre a CIM Viseu Dão Lafões:
A CIM Viseu Dão Lafões é uma associação de municípios, denominada como Comunidade Intermunicipal, sendo constituída pelos municípios de Aguiar da Beira, Carregal do Sal, Castro Daire, Mangualde, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão, São Pedro do Sul, Sátão, Tondela, Vila Nova de Paiva, Viseu e Vouzela.

*Miguel Fernandes
Gabinete de Comunicação CIM Viseu Dão Lafões

**Filipe Santos
Assessoria de Imprensa


𝗥𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 / 𝗘𝘅𝗽𝗼𝘀𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 ‘𝗨𝗺𝗯𝗿𝗮’ 𝗱𝗲 𝗛𝘂𝗴𝗼 𝗖𝗮𝗻𝗼𝗶𝗹𝗮𝘀, 𝗲𝗺 𝗩𝗶𝘀𝗲𝘂 @𝗩𝗡𝗕𝗠


[RESIDÊNCIA E INAUGURAÇÃO]  HUGO CANOILAS
Umbra, é uma exposição de  Hugo Canoilas, resultado da sua residência, em Viseu, durante 3 períodos distintos, a convite da  VNBM - arte contemporânea. O artista descreve a sua auscultação e  intervenção neste território como:
(...) recebi um espectro enorme de possibilidades que auscultei e recolhi tanto quanto o meu corpo podia alojar. Como na teoria da cesta de Ursula K. le Guin, vim com uma abertura ao que nos rodeia de forma a agir com sem a necessidade de forças exteriores, sobretudo, sem a necessidade de recorrer ao círculo vicioso da vontade dos humanos que deseja tudo compreender, que pretende tudo dominar e destruir.
A cesta é um receptáculo onde converge(m) o nosso interior com o meio que nos rodeia que nos estimula o olhar atento que reflecte no nosso interior.
A organização da cesta  é o que devolve as experiências vividas como obra. É uma história que pode não se resolver,e que não precisa de um fim precipitado, semelhante a qualquer outra ficção - com um herói - um homem branco que salva tudo e todos no fim, como se nós pudéssemos desligar ou continuar alienados do mundo que nos envolve.
A ficção que procuramos aqui é interior e vai-se construindo, uma e outra vez, em função do que conseguimos recolher na cesta.
 
Em Viseu, enquanto caminhava, recolhi  uma sombra numa pedra, um detalhe numa pintura no Museu Grão Vasco, uma peça de artesanato negra com brilhos metálicos como grafite, a paisagem da Serra da Arada, o restaurante lá atrás com as esculturas de madeira do Sr. Zé com a luz amarela sobre o tecto em xisto, que com os seus 95 anos afirmou quando me viu pela primeira vez: Então também é um apaixonado por pedras!
 
Moldámos com barro negativos de objetos de proveniências diversas da casa onde fiquei hospedado, a pedra escrita do período megalítico, mas também uma das intervenções sulcadas em granito que jazem nas ruas do centro histórico.
 
Trabalhei com o Luís e o Zé, Oleiros tradicionais de Molelos, que muito generosamente quiseram contribuir com a sua capacidade técnica e trabalho para a materialização das minhas ideias e intenções. (...)
 
O texto integral do artista encontra-se no anexo Dossier Hugo Canoilas.
Detalhe de um desenho de Hugo Canoilas. Viseu, janeiro de 2025. Imagem: Cortesia do artista  
INAUGURAÇÃO 15 FEV
sábado, 17.30 [Entrada gratuita]
VNBM – Pólo I – Viseu, Rua Senhora da Boa Morte 16-22
VNBM – Pólo II – Viseu, Rua Augusto Hilário, 13-27
 
VNBM - ARTE CONTEMPORÂNEA 
Viseu
www.vnbm.pt

Na Reunião Pública de Câmara de 05/02/2025. APRESENTADA PROPOSTA DE REVISÃO DO PLANO DE URBANIZAÇÃO DE ÉVORA

 
Responder aos desafios e às necessidades de desenvolvimento de Évora, preocupações ambientais, mobilidade, colmatação urbana com qualificação do espaço público, oferta habitacional acessível e revitalização do Centro Histórico, são prioridades assumidas na proposta de revisão do Plano de Urbanização de Évora (PUE), apresentada aos eleitos na Reunião Pública de Câmara.
A apresentação foi efetuada em discurso direto pela equipa técnica que teve a cargo a conceção do PUE. Liderada pelo Professor Jorge de Carvalho, urbanista com vasta experiência e conhecimento profundo do Concelho de Évora, a equipa teve a participação de especialistas do corpo docente da Universidade de Évora, e integrou técnicos municipais especialistas em urbanismo e ordenamento do território.
Ficou evidente a demonstração de um PUE que corresponde às indicações previamente apontadas pelos responsáveis municipais: um plano inovador, que abre caminho ao desenvolvimento económico e social, e que se enquadra no planeamento estratégico global do Município, sendo exemplo a estreita articulação com o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável de Évora (PMUSE) e a Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas. Foi ainda referida a participação de instituições representativas da população, e até de crianças, com contributos relevantes.
O PUE será, de seguida, apresentado publicamente a instituições e à população, aguardando-se que os interessados possam analisar, discutir e elaborar contributos para a proposta de Plano. No seguimento, a Câmara Municipal deverá definir o calendário das fases seguintes.
Nesta Reunião Pública mereceu ainda destaque o conhecimento e apreciação do Relatório da Feira de S. João 2024, do 17º Relatório Semestral do Planeamento Financeiro / dezembro 2024, e ainda das verbas recebidas do Fundo de Financiamento da Descentralização, no domínio da Educação e dos encargos efetivos do Município com pessoal não docente, que originou um défice de € 1,7 milhões de euros.

*Henrique Oliveira

 

Requalificação de habitações em Bairros Sociais avança a bom ritmo em Castelo de Paiva

O Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, José Rocha, e a Vereadora Liliana Vieira visitaram a obras da empreitada do Bairro Social da Póvoa, na União de freguesias da Raiva, Pedorido e Paraíso, no âmbito do projeto de reabilitação das habitações sociais municipais.
Esta iniciativa contempla a requalificação de 30 habitações de diferentes tipologias, nos Bairros Sociais da Póvoa, de Curvite, de Oliveira do Arda e da Raiva.
A requalificação decorre ao abrigo do Programa 1.º Direito no âmbito do investimento “integralmente comparticipado” pelo PRR - Plano de Recuperação e Resiliência, num valor superior a 3 milhões de euros.
A requalificação dos 30 fogos habitacionais em diversas freguesias do concelho, está integrada na Estratégia Local de Habitação do Município de Castelo de Paiva e reflecte o compromisso da Câmara Municipal de Castelo de Paiva em continuar a desenvolver políticas que visem a valorização da habitação social e a melhoria do bem-estar dos seus munícipes.

*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações-Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa