terça-feira, 24 de junho de 2025

Marinha Grande | PRAIA DA VIEIRA RECEBE FESTA DA SARDINHA

 O Largo dos Pescadores, na Praia da Vieira, volta a ser palco da Festa da Sardinha, que decorre nos dias 27, 28 e 29 de junho, com muita animação, gastronomia tradicional e espetáculos para toda a família, numa organização do Município da Marinha Grande.
A Festa da Sardinha promete três dias de convívio, cultura, música e sabores típicos, junto ao mar, celebrando a identidade local e o dinamismo das coletividades da freguesia de Vieira de Leiria.
A gastronomia será, como sempre, um dos pontos fortes da festa, com destaque para a tradicional sardinha assada, entre outras iguarias locais.
O programa é o seguinte:

27 de junho . sexta-feira
19h00 – Abertura da gastronomia
19h30 – Atuação do organista Nelson Marto
21h30 – Espetáculo com Henrique Matos e bailarinas
23h00 – Animação com os DJs Two Bro Djs

28 de junho . sábado
12h00 – Abertura da gastronomia
12h30 e 15h30 – Animação de rua itinerante com os “Trinca Espinhas”
21h30 às 01h00 – Concerto com a banda Katedral Music

29 de junho . domingo
11h00 – Abertura da gastronomia
11h30 – Espetáculo musical infantil com o Professor Idalécio
13h00 às 15h00 – Animação itinerante com as Concertinas da Caranguejeira

As tasquinhas e espaços de venda alimentar serão dinamizados por diversas associações da freguesia, nomeadamente:
ADPV – Associação para o Desenvolvimento Sócio Cultural da Praia da Vieira
Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria
CRPI – Comissão de Reformados, Pensionistas e Idosos de Vieira de Leiria
IDV – Industrial Desportivo Vieirense
Jardim dos Pequeninos - Associação de Promoção Social
C.R.C.J.C.A. – Centro Recreativo e Cultural Juventude Casal D’Anja
G.D.C.A.C. – Grupo Desportivo Casa Águia Competição
Apoio: Junta de Freguesia de Vieira de Leiria
*Gabinete de Comunicação e Imagem

Marinha Grande | REABILITAÇÃO DA RUA DAS SORRAIPAS E DA PASSAGEM HIDRÁULICA DA RIBEIRA DO TECELÃO EM CURSO

Está a decorrer a obra de reabilitação da passagem hidráulica da Ribeira do Tecelão, localizada na Rua das Sorraipas, no lugar da Amieirinha, concelho da Marinha Grande. A intervenção implica um investimento da Câmara Municipal da Marinha Grande no valor de 182.685,72 euros.
Esta obra é fundamental para prevenir problemas de escoamento e inundações, reforçando a resiliência urbana e a qualidade de vida da população local, além de contribuir para a segurança e sustentabilidade da infraestrutura viária.
A intervenção tem como principal objetivo melhorar a drenagem pluvial da zona, assegurando um escoamento mais eficiente das águas e restabelecendo as condições adequadas das linhas de água existentes. Pretende-se minimizar o impacto ambiental e salvaguardar o edificado já existente.
Entre os principais trabalhos a realizar, destacam-se:
Construção de redes de abastecimento de água, drenagem de águas residuais domésticas e pluviais e rede de gás;
Pavimentação da via, incluindo sinalização vertical e marcas rodoviárias;
Execução de movimentos de terras e outros trabalhos complementares inerentes ao tipo de intervenção.
*Gabinete de Comunicação e Imagem

Entre 26 e 27 de junho, na Católica Porto Business School. Internacionalização de instituições do ensino superior em debate em workshop da Fundação Europeia para o Desenvolvimento da Gestão

 Simon Mercado (Professor de Higher Education Leadership & Management, ESCP Business School) e Julie Perrin-Halot (Associate Dean for Quality, Accreditations, Strategic Planning and Sustainability e Grenoble Ecole de Management) são dois dos oradores da terceira edição anual do workshop “Re-thinking Internationalisation” da European Foundation for Management Development (EFMD) que se vai realizar, este ano, na Católica Porto Business School. O workshop decorre nos dias 26 e 27 de junho.
"A evolução dos modelos de internacionalização tem vindo a dar lugar a novas formas de atuação mais centradas na responsabilidade e no impacto. Este workshop é um espaço essencial para repensarmos estratégias alinhadas com os grandes desafios globais e com a nossa missão de formar líderes com consciência ética e visão global,” explica a diretora adjunta para a Global Education da Católica Porto Business School, Rita Ribeiro. O workshop convida os participantes a repensar e a adaptar as suas abordagens de internacionalização à luz de transformações demográficas, avanços tecnológicos e um cenário global cada vez mais instável.
A sessão vai ser co-facilitada por dois especialistas de renome: Simon Mercado (Professor de Higher Education Leadership & Management, ESCP Business School) e Julie Perrin-Halot (Associate Dean for Quality, Accreditations, Strategic Planning and Sustainability, Grenoble Ecole de Management), e contará com contributos de diversos profissionais do sector e estudos de caso de instituições como a ESCP, GEM, e UFP Barcelona School of Management, entre outras. É dirigido a profissionais com responsabilidade na definição e implementação da estratégia de internacionalização das suas instituições, oferecendo ferramentas para navegar os novos desafios do setor.
 
Este workshop da EFMD insere-se num calendário restrito de formações avançadas para líderes académicos e institucionais, tendo já passado por escolas de topo como a Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona. A EFMD é ainda a organização que atribui a acreditação EQUIS, uma das três distinções internacionais que compõem o estatuto “Triple Crown”, partilhado por apenas 1% das escolas de negócios em todo o mundo, e do qual a nossa Escola faz parte, com acreditações EQUIS, AMBA e AACSB.
 
 
*RAQUEL BELO
Communication Consultant


Rocketmen com quase dois meses de atividades paralelas

 Para além dos três dias de Festival no Jardim da Sereia e Praça da República, de 31 de julho a 2 de agosto, o espírito do Rocketmen toma conta da cidade e do país muito antes, com uma programação multidisciplinar que começa a 4 de julho e se prolonga até 29 de agosto.
 
O festival transcende a música, promovendo uma diversidade de iniciativas culturais, desde cinema, DJ sets, exposições de arte e performances teatrais, envolvendo várias instituições da cidade.
 
A programação multidisciplinar do Rocketmen conta com:
 
- 5, 12 e 26 de julho, Festas no Pinga Amor;
 
5 de julho: DJ Set Daniel Alves/ Voraus. Albicastrense de coração e com uma costela suíça, Daniel Alves é designer gráfico residente em Coimbra, apaixonado por música - especialmente vinil - com destaque para o Punk Rock 77
 
12 de julho: DJ Set Ricardo Jerónimo/ Blue House. Músico e produtor cultural português, natural de Coimbra, conhecido sobretudo como membro fundador da banda Birds Are Indie e como figura central da Blue House, uma estrutura multifacetada dedicada à música independente
 
26 de Julho: DJ Set Rui Ferreira/ Lux Records. Editor, promotor, colecionador e radialista. A sua dedicação à música tem moldado o panorama cultural da cidade ao longo de décadas
 
- 12 de julho, Matinée no Bar FUTURO com vários DJ’s;
 
- 18 e 19 de julho, Festival M com Concertos na Praia Fluvial de Torres do Mondego de The Baby Seals (UK), Oruâ (Brasil), Idiotheque (Portugal, Reino Unido, França, Espanha e Israel), Lunamotos (México), Majak Door (Austrália) e Gana (Portugal);
 
- 24 de julho, Conversa Literária no Pinga Amor com os autores Wagner Merige (do livro Um Furacão em Lisboa, baseado no tempo em que Madonna viveu na capital portuguesa) e Rita Nabais (do livro A História do Rock), com moderação de Paulo Lima;
 
- 25 e 26 de julho, Projeção dos Documentários, na Casa do Cinema de Coimbra, Enterrado na Loucura – Punk em Portugal 78-88, 1a e 2a Vaga, de Hugo Conim e Miguel Newton. Documentário, dividido em duas partes, sobre os primórdios do punk em Portugal, iniciado no final da década de 1970;
 
- 30 de julho, Concerto no Salão Brazil de Drastiks e The Pages. The Pages foram inicialmente pensados para homenagear os Secret Affair, criando para o efeito um estilo dentro do conceito Mod Revival/Power Pop. Os Drastiks de Coimbra personificam o real underground da cidade e do seu cruel subúrbio;
 
- 1 de agosto, Concerto no palco “Verão a 2 Tempos”, na Praça do Comércio, com Carlos
Raposo (viola campaniça e eletrónica). Depois de um ano de 2024, em que percorreu Portugal com concertos de norte a sul do País com o EP Trip to Innerlight, Carlos Raposo inicia 2025 a
apresentar o seu segundo EP O Reino da Ilusão;
 
- De 15 de julho a 29 de agosto, Exposição Onde é que vocês estavam em 77, de Daniel Alves, em local a anunciar.
 
O Rocketmen, Festival de rock, decorre de 31 de julho a 2 de agosto no Jardim da Sereia e na Praça da República, conta com a actuação de alguns dos nomes mais emblemáticos da cena rock, tanto a nível nacional, como internacional: The Boys, 999, Heavy Lungs, Mão Morta, Táxi, MARTA REN, Kate Clover, Arsenal Mikebe feat. HHY, Landrose, Asfixia Social, Bizanaga, The Darts, Bad Nerves, Hassan K., Dr. Sure’s Unusual Practice, MAQUINA. A entrada é gratuita.
 
O Rocketmen é uma grandiosa celebração pública, de entrada gratuita, em dois dos espaços mais icónicos da cidade: o Jardim da Sereia — verdadeiro ex-libris natural e patrimonial de Coimbra — e a vibrante Praça da República. É assim um acontecimento cultural acessível a todos, resultado de uma visão conjunta e da ação colaborativa entre a organização e o executivo municipal, enquanto coorganizador da iniciativa.
 
Um projeto de cidade. Uma afirmação do espírito de comunidade.
 

*Raquel Lains

SUNSET SECRETS REGRESSAM A 26 DE JUNHO AO CASTELO DE SILVES


É já no próximo dia 26 de junho, a partir das 18h30, que o Castelo de Silves volta a ser palco dos Sunset Secrets, um evento que promete, mais uma vez, encher os finais de tarde de verão com música de qualidade, sabores regionais e momentos memoráveis.

A abertura da temporada ficará a cargo do Al Guitar Duo, projeto de André Ramos e Luís Fialho, que trará ao castelo a harmonia das guitarras acústicas, com temas originais inspirados na música latina, no jazz e no fado, num ambiente único marcado pelo pôr do sol no ex-libris da cidade de Silves.
O evento prolonga-se pelos finais de tarde de 3, 10, 17 e 31 de julho, com uma programação eclética e envolvente:

3 de julho – Budda Guedes & Vítor Bacalhau
10 de julho – Teresa Viola e Pedro Viola
17 de julho – SENZA
31 de julho – Sofia Moreira Quarteto

Os Sunset Secrets destacam-se como uma iniciativa única na região, combinando gastronomia local – com especial destaque para a Laranja de Silves e os Vinhos de Silves – com massagens relaxantes, música ao vivo, dança e um espetáculo de fogo, criando uma atmosfera mágica e inesquecível.

Com um custo associado de 5,00 euros para o público em geral, os bilhetes de entrada para as sessões dos Sunset Secrets já estão à venda, na plataforma BOL em https://cmsilves.bol.pt/, Museu Municipal de Arqueologia e nos locais habituais (como a FNAC, Worten, El Corte Inglés, CTT Correios, Pousadas da Juventude, Quiosques Serveasy, entre outros) e , no próprio dia, no Castelo de Silves.

Os residentes do concelho de Silves beneficiam de entrada a um preço especial de 2,00 euros, devendo adquirir o seu bilhete no local, no dia do evento a partir das 18h00, ou antecipadamente no Museu Municipal de Arqueologia, durante o horário de funcionamento do mesmo (mediante apresentação de comprovativo de residência).

O Município de Silves convida todos a fazerem parte desta experiência vibrante e inspiradora, que celebra a cultura, os sabores e a energia do verão no cenário idílico do Castelo de Silves.


HORÁRIO:
Todas as 5.as feiras, das 18h30 às 23h00
Abertura de portas: 18h30
Lotação: 500 pessoas

+ INFO
Sector de Cultura da Câmara Municipal de Silves
Telefone: 282 440 800 (chamada para a rede fixa nacional)

Informação completa no site do Município de Silves: https://www.cm-silves.pt/pt/menu/3137/sunset-secrets2025.aspx

segunda-feira, 23 de junho de 2025

Ainda vamos assistir ao regresso das rádios piratas e dos jornais ilegais

 

A imprensa regional (jornais e rádios – papel e online), setor da sociedade com centenas de anos no nosso país, representa a primeira linha de notícias ao dispor dos leitores da região em que se inserem. O jornalismo regional remonta ao tempo dos nossos avós, trisavós e por aí vai mais umas boas gerações atrás. A forma de expressão deste tipo de veículo noticioso sempre se resumiu, em grande parte aos seus conteúdos, a retratar, sem grandes floreados, o dia a dia do território em que se inserem, de uma forma mais terra a terra, com um português mais genuíno e simples. Os primeiros jornais regionais serviam também para aproximar, de alguma forma, os seus leitores aos assuntos da sua área de vivência, tratando temas muito importantes localmente, mas sem grande interesse para o território limítrofe. É a regionalidade em si, que se concentra num grupo de pessoas que comungam os mesmos valores territoriais, sejam culturais, económicos ou políticos, entre outros.
Sempre foi a missão deste veículo de informação (jornalismo regional em si), servir a sua população, relatando os acontecimentos e os factos, aplicando as normas do jornalismo em vigor, à altura da ação (antes ou após o estado novo). Se até à revolução as regras eram menos apertadas ou havia mesmo falta de algum regulamento que ditasse a forma como estes órgãos se deveriam gerir (em termos editoriais, claro), o 25 de abril de 1974 veio mudar consideravelmente a forma de estar da imprensa regional.
A missão do jornalismo regional nos últimos 50 anos não mudou, mudaram sim foram as regras de acesso e a condução dos veículos de informação regionais. Desde logo ficámos abrangidos pela lei que regulamenta o jornalismo e os jornalistas, no que diz respeito aos seus direitos e deveres. O jornalista regional (na lei não existe esta classificação, pois jornalista só há um perfil) deve observar todos os artigos da lei do jornalismo e atuar em conformidade com o que lhe é permitido. O jornalista e o veículo informativo devem cumprir todas as regras dos decretos que norteiam esta atividade secular, sem exceções nem existindo regulamentação própria adaptada à realidade do panorama regional. Ponto final!
O problema começa agora a ser vislumbrado. Se temos os mesmos deveres do jornalista e do jornalismo nacional, não deveríamos ter os mesmos direitos? É a velha situação, de que uns são filhos da mãe e outros são filhos da “Maria da Conceição”, para não dizer algo pior. Mas tem algum cabimento pagarmos os mesmos impostos, estarmos sujeitos às regras de conduta do jornalista, sermos auditados pelos mesmos institutos, sermos sancionados pelos mesmos artigos de lei e termos uma diferença tão grande nos apoios existentes, comparativamente ao jornalismo nacional? O fosso é enorme. Aliás, nem comparação tem. A imprensa regional, em termos de apoio, resume-se ao porte pago (apoio no envio dos jornais via correio) e mesmo esse apoio queriam cortar.
Nunca tivemos uma agenda política bem definida que se propusesse estudar as necessidades deste setor em particular e legislar no sentido de dar melhores condições à imprensa regional. É urgente uma agenda política para duas áreas importantíssimas. Construir um verdadeiro regulamento para o jornalista e para o jornalismo regional. São duas áreas diferentes, que se complementam.
O governo anterior começou este trabalho, apresentando algumas propostas, insuficientes, mas mesmo assim foi um começo. Este novo governo herdou o dossier iniciado e espera-se que o desenvolva, que vá mais longe, que quebre barreiras, preconceitos e lóbis há muito instalados. Será que vai existir coragem para isso? Tenho as minhas dúvidas, mas cá estarei para ver.
É necessário entender que o jornalismo regional é um serviço público. É o serviço público informativo que mais chega às pessoas. Todos os órgãos regionais juntos alcançam os 100% das pessoas que consomem informação. Aliás, se quisermos ser mais rigorosos, apenas 23% dos órgãos regionais alcançam os 100% da população portuguesa. A RTP, onde o estado mete centenas de milhões de euros anualmente, através de dotações diretas e das nossas taxas do audiovisual, tem um share de pouco mais de 10%. Para a RTP são milhões, para o regional são zero. E esta, hein? Já dizia o meu conterrâneo, Fernando Pessa.
Claro que este exemplo da RTP é um caso entre muitos. Temos quase todos os grupos de comunicação nacionais a receberem milhões do estado, seja em dotações diretas, apoios a produtos (como o caso do apoio direto às assinaturas mensais exclusivas aos nacionais), à contratação de publicidade a custar milhões ou à compra de “espaço de propaganda” com fins muito pouco éticos.
Não bastasse a ausência de apoios ao setor regional, a ausência de um regulamento que defina o papel do jornalismo e do jornalista de proximidade, é objetivo do regulador, nalgumas propostas em estudo, saídas do anterior governo, forçar o jornalismo regional a equiparem-se em tudo ao jornalismo nacional, sem a parte dos apoios, pois claro. Ou seja, e dando apenas um exemplo entre muitos que estão em estudo, querem redações com jornalistas credenciados, a ganharem ordenados incomportáveis para a nossa dimensão. Para alguns jornais, propõem também uma espécie de subsidiodependência dependente das câmaras municipais (que não veem com bons olhos esta medida). E reparem no uso da expressão “para alguns jornais”. E quem são esses jornais? São simplesmente órgãos de comunicação indicados pelas duas de três associações de imprensa existentes em Portugal. Com a aprovação das novas diretivas para a imprensa regional, os órgãos são forçados a adaptarem-se ou a encerrarem. Quem está na listagem de ouro, vai sobrevivendo com a subsidiodependência, quem não está, fecha portas. Não consegue cumprir os novos requisitos e torna-se financeiramente inviável.
E desta forma, limpam-se mais umas centenas de órgãos de comunicação regionais do mapa (em 2022 contavam-se 1723 e agora somos apenas 856) e quem fica vai ficar tão amarradinho ao dinheiro vindo do poder local (câmaras), que vai deixar de fazer jornalismo e vai passar a fazer é mais propaganda. E daqui a 5, 10 anos, ajustam-se de novo as regras, para excluir aqueles que de alguma forma conseguiram furar o esquema ardiloso do governo, para controlar e manietar o jornalismo regional. Não é preciso ir a Coimbra tirar um curso de economia para perceber para onde estamos a ir. Mais regras à atividade jornalística regional versus menos apoios ou apoios insuficientes, só pode ser igual ao fim de um setor independente.
Mesmo quem seja jornal de ouro (listagem dos escolhidos), vai rapidamente perceber que o dinheiro não é tudo e que não paga a perca da essência jornalística regional.
A ser realidade este exercício de futurologia que estou a fazer, vai ser o regresso das rádios piratas, dos jornais ilegais e da informação sancionada.
Deixo à vossa imaginação as consequências nefastas que podem advir desta estratégia governamental e se recordam algures no passado algumas semelhanças com outras realidades já ultrapassadas. É caso para dizer, já vi este filme algures.
Neste momento urge fazerem-se duas questões:
Porque é que em 50 anos nada mudou e o que mudou foi para pior, no jornalismo regional?
Como se combate esta estratégia que visa afundar este setor?
Nas próximas semanas irei responder a estas duas questões, e a mais algumas, com a devida isenção e profundidade, para que possam refletir e interiorizar que o jornalismo regional em Portugal está doente e entregue a médicos sem formação, que vão acabar por matar o doente, ou no mínimo deixá-lo num estado comatoso.
O nosso legado é o nosso maior presente para os vindouros. Um dia a história vai julgar-nos a todos. Ninguém escapa a esse julgamento!

*José Vieira – Jornalista e Presidente da Mesa da Assembleia Geral da APMEDIO (Associação Portuguesa dos Media Digitais Online)

REGIÃO CENTRO REGISTA O NÚMERO MAIS ELEVADO DE EMPRESAS GAZELA DOS ÚLTIMOS 13 ANOS

 
A região Centro volta a destacar-se no panorama nacional com um número recorde de 181 empresas Gazela identificadas em 2024 - o valor mais elevado desde o início desta distinção em 2012. Estas empresas empregam, no seu conjunto, 6.328 trabalhadores e geram um volume de negócios superior a 694 milhões de euros em 2023.
Este apuramento é realizado anualmente pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) e visa reconhecer empresas jovens que, num curto espaço de tempo, apresentam ritmos de crescimento muito acima da média, nomeadamente no que diz respeito ao emprego e volume de negócios. A homenagem a estas empresas Gazela realiza-se no dia 25 de junho, pelas 17:30h, no Teatro Municipal de Ourém.
Isabel Damasceno, presidente da CCDR Centro, sublinha que «atingimos este ano um novo marco, com 181 empresas Gazela na região Centro, o que demonstra a vitalidade e o dinamismo do nosso tecido empresarial. Com estas 181 empresas, eleva-se para 869 o número de empresas que, ao longo dos últimos treze anos, alcançaram esta distinção, que reconhece as suas capacidades de inovação, de criação de emprego, de dinamização do mercado e de estímulo ao desenvolvimento económico nos territórios onde se inserem».
Acrescenta ainda que «outro marco importante desta edição é existirem empresas Gazela em 60 dos 100 municípios da região Centro, sendo também o valor mais elevado desde 2012 e que vem consolidar a tendência dos últimos anos de disseminação das empresas Gazela pelo território da região. As empresas Gazela representam uma pequena percentagem do universo empresarial, mas estão presentes em todos os setores de atividade e distinguem-se pelo dinamismo, pela capacidade de adaptação aos mercados e pela forte orientação para a inovação e internacionalização. Estas empresas são fundamentais para a criação de emprego qualificado, para a modernização dos setores produtivos e para o reforço da competitividade regional. É por isto que continuaremos a acompanhar e a valorizar este percurso».

De acordo com o estudo efetuado pela CCDR Centro, destacam-se os seguintes aspetos:
Em 2024, o número de empresas Gazela da região Centro atingiu o registo mais elevado dos últimos 13 anos: 181 empresas. Face a 2023, as empresas Gazela aumentaram 34%, passando de 135 para 181 empresas (mais 46 empresas). Este crescimento reflete um reforço do dinamismo económico das empresas da região Centro, representando o acréscimo anual mais significativo de empresas Gazela desde 2012.

  • Observa-se uma dispersão crescente das empresas Gazela pelo território da região Centro, tendo aumentado de 29 para 60 municípios na última década, o maior número de toda a série. Leiria volta a destacar-se como o município com mais empresas Gazela (23), seguido por Coimbra e Ourém (com 14 empresas cada), Aveiro e Torres Vedras (com 10 empresas cada) e Águeda (com sete empresas). Com seis empresas Gazela surgem os municípios da Figueira da Foz e Viseu, seguindo-se Caldas da Rainha e Ílhavo, com cinco empresas cada, Castelo Branco, Covilhã, Nazaré e Pombal, com quatro empresas cada, e Abrantes, Alenquer, Cantanhede e Guarda, com três empresas Gazela cada. Os municípios de Albergaria-a-Velha, Alcobaça, Anadia, Arruda dos Vinhos, Batalha, Fundão, Marinha Grande, Montemor- 

  • o-Velho, Oliveira de Frades, Ovar e Tomar apresentam duas empresas Gazela cada. Nos restantes 31 municípios, existia apenas uma empresa Gazela. Em termos sub-regionais, destacam-se as sub-regiões Região de Leiria (34), Região de Coimbra (32), Oeste e Região de Aveiro (31 empresas cada) e Médio Tejo (22). A maioria das empresas Gazela (71%) continua concentrada nas quatro sub-regiões do litoral da região Centro, o que decorre de uma maior densidade de empresas e, consequentemente, de uma maior dinamização empresarial nesses territórios.
As 181 empresas Gazela 2024 evidenciam um crescimento expressivo no emprego, passando de 2.108 postos de trabalho, em 2020, para 6.328, em 2023, o que representa um aumento de mais do triplo, no período analisado. Isto traduz que, em média, cada empresa Gazela passou de 12 pessoas ao serviço, em 2020, para 35, em 2023.
O volume de negócios total das empresas Gazela 2024 revela um crescimento muito expressivo, tendo aumentado mais de cinco vezes entre 2020 e 2023, passando de 124 milhões de euros, em 2020, para 694 milhões de euros, em 2023. Isto traduz que, em média, cada empresa Gazela passou de um volume de negócios de 0,7 milhões de euros, em 2020, para 3,8 milhões de euros, em 2023.
Das 181 empresas Gazela identificadas em 2024, 72 são exportadoras, correspondendo a cerca de 40% do total. As suas exportações totalizam 186 milhões de euros em 2023, o que equivale, em termos médios, a 27% do volume de negócios e a cerca de 1 milhão de euros por empresa.
Relativamente às atividades económicas que desenvolvem, 21% das empresas Gazela são da indústria transformadora e 19% do setor do alojamento e restauração, representando em conjunto 40% do total na região. A construção (17%), o comércio (11%) e as atividades de consultoria, científicas e técnicas (8%) continuam também a ser setores relevantes entre as empresas Gazela.
Tendo em conta o ano da sua constituição, as empresas Gazela apuradas distribuem-se de forma semelhante pelos anos de 2015 e 2020, com cerca de 15% a 19% das empresas a serem criadas em cada ano.
No que respeita à dimensão das empresas Gazela, estas são maioritariamente pequenas (82%) e microempresas (10%), representando, em conjunto, 92% do total. Existem 12 médias empresas e apenas duas empresas de grande dimensão.
Das 181 empresas Gazela de 2024, 135 recebem a distinção pela primeira vez, enquanto 46 empresas já tinham sido distinguidas em 2023. Entre estas, 11 mantêm-se empresas Gazela pelo terceiro ano consecutivo, três acumulam quatro anos seguidos de reconhecimento e uma será distinguida pelo quinto ano consecutivo.
No final de 2024, 60 das 181 empresas Gazela tinham 97 candidaturas financiadas pelo Portugal 2020 e pelo Portugal 2030, perfazendo um investimento elegível total aprovado de 87,5 milhões de euros e um fundoeuropeu atribuído de 45,8 milhões de euros. Destas, 49% eram candidaturas ao Programa Regional do Centro e 90% visavam investimento em inovação empresarial e empreendedorismo.

O estudo completo, com a listagem das empresas, pode ser consultado em https://www.ccdrc.pt/pt/produto/empresas-gazela-2024/

*Cláudia Araújo
Chefe de Divisão
Divisão de Comunicação