terça-feira, 8 de julho de 2025

Opinião: Estratégia em defesa do Jornalismo Regional

 
Conforme prometido no meu artigo anterior, hoje falarei da estratégia para se combater este ataque sistemático que é feito à imprensa regional, desde que somos uma democracia plena de direitos, ou melhor dizendo, desde o 25 de abril de 1974.
Importa referir para enquadrar algum histórico de protestos semelhantes, que raras vezes o jornalista ou o jornalismo saiu à rua e protestou. Isso aconteceu 2 ou 3 vezes, com redações de jornais nacionais com planos de encerramento/remodelação ou com protestos ao nível salarial (ordenados em atraso). E estas ações de protesto nunca miraram a tutela, mas sim as chefias. Importa agora também referir que a imprensa regional nunca, mas nunca criou ou participou em alguma espécie de protesto coletivo, que visasse demonstrar a sua insatisfação ao governo.
A função da imprensa regional é acompanhar o dia a dia do seu povo, divulgando as suas atividades, as suas alegrias e tristezas, sendo os primeiros a chegar às tragédias que se vivem, sendo roubados pelos órgãos nacionais nos textos, vídeos e imagens que criam. E são também os principais veículos de informação da nossa diáspora. Na altura de se decidirem apoios, são sempre relegados para último e poucas migalhas conseguem alcançar do repasto dos ricos jornais nacionais.
E chegou a altura de nas próximas semanas/meses, começarmos a desenhar uma espécie de bloco central estruturado, que vise informar o governo que a imprensa regional anda aqui há muitos anos (muito antes do 25 de abril), sempre fez um trabalho extraordinário, noticiando localmente o que as populações precisam de saber, substituindo-se aos jornais nacionais que noticiam menos de 1% das realidades regionais. E quando o fazem são quase sempre notícias de faca e alguidar, que é efetivamente o que vende e dá “gostos” no Facebook.
Ressalvo que não pretendo com este artigo incitar a nenhuma ação de protesto que não se enquadre no estrito respeito pelo direito à integridade física e intelectual, de pessoas e bens, sempre na defesa de uma ação elevadora e acima de qualquer crítica. Contudo, precisamos de pensar em soluções mais musculadas, em termos intelectuais, para passar a ideia de que iremos lutar, doe a quem doer.
Enquadrada que está a necessidade de lutarmos (pela primeira vez), urge perceber como o podemos fazer. Já percebemos que não vamos a lado nenhum com esta passividade a que nos sujeitamos. Então, e partindo do princípio em que nada perderemos, ou não perderemos mais, pois a continuação deste marasmo vais-nos levar ao fecho das nossas publicações, só temos a alternativa de lutar, e tudo a ganhar. Já perdemos o que tínhamos a perder.
E numa primeira ideia, pois não sou profissional de protesto (que os há), é justo dizer-se que temos connosco, em cada jornal em que trabalhamos, a espada certa para arrepiar caminho. A nossa caneta! Há que abrir rúbricas por esta imprensa regional, de norte a sul do país, e começarmos todos a escrever colunas de opinião que visem denunciar este plano que está em curso há muito tempo, de apertar o pescoço aos órgãos de comunicação regionais. Há que divulgar, massivamente, sem medos de retaliação. Quem nada aufere do poder, nada pode perder. Muitos de nós aguardam o regresso de São Sebastião, mas ele não volta mais. Morreu, está enterrado e cabe-nos a nós armarmos os nossos cavaleiros para as batalhas que se avizinham.
Mas escrever artigos a denunciar esta situação basta? Não, não basta. Há que encontrar uma base de inteligência, que pode ter como quartel-general uma das associações de imprensa existentes, ou todas, bastando haver vontade de cooperação entre as existentes, e a partir daí desenhar outras ferramentas. Não podemos esquecer que a imprensa regional é líder de audiências em Portugal, se estivermos unidos. Bastam 23% das publicações regionais para atingirmos 10 milhões de pessoas mais a diáspora em que somos mais 5 milhões lá fora e onde existem dezenas de órgãos de comunicação, tutelados por Portugal, equiparados aos nossos jornais regionais, com as mesmas dificuldades que nós sentimos. Os outros 77% são redundantes. Ou seja, em suma, temos uma força editorial e uma capacidade de penetração nos diversos públicos, nacionais e na diáspora, extraordinária, em que os nacionais só sonham.
Então o que tem corrido mal? A nossa desunião! Nunca fomos unidos, as nossas associações de imprensa nunca protagonizaram grandes mudanças ou mesmo tiveram posições de grande força, e fomos andando, esperando por quem nunca virá, fechando aqui e ali, definhando e esmorecendo. Ora, isto não tem de ser assim. Pode ser diferente, se tivermos a coragem de dar força ao setor e participarmos ativamente na construção de uma força que efetivamente obrigue o governo a olhar para este setor com outros olhos. Atualmente, a maioria dos nossos representantes associativos limita-se a ser informado pela tutela das regras/apoios e pouco mais fazem para melhorar as propostas. Mandam uns e-mails, sugerem a correção de algumas alíneas, fazem umas reuniões e aceitam passivamente o que lhes é oferecido. Basta. Há que inverter esta estratégia, há que informar a tutela que acabou o tempo de andarem a brincar connosco. A brincadeira vai-lhes custar muitas dores de cabeça, se continuam nesta direção. Podemos e devemos informar os 15 milhões de portugueses a que teoricamente abrangemos, de que algo de podre se passa nesta república. Com esta constância noticiosa, informando e formando os nossos leitores de que a primeira força de defesa da democracia está ameaçada pelos interesses de alguns escroques e corruptos, podemos começar a inverter esta tendência de nos quererem subjugar, apertando cada vez mais o cerco e criando condições de trabalho inatingíveis para a maioria dos nossos órgãos de comunicação regionais.
O que aí vem nos próximos meses não é bom, vai delapidar o nosso setor, e vamos, dentro de meia dúzia de meses, ser cada vez menos. Alguns de nós irão sobreviver porque têm uma dimensão regional robusta, e vão tomar conta deste setor. Os outros, que têm as suas quotas de leitores (sendo muitos destes títulos centenários) vão fechar porque não têm as mínimas condições de permanecer no mercado, com regras tão apertadas.
Por isso, insto a que todos nós, colegas de profissão e leitores, se juntem e defendam o jornalismo regional. Há que fazer um novo 25 de abril. Há que escrever até à última gota de tinta das nossas canetas e depois, marchar, marchar, marchar…

*José Vieira – Jornalista e Presidente da Mesa da Assembleia Geral da APMEDIO (Associação Portuguesa dos Media Digitais Online)

Águeda | Jovens tornam-se “guardas” da floresta durante as férias. Voluntariado iniciou hoje e prolonga-se até ao dia 25 de julho


Enquanto muitos aproveitam as férias de verão para descansar ou viajar, um grupo de 9 jovens do concelho decidiu usar este tempo de forma diferente: estão a vigiar e proteger a floresta do concelho. Motivados pela consciência ambiental e pelo amor à natureza, estes voluntários desempenham um papel fundamental na prevenção de incêndios e na sensibilização para práticas ambientalmente sustentáveis e seguras.
Os jovens vão, até ao próximo dia 25 de julho, percorrer trilhos, observar áreas florestais e comunicar qualquer sinal de fumo ou comportamento suspeito às autoridades competentes. Além disso, participam em ações de sensibilização junto das populações locais, alertando para a importância de comportamentos responsáveis nas zonas florestais.
A iniciativa, promovida pelo Município de Águeda no âmbito do programa “Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas”, desenvolvido em parceria com o Instituto Português da Juventude (IPDJ), tem vindo a crescer nos últimos anos e representa uma oportunidade única para os jovens desenvolverem um forte sentido de responsabilidade cívica e ligação ao território. Ao mesmo tempo, contribuem ativamente para a proteção de um dos bens mais preciosos do concelho: a floresta.
“A dedicação destes jovens é não só admirável, mas essencial. São um exemplo de como a juventude pode liderar pelo exemplo, transformando as férias em tempo útil e inspirador ao serviço da comunidade e do ambiente”, disse Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, frisando que estes jovens, ao participarem neste projeto, tornam-se “protagonistas de uma mudança positiva”.
Alguns destes jovens – os primeiros seis a participarem na atividade - foram recebidos na Câmara Municipal para uma ação simbólica de boas-vindas a esta “experiência”, onde lhes foram entregues os kits de “vigilante” e conheceram as forças de segurança com quem vão “trabalhar”: a GNR e os Guardas Florestais.
Na mochila, entregue a cada um, levam luvas e rolo de sacos (para recolha de algum lixo que encontrem), duas t-shirts identificativas de que são voluntários (que é importante que levem sempre vestida para que as pessoas reconheçam quem são), boné e cantil de água. Receberam ainda material de sensibilização para entregarem aos habitantes das zonas que forem vigiar, sobre vários temas: queimas e queimadas, limpeza dos terrenos e a importância do corte dos ramos de árvores que estejam a pender para a via pública.
Têm entre 15 e 16 anos e alguns deles já participaram nesta ação no ano passado. Repetentes, incentivaram amigos e colegas a fazer o mesmo. “Espero fazer uma coisa boa para ocupar o tempo”, disse Lucas Moura, de 16 anos, que é estreante no programa.
Já Beatriz Santos volta a usar as suas férias nesta ação de voluntariado. O que a motivou? “O contacto com a população e os laços que criamos”, disse, lembrando, em concreto, um casal de idosos com quem estabeleceu uma ligação de amizade. A maior dificuldade essa “é o calor”, mas quando a boa ação acontece tudo vale a pena.
Lembrou um episódio em que, no ano passado, observou uma coluna de fumo. “Vi ao longe e alertei de imediato”, disse.
Para o Guarda Principal Ricardo Costa, esta é uma das mais-valias do programa, para além de promover uma das políticas da GNR, a proximidade à população.
Este programa, que tem a duração de 15 dias, tem como objetivo promover práticas no âmbito da preservação da natureza, florestas e respetivos ecossistemas, sensibilizar a comunidade para o papel da floresta na qualidade de vida, prevenir os incêndios florestais, mobilizar os jovens para a criação de valores e práticas ambientais, e promover uma cultura de responsabilidade e participação ativa na prevenção e na solução dos problemas ambientais.
Os jovens vão apoiar na monitorização e vigilância fixa e móvel, referenciando os locais onde haja resíduos abandonados para posterior recolha pelos serviços camarários, sendo que o patrulhamento será feito em percursos florestais definidos pelo Gabinete Técnico Florestal do Município de Águeda.
“São dias de vigilância, contacto direto com a natureza, diálogo com a comunidade e aprendizagem mútua. Uma verdadeira escola de valores, onde se aprende o que significa cuidar, proteger e agir”, concluiu Jorge Almeida.

*Ana Sofia Pinheiro
Gabinete de Comunicação e Imagem

Câmara de Águeda e CP reforçam parceria estratégica

Promover, divulgar e dinamizar o Comboio Histórico do Vouga é o objetivo de um protocolo assinado, sábado, na viagem inaugural da edição de verão da iniciativa
 
O Comboio Histórico do Vouga – que atrai centenas de aficionados a cada edição - “é uma história de perseverança e de paixão”, declarou Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, sábado, perante centenas de participantes na viagem inaugural da edição de verão deste comboio, na qual foi feita a assinatura do acordo de cooperação entre o Município de Águeda, a CP – Comboios de Portugal e a Junta de Freguesia de Macinhata do Vouga para a promoção de atividades e divulgação desta iniciativa.
O acordo tripartido reforça uma parceria existente entre a Câmara de Águeda e a CP, não apenas para a promoção deste produto turístico – que ganha cada vez mais força no território nacional – como para a dinamização da própria Linha do Vouga, a única linha de bitola estreita em funcionamento em Portugal.

Acreditando que o que diferencia Macinhata do Vouga de outras regiões do país “é este comboio, o Museu Ferroviário e as oficinas da Sernada do Vouga”, Jorge Almeida avançou estar a ser reparada nas oficinas de Contumil a caldeira da locomotiva Mallet, o que demonstra que “a CP está apostada em continuar este projeto”.
Isso mesmo foi afiançado por João Claro, Administrador da CP, presente nesta sessão, onde garantiu que o Comboio Histórico do Vouga “enquadra-se nos produtos turísticos com base na ferrovia da CP, que queremos continuar a desenvolver” nas linhas de Norte a Sul do país. “Entendemos que fazer turismo consciente e verde é utilizando o comboio”, defendeu, salientando que esta visão estratégica “só é possível concretizar quando fazemos parcerias com o poder local”.
Essa parceria foi consubstanciada num protocolo que define este comboio como um produto de “excelência no contexto nacional” e que “cria memórias” que passam de geração em geração.
 
Linha do Vouga e Museu Ferroviário
Jorge Almeida defendeu que o que motiva as pessoas a andarem de comboio é “a qualidade do transporte, a frequência e, sobretudo, bom material circulante e uma linha segura”, pelo que a aposta que o Município de Águeda tem assumido na defesa da Linha do Vouga está a dar os seus frutos.
Um dos investimentos mais marcantes é a ampliação do Museu Ferroviário, que vai triplicar a área existente. É uma obra da Câmara Municipal que vai ter o apoio de fundos comunitários e que vai funcionar em sinergia com o Museu Nacional Ferroviário.
“Pretendemos fazer algo absolutamente extraordinário, com uma dimensão nacional e que esteja aberto ao mundo”, disse Jorge Almeida, acrescentando que “existe aqui um potencial enorme” para tornar o Núcleo de Macinhata do Vouga no museu nacional ferroviário da via estreita, expondo de forma apelativa e adequada, “um grande espólio, de qualidade e de referência mundial”.
Este projeto é uma evidência de que “a perseverança, o sonho e a paixão” valem a pena e têm a capacidade de unir as pessoas.
Pedro Marques, Presidente da Junta de Freguesia de Macinhata do Vouga, salientou que esta união permitiu “manter toda a uma dinâmica em torno do museu e do comboio” e que dá vida a Macinhata do Vouga, que “tem esta sorte de ter a linha do Vouga”.
Durante o verão, haverá edições do Comboio Histórico do Vouga a 12, 19 e 26 de julho e ainda a 2, 9, 16, 23 e 30 de agosto. Para aquisição de bilhetes e mais informação, os interessados devem contactar a CP, em www.cp.pt.

*Ana Sofia Pinheiro
Gabinete de Comunicação e Imagem






    Marinha Grande | ABERTURA DE CONCURSO PARA NOVAS INSTALAÇÕES ESCOLARES NA VÁRZEA E NA PEDRULHEIRA

     A Câmara Municipal da Marinha Grande aprovou, em reunião do dia 30 de junho de 2025, a abertura do concurso público para a criação de um espaço para sala de aula na Escola Básica (EB) da Várzea e uma sala multiusos no Jardim-de-Infância (JI) da Pedrulheira, com um preço base de 115.805,00€, acrescido de IVA.

    Esta intervenção surge como resposta ao aumento progressivo do número de alunos registado nos últimos anos, fruto do crescimento demográfico e da maior procura por escolas públicas de proximidade, o que tem pressionado significativamente a capacidade das atuais infraestruturas escolares.
    Para garantir condições adequadas de conforto, segurança e qualidade pedagógica, a autarquia vai investir na instalação de monoblocos pré-fabricados, uma solução rápida, funcional e sustentável, que permitirá dar resposta às necessidades imediatas da comunidade escolar.

    Na EB da Várzea será instalada uma nova sala de aula com 3 módulos acoplados no recinto exterior da escola. O espaço interior será amplo e sem divisórias, permitindo o aproveitamento total da área para mobiliário e atividades letivas.
    No JI da Pedrulheira serão substituídos os atuais três monoblocos degradados por um novo conjunto de 5 módulos acoplados, destinados a sala multiusos, que funcionará como refeitório e espaço de apoio às Atividades de Animação e Apoio à Família (AAF). 

    A empreitada inclui ainda o desmantelamento, transporte e reinstalação dos antigos módulos no CRO – Centro de Recolha Oficial, podendo ser utilizados como espaços administrativos, de acolhimento, armazenamento ou apoio veterinário.

    *Gabinete de Comunicação e Imagem

    Aveiro | 10.ª edição do evento de 16 a 20 de julho na Cidade dos Canais O Festival dos Canais está de volta com cinco dias repletos de atividades


    Carolina Deslandes com Pedro Abrunhosa e Agir, Dino D’Santiago, Capitão Fausto com Orquestra das Beiras e Banda Recreativa Eixense, Iolanda, Bateu Matou e Benjamim, Theatre Tol, DUNDU com Worldbeaters, Jeanefer Jean-Charles, Joe Powell-Main, Panama Pictures, Olivier Grossetête e Pedro Tochas entre os destaques

    A programação completa do Festival dos Canais acaba de ser revelada. Entre os dias 16 e 20 de julho o evento voltará a encher Aveiro de música, teatro, dança, novo circo, instalações artísticas, gastronomia, atividades para crianças e outras propostas que prometem transformar o quotidiano da cidade, com entrada gratuita. Organizado pela Câmara Municipal de Aveiro, através do Teatro Aveirense, o festival celebra este ano a sua décima edição.
    Para José Pina, diretor do festival, esta edição volta a reunir as caraterísticas que têm feito do evento um sucesso desde que foi criado: “Voltamos a contar com vários projetos nos canais da cidade, conteúdos que dialogam com o território, propostas em que a inclusão e a participação das comunidades têm um papel fundamental, áreas dedicadas ao público infantil e estreias, tanto absolutas como nacionais, com artistas locais, nacionais e internacionais, numa conjugação permanente entre o artístico e o lúdico”.
    Entre os destaques, conte-se com um concerto encomendado pelo Festival dos Canais que juntará Carolina Deslandes, Pedro Abrunhosa e Agir, assim como um concerto inédito dos Capitão Fausto com a Orquestra das Beiras e a Banda Eixense. Também Dino D’Santiago, Milhanas, Soraia Tavares e 47 de Fevereiro irão atuar no Festival dos Canais, entre outros músicos.
    Noutras áreas artísticas, a programação inclui um grande espetáculo aéreo concebido pela companhia belga Theatre Tol por encomenda do Festival dos Canais, numa fusão de símbolos tradicionais com linguagens contemporâneas. Também por encomenda, a criação Sentido de Unidade resulta da fusão de duas companhias que já proporcionaram momentos marcantes na história do Festival dos Canais: DUNDU e Worldbeaters, que se juntam para a apresentação de um projeto que celebra as dez edições do festival.
    A premiada coreógrafa britânica Jeanefer Jean-Charles apresenta o seu novo espetáculo, Patois, em torno de um dialeto em desapararição. Já o espetáculo The Weight of Water, da companhia Panama Pictures, dos Países Baixos, fará uma reflexão sobre os tempos atuais e a relação com o meio ambiente, sendo apresentado sobre a água. Conte-se ainda com Passionately Defiant, do britânico Joe Powell-Main, o primeiro bailarino em cadeira de rodas a atuar com o Royal Ballet, assim como as presenças de Federico Menini e Pedro Tochas, entre outros nomes a destacar.
    Ao longo dos anos, o Festival dos Canais tem sido palco de várias estreias absolutas e este ano não será exceção. Castelo dos Fantasmas, da Red Cloud Teatro de Marionetas, verde/claro, de Rui Queiroz de Matos, e Molhos, da companhia Kopinxasserão as criações que pela primeira vez poderão ser conhecidas pelo público.
    O Festival dos Canais volta a ter uma forte dimensão visual e nesse campo o destaque vai para uma intervenção do francês Olivier Grossetête, que apresentará uma instalação monumental, construída durante o evento com caixas de cartão e a participação massiva da comunidade. No âmbito do programa comunitário Creart 3.0, serão ainda apresentadas obras dos artistas Kristaps Priede (Letónia) e Hristina Zafirovska (Macedónia do Norte), criadas na sequência de residências artísticas em Aveiro. Ainda no âmbito do conceito de residências artísticas e na ligação com o Festival PRISMA / Art Light&Tech, de forma a celebrar a décima edição, o evento terá duas criações projetadas em edifícios marcantes da paisagem aveirense, a Antiga Capitania e o ATLAS Aveiro, e uma obra de grandes dimensões em espaço público pelos artistas Julie Tampierova, Jakub Nosek e Viktor Frešo.
    O Festival dos Canais voltará ainda a contar com dois dos seus mais icónicos recintos: A Sala de eStar, que transforma a Praça da República num espaço doméstico, e a Funky Beach, uma praia em plena cidade. Ambos serão pontos de encontro ideais, com serviço de bar, concertos e DJs.
    As crianças e as famílias voltarão a ser brindadas com diversas propostas, tendo para isso o espaço Jardim das Brincadeiras, um recinto acolhedor, divertido e repleto de atividades inventivas.
    Tal como nas edições dos últimos anos, o Festival dos Canais receberá um pop-up do Chefs On Fire, evento gastronómico que convida chefs de renome a cozinhar em fogo lento, celebrando as origens da cozinha. Doze chefs irão apresentar as suas criações, entre 18 e 20 de julho, ao almoço e ao jantar, em momentos que irão incluir concertos de vários músicos reconhecidos, a revelar brevemente.

    Conferência de Imprensa a 09 de julho
    A Câmara Municipal de Aveiro vai realizar esta quarta-feira, pelas 11h30, nos Paços do Concelho, a conferência de imprensa de apresentação e abertura da 10.ª edição do Festival dos Canais, com destaque para o balanço da evolução do evento ao longo dos seus 10 anos de existência.
    O momento vai contar com a presença do Presidente da CMA, José Ribau Esteves, e do Diretor do Festival dos Canais, José Pina.

    [agenda digital disponível aqui<https://mab.to/t/XkV6XzfeJle/eu1>]

    *Simão Santana
    Adjunto do Presidente da Câmara Municipal de Aveiro

    **Imagem c/DR ao Litoral Centro

    Proença-a-Nova | CLDS 5G dinamiza praias fluviais com animação de verão


    Durante os meses de julho e agosto, as principais zonas balneares do concelho de Proença-a-Nova serão palco de atividades lúdicas e criativas promovidas pelo projeto CLDS 5G – Contrato Local de Desenvolvimento Social. Sob o mote "Animação de Alto Nível", a iniciativa será dinamizada pelos jovens que integram os workshops Alto Nível e pretende proporcionar momentos de descontração e diversão para todas as idades, contribuindo para a valorização dos espaços de lazer e o reforço do convívio comunitário.
    Entre as 14h00 e as 17h00, o programa inclui tererés, tatuagens temporárias, jogos de água e arte em movimento, garantindo animação e cor às tardes de verão nas praias fluviais, zonas balneares e piscinas do concelho.

    As atividades decorrem nas seguintes datas e locais: Piscina da Pedra do Altar – 8 e 31 de julho | 4, 19 e 26 de agosto; Praia Fluvial da Aldeia Ruiva – 9 e 21 de julho | 7, 27 e 28 de agosto; Piscina de São Pedro do Esteval – 10 e 15 de julho | 21 de agosto; Praia Fluvial da Fróia – 14 de julho | 18 de agosto; Zona Balnear do Alvito da Beira – 16 e 23 de julho | 6 e 20 de agosto; Praia Fluvial do Malhadal – 22 e 28 de julho | 5 e 25 de agosto.

    Esta ação insere-se na estratégia de dinamização social do CLDS 5G, integrado no programa CLDS 5G – Contratos Locais de Desenvolvimento Social, é cofinanciado pelo Fundo Social Europeu e conta com a colaboração do Município de Proença-a-Nova.

    *Andreia Gonçalves
    Unidade de Comunicação, Turismo e Eventos



    11ª Apps for Good: Inclusão em movimento: alunos de Águeda vencem com app para acessibilidade no espaço público

     A inclusão social e a acessibilidade urbana ganharam uma nova aliada com o projeto MobEase, desenvolvido por alunos da Escola Secundária Adolfo Portela, de Águeda. A aplicação foi uma das vencedoras na Categoria Básico no Encontro Regional Norte do Apps for Good, e garantiu um lugar entre os melhores projetos do país, a serem apresentados na final nacional, marcada para setembro.
    MobEase é uma aplicação colaborativa que ajuda pessoas com mobilidade reduzida a identificar espaços públicos acessíveis. Através de um mapa interativo, os utilizadores podem localizar e avaliar locais com rampas, acessos adequados, casas de banho adaptadas, entre outros recursos. O objetivo é simples, mas impactante: promover a inclusão e a autonomia das pessoas com mobilidade condicionada, enquanto sensibiliza simultaneamente a comunidade para a importância do design universal e da acessibilidade no espaço urbano.
    A aplicação foi idealizada e desenvolvida por uma equipa de alunos do ensino básico, com o apoio de professores e mentores do programa Apps for Good, que desafia estudantes de todo o país a criarem soluções tecnológicas com impacto positivo nas suas comunidades.
     
    Este projeto foi um dos finalistas destacados no Encontro Regional Norte, realizado no passado dia 4 de julho, na Maia, onde estiveram presentes dezenas de equipas das regiões Norte e Centro. A participação de Águeda nesta fase regional do programa reforça a capacidade inovadora das escolas do distrito de Aveiro e o seu compromisso com causas sociais e tecnológicas.

    O Apps for Good, promovido em Portugal pelo CDI Portugal, é um programa educativo pioneiro que coloca os alunos no centro da inovação, desafiando-os a desenvolver aplicações e soluções digitais para problemas reais. Nas suas 11 edições, envolveu mais de 28.500 alunos, 1.800 professores e 700 escolas, promovendo competências digitais, espírito crítico, colaboração e cidadania ativa.
     
    “O Apps for Good é mais do que um concurso de aplicações. É uma experiência de transformação, onde jovens aprendem a usar a tecnologia para resolver problemas reais das suas comunidades. Em cada projeto vemos inovação, consciência social e vontade de mudar o mundo para melhor”, afirma João Baracho, Diretor-Executivo do CDI Portugal.
     
    Com a vitória na fase regional, MobEase avança agora para a final nacional que terá lugar em setembro e reunirá os melhores projetos dos Encontros Regionais – Norte, Centro-Sul, Açores, Madeira e Comunidades Portuguesas no Estrangeiro – num momento de celebração da criatividade, do talento e da transformação digital em sala de aula.

    Horário de Verão: de 1 junho a 31 de agosto, a agência às sextas-feiras encerra às 14h. | Summer time: from 1 June to 31 August, the agency closes at 2pm on Fridays.
     
    *Sónia Matos
    Client Manager