domingo, 26 de outubro de 2025

Crónica - Como nasceu a expressão “estou de banco” utilizada nos hospitais lisboetas


Poucos lisboetas imaginam que uma expressão tão corriqueira e viva como “estou de banco”, dita por médicos e enfermeiros a anunciar o início do seu turno, carrega séculos de história dentro dela. É uma dessas heranças silenciosas que atravessam o tempo, nascidas nas salas austeras do Real Hospital de Todos os Santos, onde se misturavam o saber, o cheiro dos unguentos e o rumor dos sofredores que enchiam os claustros da cidade.
Nos tempos em que a medicina era ainda mais arte do que ciência, o “banco dos médicos” era um lugar físico, real, de madeira gasta e de trabalho constante. Era ali que se sentavam os cirurgiões e os físicos do rei, debruçados sobre os frascos de vidro translúcido que guardavam amostras de urina, as célebres matulas, erguidas contra a luz para avaliar cor, transparência e espuma. O “banco” era a bancada onde se fazia o diagnóstico pela observação direta, uma extensão da inteligência e dos sentidos do médico.

A urina, então, era o espelho do corpo. Antes de haver microscópios e reagentes, lia-se nela o estado da alma e da carne. O odor, a cor, a consistência, tudo falava. E, sim, é verdade, nos séculos XVII e XVIII, alguns médicos provavam-na, com a ponta da língua, para confirmar a suspeita de diabetes, essa doença que o latim designou mellitus, “doce como o mel”. No banco, provava-se a vida.

Com o passar dos séculos, o Real Hospital de Todos os Santos ardeu no terramoto e no fogo de 1755, mas o seu espírito sobreviveu no Hospital de São José, herdeiro direto da sua missão e dos seus costumes. A prática transformou-se, a ciência refinou-se, mas o vocabulário persistiu. Continuou-se a dizer “estar de banco” para significar o estar de serviço, o ocupar o lugar de quem observa, cuida e decide. O banco deixou de ser uma tábua de madeira e tornou-se um símbolo do ofício médico.

Hoje, quando um enfermeiro de Lisboa, ao sair de casa, diz “estou de banco”, talvez não imagine que repete uma frase nascida entre os ecos do antigo hospital régio. Carrega consigo, sem o saber, a memória de séculos de medicina empírica, de noites passadas à luz das velas, de frascos de vidro sobre o mármore frio, de mãos que procuravam compreender o corpo humano através do olhar, e, por vezes, do gosto.

É assim que as palavras sobrevivem ao tempo: mudam de sentido, mas guardam o rasto do lugar onde nasceram. E “estar de banco”, hoje, é muito mais do que cumprir um turno. É sentar-se, metaforicamente, no mesmo banco onde começou a ciência dos nossos hospitais, o banco onde Lisboa aprendeu a curar.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

sábado, 25 de outubro de 2025

Crónica - Os doentes que sobreviveram ao terramoto de 1755 mas que morreram afogados uns meses depois...


A história do terremoto de Lisboa de 1755 é amplamente conhecida: a cidade foi devastada pelo terremoto, pelo incêndio e pelo maremoto. Menos conhecidas são, porém, as tragédias que se seguiram nos meses posteriores, quando Lisboa, ainda em ruínas, foi atingida por novas intempéries. Uma dessas calamidades foi a tempestade de dezembro de 1755, referida em correspondência diplomática e eclesiástica da época, nomeadamente nas cartas do núncio apostólico Filippo Acciaiuoli, que relatava a Roma o estado desolador da capital portuguesa.
Entre as vítimas dessa nova desgraça estão os pacientes do Hospital Real de Todos-os-Santos, muitos dos quais haviam escapado do colapso e do incêndio do prédio no dia do terremoto. O hospital, localizado no Rossio, fora fundado no reinado de D. João II e era então o principal centro de assistência pública da cidade, acolhendo centenas de enfermos, pobres e expostos. O terremoto de 1º de novembro destruiu grande parte do prédio, e muitos pacientes pereceram esmagados ou queimados. Contudo, vários foram retirados a tempo e instalados em tendas improvisadas, em conventos e palácios próximos, onde passaram o inverno em condições precárias, dependentes da caridade e expostos ao frio e à umidade.

Foi nesse cenário de improviso que, em dezembro, uma nova tempestade assolou Lisboa com ventos furiosos e chuvas incessantes. As águas transbordaram, invadindo as áreas baixas do Rossio e da Ribeira. As barracas e tendas onde os doentes estavam foram arrastadas, e muitos, debilitados e incapazes de se mover, morreram afogados nas águas lamacentas. Eles sobreviveram ao terremoto e ao fogo, mas não resistiram ao dilúvio que veio depois.

Os registos paroquiais e hospitalares, quase todos destruídos, não permitem hoje identificar nomes ou números. Sabe-se apenas, pelas cartas do núncio e por alguns testemunhos coevos, que a cidade mergulhou novamente no caos. As chuvas agravaram a miséria, espalharam doenças e reforçaram o sentimento de punição divina que o terramoto já havia despertado.

A tragédia desses pacientes simboliza uma segunda onda de sofrimento, menos visível, mas igualmente devastadora. Foram vítimas não só da força da natureza, mas da fragilidade humana e institucional de uma cidade desfeita. Seu fim trágico, depois de terem escapado das chamas e das pedras, resume a condição de Lisboa naquele inverno de 1755: uma cidade ferida, desfigurada e sem abrigo, onde até os sobreviventes eram condenados por um destino implacável.

A tempestade de dezembro foi, assim, o epílogo cruel do desastre. Os doentes do Hospital Real de Todos-os-Santos, que haviam resistido à destruição, morreram silenciosamente nas águas frias do Rossio, desaparecendo sem nome nem memória. São eles os símbolos esquecidos da vulnerabilidade humana perante a natureza e da persistência da tragédia muito depois de o terramoto ter terminado.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

ENCONTRO TEMÁTICO CIRURGIA GERAL 2025 6 e 7 NOVEMBRO - hospital Portalegre

 📍 SALA DE CONFERÊNCIAS DO HOSPITAL DOUTOR JOSE MARIA GRANDE, PORTALEGRE

08h30 – 09h00 📌 Receção dos participantes

09h00 – Sessão de Abertura
09h30 – 10h00 ☕ Coffe Break
10h00 – 11h45 🧠 Mesa Redonda 1:
Feridas Malignas – Desafios e Cuidados Paliativos
👤 Moderador: Enfº Marco Carrapiço
Conceito e fisiopatologia – Drº Rui Dinis
Controlo de sintomas – Enfª Maria José Lopes
Impacto psicossocial – Psicóloga Vânia Cunha
14h00 – 15h00
🦵 Mesa Redonda 2:
Úlceras Venosas
👤 Moderadora: Enfª Especialista Andreia Baptista
Fisiopatologia – Drª Daniela Rosado
Diagnóstico diferencial – Drª Beatriz Mourato
Tratamento e impacto psicossocial – Enfª Kátia Furtado

15h00 – 15h15 ☕ Coffe Break

15h15 – 16h30
🧪 Mesa Redonda 3: Terapias Inovadoras
no Tratamento de Feridas
Terapia por pressão negativa – Drª Beatriz Mourato
Terapia Plasma Frio – Ana Mósca
Oxigenoterapia Tópica e Fotobiomodulação – Cláudia Ribeiro

📍 SALA DE CONFERÊNCIAS DO HOSPITAL DOUTOR JOSE MARIA GRANDE, PORTALEGRE

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Líderes da mobilidade e do turismo discutiram o futuro do setor no Centro de Portugal


VI Convenção Nacional da ARAC – Associação Nacional dos Locadores de Veículos juntou duas dezenas de especialistas em Torres Vedras.

O Centro de Portugal acolheu hoje, em Torres Vedras, a VI Convenção Nacional da ARAC – Associação Nacional dos Locadores de Veículos, que teve como tema central “Locação – Resposta para a Nova Mobilidade”. O encontro juntou os principais protagonistas dos setores da mobilidade, do turismo e da economia, num debate sobre os desafios tecnológicos, ambientais e regulatórios que o país enfrenta.
Na sessão de abertura, Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal, assinalou que vivemos “um tempo em que a forma como nos movemos está a mudar radicalmente, com reflexos diretos na forma como viajamos, trabalhamos e fazemos turismo. A locação é hoje um ativo da mobilidade sustentável, da transição energética e da inovação tecnológica”.
O presidente da Turismo Centro de Portugal destacou ainda que “sem mobilidade, sem acessibilidades, não há turismo”, sublinhando que “a locação automóvel tem sido decisiva para permitir a milhares de visitantes explorarem o Centro de Portugal com liberdade e autonomia, em contacto direto com as nossas paisagens, vilas, gastronomia e gentes”. Rui Ventura frisou também que o Centro de Portugal é a única região sem aeroporto, pelo que é fundamental “canalizar para o Centro parte dos fluxos turísticos que chegam a Lisboa e ao Porto. A ARAC é um parceiro essencial nesta missão, ao facilitar o acesso ao território, acelerar a renovação das frotas e responder à procura de viajantes atentos à sua pegada ambiental”.

Outras intervenções da sessão de abertura
Duarte Nobre Guedes, presidente do Conselho Diretor da ARAC, abriu o encontro sublinhando que a locação “é uma forma de mobilidade que garante liberdade e sustentabilidade” e defendeu “a necessidade de proteger o setor perante novos desafios regulatórios europeus e de continuar o diálogo com as instituições nacionais e europeias”.

Laura Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, deu as boas-vindas à cidade e destacou “os investimentos estruturantes na mobilidade sustentável do concelho”, como a instalação de postos de carregamento elétrico e a nova ligação da A8 à zona empresarial e ao litoral, “fundamental para atrair investimento e turismo”.
Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal, considerou que “se o turismo é o motor da economia, a mobilidade é o combustível que o faz avançar” e apelou ao “consenso político e estabilidade governativa” para que dossiês como o novo aeroporto e a ferrovia avancem “em benefício do país”.

Pedro Machado, Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, elogiou a “maturidade e resiliência do turismo português”, destacando que “a mobilidade é um dos princípios-base para o crescimento do setor” e defendendo “um novo modelo de gestão sustentável, que consolide mercados maduros e abra novas fronteiras”.

A ARAC volta ao Centro de Portugal em 2026

Ainda na sessão de abertura, foi anunciado que a VII Convenção Nacional da ARAC regressará ao Centro de Portugal, desta vez a Óbidos, “reforçando a relação estratégica entre a associação, a Turismo Centro de Portugal e os territórios que apostam numa mobilidade sustentável e inovadora”. Esta será já a quarta edição consecutiva, depois de Alcobaça (2023), Óbidos (2024) e, hoje, Torres Vedras.

Um dia de debate sobre o futuro da mobilidade

Ao longo do dia, a VI Convenção da ARAC, que decorreu no Hotel Dolce Campo Real, reuniu especialistas, gestores e decisores públicos em torno de cinco grandes painéis de debate, que abordaram as ligações entre economia, turismo e mobilidade sustentável; o papel da locação automóvel na transição energética; as novas tendências tecnológicas e comportamentais; e a importância crescente do cliente e da sustentabilidade nas estratégias das empresas.

Os oradores foram Carlos Abade (Turismo de Portugal), Ricardo Tomé (Media Capital), Andreia Ramos (ANA Aeroportos), Isabel Martinez (Europcar), Pedro Lazarino (Stellantis Portugal), Carlos Barbosa (ACP), Luís Mira Amaral (ex-Ministro da Indústria), António Trindade (Grupo PortoBay), Luís Pedro Martins (Turismo do Porto e Norte de Portugal), Pedro Costa Ferreira (APAVT), Pedro Ribeiro e Silva (Professor de Direito), Rita Marques (ex-secretária de Estado do Turismo), Karen Strougo (ANA Aeroportos), Pedro Clemente (ANSR), Ricardo Oliveira (World Shopper) e Carlos Caiado (Sixt).

A sessão de encerramento contou com Joaquim Robalo de Almeida (ARAC), Carlos Abade (Turismo de Portugal) e Cristina Dias (Secretária de Estado da Mobilidade).

*Cátia Aldeagas
Diretora do Núcleo de Comunicação, Imagem e Relações Públicas
Turismo Centro de Portugal

**Luís Miguel Nunes
Consultor de comunicação

Turismo Centro de Portugal e Universidade Europeia promovem ação de reflorestação na Serra da Lousã


Iniciativa “Plantar para Regenerar” junta 85 estudantes e professores em visita de estudo e reflorestação solidária.

O Centro de Portugal vai acolher no próximo dia 28 de outubro, a partir das 11h30, na Serra da Lousã, uma ação de campo e reflorestação solidária. A iniciativa insere-se no ciclo “Reconstruir e Reencantar Territórios: O Papel dos Eventos após os Incêndios”, promovido pela Universidade Europeia, com o apoio institucional do Turismo de Portugal, da Turismo Centro de Portugal e da APECATE - Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos.
Durante a manhã, 85 estudantes e docentes das áreas de Turismo e Hotelaria da Universidade Europeia participarão numa visita de estudo à Serra da Lousã e ao Parque Biológico da Serra da Lousã, com o objetivo de observar as consequências dos incêndios florestais e identificar recursos endógenos e oportunidades de regeneração sustentável.

O ponto alto da jornada será a ação solidária “Plantar para Regenerar”, na qual os participantes irão plantar árvores autóctones adquiridas pelos próprios, contribuindo assim, de forma simbólica, para a reflorestação da Serra da Lousã e para a recuperação ambiental da região.

Esta atividade resulta de uma colaboração concertada do Grupo de Trabalho dos Incêndios - liderado pela Turismo Centro de Portugal e que inclui várias entidades da região, nomeadamente a CCDR-C, os PROVERE, as Comunidades Intermunicipais e o Pinhal Interior - e a Câmara Municipal da Lousã.

Victor Carvalho, presidente da Câmara Municipal da Lousã, e Elsa Marçal, vogal da Comissão Executiva da Turismo Centro de Portugal, estarão presentes no evento.

O ciclo “Reconstruir e Reencantar Territórios”, que envolve um total de 140 estudantes de diferentes cursos e laboratórios da Universidade Europeia, assenta na metodologia de Challenge-Based Learning, que incentiva os alunos a propor soluções inovadoras, sustentáveis e aplicáveis para os desafios reais do setor. Sob o tema “Como podemos transformar tragédias ambientais em oportunidades de regeneração sustentável?”, o ciclo inclui ainda conferências, workshops e aulas abertas. Os projetos finais dos estudantes serão apresentados perante um júri constituído por representantes do Turismo de Portugal, Turismo do Centro de Portugal e APECATE.

Sobre a Turismo Centro de Portugal:
A Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

*Cátia Aldeagas
Diretora do Núcleo de Comunicação, Imagem e Relações Públicas
Turismo Centro de Portugal

**Luís Miguel Nunes
Consultor de comunicação


Marinha Grande | “AS ESTRELAS LAVAM OS TEUS PÉS” NO TEATRO STEPHENS

 O Teatro Stephens, na Marinha Grande, apresenta no dia 1 de novembro de 2025, às 17h00, o espetáculo “As Estrelas Lavam os Teus Pés”, de Sara Anjo e Madalena Palmeirim, uma proposta de teatro e dança que convida o público a mergulhar num universo poético e imaginativo, cuja entrada é gratuita.
Partindo de uma pergunta simples — “Se levantarmos os pés em direção ao céu, será que as estrelas os lavarão?” — o espetáculo convida crianças e adultos a explorarem o poder da imaginação e o encantamento do ato de brincar. 
“As Estrelas Lavam os Teus Pés” propõe uma experiência onde corpo, som e movimento se cruzam para criar um espaço lúdico de transformação, em que gestos e sons evocam animais, objetos e rituais mágicos.
Promotor: Município da Marinha Grande
Duração: 50 minutos 
Classificação etária: maiores de 3 anos
Entrada gratuita
Bilheteira teatrostephens.bol.pt ou presencialmente no Museu do Vidro, de terça-feira a domingo, entre as 10h00 e as 12h30 e das 14h00 às 18h00

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Marinha Grande | APRESENTAÇÃO DO LIVRO “SUSTENTABILIDADE URBANA. TECNOLOGIAS: RE-INVENTAR A VIDA URBANA”

 O auditório da Biblioteca Municipal da Marinha Grande recebe, no dia 8 de novembro de 2025, às 15h00, a apresentação do livro “Sustentabilidade Urbana. Tecnologias: Re-inventar a vida urbana”, da autora Francisca Caminho. 

A iniciativa convida o público a refletir sobre os desafios e soluções para construir cidades mais sustentáveis, humanas e resilientes.
O livro aborda as cidades, enquanto centros de vida, cultura e economia, que se tornaram arenas decisivas na luta contra as alterações climáticas, a escassez de recursos e a pressão populacional. A obra explora tecnologias inteligentes, como a Internet das Coisas, inteligência artificial, energias renováveis e mobilidade sustentável, mostrando de forma acessível como estas inovações podem otimizar recursos, reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana.

Mais do que um manual técnico, a publicação destaca os dilemas éticos, a participação cidadã e o contrato intergeracional, evidenciando que construir cidades sustentáveis também é promover justiça social, resiliência comunitária e esperança para as futuras gerações. A obra é indicada para profissionais, estudantes, decisores políticos e cidadãos interessados em participar ativamente na criação de cidades inteligentes e sustentáveis.

Francisca Caminho é consultora em sustentabilidade e transformação digital, com mais de vinte anos de experiência em estratégias de transição ecológica e tecnológica. Tem atuado em projetos de ESG, desenvolvimento de marcas com identidade própria, marketing verde e inovação estratégica, colaborando com programas internacionais e como avaliadora externa da União Europeia. É, também, formadora certificada, dedicada à capacitação de equipas e à promoção de soluções de impacto económico, social e ambiental positivo.

*Gabinete de Comunicação e Imagem