quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Ex-presidente do Porto de Sines lança livro sobre o sistema portuário

 José Luís Cacho defende em O Despertar dos Portos o "papel crucial" destas infra-estruturas na economia portuguesa, o seu modelo de gestão descentralizada, e critica antigas decisões políticas. A obra é apresentada amanhã, 1 de Outubro, às 17h30 no Museu do Oriente, Lisboa.
Durante décadas José Luís Cacho esteve nos bastidores, nas decisões e na linha da frente do mundo portuário. Foi presidente dos portos de Sines, de Aveiro e da Figueira da Foz, e concebeu e co-fundou a Associação dos Portos de Língua Oficial Portuguesa. Agora, faz uma reflexão sobre a história moderna desse universo e o seu futuro em O Despertar dos Portos — De Aveiro a Sines: a reinvenção do sistema portuário português (Edições Tinta-da-China), contada por ele e 20 protagonistas desse processo, como António Costa Silva, Natércia Cabral ou Jorge d'Almeida. O lançamento é amanhã, 1 de Outubro, às 17h30 no Museu do Oriente, Lisboa, com apresentação do economista António Nogueira Leite.

A obra evoca antes de mais o plano decisivo implementado por João Cravinho (1936–2025) enquanto ministro do Planeamento e Administração do Território, definido em 1998 no "livro branco" Política Marítimo-portuária Rumo ao Século XXI, que iniciou uma transformação profunda e continuada do sector, acima de tudo ao dar aos portos o ainda vigente modelo de gestão empresarial.
"Os portos, mais do que infra-estruturas de cais e guindastes, são nós vitais de uma economia aberta ao mundo", lê-se na introdução do livro de Cacho. "São pontos de contacto entre o território e as rotas globais, barómetros silenciosos da competitividade nacional."

O autor sublinha: "Vivemos num mundo em constante mudança e agitação, onde os portos e o transporte marítimo continuam a desempenhar um papel fundamental, tal como no passado, tanto do ponto de vista económico como por razões de segurança. Os portos portugueses devem ser proactivos, no sentido de adaptarem a sua estratégia a esta nova realidade e estarem atentos aos desafios impostos pelas alterações climáticas".

Mais ainda: "São estruturas integradas em cadeias logísticas regionais, onde desempenham um papel económico muito relevante para as regiões em que estão inseridos. À semelhança da maioria dos países europeus, importa aprofundar e flexibilizar o modelo empresarial de gestão, assegurando a autonomia, articulando-o com as estruturas políticas regionais e com o tecido económico local."

Mas a evolução portuária portuguesa não foi linear. O livro é, em várias passagens, crítico do Governo que em 2014 bloqueou a expansão do terminal de contentores do Porto de Sines (Terminal XXI). "Uma decisão governamental deve ser sempre sustentada numa avaliação técnica. Eventualmente, neste caso, os fundamentos para a decisão política ou não tinham esse suporte técnico ou então apoiaram-se em informações que tinham por base um cenário irrealista", aponta Cacho. "Isso teve consequências profundamente negativas para o futuro e para as ambições de Sines, com efeitos a médio e longo prazo, provocando um atraso de sete anos no desenvolvimento do porto".

O Despertar dos Portos fixa o itinerário histórico da revolução moderna destas infra-estruturas, oferece elementos essenciais a análises académicas e antecipa linhas para novos planeamentos. É uma reflexão intensa sobre as últimas décadas e um mapa para o futuro.

"Tenho uma profunda convicção na importância dos portos na economia portuguesa", diz José Luís Cacho. "Defendo uma maior integração deles no tecido económico das regiões, num modelo descentralizado, construído em articulação com as empresas e entidades públicas locais. Os portos são genuínas portas de ligação ao mundo, com um papel crucial, global, na evolução das sociedades, que não começou hoje nem terminará amanhã."

Patente de 2 a 31 de outubro na Biblioteca Municipal. Exposição fotobiográfica na abertura do ciclo dedicado a Augusto Abelaira

 
A exposição fotobiográfica “Augusto Abelaira na 1.ª e 3.ª Pessoas. 1926-2026 – Centenário do Nascimento”, que estará patente na Biblioteca Municipal de Cantanhede, de 2 a 31 de outubro, é um dos destaques da 5.ª edição do projeto “Gente da Nossa Terra”, promovido pelo Município de Cantanhede, que vai homenagear o escritor, romancista, dramaturgo, professor, tradutor e jornalista, natural de Ançã.
A mostra dá a conhecer uma pequena parcela da imensidão do acervo documental e testemunhal de Augusto Abelaira, numa estreita articulação e colaboração com a Biblioteca Nacional de Portugal, que disponibilizou grande parte dos documentos que integram esta exposição.
O percurso expositivo estrutura-se, assim, numa dupla perspetiva: por um lado, a voz e o olhar do próprio escritor, através dos inúmeros testemunhos que deixou registados em diferentes suportes — áudio, televisão e imprensa —, bem como, naturalmente, através da sua obra literária, numa aproximação à sua voz na primeira pessoa; por outro, os comentários, críticas e testemunhos de outras personalidades de reconhecido mérito, que ajudam a evidenciar a relevância do contributo de Augusto Abelaira para a cultura literária, cívica e política, bem como para o jornalismo, o ensaísmo e a televisão.
Desde cedo, Augusto Abelaira se afirmou como uma personalidade de intervenção e de pensamento, deixando uma marca singular em diferentes áreas da vida cultural e pública portuguesa.
O texto introdutório, da autoria de Paulo Alexandre Pereira, professor do Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro, proporciona um enquadramento claro, rigoroso e assertivo da exposição, contribuindo para uma melhor compreensão da dimensão e da diversidade do legado de Augusto Abelaira.
Recorde-se que a programação vai contar com dezenas de iniciativas multidisciplinares que decorrerão em vários pontos do concelho de Cantanhede e fora deste, com o envolvimento de mais de três dezenas de entidades em parceria com o Município. Conferências, concertos de música, peças de teatro, exposições, performances, caminhadas pela biodiversidade, cinema ficcional e documental, viagens culturais, audição de programas de rádio, visitas guiadas, conversas, workshops / oficinas, apresentações de livros, pintura, contos para crianças, sessões pedagógicas nas escola e aulas teórico-práticas com população sénior são algumas das iniciativas que constam no programa.

1ª UPortugal Conferência Anual: DemocracIA, Media e Futuro*

 

Programa

14h00 - Receção e acreditação 


14h30 - Sessão de Abertura 

  • Paulo Lopes Silva - Presidente do Movimento UPortugal
  • Ricardo Ramos Pinto - Presidente do ISCSP-ULisboa 


15h00 - Inteligência Artificial: Desafios e Oportunidades

  • Moderador: Ana Pimentel 
  • Oradores:  
    • Goreti Marreiros – Presidente da Associação Portuguesa de Inteligência Artificial 
    • Francisco Goiana da Silva – Vice-presidente da Sword Health 
    • Alfredo Sousa de Jesus – Chefe do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal  


16h15 - Orador principal: Inteligência Artificial no Futuro do Jornalismo, por Paulo Martins, Professor auxiliar e coordenador executivo da Área de Ciências da Comunicação do ISCSP-ULisboa


16h30 - Coffee-break 


16h45 - A Comunicação Social em Portugal e a Desinformação 

  • Moderador: Tiago Sigorelho 
  • Oradores:  
    • Telmo Gonçalves – Vice-presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social 
    • Miguel Carvalho – Jornalista e autor 
    • Inês Cardoso – Administradora do Grupo Notícias Ilimitadas (NI)


18h00 - Conclusões

Síntese dos principais temas e contributos da conferência


18h15 - Sessão de encerramento: 

Paulo Lopes Silva, Presidente do Movimento UPortugal 
 


*Em parceria com o ISCSP – ULisboa 

Serviço “IR e VIR” celebra cinco anos com mais de 66 mil passageiros transportados em Viseu Dão Lafões


Transporte flexível e a pedido da CIM Viseu Dão Lafões está presente nos 14 municípios da região, conta com uma rede de 120 táxis e soma novos máximos de utilização. Reconhecimento europeu reforça projeção do modelo.

O “IR e VIR”, serviço público de transporte flexível e a pedido promovido pela Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, celebra no dia 1 de outubro cinco anos desde o seu lançamento. Desde 2021, transportou já mais de 66 mil passageiros, num percurso marcado pelo crescimento da utilização e pelo reconhecimento europeu do modelo.

Criado para responder às dificuldades de mobilidade sentidas sobretudo nas localidades com reduzida ou inexistente oferta de transporte público regular, o “IR e VIR” permite aos utilizadores deslocarem-se de táxi pelo preço equivalente ao de um bilhete de autocarro, mediante reserva prévia.

Em julho de 2026, o “IR e VIR” alcançou um novo máximo mensal, com 3.297 passageiros transportados, correspondendo a um crescimento de 7,18% relativamente ao mesmo mês do ano anterior. Também nesse mês foi estabelecido um novo máximo diário: no dia 23 de julho, 205 passageiros utilizaram o serviço, o maior número registado num único dia desde o início da operação.

Para João Azevedo, Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, o “IR e VIR” demonstra a importância de soluções de mobilidade ajustadas às características do território. “Cinco anos depois da sua criação, o ‘IR e VIR’ é hoje uma peça fundamental da nossa rede de mobilidade e, sobretudo, uma resposta concreta para muitas pessoas que vivem em localidades onde a oferta de transporte público é limitada. O mais importante nestes números é aquilo que representam no dia a dia: mais autonomia, maior acesso a serviços e mais proximidade entre as populações e os centros urbanos”, afirma.
De serviço municipal a uma rede regional em cinco anos

A primeira fase do serviço arrancou a 1 de outubro de 2021, com o Serviço Municipal, que liga às sedes de concelho localidades que não tenham acesso adequado a transporte público ou cuja cobertura seja reduzida.

Em julho de 2022, o “IR e VIR” entrou numa segunda fase, com duas novas valências: o Serviço Intermunicipal, que assegura ligações entre sedes de município sempre que não exista uma alternativa através da rede regular; e o Serviço de Comboio, que permite a ligação às estações e apeadeiros da Linha da Beira Alta existentes no território.

Desde então, o “IR e VIR” foi crescendo e diversificando a sua oferta. Em 2025, com a chegada ao concelho de Viseu, o serviço passou a estar presente tem todos os 14 municípios que integram a CIM Viseu Dão Lafões, tendo sido também criada uma nova modalidade de transporte, o Serviço Aeródromo, que assegura ligações ao Aeródromo Gonçalves Lobato, em Viseu.

O “IR e VIR” conta hoje com uma rede de 120 táxis distribuídos pelo território e constitui uma solução complementar à oferta convencional de transporte público. O serviço é particularmente relevante numa região marcada pela dispersão geográfica e pela existência de localidades onde a procura não permite assegurar uma resposta regular com a mesma frequência dos principais centros urbanos.

Nuno Martinho, Secretário Executivo da CIM, considera que a evolução do serviço confirma a consolidação do projeto. “O ‘IR e VIR’ nasceu para resolver um problema muito concreto e foi crescendo à medida das necessidades do território. Hoje está presente nos 14 municípios, tem diferentes modalidades de serviço e continua a aumentar a sua utilização. É um projeto que facilita deslocações, reduz situações de isolamento e contribui de forma muito concreta para a coesão social e territorial. É, verdadeiramente, um serviço público que a CIM Viseu Dão Lafões presta a quem vive na região”, sublinha.

Locais de espera com condições melhoradas

A celebração dos cinco anos coincide também com uma nova fase de qualificação das condições de utilização do serviço. Recentemente, a CIM Viseu Dão Lafões instalou 39 novos “Green Hubs” nos 14 municípios da região, criando zonas de espera mais confortáveis, acessíveis e sustentáveis para os utilizadores do “IR e VIR”.

Os novos equipamentos urbanos combinam bancos de descanso com floreiras integradas, e contribuem para melhorar o conforto dos passageiros, qualificar o espaço público e incorporar preocupações de sustentabilidade nas infraestruturas de apoio à mobilidade.

O projeto nasceu de uma candidatura da CIM Viseu Dão Lafões ao concurso internacional “Sustainable Cities Mobility Challenge”, promovido pela Climate-KIC International Foundation e patrocinado pela FedEx.

Reconhecimento europeu e nacional

A evolução do “IR e VIR” tem também sido acompanhada por um crescente reconhecimento a nível europeu e nacional. O projeto recebeu o selo de Boas Práticas do programa URBACT IV e foi distinguido no âmbito do projeto europeu EMBRACER (INTERREG Europe). Mais recentemente, o modelo “IR e VIR” deu origem à rede europeia de transferência “Comings and Goings”, envolvendo parceiros de sete países, que procura partilhar e adaptar esta experiência de transporte flexível a diferentes territórios europeus.

A nível nacional, o projeto foi distinguido com o Prémio Mobilidade, atribuído pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), pelo contributo para uma mobilidade mais segura, eficiente e sustentável nos 14 municípios da região, através de uma solução inovadora orientada para as necessidades das população.

Sobre a IM Viseu Dão Lafões:
A CIM Viseu Dão Lafões é uma associação de municípios, denominada como Comunidade Intermunicipal, sendo constituída pelos municípios de Aguiar da Beira, Carregal do Sal, Castro Daire, Mangualde, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão, São Pedro do Sul, Sátão, Tondela, Vila Nova de Paiva, Viseu e Vouzela.

*Miguel Fernandes

**Filipe Santos
Assessoria de Imprensa

Termas Centro de Portugal entram em “Modo Termal” para chegar a todas as gerações


Nova abordagem quer mostrar que cuidar da saúde e da qualidade de vida não tem idade.
Já presente em outdoors e no digital, “Entra em Modo Termal” mantém a água mineral natural no centro da experiência

Legenda: Pedro Pontes (Turismo Centro de Portugal) e Artur Salvador (Inov@termas) na Termatalia

Relaxar ou cuidar da saúde nas termas não tem de começar apenas quando aparecem os primeiros sinais de stress ou uma doença. Pode começar muito antes, como uma forma privilegiada de melhorar a qualidade de vida e de reservar tempo para recompensar o corpo e a mente, em todas as idades.
 
É essa mudança de perceção que as Termas Centro de Portugal querem promover com o conceito “Entra em Modo Termal” – uma nova forma de apresentar e viver o termalismo, alinhada com o modo de vida contemporâneo e pensada para chegar a públicos de todas as idades, mantendo a água mineral natural e a saúde no centro da experiência.
 
A nova abordagem parte daquilo que distingue as termas de outras experiências de bem-estar: a água mineral natural, as suas características específicas e a sua utilização para fins terapêuticos e de bem-estar. A proposta é alargar a perceção do termalismo sem alterar a sua essência, mostrando que as termas podem ser procuradas tanto no contexto de tratamento como numa lógica de prevenção, recuperação e melhoria da qualidade de vida.
 
Para dar corpo ao conceito, as Termas Centro de Portugal têm em marcha uma campanha que já está presente em outdoors em vários pontos do país e que será reforçada no digital, incluindo um novo website e uma presença mais ativa nas redes sociais. Com mensagens como “Dá descanso ao scroll” ou “Põe o stress de molho”, a campanha adota uma linguagem mais contemporânea, procurando contrariar a associação do termalismo exclusivamente a públicos menos jovens ou a estadias prolongadas.
 
Artur Salvador, coordenador executivo da Inov@termas, entidade que lidera a estratégia PROVERE – Agenda para a Valorização dos Territórios Termais do Centro, explica que o objetivo é alterar uma perceção ainda muito instalada sobre o setor. “Durante muito tempo, o termalismo ficou associado sobretudo a uma determinada idade ou ao momento em que surge um problema de saúde. Mas o termalismo não deve começar quando aparece o problema. Deve entrar mais cedo na vida das pessoas, como aliado da prevenção, da saúde ativa e do bem-estar. Queremos ganhar anos de vida com qualidade”, sublinha.
 
“Hoje, nem todas as pessoas conseguem parar 14 ou 21 dias, mas isso não significa que devam deixar as termas para mais tarde. Pode ser um fim de semana, três dias ou uma pausa regular ao longo do ano. O importante é criar o hábito de parar antes de o corpo nos obrigar a parar”, acrescenta Artur Salvador.
 
Vítor Proença, presidente da Direção da Inov@termas, salienta que a nova proposta procura valorizar um recurso que distingue profundamente a Região Centro. “Temos um património termal extraordinário, construído em torno de águas com características próprias e de territórios muito diferentes entre si. O desafio é preservar essa identidade e, ao mesmo tempo, mostrar às novas gerações que este património continua atual e deve ter um papel cada vez mais importante na promoção da saúde e da qualidade de vida”, considera.
 
A água como ponto de partida
A nova proposta mantém a água mineral natural como elemento central das Termas Centro de Portugal. Afinal, são as características das águas e a sua utilização termal que diferenciam o termalismo de outras experiências de bem-estar e sustentam a tradição de tratamentos para diferentes indicações terapêuticas.
 
A água é também o ponto de partida para descobrir os territórios. Natureza, património, gastronomia, cultura e alojamento complementam a experiência termal, transformando uma ida às termas numa oportunidade para permanecer e conhecer melhor cada destino.
 
É esta relação entre água, saúde, bem-estar e território que as Termas Centro de Portugal querem reforçar, tanto junto dos públicos tradicionais como de novas gerações que procuram experiências associadas à prevenção, ao equilíbrio e à qualidade de vida.
 
Termas Centro de Portugal despertaram interesse na Termatalia
A valorização da água e das diferentes formas de viver a experiência termal esteve também em evidência na recente participação das Termas Centro de Portugal na Termatalia – Feira Internacional de Turismo Termal, Saúde e Bem-Estar, evento especializado que decorreu em Ourense, Espanha.
 
A presença, resultante de uma parceria entre a Inov@termas e a Turismo Centro de Portugal, teve como um dos momentos de destaque a “Thermal Water Experience”, uma prova de águas comentada conduzida por Ricardo Machado, sommelier de água das Termas de Monfortinho.
 
Na componente termal, estiveram em prova águas das Termas de Vale da Mó, Curia, Piedade e Monfortinho. Entre as águas minerais engarrafadas estiveram representadas Monfortinho, Vimeiro, Caramulo e Luso.
 
A participação incluiu ainda workshops de turismo e bem-estar e vários contactos com operadores e profissionais especializados.
“Tivemos oportunidade de realizar muitos contactos profissionais e percebemos também, pela reação dos visitantes, que existe uma grande curiosidade em conhecer melhor as nossas águas e as experiências que lhes estão associadas. A Termatalia mostrou-nos que existe espaço para apresentarmos o termalismo do Centro a públicos muito diferentes e para trabalharmos cada vez mais a sua dimensão internacional”, sublinha Artur Salvador.

Porto de Mós conquista 1.º lugar nos Prémios Nacionais de Educação com o projeto “Smile Dogs” DATA: 30 de setembro de 2026

 O Município de Porto de Mós conquistou o 1.º lugar na categoria “Fomento das Aprendizagens Essenciais”, na 5.ª edição dos Prémios Nacionais de Educação, promovidos pela Betweien, com o projeto “Smile Dogs – Cães Terapeutas”.
A distinção foi entregue esta quarta-feira, 30 de setembro, numa cerimónia realizada no Centro Cultural Gil Vicente, no Sardoal, que reuniu municípios, escolas e instituições reconhecidos pelo trabalho desenvolvido na área da Educação e pelo impacto das suas iniciativas nos respetivos territórios.
O Smile Dogs – Cães Terapeutas é um projeto de cinoterapia que recorre à interação com cães como ferramenta de apoio a intervenções assistidas por animais. Através desta abordagem, a relação entre crianças e animais é utilizada como elemento de motivação, proporcionando experiências que contribuem para o bem-estar físico e emocional, a inclusão, a aprendizagem e o desenvolvimento de competências, promovendo simultaneamente a empatia e a interação.
A iniciativa teve início junto das crianças da educação pré-escolar e acompanha atualmente 19 crianças, proporcionando experiências diferenciadoras no contexto educativo. O Município pretende agora alargar progressivamente o projeto a outras crianças, nomeadamente a crianças com necessidades especiais, reforçando a sua dimensão inclusiva e a capacidade de responder a diferentes necessidades educativas.
Os resultados alcançados têm sido particularmente significativos. Como destaca o Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Jorge Vala, “há relatos de crianças que, no primeiro dia com os cães, falaram pela primeira vez na escola. Há professores que testemunham transformações profundas na regulação emocional e na comunicação dos seus alunos.”
Para além do 1.º lugar na categoria “Fomento das Aprendizagens Essenciais”, o Município de Porto de Mós recebeu ainda o 3.º lugar e uma Menção Honrosa na categoria “Cultura e Património”, com o projeto “Semana da Educação – Sentir Freguesia a Freguesia”.
A dupla distinção evidencia a diversidade das iniciativas promovidas pelo Município na área da Educação e o investimento em projetos que valoriza proximidade e o desenvolvimento integral das crianças e jovens.

*Patrícia Alves
Técnica Superior de Comunicação Organizacional
Gabinete de Comunicação

Proença-a-Nova | CLDS 5G percorre aldeias do concelho no âmbito do Mês do Idoso


O CLDS 5G Proença (A)colhe arranca esta quinta-feira, dia 1 de outubro, com o “Roteiro pelas Aldeias”, uma iniciativa que, ao longo do mês e início de outubro, levará a equipa do projeto a mais de 90 localidades do concelho de Proença-a-Nova, no âmbito das comemorações do Mês do Idoso.
A iniciativa tem como objetivo reforçar a proximidade com a população sénior, proporcionando momentos de convívio, escuta e companhia, mas também recolher informação sobre as necessidades e dinâmicas de cada comunidade. As visitas permitirão, assim, realizar um diagnóstico de proximidade das aldeias, identificando necessidades, recursos e potencialidades locais.
Em algumas localidades, o roteiro será realizado em articulação com a Equipa de Ação Social, a Unidade Móvel de Saúde e a Bibliomóvel, reforçando a presença e a proximidade dos serviços municipais junto das populações.
O roteiro integra ainda a preparação do projeto “Pontos que nos Unem”, que será apresentado em 2027 e que pretende valorizar as pessoas, os lugares e as relações que ligam as diferentes comunidades do concelho.
Ao longo do mês, a equipa do CLDS 5G estará, assim, no terreno, aldeia a aldeia, promovendo a proximidade, a participação e a valorização das comunidades locais.
As datas, horários e percursos das visitas serão divulgados através das redes sociais do Município de Proença-a-Nova.