terça-feira, 10 de novembro de 2015

Violência doméstica versus verbal

Violência doméstica versus verbal

Por Joaquim Carlos *

A notícia do jornal era chocante. O marido tinha deitado gasolina em cima da esposa e tinha-lhe pegado fogo! Segundo os familiares e vizinhos, isso foi o culminar de uma vida inteira de agressões. E tudo tinha piorado quando os filhos saíram de casa. Ele estava mais à vontade para a encher de pancada. A notícia dizia ainda que, quando a viu entrar para a ambulância, o marido chorava pedindo que lhe perdoasse porque estava arrependido.
Esta é apenas uma, entre dezenas de notícias que, diariamente, chegam ao nosso conhecimento através da comunicação social. A violência doméstica tem sido alvo da nossa atenção, dada a proporção com que acontece no nosso país.
Procuram-se causas, discutem-se consequências, arranjam-se soluções. Explica-se pela mentalidade machista, pela miséria, pelo alcoolismo, incluindo vícios de outra natureza que perturbam ou danificando as faculdades mentais. Fala-se nas marcas físicas e psicológicas que deixa nas crianças, no sofrimento que provoca na família. Promulga-se mais uma lei, como as que já existem não fossem suficientes ou imperfeitas. Há gabinetes de Estado para os assuntos da família.
Tristemente, temos que admitir que a violência no lar está longe de ser debelada. Porque há muitas formas de violência. Formas que, normalmente, como costumamos dizer, “não matam, mas moem”. Refiro-me, por exemplo, às palavras. As coisas que os membros da família dizem uns aos outros em forma de agressão pessoal: “tu és um estúpido…”, “és sempre a mesma coisa…”, “ és um malandro…”, “o menino é mau!...”,  “para que tiraste esse curso…”. E as discussões acesas de gritos, histeria, de asneiras, de ameaças passam a ser uma constante, culminando em agressões físicas, mesmo em homicídios bárbaros.
Há também a ausência de palavras. O silêncio agride, quando o que é preciso é diálogo, pelo menos essa é a receita que se recomenda nas sessões de terapia conjugal. Cônjuges que não falam um para o outro, às vezes, dias seguidos. E que dizer das ironias, das piadas de mau gosto, das indirectas, dos comentários negativos à sogra ou a outros elementos do núcleo familiar, e aos vizinhos?
Chocante? Talvez não tanto, à primeira vista, como deitar gasolina sobre uma pessoa e atear-lhe fogo. Mas, como é que a família pode subsistir saudável e feliz a um ambiente de agressividade contínua? Família, em que cada membro luta pela sobrevivência emocional, descarregando fora de casa as suas frustrações de variadas maneiras. Muitas vezes evidenciando claramente o que recebem lá dentro, levando uma vida de faz de conta, que está tudo bem, porque tem de ser assim. Nem sempre o andar na rua de mão dada, se traduz numa relação de respeito integral mútuo.
Haverá soluções capazes de recolher os cacos e restaurar as vidas de crianças, jovens, adultos – membros de famílias desfeitas pela violência, pelas atitudes negativas, demolidoras e humilhantes? Não parece um caminho fácil, com transformações radicais ou crescimento instantâneo.
Fonte:sicnoticias.sapo.pt
Muitas famílias nestas situações recorrem com frequência às diversas igrejas evangélicas, onde já é possível encontrar aconselhamento especializado. Em jeito de conversa de café dizia-me um Pastor Evangélico: ”Mas a verdade é que Deus, cujo plano para a humanidade foi desde o princípio a vida em família, tem poder restaurador e transformador de vidas. A verdade é que a Sua Palavra ensina, edifica, exorta, consola e liberta”. Pena é que poucas são as famílias que nela acreditam.
No seguimento do nosso diálogo continuou:”Famílias felizes? Uma realidade possível depois da violência? Sim. Com Deus na vida de cada um dos seus membros e a Sua Palavra no lar, tudo é possível, porque para Deus nada é impossível, assim está escrito na sua Sagrada Palavra, também, desde que cada um faça a sua parte”.
Se tivermos em conta a situação dramática que o país está a atravessar, a tendência é que situações semelhantes se generalizem provocando estragos em todas as áreas do núcleo familiar. Convém estarmos atentos aos sinais dos tempos de crise que nos vêm esmagar os limites da paciência e do bom senso.

*Editor|Administrador do Litoral Centro



A informação é um bem público inestimável

A informação é um bem público inestimável
1. A informação é necessária, imprescindível e tem um valor inestimável. 

A informação habilita os cidadãos a conhecer melhor a realidade em que vivem. Uma informação livre permite-lhes fiscalizar melhor os poderes e as políticas públicas; dá-lhes voz e espaço para propor e exigir.

Uma informação livre, de qualidade e pluralista faz saber o que propõem e o que realizam as organizações cívicas, as forças políticas, as instituições económicas, os sindicatos, os movimentos sociais, as universidades e centros de investigação, as instituições culturais e desportivas; promove o interesse pelo saber e pelo conhecimento, a fruição dos bens e serviços culturais, do património material e imaterial; reflecte o que pensam, o que anseiam e o que propõem os cidadãos e as suas organizações e fomenta o espírito crítico.

Uma informação que valoriza a cidadania está sinceramente empenhada em conferir permanentemente saberes e competências aos cidadãos; torna-os mais capazes de conhecer, de analisar, de discutir e de decidir sobre as suas vidas e sobre a vida da colectividade; habilita-os a fazer escolhas informadas sobre os órgãos de soberania, as autarquias locais e sobre o seu futuro.

Sem informação livre, plural e de qualidade, não há verdadeira Democracia.

2. A informação como bem público necessita de jornalistas livres e com direitos

A informação livre, plural e de qualidade só pode ser assegurada por jornalistas vinculados a um corpo de normas éticas e deontológicas, a um património de leis da arte da profissão consolidado ao longo de décadas e décadas, e a um estatuto profissional que lhes impõe deveres imprescritíveis perante as fontes, as pessoas objecto do seu trabalho, e o público.

Por assumirem um tão elevado grau de exigência e por estarem submetidos ao mais amplo escrutínio dos seus actos profissionais e do seu trabalho, os jornalistas necessitam da correspondente protecção nos mais variados domínios – do direito de acesso à informação à protecção no emprego, da garantia de sigilo profissional à liberdade sindical, da cláusula de consciência ao direito a um salário justo.

3. A informação como bem público exige redacções capazes

Ao assinalar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o Sindicato dos Jornalistas chama a atenção dos cidadãos e dos poderes públicos para o continuado agravamento das condições de trabalho dos jornalistas em inúmeros órgãos de informação, em particular com os despedimentos de centenas de profissionais nos últimos anos, a depreciação do estatuto salarial, a intensificação do ritmo e da duração do trabalho, a redução dos espaços destinados à informação, a desvalorização da grande reportagem, o primado da superficialidade.

Neste contexto, são de particular gravidade as situações de precariedade, de contratados a recibos verdes ou a prazo, bastante generalizada entre os jovens jornalistas mas não só. Não é possível garantir a independência e a liberdade de informar de jornalistas que podem ser sumariamente despedidos no dia seguinte ou no mês seguinte.

O SJ alerta também para a preocupante degradação do próprio “mercado” da comunicação social, em particular ao nível da imprensa, com sucessivas quebras de vendas e de audiências, sem dúvida reflexo da crise económico-financeira que diminui o poder aquisitivo dos leitores, mas cujas raízes mergulham num problema já estrutural do país: a gritante diminuição dos hábitos de leitura de publicações periódicas.

A presente crise representa um extraordinário desafio aos jornalistas e às empresas. É necessário demonstrar – agora mais do que nunca – que a informação, de qualidade e feita por profissionais qualificados e exigentes consigo próprios, constitui uma alavanca essencial para sairmos dessa crise, colocando em discussão no espaço público as suas causas e promovendo as soluções para ela. 

4. A informação como bem público exige serviços públicos de qualidade

É neste contexto que o SJ reafirma mais uma vez a decisiva importância dos serviços públicos de comunicação social – de agência noticiosa, de rádio e de televisão – que o Governo e a maioria parlamentar querem desmantelar, com o pretexto demagógico da crise, mas visando cumprir uma agenda neoliberal de privatizações a todo o custo.

O SJ sublinha que a existência de serviços públicos de comunicação social prestados por operadores de capitais exclusivamente públicos (RTP) e maioritariamente públicos (Lusa) representa uma garantia permanente para os cidadãos, as suas organizações e as mais variadas instituições, de que o pluralismo, a diversidade informativa e a cobertura da realidade e das iniciativas das comunidades – em todo o país e no mundo – são asseguradas.

Ao assinalar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o SJ salienta que a protecção e o desenvolvimento de serviços públicos de informação livres da influência dos poderes são imprescindíveis à democracia e que uma verdadeira democracia não subsiste sem eles.

Direcção do Sindicato dos Jornalistas
3 de Maio: Dia Mundial da Liberdade de Imprensa
(mensagem do Sindicato dos Jornalistas)

a Página, 03.05.2012

A família é um bem de grande valor, um valor inestimáve

A família é um bem de grande valor, um valor inestimável

Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; acabam-se os nossos anos como um suspiro. A duração da nossa vida é de setenta anos; e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, a medida deles é canseira e enfado; pois passa rapidamente, e nós voamos. Salmos 90: 9,10

A família é um bem de grande valor, um valor inestimável. No entanto desperdiçamos momentos significativos de nossa existência aqui nesta terra quando não sabemos ou não queremos nos relacionar melhor com aqueles que Deus colocou em nossa vida. Digo isto, pois a vida é muito curta. Outro dia mesmo estive em minha cidade natal justamente quando ela comemorava seus 116 anos (Eugenópolis-MG) . Uma das comemorações foi a presença dos jactos tucanos da força área brasileira presente nas festividades com seus voos acrobáticos nos céus desta pequena cidade do meu coração bem acima de uma pequena casinha em uma pequena propriedade onde não faz muito tempo que nasci em casa de meus avós através das mãos de uma parteira.


Confesso que foram emocionantes as duas coisas, ou seja, estar ali naquele momento com parte de pessoas de nossa família que amamos e também observar aqueles pilotos e suas máquinas voadoras cortando os céus bem acima onde Deus me trouxe a existência. Este é o sentimento que tenho que de fato Deus me deu vida justamente com um propósito que é o de abençoar todas as pessoas que cruzarem o meu caminho. Tal como aqueles aviões a vida passa muito rápido e a Bíblia nos diz: “pois passa rapidamente, e nós voamos.”

Infância, adolescência, juventude, casamento e hoje já sou adulto, esposo de uma linda mulher por dentro e por fora e pai de dois filhos jovens que logo também constituirão suas famílias. Mais da metade de um século se passou e a pergunta que paira em minha mente. Será que pude contribuir positivamente com as pessoas que passaram por mim nestes anos? Refiro-me mais aos meus familiares em geral.

Quando nos encontramos com nossos parentes que já não vemos há algum tempo notamos que estamos envelhecendo cada dia e num balanço muito simples de nossa existência se fossemos medir o que proporcionamos de bom ou de útil na vida destas pessoas veremos fatalmente que deixamos a desejar em muitas áreas. Será que fui amigo, companheiro nas horas difíceis ou não? Quantos eu pude ajudar de facto com uma atenção de qualidade e não somente alguns momentos de reencontro? Quantos eu pude falar do amor de Jesus?

Enfim qual o valor que estas pessoas como cônjuges, filhos, netos, bisnetos, avós, pais, irmãos(ãs) tios(as) primos(as) sogros(as), cunhados(as), noras, genros, etc representam para mim? Será que em algum momento não ouve nenhuma inimizade, intriga, falta de perdão, ódio, mágoa, ressentimentos, desapontamentos diante de algum deles por uma palavra mal colocada, por algo que fiz no passado que julguei como certo mas que nas concepções deles deixei a desejar. Em qual momento ou circunstâncias da vida deixei de fato de ser bênção na vida destas pessoas do meu coração? Por que estou fazendo estas colocações nesta oportunidade? É que você amigo(a) não é diferente de mim, pois também um dia nasceu e também têm uma família e talvez você ainda não parou para pensar como a vida é realmente curta. Como desperdiçamos nossas vidas com futilidades.

Como não priorizamos o que realmente deveria ter valor. Digo isto, pois aqui na terra os nossos dias vão se findar. E que deixaremos como legado? Como seremos lembrados? Como um familiar rabugento, alguém considerado ruim em preceder com as pessoas, mal visto e indesejado ou alguém de boa índole, bom, amigo, de facto de valor e que procurou se relacionar com todos da melhor maneira possível? Precisamos valorizar mais principalmente nossa família e dedicar a ela tempo de qualidade. Evitar o máximo brigas, discórdias e tudo que pode nos separar. Precisamos constantemente exercer atitudes de perdão, de compaixão e de misericórdia. Procurarmos ser bons pacificadores e pessoas honestas e leais. Que o Senhor nos dê sabedoria e discernimento para que com criatividade e uma boa dose de boa vontade passar a nos envolver mais em família enquanto temos os nossos queridos por perto...

Pense nisto e seja feliz em Cristo Jesus...

Assembleia de Deus Japão

Nélson R. Gouvêa

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Banco de sangue do grupo Melo em Braga = Negócio de milhões à vista

Banco de sangue do grupo Melo em Braga = Negócio de milhões à vista


O jornal de Notícias na sua edição do dia 5 de Maio do ano em curso, no espaço Norte-Sul, achou por bem divulgar a noticia que segue em anexo, quiçá porque se trata de um grupo da área da saúde e, até dá uns espaços de publicidade a ganhar, mas, quando se trata de uma associação de dadores de sangue, mandam a mesma ir apanhar favas no quintal qualquer do vizinho, porque não interessa. É a imprensa que temos e merecemos.

Nós sabemos que o sangue que os dadores doam sem contrapartidas, vale ouro, movimenta milhões de euros, basta lermos os milhões que as unidades de saúde públicas e privadas devem durante anos ao IPST, enquanto se reduz os apoios financeiros às associações que desenvolvem as suas actividades nas comunidades onde estão localizadas. Estamos perante uma flagrante injustiça que tarda em ser reparada.

Nós dadores, e por sua vez as associações somos na verdade uma fonte de elevado rendimento, é típico neste mísero País. Onde estão os ditos fervorosos defensores dos dadores em primeira mão e, em segunda das associações vs grupos nelas filiados? A indignação é indescritível. Este mundo da dádiva está inquinado, minado de interesses inconfessáveis. Somos sugados até ao tutano…

Não procurem espetar o dedo muitas vezes nos nossos olhos, porque podem complicar-se as coisas. O IPST abençoa estas golpada? A Fox vai associar-se às campanhas de promoção a favor do Grupo Melo? Os dadores estão ser “devorados”, com umas palmadinhas nas costas, sussurrando-lhes aos ouvidos que é tudo a favor dos doentes, e movidos pelo nobre sentimento solidário lá comparecem para disponibilizar o braço, e através dele é-lhe extraído o que de mais valioso possuem a troco de nada, muitas das vezes de uma ilusão, nem sequer do mísero valor da isenção beneficiam. Sou dador de sangue há umas dezenas de anos, consequentemente fundador e presidente de uma associação de dadores, pelo que sei do que digo.

Não resisto ao impulso de “Apelar” aos dadores e associações daquela região para que abram os olhos, e procurem saber como é que o negócio vai funcionar... mais não digo por agora.
Sou da opinião que os dadores devem efectuar a sua dádiva nas brigadas promovidas pelas associações ou grupos que já conhecem e, nunca num destes hospitais de nos trituram a pouca dignidade que nos resta, que o então ministro da saúde se encarregou de destruir, quando decidiu retirar a isenção das taxas moderadoras nos hospitais públicos, tratando-nos abaixo de alguns animais considerados amigos do homem.

Concluo com profundo sentimento de revolta e desgosto, porque quando um dador é cometido de uma doença grave, ou outra, a primeira diligencia que efectua é junto da associação de dadores mais próxima, mas, enquanto pode doar, por vezes até ofende e critica os dirigentes das associações, por nada fazerem em seu benefício, mediante a reposição dos incentivos á dádiva, no caso da isenção das taxas. Nunca é tarde para acordar! Com esta opinião ponho-me a jeito para ser “devorado”, porque ainda existem dadores incautos… dizem e está escrito.
Não assino pactos com o silêncio, com a injustiça, com conivências, e não gosto de palmadinhas nas costas para me convencerem que não é bem assim, ou que estou enganado.
Não sou contra a dádiva de sangue, bem pelo contrário, o dador é soberano e faz do seu corpo o que quiser. Não aponte o dedo a quem procura defender a sua dignidade.

J. Carlos



domingo, 8 de novembro de 2015

Atenção, Concentração e Memória

Atenção, Concentração e Memória
Das dificuldades que os alunos enfrentam, a falta de atenção e concentração nas aulas e no estudo é uma das mais frequentes. Tais dificuldades podem-se dever à falta de objectivos específicos para cada sessão de estudo, a uma atitude de passividade nas aulas e também à pouca preocupação com o ambiente de estudo.
Podem também estar presentes uma série de factores distractores como: ansiedade proveniente de várias preocupações; pensamentos divergentes; acontecimentos inesperados, etc. Outros factores externos podem ser por exemplo o ruído, a luminosidade, as condições do espaço de estudo ou da faculdade, o calendário de exames, doença, entre outros.
Para ultrapassar estas dificuldades, é necessário identificar os factores distractores em cada caso, reflectindo sobre o local de estudo e aquilo que se costuma fazer quando se estuda. Embora cada indivíduo tenha o seu próprio método de estudo, há condições consideradas necessárias para um local de estudo adequado:
- Ter um local destinado exclusivamente aos estudos e tarefas escolares;
- Ter um local confortável com boa iluminação;
- Ter o material necessário nesse local antes de começar a estudar;
- Retirar do local de trabalho tudo aquilo identificado como distractor;
- Evitar ser interrompido.
A falta de atenção também ocorre durante as aulas devido ao barulho da sala, a conversa com os colegas, o desinteresse pelo tema ou simplesmente por estar a pensar noutras coisas. Pode-se ultrapassar dando atenção ao discurso e tirando apontamentos.
Ir as aulas tem vantagens:
- Aprende-se algumas matérias que facilitam o estudo posterior;
- Aprende-se a organizar o estudo com os pontos a que o professor dá mais importância;
- Tiram-se apontamentos próprios;
- Tiram-se dúvidas com o professor;
- Convive-se com os colegas.
Estar atento e concentrado são condições básicas para a memorização, que por sua vez é essencial para o estudo. Para tal, é necessário que haja um envolvimento naquilo que está a ser estudado, compreender o que se estuda, descobrindo um sentido para o tema e relacionando com aquilo que já se sabe. Pode-se desenvolver a memorização através de algumas acções que facilitam a recordação:
- Planear antecipadamente o estudo;
- Sublinhar, tirar apontamentos e fazer revisões;
- Tomar atenção ao índice, títulos, subtítulos, fórmulas e palavras-chave;
- Elaborar esquemas ou diagramas;
- Ler em voz alta;
- Explicar o que aprendeu a outra pessoa.
Estudar em grupo, para tal deve-se:
- Ter um número de membros não excessivo;
- Traçar um plano de objectivos concretos;
- Não confundir a reunião de trabalho com uma de carácter lúdico;
- Fazer intervalos.
- Recorrer a mnemónicas quando não é possível estabelecer uma ligação lógica entre os elementos.
- Uma mnemónica consiste em formar uma palavra, frase ou história com as primeiras letras de cada palavra-chave (e.g.: o método P.L.E.M.A é por si uma mnemónica; vejamos: Pré-leitura; Leitura; Esquematização; Memorização; Auto-avaliação).
Algumas destas sugestões podem-se resumir num método de estudo conhecido como P.L.E.M.A., uma série de técnicas de estudo que facilitam a assimilação dos conteúdos com maior rendimento e menor fadiga.
Este método é composto pelas seguintes etapas:
1.) Pré-leitura:
Leitura rápida, pouco profunda e global para perceber o assunto e as partes do texto. Para isso, deve-se atender ao primeiro parágrafo, sumários, conclusões, títulos e subtítulos, itálicos, sublinhados e palavras-chave.
2.) Leitura
Leitura detalhada e atenta do texto, sublinhando as ideias principais.
3.) Esquematização
Realização de um esquema ou resumo da matéria, a utilizar aquando da revisão final dos conteúdos a avaliar.
4.) Memorização
Divisão do esquema ou resumo pelos tópicos ou ideias principais de forma a facilitar a retenção dos conteúdos. É aconselhável, aquando da eventual memorização, fazer pequenos intervalos para descanso. Nesta fase é frequente recorrer-se a mnemónicas.
5.) Auto-Avaliação
Escrever ou dizer em voz alta, por palavras próprias as ideias principais retidas do esquema ou resumo. O objectivo desta fase é avaliar aquilo que no momento se sabe.

Fonte: http://www.uc.pt/fctuc/ceip/metodos_estudo/atencao

Postado por J. Carlos

Aspectos éticos da dádiva de sangue

Aspectos éticos da dádiva de sangue

Por muitos motivos a cadeia transfusional da dádiva até à transfusão, coloca vários aspectos éticos. O sangue é de origem humana é um recurso precioso com uma vida limitada depois de colhido. A gestão de dadores tem dupla responsabilidade moral, responsabilidade relativamente ao dador e aos receptores de produtos sanguíneos. Tal obriga, muitas vezes, a decidir conciliando interesses diferentes e ética.
As decisões políticas e de gestão de dadores são fundamentadas em quatro princípios éticos:

- Respeito pelos indivíduos e sua autonomia;
- Protecção dos direitos e bem estar individuais;
- Evitar exploração como parte do princípio mais geral do princípio de justiça distributiva;

- O PRINCÍPIO Hippocrático de primum non nocere ou ´primeiro, não fazer mal`.
Na gestão dos dadores, há a considerar alguns aspectos éticos que podem ser divididos em dois grupos:

CONSIDERAÇÕES comerciais: Há um longo e extenso debate relativamente à permissão de negócio com o sangue de alguém. Uma vez que os produtos sanguíneos provêm de dádivas não remuneradas, como evitar a exploração e garantir uma justiça distributiva se estes produtos entrarem numa cadeia comercial?

TRATAMENTO incorrecto e perspectivas dos dadores: O sangue é uma matéria sensível, e um tratamento incorrecto, real ou mal entendido, pode ter um forte impacto no público e dar origem a discussões públicas.
Esta secção aborda alguns aspectos éticos. São mencionadas algumas referências para informação e discussão adicional.

REMUNERAÇÃO OU NÃO?
Por todo o mundo, dar sangue, tecidos e mesmo órgãos representa, para muitos, uma dádiva sem preço, um “presente especial de vida”. Preferencialmente, esta dádiva é efectuada por puro altruísmo, apenas significando a ajuda a outros que necessitam de produtos sanguíneos, sem os quais poderiam morrer ou perder qualidade de vida.

PERIGO DA EXPLORAÇÃO: Tradicionalmente não “é feita” a venda de partes do corpo, como o sangue. Apesar dos riscos relacionados com a dádiva, a exploração pode facilmente emergir se parte do corpo entrar nos sistemas de mercado. É fundamental que os componentes doados sejam “propriedade comum”, significando que qualquer um pode recebe-los, se necessário, para melhorar a sua saúde. Deste ponto de vista, este acto humano único contra-indica qualquer negócio ou comercialização.

SANGUE COMO UMA COMODIDADE? Em contraste, há quem argumente que o sangue é uma comodidade tal como muitos outros produtos de cuidados de saúde, apesar de ter propriedades especiais e únicas.
Todos os indivíduos produzem sangue da mesma maneira; apenas as “condições de produção” variam e provocam algumas especificações, como o grupo sanguíneo. Deste ponto de vista, a comercialização surge como sendo lógica.

VENDER SANGUE? ALGUNS ARGUMENTAM: “As pessoas vendem o seu talento, experiência, serviços, criações, etc. etc., e o seu valor é determinado pelas leis do mercado. Assim, porque não vender o próprio sangue? Há algum risco envolvido na dádiva de sangue?

ECONOMIA. Curiosamente, entre todos os actores envolvidos na cadeia transfusional, os receptores, voluntários e dadores são os únicos que não fazem dinheiro com a dádiva.

RECEPTORES: Pode esperar-se que receptores de produtos sanguíneos (doentes ou “clientes”), possam eles próprios, de facto, pagar pelos produtos, o seu seguro ou de qualquer forma, dependendo do sistema de financiamento da saúde do país. O ganho do doente por este pagamento é uma esperança de vida extra ou uma melhor qualidade de vida.

VOLUNTÁRIOS: Por definição, os voluntários não aceitam pagamento. Todos aceitamos a sua escolha e aproveitamo-nos disso.

DADORES: isto deixa o dador como o único que quebra as regras económicas, em toda a cadeia transfusional. Isto funciona bem, desde que não haja falta de sangue. Todos os outros na cadeia transfusional, fazem dinheiro, e não raramente, para viver. Nestes incluem-se os seguintes grupos de pessoas:

- GESTÃO E PROFISSIONAIS DE UM SERVIÇO DE SANGUE;
- FORNECEDORES de equipamento, material descartável, e todo o outro material necessário para um serviço de sangue funcionar;

- PROFISSIONAIS DE SAÚDE, nomeadamente, médicos prescritores e os profissionais que estão envolvidos na administração dos produtos e nas actividades de suporte, como os laboratórios e na distribuição.
Provavelmente não há nada de errado com isto, desde que os princípios de mercado sejam socialmente aceites de acordo com o princípio da justiça distributiva. Subsequentemente, estes “actores pagos” da cadeia transfusional devem garantir os direitos individuais e o bem estar. Os profissionais pagos devem ter respeito por um conjunto de opiniões diferentes. Devem, por exemplo, não recusar a transfusão a alguém que não é (ou não foi) dador.
SANGUE é um bem de consumo comercializável? Tudo isto pode implicar que o sangue seja considerado como um bem de consumo comercializável. Contudo, do ponto de vista legal, esta questão foca o facto de o sangue poder ser ou não considerado como um bem de consumo, na realidade.

NA UNIÃO EUROPEIA, um bem de consumo é definido como: “produtos que podem ser avaliados em dinheiro, e que como tal, podem ser objecto de transacções comerciais. De acordo com algumas opiniões, a Comissão Europeia não exclui a possibilidade do sangue ser considerado um “bem de consumo”, pelas seguintes razões:

1.Embora os tratados internacionais proíbam os ganhos financeiros com o sangue, estes tratados não são vinculativos;
2.Na Comunidade Europeia, o sangue é sujeito a uma taxa normal.
A questão se o sangue é ou não um bem de consumo ainda não está decidida e poderá ser matéria para o Tribunal Europeu de Justiça. A porta da comercialização ainda não está fechada.

SEGURANÇA do receptor: Uma outra razão importante para não se pretender a comercialização do sangue é a segurança do receptor. É um facto provado que os dadores pagos com dinheiro têm um risco muito mais elevado de ter uma doença infecciosa transmissível por transfusão. Mas também outros tipos de pagamentos, incluindo vouchers ou bilhetes grátis e dispensa do trabalho pode implicar um risco acrescido. Uma razão plausível para este aumento do risco é o facto de o potencial dador poder inclinar-se a “esquecer” comportamentos de risco recentes ou problemas de saúde que podem interferir com a possibilidade de serem seleccionados como dadores.

DÁDIVA VOLUNTÁRIA. Possível coacção? Tal como estabelecido, por exemplo, no Código de Ética do ISBT, “a dádiva incluindo a dádiva de células hematopoiéticos para transplantação, deve, em todas as circunstâncias, ser voluntária e não remunerada, não devendo ser efectuada qualquer coacção sobre o dador”. Embora muitas pessoas e organizações, incluindo a OMS, concordem com os princípios acima enunciados, em muitos locais há coacção, como caso das chamadas coacções para reposição.

MOTIVAÇÃO do dador: Quando se pergunta aos dadores porque dão sangue, são referidas cinco motivos primários:

- ALTRUÍSMO: preocupação com os outros, ou, para benefício de alguém, com sacrifício do próprio;
- SOLIDARIEDADE: para a unidade como resultado de interesses, sentimentos ou simpatia comuns;
- CAPITAL SOCIAL: algumas pessoas dão sangue, outras dão dinheiro ou bens de consumo, e assim todos cumprem os seus deveres;
- RECIPROCIDADE: troca de dádivas de sangue com outros para benefício mútuo. “Eu dou sangue agora, porque quero ter se vier a necessitar”;
- INCENTIVOS: (´quid pro quo): Melhor auto-estima, pequenas lembranças de valor limitado, pagamento, compensação, rastreio de saúde ou outros que representam para o dador, um benefício.

(In Manual de Gestão de Dadores, edição portuguesa, pag.s nº.s 270 a 273, autores: Wim de Kort, Ingrid Veldhuizen e Elze Wagenmans

Os 7 concelhos que Manuel Forjaz

Os 7 concelhos que Manuel Forjaz escreveu 

Deixo os 7 conselhos que Manuel Forjaz escreveu... para a Vida!
E no fim, como eles sempre dizia, SORRIAM

1 - Aprenda a fina arte do nading, guarde um tempo sem agenda, planos ou coisas para fazer; saber desperdiçar o tempo é uma arte difícil de aprender;

2 - Pense em si todos os dias antes de dormir; pense no que fez, que pegada deixou no mundo, que bem e mal fez, o que poderia ter feito melhor;

3 - Tente melhorar a vida de alguém todos os dias;

4 - Sempre que tiver uma decisão muito importante a tomar, durma uma noite sobre o assunto;

5 - Não se esqueça que nada é infinita e eternamente mau, nem bom; somos todos assim, assim, por isso aprenda a conhecer a maravilhosa individualidade humana, começando pela sua;

6 - Experimente coisas, cenas, trabalhos, artes, desportos; saia dos seus dias para experimentar a vida dos outros;

7 - Aprenda sempre; questione-se sempre; aprenda com todos e com todas as fontes de informação - livros, revistas e jornais, net, embalagens de champôs, conversas, artes,... "



08 de Abril de 2014