terça-feira, 23 de junho de 2026

Évora apresenta proposta da 4.ª revisão do Plano de Urbanização


Na passada segunda-feira Évora apresenta proposta da 4.ª revisão do Plano de Urbanização que prevê mais de 7.000 fogos e capacidade para acolher 15 mil novos residentes e apela à participação na discussão pública formal e informal do documento, para melhorar a robustecer da proposta a ser submetida para aprovação final aos órgãos do Município em setembro. 
A Câmara Municipal de Évora apresentou esta segunda-feira a proposta da 4.ª revisão do Plano de Urbanização de Évora (PUE), um documento estratégico que traça a visão de desenvolvimento da cidade para as próximas décadas e que prevê a construção de mais de 7.000 novos fogos, a expansão de áreas económicas e a criação de um cluster da saúde junto ao futuro hospital. 
A sessão pública decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, com a presença da equipa técnica, eleitos e uma “casa cheia de interessados”, e marcou o início de uma nova fase de participação pública num processo de revisão que abrange não apenas a cidade, mas também a sua envolvente rural. 
A proposta resulta de vários anos de trabalho técnico e político, desenvolvido por uma equipa multidisciplinar coordenada pelo professor Jorge Carvalho, integrando técnicos municipais e especialistas de várias instituições, nomeadamente das universidades de Évora e de Aveiro. 
O documento agora em análise é a primeira versão política do documento técnico base e incorpora alterações propostas pelas diferentes forças políticas representadas no Executivo Municipal e alterações resultantes da primeira fase de consulta pública, além de ter sido adaptado às alterações introduzidas no Plano Diretor Municipal de Évora, aprovado em 2025. 
A proposta encontra-se atualmente em apreciação pelas entidades da Administração Pública, através do parecer obrigatório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), seguindo se um período de discussão pública informal antes da fase formal prevista na legislação. 
Entre as principais medidas previstas destaca-se a aposta na habitação, considerada pelo município como uma das áreas mais críticas para o desenvolvimento do concelho. O plano flexibiliza as regras urbanísticas relativas aos espaços residenciais, promovendo diferentes soluções de habitação, desde moradias a edifícios multifamiliares, e diversas tipologias habitacionais.
De acordo com os dados apresentados, a proposta admite a construção de mais de 7.000 fogos, o que poderá permitir à cidade acolher cerca de 15.000 novos residentes, num contexto em que a escassez de habitação tem sido identificada como um dos principais constrangimentos ao crescimento económico e demográfico do concelho. 
O documento prevê igualmente o reforço da capacidade de acolhimento de atividades económicas. O solo urbano destinado a este fim totalizará cerca de 90 hectares, contemplando a expansão do Parque de Indústria e Tecnologia de Évora (PITE) e do Parque Industrial e de Atividades Económicas (PIAE), a criação de uma nova área empresarial na zona norte da cidade e uma plataforma logística a sudoeste, junto ao ramal ferroviário. 
Outra das apostas estratégicas passa pela criação de um cluster da saúde com 42 hectares nas proximidades do futuro hospital central do Alentejo, integrando também o polo de saúde da Universidade de Évora. 
A revisão do plano propõe ainda uma abordagem centrada na valorização patrimonial e paisagística da cidade, incluindo o reforço da estratégia de qualificação da área intramuros, a requalificação do espaço envolvente às muralhas e a proteção da paisagem histórica de Évora, através da criação de percursos de lazer e de novas oportunidades ligadas ao turismo e à fruição da envolvente rural. 
Ao nível da mobilidade, o documento introduz um novo modelo urbano assente na promoção do transporte público, na criação de corredores dedicados e no reforço dos modos suaves de deslocação, articulados com uma estrutura ecológica integrada no quotidiano da cidade. 
O plano prevê também a integração em solo urbano dos núcleos habitacionais da Barraca de Pau e do Patão, a delimitação de cinco novas áreas de edificação dispersa e a ampliação de outras quatro já existentes. 
A proposta de revisão do PUE assenta numa visão integrada da “cidade desejada”, combinando políticas de habitação, mobilidade, ambiente, património, desenvolvimento económico e qualificação do espaço público, procurando responder aos desafios colocados pelo crescimento urbano e para a sua afirmação como Capital Europeia ao Sul. 

Apelo à participação 
A apresentação pública da proposta da 4.ª Revisão do Plano de Urbanização de Évora assinala também o arranque de um conjunto de iniciativas de participação pública que decorrerão em simultâneo com a Feira de São João 2026, reforçando o envolvimento dos cidadãos na definição do futuro da cidade. 
Além da sessão pública agora realizada, será inaugurada, amanhã, no recinto da Feira, uma exposição dedicada ao Plano de Urbanização de Évora, composta por diversos painéis informativos que apresentam, de forma acessível e ilustrada, os principais objetivos, estratégias e propostas constantes do documento. 
O programa integra igualmente uma reunião de trabalho com as direções dos agrupamentos escolares do concelho, destinada a preparar um novo processo participativo a desenvolver durante o próximo ano letivo, dando continuidade à experiência já realizada com alunos do 1.º ciclo de quatro escolas do concelho no âmbito da revisão do Plano. 
A participação cidadã será ainda promovida através de duas sessões operativas dirigidas à população. A primeira consistirá numa conversa aberta sobre a proposta do Plano, centrada nos temas do espaço público, da mobilidade suave e da vivência urbana. A segunda assumirá um caráter prático, através da experimentação de alguns dos percursos de mobilidade suave previstos na proposta, permitindo aos participantes conhecer no terreno as soluções preconizadas e apresentar contributos para o seu aperfeiçoamento. 
Com estas iniciativas, o Município pretende estimular uma participação informada e alargada dos cidadãos, associações, instituições e agentes económicos, reforçando a dimensão colaborativa de um instrumento de planeamento considerado fundamental para o desenvolvimento sustentável de Évora nas próximas décadas. 
A versão integral da proposta encontra-se disponível para consulta no portal da Câmara Municipal de Évora, que apela à participação dos cidadãos nesta fase de discussão e aperfeiçoamento do documento, que integrará novos contributos da discussão publica, dos pareceres técnicos e das diferentes forças políticas antes da sua submissão final para aprovação e publicação, que se espera possa ocorrer durante o mês de outubro do ano corrente.

Fundação Gulbenkian apoia 28 projetos da sociedade civil dedicados à integração

 Com uma dotação orçamental de 2,5 milhões de euros, a iniciativa contempla projetos que vão operar em quase todo o país
O número de cidadãos estrangeiros residentes em Portugal mais do que duplicou desde 2021. Em 2025, mais de 1,5 milhões residentes estrangeiros viviam no país, representando cerca de 14,5% da população residente.
Neste contexto, a Fundação Calouste Gulbenkian lançou um concurso com vista a apoiar, ao longo de 12 a 18 meses, projetos da sociedade civil que promovam a integração de imigrantes com o envolvimento ativo das comunidades de acolhimento em Portugal.
Das 286 candidaturas recebidas, provenientes de entidades sedeadas em 73 concelhos de Portugal Continental e Ilhas, foram selecionados, por um júri externo, 28 projetos (16 da Grande Lisboa e Oeste, seis do Norte, três do Alentejo, dois do Centro e um do Algarve), com propostas de intervenção diversificada, destacando-se contudo as relacionadas com a aprendizagem da língua e da cultura portuguesa e a inserção no mercado de trabalho.
Esta iniciativa procura reforçar a capacidade da sociedade civil gerar soluções de proximidade, inovadoras e sustentáveis na integração de imigrantes, com vista a promover uma sociedade mais justa e solidária, aumentar a produtividade e a competitividade da economia, e enriquecer o país com diversidade e novas perspetivas, beneficiando tanto os imigrantes como a sociedade que os acolhe.
A Fundação conta, nesta iniciativa, com o apoio da Ordem dos Advogados, em cerca de 80% dos projetos que preveem a disponibilização de apoio jurídico de proximidade.
"No âmbito desta parceria, a Ordem dos Advogados promoverá a constituição de uma bolsa de Advogados para cada área geográfica. Estes profissionais estarão à disposição das associações promotoras para a prestação de apoio jurídico aos migrantes e, dentro dos limites definidos no projeto, a pessoas portuguesas em situação de vulnerabilidade."
 
 
RESUMO DOS PROJETOS
1.Projeto Integrantes – Associação de Desenvolvimento das Terras Do Regadio
Intervenção itinerante em territórios agrícolas do município de Ferreira do Alentejo, que visa facilitar o acesso à informação, direitos e serviços, disponibilizar apoio jurídico, social e formativo, através de mediação intercultural entre migrantes, entidades e comunidade local. Forte articulação com serviços públicos, autarquia, empregadores e sociedade civil.
2.Projeto BÚSSOLA – Apoio à Integração de Imigrantes na Região do Algarve
Criação de um grupo intermunicipal, envolvendo 16 municípios do Algarve, para articulação de respostas de integração de migrantes, e apoio direto a migrantes vulneráveis em Loulé e Albufeira, através de sessões públicas, atendimento individual e de uma plataforma digital multilíngue, a criar, que deverá alcançar 18.000 utilizadores.
3.Projeto I-Nascer – AFIMMC – Associação para Formação e Investigação
Redução de barreiras linguísticas entre mulheres migrantes (das comunidades sul-asiáticas) e os cuidados de saúde materna, em Lisboa. Através de um modelo de proximidade, pretende-se garantir um acesso mais equitativo, atempado, informado e uma experiência de gravidez e parentalidade mais segura.
4.Projeto WorkTalk+ – JRS, Portugal – Serviço Jesuíta Aos Refugiados
Inserção laboral de trabalhadores migrantes vulneráveis, através de apoio de proximidade – capacitação linguística e intercultural, capacitação em contexto laboral, e capacitação de entidades empregadoras para a promoção de ambientes de trabalho inclusivos, práticas de gestão da diversidade e valorização de trabalhadores migrantes.
5.Projeto We care – Centro de Acolhimento São Pedro
Acesso integrado à saúde, direitos e bem-estar de migrantes, por meio de uma Unidade Móvel de Integração (camião com três salas) que circulará pelas várias freguesias de Torres Vedras, assegurando atendimento de proximidade – inscrição no SNS, intervenção psicossocial, apoio jurídico e, se necessário, reforçando a literacia, autonomia e inclusão social dos participantes.
6.Projeto Casa do Mundo – Porto Intercultural – Associação Espaço T
Implementação de um modelo integrado e participativo de integração de pessoas imigrantes em situação de vulnerabilidade, no Porto, oferecendo, num só espaço, apoio de proximidade, capacitação em língua portuguesa, empregabilidade e participação intercultural, com vista à promoção da autonomia, coesão social e direitos.
7.Projeto LIMA Alentejo – Santa Casa Misericórdia de Beja
Criação de um “Living Lab” territorial, onde se promova a cocriação de soluções entre agricultores e migrantes, com vista à melhoria do acesso ao emprego, à redução da vulnerabilidade à exploração laboral e à constituição de um consórcio que reforce a articulação entre entidades parceiras. Capacitar candidatos a trabalhadores agrícolas para a integração no trabalho agrícola, através de formação técnica, linguística, de cidadania e segurança no trabalho ajustada às necessidades dos imigrantes e das explorações agrícolas.
8.Projeto HinMigração – Associação ADEIGE
Apoio à integração socioeconómica das comunidades do Hindustão, através da criação de uma rede multilingue de informação, de uma rede regional de instituições próximas das comunidades hindustânicas, apoio jurídico de proximidade a residente em Oeiras e Lisboa, apoio ao empreendedorismo e à empregabilidade, disseminado a nível nacional através do canal digital Bangla Notícias.
9.Projeto IntegraCare – Associação Mutualista Covilhanense
Implementação de um modelo de proximidade itinerante, para apoiar migrantes e refugiados residentes no concelho da Covilhã, oferecendo, no terreno, serviços de orientação social e acompanhamento em saúde, apoio jurídico, mediação intercultural , reforço de competências linguísticas, e ações de intervenção em contexto laboral, em articulação com entidades empregadoras, para a promoção de ambientes de trabalho mais inclusivos e interculturais.
10.Projeto Ponto de Encontro – Associação Monte Alegre
Promoção da integração plena de jovens imigrantes (18-35 anos) em Odemira, através de uma rede intersetorial (Emprego, Cultura e Acolhimento) que articula o contexto empresarial e a comunidade local, com vista à mitigação da vulnerabilidades e isolamento social, e à promoção do sentimento de pertença das comunidades mais jovens. Apoio psicossocial e atividades comunitárias, culturais e desportivas, envolvendo migrantes e a comunidade local.
11.Projeto Start in Leiria – Associação Inpulsar
Dinamização de um espaço comunitário, que ofereça atividades de proximidade, e recurso à itinerância, ao voluntariado e ao reforço da língua portuguesa, combinando acompanhamento individualizado, capacitação e participação intercultural de pessoas migrantes residentes no concelho de Leiria.
12.Projeto Integrar+ – Associação Mundo Feliz
Promoção do acesso ao emprego, ao apoio jurídico e a cursos de aprendizagem da língua portuguesa, com vista a reforçar a autonomia, dignidade e participação dos imigrantes residentes em Oeiras e nos concelhos vizinhos. Criação de um Gabinete de Apoio Psicossocial, com enfoque no acompanhamento psicológico individual de emergência e promoção da saúde mental em sessões coletiva.
13.Projeto Ciberescola Integra+ – Associação Aprendo Português
Reforço das equipas docentes de Português Língua Não Materna e alargamento das respostas de integração do programa Ciberescola, que atualmente abrange 74 Agrupamentos de Escolas (AE). O projeto pretende ainda aproximar os migrantes com dependentes em idade escolar da escola e das instituições adjacentes, promovendo, sempre que necessário, competências digitais e apoio jurídico presencial.
14.Projeto Porto de Encontro – Cáritas Portuguesa
Intervenção de proximidade, com recurso a mentoria e à itinerância por todas as freguesias do Porto, procurando aumentar o acesso à informação e o desenvolvimento de competências para a empregabilidade e bem-estar psicossocial. Criação de um grupo consultivo e articulação com a comunidade local, com vista ao reforço da integração de pessoas migrantes, na cidade do Porto.
15.Projeto Village - Resposta Integrada de Habitação – Centro Padre Alves Correia
Criação de uma rede comunitária de habitação acessível a partir do património da Igreja Católica e através da Rede da Cáritas Diocesana, formando mediadores comunitários voluntários para apoio à integração das famílias residentes e possibilitando o acompanhamento jurídico e psicossocial das famílias abrangidas e pertencentes à comunidade imigrante da área metropolitana de Lisboa.
16.Projeto MK 2.0 - Democracia Digital no Monte Kapta – Centro Social e Paroquial do Cristo Rei
Aquisição de uma viatura (MK Móvel) que permita proximidade com pessoas migrantes residentes na Costa da Caparica e Pragal, facilitando o acesso a informação e a direitos, combinando apoio jurídico, mediação intercultural e comunitária.
17.Projeto RUMO – Riverside Lisbon Project Association
Criação de um modelo de integração no mercado de trabalho português, usando uma metodologia de acompanhamento, capacitação e reconhecimento de competências, apoiada pela ferramenta de IA “Perfil Equivalente” para promover maior continuidade, consistência e autonomia na integração socio laboral em rede, na região de Lisboa.
18.Projeto Jobs Airport – Associação Lifeshaker
Promoveção da integração educativa, social e profissional de jovens imigrantes (14-24) residentes nos bairros informais de Penajóia e do Raposo (Almada), promovendo a redução de fatores de vulnerabilidade, através da mobilização da comunidade de acolhimento e da articulação de recursos educativos, comunitários, sociais e económicos de Almada.
19.Projeto Mezze Escola+ Porto – Associação Pão a Pão
Replicação, no Porto, o modelo de apoio à integração profissional de migrantes em situação de vulnerabilidade, sobretudo mulheres, com formação certificada e capacitação em empreendedorismo na área da restauração, reforçando a sua autonomia económica e contribuindo para a coesão social.
20.Projeto Sintra Integra Mais – Associação Olho Vivo
Promoção de uma melhor integração das comunidades imigrantes no Concelho de Sintra através de atividades de apoio ao emprego –mentorias, estágios profissionais, bolsa de Emprego e atividades de apoio ao acesso à habitação –, cursos de aprendizagem da língua portuguesa e de desenvolvimento de competências digitais para imigrantes em situação de vulnerabilidade.
21.Projeto Caminhos para Inclusão Social – Cooperativa Start Social
Dinamização de uma unidade móvel (carrinha) com serviços de atendimento para apoio a emprego, regularização, saúde e competências linguísticas, que circulará nas freguesias urbanas de Loures. Dinamização de atividades de apoio à saúde e atividades comunitárias de aproximação e coesão social.
22.Projeto Open Doors Braga – Associação Tese
Experimentação, com imigrantes em situação de vulnerabilidade de Braga, de um itinerário modular e personalizado, inspirado nos países nórdicos, de capacitação para o emprego, com envolvimento ativo da comunidade de acolhimento e do tecido empresarial local.
23.Projeto Ponte do Talento – Associação Crescer Na Maior
Formação certificada em competências pessoais, sociais e na área da restauração, em contexto real de trabalho, em Lisboa, envolvendo organizações empregadoras em práticas de recrutamento inclusivo, com apoio de mentoria, e desenvolvendo um modelo replicável de integração intercultural baseado em boas práticas.
24.Projeto Comunidade MEERU 2.0 – Associação Meeru
Dinamização, no Porto, de encontros e eventos interculturais, apoiados por uma plataforma digital, promovendo apoio mútuo, mediação social e acompanhamento de pessoas migrantes (em particular mulheres), com foco na sua capacitação, inserção profissional em negócios sociais, participação ativa, e na coesão entre comunidades locais e migrantes.
25.Projeto AldeiaTransição – Associação Inteligência Local
Experimentação do modelo rural de “Casa de Transição” para acolhimento e integração de pessoas/famílias migrantes em Vilares da Vilariça, Alfândega da Fé, assegurando, durante 9 meses, habitação acessível, apoio ao emprego, autonomia económica e fixação no território.
26.Projeto No Walls – Associação De Moradores Bairro Horizonte
Implementação de um Balcão Itinerante para aproximação das comunidades de Marvila, Beato e Penha de França aos serviços e ao apoio jurídico. Este balcão vai funcionar em espaços já definidos pelas entidades parceiras. Formação de líderes informais imigrantes que apoiarão o serviço e a sua divulgação.
27.Projeto Common Roots – Comunidade – Associação ABUNDANTQUOTIDIAN
Utilização da alimentação e da produção sustentável como veículos de envolvimento e inclusão de migrantes residentes em Arroios, Lisboa, criando oportunidades de emprego e empreendedorismo em agricultura urbana, culinária sustentável e turismo cultural.
28.Projeto Almada Acolhe-te – IN_ACTU_VITAE – Associação Para A Cooperação Intergeracional
Promoção do acesso a direitos, da inserção socioprofissional e do sucesso educativo de crianças migrantes em situação de maior vulnerabilidade, em Almada, através de respostas eficientes, desenvolvidas em articulação com a comunidade de acolhimento.
 
*Daniel Vaz
www.mpublicrelations.pt

Águeda | AGITLab celebra 10 anos com programação que cruza arte, território e investigação


A Câmara Municipal de Águeda preparou um programa artístico para assinalar os 10 anos do AGITLab, programa de residências artísticas promovido pelo Município de Águeda, que vai decorrer entre 26 de junho e 18 de julho, sob o mote “Da Casa à Rua / Between territory, time and process”. A iniciativa assinala uma década de atividade dedicada à experimentação artística e à investigação, reunindo um conjunto de eventos que cruzam criação contemporânea, território e pensamento crítico.

Longe de assumir um caráter retrospectivo, o programa apresenta-se como um prolongamento do percurso iniciado em 2016. Ao longo destes dez anos, o AGITLab, dinamizado em parceria com a Improvise & Organize – Associação Cultural, afirmou-se como uma infraestrutura artística viva, marcada por residências, encontros e processos colaborativos que aproximam artistas, investigadores e comunidades.

“Ao longo desta década, o AGITLab tem desempenhado um papel fundamental na afirmação de Águeda como um território de criação contemporânea e de pensamento crítico. Este programa de celebração reflete essa identidade, reforçando o compromisso estratégico do Município com a cultura, a experimentação artística e o apoio à criação”, sublinha Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda.
A programação arranca na próxima sexta-feira, dia 26 de junho, às 15 horas, no Parque Municipal de Alta Vila, com a sessão de abertura dedicada ao tema “Tempo, Residências e Investigação”, seguida da inauguração da exposição “Entre Território, Tempo e Processo”, com curadoria de Paulina Almeida. Entre o Parque Municipal e a antigo Instituto da Vinha e do Vinho, a mostra reúne obras e processos desenvolvidos em contexto de residência, com foco nos estados de transição e no processo criativo.

Nos dias 26 e 27 de junho, realizar-se-á o encontro internacional “Entre Tempos”, no Parque Municipal de Alta Vila, que reúne artistas e investigadores para discutir a residência artística como espaço de produção de conhecimento. O programa inclui painéis, debates e apresentações de projetos, bem como conversas com artistas e discussões sobre metodologias coletivas e mobilidade artística.

“AGITLab – 10 anos a habitar o imaginário” é o tema de uma apresentação dedicada à memória, ao processo e à reflexão, que vai decorrer no dia 27 de junho(18h30), no Parque Municipal de Alta Vila, onde será feita uma retrospetiva “Da casa à rua – uma década de criação artística entre território, tempo e processo”.

Ainda no primeiro fim de semana, destaque para o concerto de Chico Bastos e Luan Carindo, que explora a relação entre som, espaço industrial e memória material, e para a performance “Viagem Sonora”, de Laya Steps, uma proposta imersiva que cruza som, corpo e território através da escuta e da deslocação sensorial.

Performances e manifestações artísticas

A 8 de julho, o Estádio Municipal acolherá a apresentação de “Três Margens el Andalus”, um projeto internacional desenvolvido no âmbito da preparação do Mundial 2030 e que propõe um dispositivo performativo para o espaço público inspirado na coexistência cultural.

Já entre 14 e 16 de julho, decorrerão os Laboratórios Abertos — COLAB, dedicados à criação em dança contemporânea e na seleção de participantes para residências artísticas, desenvolvidos em parceria com a Fundação Gabriela Tudor, de Bucareste. O programa centra-se em práticas colaborativas, explorando corpo, paisagem, participação e criação coletiva, com prioridade para artistas da região e antigos residentes do AGITLab .

Seguir-se-á as performances “Twin hunters Corporation” (Paulina Bedkowska e Leon Stile) e “The Game of Life – AREAL Companhia, que vão decorrer, respetivamente, no dia 16 de julho, no Instituto da Vinha e do Vinho; e no dia 17 de julho, no Parque Municipal de Alta Vila.

Para o último dia do evento, 18 de julho, está agendada uma mesa-redonda sobre o futuro do AGITLab (11 horas, no Parque Municipal de Alta Vila), intitulada “O que continua depois do tempo?”, dedicada à reflexão sobre continuidade, transformação e futuros possíveis do AGITLab. A programação terminará com uma performance de encerramento junto ao rio (18 horas), que propõe um momento de relação entre som, memória e território.

Ao longo do programa, o AGITLab reforça a sua identidade enquanto espaço de investigação artística em processo, onde a criação se afirma como prática relacional e em constante transformação. Mais do que celebrar o passado, a iniciativa propõe um espaço de continuidade, aberto à experimentação e à construção coletiva de conhecimento.

A entrada é livre, sendo as atividades destinadas ao público em geral, maiores de três anos.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem


EasyPark soma e segue no mercado português e chega a Ponta Delgada nos Açores


Em Portugal desde 2021, a EasyPark leva o seu compromisso com a mobilidade mais sustentável aos Açores com a disponibilização dos seus serviços em Ponta Delgada

A EasyPark, parte da Arrive, é uma aplicação líder em gestão de estacionamento com presença mundial e que opera no mercado português desde 2021. Nos últimos cinco anos, a aplicação ficou já disponível em mais de 40 cidades do continente, e dá este mês um passo em frente com a abertura dos seus serviços em Ponta Delgada.

Depois de um acordo entre a EasyPark e a Tecnovia, empresa responsável pelo estacionamento, a aplicação irá, assim, permitir o estacionamento em toda a Avenida Infante Dom Henrique e junto ao Teatro Micaelense. Parte do centro histórico da cidade, a zona onde é agora possível estacionar representa um ponto turístico bastante relevante para o município.
A ativação representa não apenas um novo marco no crescimento da empresa no mercado português, levando os seus serviços até às ilhas, mas também demonstra o compromisso que a EasyPark tem com a mobilidade urbana mais eficiente. Com o crescente impacto do turismo e da circulação de viaturas nos grandes centros urbanos, a mobilidade e a sustentabilidade ambiental são um compromisso forte da empresa no desenvolvimento do seu portfólio de serviços e na sua estratégia de crescimento. Os Açores, pelas suas características ambientais e turísticas são, assim, uma das regiões portuguesas em que a EasyPark aposta no seu crescimento pela defesa de uma mobilidade urbana mais eficiente, e por cidades mais habitáveis.

Iniciar, prolongar e terminar as sessões de estacionamento fica agora mais fácil em Ponta Delgada. A EasyPark permite gerir o estacionamento em 20 idiomas e com o meio de pagamento previamente selecionado pelo utilizador. Assim, residentes e visitantes poderão deslocar-se pelo município com maior tranquilidade e flexibilidade para gerir as suas sessões de estacionamento.

Além de Ponta Delgada, a aplicação está disponível no continente, nas cidades de Arruda dos Vinhos, Albufeira, Lisboa, Cascais, Oeiras, Amares, Aveiro, Braga, Loures, Chaves, Coimbra, Espinho, Faro, Figueira da Foz, Gondomar, Guarda, Ílhavo, Lagos, Sintra, Macedo de Cavaleiros, Almada, Mangualde, Olhão, Oliveira de Azeméis, Ourém/Fátima, Penafiel, Pombal, Portimão, Porto, Póvoa de Lanhoso, Mafra, Santo Tirso, Alenquer, Tavira, Tomar, Vieira do Minho, Vila Nova de Gaia, Vila Pouca de Aguiar, Vila Real, Vila Real de Santo António que inclui ainda o estacionamento em Monte Gordo, num total de 40 municípios.

Através do sistema de leitura de matrícula (ANPR), a EasyPark está também disponível em Lagos, Lisboa (FIL), rotunda de Miraflores e parque de estacionamento de curta duração de partidas e chegadas no aeroporto Humberto Delgado (Porto).

Sobre a EasyPark, parte da plataforma mundial de mobilidade Arrive:

A EasyPark, parte da plataforma mundial de mobilidade Arrive, é o principal fornecedor de soluções inteligentes de estacionamento e mobilidade na Europa. Presente em mais de 20 000 cidades em mais de 90 países, a EasyPark simplifica o estacionamento, o carregamento e a mobilidade em todo o mundo. Em estreita colaboração com as cidades, a EasyPark está a impulsionar a digitalização, utilizando informações baseadas em dados e soluções inteligentes para tornar as cidades mais habitáveis.

Sobre a Arrive:
A Arrive é uma plataforma líder global em mobilidade com o objetivo de facilitar a circulação nas cidades. Através da sua família de marcas, que incluem a EasyPark, Flowbird, RingGo, ParkMobile e Parkopedia, a empresa está presente em mais de 20 000 cidades em 90 países, ajudando pessoas e decisores a fazerem escolhas mais inteligentes nas suas viagens urbanas. A Arrive torna as cidades mais habitáveis através do fornecimento de competências essenciais, tais como soluções de gestão autónoma de veículos, pagamentos inteligentes e otimização de soluções de estacionamento, medidas de redução do tráfego baseadas em dados e aperfeiçoamento das redes de transportes públicos. Para mais informações e notícias, visite arrive.com

Visite https://www.easypark.com/pt-pt para obter as últimas notícias e informações.
Para notícias da Arrive, visite arrive.com

Portugal apresenta capacidades em semicondutores a especialistas norte-americanos


A Agenda Microeletrónica concluiu a sua Missão Inversa, organizada pela AIDA CCI, recebendo em Portugal três especialistas provenientes dos Estados Unidos da América — Jack Henkel, da Florida High Tech Corridor, Raj Gautam Dutta, da Silicon Assurance, e Brenda Prenitzer, da NanoSpective — para conhecerem de perto as capacidades científicas, tecnológicas e industriais do ecossistema nacional da microeletrónica e dos semicondutores.

Ao longo de três dias, a delegação percorreu diferentes regiões do país para contactar com algumas das entidades mais relevantes do setor, incluindo parceiros da Agenda Microeletrónica e outras entidades de referência do ecossistema tecnológico português. A iniciativa permitiu dar a conhecer competências instaladas, projetos de investigação e desenvolvimento, infraestruturas tecnológicas avançadas e os Produtos, Processos e Serviços (PPS) desenvolvidos pelos parceiros da Agenda, promovendo as capacidades nacionais junto de potenciais parceiros estratégicos internacionais.
O programa teve início em Aveiro, com uma visita ao PCI – Creative Science Park Aveiro Region, proporcionando um primeiro contacto com o ambiente de inovação, empreendedorismo e transferência de tecnologia que caracteriza a região.

No segundo dia, a delegação visitou a Altice Labs, o Instituto de Telecomunicações (IT) – Polo de Aveiro e a HFA, Henrique Fernando e Alves S.A., onde teve oportunidade de conhecer projetos de investigação e desenvolvimento, competências de engenharia altamente especializadas e soluções tecnológicas com aplicação em setores estratégicos para a economia global.

A missão terminou com visitas à Amkor Technology Portugal, em Vila do Conde, e ao International Iberian Nanotechnology Laboratory (INL), em Braga. Estas entidades apresentaram capacidades de excelência nas áreas do packaging avançado, nanotecnologia, investigação aplicada e desenvolvimento de tecnologias emergentes, evidenciando a crescente relevância de Portugal na cadeia de valor global dos semicondutores.

Ao longo da iniciativa, os participantes tiveram contacto direto com investigadores, engenheiros, gestores e responsáveis institucionais, promovendo a partilha de conhecimento, a identificação de oportunidades de colaboração e o reforço das relações entre os ecossistemas de inovação de Portugal e dos Estados Unidos.

Num contexto internacional marcado pela crescente procura de capacidade tecnológica e industrial no domínio dos semicondutores, esta Missão Inversa constituiu uma oportunidade para reforçar a visibilidade internacional da Agenda Microeletrónica e demonstrar o potencial de Portugal enquanto parceiro estratégico para o desenvolvimento de soluções inovadoras e tecnologicamente avançadas.

A Agenda Microeletrónica agradece a todas as entidades envolvidas pelo contributo para o sucesso desta iniciativa, que permitiu evidenciar a qualidade da investigação, a capacidade industrial e o dinamismo empresarial que caracterizam o setor da microeletrónica em Portugal.

Desenvolvida no âmbito das Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a Agenda Microeletrónica reúne empresas, centros de investigação e entidades do sistema científico e tecnológico nacional com o objetivo de reforçar a competitividade, a inovação e a projeção internacional da indústria portuguesa de microeletrónica e semicondutores.

A Agenda Mobilizadora da Microeletrónica dispõe de um investimento de 67.572.099,37 €, sendo financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito da iniciativa NextGenerationEU da União Europeia. A conclusão do projeto está prevista para 30 de junho de 2026.

Proença‑a‑Nova | Conferência “Floresta, Risco e Valor” reúne especialistas no CCVFloresta


O Município de Proença‑a‑Nova promove, em parceria com o Jornal do Fundão, no próximo dia 26 de junho, no Centro Ciência Viva da Floresta, a conferência “Floresta, Risco e Valor”, num encontro que reúne investigadores, entidades, empresas e agentes da fileira florestal para debater os desafios e oportunidades associados à gestão do território, ao risco climático e à criação de valor na floresta portuguesa.

A sessão de abertura, marcada para as 10h00, contará com a presença de João Lobo, Presidente da Câmara Municipal de Proença‑a‑Nova, e de Rui Ladeira, Secretário de Estado das Florestas. Segue‑se, às 10h30, a Keynote de Paulo Fernandes, Coordenador da Estrutura de Missão “Reconstrução da Região Centro do País”, dedicada ao tema “Que futuro para os territórios florestais em Portugal?”.
O programa da manhã prossegue com o painel “Conhecer para gerir: cadastro, planeamento e transformação da paisagem” (11h00), moderado por Ana Palmeira, Presidente da AEBB. Participam Eugénia Amaral (eSIPU), representantes do ICNF e o projeto OIGP 2.0 do Município de Pombal. Às 12h00, o debate centra‑se no financiamento, com o painel “Como financiar a floresta do futuro?”, moderado por Luís Rochartre, CTO da ForestWISE - Agência para o Clima, e com intervenção de Joaquim Reis, da Fundação Repsol.

A tarde inicia‑se às 14h30 com o painel “Criar valor na floresta: a visão da fileira”, moderado por João Carvalhinho, da CIMBB, e com contributos de Susana Carneiro (Centro PINUS), Sara Pereira (BIOND) e do Clube de Produtores Florestais da Navigator. Segue‑se, às 15h30, o painel “ForestTech: inovação para prevenir e responder às calamidades”, moderado por Luís Matas (IIBT Pinhal Interior), com intervenções de Hugo Almeida (RI Forestry), Domingos Guimarães (Impact Now Capital) e Sara Otero, Climate Resilience Senior Officer da Fundação Aga Khan Portugal. A conferência encerra às 16h30.

A iniciativa resulta de uma parceria entre o Município de Proença‑a‑Nova, o Jornal do Fundão, a AEBB, a CIMBB e diversas entidades da florestal, reafirmando o concelho como espaço de debate e construção de respostas para os desafios ambientais e territoriais do país.



Coligação Evoluir Figueira: Deputados do Bloco, Livre e PAN voltam a questionar o governo sobre a BioAdvance


Os deputados do Bloco de Esquerda, Livre e PAN à Assembleia da República voltaram a questionar o governo sobre a BioAdvance, nomeadamente sobre a abertura da consulta pública do Licenciamento Único de Ambiente por parte da APA, quando existem investigações em curso ao processo de licenciamento e funcionamento desta unidade.

Os deputados questionaram como é que Governo compatibiliza a abertura de um procedimento de licenciamento ambiental com a existência de um inquérito judicial em segredo de justiça, de processos contraordenacionais em curso e da análise ainda inconclusa sobre a elegibilidade dos fundos comunitários relativos à unidade da BioAdvance.

Recordamos que, em outubro de 2025, na Pergunta n.º 545/XVII/1.ª, os deputados do Bloco, Livre e do PAN já tinham questionado o governo sobre a instalação e o funcionamento ilegal da unidade de produção de biocombustíveis. Em resposta, o Gabinete da Ministra do Ambiente e da Energia confirmou que se encontrava em curso um processo de investigação, envolvendo as entidades competentes (IGAMAOT, PJ, DIAP e CCDR-Centro), para apurar eventuais responsabilidades administrativas, contraordenacionais e criminais decorrentes da atuação da empresa e dos procedimentos de licenciamento.

Na Pergunta n.º 1939/XVII/1.ª, que deu agora entrada no dia 18 de junho, os deputados perguntaram também ao Governo sobre as garantias que este dá às populações de Vila Verde e da Figueira da Foz, expostas aos efeitos desta unidade, de que não voltará a ser autorizada qualquer laboração sem que estejam concluídas as investigações e asseguradas todas as condições legais, ambientais e de saúde pública? Além disso, insistiram ainda numa questão que não tinha sido respondida em outubro: por que razão não foi determinado o encerramento e o desmantelamento da unidade, à semelhança do que sucedeu com a unidade da Guia?

*Coligação Evoluir Figueira
Comunicado de Imprensa