sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Marinha Grande | MUNICÍPIO E CRUZ VERMELHA REFORÇAM APOIO ÀS FAMÍLIAS AFETADAS PELA TEMPESTADE KRISTIN

 A Câmara Municipal da Marinha Grande aprovou, na reunião de 21 de setembro de 2026, a celebração de um Protocolo de Colaboração com a Cruz Vermelha Portuguesa, destinado à implementação do Programa GALP/Resiliência Comunitária 2026 no concelho.
A parceria pretende apoiar as famílias afetadas pela tempestade Kristin, ocorrida em janeiro de 2026, dando especial atenção aos agregados familiares que se encontram em situação de carência económica. O programa integra duas áreas de intervenção complementares: o Apoio Financeiro de Uso Múltiplo e a Capacitação Comunitária para Resposta a Situações de Calamidade.
O Apoio Financeiro de Uso Múltiplo poderá atingir o montante máximo total de 1.956 euros por agregado familiar elegível, destinando-se à aquisição de bens alimentares, produtos de higiene, medicamentos e outros bens essenciais.
O apoio será disponibilizado de forma faseada, desde o mês de início da sua atribuição até março de 2027, tendo em conta o número de meses aplicável a cada agregado familiar.
A elegibilidade depende do cumprimento cumulativo dos critérios definidos no regulamento da medida, designadamente a residência numa área afetada e abrangida pela declaração de calamidade, a existência de danos ou consequências associados à tempestade, a situação de baixos rendimentos ou carência económica, a avaliação socioeconómica efetuada pelo Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social e a validação pela Comissão Técnica da Cruz Vermelha Portuguesa.
Compete ao Município da Marinha Grande identificar e referenciar os potenciais beneficiários, apoiar a instrução dos pedidos, proceder à avaliação socioeconómica e elaborar o respetivo diagnóstico social, remetendo posteriormente os processos para validação e decisão da Cruz Vermelha Portuguesa.
O financiamento e a gestão financeira dos apoios destinados aos beneficiários serão assegurados pela Cruz Vermelha Portuguesa.
O protocolo contempla ainda a realização de dez sessões de capacitação comunitária, entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027, dirigidas a agentes comunitários com intervenção no concelho.
As sessões abordarão matérias como a prevenção e preparação para riscos, sistemas de alerta, comunicação em situação de crise, evacuação, acolhimento e apoio à população, primeiros socorros, primeiros socorros psicológicos, proteção de pessoas especialmente vulneráveis e articulação entre as diferentes entidades. O programa poderá também incluir exercícios e simulações.
Esta componente pretende melhorar a preparação dos agentes comunitários e reforçar a articulação entre os serviços municipais, as juntas de freguesia, a proteção civil, as instituições, as associações e outras entidades locais, contribuindo para uma resposta mais coordenada e eficaz perante futuras situações de emergência.
A calendarização, os locais, a duração e o número de participantes serão definidos conjuntamente pelo Município da Marinha Grande e pela Cruz Vermelha Portuguesa.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Águeda | Simulacro testa sistema de resposta a incêndios no Parque Empresarial do Casarão


Exercício simulou incêndio florestal de grandes dimensões com propagação ao PEC e permitiu testar evacuação, primeira intervenção, comunicações e atuação dos meios de socorro
Prevenir, testar e agir antes de uma situação real. Foi este o propósito do simulacro realizado, hoje, no Parque Empresarial do Casarão (PEC), em Águeda, que colocou à prova a capacidade de resposta das empresas perante um incêndio florestal de grandes dimensões e a articulação entre os diferentes agentes de proteção e segurança.
O exercício simulou um incêndio na zona florestal envolvente ao PEC, com uma evolução desfavorável em direção às empresas instaladas. Perante este cenário, o Serviço Municipal de Proteção Civil alertou das empresas, desencadeando-se os procedimentos previstos nos planos internos referentes às medidas de autoproteção das empresas. Os responsáveis de segurança das empresas acionaram as suas equipas de 1.ª intervenção, constituídas por trabalhadores previamente preparados e formados para responder a situações desta natureza.
O cenário ganhou maior complexidade quando foi simulada a projeção do incêndio para a cobertura da Triangle’s, uma das empresas mais próximas da área florestal. Perante o risco para o edifício, a empresa acionou a botoneira de alarme e avançou para a evacuação preventiva das instalações, enquanto a sua equipa de 1.ª intervenção iniciou o combate ao incêndio.
Os Bombeiros Voluntários de Águeda deslocaram-se ao local para apoiar a proteção do edifício e reforçar a resposta. Paralelamente, a GNR procedeu ao corte dos principais acessos ao PEC, garantindo o controlo da circulação e orientando os veículos que abandonavam o recinto. A resposta envolveu ainda a Unidade de Emergência e Proteção e Socorro (UEPS), permitindo testar, em contexto operacional, a comunicação e coordenação entre os vários intervenientes.
Mais do que testar a reação a uma emergência, o exercício permitiu avaliar a eficácia dos procedimentos existentes, identificar riscos e constrangimentos, testar os mecanismos de comunicação e decisão e verificar a capacidade de evacuação e de primeira intervenção das empresas.
Refira-se que este simulacro integra-se no Eixo 5 das Áreas de Acolhimento Empresarial de Nova Geração, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem

Águeda | Ponte do Covão reabre ao trânsito


Aplicação da primeira camada de betuminoso permite a retoma da circulação na ponte, que sofreu danos provocados pelas intempéries do último inverno. Trabalhos prosseguem com novo pavimento
A Ponte do Covão, na Aguieira, freguesia de Valongo do Vouga, reabriu hoje ao trânsito, depois de concluída a aplicação da primeira camada de betuminoso, permitindo a retoma da circulação rodoviária.
A circulação faz-se, contudo, com algum condicionamento, uma vez que a empreitada ainda não se encontra totalmente concluída. Numa segunda fase, será aplicada uma nova camada de betuminoso, numa extensão superior à agora executada, melhorando as condições do pavimento e dos acessos à ponte.
Estão ainda previstas intervenções de finalização nas zonas laterais da via, incluindo a instalação dos varões de segurança na ponte, bem como a colocação da sinalização definitiva.
Recorde-se que a estrutura lateral da ponte e parte da via de circulação cederam na sequência das fortes chuvas registadas em novembro do ano passado. Encerrada de imediato ao trânsito e perante a dimensão dos danos, foi necessária uma intervenção profunda de reabilitação da ponte, que incluiu a instalação de uma “box culvert”, destinada a substituir os arcos metálicos que constituíam a anterior passagem hidráulica.

Uma obra de alguma complexidade e que obrigou ao encerramento da ponte por um período mais longo do que o esperado. A colocação desta primeira fase de betuminoso permite agora a reabertura ao trânsito.

A reabertura da Ponte do Covão representa, assim, a retoma de uma ligação importante para a população da Aguieira e de Valongo do Vouga. O Presidente da Junta de Freguesia de Valongo do Vouga, Luís Filipe Falcão, acompanhou a fase final dos trabalhos e a reabertura da via, congratulando-se com a conclusão desta etapa e com o regresso da circulação.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem

Centro de Portugal celebra Dia Mundial do Turismo com iniciativas em toda a região


Data celebra-se a 27 de setembro e tem este ano como tema “Agenda Digital e Inteligência Artificial para redesenhar o turismo”. Turismo Centro de Portugal, municípios e outras entidades promovem iniciativas em todo o território nos próximos dias.

A Turismo Centro de Portugal (TCP) e os municípios da região associam-se nos próximos dias e semanas às comemorações do Dia Mundial do Turismo, que se celebra a 27 de setembro, com um conjunto de iniciativas que convidam residentes e visitantes a descobrir a diversidade da oferta turística do território.

Em 2026, o Dia Mundial do Turismo é dedicado à “Agenda Digital e Inteligência Artificial para redesenhar o turismo” – um tema que coloca em destaque o papel da inovação tecnológica na transformação da atividade turística e na construção dos destinos do futuro.

Num setor em profunda mudança, a tecnologia e, em particular, a inteligência artificial estão a transformar a forma como os turistas escolhem os destinos e planeiam as suas viagens. Mas, por mais que a tecnologia transforme o setor, viajar continua a ser uma experiência essencialmente humana, em que se conhecem pessoas e se criam memórias.

É precisamente a partir desta ideia que a Turismo Centro de Portugal assinala a data com a sua nova campanha, “Centro de Portugal. Desapareça um bocadinho”, um convite para fazer uma pausa na rotina, desligar da pressa e encontrar no território um espaço para respirar, descobrir e estar verdadeiramente presente.
Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal, sublinha a importância do tema: “A tecnologia e a inteligência artificial estão a abrir possibilidades extraordinárias ao turismo, permitindo-nos conhecer melhor quem nos visita, personalizar experiências e tornar a atividade mais eficiente e sustentável. Temos de saber aproveitar estas ferramentas. Mas nenhuma tecnologia substitui aquilo que está no centro de uma viagem, que são as pessoas, os lugares e as experiências que ficam na memória. No Centro de Portugal queremos conjugar estes dois mundos: ser uma região inovadora e preparada para o futuro, sem perder aquilo que nos distingue e torna cada viagem única”.

Um convite para “desaparecer um bocadinho”
Para assinalar o Dia Mundial do Turismo, os visitantes dos Postos de Turismo da TCP poderão receber lembranças alusivas à nova campanha e encontrar uma moldura especialmente criada para a ocasião, que os convida a tirar uma fotografia e a partilhar nas redes sociais a sua experiência no Centro de Portugal.

A TCP lançou igualmente um desafio aos presidentes dos 100 municípios que integram a região: revelar aquele lugar especial dos respetivos concelhos onde recomendariam “desaparecer um bocadinho”. As respostas, que serão divulgadas nas plataformas digitais da Turismo Centro de Portugal, traçam uma viagem pela região através dos olhos de quem conhece cada território de perto.

Iniciativas em toda a região
Um pouco por toda a região, municípios, entidades públicas, agentes turísticos e instituições de ensino associaram-se às comemorações com propostas muito diversificadas.

Em Abrantes, as iniciativas prolongam-se de 26 de setembro a 25 de outubro e incluem experiências de natureza, gastronomia e património. Arganil associa a data às Jornadas Europeias do Património, com música em Piódão e uma exposição dedicada ao arqueólogo João Carlos Senna-Martinez.

Na Covilhã, o programa cruza cultura, gastronomia e natureza, enquanto Estarreja, Ovar e Murtosa propõem uma descoberta sensorial e inclusiva da Ria de Aveiro. Ourém junta arte e natureza, com uma exposição dedicada à identidade e aos ofícios do concelho, em Fátima, e uma ação de plantação de árvores no Parque Natureza do Agroal. Góis convida à observação da biodiversidade noturna e a Marinha Grande promove demonstrações ao vivo da arte de trabalhar o vidro.

Porto de Mós apresenta sete experiências promovidas por agentes turísticos locais, incluindo um seminário sobre Inteligência Artificial, gastronomia e atividades de bicicleta. Em Tomar, património e inovação encontram-se num programa de visitas e experiências que culmina no Dia Mundial do Turismo. Viseu junta sustentabilidade, reflexão sobre turismo ético e música.

A dimensão tecnológica está também presente nas iniciativas da Rede das Aldeias do Xisto, que divulga oportunidades de formação em inteligência artificial, sustentabilidade e literacia financeira, e da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, com a formação “O Novo Turista Digital: Viagens, Experiências e Inteligência Artificial”.

A programação completa do Dia Mundial do Turismo pode ser consultada no site da Turismo Centro de Portugal, em www.turismodocentro.pt.

Sobre a Turismo Centro de Portugal:
A Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

*Cátia Aldeagas
Diretora do Núcleo de Comunicação, Imagem e Relações Públicas
Turismo Centro de Portugal

**Luís Miguel Nunes
Consultor de comunicação


INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O PROJETO VOZ(C)ÊS QUE MIGRAM NA MARINHA GRANDE

 Estão abertas as inscrições para o projeto VoZ(C)ês que Migram, desenvolvido na Marinha Grande nos Agrupamentos de Escolas Marinha Grande Nascente e Marinha Grande Poente.
Promovido pela Sociedade Artística Musical dos Pousos, o projeto destina-se a jovens entre os 10 e os 25 anos, de origem imigrante e/ou em situação de vulnerabilidade social, proporcionando-lhes um espaço de expressão, partilha e desenvolvimento pessoal e social.
Através do teatro, da música e da dança, a iniciativa procura estimular a troca de experiências e a socialização, promover a integração, combater o isolamento, valorizar a diversidade cultural e desconstruir preconceitos. Os participantes são convidados a explorar as suas identidades, partilhar histórias e desenvolver competências linguísticas, emocionais e sociais.
O VoZ(C)ês que Migram é desenvolvido pela Sociedade Artística Musical dos Pousos em parceria com a Psicoespaço, Lda., com o apoio do Portugal Inovação Social, do Centro 2030, da União Europeia e dos investidores sociais BPI | Fundação “la Caixa” e Câmara Municipal da Marinha Grande. Conta ainda com a colaboração de escolas e instituições da região.
Para mais informações, os interessados podem contactar a organização através do endereço geral@samp.pt ou do telefone 244 801 685.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Greve Trabalhadores da AIMA marcada para 6 de outubro

 O Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) vai avançar com uma paralisação de 24 horas no dia 6 de outubro, depois de não ter obtido qualquer resposta ao pedido urgente de reunião dirigido à tutela. A decisão surge num contexto de instabilidade interna na Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), marcado pela saída do presidente da instituição e pela ausência de avanços nas negociações sobre a criação de uma carreira técnica própria e a atribuição de um suplemento remuneratório equivalente ao reconhecido à GNR e à PSP.

Para o STM, estas reivindicações são necessidades estruturais há muito identificadas, que passam pela valorização das funções técnicas de migração, pelo reconhecimento da sua especificidade e complexidade e pela equiparação remuneratória a outras entidades que desempenham funções de controlo de fronteiras. A falta de resposta da tutela demonstra, segundo o sindicato, a ausência de compromisso com a resolução de problemas que afetam diariamente o funcionamento da AIMA e a segurança jurídica do sistema migratório, agravada pela insuficiência de meios humanos e técnicos, pela necessidade urgente de reforço das equipas e pela falta de uma estratégia estável que consolide a capacidade própria da agência.

O STM alerta ainda para a crescente transferência de tarefas permanentes do Estado para os Centros Locais de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM), exigindo limites claros para estas funções e a salvaguarda das competências nucleares da AIMA, cuja desvalorização tem conduzido a decisões tardias, mal instruídas e juridicamente frágeis, aumentando a litigância e a pressão sobre os trabalhadores. O sindicato defende igualmente a valorização da carreira dos técnicos de migração, incluindo formação inicial estruturada, reconhecimento formal das funções especializadas e a nomeação urgente de uma liderança com experiência na área das migrações, capaz de garantir estabilidade e conhecimento técnico na direção da AIMA.

A presidente do STM, Manuela Niza Ribeiro, recorda que o pedido de audiência ao Secretário de Estado Adjunto da Presidência e da Imigração , que tutela a AIMA, foi apresentado quando um outro ministério reconheceu a especificidade técnica das funções migratórias — reconhecimento sustentado, segundo o STM, nos mesmos argumentos que os trabalhadores têm defendido ao longo dos anos. “Queremos um tratamento igual. Pedimos uma reunião e até hoje não houve qualquer resposta”, afirma, justificando a decisão de avançar para a greve perante a ausência de diálogo e a desestabilização gerada pela mudança na liderança da agência.

O STM considera inaceitável que a especificidade das funções de controlo de fronteiras continue sem reconhecimento formal, quando os trabalhadores da AIMA asseguram diariamente tarefas de verificação documental, deteção de fraude, consulta e tratamento de informação, análise de risco migratório, instrução de procedimentos e decisão administrativa, garantindo a legalidade e a segurança jurídica do sistema migratório.

A greve terá âmbito nacional e abrangerá todos os trabalhadores da AIMA, independentemente da modalidade de vínculo, carreira, categoria, unidade orgânica ou local de trabalho.

*Rogério Bueno de Matos
**Ana Clara Quental

Feira Social de Águeda desafia setor social a reforçar o trabalho em rede


“Num passado renovado, projeta-se o futuro!” foi o mote da iniciativa que reuniu profissionais, instituições e especialistas para refletir sobre novas respostas aos desafios sociais

“O que é que do meu trabalho resulta para bem dos outros?” foi o desafio lançado por Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, na abertura da Feira Social, que decorreu terça-feira, no Centro de Artes de Águeda. Promovida pelo Município de Águeda, no âmbito do CLDS 5G Águeda, a iniciativa reuniu profissionais, especialistas, instituições e entidades do setor social num dia dedicado à reflexão, partilha de experiências e procura de novas respostas para uma realidade social em permanente transformação.
Sob o mote “Num passado renovado, projeta-se o futuro!”, a Feira Social procurou colocar debater a dimensão humana da intervenção social, mas também a importância da inovação, da proximidade e do trabalho em rede.
Para o Presidente da Câmara Municipal de Águeda, a intervenção social não pode ser feita à distância. “Fujam o mais possível dos gabinetes”, desafiou Jorge Almeida, defendendo que é no contacto direto com as pessoas que se compreendem verdadeiramente as suas necessidades e se encontra sentido para o trabalho desenvolvido pelas instituições.
“Ninguém cuida à distância”, afirmou, associando o cuidado à presença, ao contacto e à capacidade de estar efetivamente junto de quem precisa. Nesse sentido, deixou um apelo aos profissionais e entidades presentes para que “abram os vossos braços e os vossos corações e saiam para a rua”, reforçando que o trabalho social deve ter como ponto de partida e como finalidade o bem-estar das pessoas.
O edil destacou ainda a importância da cooperação, lembrando que “sozinho, isoladamente, ninguém vale nada” e que nenhuma organização pode dispensar a ajuda dos outros. A Feira Social surge, assim, como espaço de encontro, troca de conhecimentos e criação de novas ligações entre quem, diariamente, trabalha no território.
Também José Licínio Pimenta destacou a importância da proximidade e da articulação entre o Município, a Segurança Social, as instituições e os restantes parceiros da comunidade. O Diretor do Centro Distrital de Aveiro salientou o trabalho desenvolvido pelo Município de Águeda na área social e considerou que o mote da iniciativa traduz uma ideia fundamental: projetar o futuro implica valorizar o conhecimento e a experiência acumulados, mas também ter capacidade para fazer diferente quando as necessidades das pessoas mudam.
“As respostas sociais não podem ser estáticas porque a sociedade também não é estática”, afirmou, defendendo que a transformação pode passar tanto pela criação de novas respostas como pela qualificação das existentes, através de novos processos e metodologias, da valorização dos profissionais e da escuta das pessoas que utilizam os serviços.

Aproximar políticas públicas das necessidades das pessoas
Uma ideia corroborada por Marlene Gaio, Vereadora da Ação Social da Câmara Municipal de Águeda, que defendeu que as vulnerabilidades também se transformam, exigindo novas formas de intervenção. “Muitas vezes a inovação não passa por criar coisas novas, passa por olhar de forma diferente para aquilo que já existe”, afirmou, reforçando que a dimensão humana deve estar sempre presente numa intervenção “feita de pessoas para pessoas”.

Recordando que este evento decorreu no âmbito do CLDS 5G, Marlene Gaio salientou que o Município de Águeda decidiu assumir diretamente a coordenação do projeto, ficando responsável pelo Eixo 4 da intervenção social, através do qual serão desenvolvidas diversas ações ao longo do período de execução.

“O nosso objetivo último é que as políticas públicas e as decisões públicas possam ir ao encontro daquelas que são as expectativas e as necessidades das nossas populações, sobretudo das mais vulneráveis”, afirmou.

Um dia dedicado à inovação e à partilha
Ao longo do dia, a Feira Social proporcionou um programa diversificado, dirigido aos profissionais e entidades que intervêm na área social, com momentos de reflexão, formação e partilha de boas práticas.

A programação incluiu a conferência “A importância da felicidade e do bem-estar nas IPSS” e workshops sobre diferentes desafios da intervenção social, nomeadamente “Exigências em estabelecimentos de apoio social e em IPSS”, “Intervir em contexto de elevada vulnerabilidade: o desafio da gestão de caso”, “Montessori na Terceira Idade” e “Forest School”.

Durante a tarde, foram ainda apresentadas experiências e projetos na área da inovação social, com particular enfoque em respostas centradas na pessoa e na capacidade de transformar práticas existentes para responder a novos desafios.

A iniciativa contou igualmente com uma mostra de entidades e projetos sociais, proporcionando momentos de contacto, networking e divulgação das respostas disponíveis no território. O programa incluiu ainda experiências como o Simulador de Envelhecimento, a Terapia Assistida por Animais e a Bicicleta do Sorriso, permitindo aos participantes conhecer diferentes perspetivas e ferramentas de intervenção.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem