segunda-feira, 4 de julho de 2022

Dê Sangue antes de ir de férias


O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) relembra que é importante dar sangue antes de ir de férias, e salienta a importância deste gesto ser realizado ao longo do ano porque são necessárias, diariamente, 1000 unidades de sangue.

A dádiva de sangue é um gesto simples. Se é saudável, tem mais de 18 anos, mais de 50 Kg e tem comportamentos e hábitos de vida saudáveis, dê sangue antes de ir de férias. São vários os locais onde o pode fazer.

Os Centros de Sangue e da Transplantação de Lisboa, Coimbra e Porto, estão abertos de segunda a sábado, das 8h00 às 19h30 (sem interrupção para almoço), mas há outros locais onde pode efetuar uma dádiva de sangue. Saiba mais aqui.

Dar sangue pode fazer toda a diferença para alguém.
Os doentes agradecem + Sangue + Vida

NELSON HELENO DA SOCIEDADE COLUMBÓFILA ALCANÇA O 2º LUGAR NOS TRILHOS DA 3 LAGOAS

 

Realizou-se no passado dia 3 de julho, o Trilho das 3 Lagoas na Vila de Febres, organizado pela Comissão de Festas daquela Freguesia, com o apoio da Câmara Municipal de Cantanhede, Junta de Freguesia de Febres e as parcerias pontuais com várias empresas e entidades.

O Trilho das 3 Lagoas foi um evento desportivo de caráter lúdico e competitivo, com o objetivo divulgar e promover não só a prática desportiva, em especial na modalidade de trail running, mas também os territórios onde decorreu o evento.

Desenvolvendo-se por zonas de extrema beleza natural e vasto património ambiental, com destaque para as três lagoas que dão o nome ao evento, Lagoa dos Coadiçais, Lagoa das Hortas e Lagoa dos Pedros, nas distâncias de 18km e 12km, realizando-se ainda uma caminhada.

Participaram nesta competição os atletas da Secção de Ar Livre e Aventura, da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, Nelson Heleno, na prova de 18 km alcançando o 2º lugar na classificação geral masculino e o 2º no escalão MSenior e José Mendes, que alcançou o 35º lugar na geral masculino e o 15º MSenior.



Águeda | Associação Desportiva e Cultural de Jafafe requalifica instalações

 Contrato de financiamento com o Governo foi assinado hoje pelo secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território nos Paços do Concelho de Águeda.

A Associação Desportiva e Cultural (ADC) de Jafafe viu aprovada uma candidatura para a requalificação das suas instalações, cujo contrato de financiamento foi hoje assinado no Salão Nobre da Câmara Municipal de Águeda, com a DGAL (Direção Geral das Autarquias Locais) e a CCDRC (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro)numa sessão que contou com a presença do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Carlos Miguel.

“Uma cerimónia singela, mas cheia de significado”, disse o governante, salientando a importância desta obra para a população local, para o associativismo e para o desenvolvimento das atividades que a ADC realiza.

A candidatura feita pela associação jafafense ao Programa de Equipamentos Urbanos de Utilização Coletiva – Subprograma 2 consubstancia um financiamento de 99.974 euros, suportado em 50% pelo Estado (através da DGAL e CCDRC) e que conta com a comparticipação do Município de Águeda para a sua concretização.

Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, salientou que a assinatura formal, hoje, deste contrato de financiamento é o início de “uma tarefa em que o Estado, o Município, a Junta de Freguesia e a associação vão ser parceiros”, cabendo a cada um “fazer a sua parte” para que a obra seja concluída.

Uma obra que considera “indiscutivelmente especial”, iniciada há uma série de anos com “a carolice de algumas pessoas”, que tem uma dimensão “muito interessante” para o local onde está inserida, que “é muito importante para a freguesia de Macinhata do Vouga, que não tem nenhum equipamento do género” e que hoje ganha um novo alento para a sua finalização, com o apoio governamental.

Este é o pontapé-de-saída numa parceria que envolve as três instituições (Governo, Câmara Municipal e a associação) para completar uma obra que importa concluir”, declarou Carlos Miguel, secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, consciente da importância “de uma obra como esta para o território que a envolve e para o associativismo”, que precisa “de instalações condignas, com o mínimo de conforto, para cativar pessoas e cumprir a sua função”.

João Claro, presidente do Conselho Fiscal da ADC de Jafafe, lembrou o processo de construção das instalações da coletividade, iniciado há 25 anos e que tem contado, até ao momento, “com os donativos e mão de obra graciosa dos associados e imensos apoios recebidos, nomeadamente da Junta de Freguesia de Macinhata do Vouga e da Câmara Municipal de Águeda”, a quem aproveitou para agradecer.

O apoio conseguido agora “vai permitir a realização de melhorias muito significativas nas infraestruturas”, nomeadamente o isolamento da cobertura, a colocação de um piso flutuante e amovível no pavilhão para a prática de muitas atividades desportivas, bem como a colocação de uma plataforma elevatória para possibilitar e facilitar o acesso às instalações de pessoas com mobilidade reduzida.

Uma vez concluída a obra, o pavilhão polivalente da ADC de Jafafe vai dispor também de um posto médico “de elevada qualidade”, bem como de “várias salas multiusos que vão estar à disposição da população e que vão permitir a realização de múltiplas atividades lúdicas, culturais, recreativas e desportivas”.

Ana Sofia Pinheiro

Estarreja | 3 mil atletas esperados na Cidade do Andebol. O torneio internacional GarciCup começa na quarta-feira

  

A “Cidade do Andebol” está prestes a dar o tiro de partida para cinco dias de competição, fairplay e muito convívio. 3000 atletas de mais 200 equipas, em representação de 80 clubes, participam na 11.ª edição do GarciCup – Torneio Internacional de Andebol de Estarreja, que começa esta quarta-feira, dia 6 de julho.

Estes dias transformam Estarreja na Cidade do Andebol. No Parque Municipal do Antuã, já sobressaem as cores azul e amarela da cidade, estampadas no campo amovível de andebol hoje ali instalado - naquele que será um dos 17 palcos do evento, distribuídos por todos os pavilhões do concelho e também de pavilhões dos municípios vizinhos de Albergaria-A-Velha e Murtosa -, bem como já são visíveis várias estruturas de apoio e a zona que será convertida em Garci Fun Park.

 

Até domingo, dia 10 de julho, vivem-se muitas emoções na maior e melhor festa do andebol com a presença de 3 mil atletas participantes. Esta terça-feira, chegam ao aeroporto do Porto as primeiras equipas estrangeiras vindas de Espanha e Lituânia. Participam na edição deste ano do torneio de Estarreja um total de 50 equipas provenientes destes dois países.

 

A cerimónia de abertura está marcada para dia 7, quinta-feira, às 21h30, na Praça Francisco Barbosa, com a presença do presidente da Federação de Andebol de Portugal, Miguel Laranjeiro, e do presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Diamantino Sabina. A sessão iniciará com um desfile das duas centenas de equipas a partir do Parque do Antuã, em direção à praça histórica da cidade, num momento de cor e alegria aberto a toda a comunidade.

 

A Federação de Andebol de Portugal é novamente parceira do Garcicup e da Câmara Municipal de Estarreja na organização do evento. Nesse sentido, o torneio volta a ser o palco de uma competição nacional, e desta vez, Estarreja receberá o Encontro Nacional de Infantis, com início no dia 7.

 

Diversão na Garci Fun Park

Destinado a equipas federadas, escolas e seleções, o Torneio decorre num período pós-competição, representando um prémio para as equipas após um ano intenso de competição. A par do espírito competitivo, é promovido um programa cultural e atividades que proporcionam aos participantes, momentos de lazer e de diversão.

 

A animação paralela, no Garci Fun Park, oferece dias intensos de convívio e diversão, seja com mergulhos nas piscinas ou nas piscinas com insufláveis, ou nos karts, carrinhos de choque, comboio turístico ou autocarro panorâmico, entre outras atividades. No sábado, dia 9, haverá uma “maratona” de mega insufláveis, das 12h às 24h.

 

A melhor e maior festa do andebol


O Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Estarreja, João Alegria, garante “o melhor GarciCup de sempre! Reunimos todas as condições para que as equipas, jogadores, treinadores e dirigentes participem na melhor e maior festa do andebol”. A comunidade desportiva pode “contar com um torneio com muito andebol, cheio de animação e uma logística ímpar, que irá garantir, para um torneio desta dimensão, as melhores condições de alojamento, alimentação, transportes e recintos de jogos. Estarreja será uma vez mais a Capital Nacional do Andebol”, frisa o autarca.

 

Parceria com a CP

Fomentando a utilização do comboio, o GarciCup e a CP voltaram a desenvolver uma parceria, permitindo aos participantes chegar a Estarreja a preços mais acessíveis:

 

- Bilhete de Grupo 2€, ida e volta, válido para viagens nos comboios Urbanos do Porto, com origem em qualquer estação e destino a Estarreja (linhas de Braga, Marco de Canaveses, Guimarães e Aveiro). Mínimo de 10 e máximo de 100 elementos, reservas para o Serviço de Grupos dos Comboios Urbanos do Porto (email: gruposcppt@cp.pt);

- Preços especiais para grupos com um mínimo de 10 elementos, nos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Regional e InterRegional (email: gruposlc-rg@cp.pt).

 

A organização do GarciCup é da Câmara Municipal de Estarreja, em parceria com os quatro clubes de Andebol do concelho – Associação Artística de Avanca, Estarreja Andebol Clube, Associação Cultural de Salreu e Arsenal de Canelas – e o apoio institucional da Associação de Andebol de Aveiro e da Federação de Andebol de Portugal.

 

Nada melhor do que terminar a época com a melhor Festa do Andebol em Estarreja!

 

GarciCup’22 em números

3000 atletas

80 clubes

200 equipas

17 campos

25000 refeições


Carla Miranda

Proença-a-Nova | Embalagens de plástico para 'takeaway' e entregas ao domicílio sujeitas a taxas de 30 cêntimos

As embalagens de plástico de uso único para refeições prontas a consumir estão a partir de agora sujeitas a uma taxa de 30 cêntimos, uma medida que tinha sido anunciada para janeiro e adiada devido à pandemia da Covid-19. Segundo a lei, a taxa aplica-se a partir do dia 1 de julho de 2022 a embalagens de utilização única de plástico ou multimaterial com plástico. Esta taxa será também aplicada a partir de 1 de janeiro de 2023 nas embalagens de alumínio ou multimaterial com alumínio.

Em causa estão nomeadamente as embalagens para 'takeaway' e as das entregas a domicílio. A medida destina-se a fomentar a introdução de sistemas de embalagens reutilizáveis na restauração e promover a redução de embalagens de utilização única. O fornecimento de refeições em regime de pronto a comer e levar ou com entrega ao domicílio revela uma clara tendência de crescimento tendo como resultado direto o aumento do consumo de embalagens de utilização única, o que torna ainda mais urgente a introdução de medidas que permitam dissociar este crescimento do consumo de recursos e da produção de resíduos, esclarece o diploma que entra agora em vigor.

O documento lembra ainda que os estabelecimentos que forneçam refeições prontas a consumir em regime de pronto a comer e levar já são obrigados a aceitar que os seus clientes utilizem os seus próprios recipientes, pelo que existe uma alternativa ao pagamento da contribuição. As receitas da taxa serão dirigidas em 50% para o Estado e 40% para o Fundo Ambiental, pode ler-se na portaria.

Na norma que entra em vigor há algumas exceções: uma delas para as embalagens que acondicionem refeições prontas a consumir que não são embaladas no estabelecimento de venda ao consumidor final, "uma vez que o estabelecimento não controla nestes casos o embalamento do produto, não permitindo assim que o consumidor tenha uma alternativa".

Castelo de Paiva | Milhares de visitantes em três dias de certame. Sucesso contabilizado reforça grandeza da Feira do Vinho Verde, Gastronomia e Artesanato


 Presidente da AEP impressionado com dimensão da iniciativa
Este ano o tempo ajudou à festa e foram três dias de intensa animação, com milhares de visitantes a passar por Castelo de Paiva, no âmbito da 23ª Feira do Vinho Verde, Gastronomia e Artesanato, iniciativa que se retoma e que continua a ser uma aposta forte da Câmara Municipal, num certame de nível nacional cada vez mais reconhecido, este ano com um novo figurino, mais atractivo e funcional, mas mantendo sempre o objectivo inicial, relacionado com a valorização da produção vitícola do concelho, promovendo o produto agrícola mais conhecido e premiado da Sub Região de Paiva.
Foi brilhante esta mostra vitícola da Sub - Região de Paiva que voltou a ter uma excelente adesão de visitantes, contabilizado mais um êxito pela autarquia paivense, conforme evidenciou ontem à noite, em jeito de balanço, o autarca José Rocha, que se congratulou com mais de duas décadas de feira, e não se cansando de enaltecer a qualidade dos vinhos verdes das Terras de Paiva e o empenhamento dos produtores paivenses que se dedicam cada vez mais, com forte empenhamento e gosto, ao sector da vinha.
Satisfeito com o êxito alcançado, o presidente José Rocha evidenciou a resiliência, a coragem e determinação de todos os expositores, face às dificuldades sentidas nos últimos tempos e destacou a feira “ como um acontecimento de grande impacto e significado para o concelho, um momento auspicioso para esta terra de gente humilde e trabalhadora, um certame em boa hora conseguido, pela dinâmica que imprime à agricultura, à economia e à cultura local, sendo um marco na vida do município e motivo de sobra para que nos possamos sentir felizes por receber milhares de visitantes e cativá-los a regressar em breve “.
Referindo que, depois de dois anos de interregno, esta é uma feira com vitalidade, trabalhada com carinho, um momento único de celebração da terra de Paiva, o autarca paivense mostrou-se feliz por este sucesso, pela nova formatização do certame, que se apresenta mais atractivo e funcional, adequado ao novo espaço do Largo do Conde, e insistiu na tónica de que, o vinho verde é um produto endógeno que se afirma e está na moda, sendo cada vez mais apreciado, evidenciando depois, a sua satisfação pela projecção que o evento já atingiu com 23 anos de realização, ao afirmar-se cada vez mais na região dos vinhos verdes, realçando ainda que o certame, “ para além de ser um reconhecimento público aos agricultores paivenses que se dedicam de “ corpo e alma “ ao sector da vinha, representa uma excelente oportunidade de promoção e de negócio, um momento único para apreciar vinhos de superior qualidade, cada vez mais premiados, bem como divulgar a excelente cozinha regional, a beleza do artesanato local, a doçaria tradicional, ao mesmo tempo dar a conhecer as potencialidades turísticas de uma terra que tem o gosto e o hábito de bem receber “.
Referindo que este é um esforço enorme que vale a pena, que motiva o sentido de entre ajuda e de cooperação, o Presidente da Câmara Municipal realçou a dinâmica vitícola que o concelho já apresenta, insistindo na necessidade de continuar a investir na qualidade, aumentar a competitividade, ganhar visão de mercado e realçar sempre o factor humano, como etapas necessárias na continuidade do objectivo definido pela reconversão da vinha, incentivando os produtores a valorizar e modernizar a sua produção e a promover melhor o produto mais conhecido e premiado da região, enaltecendo com redobrado gosto os prémios importantes que a Sub Região de Paiva têm sido conseguidos ao longo de anos .
O edil aproveitou a presença do presidente da Associação Empresarial de Portugal, para falar da necessidade de se apoiar as empresas agrícolas, e o tecido empresarial do concelho, lembrando a necessidade de se avançar rapidamente para a recuperação do CACE, destruído por incêndio em 2020, assim como também abordou a falta de acessibilidades ao território, reclamando a conclusão urgente da Variante à EN 222, contemplando os 9 km que faltam na ligação à A32 em Canedo, bem como a totalidade da construção do IC 35 ligando este concelho ao nó da A4 em Penafiel, conseguindo-se assim, uma mobilidade satisfatória que ajude a aproximar Castelo de Paiva aos grande eixos rodoviários do litoral e projectar o concelho, a atrair investimento e a criar riqueza e maior dinâmica empresarial.
Deixando uma saudação especial aos visitantes que rumaram ao concelho, bem como uma palavra de agradecimento a todos os expositores e à Associação Comercial e Industrial de Castelo de Paiva, pela parceria estabelecida e envolvimento no certame, José Rocha referiu-se à cultura da vinha e ao enoturismo como áreas fundamentais para o desenvolvimento turístico do concelho, não esquecendo a importância de valorizar os produtos endógenos, os recursos patrimoniais, culturais, gastronómicos e etnográficos que o concelho apresenta e que, a par da sua beleza paisagística, são a mais valia para o incremento turístico que se deseja ver dinamizado no concelho.
Almiro Moreira, presidente da Assembleia Municipal, lembrou a ousadia de realizar esta feira, sempre com o grande objectivo de promover o afamado vinho verde, que se apresenta cada vez com mais qualidade, e com agricultores com mais vontade de apostar neste sector agrícola, considerando que, há ainda um longo trabalho a fazer, com novas vinhas, para ganhar dinâmica empresarial e alargar a produção para conquistar mais mercados.
O Presidente da Associação Empresarial de Portugal, Luís Miguel Ribeiro agradeceu o convite para vir a Castelo de Paiva e mostrou-se impressionado com a grandeza que esta feira apresenta, que considerou ser uma boa aposta do município e uma motivação forte para dinamizar a economia local, falando depois, na importância da produção do vinho verde na economia do país, destacando a capacidade e ambição dos empresários em ultrapassar as dificuldades, fazendo questão de evidenciar que, nos desafios do futuro, o essencial são as pessoas, potenciando a criação de riqueza no território.
A iniciativa que, para além de dar a conhecer os afamados vinhos de qualidade produzidos em Castelo de Paiva, com destaque para os premiados que, ano após ano, são distinguidos nos concursos nacionais, contou com outras actividades paralelas, como a apresentação da excelente gastronomia paivense e doçaria tradicional, uma demonstração do artesanato local, tudo estruturado em três dias de grande animação, onde não faltaram espectáculos musicais, o folclore local e a música tradicional portuguesa, para além de outras atracções que enriquecem o programa apresentado pela edilidade paivense.
Esta foi a oportunidade única de apreciar os vinhos dos produtores da Sub-Região do Paiva, muitos deles já premiados ao nível dos concursos da Comissão Regional de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes – CRVRVV, degustar a saborosa cozinha regional paivense, e ao mesmo tempo, ficar a conhecer a riqueza do trabalho dos artesãos do concelho, sem esquecer um programa lúdico, gizado para garantir uma saudável convivialidade nos três dias do certame, que este ano teve espectáculos musicais com Agrupamento Musical “ Kastelo Band “, Kamuf, Bomboémia, Os Amigos da Sexta, Postas de Bacalhau, Colectivo Capela, Cusca Maria, Bandinha da Alegria, Os Amigos do Douro e Ricardo Ramalho Festa Total, para além da animação de rua com a participação dos Ranchos Folclóricos do concelho, Cantadores ao Desafio, entre outras actuações que vão decorrer durante o evento.
Depois da sessão solene e da cerimónia de abertura da feira, realizada na tarde de 1 de Julho, e concretizada a habitual ronda pelas tasquinha, restaurantes e expositores, o certame acolheu as primeiras “provas de vinho”e as “jornadas gastronómicas ”, privilegiando-se pratos locais e as especialidades mais conhecidas da região, a par da doçaria tradicional do concelho e do fumeiro regional, para além de outras novidades.
No dia inicial houve Aromas do Verde e à noite participou o Rancho Folclórico de Castelo de Paiva, com animação de rua a cargo da street band Kamuf e do grupo de percussão Bomboémia, registando se a realização de baile popular com o Grupo de Música Tradicional “ Amigos da Sexta “, seguindo-se um grande espectáculo musical com o Agrupamento Musical Kastelo Band no palco principal, que manteve os resistentes a dançar pela madrugada fora.
Já no Sábado, a iniciativa arrancou com melhor da cozinha tradicional paivense a estar em evidência à hora do almoço, com tempo para as provas dos novos vinhos e espumantes da Sub-Região de Paiva, seguindo-se à tarde a iniciativa “ Aqui há Baile “ e actuação da “ Banda às Riscas “, realizando-se os Aromas do Verde, e durante a noite a actuação do Rancho Folclórico de S. Martinho e Rancho Folclórico de Bairros, registando ainda o programa, animação de rua com a presença do grupo “ Postas de Bacalhau “, acontecendo música popular com a presença do agrupamento “ Colectivo Capela ”, terminando a jornada festiva com actuação da banda lusa-luxemburguesa de pop-rock, “ Cusca Maria “, que se apresentou no palco principal pela madrugada fora.
No Domingo, dia 3 e ultimo dia da feira, o certame abriu com as habituais provas de vinhos e as jornadas gastronómicas que foram animadas com a presença do Rancho Folclórico da Senhora das Amoras e as Concertinas da Casa do Povo da Raiva, com a entrada a meio da tarde da conhecida Bandinha da Alegria, de Alcobaça, que percorreu o recinto da feira, a exemplo do grupo Os Amigos do Douro, sendo que Ricardo Ramalho animou à noite o convívio de encerramento, denominado como baile dos resistentes, que terminou em grande apoteose no Largo do Conde.
O edil paivense José Rocha, mostrou-se satisfeito pela adesão conseguida, cerca de oito dezenas de expositores e fez questão de realçar a vontade e o empenhamento de todos para o engrandecimento deste evento que, na sua opinião, já é uma referência nacional, atraindo milhares de visitantes, muitos deles do estrangeiro, evidenciando-se o nosso potencial para projectar o município de Castelo de Paiva aos mais diversos níveis.
Para o presidente da autarquia de Castelo de Paiva, para além de ser um reconhecimento aos agricultores paivenses que se dedicam de “corpo e alma ” ao sector da vinha, esta feira continua a ser uma excelente oportunidade de promoção e de negocio, um momento único para apreciar vinhos de superior qualidade, cada vez mais premiados, bem como divulgar a nossa cozinha regional, a beleza do nosso artesanato, a dinâmica das autarquias e a pujança do nosso associativismo, ao mesmo tempo dar a conhecer as potencialidades turísticas de uma terra que tem o gosto e o hábito de bem receber .

No certame, que teve dois palcos para actuações musicais, estiveram representados 13 espaços de vinhos, entre produtores de marca e individuais, seis restaurantes com o melhor da gastronomia local, cinco doceiras tradicionais, e 31 espaços de artesanato e produtos locais, dezanove espaços de derivados e petiscos.
No espaço do Largo do Conde, numa zona ampla e acolhedora, recentemente requalificada, foram três dias de grande festa orientados para o despertar de apetites e sabores, numa jornada de estratégia promocional, ajustada ao prestígio por todos reconhecido, dos excelentes vinhos da Sub-Região de Paiva, neste caso com o complemento das famosas iguarias paivenses, a justificar a vinda de milhares de visitantes a este certame, cada vez mais referenciado no panorama nacional.



Carlos Oliveira

Dez enfermeiros do Hospital de Aveiro declaram exclusão de responsabilidades por falta de condições

Dez enfermeiros do Serviço de Obstetrícia e Boço de Partos do Hospital de Aveiro entregaram declaração de exclusão de responsabilidades por falta de condições, revelou hoje fonte sindical.
De acordo com o Sindicato dos Enfermeiros, “em função da degradação das condições de trabalho a que esses profissionais estão submetidos, dez enfermeiros entregaram à administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV), ao Ministério da Saúde e à Ordem dos Enfermeiros a Declaração de Exclusão de Responsabilidades”.
“Os enfermeiros deste serviço estão a ser sujeitos a situações-limite, com a prestação de cuidados de saúde a acontecer, sem que as equipas estejam completas”, explicou o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Pedro Costa.
De acordo com o Sindicato dos Enfermeiros, essa tomada de posição “não surpreende”, dado que já no início do ano tinha denunciado publicamente as dificuldades que o Centro Hospitalar do Baixo Vouga (que inclui os hospitais de Aveiro, Águeda e Estarreja) tinha para contratar mais enfermeiros”.
“A entrega da Declaração de Exclusão de Responsabilidade por parte destes dez enfermeiros é mais um grito de alerta de quem não tem sido ouvido”, considera Pedro Costa, sublinhando que “os enfermeiros não podem continuar a trabalhar sujeitos a tanta pressão, tantas horas seguidas e sem os recursos humanos adequados”.
De acordo com o dirigente sindical, “a falta de solução para este problema está a contribuir para que os enfermeiros desta instituição, em particular do Serviço de Obstetrícia/Sala de Partos se encontrem em situação de exaustão total, que se repercute na própria segurança das parturientes”.
Segundo alerta o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, em caso de encerramento do serviço no Hospital de Aveiro, “as grávidas têm de ser transferidas, sempre acompanhadas por um enfermeiro especialista em Obstetrícia, para as unidades de Coimbra, Viseu ou Porto, o que deixa o atendimento do serviço completamente desprotegido”.
“Já passou demasiado tempo, desde a aprovação do Orçamento de Estado para 2022, para que se continue a justificar a não contratação de mais enfermeiros para o SNS com a falta de verbas”, considera Pedro Costa.
“O Governo precisa de dar um sinal claro do que quer fazer com os enfermeiros, no sentido do reconhecimento das suas competências e no papel determinante que estes desempenham no SNS e se está disposto a criar condições para a melhoria das suas condições de trabalho no Serviço Nacional de Saúde”, advertiu.
Em nota enviada à Lusa, a administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV) que tutela o Hospital de Aveiro, diz ter recebido oito declarações de exclusão de responsabilidade por parte de enfermeiros do Serviço de Ginecologia/Obstetrícia.
Observando que aquele serviço possui 82 enfermeiros, a administração hospitalar garante que “não foi recebido, até ao momento, qualquer contacto por parte de entidades sindicais".

Fonte: MadreMedia/Lusa