domingo, 18 de outubro de 2026

Cantanhede | Conversa sobre o escritor ançanense integrada no ciclo “Gente da Nossa Terra”. José Manuel Mendes e José Carlos Vasconcelos recordaram o legado Augusto Abelaira


Dois conhecedores profundos da vida e obra de Augusto Abelaira estiveram na passada quinta-feira, 15 de outubro, em Cantanhede, para uma conversa no âmbito da 5.ª edição do projeto “Gente da Nossa Terra”, que homenageia o escritor, romancista, dramaturgo, professor, tradutor e jornalista natural de Ançã.
Este era, de resto, um dos momentos mais aguardados da programação, porquanto reunia duas reconhecidas personalidades da sociedade portuguesa com uma ligação forte ao percurso de Augusto Abelaira.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede com o pelouro da Cultura, Pedro Cardoso, realçou a importância e simbolismo desta ação que foi, no fundo, “um tributo ao legado humano-cívico de Augusto Abelaira, enquanto luz do pensamento e da criatividade” e que, segundo os oradores, se distinguiu como um dos maiores escritores portugueses de sempre.
“A sessão comportou como que um apelo imperioso à descoberta e também à releitura dos seus livros e a quanto neles é singularidade estética, livre construção, percurso não apagável, sem esquecer as suas crónicas periódicas em jornais nacionais”, adiantou.
Ainda de acordo com o autarca, “ter a oportunidade de acolher e escutar em Cantanhede testemunhos tão calorosos, tão valorosos e tão pessoais pela proximidade e cumplicidade resultantes dessa vivência estreita com Augusto Abelaira, permitiu a todos os presentes entender melhor a grandeza desta figura cantanhedense, que sempre se pautou por um apego incondicional à liberdade e com uma intervenção cívica ímpar, um escritor maior da Literatura Portuguesa”.
Numa organização do Município de Cantanhede em parceria com a Associação Portuguesa de Escritores, a sessão decorreu no auditório da Biblioteca Municipal e contou com uma plateia bem preenchida, que teve oportunidade de ficar a conhecer duas personalidades de relevo da cultura portuguesa.
José Manuel Mendes é escritor (livros de poesia, romances, coletâneas de contos, crónicas e dispersos), presidente da Associação Portuguesa de Escritores desde 1992 e sócio efetivo da Academia das Ciências de Lisboa.
Já José Carlos Vasconcelos colaborou frequentemente com Augusto Abelaira no “Jornal de Letras, Artes e Ideias” e em “O Jornal”, nos quais foi diretor, dando espaço a comentário político e cultural. Jornalista, escritor e advogado, foi ainda diretor do “JL, Jornal de Letras, Artes e Ideias” e coordenador editorial da revista “Visão”.
Refira-se que 5.ª edição do projeto “Gente da Nossa Terra” homenageia Augusto Abelaira, de 30 de setembro a 28 de novembro, com dezenas de iniciativas multidisciplinares que decorrem em vários pontos do concelho de Cantanhede e fora deste, com o envolvimento de mais de três dezenas de entidades em parceria com o Município de Cantanhede.

Opinião - Os frescos pagãos de Évora que escondem uma crítica ao poder

 Junto ao antigo Palácio da Inquisição, em Évora, sobrevive um dos conjuntos de pintura mural mais invulgares do século XVI português. Entre animais fantásticos, criaturas mitológicas e símbolos que parecem saídos de um sonho, estas pinturas contam uma história que vai muito além da decoração e que ganha uma dimensão especial quando conhecemos o destino posterior do edifício.
Há lugares onde a História parece ter um sentido de humor muito próprio. Em Évora, uma cidade onde cada pedra parece guardar a memória de reis, bispos, nobres e inquisidores, existe um conjunto de pinturas murais que nos obriga a olhar duas vezes, não apenas pelo que representa, mas também pelo lugar onde se encontra. Perto do antigo Palácio da Inquisição, num espaço associado à cultura aristocrática do início do século XVI, sobreviveram imagens de inspiração profana, criaturas fantásticas e motivos ligados a um imaginário que hoje poderíamos considerar pagão, mas que, no Renascimento, possuía uma linguagem simbólica muito mais complexa do que a simples oposição entre o sagrado e o profano.
Estamos a falar das Casas Pintadas de Évora, um dos testemunhos mais raros da pintura mural profana portuguesa do século XVI, cuja importância não reside apenas na sua qualidade artística, mas também na possibilidade de compreender como a nobreza daquele tempo comunicava através de imagens, referências literárias, fábulas e símbolos que nem todos os visitantes estariam preparados para decifrar. Estas pinturas não foram concebidas para ilustrar uma história religiosa convencional, nem se limitavam a embelezar paredes. O seu universo visual sugere uma cultura de corte em que a erudição, o humor, a crítica e o jogo intelectual podiam coexistir nas paredes de uma residência nobre.
É precisamente aqui que a história começa a tornar-se fascinante, porque, quando entramos neste universo de animais imaginários e referências mitológicas, percebemos que o Renascimento não foi apenas a época em que os artistas recuperaram a Antiguidade clássica e os seus modelos estéticos. Foi também um período em que as imagens ganharam novas possibilidades de interpretação, permitindo transmitir ideias sobre o comportamento humano, a ambição, o desejo, a corrupção e os próprios mecanismos do poder, por vezes de forma mais subtil do que um texto escrito. Numa sociedade profundamente marcada pela religião, a presença de um imaginário profano numa residência aristocrática não era necessariamente uma declaração contra o cristianismo, mas podia revelar uma cultura intelectual que sabia recorrer à mitologia, às fábulas e ao simbolismo animal para pensar criticamente o mundo em que vivia.

Um nobre, uma galeria e um mundo de símbolos
A investigação histórica permitiu esclarecer um dos aspetos mais curiosos deste conjunto. Durante muito tempo, as Casas Pintadas foram associadas a Vasco da Gama, uma ligação que alimentou a imaginação de quem procurava relacionar aquelas imagens com as grandes figuras da expansão portuguesa. Contudo, os estudos realizados por Joaquim Oliveira Caetano e José Alberto Seabra Carvalho vieram esclarecer que o responsável pela encomenda foi D. Francisco da Silveira, coudel-mor durante os reinados de D. Manuel I e D. João III, homem ligado à corte e também presente no universo literário do Cancioneiro Geral. A descoberta não diminui a importância do lugar; pelo contrário, coloca-o num contexto cultural mais preciso, o de uma nobreza que não vivia apenas de cargos, terras e privilégios, mas também procurava afirmar a sua posição através da arte e do conhecimento.
As pinturas datam de 1513, num momento em que Portugal vivia a prosperidade associada à expansão ultramarina, enquanto as elites procuravam acompanhar as novidades artísticas e intelectuais que circulavam pela Europa. Na galeria das Casas Pintadas encontramos um bestiário de criaturas reais e imaginárias, animais que parecem ter escapado a um manuscrito medieval, seres fantásticos e composições de inspiração grotesca que desafiam uma leitura imediata. A sua organização não é indiferente: o registo superior inspira-se na tradição dos bestiários medievais, enquanto a faixa inferior recorre a motivos grotescos, numa combinação que revela a persistência de linguagens antigas e a sua transformação no ambiente artístico do Renascimento.
Mas por que razão haveria um nobre de investir numa decoração tão invulgar? A resposta mais interessante não está em imaginar que cada animal escondia necessariamente uma mensagem secreta, mas em reconhecer que estas imagens faziam parte de uma cultura visual capaz de falar por metáforas. O historiador de arte Joaquim Oliveira Caetano tem salientado a dimensão moralizante destas pinturas e a sua vertente crítica em relação ao poder político e amoroso. Os motivos podiam funcionar como um verdadeiro jogo palaciano, destinado a ser reconhecido e interpretado por quem conhecia as fábulas, os códigos literários e as referências culturais da época. A imagem era, assim, mais do que ornamento: podia ser uma forma de comentário sobre os comportamentos humanos, incluindo os daqueles que ocupavam os lugares mais elevados da sociedade.
É neste ponto que o carácter aparentemente pagão das pinturas merece especial atenção. O imaginário clássico, os animais simbólicos e as criaturas fantásticas não devem ser confundidos automaticamente com a prática de um culto pagão ou com uma mensagem de oposição à Igreja. A cultura renascentista apropriava-se de referências da Antiguidade e da tradição medieval, combinando-as com preocupações morais e políticas que podiam ser compreendidas de diferentes maneiras. O que torna as Casas Pintadas tão interessantes é precisamente essa ambiguidade: perante uma criatura fantástica, um animal ou uma cena alegórica, o observador podia encontrar uma referência literária, uma advertência moral ou uma crítica velada, sem que existisse necessariamente uma única interpretação possível.
Também importa não confundir a galeria profana com o pequeno espaço de carácter religioso associado ao conjunto, onde existem pinturas de temática cristã. As Casas Pintadas não constituem, portanto, um manifesto exclusivamente pagão, mas um testemunho de como linguagens visuais distintas podiam coexistir numa residência aristocrática do século XVI. Para compreender o conjunto, é necessário olhar para a diversidade das imagens e para o ambiente cultural em que foram produzidas, em vez de reduzir toda a sua simbologia a uma única explicação.

A sombra da Inquisição
E chegamos à coincidência histórica que torna este lugar especialmente sugestivo. As Casas Pintadas encontram-se junto ao antigo Palácio da Inquisição, mas há um pormenor cronológico que não pode ser ignorado: as pinturas foram realizadas em 1513, enquanto a ligação do espaço ao palácio inquisitorial ocorreu apenas no final do século XVI, quando as Casas Pintadas foram anexadas ao complexo para servirem de residência aos inquisidores. O tribunal do Santo Ofício de Évora funcionou naquele palácio entre 1655 e 1821. Ou seja, as pinturas já existiam muito antes de o edifício passar a integrar o universo institucional da Inquisição.
Esta distinção é fundamental para não transformar uma coincidência histórica numa certeza que os documentos não demonstram. Não temos fundamento para afirmar que as pinturas foram concebidas como uma mensagem contra a Inquisição, nem que os inquisidores procuraram apagá-las por causa do seu conteúdo. O que podemos afirmar é que a história posterior do lugar criou um contraste extraordinário: um conjunto mural de natureza profana, povoado por animais fantásticos e imagens que convidam à interpretação, acabou por ficar associado a um espaço onde a ortodoxia religiosa e a vigilância das ideias desempenharam um papel central na vida portuguesa.
A proximidade física entre estes dois universos convida à reflexão, mas é a cronologia que lhe dá verdadeiro significado. Quando Francisco da Silveira mandou pintar a sua galeria, no início do século XVI, não estava a decorar uma dependência do tribunal inquisitorial que ali viria a funcionar. Estava a afirmar uma cultura aristocrática própria do seu tempo, recorrendo a imagens que exigiam conhecimento e capacidade de interpretação. Décadas mais tarde, o espaço passou a fazer parte de outra realidade institucional, marcada por preocupações muito diferentes. A ironia histórica não precisa de ser inventada: basta perceber como o mesmo lugar atravessou contextos tão distintos.
Talvez seja precisamente por isso que estas pinturas merecem ser mais conhecidas. Num país onde a arte antiga é muitas vezes apresentada apenas pela sua beleza, as Casas Pintadas recordam-nos que as imagens também podem ser documentos sobre a sociedade, os seus valores, os seus receios e as suas contradições. Os animais fantásticos não nos entregam uma chave universal que permita decifrar todos os segredos de uma só vez, mas obrigam-nos a fazer perguntas sobre quem os encomendou, quem os contemplava e que conhecimentos eram necessários para compreender as suas alusões.
Évora conserva, assim, muito mais do que um conjunto raro de pinturas murais. Conserva um fragmento da imaginação de uma elite do século XVI, num espaço onde a cultura profana e o simbolismo convivem com a memória posterior da Inquisição. E, perante estas paredes, vale a pena recordar uma lição essencial para qualquer historiador: a História torna-se verdadeiramente fascinante quando sabemos distinguir aquilo que os documentos provam daquilo que a nossa curiosidade nos leva a suspeitar. As Casas Pintadas oferecem matéria suficiente para ambas as coisas, desde que não confundamos o mistério com a certeza.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Brasil fora da caixa

 Olá Litoral, tudo bem?

Tenho a sorte de já ter ido ao Brasil umas 12 ou 13 vezes e, na verdade, acho que qualquer pretexto é bom para regressar. Aliás, já estamos a meio de outubro e não tarda nada o verão começa a chegar às cidades e praias brasileiras — ou seja, é a época perfeita para fugir do frio europeu e rumar à América do Sul.

Serve esta introdução para sugerir 5 destinos maravilhosos no Brasil, porventura menos óbvios, para uma viagem nos próximos meses. Pela minha parte, não me importava de voltar já amanhã — aliás, em breve quero falar dos Lençóis Maranhenses, onde estive novamente em julho passado, mas deixemos isso para as próximas semanas. Por agora, deixo estas magníficas sugestões para espreitar durante o fim de semana.

Fazer seguro de viagem (5% off)

FERNANDO DE NORONHA

As praias de Fernando de Noronha, juntamente com a vida subaquática ao largo do arquipélago, são o maior atrativo do destino. A própria UNESCO integra o arquipélago de Noronha na lista de Património Mundial do Brasil, classificando as suas riquíssimas águas como “extremamente importantes para a criação e alimentação de atum, tubarão, tartarugas e mamíferos marinhos”.

A isto junta-se, naturalmente, a beleza natural de Noronha, com particular destaque para as baías e praias da ilha. Lugares como a Praia do Sancho (na foto acima) ou a Baía dos Porcos ficam na memória do mais exigente amante de praias. Infelizmente não é barato, mas Fernando de Noronha é sem dúvida um dos lugares mais bonitos do Brasil.

Guia para visitar Fernando de Noronha

CARAÍVA

Caraíva é a terra perfeita para desconectar. Descansar, relaxar, desfrutar do estilo roots do vilarejo e aproveitar o ambiente acolhedor das pousadas de Caraíva é tudo o que o turista precisa para se sentir bem. Caraíva é paz. É Natureza e povos indígenas. E os pequenos prazeres de uma vida simples.

Tudo somado, é um daqueles lugares de onde não apetece sair – e onde muitos visitantes, brasileiros ou não, acabam mesmo por ficar. Quando visitar Caraíva, já sabe: “aproveitar ao máximo” significa deixar-se levar pelo tempo que passa devagar. Ou, como se diz por lá, caraivar. Sem pressas. É um dos meus lugares preferidos em todo o Brasil.

Guia para visitar Caraíva

ARRAIAL D'AJUDA

Há uns tempos tive oportunidade de voltar ao Sul da Bahia, visitar a Costa do Descobrimento e todo o litoral do município de Porto Seguro, explorando não só o seu património histórico mas também as praias e reservas indígenas. E Arraial d’Ajuda é um dos pontos altos.

Em Arraial d’Ajuda ficam muitas das mais bonitas praias de Porto Seguro — Mucugê, Pitinga ou Taipe são nomes a considerar quando o assunto é banhos de sol e mar. É, por isso, um lugar perfeito para relaxar, mas não faltam esplanadas e música ao vivo para a dose certa de diversão noturna.

Tem também Trancoso a curta distância, um vilarejo muito bonito e charmoso, com praias incríveis — que, infelizmente, se está a transformar num destino muito elitista.

Guia para visitar Arraial d'Ajuda

ILHA DE MARAJÓ

Afamada pelos seus búfalos e localizada a uma curta viagem de barco desde o Terminal Hidroviário de Belém do Pará, Marajó é uma ilha perfeita para conhecer de bicicleta. As praias são uma das principais razões que leva a maioria das pessoas a visitar a ilha do Marajó — eu conheci as praias de Barra Velha e do Pesqueiro, as mais acessíveis e frequentadas para quem se hospeda em Soure. Pessoalmente, aprecio muito o ambiente simples e despretensioso da ilha, mas é uma proposta completamente diferente de Fernando de Noronha ou Arraial d'Ajuda.

Guia para visitar a ilha de Marajó

OLINDA

Se procura algo mais urbano mas não gosta de metrópoles gigantescas, talvez Olinda seja a escolha acertada. Olinda é música. É o som dos baques nas alfaias marcando o ritmo frenético do maracatu. É história em cada esquina. É igrejas com azulejos portugueses e palacetes coloniais. É Carnaval nas ladeiras. É festa, samba e bonecos gigantes. E mamulengo. Olinda é tudo isso e muito mais. E é linda!

O facto de ter pernoitar em Olinda (em vez de Recife) permite conhecer a cidade de forma mais lenta. Por dentro. Caminhar à noite, depois de boa parte dos turistas desaparecerem. Intercalar as ladeiras de Olinda com uma visita a Recife Antigo e outra a um dia de praia em Cabo de Santo Agostinho. Descansar no pico do calor. Passar várias vezes nas mesmas ruas. Aproveitar.

Guia para visitar Olinda

A terminar, deixo o habitual pedido para utilizar estes links ao planear as suas viagens. Para mim é uma grande ajuda — muito obrigado!

Grande abraço e boas viagens,

Filipe Morato Gomes

Iniciativado Gabinete local da Rede Social. DIAGNÓSTICO SOCIAL EM ACASTELO DE PAIVA MOTIVA JORNADA DE TRABALHO EM REDE

 

No passado dia 13 de Outubro, o Município de Castelo de Paiva promoveu no espaço do CICL em Sobrado, uma sessão de auscultação de parceiros no âmbito do Diagnóstico Social, uma jornada de sensibilização focada em áreas fundamentais para o bem-estar e a coesão do nosso concelho: infância, pessoas idosas, pessoas migrantes e pessoas com deficiência.
Através da partilha de experiências e de dinâmicas participativas, demos voz a quem está diariamente no terreno, valorizando o conhecimento prático e o empenho dos profissionais locais na identificação de necessidades, constrangimentos e prioridades de intervenção.
Esta sessão de trabalho colaborativo e reflexão conjunta, promovida pelo gabinete local da Rede Social revelou-se um passo crucial para mapear a realidade actual do concelho e desenhar respostas sociais mais eficazes, ajustadas e humanizadas.
Ouvir e trabalhar em rede com as instituições e técnicos do terreno é o caminho fundamental para definir estratégias sociais que respondam, de forma concreta, aos desafios de todas as famílias paivenses.
O Executivo Municipal de Castelo de Paiva, que marcou presença através das vereadoras Susana Sousa e Cristiana Vieira, agradeceu a presença e o contributo activo de todas as entidades e profissionais envolvidos neste processo contínuo de planeamento e acção social.

*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa        


Câmara Municipal de Évora recebe tractor florestal com braço articulado, diverso material de proteção civil e uma viatura ligeira para combate a incêndios

 
A Autarquia eborense irá receber diversos equipamentos no âmbito da prevenção e combate aos fogos florestais. Equipamentos de significativa importância que vêm reforçar os meios camarários na prevenção e combate aos fogos, designadamente em meio rural, informou o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Évora, Jerónimo José, na reunião pública de 15 de outubro de 2026.
Deu ainda conhecimento que, em resultado do trabalho desenvolvido desde há algum tempo através de candidatura da CIMAC em articulação com o Município de Évora e os outros municípios, associações humanitárias de bombeiros e proteção civil, serão também entregues aos Bombeiros Voluntários de Évora diversos equipamentos de combate aos fogos rurais e uma viatura ligeira de combate a incêndios.
Por seu turno, os serviços municipais de proteção civil vão receber também uma viatura ligeira e uma tenda com reboque, a qual que poderá ser usada como posto de triagem de sinistros, posto de comando, entre outras funções.
O autarca deu igualmente nota, entre outras matérias, dos procedimentos conducentes à resolução de uma situação do domínio hídrico na Estrada entre Torre de Coelheiros e S. Manços, dos preparativos para intervenção, a breve trecho, na via de circulação entre as Portas da Lagoa e a Rotunda dos Bombeiros (frente à BP) e do ponto de situação de remendagem de vias em diversas outras artérias de Évora.
Foi aprovada a decisão de contratar e autorização da despesa, aprovação de peças e nomeação dos membros de júri e dos gestores do procedimento para a contratação da Empreitada de Rede de Drenagem, Rede de Abastecimento e Reconversão de ETAR em Estação Elevatória do Bairro das Espadas para o novo Hospital Central do Alentejo, em Évora.
A referida intervenção permitirá integrar os caudais gerados na bacia hidrográfica da cidade de Évora, assegurando a sua condução para o emissário Oeste do sistema de drenagem municipal e o subsequente encaminhamento para a ETAR de Évora, garantindo-se, deste modo, uma solução tecnicamente adequada, ambientalmente sustentável e compatível com as exigências de serviço público, de proteção da saúde pública e de salvaguarda das condições de funcionamento do sistema de saneamento urbano.
Ainda no Período Antes da Ordem do Dia, o Presidente da Câmara Municipal, Carlos Zorrinho, destacou a finalização do período de consulta pública do Plano de Urbanização de Évora - que contou com cerca de 150 participações públicas, seguindo-se agora o trabalho da consolidação da proposta, que deverá ser submetida à Reunião Pública de Câmara dia 12 de novembro e à Assembleia Municipal Extraordinária a agendar em sequência, prevendo-se, caso mereça aprovação, a sua publicação em Diário da República e entrada em vigor no final de 2026 ou no inicio de 2027.
Os preparativos para a Capital Europeia da Cultura foi outro dos temas abordados, assim como os mais recentes desenvolvimentos na construção do novo Hospital Central do Alentejo.
A Câmara Municipal de Évora aprovou ainda o seguinte conjunto de votos de saudação propostos pelas diversas forças políticas:

- Ao Grupo União e Recreio Azarujense (GURA) pelo seu 97º Aniversário.
- Ao Festival Internacional de Arte Jovem, com o devido reconhecimento ao trabalho feito pela Professora Teodolinda Pascoal na organização do evento.
- Ao Legado do Caixeiro Alentejano pelo seu trabalho ao longo destes 100 Anos de existência.
- A Luís Ferro, Professor do Departamento de Arquitetura da Universidade de Évora, que conquistou os Prémios FORMA 2025, na Categoria de Jovens Emergentes.
_ À Professora Catedrática da Universidade de Évora, Teresa Pinto Correia, distinguida com o Prémio Excelência Ciência & Ecologia 2026, uma distinção atribuída pelo Júri dos Prémios Alentejo.
- À Associação Eborae Mvsica pelo seu 39º Aniversário e trabalho de promoção da música, formação e educação musical.

Câmara de Águeda apoia 94 famílias com mais de 113 mil euros para pagamento de rendas


Candidaturas ao apoio ao arrendamento para 2027 estão abertas até ao próximo dia 15 de dezembro

A Câmara Municipal de Águeda apoiou, este ano, 94 agregados familiares em situação de dificuldade financeira, atribuindo mais de 113 mil euros em subsídios ao arrendamento. Os apoios relativos à segunda fase de candidaturas foram aprovados ontem, em reunião de Câmara, reforçando o compromisso do Município em ajudar as famílias a garantir o acesso a uma habitação condigna.

O programa assenta num compromisso tripartido entre o Município, os arrendatários e os proprietários, que garante maior segurança no pagamento das rendas e incentiva a disponibilização de mais habitações no mercado de arrendamento.

“Defendemos uma política de habitação que promova a inclusão, com famílias integradas no tecido urbano e em habitações dignas, distribuídas pelo concelho”, sublinha Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, salientando que “todos os pedidos que cumpram os critérios definidos no regulamento são apoiados”.
Jorge Almeida acrescenta que, “ao garantirmos uma parte da renda, damos maior segurança aos senhorios e ajudamos a colocar casas desocupadas no mercado. É uma resposta que beneficia as famílias, os proprietários e o concelho”, disse.
O subsídio é atribuído em função dos rendimentos, das despesas e da taxa de esforço de cada agregado familiar, destinando-se a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade económica. A atribuição dos apoios contou com parecer favorável do Núcleo Executivo da Rede Social.

Esta medida integra uma política municipal mais ampla de apoio às famílias, que inclui também a devolução de 5% do IRS aos contribuintes, a taxa mínima de IMI de 0,3% e a isenção de taxas municipais.

Para Marlene Gaio, Vereadora da Ação Social, a medida municipal “apoia as famílias que vivem uma situação de vulnerabilidade, dando-lhes ferramentas para poderem enfrentar um momento de maior fragilidade financeira”.

Candidaturas abertas para 2027
Está a decorrer, desde ontem, o período de candidaturas ao apoio ao arrendamento para 2027. Os interessados podem apresentar a sua candidatura até ao próximo dia 15 de dezembro, devendo formalizar uma marcação de atendimento do Serviço de Ação Social do Município através do e-mail acao.social@cm-agueda.pt ou pelo 234 610 070.

Refira-se que o apoio, previsto no Código Regulamentar do Município de Águeda e constitui um instrumento de intervenção social destinado a aliviar os encargos com a habitação e a apoiar as famílias com maiores dificuldades económicas.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem

Oliveira de Frades | Paisagem com Gente Dentro | Semana Cultural da ASSOL

 

No âmbito da Semana Cultural da ASSOL, tivemos a oportunidade de realizar uma atividade dedicada ao projeto Paisagem com Gente Dentro, num momento de partilha, reflexão e valorização das pessoas e das suas histórias.
A atividade contou com a visualização do documentário do projeto, seguida de um breve enquadramento apresentado por alguns dos seus mentores. Houve ainda oportunidade de conhecer os expositores com fotografias, atualmente expostos no centro da vila de Oliveira de Frades, que dão visibilidade às pessoas, às suas vivências e à ligação com o território.
Estiveram presentes pessoas acompanhadas e colaboradores da ASSOL, num encontro especialmente significativo, que permitiu recordar e partilhar experiências de quem participou neste projeto.
Porque cada pessoa tem uma história, cada olhar revela uma perspetiva e cada participação contribui para uma paisagem mais humana, inclusiva e cheia de significado.

*Sara Carvalho
Assessora de Comunicação - Gabinete de Comunicação e Imagem