domingo, 21 de junho de 2026

Município de Cantanhede recebe doação de peças do espólio de António Lima-de-Faria

 
O Município de Cantanhede recebeu, na quinta-feira, um conjunto de peças pertencentes ao espólio do Professor Doutor António Lima-de-Faria, composto por livros, medalhas, diplomas e outras distinções que assinalam o percurso de excelência de um dos mais prestigiados cientistas portugueses.
A família, representada por um dos seus filhos, Martin Lima de Faria, acompanhado pela sua esposa, deslocou-se aos Paços do Concelho para apresentar e contextualizar algumas das peças pertencentes ao espólio do seu pai. Entre as distinções que integram o espólio destacam-se a Condecoração da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, concedida pelo Presidente da República Portuguesa em 1980, e a insígnia de Cavaleiro da Ordem da Estrela Polar, atribuída pelo Reino da Suécia em 1981, em reconhecimento dos relevantes serviços prestados ao Estado sueco e do prestígio internacional alcançado pela sua atividade científica.
Faz ainda parte do espólio uma medalha oferecida pelos Bombeiros Voluntários de Cantanhede, acompanhada de uma dedicatória ao seu trabalho científico. Tratou-se de uma homenagem espontânea da comunidade local, que António Lima-de-Faria recordou com particular apreço.
A sessão decorreu na presença da presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, e do vice-presidente com o pelouro da Cultura, Pedro Cardoso.
Entre os presentes esteve ainda Rui Crisóstomo, antigo presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, que ao longo dos anos manteve uma estreita ligação institucional com António Lima-de-Faria e acompanhou diversas iniciativas de homenagem e valorização da sua obra científica.
"Fazia sentido que estas medalhas regressassem a casa, acompanhadas dos livros e documentos que testemunham o percurso do nosso pai. Esta entrega é uma homenagem à sua memória e ao legado que deixou. Acreditava profundamente que a beleza e a verdade nascem da união, e que essa união exige coragem", afirmou Martin Lima-de-Faria, um dos filhos do cientista, transmitindo uma mensagem subscrita pelos restantes irmãos.
Helena Teodósio agradeceu à família este gesto de “grande generosidade”, ao confiar ao Município de Cantanhede um espólio de elevado valor histórico, científico e simbólico.
A autarca destacou que cada uma das condecorações e distinções agora entregues constitui um testemunho do reconhecimento nacional e internacional alcançado por António Lima-de-Faria ao longo da sua carreira, refletindo a admiração e o respeito das comunidades científicas e instituições com as quais se relacionou.
Estas distinções representam o reconhecimento do enorme valor do seu trabalho e do legado que deixou à ciência e à sociedade”, sublinhou a autarca, acrescentando que o Município pretende continuar a honrar a memória do Professor Doutor António Lima-de-Faria através de iniciativas que perpetuem o seu exemplo e contributo para o conhecimento científico, como o galardão para o aluno com melhor média final no ensino secundário e uma Bolsa de Investigação Científica também com o seu nome.
António José Cortesão Lima de Faria, natural de Cantanhede, faleceu em dezembro de 2023, aos 102 anos. Nascido a 4 de julho de 1921, doutorou-se em Genética pela Universidade de Lund, na Suécia, onde, desde o início da década de 1950, se destacou como cientista e docente de reconhecido prestígio.
Do seu vasto percurso académico e científico sobressaem ainda a intensa atividade desenvolvida em algumas das mais conceituadas universidades e institutos de investigação dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, bem como o seu trabalho enquanto membro e consultor de influentes organismos e comités internacionais dedicados à pesquisa científica.

REDE DE DIFUSÃO PARA A DÁDIVA DE SANGUE (Julho)


REDE DE DIFUSÃO PARA A DÁDIVA DE SANGUE! este é o lema para o ano 2026

É urgente renovar o universo de dadores, tendo em conta que os mais “velhos” vão deixando de poder fazer a sua dádiva por razões de idade, saúde ou outros condicionamentos/impedimentos. É urgente que os jovens adiram à dádiva de sangue regular, sem a sua adesão a situação vai complicar-se, não temos dúvidas. Os sinais são evidentes e, deixam-nos preocupados.
Temos repetido vezes sem conta: a dádiva de sangue é um acto de amor que salva vidas! A sua dádiva pode ser a esperança que alguém tanto precisa”. Faça parte desta corrente de solidariedade. Com o lema “REDE DE DIFUSÃO PARA A DÁDIVA DE SANGUE!” é nosso propósito ir mais longe, alcançar outras comunidades.

Agradecemos o vosso apoio e generosidade. Com a vossa doação de sangue, estamos salvando vidas e trazendo esperança para aqueles que mais precisam.

Obrigado a todos quantos colaboraram connosco durante estes 19 anos. A nossa missão não parar. A organização apela à participação da população, sublinhando que “há doentes que precisam de si”, destacando a importância regular da dádiva para garantir reservas seguras de sangue nos serviços de saúde.



Leiam por este link http://www.adasca.pt/node/2131 o Boletim InfoADASCA, edição nº. 70.

COLUMBÓFILIA: Equipa NUNO & FILHO vence Campeonato VELOCIDADE, da Campanha Desportiva de 2026, após a realização da solta a partir de Vidigueira


Com a realização da solta de Vidigueira, que decorreu no passado dia 14 de junho, a décima oitava prova do Campeonato 2026, promovido e organizado pela Secção de Columbofilia da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense a equipa Nuno & Filho, conquistou o campeonato na especialidade de Velocidade, conforme classificação geral desta especialidade:
Classificação Geral de Concorrentes
1º lugar – Nuno & Filho – 2914 pontos; 2º - José Rossa Ribeiro - 2868; 3º - Eugénio Claro - 2810; 4º - António Santos - 2764; 5º - Humberto Carvalho - 2760; 6º - Vitoria Rico – 2694; 7º - Jorge Teixeira – 2660; 8º - Rodrigo Rainho – 2657; 9º - Manuel Barreto - 2631; 10º - Paulo Santos – 2582; 11º - João Regalado – 2565; 12º - Lusitano Espinhal & Irmão - 2541; 13º - Ernesto Costa – 2473; 14º - José Santos – 2449; 15º - Manuel Frade – 2422; 16º - Fábio Cruz – 2308; 17º - Jorge Santos – 2289; 18º - José Vinagreiro– 2148; 19º - Joaquim Mendes – 2129; 20º - Igor Santos – 2084; 21º - Gonçalo Paião – 2051; 22º - Euclides Pimenta – 2024; 23º - Carlos Santos – 1988; 24º - Carlos Branco – 1856; 25º - Fernando Ramos – 1757; 26º - Mário Rumor – 1717; 27º - Horácio Oliveira - 1657; 28º - Francisco Vinagreiro – 1566; 29º - Cidálio Salvador – 1381; 30º - Paulo Ferreira - 1358; 31º - Libério Branco – 1351; 32º - Diana Kostiv – 1250; 33º - Horácio Oliveira/B – 1068; 34º - Marco Ferreira – 931; 35º- Franisana Pombos - 810; 36º - Fernando Sequeira – 669; 37º - Fernando Tavares - 517; 38º - Fernando Cruz – 318; 39º- Vitor Patarra – 300.

COLUMBÓFILIA: Manuel Frade vence concurso de VIDIGUEIRA décima oitava prova da Campanha Desportiva 2026, continuando José Rossa Ribeiro a liderar a classificação geral de concorrentes


Com a realização da solta de Vidigueira, decorreu no passado dia 14 de junho, a décima oitava prova do Campeonato 2026, promovido e organizado pela Secção de Columbofilia da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, que nesta prova contou com a participação de 27 associados concorrentes.
Integrando o calendário oficial da Associação Columbófila do Distrito de Coimbra, este concurso, na especialidade de Velocidade foi ganho por Manuel Frade, continuando a assumir, a liderança da Classificação Geral de Concorrentes, José Rossa Ribeiro, com 8309 pontos, conforme se pode aferir nas seguintes tabelas:

Prova – VIDIGUEIRA – (Velocidade)
1º lugar – Nuno & Filho – 506 pontos; 2º - Manuel Frade - 506; 3º - Vitória Rico - 482; 4º - Eugénio Claro - 481; 5º - Humberto Carvalho – 477; 6º - António Santos - 477; 7º - Manuel Barreto – 456; 8º - José Rossa Ribeiro - 453; 9º - Jorge Teixeira - 452; 10º - João Regalado – 442; 11º - Ernesto Costa – 438; 12º - Gonçalo Paião - 411 13º - Lusitano Espinhal & Irmão – 409; 14º - Francisco Vinagreiro – 398; 15º - Rodrigo Rainho – 369; 16º - Carlos Branco – 367; 17º - Fábio Cruz – 350; 18º - Joaquim Mendes – 342; 19º - Fernando Ramos – 341 – 20º - Paulo Santos – 336; 21º - José Vinagreiro – 325; 22º - Jorge Santos– 324; 23º - Cidálio Salvador – 314; 24º - José Santos – 288; 25º - Euclides Pimenta – 135; 26º - Carlos Santos – 123; 27º - Horácio Oliveira – 120.

Geral de Concorrentes
1º lugar – José Rossa Ribeiro – 8309 pontos; 2º - Nuno & Filho - 8184; 3º - António Santos - 7858; 4º - Humberto Carvalho - 7646; 5º - Lusitano Espinhal & Irmão - 7576; 6º - João Regalado – 7478; 7º - Paulo Santos – 7272; 8º - Ernesto Costa – 7144; 9º - Jorge Santos - 6998; 10º - Fábio Cruz – 6839; 11º - Manuel Barreto – 6742; 12º - Jorge Teixeira - 6234; 13º - Eugénio Claro – 6156; 14º - Fernando Ramos – 6142; 15º - Libério Branco – 5669; 16º - José Vinagreiro – 5626; 17º - Manuel Frade – 5467; 18º - Carlos Branco – 5316; 19º - Joaquim Mendes – 5213; 20º - Horácio Oliveira/B – 5095 – 1569; 21º - Rodrigo Rainho – 4879; 22º - Horácio Oliveira – 4856; 23º - Marco Ferreira – 4729; 24º - José Santos – 4716; 25º - Vitoria Rico – 4316; 26º - Cidálio Salvador– 4116; 27º - Fernando Sequeira - 3931; 28º - Mário Rumor – 3594; 29º - Euclides Pimenta – 3547; 30º - Gonçalo Paião - 3389; 31º - Diana Kostiv – 3175; 32º - Francisco Vinagreiro – 3123; 33º - Paulo Ferreira – 3123; 34º - Carlos Santos – 2983; 35º- Igor Santos - 2975; 36º - Franisana Pombos – 2909; 37º - Fernando Tavares - 1124; 38º - Fernando Cruz – 763; 39º- Vitor Patarra – 336; 40º – Carlos Pereira - 325. 41º - Joaquim Melo – 205.

 Troféu -
1º lugar – José Rossa Ribeiro – 2025; 2º - João Regalado – 1821 pontos; 3º - António Santos – 1551.

sábado, 20 de junho de 2026

UCC Avis participa em sessão de promoção e educação para a saúde no âmbito do projeto municipal “Saúde Para Todas/os”.


​A Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) de Avis, em parceria com o Núcleo Local de Inserção (NLI) de Avis, desenvolveu mais uma ação de promoção e educação para a saúde no âmbito do projeto municipal “Saúde Para Todas/os”.
Dirigida às comunidades mais vulneráveis do concelho, esta iniciativa, que decorreu nas comunidades ciganas de Avis e Benavila, teve como objetivos reforçar o acesso aos cuidados de saúde primários e promover a literacia em saúde junto da população. Esta intervenção de âmbito comunitário, abrangeu todas as pessoas que quiseram participar, num total de 26 e constou de sensibilizar para a importância da vigilância da saúde e adesão a rastreios e para a adoção de estilos de vida saudáveis, como fatores determinantes na prevenção da doença e promoção da saúde. Foram também monitorizados os parâmetros de tensão arterial e glicémia capilar para identificação, aconselhamento e encaminhamento de potenciais situações de risco.
Através destas ações colaborativas e inclusivas, continua a ser possível aproximar os cuidados de saúde das pessoas, contribuindo para a construção de uma comunidade saudável.

Enviado por José Rui Marmelo Rabaça

Educação para a Saúde: Diabetes e Exercício Físico


A diabetes é uma doença crónica de grande incidência, caracterizada pelo elevado nível de açúcar no sangue. Esta percentagem de açúcar é controlada pela insulina que é produzida no pâncreas. Nas pessoas com diabetes, este valor pode apresentar-se alterado e o açúcar ser utilizado inadequadamente pelo organismo.
O aumento acentuado da prevalência de Diabetes deve-se, entre outros motivos, às mudanças dos estilos de vida das últimas décadas e ao aumento da esperança média de vida. As intervenções na pessoa com diabetes devem ser realizadas por equipas transdisciplinares de profissionais de saúde, que realizem um eficiente trabalho em equipa, sem duplicação de atividades e desperdício de recursos.
Os níveis de açúcar no sangue poderão baixar através de um adequado e adaptado trabalho muscular, inerente ao exercício físico. Assim, a pessoa com diabetes, acompanhada pelo seu Médico, deve ter hábitos de vida saudáveis, nos quais a alimentação correta e o exercício regular se tornam fundamentais.
O exercício efetuado de forma lenta, gradual, e sem aumento de dor, que inclua por exemplo, caminhadas em passo regular, com duração inicial de 10 minutos, são uma boa maneira de manter um tipo de vida salutar.
Estudos recentes provam que as pessoas com diabetes beneficiam com a prática de exercício físico, no entanto, devem previamente ter alguns cuidados especiais:
· Controlar regularmente os níveis de glicémia e da tensão arterial – manutenção dos níveis de açúcar e pressão arterial dentro dos valores normais;
· Ter cuidados com os olhos – a tensão arterial elevada pode provocar doenças oftalmológicas;
· Examinar regularmente os pés – problemas circulatórios, principalmente nas pernas e pés, são comuns em pessoas com diabetes;
· Seguir um plano de exercícios adequado, recomendado por um Fisioterapeuta – a quantidade e o tipo de exercício físico devem ser ajustados à idade e características físicas de cada pessoa;
· Manter uma dieta equilibrada e variada, cujo plano nutricional deve ser efetuado por um Nutricionista.
As pessoas com diabetes podem ter um estilo de vida saudável.
Não deixe que a doença condicione a sua vida!

*António Semedo – Fisioterapeuta
Cuidados de Saúde Primários

Recusa de direito de visita a Dador de Sangue no Hospital de Aveiro


Recebemos de um colega dador a reclamação que se segue, dando conta da sua indignação, pelo facto da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro (ULSRA), não ter permitido a sua entrada ao abrigado do Estatuto do Dador, nomeadamente o artigo 9, respeitante às Visitas a doentes internados pelos dadores de sangue, como faz referência abaixo.
Na qualidade de presidente da Direcção da ADASCA contactei com quem de direito, e procurei sabe algo mais sobre o incidente, tendo sido informado que o assunto estava a ser analisado. Na verdade aconteceu, o que não era suposto acontecer, se fosse tido em desoneração o referido artigo. Estamos perante o problema crónico, com solução fácil.
Com a devida autorização publicamos na integra a dita reclamação. (NR)
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“Bom dia.
Sou dador nesta instituição e passo a transcrever a reclamação que apresentei à ERS, uma vez que o Hospital de Aveiro, recusou o meu pedido de entrada como dador de sangue para visitar um familiar.
..................
Exmos. Senhores,
Eu, Diamantino Miguel Carvalho, na qualidade de Dador de Sangue devidamente registado e portador do Cartão Nacional de Dador de Sangue nº122413, venho por este meio, apresentar uma reclamação formal contra a recusa de acesso às instalações de internamento do Hospital Infante D. Pedro, ocorrida no passado dia 4 de junho de 2026, 15:50.
Na referida data, desloquei-me ao hospital com o intuito de visitar a doente internada Carmen de Fátima Almeida Marques, que se encontra no Serviço de Cirurgia, Cama 29.
Ao identificar-me junto dos serviços na receção como dador de sangue, foi-me recusada a entrada com o argumento de que estavam 2 pessoas acompanhar o doente e que teria de sair uma pessoa para eu entrar. Tentei explicar à Sra Ana Alves sobre a Lei 37/2012 de 27 de Agosto, nomeadamente o que diz o artigo 9º, mas a Sra, sempre com um ar arrogante e pouco colaborativa, manteve a palavra de que não podia entrar.
De salientar que em qualquer momento, a pessoa em questão, pediu para verificar o cartão de dador ou se disponibilizou a ligar para o serviço de cirurgia a pedir/perguntar se podia entrar.
Pedi o livro de reclamações, tendo esta informado que o mesmo estava no serviço de urgência. Desloquei-me ao local indicado, tendo ficado a minha reclamação no livro próprio com o nº95/26.
Voltei para a receção e desta vez, foi outra colega atender-me. Voltei a repetir o que já tinha falado, tendo esta apenas autorizado que eu entrasse, mas teria de sair uma das visitas que estava acompanhar a doente em questão.
Mais informo que em qualquer momento, as funcionárias, me pediram o cartão de dador. Fui eu próprio que informei para tiraram os dados do cartão para que constasse nos registos como prova.
Sou dador de sangue à muitos anos e desde que existe esta lei, nunca a tal problema/transtorno assisti.
Gostaria de lembrar a esta instituição que, nos termos da legislação portuguesa em vigor, nomeadamente o Estatuto do Dador de Sangue, é garantido aos dadores o direito de livre visita aos doentes internados em estabelecimentos hospitalares do Serviço Nacional de Saúde, sem prejuízo dos regulamentos internos de higiene e disciplina clínica. A recusa de que fui alvo configura uma violação direta dos meus direitos legais enquanto dador.
Face ao exposto, solicito que esta situação seja devidamente analisada e que me seja enviada uma resposta por escrito com o esclarecimento das medidas tomadas para que este incumprimento não se repita com outros dadores.
Sem outro assunto de momento, subscrevo-me com consideração”.