quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Oliveira de Frades - XI Feira da Castanha

 

No próximo dia 8 de novembro irá realizar-se a XI edição da Feira da Castanha, no Parque de Lazer Moinho da Ponte, em Souto de Lafões.
Promovida pela União das Freguesias de Oliveira de Frades, Souto de Lafões e Sejães, com o apoio do Município e da Confraria Gastronómica do Frango do Campo, este evento promete um dia cheio de tradição, sabores irresistíveis e diversão.
Esta iniciativa contará com um programa diversificado: peddy paper, almoço temático (Café d’Aldeia), showcooking, concurso de receitas, animação musical, magusto, área infantil e de diversão, mercado de produtores e jogos tradicionais.
Inscrições
União das Freguesias de Oliveira de Frades, Souto de Lafões e Sejães
232 761 606 | 933 186 881
ufregofsls@gmail.com

*Sara Carvalho
Assessora de Comunicação - Gabinete de Comunicação e Imagem

Na próxima Q uinta- Feira no espaço do CICL. ASSINATURA DO A UTO DE CONSIGNAÇÃO DA EMPREI TADA DEGESTÃO DA EFICIÊNCIA HIDRICA NO CONCELHO DE CASTELO DE PA

 

A cerimónia de apresentação pública do procedimento de Gestão da Eficiência Hídrica no Sistema de Abastecimento de Água do Município de Castelo de Paiva e a consequente assinatura do Auto de Consignação da Empreitada, vai realizar-se na próxima Sexta-Feira, dia 23 de Outubro, pelas 21h30, no espaço do Centro de Interpretação da Cultura Local (CICL), situado no Largo do Conde, em Castelo de Paiva.
A empreitada da Gestão da Eficiência Hídrica no Sistema de Abastecimento de Água no território de Castelo de Paiva foi uma das promessas avançadas no início do mandato pelo actual Executivo Municipal, liderado por Ricardo Cardoso, na perspectiva de combater de imediato, a significativa perda água da rede pública que chega a ser na ordem dos 55%.
O autarca paivense sempre sublinhou que, uma das grandes prioridades na sua intervenção neste mandato, seria a resolução das perdas de água, combatendo o desperdício que todas as freguesias têm sinalizado, com os locais mais problemáticos já identificados, passando por ter disponível um serviço mais eficiente e eficaz, com equipas de intervenção rápida para lidar com tantas fugas num território com cerca de 16 mil habitantes e 114 quilómetros quadrados.
Recorde-se que, o valor contratual da empreitada, que será desenvolvida pela empresa Aqualevel, Unipessoal Ldª é de 3.733, 979 euros e tem um prazo de execução de 1826 dias.
A propósito, o Município de Castelo de Paiva está disponível para prestar esclarecimentos adicionais sobre esta empreitada, caso sejam necessários.


*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa        


Coimbra | 9.º Seminário “Desafios da Conservação em Portugal” debate o futuro da natureza e da biodiversidade

 Estudantes da Escola Superior Agrária da Universidade Politécnica de Coimbra (ESAC-UPCoimbra) promovem, no próximo dia 23 de outubro, entre as 11h00 e as 13h30, em formato híbrido (presencialmente – ESAC, Sala A1.14; On-line – Plataforma Zoom), o 9.º Seminário “Desafios da Conservação em Portugal”.
Como podemos proteger a biodiversidade num mundo em rápida mudança?; Que papel têm as associações, a recuperação das florestas após os incêndios e a gestão da fauna selvagem na conservação da Natureza?, e; Como conciliar a proteção das espécies com os conflitos que surgem da sua presença nos nossos ecossistemas? são algumas das questões em destaque neste seminário que trará a palco grandes desafios da conservação da Natureza em Portugal.
Organizado pelos estudantes do 3.º ano das Licenciaturas em Turismo em Espaços Rurais e Naturais e em Tecnologia e Gestão do Ambiente da ESAC, o seminário reúne especialistas para discutir temas atuais e relevantes para a conservação da Natureza, aproximando o conhecimento científico dos desafios concretos da gestão e proteção da biodiversidade.
O programa inclui quatro intervenções que abordam diferentes perspetivas da conservação: Carlos Fonseca, do CESAM, Universidade de Aveiro — “O javali em Portugal: que futuro?”; Inês Pimentel, da Associação BioLiving — “Que papel têm as associações na conservação da Natureza? O exemplo da BioLiving”; Sérgio Timóteo, do CFE, Universidade de Coimbra — “O valor da dispersão biótica de sementes na regeneração pós-fogo das florestas”, e; Ricardo Pita, da MED, Universidade de Évora — “Entre o conflito e a ameaça: desafios da conservação de pequenos mamíferos em Portugal”.
Da participação da sociedade civil à recuperação dos ecossistemas após os incêndios, passando pela gestão de espécies selvagens e pelos desafios enfrentados pelos pequenos mamíferos, o seminário propõe uma reflexão sobre problemas que exigem conhecimento científico, diálogo e soluções fundamentadas.
Mais do que identificar ameaças, importa discutir caminhos para uma conservação da Natureza eficaz, capaz de responder aos desafios atuais e de contribuir para um futuro mais sustentável.
Os interessados em participar, deverão inscrever-se em https://tinyurl.com/webinarConservacao.
 
*Isabel Cristina Batista Silva
USG - Gabinete de Comunicação e Imagem

10.ª edição do Jazz nas Adegas regressa em novembro com música e vinhos de Silves

 Ciclo de concertos decorre entre novembro de 2026 e maio de 2027, em diferentes produtores de vinho do concelho, promovendo a criação artística, os produtos locais e a identidade de Silves.
 
O Município de Silves promove a 10.ª edição do Jazz nas Adegas, iniciativa que regressa em novembro para mais uma temporada de concertos intimistas, onde o jazz se cruza com os vinhos de Silves e o património vitivinícola do concelho. Até maio de 2027, o programa percorre diferentes espaços de produção de vinho, proporcionando ao público o contacto próximo com os artistas, os produtores e as particularidades de cada local.
 
Ao longo das suas dez edições, o Jazz nas Adegas tem contribuído para diversificar a oferta cultural do concelho, levando a música a espaços distintos dos equipamentos convencionais e criando novas oportunidades de fruição artística. Esta aposta traduz a importância do investimento público na cultura, enquanto dimensão essencial da vida coletiva, e na criação de iniciativas que aproximam artistas, públicos e comunidade.
 
A programação arranca a 6 de novembro de 2026, na Quinta João Clara, com a atuação da Feel Good Band, seguindo-se uma segunda sessão no dia 7 de novembro. Nos meses seguintes, o ciclo apresenta diferentes formações e abordagens musicais, abrangendo várias linguagens do jazz e sonoridades próximas.
 
Entre os artistas e projetos desta edição encontram-se Low Tech Groove, Scooby 4 Tet, Betty and the Boopers, Sonic Bloom Jazz Collective, Silves Filarmónica Combo, Sofia Moreira Quarteto, Diga Diga Doo’s, Al Guitar Duo, Jaime Almeida Trio, Marta Santa Maria Trio, OJA, Funky Noise e The Invisible Tuba.
 
O programa passa por diversos produtores e espaços vitivinícolas do concelho, nomeadamente Cabrita Wines, Quinta do Francês, Quinta do Barradas, Quinta do Malaca, Paxa Wines, Barranco Longo, Quinta do Rogel, Patuá Wine, Quinta dos Sentidos e Convento do Paraíso. A ligação entre a programação musical e estes espaços contribui para dar visibilidade aos produtores, promover os vinhos locais e dinamizar a economia, articulando cultura, turismo e atividade produtiva.
A iniciativa integra uma visão de desenvolvimento local assente na valorização dos recursos endógenos, na cooperação com os agentes culturais e económicos e no envolvimento das instituições e da comunidade. Ao assinalar a sua 10.ª edição, o Jazz nas Adegas reafirma o papel da cultura na construção de um concelho mais dinâmico, coeso e ligado à sua identidade.
 
Os bilhetes para as primeiras sessões estarão à venda a partir das 16h00 de amanhã, 22/10/2026, através da plataforma BOL e nos pontos de venda FNAC, Worten, El Corte Inglés, CTT, Pousadas da Juventude e Quiosques Serveasy.
 
Com o custo de 35 euros, os ingressos destinam-se a maiores de 18 anos e incluem o acesso ao concerto, provas de vinho e tapas, um voucher para visita ao Castelo de Silves e ao Museu Municipal de Arqueologia, bem como a oferta de uma garrafa de vinho.
 
Esta edição conta, mais uma vez, com a parceria do Agrupamento de Escolas Silves Sul, reforçando a ligação da iniciativa à comunidade educativa.
 
Para mais informações, os interessados podem contactar o setor de Turismo do Município de Silves através do telefone 282 440 800 (ext. 2743) ou do endereço de correio eletrónico turismo@cm-silves.pt.
 
Jazz nas Adegas, dez edições a celebrar a música, os vinhos e a identidade de Silves.
 
Programa
06 e 07  NOV’26
Feel  Good Band
QUINTA JOÃO CLARA
Alcantarilha
 
27 e 28 NOV’26
Low Tech Groove
CABRITA WINES
Silves
 
04 e 05 DEZ’26
Scooby 4 tet
QUINTA DO FRANCÊS
Odelouca -  Silves
 
08 e 09 JAZ’27
Betty and the Boopers
QUINTA DO BARRADAS
Silves
 
29 e 30 JAN’27
Sonic Bloom Jazz Colective
QUINTA DO MALACA
Real Picadeira - Pêra
 
06 e 06 FEV’27
Silves Filarmónica Combo
DITO CUJO
Casa Islâmica - Silves
 
05 e 06 MAR’27
Sofia Moreira Quarteto
HERDADE BARRANCO DO VALE
São Bartolomeu de Messines
 
 
19 e 20 MAR’27
Diga Diga Doo´s
Paxa Wines
Silves
 
09 e 10 Abr’27
Al Guitar Duo
BARRANCO LONGO
Algoz
 
23 e 24 Abr’27
Jaime Almeida Trio
QUINTA DO ROGEL
Silves
 
07 e 08 MAI’27
Marta Santa Maria Trio
PATUÁ WINE
Silves
 
15 MAI’27
OJA
QUINTA DOS SENTIDOS
Silves
 
21 e 22 MAI’27
Funky Noise
CONVENTO DO PARAÍSO
Silves

 

Final do Circuito Municipal de Rampas. RAMPA DE SANTO ADRIÃO EM CASTELO DE PAIVA REALIZA-SE NO PRÓXIMO DOMINGO

 

Chegou a hora da grande final! Depois das exigentes etapas de S. Domingos da Serra, Sobrado de Paiva e Monte de S. Gens, aí está o 1.º Circuito Municipal de Rampas de Castelo de Paiva, em atletismo, que vai encerrar no dia 25 de Outubro, em grande estilo no imponente Monte de Santo Adrião, na freguesia de Real.
A todos os atletas e entusiastas desta modalidade, o desafio espera-vos para os últimos 1900 metros de pura superação, com o percurso a arrancar de Sequeirô, às 10 horas, e a culminar no Alto de Santo Adrião, uma oportunidade para testar os limites nesta etapa decisiva ou juntar-se no apoio aos corajosos atletas que vão enfrentar a montanha e celebrar esta grande jornada desportiva no concelho.
As inscrições podem ser feitas junto da adccjclark@sapo.pt, havendo prémios monetários para as melhores participações na prova, que tem o apoio do Município de Castelo de Paiva, da A.D.C.C.J. Clark, do GDC Castelo de Paiva e da Junta de Freguesia de Real.

*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa



Da tecnologia ao mercado da Defesa: programa prepara empresas para transformar inovação em negócio

 Porto, 21 de outubro de 2026  A FI Group by EPSA e a Startup Leiria vão selecionar até 20 empresas tecnológicas para a segunda edição do Defense Accelerator, um programa de aceleração que as prepara para entrar no mercado da Defesa e explorar aplicações civis e militares para as suas soluções. As candidaturas abrem a 26 de outubro e decorrem até 20 de dezembro de 2026. O programa arranca em janeiro de 2027 e culmina a 28 de abril, no Defense Deal Day, com a apresentação das empresas a potenciais clientes, parceiros industriais e investidores.

Dirigido a startups, scale-ups e pequenas e médias empresas (PME), o Defense Accelerator procura ajudar a ultrapassar uma das principais barreiras à entrada neste setor: transformar uma tecnologia promissora numa proposta capaz de responder aos requisitos comerciais, regulamentares e industriais da Defesa.

Ao longo de 14 semanas, as empresas terão acesso a mentoria especializada, capacitação prática e acompanhamento individual para definir a sua estratégia de entrada no mercado, identificar parceiros e preparar oportunidades de financiamento e colaboração. A participação é gratuita, não implica cedência de capital nem transferência de propriedade intelectual.

“A entrada no mercado da Defesa exige muito mais do que uma tecnologia promissora. As empresas precisam de compreender os requisitos específicos deste setor, estruturar a sua estratégia de entrada no mercado e identificar as oportunidades de financiamento e colaboração mais adequadas. A participação da FI Group by EPSA nesta edição permite reforçar esta componente de preparação empresarial e apoiar as empresas na transformação do seu potencial tecnológico em propostas mais maduras e competitivas”, afirma Paulo Reis, diretor-geral da FI Group by EPSA.

O programa destina-se a empresas com soluções em TRL 4 ou superior, ou seja, já validadas em ambiente laboratorial ou equivalente, com potencial de aplicação na Defesa ou em contextos de duplo uso – civil e militar. Não é necessária experiência prévia neste mercado.

Entre as áreas tecnológicas abrangidas encontram-se a inteligência artificial, a cibersegurança, os sistemas autónomos e não tripulados, os sensores, as comunicações e os materiais avançados.

A primeira edição do Defense Accelerator recebeu mais de 50 candidaturas de quatro países e selecionou 30 startups e PME. Nesta segunda edição, o programa reforça o acompanhamento através de um percurso em duas fases: até 20 empresas integrarão a etapa inicial e até 10 avançarão para a fase final, após uma avaliação intermédia.
A primeira fase, Defense Builder, decorre entre 18 de janeiro e 28 de fevereiro de 2027 e centra-se na elaboração de um dossier de entrada no mercado da Defesa. Com o apoio dos mentores, as empresas irão trabalhar as certificações e os requisitos regulamentares, identificar cadeias de fornecimento e potenciais parceiros, adaptar o modelo de negócio e analisar questões de propriedade intelectual e controlo das exportações.

Entre 1 e 12 de março, uma avaliação intermédia determinará quais as empresas que avançam para o Defense Scale, que decorre de 15 de março a 27 de abril. Nesta segunda fase, o acompanhamento concentra-se na preparação de projetos-piloto e contratos, no acesso a investimento e financiamento e no apoio jurídico e à internacionalização. O programa tem formato híbrido, combinando sessões de capacitação com mentoria e acompanhamento individual.

“A primeira edição confirmou que existe interesse e capacidade tecnológica para desenvolver soluções com aplicação na Defesa. Nesta nova edição, queremos aprofundar esse trabalho e aproximar ainda mais as empresas do mercado, criando um percurso estruturado que lhes permita compreender os requisitos do setor, identificar os parceiros certos e preparar oportunidades concretas de colaboração”, afirma Vítor Ferreira, diretor-geral da Startup Leiria.

O programa termina a 28 de abril de 2027, com o Defense Deal Day. O encontro inclui apresentações das soluções e reuniões exploratórias com potenciais clientes, integradores industriais, investidores e outros agentes do ecossistema, destinadas a explorar oportunidades de negócio, projetos-piloto, parcerias ou financiamento. A eventual formalização de cartas de intenção ou memorandos de entendimento será voluntária, sem garantia de contratação ou investimento.

As empresas interessadas podem consultar as condições de elegibilidade e apresentar candidatura, entre 26 de outubro e 20 de dezembro de 2026, em https://defenseaccelerator.pt/pt.

Sobre o Defense Accelerator
O Defense Accelerator é um programa de aceleração promovido pela Startup Leiria, em parceria com a FI Group by EPSA, que visa preparar empresas tecnológicas para a integração nas cadeias de valor nacionais e europeias da Defesa. Através de capacitação especializada, mentoria e ligação a agentes industriais e institucionais, o programa procura reforçar a preparação empresarial para aproveitar oportunidades de negócio, colaboração e financiamento no setor.

Sobre a FI Group by EPSA
A FI Group by EPSA está presente em mais de 20 países, é líder na consultoria especializada em financiamento da inovação. Ajudamos empresas a transformar os seus projetos de Investigação & Desenvolvimento e Inovação (I&D&I) em realidade, através da identificação e gestão eficiente de incentivos fiscais, fundos comunitários e apoios públicos. O nosso objetivo é desburocratizar o acesso a estes recursos, permitindo que as empresas portuguesas inovem com confiança e obtenham o máximo retorno sobre o seu investimento.

 *José Duarte 

**Margarida Bravo 

Porto, 21 de outubro de 2026

Universidade de Coimbra | Como um buraco negro pode estar a eliminar estrelas binárias do centro da Via Láctea


Estudo da Universidade de Coimbra publicado na revista Astronomy & Astrophysics ajuda a explicar a reduzida presença de sistemas de estrelas binárias junto ao buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia.

No centro da Via Láctea, a escassos anos-luz de distância, um conjunto de estrelas muito jovens orbita Sagittarius A*, o buraco negro supermassivo da nossa galáxia. A presença destas estrelas num ambiente de forças gravitacionais extremas tem intrigado a comunidade científica.

Um novo estudo desenvolvido por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em parceria com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e a Universidade de Amsterdão, revela agora que a influência gravitacional do próprio buraco negro é responsável por destruir e alterar uma grande parte dos sistemas estelares duplos (sistemas binários) naquela região.
O trabalho, liderado por Rodrigo Silva, investigador e aluno de doutoramento da FCTUC (vinculado ao CFisUC e CENTRA), foi publicado na conceituada revista científica internacional Astronomy & Astrophysics (Letter).

As estrelas que orbitam Sagittarius A*, conhecidas como aglomerado S, são maioritariamente estrelas do tipo B, com idades de alguns milhões de anos. A sua presença nas proximidades de um buraco negro supermassivo constitui um desafio para a Astrofísica, uma vez que as intensas forças gravitacionais nesta região dificultam os processos habituais de formação estelar. Este problema é conhecido como «paradoxo da juventude».

Uma das hipóteses propostas para explicar a origem destas estrelas é a de que se tenham formado no próprio local onde hoje são observadas, a partir da fragmentação de uma camada de gás denso. Neste cenário, compreender a proporção de estrelas que integram sistemas binários pode ajudar a esclarecer as condições em que se formaram e a evolução que tiveram desde então.

Para testar esta hipótese, os investigadores recorreram a simulações numéricas que permitem acompanhar a evolução de sistemas binários sob a influência gravitacional de Sagittarius A*. Os resultados mostram que este ambiente pode alterar significativamente a população inicial de estrelas binárias: cerca de 20% dos sistemas simulados são separados pelas forças de maré do buraco negro, 18% acabam por se fundir e 62% sobrevivem como sistemas binários.

Partindo de uma proporção inicial de sistemas binários semelhante à observada noutras populações de estrelas massivas, as simulações apontam para uma proporção final de cerca de 38%. Este valor é compatível com a estimativa observacional de aproximadamente 43%, obtida pelos investigadores para o aglomerado S. A concordância entre os dois valores constitui o principal resultado do estudo e mostra que a reduzida proporção de sistemas binários nesta região pode ser explicada, pelo menos em parte, pelas interações gravitacionais com o buraco negro.

A estimativa observacional foi refinada com a inclusão do sistema D9, identificado em 2024 e considerado o primeiro sistema binário conhecido no aglomerado S. A sua descoberta permitiu melhorar as restrições observacionais utilizadas pelos investigadores para calcular a proporção destes sistemas na região central da Galáxia.

As simulações revelam ainda que a proporção de sistemas binários aumenta com a distância a Sagittarius A*, à medida que diminui a intensidade das forças de maré exercidas pelo buraco negro. Esta tendência é também compatível com os limites observa cionais obtidos em estudos anteriores para diferentes distâncias do centro galáctico.

Os resultados apoiam, assim, o cenário de formação no próprio local para as estrelas do aglomerado S. De acordo com esta interpretação, as estrelas poderão ter-se formado nas proximidades de Sagittarius A* e, ao longo do tempo, as interações gravitacionais terão alterado a proporção de sistemas binários inicialmente existente.

O episódio de formação estelar considerado neste cenário pelos autores poderá ainda estar associado a uma fase de atividade do centro galáctico que terá dado origem às bolhas de Fermi, enormes estruturas observadas em raios gama que se estendem acima e abaixo do plano da Via Láctea. Esta possível ligação constitui uma pista adicional para compreender a história de atividade do centro da nossa Galáxia, embora careça de confirmação.

Ao estudar a evolução dos sistemas binários num dos ambientes mais extremos da Via Láctea, os investigadores da FCTUC e FEUP contribuem para compreender melhor não só o comportamento das estrelas nas proximidades de um buraco negro supermassivo, mas também a sua possível origem e a história de formação estelar no centro galáctico.

ia Láctea
*Catarina Martinho
Assessoria de Imprensa
Universidade de Coimbra
Faculdade de Ciências e Tecnologia