terça-feira, 6 de outubro de 2026

Opinião - Os 3000 esqueletos de crianças descobertos debaixo do “Braz & Braz” do Rossio


Sob o antigo Convento de São Domingos, no coração de Lisboa, a arqueologia revelou uma das mais impressionantes necrópoles infantis alguma vez encontradas na cidade. Quase três mil crianças foram enterradas naquele espaço, muitas delas recém-nascidas, num lugar onde a pobreza, a religião e a morte se cruzavam diariamente.
Imagine entrar no Braz & Braz, no Rossio, atravessar as portas de uma das mais conhecidas casas comerciais de Lisboa, percorrer os corredores entre objectos para a casa, ferramentas e utensílios, escolher aquilo que procura, pagar e sair novamente para a azáfama da Baixa, sem imaginar por um único instante que, exactamente debaixo dos seus pés, permanecia uma das histórias mais silenciosas, mas também mais perturbadoras, da Lisboa antiga: quase três mil crianças tinham sido enterradas naquele lugar, muitas delas bebés que viveram apenas alguns dias, algumas talvez apenas algumas horas, numa cidade onde nascer era ainda uma aventura e sobreviver podia ser um privilégio.
A descoberta arqueológica obrigou, por isso, a olhar para aquele espaço de uma maneira completamente diferente, porque aquilo que durante décadas foi reconhecido pelos lisboetas como um estabelecimento comercial escondia, sob as suas fundações e sucessivas transformações, uma parte de uma Lisboa muito mais antiga, quando o Rossio era ainda dominado pela presença do Convento de São Domingos e quando os religiosos desempenhavam na cidade funções que hoje associamos aos hospitais, às instituições de assistência, aos cemitérios e até a algumas formas de protecção social.
O que estava debaixo do Braz & Braz não era, portanto, apenas terra, pedra e restos de construções antigas, mas uma verdadeira cidade dos mortos, uma comunidade silenciosa composta em grande parte por bebés e crianças muito pequenas, cuja existência nunca chegou a entrar nos grandes livros da História, mas que a arqueologia conseguiu agora recuperar através dos seus esqueletos, dos objectos associados aos enterramentos e das marcas que a vida e a morte deixaram nos ossos.
São Domingos, muito antes do Braz & Braz
Para compreender como três mil crianças foram parar àquele lugar, temos de recuar a uma Lisboa em que o Convento de São Domingos era muito mais do que um edifício religioso, porque a sua presença junto ao Rossio fazia dele uma das instituições centrais da cidade, ligada não apenas à vida espiritual, mas também ao ensino, à assistência, à caridade, aos enterramentos e à própria organização da vida quotidiana de milhares de pessoas que, de uma forma ou de outra, mantinham contacto com os religiosos.
Durante séculos, entrar num convento não significava necessariamente procurar apenas oração, tal como pedir ajuda a um frade não significava exclusivamente confessar um pecado ou assistir a uma cerimónia religiosa, porque as comunidades religiosas constituíam uma das poucas redes de assistência disponíveis numa sociedade sem os sistemas públicos de segurança social que hoje conhecemos e numa época em que a pobreza podia transformar uma doença, uma gravidez ou a morte de uma criança numa verdadeira tragédia familiar.
São Domingos encontrava-se, além disso, numa zona particularmente movimentada de Lisboa, junto a um dos grandes centros de circulação da cidade, e essa localização aproximava os religiosos de uma população muito diversificada, desde pessoas ligadas às elites até vendedores, artesãos, trabalhadores, criados, mendigos e famílias que viviam no limite da sobrevivência.
É nesse mundo que devemos colocar os quase três mil esqueletos encontrados pelos arqueólogos.
Não sabemos o nome da maioria deles, não sabemos de onde vieram exactamente, não conhecemos as suas famílias e não conseguimos reconstruir individualmente a história de cada criança, mas a enorme concentração de bebés e recém-nascidos permite-nos colocar uma hipótese que, embora não possa ser apresentada como uma certeza documental, é profundamente coerente com a sociedade daquele tempo: muitos daqueles pequenos mortos poderiam pertencer às famílias mais pobres da cidade, precisamente aquelas que não tinham dinheiro para suportar os custos de um enterramento e que dependiam da caridade religiosa.
Imagine-se, por um momento, uma mãe pobre de Lisboa, vivendo numa das zonas mais degradadas da cidade, que acaba de perder um filho recém-nascido e que não dispõe sequer dos meios necessários para lhe proporcionar uma sepultura, procurando então uma instituição religiosa e pedindo aos frades que recebam a criança, rezem por ela e lhe dêem um lugar onde possa ser enterrada.
É uma imagem que não conseguimos provar para cada um dos quase três mil indivíduos, mas que nos permite compreender a função social que um grande convento podia desempenhar numa cidade onde a morte fazia parte da vida quotidiana e onde a diferença entre uma família que conseguia pagar um funeral e outra que dependia da caridade podia ser simplesmente a diferença entre ter dinheiro e não ter dinheiro.
E há uma possibilidade ainda mais dolorosa, embora também deva ser tratada como hipótese e não como facto demonstrado para estes enterramentos: algumas crianças poderiam ter sido abandonadas à porta de instituições religiosas, seguindo uma prática que conhecemos para o período e que estava relacionada com a pobreza extrema, com a ilegitimidade, com a impossibilidade de sustentar um recém-nascido ou com situações familiares que deixavam os pais sem alternativas.
A porta de um convento podia ser, para uma criança abandonada, uma fronteira entre a vida e a morte, porque do outro lado estavam religiosos que poderiam eventualmente receber aquela criança, encaminhá-la para alguma instituição de assistência ou simplesmente assegurar-lhe, quando a vida já não podia ser salva, aquilo que os seus próprios familiares não conseguiam garantir: um enterro e uma oração.
É difícil imaginar uma realidade mais distante da Lisboa contemporânea, mas talvez seja precisamente por isso que esta descoberta é tão importante, porque nos obriga a abandonar durante alguns minutos a imagem romântica da cidade antiga, feita de igrejas, azulejos, procissões e fachadas pombalinas, para olhar para aquilo que normalmente não aparece nos postais turísticos: a pobreza, a doença, a mortalidade infantil, o abandono e a enorme quantidade de pessoas que viviam sem qualquer segurança perante as maiores tragédias da existência.
Três mil vidas que quase não deixaram memória
A expressão “3000 esqueletos” pode ser cientificamente exacta para descrever a dimensão do achado, mas é profundamente insuficiente para compreender aquilo que estamos realmente perante, porque cada um daqueles pequenos esqueletos correspondeu, em determinado momento, a uma criança que respirou, foi alimentada, foi tocada, provavelmente foi amada por alguém e, em muitos casos, morreu nos braços de uma pessoa que não conseguiu impedir a sua morte.
É precisamente aqui que a História deixa de ser apenas uma disciplina e passa a ser uma forma de memória, porque perante um recém-nascido que morreu há duzentos ou trezentos anos não conseguimos falar apenas de estatísticas de mortalidade infantil, nem de percentagens, nem de curvas demográficas, sem perceber que cada número correspondia a uma pequena vida que não chegou a crescer.
A arqueologia tem essa capacidade extraordinária de devolver uma dimensão humana às sociedades que os documentos muitas vezes descrevem de forma fria, porque enquanto os livros podem dizer que a mortalidade infantil era elevada, os esqueletos permitem-nos perceber que aquela estatística tinha dentes, ossos, doenças, feridas, sinais de desenvolvimento e, sobretudo, uma idade concreta à morte.
Alguns daqueles bebés poderão ter vivido meses; outros talvez apenas semanas; alguns poderão ter nascido prematuramente; outros poderão ter morrido na sequência de doenças ou infecções que hoje conseguimos tratar com relativa facilidade, enquanto para os seus pais representavam uma batalha para a qual quase não existiam armas médicas disponíveis.
Não havia antibióticos, não havia os actuais conhecimentos sobre infecção, não havia a mesma compreensão da higiene e da transmissão das doenças, e as condições de vida das populações pobres tornavam particularmente vulneráveis as crianças que chegavam ao mundo já debilitadas por uma gravidez difícil, por uma alimentação insuficiente ou por condições sanitárias extremamente precárias.
E depois havia o parto, esse momento que hoje associamos a hospitais, equipas médicas e tecnologia, mas que durante séculos decorreu sobretudo no espaço doméstico e rodeado de riscos que actualmente nos parecem quase inimagináveis, tanto para a mãe como para o recém-nascido.
É por isso que a enorme concentração de crianças naquele espaço nos fala também de uma Lisboa onde a maternidade podia ser acompanhada de uma enorme incerteza, porque uma família podia preparar o nascimento de um filho sem saber se teria oportunidade de o ver chegar ao primeiro aniversário.
O convento como último lugar
Quando pensamos num convento, imaginamos habitualmente silêncio, oração e clausura, mas a realidade das grandes comunidades religiosas era muito mais complexa, sobretudo em cidades como Lisboa, onde os conventos estavam profundamente ligados à sociedade e recebiam diariamente pessoas que procuravam auxílio, orientação, alimento, protecção, sacramentos ou simplesmente um lugar onde alguém pudesse ouvir a sua aflição.
Para uma família pobre, o frade podia ser uma das últimas pessoas a quem recorrer quando a doença, a fome ou a morte entravam em casa, e essa dimensão social da vida religiosa ajuda a compreender por que razão um espaço conventual poderia concentrar tantos enterramentos de pessoas sem grandes recursos.
É possível imaginar que algumas famílias chegassem a São Domingos depois de perder um bebé, não porque desejassem simplesmente enterrá-lo junto de religiosos, mas porque não tinham outra solução, e é precisamente essa possibilidade que torna a descoberta ainda mais dolorosa: talvez os frades fossem, para algumas dessas famílias, a última porta a que podiam bater.
A imagem de uma criança entregue à porta de um convento é particularmente poderosa porque resume, numa única cena, a fragilidade daquela sociedade, na qual uma família podia ser suficientemente pobre para não conseguir alimentar um filho e suficientemente desesperada para confiar a sua vida a uma instituição religiosa, sabendo que, pelo menos ali, existia alguma possibilidade de assistência.
Não devemos, contudo, transformar esta hipótese numa certeza arqueológica, porque os ossos não trazem consigo os nomes das mães, as circunstâncias do nascimento ou a história do abandono, mas também não devemos ignorar aquilo que o contexto histórico permite colocar como possibilidade, sobretudo quando estamos perante uma concentração tão extraordinária de crianças muito pequenas.
A História não se faz apenas com aquilo que está escrito.
Faz-se também com aquilo que podemos reconstruir a partir dos silêncios.
E talvez nenhum silêncio seja maior do que o destas crianças.
A cidade construiu-se por cima delas
Depois veio o terramoto de 1755, que alterou profundamente Lisboa e destruiu ou danificou inúmeros edifícios, incluindo estruturas religiosas, obrigando a cidade a reconstruir-se sobre as ruínas de si própria, num processo que mudaria para sempre a sua arquitectura, a sua organização urbana e a própria relação entre o espaço religioso e o espaço comercial.
O Convento de São Domingos continuou a existir, mas Lisboa começou lentamente a mudar à sua volta, até que o século XIX trouxe a extinção das ordens religiosas e uma transformação radical da propriedade e utilização dos antigos espaços conventuais, permitindo que edifícios que durante séculos tinham servido a comunidades religiosas passassem a desempenhar funções completamente diferentes.
É assim que a História funciona muitas vezes nas cidades: uma geração deixa de usar um espaço, outra ocupa-o, uma terceira modifica-o, uma quarta esquece aquilo que existia antes e, quando finalmente alguém escava, descobre que a cidade actual é apenas a camada mais recente de uma história muito mais antiga.
Foi exactamente isso que aconteceu no espaço do antigo Braz & Braz.
Os vivos ocuparam o lugar dos mortos sem saberem que os mortos estavam ali.
E talvez esta seja a imagem que melhor resume toda esta história: durante décadas, pessoas fizeram compras sobre um espaço onde milhares de crianças tinham sido enterradas séculos antes, separadas dos clientes apenas por paredes, pavimentos e tempo.
A História estava literalmente debaixo dos pés de Lisboa.
E esperou.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolvem tecnologia que deteta sinais elétricos de microalgas marinhas


Nova tecnologia transforma flutuações elétricas aparentemente aleatórias em informação sobre populações de microalgas vivas, abrindo novas possibilidades para monitorização ambiental, aquacultura e sistemas bioeletroquímicos.

Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveram uma nova tecnologia capaz de detetar e analisar os sinais elétricos produzidos por populações de microalgas marinhas, mesmo quando estes são muito fracos e ocorrem de forma aleatória. Os resultados foram publicados na revista científica Advanced Science.
(da esquerda para a direita) Felipe Bacellar, David Miguel e Paulo Rocha
O estudo, liderado por investigadores do Bioelectronics & Bioenergy Research Lab, do Centro de Ecologia Funcional e do Laboratório Associado TERRA, integrados no Departamento de Ciências da Vida da FCTUC, centra-se na microalga marinha Phaeodactylum tricornutum, um organismo utilizado como modelo em investigação científica.

A equipa desenvolveu um elétrodo tridimensional, com uma estrutura porosa e uma impedância elétrica muito baixa, que permite estabelecer uma ligação mais eficiente entre os processos iónicos das células e os sinais elétricos medidos pelo dispositivo. Esta configuração torna possível identificar flutuações elétricas associadas à atividade das microalgas que são difíceis de observar através das técnicas convencionais.

Todos os organismos vivos apresentam processos elétricos associados, entre outros fenómenos, ao transporte de iões através das membranas celulares. No entanto, no caso de organismos microscópicos e não excitáveis, como as microalgas, estes sinais são particularmente difíceis de medir.

Neste trabalho, os investigadores demonstraram que a presença de células vivas altera de forma significativa as flutuações elétricas registadas pelo sistema. Verificaram também que, à medida que aumenta a concentração de microalgas, se alteram as características estatísticas dos sinais elétricos detetados.

Os resultados indicam, assim, que o chamado “ruído” eletroquímico pode conter informação sobre a atividade biológica das células. A análise destas flutuações permite obter informação sobre processos associados à atividade das membranas e ao transporte de iões, sem necessidade de marcar ou alterar as células.

“Estamos habituados a pensar no ruído elétrico como algo que deve ser eliminado. O que mostramos é precisamente o contrário: essas flutuações podem conter informação sobre o estado e a dinâmica de uma população viva. É como ganhar uma nova janela para observar processos biológicos que, até agora, eram praticamente invisíveis eletricamente”, refere Paulo Rocha, coordenador do projeto e docente da FCTUC.

“A longo prazo, esta abordagem poderá ajudar-nos a perceber como populações de microrganismos respondem a alterações ambientais e como emergem dinâmicas coletivas nestas comunidades. Poderá também inspirar novas tecnologias de monitorização para ecologia aquática, aquacultura, qualidade da água e sistemas bioeletroquímicos”, acrescenta.

A capacidade de acompanhar continuamente populações de microrganismos através das suas próprias assinaturas elétricas poderá, no futuro, criar novas formas de avaliar alterações no seu estado fisiológico e na dinâmica das populações sem necessidade de marcação. Para além da investigação fundamental, esta abordagem poderá ser explorada em monitorização ambiental e da qualidade da água, aquacultura e controlo de sistemas bioeletroquímicos, bem como no estudo de fenómenos coletivos em comunidades microbianas.

*Catarina Martinho
Assessoria de Imprensa
Universidade de Coimbra
Faculdade de Ciências e Tecnologia

Guia completo de São Luís do Maranhão

 Olá Litoral, tudo bem?

A TAP Air Portugal está prestes a inaugurar novos voos de Portugal para São Luís do Maranhão, epicentro da cultura ligada ao Bumba-Meu-Boi no norte do Brasil, com grande influência portuguesa na arquitetura e também apelidada de "Jamaica brasileira" ou "Capital do Reggae". Eu antecipei-me e, 25 anos após a minha primeira visita, voltei a São Luís para ver como está a cidade e partilhar tudo num guia completo que ajudará a desfrutar ao máximo da visita a São Luís do Maranhão. Espero que seja útil.

Posso garantir que São Luís evoluiu bastante, principalmente na região em torno das praias e da agora chamada Avenida Litorânea. O centro histórico, esse, continua lindo mas a merecer alguns cuidados no que toca à preservação do património — talvez a recente classificação como Património Mundial pela UNESCO possa ajudar.

A seu tempo falarei também dos Lençóis Maranhenses, porventura a pérola maior de todo o Estado. Estive lá a preparar uma reportagem para a próxima edição da revista Primitiva, que vai sair em meados de novembro, e continuo a achar que é um dos destinos mais bonitos do planeta.

(se ainda não tem os volumes 1 e 2 da revista, pode comprar na loja da Primitiva)

Fazer seguro de viagem (5% off)

A terminar, deixo o habitual pedido para utilizar estes links ao planear as suas viagens. Para mim é uma grande ajuda — muito obrigado!

Grande abraço e boas viagens,

*Filipe Morato Gomes

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Cantanhede | Novo ano hidrológico iniciou a 1 de outubro. Captação de Olhos da Fervença acolheu ação de educação ambiental


A INOVA-EM assinalou o início do novo ano hidrológico, que coincide com o Dia Nacional da Água, celebrado a 1 de outubro, com uma ação de educação ambiental dirigida aos alunos do 3.º ano da Escola Básica de Cadima.
Acompanhadas pelas professoras, as 18 crianças visitaram a Captação dos Olhos da Fervença, estrutura estratégica para o abastecimento de água no concelho de Cantanhede, onde ficaram a conhecer o percurso que a água faz desde a captação até chegar às torneiras.
A visita foi conduzida pela técnica responsável do Serviço de Águas e Saneamento da empresa municipal, que explicou aos alunos como a água é captada nos Olhos da Fervença, tratada com controlo de qualidade, enviada para armazenamento e distribuída até à torneira do consumidor.
Apesar de a água apresentar, logo à saída da captação, características adequadas ao consumo, é submetida a um processo de desinfeção com cloro, como medida de segurança adicional.
Ao longo da visita, os alunos puderam ainda conhecer as diferentes etapas do sistema de abastecimento de água e perceber a dimensão da infraestrutura que permite levar este recurso essencial às habitações do concelho.
A iniciativa teve também como objetivo reforçar, junto dos mais novos, comportamentos responsáveis na utilização da água e na preservação das redes de saneamento.
Os alunos demonstraram conhecimentos sobre a importância de não desperdiçar água e de evitar a colocação de resíduos, como toalhetes ou cabelos, na sanita. Foram igualmente reforçadas recomendações simples do dia a dia, como fechar a torneira enquanto se lavam os dentes e optar por duches mais rápidos.
Na sala de educação ambiental da Captação, as crianças ficaram a saber, entre outras curiosidades, que um duche de quatro minutos pode representar um consumo de cerca de 80 litros de água, reforçando a importância de pequenos gestos para uma utilização mais eficiente deste recurso.
“Vocês são os verdadeiros agentes de educação ambiental”, afirmou o presidente do Conselho de Administração da INOVA-EM, Pedro Cardoso, dirigindo-se aos alunos e às professoras. O responsável sublinhou ainda a importância de transmitir os conhecimentos adquiridos às famílias e de envolver os mais novos na responsabilidade coletiva de “cuidar da casa comum que é o planeta”.
“Assinalar o Dia Mundial da Água ajuda-nos a compreender que a água é um recurso indispensável e limitado, incentivando cada pessoa a protegê-la e a utilizá-la de forma consciente”, reforçou.
A componente pedagógica da iniciativa incluiu ainda experiências e atividades dinamizadas por uma técnica da INOVA-EM. Entre jogos e desafios, os alunos puderam observar fenómenos relacionados com densidade dos materiais e a sua capacidade de flutuar na água, conhecer os diferentes estados da água e descobrir algumas curiosidades sobre a importância deste recurso para a vida no planeta.
Atualmente, compete à INOVA-EM assegurar todo o processo que permite levar água de qualidade às torneiras do concelho: desde a captação e tratamento/desinfeção, passando pela análise e encaminhamento para os depósitos, até à sua distribuição que engloba uma rede com cerca de 600 quilómetros de condutas subterrâneas.

MUNICÍPIO DE SILVES ABRE CONCURSO PÚBLICO PARA A CONCESSÃO DO DIREITO DE EXPLORAÇÃO DA CASA DOS VINHOS E PRODUTOS AUTÓCTONES

O Município de Silves informa que está aberto o concurso público para a atribuição do direito de exploração da Casa dos Vinhos e Produtos Autóctones. Publicado em Diário da República no passado dia 30 de setembro, o procedimento tem como objetivo concessionar a dinamização global daquele espaço municipal, que visa promover os Vinhos de Silves, os produtores locais, a produção vitivinícola e os produtos autóctones da região.

Localizada na Rua do Moinho da Porta, em Silves, num ponto de passagem estratégico entre a zona ribeirinha e o centro histórico da cidade, a Casa dos Vinhos está instalada num emblemático edifício fabril do século XIX, que outrora acolheu uma padaria tradicional. O imóvel foi reabilitado pelo Município com o objetivo de criar um polo dinâmico dedicado à exposição, divulgação e comercialização de vinhos e outros produtos algarvios.
Os interessados em apresentar propostas deverão fazê-lo por via eletrónica, através da plataforma de contratação pública ACINGOV, disponível em www.acingov.pt.
O prazo para a apresentação de propostas termina no dia 29 de outubro de 2026.

O anúncio do concurso, identificado pelo procedimento n.º 419974201, encontra-se publicado na 2.ª série do Diário da República, n.º 190, de 30 de setembro de 2026. As peças do procedimento podem ser consultadas e obtidas através da referida plataforma eletrónica.

Através deste contrato de concessão, a autarquia pretende atrair operadores económicos qualificados que contribuam para a gestão deste espaço, reforçando a sua ligação à identidade, à produção local e promovendo, assim, a valorização do território de Silves.

 

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Oliveira de Frades | Comemoração do Feriado Municipal e do 25.º Aniversário do Museu Municipal 7 outubro

 No dia 7 de outubro, o Município assinala o Feriado Municipal e o 25.º Aniversário do Museu Municipal, com um programa especial que reúne cultura, arte, conhecimento, vida ativa e comunidade. 
 Museu Municipal 15h30 | Inauguração da Exposição Temporária de Fotografia "Confier à la pierre" de Julia Dupont 
 Casa das Artes - Cineteatro Dr. Morgado
 16h30 | Sessão de Abertura do Ano Letivo da Universidade Sénior e do FicActivo 
 17h00 | Apresentação do Festival Allegro por Katerina Kabakli 
 17h20 | Concerto comemorativo do Feriado Municipal | Quinteto de Metais Ghost Brass Quintet

*Sara Carvalho
Assessora de Comunicação - Gabinete de Comunicação e Imagem

PROTEÇÃO CIVIL MUNICIPAL DE SILVES PROMOVE AÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO JUNTO DA POPULAÇÃO

 No âmbito da intervenção junto da comunidade, integrada no eixo de intervenção “Prevenção e Preparação da Comunidade”, o Serviço Municipal de Proteção Civil e Florestas de Silves irá dinamizar, em todas as freguesias do concelho, um conjunto de ações de sensibilização dirigidas à população em geral, com especial incidência junto dos seniores.
 
Estas ações pretendem reforçar conhecimentos e comportamentos de prevenção e autoproteção, contribuindo para uma comunidade mais informada, preparada e segura perante diferentes situações de risco.
Entre os temas abordados estarão os acidentes domésticos, os cuidados e utilização segura de equipamentos elétricos, as vagas de frio, a prevenção de riscos no quotidiano, bem como a importância da elaboração de um Plano Familiar de Emergência, entre outros conteúdos de interesse para a população.
Através desta iniciativa, o Município de Silves pretende aproximar a Proteção Civil da comunidade, promovendo uma verdadeira cultura de prevenção e autoproteção, porque estar preparado é também uma forma de cuidar de nós e dos outros.
 
A programação está disponível na página oficial do Município de Silves em, www.cm-silves.pt.