segunda-feira, 17 de maio de 2021

Pesca da sardinha reabre após quase sete meses

Limite de 10.000 toneladas deverá ser revisto em junho.

A pesca da sardinha reabre após quase sete meses de interdição, com um limite de 10.000 toneladas que deverá ser revisto em junho.

No entanto, num diploma publicado em Diário da República no dia 6 de maio, o Governo precisou que "é interdita a captura, manutenção a bordo, descarga e venda de sardinha em todos os dias de feriado nacional", bem como a transferência de sardinha para uma lota diferente da correspondente ao porto de descarga e ainda a descarga em mais de um porto durante cada dia com uma mesma embarcação.

Até 31 de julho o limite global de descargas de sardinha capturada com a arte de cerco vai ser de 10 mil toneladas, a repartir entre o grupo de embarcações cujos armadores ou proprietários são membros de organizações de produtores (OP) reconhecidas para a sardinha e grupo de embarcações cujos armadores ou proprietários não são membros de OP reconhecidas para a sardinha, correspondendo a cada um dos grupos, respetivamente, 9.850 toneladas e 150 toneladas.

O despacho em causa definiu os dias de pesca por áreas de jurisdição das capitanias: de Caminha à Figueira da Foz vai ser das 00h00 de sábado até às 00h00 de segunda-feira, já da Nazaré a Lisboa será das 12h00 de sábado até às 12h00 de segunda-feira, em Setúbal e Sines das 20h00 de sexta-feira até às 20h00 de domingo, Lagos, Portimão e Sagres das 18h00 de sexta-feira às 18h00 de domingo, e de Faro a Vila Real de Santo António das 18h00 de sexta-feira às 18h00 de domingo.

Em função das necessidades de gestão da pescaria e da evolução dos dados recolhidos, a fixação do limite das descargas de sardinha para o período que inicia em 1 de agosto pode ser alterada por despacho do diretor-geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos.

A captura e descarga de sardinha foi proibida desde 10 de outubro de 2020, depois de ter sido reaberta em 01 de junho, por ter atingido o limite fixado para esse ano pelo Governo, tendo em conta o acordado com Espanha no Plano Plurianual para a Gestão e Recuperação da Sardinha 2018-2023.

Fonte: Lusa

Imagem: RR

Inundação de igreja cobre o sacrário, mas não atinge as hóstias

 No domingo, dia 21 de fevereiro último, fortes chuvas provocaram enchentes no Rio Carangola, na cidade do mesmo nome, a 357 km da capital mineira, inundando o bairro Lacerdinha.

Na capela Santo Antônio a água subiu mais de dois metros, cobrindo inteiramente o sacrário com o Santíssimo Sacramento. Quando as águas baixaram, os fiéis ficaram pasmos: as hóstias consagradas permaneciam intactas e secas [foto].

A enchente foi “de proporções jamais vistas”, segundo moradores e a Defesa Civil. Sem explicação natural, o fato comoveu os católicos e reforçou a fé na presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia.

ABIM

Atletas da secção ar livre e aventura participaram no Castellum Trail Mmxxi


Numa organização do CCR Alcabideque, em parceria com Município de Condeixa, teve lugar no passado dia 16 de maio, o Castellum Trail MMXXI que assinalou a realização de mais uma prova de Trail, neste regresso que se saúda
Participaram nesta prova, de 25km, a pontuar para o CDTRC 2021, na vertente de trail longo, 6 atletas e na prova de 12 Km, igualmente 4 atletas da Secção de Ar Livre e Aventura da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense.

Na prova de 25 Km, Nuno Coelho, alcançou o 21° lugar na classificação geral masculina e o 7° lugar no escalão M40, Nelson Heleno, o 44° e o 18° no escalão MSenior, Nuno Almeida, o 67° e 27° M40, enquanto que, no sector feminino regista-se a prova de Daniela Guerra que obteve o 8º lugar na geral e 3º no escalão F Senior, ocupando assim um lugar no pódio, Gabriela Oliveira, que obteve o 11°lugar na classificação geral e o 7° lugar no escalão F40, e Otília Costa, classificada em 13° na geral e 8° lugar no F40.

Na prova de 12 Km, Sandra Ângelo, ocupou o 6° lugar na geral feminina e o 2° no escalão F40, o que lhe valeu o lugar no pódio, Luísa Santos, 12° geral feminina, 6° F40, Jessica Cardoso, 28° geral feminina, 8° FSenior e no sector masculino José Mendes, alcança a 70° posição na geral masculino e o 33° lugar no escalão MSenior.

De salientar os 2 pódios das atletas Daniela Guerra e Sandra Ângelo, tendo na classificação colectiva a Sociedade Columbófila o 10º lugar em 12 equipas.

Em termos coletivos obtivemos 10° lugar em 12 equipas no trail longo e 10° lugar em 14 equipas no trail curto.



O Novo Parque Canino de Évora já abriu ao Público

Situado junto ao Bairro António Sérgio, num espaço adjacente à Quinta da Malagueira, abriu ao público na passada sexta-feira, 14 de maio, o novo Parque Canino de Évora. A ocasião foi assinalada no local com a presença do Presidente da Câmara, Vereadores, Presidente da União de Freguesias da Malagueira e Horta das Figueiras, técnicos municipais e de numerosas famílias que, acompanhadas pelos seus animais, puderam pela primeira vez usufruir deste espaço. 
Composto por uma área de receção e por uma área de lazer, num total de 2600m2, o novo Parque Canino de Évora está integralmente vedado com rede e postes de madeira tratada. A área de receção é composta por uma pérgola, mesa de piquenique, bebedouro e placa informativa. O espaço de lazer dispõe de diversos equipamentos de recreio, incluindo passadiço, túnel e outros obstáculos adequados a canídeos. Toda a área foi concebida com as condições de segurança ideais para ser usufruída em corridas e brincadeiras, numa plena interação e saudável convivência entre animais e detentores. 

A cidade dispõe agora de um local concebido para atividades de lazer destinado a canídeos acompanhados dos respetivos donos, onde os animais se poderão exercitar e socializar, promovendo a detenção responsável e o bem-estar animal. 
Todo o espaço foi concebido e construído com preocupações ecológicas: foram instalados candeeiros alimentados a energia solar e a rega das zonas verdes é efetuada através de sistema gota a gota. De maneira a dotar o espaço de um ambiente fresco e agradável, foram já plantadas dezenas de árvores e arbustos, tanto no interior do recinto como na zona envolvente. A escolha recaiu sobre espécies autóctones que apresentam caraterísticas bem adaptadas à região.


Inês Sousa Real, líder Parlamentar do PAN vistou Aveiro


Inês Sousa Real, líder Parlamentar do PAN e representante da lista - única - candidata à Comissão Política Nacional do PAN, "As Causas Primeiro", além da apresentação da lista e Moção aos filiados, reuniu ainda com associações de proteção animal, defesa ambiental e de mobilidade sustentável.
Aveiro, 16 de maio de 2021 - A distrital de Aveiro do PAN - Pessoas-Animais-Natureza recebeu ontem, sábado, Inês Sousa Real, líder Parlamentar do PAN, na qualidade de representante da lista - única - candidata à Comissão Política Nacional do PAN, "As Causas Primeiro".

A visita de Inês Sousa Real a Aveiro, na qualidade de representante da lista candidata à Comissão Política Nacional do PAN, começou com uma reunião com os filiados do distrito para apresentação da Moção Global Estratégica "As Causas Primeiro" e a proposta de alteração de Estatutos. Estiveram presentes também a deputada à Assembleia da República, Bebiana Cunha, e outros elementos da lista.

Aproveitando a presença das duas Parlamentares e do deputado municipal do PAN em Aveiro, Rui Alvarenga, foram ouvidos o Movimento Juntos Pelo Rossio e a MUBi Aveiro, representados por David Iguaz e Rui Igreja respectivamente, que abordaram as obras em curso na cidade, com destaque negativo para o parque de estacionamento subterrâneo previsto para o Rossio e o projecto de requalificação da Avenida Lourenço Peixinho, cujo traçado mereceu algumas críticas relativamente às opções tomadas ao nível da mobilidade suave, assim como o abate de dezenas de árvores ali existentes, cuja compensação é claramente insuficiente e com escolhas de espécies inapropriadas para aquele espaço.

O PAN visitou a associação de proteção animal Afectu, que reforçou as dificuldades quotidianas vividas no terreno, seguido pela passagem no terreno onde está prevista a construção do canil intermunicipal.

Imagem: TVI24

Cientistas criam verniz que mata bactérias em poucos minutos

 Uma equipa multidisciplinar de cientistas, liderada por Jorge Coelho e Paula Morais, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), desenvolveu um verniz para superfícies que mata bactérias, mesmo as mais resistentes, em apenas 15 minutos, uma solução segura e eficaz para prevenir e combater as infeções hospitalares.

Este novo verniz inteligente com elevada atividade antimicrobiana, que é ativada por ação de luz branca, inócua para o ser humano, foi desenvolvido no âmbito do projeto de investigação “SafeSurf”, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), e teve a participação de investigadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

O projeto, cujos resultados já se encontram publicados na revista científica ACS Applied Materials & Interfaces, compreendeu três fases. Primeiro, os cientistas desenvolveram e testaram uma nova geração de polímeros catiónicos com propriedades antimicrobianas contra várias espécies de bactérias. De seguida, procuraram um fotossensibilizador com atividade fotodinâmica à superfície, tendo sido utilizado um composto natural que é produzido por plantas, a curcumina.

Ao combinar os polímeros catiónicos com a curcumina, os cientistas verificaram que a atividade antimicrobiana dos polímeros aumentou de forma significativa, permitindo matar um maior número de bactérias em menos tempo, como relatam Jorge Coelho e Paula Morais: «quando juntámos os dois sob a ação da luz branca, verificámos que as bactérias morriam passado muito pouco tempo. As várias experiências realizadas em superfícies mostraram que, em apenas 15 minutos de exposição, estes dois compostos combinados reduziam mil vezes o número de bactérias gram-positivas e gram-negativas, como por exemplo, da Escherichia coli. Ou seja, numa ação conjunta, os dois materiais provocam stress oxidativo nas bactérias, eliminando-as de forma eficaz e segura».

Perante os resultados obtidos, os investigadores avançaram então para a formulação de um revestimento (verniz). Com recurso a uma formulação industrial, desenvolveram um verniz de base poliuretano contendo, pela primeira vez, biocidas poliméricos catiónicos combinados com um fotossensibilizador de curcumina.

A bateria de testes antimicrobianos realizados com o verniz desenvolvido mostrou a eficácia na eliminação de bactérias. A grande inovação, segundo os coordenadores do projeto, reside no facto de «conseguirmos incorporar estes dois compostos num verniz de formulação industrial de base poliuretano, utilizando condições industriais, dando ao verniz a inovação da funcionalidade antibacteriana, facilitando assim a sua introdução no mercado. A formulação do verniz contendo os polímeros catiónicos e o fotossensibilizador constituiu uma etapa do projeto de elevada complexidade que foi realizada pelos nossos colegas da FEUP».

Sabendo-se que a grande maioria das infeções surge em ambiente hospitalar, Jorge Coelho e Paula Morais salientam que «os revestimentos de superfície inteligentes que apresentam vários mecanismos de atividade antimicrobiana surgiram como uma abordagem avançada para prevenir com segurança esse tipo de infeção». Assim, acrescentam, este novo verniz representa «uma solução eficaz e segura para a prevenção e controlo de infeções nosocomiais [contraídas nos hospitais], uma vez que impede a proliferação das bactérias nas superfícies».

Questionados sobre quando é que esta solução poderá chegar ao mercado, os docentes e investigadores dos departamentos de Engenharia Química e de Ciências da Vida da FCTUC referem que, do ponto de vista científico, «o conceito está provado, ou seja, foi desenvolvido um verniz eficaz e completamente seguro para o ser humano. No entanto, é necessário realizar uma avaliação económica do projeto».

Cristina Pinto

Escola de Pastores do Alvão com vinte alunos e a missão de rejuvenescer o setor

A Escola de Pastores do Alvão arrancou com 20 alunos, uns ligados ao setor e outros de áreas distintas como a Medicina ou Engenharia Aeroespacial, e tem como missão o rejuvenescimento e a valorização da atividade.

Hoje o dia estava cinzento em Telões, Vila Pouca de Aguiar, onde decorreu a primeira aula prática da Escola de Pastores. A sala de aula é a serra do Alvão e as explorações das raças autóctones que se espalham por este território.

Beatriz Peixoto veio preparada com botas e casaco para enfrentar a chuva e o nevoeiro que se fazia sentir neste município do distrito de Vila Real. Tem 24 anos e frequenta o sexto ano do curso de Medicina, no Porto.

“Sempre tive interesse pela natureza, pela agricultura e pelos animais. Como sempre estive na cidade sinto que é um interesse que eu nunca consegui explorar e, portanto, vim para aqui explorar mais essa realidade”, afirma a também, agora, aluna da Escola de Pastores.

Esta é uma realidade da qual pouco conhece e, por isso, Beatriz Peixoto quer perceber se poderá ser algo que possa incluir no seu futuro.

Considera que esta é uma oportunidade que não “podia deixar escapar” e que quer compatibilizar com a licenciatura.

Henrique Granja, 24 anos e natural de Barcelos, acabou o mestrado integrado em Engenharia Aeroespacial em janeiro, está à procura de emprego, frequenta, agora, a Escola de Pastores, e ambiciona desenvolver um projeto que possa juntar as duas áreas.

“É sempre importante aprender mais e o meu gosto pela agricultura e pela pastorícia levou-me a inscrever neste curso”, afirma.

Com o futuro em aberto, Henrique não descarta a possibilidade de trabalhar como pastor e referiu que, nesta atividade, pode aplicar conhecimentos adquiridos no Instituto Superior Técnico.

Refere que a Engenharia pode ajudar a “resolver problemas da área da pastorícia” e “ajudar a desenvolver projetos inovadores com a utilização de drones” para, por exemplo, “calcular a quantidade de biomassa em determinados terrenos, ou perceber de que maneira é que o rebanho está a atuar numa determinada encosta”.

“Esta é uma área que gosto bastante, de elevado valor”, sustenta.

Tomás Rodrigues veio de Paredes, onde já tem um rebanho com 30 animais e quer “aprender novas coisas”. Aos 17 anos está a acabar o 12.º ano e já sabe que quer ser pastor.

“Fui criado na agricultura e gosto muito de animais. Na área que eu quero há pouca formação e então decidi inscrever-me porque vai ter alguma utilidade para o que eu quero seguir”, afirma.

Ana Catarina, 37 anos, e Davide Fraústo, 29 anos, vivem em Santarém e possuem uma exploração de ovinos e caprinos, bem como uma pequena queijaria artesanal.

Ana Catarina, que é também professora de Informática, explicou que decidiram integrar a Escola de Pastores porque sentiram “muita necessidade de informação”.

“Chegamos a um ponto em que não conseguimos evoluir mais e precisamos de respostas e surgiu esta oportunidade”, salienta.

A escola é promovida pela Federação Nacional das Raças Autóctones (FERA), em parceria com a Aguiarfloresta - Associação Florestal e Ambiental de Vila Pouca de Aguiar.

Nesta formação quer fazer-se a integração das atividades da pastorícia com a gestão do espaço rural, como a agricultura e a floresta. A primeira aula prática foi dedicada à botânica, centrando-se também nas plantas que os animais comem e nas diferenças entre elas.

O curso “Pastoreio Sustentável e Gestão da Paisagem” é o primeiro da Escola de Pastores, decorre entre maio e outubro e concilia as aulas teóricas, em formato ‘online’, com a prática, junto dos criadores de cabras ou vacas de raças autóctones.

Entre as cerca de 50 pessoas que se inscreveram, foram selecionados 20.

Duarte Marques, da Aguiarfloresta, revela-se surpreendido com a adesão ao projeto, com a juventude dos formandos e também com a diversidade de atividades profissionais.

Capacitar e atrair mais criadores de gado, promover o rejuvenescimento do setor e incentivar modos de produção inovadores são precisamente os objetivos desta escola.

Duarte Marques destaca ainda a “valorização da atividade” e aponta para o “risco do abandono” devido “à baixa rentabilidade” e ao envelhecimento dos pastores.

O responsável elenca o papel que o setor desempenha na “sustentabilidade do espaço rural”, na gestão e na prevenção dos incêndios.

Para além dos formadores, a escola tem também tutores que podem acompanhar os formandos, apoiar na implementação do plano de negócios e, depois, no início da atividade.

Lusa