A recente posição do Partido Socialista relativamente às exigências apresentadas para o distrito de Viseu revela um preocupante exercício de oportunismo político, que não pode passar despercebido nem ficar sem resposta.
Após oito anos de governação socialista marcados pela ausência de investimento relevante em infraestruturas no distrito, pela inexistência de medidas concretas de alívio fiscal para as famílias e pelo afastamento claro das políticas de apoio aos idosos em situação de maior vulnerabilidade, o PS surge agora, de forma inesperada, como se fosse o salvador do território.
Esta mudança repentina de postura não só é incoerente como configura um caso evidente de hipocrisia política, contribuindo para o descrédito das suas intenções junto das populações.
Importa ainda sublinhar o papel de Armando Mourisco, atual deputado do PS, Presidente da Federação distrital do PS, e ex-presidente da Câmara Municipal de Cinfães, de quem não se conhece qualquer posição pública de exigência ou reivindicação durante os oito anos de governação socialista. O silêncio de então contrasta fortemente com a postura atual, levantando legítimas dúvidas sobre a consistência e autenticidade das posições agora assumidas.
Ao contrário do passado recente, o distrito de Viseu vive hoje um momento de forte investimento público, com destaque para a área da saúde, nomeadamente no Hospital de Viseu. Estão igualmente em curso as obras da primeira fase do IP3, uma infraestrutura há muito anunciada por sucessivos governos do PS, mas que nunca saiu do papel, e prevê-se para breve o arranque das obras na Barragem de Fagilde, entre outros investimentos estruturantes.
Estes factos demonstram que é possível fazer diferente, com compromisso, ação e resultados concretos para as populações.
O distrito de Viseu não precisa de promessas tardias nem de discursos oportunistas. Precisa de trabalho sério, coerência política e respeito pelas suas gentes.
*O Presidente da Comissão Política Distrital do PSD Viseu
Carlos Silva

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