quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Smart Region Summit Viseu Dão Lafões promove discussão nacional em torno dos territórios inteligentes


A primeira edição do SMART REGION SUMMIT Viseu Dão Lafões realiza-se a 29 de outubro e vai reunir especialistas e responsáveis públicos, num evento de debate sobre o papel dos dados e da Inteligência Artificial na gestão dos territórios. Especialista internacional Frans-Anton Vermast, ligado ao ecossistema de smart cities de Amesterdão, é um dos nomes em destaque.

A cidade de Viseu vai receber, no próximo dia 29 de outubro, a primeira edição do SMART REGION SUMMIT Viseu Dão Lafões, um encontro nacional de reflexão e partilha sobre o futuro dos territórios inteligentes.

Promovido pela Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, o evento realiza-se no Montebelo Viseu Congress Hotel e reúne especialistas nacionais e internacionais, universidades e empresas, bem como representantes do Governo e dos municípios, para debater o papel da utilização inteligente da informação na criação de territórios mais eficientes e preparados para responder às necessidades das populações.

O objetivo passa por discutir não apenas novas tecnologias, mas sobretudo a forma como a informação produzida diariamente e em tempo real pode ser utilizada, recorrendo a soluções de Inteligência Artificial, para antecipar necessidades, apoiar decisões e melhorar os serviços públicos.
Durante o dia, o SMART REGION SUMMIT Viseu Dão Lafões abordará quatro grandes áreas – Dados, Inteligência Artificial, Territórios Inteligentes e Mobilidade – através de apresentações, painéis de debate e casos internacionais de referência, incluindo um painel dedicado à mobilidade inteligente em Portugal.

Entre os convidados de destaque do Summit está o neerlandês Frans-Anton Vermast, especialista internacional em cidades inteligentes e estratega ligado ao ecossistema de inovação urbana de Amesterdão, que fará a keynote internacional do encontro e participará num dos painéis.

A apresentação e demonstração prática da nova Plataforma de Gestão Urbana (PGU) de Viseu Dão Lafões, desenvolvida no âmbito da Estratégia Nacional de Territórios Inteligentes (ENTI) e financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), será um dos momentos centrais do encontro. Com recurso a ferramentas de Inteligência Artificial e análise preditiva, esta nova plataforma possibilita uma leitura integrada do território e apoia os decisores na antecipação de problemas e na procura de respostas em tempo real.

Para tal, a plataforma permite concentrar e relacionar informação proveniente de diferentes áreas do território através de 11 plataformas verticais, que integram dados de fontes públicas e privadas. A título de exemplo, informação sobre os movimentos da rede de transportes MOBI Viseu Dão Lafões, do serviço de transporte a pedido IR e VIR ou do sistema de bicicletas partilhadas bora! pode ser analisada em conjunto com dados de outras áreas, como proteção civil, água, energia ou turismo.

A importância deste Summit, que pretende afirmar-se como um encontro anual, é evidenciada por João Azevedo, Presidente da CIM Viseu Dão Lafões: “Com a realização do SMART REGION SUMMIT posicionamos Viseu Dão Lafões como um território que está na linha da frente na utilização da tecnologia ao serviço das populações. Este encontro – o primeiro de muitos – será um espaço de reflexão nacional sobre o futuro das regiões, reunindo responsáveis públicos, especialistas, academia e empresas para partilhar conhecimento e discutir novas formas de responder aos desafios que hoje se colocam às regiões e aos municípios”.

Para Nuno Martinho, Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões, “a Plataforma de Gestão Urbana que vamos apresentar na SMART REGION SUMMIT Viseu Dão Lafões permite-nos dar um passo muito importante na forma como gerimos o território. Vamos deixar de olhar para cada sistema e para cada conjunto de dados de forma isolada, para passarmos a ter uma visão integrada. Podemos cruzar informação de proteção civil, energia, água, turismo, entre outros, identificar padrões, antecipar necessidades e apoiar decisões em tempo real”.

A participação no SMART REGION SUMMIT Viseu Dão Lafões é gratuita e decorrerá mediante inscrição, sendo o programa completo e as informações relativas às inscrições divulgados brevemente.

Sobre a CIM Viseu Dão Lafões:
A CIM Viseu Dão Lafões é uma associação de municípios, denominada como Comunidade Intermunicipal, sendo constituída pelos municípios de Aguiar da Beira, Carregal do Sal, Castro Daire, Mangualde, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão, São Pedro do Sul, Sátão, Tondela, Vila Nova de Paiva, Viseu e Vouzela.

*Miguel Fernandes
Gabinete de Comunicação CIM Viseu Dão Lafões

**Filipe Santos
Assessoria de Imprensa


Cantanhede | Executivo Municipal aprovou valor global de 60 mil euros. Mérito desportivo garante subsídio a 11 associações desportivas

 
Um valor global de 60 mil euros é quanto a Câmara Municipal de Cantanhede vai atribuir a 11 associações desportivas do concelho – mais 3 face à época anterior -, que cumpriram os critérios do subprograma 4 (Prémios de Mérito Desportivo) do Regulamento de Apoio ao Associativismo Desportivo.
Este apoio, aprovado na reunião camarária desta terça-feira, 6 de outubro, é referente à época desportiva de 2025-2026 e contempla a Academia CantanhedeGym, Associação Desportiva Cantanhede Cycling, Clube de Futebol Os Marialvas, União Recreativa de Cadima, Associação Voleibol Gândara Mar, Ançã Futebol Clube, Gira Sol Associação de Desenvolvimento de Febres, Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, Clube Escola de Ténis de Cantanhede, Grupo de Pescadores de Sepins e Clube de Golfe de Cantanhede.
Entre os desempenhos que contribuíram para a atribuição deste apoio estão a participação em provas europeias, assim como títulos de campeão nacional e distrital. Foi ainda reconhecido pelo Município de Cantanhede a presença nas seleções nacionais de diversas modalidades.
De referir que já este ano, no âmbito do subprograma 1 do Regulamento de Apoio ao Associativismo Desportivo, a autarquia entregou a 24 clubes e associações desportivas do concelho um apoio global de cerca de 120 mil euros, a que se juntam mais de cinco mil euros a dividir por quatro atletas no âmbito do Regulamento de Apoio ao Mérito Desportivo do Atleta.
Para o vereador do Desporto, Adérito Machado, “atribuir subsídios às associações desportivas não deve ser visto apenas como uma despesa pública, mas como um investimento na saúde, na juventude, na inclusão social e na coesão das comunidades”, adiantando que neste domínio “é importante que os apoios sejam atribuídos com critérios claros, transparentes e objetivos”.
 

Porto de Mós | Abertas candidaturas às Bolsas de Estudo 2026/2027

 Algumas das principais atribuições e competências dos municípios são na área da Educação, pelo que compete ao Município de Porto de Mós criar condições para promover, de igual forma, o acesso à educação a todos os estudantes do concelho.
O programa de Bolsas de Estudo do Município de Porto de Mós visa não só efetivar o caráter universal da Educação, como ajudar financeiramente os alunos residentes no concelho que frequentam o Ensino Superior, pertencentes a agregados familiares que se encontrem numa posição de vulnerabilidade socioeconómica.
O prazo de candidatura a bolsa de estudo do Município de Porto de Mós para o ano letivo 2026/2027 decorre entre 02 de outubro e 03 de novembro.
Deverá ter na sua posse toda a documentação necessária para a formalização da candidatura. A candidatura será efetuada na plataforma SIGA, através do seguinte acesso: SIGA
Caso não disponha de meios técnicos para formalizar a candidatura deverá dirigir-se aos serviços de atendimento ao munícipe (horário de funcionamento das 09h00 às 17h00) acompanhado de toda a documentação necessária.


Condições de acesso:
Ser residente no concelho de Porto de Mós há mais de três anos;
Não possuir habilitações ou curso equivalente àquele que pretende frequentar ou curso médio ou superior;
Prove que preenche o requisito de não possuir, por si ou através do agregado familiar, o nível de rendimentos aferido pela sua condição socioeconómica (rendimento per capita) definido no artigo 9.º do Regulamento;
Frequentar um curso superior, no ano letivo em que solicita a bolsa;
Tenha tido aproveitamento escolar, tal como definido no artigo 10.º caso tenha estado matriculado no ensino superior, no ano letivo anterior àquele para que requer a bolsa.

Patrícia Alves
Técnica Superior de Comunicação Organizacional
Gabinete de Comunicação

“CABO DAS TORMENTAS” - ENCERRA CICLO DE TEATRO DO CONCELHO DE SILVES A 17 DE OUTUBRO


O Teatro Mascarenhas Gregório, em Silves, recebe, no próximo dia 17 de outubro, pelas 21h30, o espetáculo “Cabo das Tormentas”, uma criação da companhia JAT – Janela Aberta Teatro, com dramaturgia e encenação de Diana Bernedo e Miguel Martins Pessoa. A iniciativa integra o Ciclo de Teatro do Concelho de Silves e marca o encerramento da edição de 2026.

Com uma abordagem épica e crítica aos Descobrimentos, “Cabo das Tormentas” propõe uma incursão contemporânea pelo universo de um grupo de mendigos, onde o espírito de Luís Vaz de Camões se revela através das tormentas vividas por uma das personagens.

Entre memória, velhice e esquecimento, o espetáculo inspira-se na visão satírica do maior poeta português, numa viagem de idas e voltas pelas ondas do mar, onde tempestades se cruzam com realidade e ficção e o canto das sereias se faz ouvir.
Através desta criação, o público é convidado a revisitar o imaginário associado aos Descobrimentos e à figura de Camões, cruzando-o com questões contemporâneas e com uma reflexão sobre a passagem do tempo, a memória e o lugar do indivíduo.

Os bilhetes encontram-se à venda na plataforma BOL em, cmsilves.bol.pt, e nos locais habituais.

Promovido pelo Município de Silves, o Ciclo de Teatro do Concelho de Silves apresentou, entre março e outubro, uma programação diversificada, dando continuidade à aposta da autarquia na aproximação da cultura à comunidade e na criação de oportunidades de acesso às artes performativas. Ao longo da edição de 2026, a iniciativa procurou chegar aos apreciadores de teatro, mas também conquistar novos públicos.

Para mais informações, os interessados podem contactar o Setor de Cultura do Município de Silves, através do telefone 282 440 847 ou do email cultura@cm-silves.pt.

 

Coimbra | ESAC entrega bolsas aos estudantes da área de florestas


A Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) entrega, amanhã, numa cerimónia que tem lugar no contexto da sessão de encerramento do 10.º Congresso Florestal Nacional, pelas 16h00, no seu auditório principal, as Bolsas Florestais referentes aos anos letivos de 2024/2025 e 2025/2026.

Na cerimónia são entregues um total de 13 bolsas, atribuídas pelas empresas do setor florestal Altri, Corticeira Amorim, Sonae Arauco Portugal e The Navigator Company, aos estudantes da Licenciatura em Ciências Florestais e Recursos Naturais e do Mestrado em Recursos Florestais da ESAC, com as notas de acesso e de ingresso mais elevadas.

Em concreto, foram destinadas duas bolsas de estudo a estudantes que ingressaram no 1.º ano da Licenciatura em Ciências Florestais e Recursos Naturais, uma bolsa de estudo para estudantes que se matricularam no 2.º ano e uma bolsa de estudo para estudantes que prosseguiram para o 3.º ano da mesma Licenciatura, duas bolsas de estudo para estudantes que entraram no 1.º ano do Mestrado em Recursos Florestais e uma bolsa de estudo para estudantes que se inscreveram no 2.º ano do Mestrado, nos anos letivos referidos.

O valor unitário de cada bolsa, que tem como objetivo fulcral incentivar a formação superior na área das ciências florestais, reconhecendo e valorizando o mérito, a dedicação e o esforço dos estudantes, corresponde ao valor das propinas.

*Isabel Cristina Batista Silva
USG - Gabinete de Comunicação e Imagem

Festa da Castanha cativou visitantes. DIA DO ARTESÃO EM CASTELO DE PAIVA FOI UM SUCESSO COM BOA

Foi um sucesso o “ Dia do Artesão “, iniciativa cultural promovida pela Câmara Municipal de Castelo de Paiva, e que acolheu no espaço Largo do Conde vários artesãos do concelho, numa jornada dedicada à valorização do artesanato e das tradições locais. 
Durante o dia, entre várias propostas de animação e um magusto tradicional, alguns artesãos trabalharam ao vivo, permitindo ao público perceber o tempo e a dedicação necessários para criar cada peça de artesanato. 
Na cerimónia de entrega de certificados aos artesãos participantes, marcou presença o presidente Ricardo Cardoso, ao lado do Coordenador da ADRIMAG, João Carlos Pinho, Vereador Rui Gomes, o presidente da Assembleia Municipal, Victor Moreira, presidentes de Juntas de Freguesia e vários dirigentes associativos.
Para a vereadora Cristiana Vieira, vereadora da Cultura, a aposta no artesanato é também uma aposta na cultura e na identidade do concelho, destacando que, “nunca nos podemos esquecer das nossas raízes, das nossas tradições. Isto é tudo cultura e faz parte da nossa identidade “, sublinhando depois, “a importância de promover os artesãos locais, que trabalham áreas tão diversas como a costura, o crochet, o bordado, a madeira e até a pedra de xisto, é a arte que sai das mãos e precisamos de valorizar esta gente, para não perdermos estas tradições e para que possam passar de geração em geração “. 
A responsável municipal sublinhou que esta primeira edição foi um ponto de partida para o futuro e, depois do périplo da entrega dos certificados de presença, fez um balanço muito positivo desta iniciativa municipal, destacando a boa participação do público e a oportunidade dada aos artesãos para mostrarem o seu trabalho, considerando que foi um dia de sucesso, com a oportunidade de dar visibilidade ao artesanato paivense, merecendo realce os novos artesãos que estão a trabalhar para criar a sua marca e obter a merecida Carta de Artesão. 
O programa do Dia do Artesão em Castelo de Paiva abriu com a actuação do Côro da Universidade Sénior contemplou ainda um magusto tradicional, com prova de vinho doce, broa e chouriça, um bailarico popular com o grupo de música tradicional “ Os Amigos da Sexta “, e terminou com um Festival de Folclore, com a actuação dos ranchos folclóricos concelho, sendo assim recuperada também uma tradição que tinha sido interrompida.















*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa                



Universidade de Évora identifica local na costa portuguesa com capacidade estimada para armazenar pelo menos 93 milhões de toneladas de CO


Reservatório offshore a 22 quilómetros da Figueira da Foz, com capacidade de armazenamento superior a 93Mt, poderá acolher um projeto-piloto de armazenamento geológico. Roteiro prevê primeira injeção experimental em 2031–2032, dependendo de financiamento, autorizações e dos resultados das fases de caracterização.

Évora, 03 de outubro de 2026
Portugal identificou um local concreto no offshore nacional onde poderá ser testado o armazenamento geológico de dióxido de carbono (CO₂). O reservatório situa-se na Bacia Lusitaniana, a cerca de 22 quilómetros ao largo da Figueira da Foz, em formações rochosas centenas de metros abaixo do fundo marinho.
Os estudos desenvolvidos pela Universidade de Évora no âmbito do projeto PilotSTRATEGY, desenvolvido em colaboração com a GALP e o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, apontam para uma capacidade de referência de pelo menos 93 milhões de toneladas de CO₂ no local selecionado.
“Temos identificado e estudado um local concreto onde poderá ser realizado um projeto-piloto de armazenamento geológico de CO₂ em Portugal”, explica Júlio Carneiro, professor do Departamento de Geociências da Universidade de Évora, investigador do CREATE e responsável pelo projeto.
O CO₂ seria injetado a cerca de 1.200 metros abaixo do nível do mar, num reservatório de arenito, “uma rocha porosa com bastante permeabilidade”, ficando retido nos poros entre os grãos, atualmente preenchidos por água de elevada salinidade. O reservatório geológico é sobreposto por rochas de muito baixa permeabilidade, que impedem a migração do CO₂ para a superfície.
O objetivo imediato não é armazenar dezenas de milhões de toneladas, mas efetuar um projeto-piloto para testar o comportamento do reservatório no terreno. O roteiro estudado prevê uma campanha de prospeção sísmica 3D em 2027–2028, a perfuração de um poço de injeção em 2030 e uma injeção experimental durante cerca de 12 meses, em 2031–2032, seguida de monitorização pelo menos até 2034.
Este calendário está, contudo, dependente da disponibilidade de financiamento, das autorizações necessárias e dos resultados obtidos em cada etapa.
“A prioridade é efetuar uma campanha de prospeção sísmica 3D que permita conhecer melhor a continuidade das formações geológicas em profundidade e identificar eventuais falhas que possam constituir um risco de fuga do CO₂”, explica Júlio Carneiro.
O piloto deverá injetar menos de 100 mil toneladas de CO₂ e terá finalidade científica, não comercial. Deverá permitir confirmar experimentalmente a capacidade efetiva de injeção, acompanhar o comportamento do CO₂ no reservatório, avaliar a evolução da pressão e testar a capacidade de retenção das formações selantes.
CO₂ capturado na cimenteira de Souselas poderá ser transportado por comboio e navio
Uma das soluções estudadas permite testar toda a cadeia de transporte com uma infraestrutura permanente reduzida. O conceito prevê o recurso a CO₂ capturado na cimenteira de Souselas e o seu transporte por comboio em contentores criogénicos até ao porto da Figueira da Foz e, daí, por navio até ao local de armazenamento. O navio faria a ligação direta ao poço e permitiria a injeção do CO₂.
“Esta solução permite testar a cadeia com um mínimo de infraestrutura permanente, sem necessitar de uma plataforma offshore ou gasodutos”, explica Júlio Carneiro.
O custo estimado para o projeto-piloto é de cerca de 98 milhões de euros, num intervalo entre 90 e 120 milhões, não incluindo a unidade de captura de CO₂ na fábrica de Souselas.
Uma possível infraestrutura nacional de CO₂
Em paralelo, o projeto CTS (Carbon Transport and Storage) estudou diferentes possibilidades para criar uma futura infraestrutura nacional de transporte e armazenamento de CO₂, incluindo redes de gasodutos e soluções combinando gasodutos com transporte marítimo.
Os setores do cimento e da cal surgem entre os principais potenciais utilizadores. A tecnologia poderá também ter interesse para a indústria da pasta e papel, nomeadamente no caso do CO₂ de origem biogénica, cuja captura e armazenamento permanente poderá, em determinadas condições, ser considerado como remoção de CO2 da atmosfera.
Para Júlio Carneiro, o armazenamento geológico poderá ser uma opção para setores industriais onde outras alternativas de descarbonização não podem ser utilizadas para reduzir as emissões de CO2.
“Continuar a investigação sobre captura e armazenamento de CO₂ é essencial para sabermos em que condições esta tecnologia pode contribuir para esse objetivo e para manter em Portugal a atividade dos setores de difícil descarbonização”, afirma.
O investigador acrescenta que “existe legislação sobre armazenamento geológico de CO₂”, mas considera que a participação das entidades competentes num eventual piloto poderá ajudar a clarificar procedimentos e competências fundamentais para uma futura fase comercial.
Antes de qualquer eventual infraestrutura industrial de grande escala, será necessário confirmar no terreno os resultados obtidos através dos modelos geológicos e das simulações. O projeto-piloto será precisamente essa etapa: passar dos estudos e modelos para a demonstração experimental do armazenamento de CO₂ no subsolo marinho português.
“Portugal assumiu o objetivo de neutralidade climática em 2045 e há setores industriais para os quais as soluções disponíveis são limitadas. Continuar a investigação sobre captura e armazenamento de CO₂ é essencial para sabermos em que condições esta tecnologia pode contribuir para esse objetivo e para manter em Portugal a atividade dos setores de difícil descarbonização”, conclui Júlio Carneiro.

Contactos: Divisão de Comunicação da Universidade de Évora
*Andreia Rosa [Coordenação] 
**Marco Cardoso [Ciência e Investigação] 
***Pedro Conceição [Institucional]