quinta-feira, 9 de julho de 2026

Évora | António Carrapato revela segredos da muralha de Évora em exposição de fotografia no Palácio de D. Manuel


A inauguração é no dia 13 de julho e pode ser visitada até 13 de novembro

A relação entre o tecido amuralhado e o tecido humano do centro histórico é o ponto de partida de ‘Rimas e Diálogos’, exposição de fotografia de António Carrapato que inaugura no Palácio de D. Manuel, na próxima segunda-feira, 13 de julho, às 17h30. A mostra é promovida pela Câmara Municipal de Évora.

No total, são 45 as imagens que, dispostas em sala como se estivessem expostas num troço da muralha, pretendem dar a conhecer memórias, segredos, vivências e marcas do centro histórico abraçado, há mais de 20 séculos, pela muralha que o abraça e protege.
“E não obstante as suas dimensões, a muralha de Évora quase que se tornou invisível, no sentido em que se introduziu e se entrosou de tal forma no tecido humano da cidade que em certos momentos não há destrinça entre ambos. Esses são os momentos que o fotógrafo António Carrapato se propôs resgatar e compartir com o público na exposição”, revela o fotógrafo.

Através de jogos de cores, de formas e de insólitos que caraterizam o seu trabalho, António Carrapato, a convite do Município eborense, decidiu homenagear a muralha, aquela que “guarda o centro histórico da cidade, e, com ele se liga e interliga em instantes e constantes, rimas e diálogos, tendo-lhe sempre permitido prosperar.”

António Carrapato, nasceu em 1966 e é natural de Reguengos de Monsaraz. Começou a sua carreira nos anos 90 a fotografar para os jornais portugueses, principalmente para o jornal Público, no Alentejo. Em paralelo desenvolve um trabalho de autor, em que constrói uma temporalidade de acasos significativos com um humor muito específico. É no território rural do Alentejo, mas também em contextos urbanos internacionais, que utiliza a sua capacidade de observação para criar um universo visual onde a relação entre o homem e a sua envolvente revelam subtis ironias ou absurdas coincidências. Carrapato estudou fotografia no Ar.Co e apresenta um curriculum de várias exposições coletivas.

A exposição está patente de segunda a sábado, das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00, com entrada livre.


Cantanhede | Intervenções nos imóveis ascendem a 44 mil euros. Câmara apoia freguesia de Cadima com obras em duas antigas escolas

 
O Executivo Municipal deliberou aprovar, na reunião camarária de 7 de julho, a atribuição de subsídios à Junta de Freguesia de Cadima para obras de beneficiação em duas antigas escolas primárias - Casal de Cadima e Zambujal e Fornos. Em causa está um apoio global de 44.159 euros.
Na antiga escola de Casal de Cadima verificou-se a necessidade de proceder a obras de beneficiação do imóvel, designadamente à substituição do telhado e das caixilharias existentes em madeira por caixilharias em alumínio com rotura térmica.
Já na escola de Zambujal e Fornos a intervenção é em tudo semelhante - o telhado terá que ser substituído e as paredes exteriores do imóvel reparadas.
Recorde-se que em ambos os casos, o Município celebrou um protocolo de cedência gratuita das instalações, que prevê que as intervenções de manutenção dos imóveis sejam da responsabilidade das entidades às quais foram cedidos.
As obras em causa configuram uma intervenção de beneficiação e valorização do património municipal, por contribuírem para o aumento da vida útil dos edifícios, bem como para a melhoria das suas condições de utilização e da sua eficiência energética, pelo que o Município avançou com a atribuição de subsídios”, justificou a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, adiantando que “apesar de terem deixado de cumprir a sua função educativa devido à reorganização da rede escolar, estas escolas continuam a representar um importante ativo público, estimulando o desenvolvimento de atividades locais”.

De 1 a 3 de julho, Encontro debruçou-se sobre a gestão sustentável do solo. Agrária de Coimbra acolheu Encontro Anual das Ciências do Solo’26


A Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) foi a anfitriã do Encontro Anual das Ciências do Solo, que este ano se realizou de 1 a 3 de julho e se subordinou ao tema “Gestão Sustentável do Solo: Base de Agroecossistemas Sustentáveis”. Promovido pela Sociedade Portuguesa da Ciência do Solo (SPCS), o Encontro foi organizado conjuntamente pela ESAC e pela SPCS. Da comissão organizadora fizeram parte as docentes Maria Filomena Miguens e Daniela Santos, a técnica superior Rosinda Leonor Pato (ESAC), a investigadora Verónica Oliveira (Instituto de Investigação Aplicada – i2A) e a técnica superior Rosa Guilherme (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro – CCDR Centro), além de mais cinco elementos da direção da SPCS.
Foram dois dias dedicados a apresentações orais e em painel, distribuídas por cinco sessões temáticas num total de 58 trabalhos, duas palestras proferidas pelos Professores Manuel Madeira, do Instituto Superior de Agronomia, e Cristina Cruz, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e a apresentação de quatro projetos nacionais que são referências de excelência na gestão sustentável do solo e da paisagem em agricultura e agrofloresta. Um dos dias (2 de julho) foi totalmente dedicado à visita técnica, que teve início na Quinta do Loreto, Polo de Inovação de Coimbra da CCDR Centro, seguindo-se a visita a duas quintas na Região da Bairrada (Quinta de Baixo, da Nieport, e Vinha do Rexarte, da Vadio Wines) e ao Polo de Inovação de Anadia da CCDR Centro (Estação Vitivinícola da Bairrada), nas quais houve a oportunidade de avaliar os diferentes ensaios realizados com novas práticas de gestão sustentável do solo, práticas sustentáveis implementadas há mais de cinco anos nas vinhas da Bairrada, bem como de observar e de assistir à descrição da evolução pedológica de dois perfis de solos. Foi um dia bastante enriquecedor para os participantes, apesar do muito calor, que culminou com uma recomendável visita guiada ao Museu do Vinho da Bairrada e uma refrescante prova de espumantes na Estação Vitivinícola, atual Polo de Inovação de Anadia da CCDR Centro.

O evento foi uma excelente oportunidade de atualização do que melhor tem sido feito na investigação nacional em ciências do solo e também de encontro e partilha de conhecimento e experiências entre os investigadores, bolseiros, estudantes e demais profissionais que investigam, ensinam, analisam e trabalham os solos diariamente nas mais variadas funções que lhes são atribuídas enquanto suporte de produção de alimentos e fibras e suporte de ecossistemas, sequestro de carbono, transformação e regeneração de materiais, regulação climática e tantos outros serviços de ecossistemas.

O prémio de melhor póster foi atribuído ao trabalho intitulado “Valorização da lã de ovelha para substratos de sementeira”, da autoria de Inês Baptista, Erika Santos e Diego Arán, do Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa (ISA, UL). A apresentação do póster coube a Inês Baptista, aluna de mestrado do ISA. Aos vencedores será oferecida pela SPCS a inscrição no próximo Encontro Anual de Ciências do Solo.

*Isabel Silva

Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro celebra 22.º aniversário com o Festival Geração Ciência


A Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro assinala o seu 22.º aniversário no próximo dia 10 de julho, com a realização do Festival Geração Ciência, uma iniciativa de entrada livre que convida famílias, crianças, jovens e adultos a celebrar a ciência de forma participativa e divertida.
Entre as 15h00 e as 19h00, os visitantes poderão participar num programa de atividades que inclui animação infantil com insufláveis, pinturas faciais e modelagem de balões, realidade virtual, robótica, construções, uma Hora do Conto, um photobooth e videobooth 360º, entre outras propostas.
Às 17h00 acontece a sessão oficial de abertura que assinala os 22 anos da Fábrica. O momento contará com a presença de Artur Silva, Reitor da Universidade de Aveiro, Luís Souto Miranda, Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Pedro Russo, Presidente da Ciência Viva, e Pedro Pombo, Diretor da Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro.
Pelas 17h30, será inaugurada a exposição do CESAM, "Da Atmosfera ao Mar Profundo: Ciência a Cuidar do Futuro", que convida o público a embarcar numa viagem pelos ecossistemas que sustentam a vida no planeta e a descobrir como a ciência ajuda a protegê-los.
As comemorações prosseguem às 18h00 com o tradicional brinde e corte do bolo de aniversário, assinalando mais de duas décadas de promoção da cultura científica e de aproximação entre a ciência e a sociedade.

Ao longo dos seus 22 anos de atividade, a Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro tem afirmado o seu papel como espaço de referência na divulgação da ciência e da tecnologia, promovendo experiências de aprendizagem interativas, inclusivas e inspiradoras para públicos de todas as idades.

Este ano, o aniversário da Fábrica é assinalado com o Festival Geração Ciência, numa celebração aos 30 anos da Ciência Viva. O evento constitui, assim, uma oportunidade para celebrar este percurso em conjunto com a comunidade, reforçando o compromisso da Fábrica com a educação, a inovação e a promoção da literacia científica.

A entrada é livre e todas as atividades decorrem na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro.

O programa do evento pode ser consultado aqui.

*Teresa Pereira
Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro
tel. +351 234 427 053
Rua dos Santos Mártires, 1A
3810-171 Aveiro, Portugal


Marco Rodrigues abre a edição de 2026 do Festival do Fado em Figueiró dos Vinhos

O Festival do Fado regressa a Figueiró dos Vinhos durante o mês de agosto, voltando a afirmar-se como uma das mais emblemáticas iniciativas da programação cultural de verão do concelho. Ao longo de cinco noites, o público será convidado a celebrar o Fado, expressão maior da música portuguesa e Património Cultural Imaterial da Humanidade, através de um programa que reúne artistas de reconhecido mérito e novos talentos, em diferentes palcos do concelho.

A edição de 2026 arranca no dia 1 de agosto, pelas 22h00, no Anfiteatro da Biblioteca Municipal, com um concerto de Marco Rodrigues, um dos mais destacados intérpretes da atualidade, que contará com as participações especiais de Marisa Liz e Lenita Gentil. Um espetáculo de abertura que promete uma noite memorável, marcada pela autenticidade, emoção e riqueza interpretativa que caracterizam o Fado.
Após o concerto inaugural, o Festival segue um percurso descentralizado, levando esta expressão artística a diferentes localidades do concelho. No dia 14 de agosto, Carolina Pessoa atua no Adro da Igreja de Campelo; no dia 15 de agosto, Beatriz Villar sobe ao palco instalado na Junta de Freguesia de Aguda; no dia 16 de agosto, é a vez de Raquel Maria atuar no Adro da Igreja de Arega; encerrando o Festival, no dia 23 de agosto, Nuno Sérgio apresenta-se no Adro da Igreja de Bairradas. Todos os espetáculos têm início às 22h00 e são de entrada livre.

O Festival do Fado é, assim, um convite a todos, residentes e visitantes, para embarcar num encontro de partilha e fruição cultural, num ambiente onde a tradição, a identidade e a emoção se unem para celebrar uma das mais genuínas manifestações da cultura portuguesa.

Figueiró dos Vinhos continua, deste modo, a afirmar-se como um polo de dinamismo cultural na região, promovendo o seu património e aproximando a comunidade através da arte e da música, com uma programação diversificada, de qualidade e de acesso gratuito em diferentes pontos do concelho.

*Gabinete de Comunicação, Imagem e Organização de Eventos
Município de Figueiró dos Vinhos

A Ownever transforma a embalagem numa celebração do saber-fazer português em risco de desaparecer


Se cada mala Ownever é criada para durar uma vida, não deveria o primeiro objecto que a acolhe ser criado com a mesma intenção?

Desenvolvida em colaboração com uma das últimas artesãs portuguesas dedicada à produção manual de caixas de luxo e com a artista de azulejo Salomé Vilar, a nova embalagem da Ownever transforma a experiência de abertura da caixa numa homenagem ao património artesanal português.

A marca portuguesa de malas de luxo Ownever apresenta um novo conceito de embalagem artesanal que coloca o saber-fazer português no centro da experiência de abertura da caixa.
Em vez de encarar a embalagem como um elemento descartável, a marca decidiu transformá-la numa homenagem ao trabalho de duas artesãs portuguesas cujo saber representa um património cada vez mais raro.

O projecto reúne Salomé Vilar, artista contemporânea de azulejo que criou uma obra original pintada sobre um azulejo português exclusivamente para a Ownever, e Estrela Almeida, a última artesã em Portugal dedicada à produção de caixas de luxo inteiramente feitas à mão.

A colaboração nasceu de uma pergunta simples: se cada mala Ownever é concebida para durar uma vida, não deveria o primeiro objecto que a acolhe ser criado com a mesma intenção?

Juntamente com a designer Carlota Batalha, responsável pela direcção criativa e gestão do projecto, e por apresentar o trabalho de Salomé à marca, a Ownever desenvolveu toda a identidade visual da embalagem a partir de uma composição original inspirada nas cores de um painel histórico de azulejos do Museu Nacional Soares dos Reis. Originalmente pintada sobre um azulejo português, a ilustração no interior da caixa retrata três gerações, avó, mãe e neta, simbolizando a transmissão do saber-fazer, da memória e de peças concebidas para serem preservadas e passadas de geração em geração.
Cada caixa é produzida manualmente por Estrela Almeida, que dedica há quase quatro décadas a sua vida a um ofício que praticamente desapareceu em Portugal. Atualmente, é a última artesã no país especializada na produção artesanal de caixas de luxo. Cada caixa pode demorar até quatro horas para ser concluída, sendo construída peça a peça através de técnicas tradicionais que a produção industrial foi, ao longo do tempo, substituindo.

"A embalagem é, muitas vezes, a primeira coisa que as pessoas deitam fora", afirma Eliana Barros, fundadora da Ownever. "Nós quisemos que fosse a primeira história que descobrem."

Para a Ownever, este projecto reflecte uma filosofia mais ampla: o verdadeiro luxo deve preservar não apenas materiais excepcionais, mas também as pessoas, os saberes e o património cultural que lhes dão origem.

O resultado é uma experiência de embalagem que celebra a cultura portuguesa antes mesmo de a mala ser revelada, reunindo design contemporâneo, património e artesanato em risco de desaparecer num objecto pensado para ser guardado. Porque, para a Ownever, o verdadeiro luxo não está apenas no que se cria, mas também em quem o cria.

Sobre a Ownever
A Ownever é uma marca portuguesa de malas de luxo dedicada à preservação de saberes artesanais portugueses em risco de desaparecer através do design contemporâneo. Trabalhando diretamente com mestres artesãos de diferentes regiões de Portugal, a marca cria peças de edição limitada que celebram o património, a longevidade e técnicas manuais de excelência, contribuindo para que estes conhecimentos tradicionais continuem a ter um lugar no futuro.

Novo Plano de Proteínas da UE é um passo em direção à resiliência proteica, mas é necessária uma maior ambição para a alimentação, diz ONG


A ProVeg, associação dedicada à promoção da sustentabilidade do sistema alimentar, considera que o novo Plano de Proteínas da União Europeia (UE) abre caminho ao reforço da resiliência proteica e defende que existe ainda margem para consolidar o compromisso com a promoção de uma alimentação mais resiliente.

Lisboa, 09 de julho de 2026 – A Comissão Europeia publicou o seu Plano de Ação para a resiliência, autonomia estratégica e sustentabilidade do sistema proteico da UE, juntamente com a Estratégia para a Pecuária da UE, enquadrando a dependência de proteínas como uma questão de autonomia estratégica e segurança.

A Comunicação não vinculativa introduz uma série de medidas destinadas a reforçar o abastecimento de proteínas na Europa, a melhorar a resiliência dos agricultores e a reduzir a dependência de proteínas importadas. Inclui ações na produção de culturas proteicas, contratação pública, alimentação escolar, investigação e inovação, desenvolvimento da cadeia de valor e investimento.

Segundo a ProVeg, o Plano é um passo importante para a segurança alimentar, rumo a um sistema proteico europeu mais resiliente, fornecendo uma base sólida para a próxima fase de implementação.

"A Europa reconheceu claramente que a resiliência proteica é importante", afirmou Lucia Hortelano, Gestora Sénior de Políticas da UE na ProVeg International.

"Este Plano contém várias medidas encorajadoras, incluindo um apoio mais forte às culturas proteicas, melhorias na contratação pública e investimento nas cadeias de valor", acrescenta.
A organização saúda igualmente o incentivo a dietas diversificadas, bem como o reconhecimento dos seus benefícios para a saúde, para o ambiente e para o clima. Ainda assim, considera que o Plano constitui um passo positivo, deixando em aberto oportunidades para reforçar algumas das suas orientações.
"Uma maior ambição em termos de medidas e objetivos em relação à presença de leguminosas e outras culturas proteicas na dieta poderia estar presente, em linha com a Dieta Mediterrânica", refere Joana Oliveira, Diretora Nacional da ProVeg Portugal.

O que o Plano de Proteínas da UE contempla e onde existe margem para avançar

A ProVeg considera que o Plano de Proteínas da União Europeia contempla um conjunto de medidas positivas para reforçar a resiliência proteica. Entre elas, incluem-se o maior apoio às cadeias de valor das culturas proteicas europeias, o reconhecimento dos incentivos de créditos de carbono e às abordagens de biodiversidade (créditos de natureza) aplicáveis a sistemas baseados em leguminosas, bem como a confirmação de que as leguminosas produzidas localmente se enquadram na abordagem de "melhor valor" para a contratação pública.

A organização destaca igualmente a promoção da produção e do consumo de leguminosas nas escolas, o apoio às organizações de produtores para o desenvolvimento das cadeias de valor, o aumento do investimento em investigação e inovação e o reconhecimento dos alimentos à base de proteína vegetal como uma oportunidade de mercado com potencial. O Plano incentiva ainda os Estados-Membros a desenvolver políticas fiscais que melhorem o acesso dos consumidores a alimentos resilientes e acessíveis.

Embora o Plano estabeleça a meta de aumentar, até 2035, a proporção de proteína produzida na União Europeia destinada à alimentação animal de 25,8% para 35%, não define um objetivo equivalente para a proteína destinada ao consumo humano.

"Isto pode colocar em causa oportunidades de mercado", afirma Joana Oliveira.

"Produzir mais culturas proteicas pode reforçar a segurança alimentar, criar novos mercados para os agricultores e apoiar a competitividade da Europa. Em vez de encarar o uso da proteína, seja para alimentação animal ou humana, de forma separada, ambas deveriam fazer parte da mesma agenda de resiliência", acrescenta.

A responsável considera ainda que, embora a ambição do Plano seja evidente, muitas das medidas continuam dependentes da iniciativa dos Estados-Membros.

“A tributação, a contratação pública e a promoção são enquadradas como opções a considerar pelos Estados-Membros, e não como compromissos ao nível da UE”, explica.

O próprio Plano de Proteínas da UE menciona o Plano de Ação Dinamarquês para Alimentos de Base Vegetal como um modelo que os Estados-Membros podem seguir. Ou seja, incentiva a adoção de planos nacionais dedicados a expandir o setor dos vegetais, com especial foco na proteína vegetal, algo que continua ausente em muitos países, incluindo Portugal.

"Aguardamos com expectativa a oportunidade de trabalhar com as instituições da UE, os Estados-Membros e a indústria para garantir que o futuro proteico da Europa seja diversificado, resiliente e competitivo", afirma Lucia Hortelano.

Grupo Colaborativo propõe estratégia nacional para a proteína vegetal

Em Portugal, o Grupo Colaborativo da Estratégia Nacional pela Proteína Vegetal, uma iniciativa da sociedade civil dinamizada pela ProVeg Portugal, pretende colaborar ativamente com as entidades governativas na definição de uma estratégia para reforçar a resiliência do sistema proteico a nível nacional. Em resposta ao incentivo da União Europeia para a criação de planos nacionais que expandam este setor, o Grupo - que reúne já 82 membros de diversos escopos - desenvolveu uma proposta concreta para Portugal e manifesta total disponibilidade para trabalhar em conjunto com o Governo.

Sobre a ProVeg Portugal
A ProVeg Portugal é uma organização sem fins lucrativos que faz parte da ProVeg Internacional, presente em 14 países. O seu objetivo é promover um sistema alimentar mais sustentável, saudável e resiliente, destacando a importância de uma alimentação rica em vegetais deliciosa e acessível a todos.

*Inês Teixeira 
 **Maria Cunha e Silva