segunda-feira, 2 de novembro de 2026

ULS Coimbra promoveu congresso “Proximidade que Cuida” em Cantanhede. Helena Teodósio diz ser crucial profissionalização das respostas de proximidade

 
O Centro Social e Paroquial de S. Pedro foi palco nos dias 29 e 30 de outubro do congresso “Proximidade que Cuida”, um encontro organizado pela Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra dedicado à reflexão, partilha de conhecimento e valorização de práticas de saúde centradas na pessoa, na família e na comunidade.
A iniciativa integrou cursos de capacitação clínica especializada, bem como sessões dedicadas à transição segura de cuidados, cuidados paliativos, proximidade e integração de cuidados e tratamento de feridas.
Ao intervir na sessão de abertura, a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, começou por referir que “a proximidade é uma questão de conforto para quem precisa de assistência, mas é também uma questão de segurança clínica”, no sentido em que estar perto dos cuidados aumenta significativamente as probabilidades de deteção de situações indiciadoras de enfermidades.
A autarca destacou, então, a importância da profissionalização das respostas de proximidade, com equipas de domicílio, apoio domiciliário articulado com os cuidados de saúde, unidades de retaguarda ao internamento e soluções tendentes a evitar que a dependência conduza imediatamente à institucionalização. “É preciso prevenir a dependência antes que ela se instale, porque cada ano de autonomia ganho é um ano de pressão retirada ao sistema e um ano de vida vivida em condições decentes por quem a vive”, observou.
A autarca lembrou, por outro lado, que se o apoio familiar vai diminuir ainda mais – dados do Pordata apontam que quem tem hoje cerca de 40 anos, e não tem irmãos, poderá contar em média com o amparo de uma única pessoa quando chegar aos 75 anos -, “o custo dos cuidados transfere-se para as instituições, para as autarquias, para o erário público e, sobretudo, para as pessoas que necessitam de cuidados, neste caso em forma de lista de espera, de isolamento e de sofrimento não assistido”. Daí a necessidade de “antecipar a agudização dos problemas, com rede, com formação e com respostas que cheguem a casa de quem precisa”. “É isso que faz a diferença entre um território que envelhece e um território que abandona”, enfatizou.
A terminar, Helena Teodósio reforçou que “cuidar é uma função de altíssima exigência técnica e emocional que tem de ser devidamente compensada”, deixando uma palavra de reconhecimento a todos quantos trabalham nesta área, seja nos serviços de saúde, seja nos serviços de apoio das IPSS ou outras entidades.
Ao longo de dois dias, o congresso “Proximidade que Cuida” contou com cursos, mesas redondas e apresentações de diversos profissionais de saúde. Transição segura de cuidados, cuidados paliativos e proximidade que cuida foram alguns dos temas em discussão.


Maratona Fotográfica de Famalicão distingue os melhores olhares e prepara celebração dos 15 anos


Carlos André Ferreira, de Barcelos, conquistou o primeiro lugar da 14.ª edição da Maratona Fotográfica de Vila Nova de Famalicão, arrecadando um prémio de 500 euros.

A cerimónia de entrega de prémios, que decorreu no dia 31 de outubro na Casa do Território, ficou também marcada pela apresentação das atividades da Associação Caixa de Imagens para 2027, ano em que a iniciativa celebra 15 anos de história.
Há imagens que captam momentos. Outras contam histórias, revelam pormenores e mostram-nos lugares que julgávamos conhecer através de uma perspetiva completamente diferente. Foi precisamente esse o espírito que voltou a reunir os participantes da Maratona Fotográfica de Vila Nova de Famalicão, cuja 14.ª edição terminou com a cerimónia de entrega de prémios e a distinção dos melhores trabalhos.
Realizada no passado dia 26 de setembro, a Maratona Fotográfica juntou cerca de 50 participantes, muitos dos quais se conheceram pela primeira vez durante esta experiência, unidos por uma paixão comum: a fotografia. Ao longo de um dia de convívio, descoberta e criatividade, os participantes percorreram a cidade, responderam aos desafios fotográficos propostos e transformaram os seus olhares em imagens que perpetuam diferentes perspetivas de Famalicão.
Organizada pela Associação Caixa de Imagens, a Maratona Fotográfica conta já com 14 edições e prepara-se agora para assinalar um marco especial na sua história.
A avaliação dos trabalhos culminou na distinção dos participantes que mais se destacaram nesta edição. Carlos André Ferreira, de Barcelos, conquistou o primeiro lugar, recebendo um prémio de 500 euros. André Sá, de Esposende, alcançou o segundo lugar, com um prémio de 300 euros, enquanto Alcino Costa, de Vila Nova de Famalicão, ficou em terceiro lugar, arrecadando 200 euros.
Para além da classificação geral, foram também destacados trabalhos em diferentes categorias temáticas, reconhecendo a criatividade, a capacidade de observação e a interpretação dos desafios propostos pela organização com a distinção de 8 menções honrosas.
A seleção dos trabalhos distinguidos esteve a cargo de um júri presidido pelo Dr. Carlos Alberto Cardoso, que avaliou as imagens apresentadas pelos participantes, numa tarefa que procurou valorizar a qualidade fotográfica e a originalidade dos diferentes olhares sobre a cidade.
A cerimónia contou com a presença de Susana Ferreira, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, que destacou o valor cultural e documental dos trabalhos apresentados.
«Estes trabalhos fazem-nos olhar para a cidade de uma outra maneira. O facto de a organização ter aproveitado a Feira de São Miguel para a incluir no roteiro fotográfico deixa-me, enquanto vereadora da Cultura, muito satisfeita. E este é um trabalho que fica para a posteridade: são registos da nossa história», sublinhou.
As palavras da autarca reforçam uma das dimensões mais importantes da Maratona: a capacidade de valorizar o património, as tradições e a identidade local através da fotografia. Para além da componente competitiva, as imagens produzidas constituem testemunhos visuais do território e da sua vivência, contribuindo para preservar memórias e construir novas narrativas sobre Famalicão.

2027: um ano histórico para a Associação Caixa de Imagens

Depois de 14 edições, a Maratona Fotográfica prepara-se para entrar num novo capítulo. Em 2027, a Associação Caixa de Imagens assinala 15 anos de compromisso com a fotografia, uma data que a organização pretende celebrar com novidades e novas oportunidades de participação.
Durante a cerimónia, Luís Lopes, membro desta associação, apresentou o plano de atividades previsto para o próximo ano, que contempla a realização de workshops dedicados a diferentes temáticas da fotografia, bem como caminhadas fotográficas.
Estas iniciativas pretendem alargar a atividade da associação para além da Maratona, criando mais oportunidades de aprendizagem, partilha de conhecimentos e contacto com a fotografia. A intenção é continuar a aproximar pessoas com diferentes níveis de experiência, estimular a criatividade e fortalecer a comunidade de apaixonados por esta arte.
A celebração dos 15 anos representa, assim, não apenas um marco na história da associação, mas também uma oportunidade para renovar projetos, explorar novas abordagens e reforçar a presença da fotografia na vida cultural da região.
A concretização da Maratona Fotográfica de Famalicão depende também do envolvimento de entidades que reconhecem a importância da cultura e da valorização artística do território.
Este evento conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da Caixa de Crédito Agrícola. Nesta edição, juntaram-se ainda a SIM Chocolates, a Opticenter: a Metralha e as edições Centro Atlântico, reforçando a rede de parceiros que contribui para a continuidade e o crescimento da iniciativa.
A Associação Caixa de Imagens agradece o contributo de todos os parceiros, participantes e colaboradores que tornam possível a realização deste evento e ajudam a manter viva uma iniciativa cultural que, ano após ano, continua a conquistar novos olhares.

*Manuel Lima

domingo, 1 de novembro de 2026

Opinião - As gafarias que escondiam os doentes da sociedade em Portugal


Durante séculos, existiram em Portugal instituições que poucos portugueses conhecem e cuja história permanece praticamente esquecida. Chamavam-se gafarias e eram espaços destinados a acolher pessoas atingidas pela lepra, uma doença que provocava medo, rejeição e afastamento social. Localizadas frequentemente fora das muralhas das cidades e das povoações, estas instituições constituíram uma das primeiras formas organizadas de assistência aos doentes e marginalizados na sociedade portuguesa.

Muito antes de existirem hospitais modernos, sistemas públicos de saúde ou instituições de solidariedade social como hoje as conhecemos, já havia comunidades que procuravam encontrar respostas para aqueles que, devido à doença, eram afastados da vida quotidiana. As gafarias são um testemunho particularmente interessante dessa realidade e permitem compreender como a assistência, a religião e a organização social se cruzavam na Idade Média.

A palavra gafaria deriva de gafo, uma designação antiga atribuída às pessoas que sofriam de lepra, actualmente conhecida como doença de Hansen. Esta enfermidade, que pode provocar lesões na pele, perda de sensibilidade e danos neurológicos, era profundamente temida numa época em que o conhecimento médico era limitado e as suas formas de transmissão eram mal compreendidas.
Os doentes eram frequentemente afastados das comunidades, sendo obrigados a viver em espaços próprios, muitas vezes situados nos arredores das localidades. Contudo, seria errado olhar para as gafarias apenas como lugares de exclusão. Eram também instituições de assistência, com património, rendimentos, regras administrativas e responsabilidades na alimentação e no alojamento dos seus habitantes. Algumas possuíam terrenos agrícolas, casas, vinhas e outras propriedades que garantiam parte do seu sustento.

Um dos exemplos mais antigos e documentados encontra-se em Coimbra. Em 1210, D. Sancho I deixou no seu testamento uma verba de 10 000 morabitinos destinada à construção de uma gafaria na cidade, conhecida como Hospital de São Lázaro. Mais tarde, em 1329, D. Afonso IV concedeu-lhe um regimento que estabelecia regras de funcionamento e condições de vida dos seus habitantes. Este documento permite aos historiadores conhecer aspectos muito concretos da alimentação, da administração e da organização quotidiana de uma destas instituições medievais.

Mas a história das gafarias portuguesas não pode ser separada de uma figura fundamental da assistência em Portugal: a rainha D. Leonor.

Viúva de D. João II, D. Leonor esteve na origem da fundação da primeira Misericórdia portuguesa, em Lisboa, em 1498, com o apoio de D. Manuel I. A partir desse momento, as Misericórdias começaram a expandir-se pelo território nacional, assumindo progressivamente um papel central na organização da assistência aos pobres, doentes, órfãos e outros grupos vulneráveis.

Foi precisamente na sequência deste movimento, impulsionado por D. Leonor, que muitas Misericórdias assumiram a administração de antigas gafarias e hospitais de leprosos. Instituições que durante séculos tinham funcionado de forma autónoma passaram, em diferentes localidades, para a responsabilidade destas confrarias, que receberam os seus bens, rendimentos e encargos assistenciais. Este processo não aconteceu de forma simultânea em todo o reino, mas representou uma transformação importante na história da assistência portuguesa.

Um exemplo elucidativo encontra-se em Barcelos. Em 1520, D. Manuel I determinou a entrega dos bens e rendimentos da antiga gafaria e hospital à Misericórdia local, que passou a assumir a sua administração e as obrigações de assistência anteriormente existentes. É um episódio que demonstra como as Misericórdias não começaram simplesmente a construir uma rede de assistência do nada. Em muitos casos, deram continuidade a estruturas medievais que já existiam havia séculos.

E onde podemos encontrar vestígios destas instituições?

Em Lisboa existiu a Gafaria de São Lázaro, associada à zona da antiga Colina de Santana. Em Coimbra, a memória do Hospital de São Lázaro permanece ligada à antiga geografia da cidade e à designação Azinhaga dos Lázaros. Em Santarém existia uma gafaria documentada desde o século XIII, enquanto Beja e Almada também tiveram instituições destinadas aos doentes com lepra.

No Norte, Barcelos, Braga e Guimarães conservam referências documentais a estruturas de assistência relacionadas com os gafos. Estes exemplos demonstram que as gafarias não eram uma realidade exclusiva das grandes cidades. Faziam parte de uma rede assistencial espalhada por diferentes regiões do território português.

Um dos testemunhos arqueológicos mais interessantes encontra-se em Lagos, no Algarve. No chamado Vale da Gafaria, escavações arqueológicas permitiram identificar vestígios de uma antiga leprosaria e de uma necrópole associada, com enterramentos que remontam aos séculos XV a XVII. É um exemplo particularmente importante porque permite observar, através da arqueologia, uma realidade que durante muito tempo apenas conhecíamos através dos documentos escritos.

O desaparecimento progressivo das gafarias esteve relacionado com a evolução dos conhecimentos médicos, as alterações das condições sanitárias e a reorganização das instituições hospitalares. A lepra continuou, contudo, a existir em Portugal durante muitos séculos. Uma nova etapa da assistência especializada surgiu em 1947, com a inauguração do Hospital-Colónia Rovisco Pais, na Tocha, concelho de Cantanhede, concebido para acolher e tratar pessoas afectadas pela doença.

A história das gafarias merece ser recuperada porque nos revela algo que frequentemente esquecemos quando falamos da origem da assistência social portuguesa. Antes das Misericórdias, já existiam hospitais, albergarias e instituições que procuravam responder às necessidades dos mais vulneráveis. A grande transformação iniciada com D. Leonor permitiu reorganizar e integrar muitas dessas estruturas numa rede de solidariedade que viria a marcar profundamente a história nacional.

Há, porém, uma dimensão que ultrapassa a própria História da Medicina. As gafarias mostram-nos como uma sociedade lidava com aqueles que considerava diferentes, perigosos ou indesejáveis. Os doentes eram afastados, mas não eram completamente abandonados. Existia uma preocupação com a sua sobrevivência, ainda que marcada pelos preconceitos e pelas limitações de uma época muito diferente da nossa.

Hoje, quando passamos por determinadas ruas, hospitais antigos ou lugares com nomes como São Lázaro, raramente imaginamos que ali poderá ter existido uma instituição medieval destinada aos leprosos. A própria paisagem urbana conserva, por vezes, vestígios de uma história que já quase ninguém sabe interpretar.

As gafarias são, por isso, muito mais do que uma curiosidade medieval. São uma parte esquecida da história da saúde, da solidariedade e das instituições portuguesas. São também um testemunho de como a tradição assistencial que ajudou a formar as Misericórdias nasceu muito antes de estas adquirirem a importância que hoje lhes reconhecemos.

Porque, na História de Portugal, há instituições que desapareceram, mas cuja memória continua escondida nas ruas, nos edifícios e nos arquivos. O trabalho do historiador é precisamente voltar a descobri-las.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

sábado, 31 de outubro de 2026

BOLETIM INFOADASCA Nº. 75 NOVEMBRO 2026


Damos a conhecer mais uma edição do nosso Boletim InfoADASCA, nº. 75 para o mês de Novembro, desta vez com destaque para a fotorreportagem sobre a dádiva de sangue que decorreu em Cacia.
Com a falta de colaboração/inserção de artigos diversos, vamos com algumas dificuldades mantendo este projecto editorial, único do género no nosso País, recorrendo à selecção de outros conteúdos.

O editorial desta edição é relativo ao 20º. Aniversário da ADASCA, recordando quem nos ajudou neste campo e, que já não se encontram entre nós. Aos que já partiram, pouco mais temos apresentar do que isto: Paz à sua alma, que Deus os tenha em bom lugar, fica a eterna saudade.

Quanto aos que ainda permanecem entre nós, Deus os conserve por muitos e bons anos, na certeza de que não esquecemos a colaboração prestada a esta associação. Toda a ajuda é altamente preciosa.




Turismo Centro de Portugal conquista dupla vitória no Festival de Cinema de Turismo ART&TUR


Filmes “Em Verde Vivo” e “Aqui Nunca é Demais” conquistaram os primeiros prémios na categoria “Destinos Turísticos – Regiões”, respetivamente nas competições internacional e nacional. Muitos outros filmes de destinos e entidades da região foram também distinguidos na 19.ª edição do festival, em Ovar.
A Turismo Centro de Portugal (TCP) conquistou dois prémios na 19.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Turismo ART&TUR, que terminou ontem em Ovar. Na cerimónia de entrega de prémios, que decorreu no Centro de Arte de Ovar, foram anunciados os filmes vencedores das várias competições a concurso, distinguidos pelo júri internacional do Festival – um dos mais conceituados a nível mundial na área do audiovisual para turismo.
Na categoria de Destinos Turísticos – Regiões, o filme “Em Verde Vivo”, da autoria da Lobby Films and Advertising, ganhou o primeiro prémio na Competição Internacional. Já “Aqui Nunca é Demais”, desenvolvido pela agência Razão, com produção da Lightbox Film & Advertising, alcançou o primeiro lugar na Competição Nacional.
Os dois prémios foram recebidos em palco por Sílvia Ribau, diretora do Departamento de Estratégia e Operação, e Cátia Aldeagas, diretora do Núcleo de Comunicação, Imagem e Relações Públicas da TCP.
Desenvolvido na sequência dos incêndios que afetaram a região em 2025, “Em Verde Vivo” transmite uma mensagem de esperança e reconstrução, com uma abordagem sensível e humana e o mote “Porque o verde resiste”. Por sua vez, “Aqui Nunca é Demais” reforça o posicionamento do Centro de Portugal como um destino diverso, autêntico e surpreendente, convidando à descoberta das suas experiências e paisagens.
Os filmes podem ser visualizados nos seguintes links:

A vitória na categoria Destinos Turísticos - Regiões, nas duas competições, dá particular protagonismo à promoção do Centro de Portugal, numa edição que recebeu a concurso 247 filmes de 45 países, oriundos de todos os continentes.
Para Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal, “estes prémios reconhecem a qualidade do trabalho das equipas que dão forma à nossa comunicação e ajudam a levar o Centro de Portugal a novos públicos. Queremos que os nossos filmes despertem curiosidade e que essa curiosidade se transforme numa visita. É também uma satisfação ver tantos destinos e entidades desta região distinguidos neste festival. São diferentes vozes a mostrar a riqueza do Centro de Portugal e a contribuir para a sua notoriedade”.

Destinos e entidades do Centro de Portugal também distinguidos

Além dos prémios atribuídos à Turismo Centro de Portugal, vários filmes ligados à região conquistaram também distinções. “Caldas da Rainha, um brinde ao Verão” recebeu o prémio de Melhor Filme da Competição Nacional e venceu ainda a categoria de Destinos Turísticos – Cidades.

A Região de Aveiro conquistou os dois primeiros lugares em Artes e Criatividade da Competição Nacional, com “The Moliceiro Boat — Some say you’re born one of us”, em primeiro, e “Aveiro Region, united by the power of water”, em segundo. Na categoria de Desporto e Lazer, “Anadia, Land of Passions” alcançou o primeiro prémio e “Gaios Trail – A Journey Through History”, de Tábua, recebeu o segundo prémio.

Também na Competição Nacional, “The Bay of Dreams”, de Alcobaça, venceu a categoria de Inovação em Turismo e “Maços e Martelos”, que representa o património cultural da região, ganhou a categoria Cultura e Património. “Pateira – The Enchanted Lagoon”, sobre a Pateira de Fermentelos, recebeu o segundo prémio em Serviços Turísticos, enquanto “12th International Conference Global Geoparks Network”, do Oeste Geopark, conquistou o segundo prémio em Sustentabilidade em Turismo.

Na Competição Internacional, “ADSAICA - Wild orchid”, da ADSAICA – Associação de Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros, foi distinguido com o segundo prémio em Cultura e Património.

O prémio de Melhor Filme da Competição Internacional foi atribuído a “The Big Trend, by Ofelia de Souza”, filme promocional da Turismo do Porto e Norte de Portugal, protagonizado pela personagem Ofélia de Souza. Esta produção venceu ainda a categoria internacional de Produtos Turísticos e recebeu os prémios de Melhor Filme Promocional nas competições nacional e internacional.

Ovar inspira os vencedores das competições paralelas

O território anfitrião esteve no centro das três competições paralelas do festival. Na iniciativa ART&FACTORY, que desafia equipas internacionais a realizar filmes no destino que acolhe o evento, venceu “Na Maré Seguinte”, um documentário da equipa brasileira sobre a Arte Xávega.

O prémio ART&STORYTELLING foi atribuído a “Underdone”, um filme promocional da equipa chinesa da Universidade de Weng Zou sobre o pão de ló de Ovar. Na competição BLOGGING, a distinção foi para “Um dia Perfeito em Ovar”, de Filipa Chatillon, do blogue Contos Alfacinhas.

Durante quatro dias, o ART&TUR apresentou 51 filmes finalistas, de 25 países, num programa que combinou exibições, debates e experiências culturais. O festival voltou a reunir realizadores, produtores e profissionais do turismo, proporcionando a partilha de diferentes abordagens à comunicação dos destinos.

Com esta edição, Ovar juntou-se aos municípios do Centro de Portugal que têm acolhido o festival. As nove edições mais recentes decorreram em Leiria, Torres Vedras, Viseu, Aveiro, Ourém, Caldas da Rainha, Lousã, Fundão e Ovar.

O ART&TUR integra a rede mundial do CIFFT – Comité Internacional dos Festivais de Filmes de Turismo, que distingue anualmente os melhores filmes de turismo no circuito internacional de festivais.

LISTA DE VENCEDORES DO FESTIVAL ART&TUR OVAR 2026

COMPETIÇÃO NACIONAL
Melhor Filme da Competição Nacional
“Caldas da Rainha, um brinde ao Verão.”
Ambiente e Ecologia
1.º Prémio: “Naturalmente Pico”
2.º Prémio: “Entre moinhos e natureza selvagem”
Artes e Criatividade
1.º Prémio: “The Moliceiro Boat — Some say you’re born one of us”
2.º Prémio: “Aveiro Region, united by the power of water”
Aventuras e Expedições
1.º Prémio: “Vasco da Gama - The Infinite Sea”
2.º Prémio: “Abiding Madeira”
Cultura e Património
1.º Prémio: “Maços e Martelos”
2.º Prémio (ex aequo): “A Good Son Returns Home” / “Algarve, between grapes and tides”
Desporto e Lazer
1.º Prémio: “Anadia, Land of Passions”
2.º Prémio (ex aequo): “Gaios Trail – A Journey Through History” / “São Mamede de Ribatua Walkways”
Destinos Turísticos – Cidades
1.º Prémio: “Caldas da Rainha, um brinde ao Verão.”
2.º Prémio: “Viana do Castelo – Cultural Capital of the Atlantic Axis”
Destinos Turísticos – Regiões
1.º Prémio: “Aqui Nunca é Demais” – Turismo Centro de Portugal
2.º Prémio: “Alentejo, Alma à mesa”
Inovação em Turismo
1.º Prémio: “The Bay of Dreams”
2.º Prémio: “Cascais - Time is on your side | Visit Cascais”
Produtos Turísticos
1.º Prémio: “The legacy in every gesture - Romaria d'Agonia”
2.º Prémio: “Tivoli - Timeless Love Story”
Serviços Turísticos
1.º Prémio: “Portugal at the Table”
2.º Prémio: “Pateira – The Enchanted Lagoon”
Sustentabilidade em Turismo
1.º Prémio: “Sustainable Destination”
2.º Prémio (ex aequo): “12th International Conference Global Geoparks Network” / “Unboxing Harsh Realities”
Melhor Etnografia
“Ra-Ro: Made of Time”
Melhor Animação
“Vasco da Gama - The Infinite Sea”
Séries de Turismo
1.º Prémio: “Literary Tourism Routes”
2.º Prémio: “Antropologistas”
Melhor Filme Promocional
“The Big Trend, by Ofelia de Souza”

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
Melhor Filme da Competição Internacional
“The Big Trend, by Ofelia de Souza”
Aventuras e Expedições
1.º Prémio: “Liara”
2.º Prémio: “Alone Across Gola”
Artes e Criatividade
1.º Prémio (ex aequo): “Africa Unseen” / “Dunedin - Auditioning Now”
2.º Prémio: “Inspira Portugal”
Cultura e Património
1.º Prémio: “Temporary Nomad”
2.º Prémio (ex aequo): “ADSAICA - Wild orchid” / “Connecting Oceans”
Destinos Turísticos – Cidades
1.º Prémio: “Echoes of the Legend. Elbląg”
2.º Prémio: “Jajce - The place we all came from”
Destinos Turísticos – Países
1.º Prémio: “Beautiful Autumn”
2.º Prémio (ex aequo): “The country of beauty” / “So Turkish, Go Turkish”
Destinos Turísticos – Regiões
1.º Prémio: “Em Verde Vivo” – Turismo Centro de Portugal
2.º Prémio: “Swiss Sounds by Thylacine”
Ambiente e Ecologia
1.º Prémio (ex aequo): “A connection that ignites - where does your story begin?” / “Africa Unseen”
2.º Prémio: “Cast Off”
Inovação em Turismo
1.º Prémio (ex aequo): “Foxes' Farms” / “Paradero Homes | Belonging”
2.º Prémio: “Breathe Island・Guishan Island”
Música e Dança
1.º Prémio (ex aequo): “Dance nhow, change now!” / “Plaza Nueva at ten”
2.º Prémio: “Croatian Rhapsody”
Desporto e Lazer
1.º Prémio: “Dancing With Nature”
2.º Prémio: “YKSI”
Produtos Turísticos
1.º Prémio: “The Big Trend, by Ofelia de Souza”
2.º Prémio (ex aequo): “Rías Baixas: your goal, your destination” / “Catalonia, The best gastronomy in the world”
Serviços Turísticos
1.º Prémio: “The Island”
2.º Prémio: “Bees and Friends: Hotels for truly every need”
Sustentabilidade em Turismo
1.º Prémio (ex aequo): “100 Years of Kruger National Park with Dirk Steffens” / “Soulscape of Japan – Journey by Monogatari Trains”
2.º Prémio: “Gageriv”
Melhor Etnografia
“Echoes from the Land of the Dragon”
Melhor Impacto Emocional
“Above & Below - The Four Kings”
Melhor Série Documental
“On The Tracks Of The World”
Melhor Série de Documentários Curtos
“A 1% Slower Journey”
Melhor Filme Promocional
“The Big Trend, by Ofelia de Souza”
Melhor Série Promocional
“Welcome to Feel good towns of Slovenia”
Prémio da Direção -- Director’s Choice
“Portugal Means Business”

COMPETIÇÕES PARALELAS
ART&FACTORY
“Na Maré Seguinte” – equipa brasileira
ART&STORYTELLING
“Underdone” – equipa chinesa da Universidade de Weng Zou
Blogging
“Um dia Perfeito em Ovar” – Filipa Chatillon, blogue Contos Alfacinhas

Sobre a Turismo Centro de Portugal:
A Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

*Cátia Aldeagas
Diretora do Núcleo de Comunicação, Imagem e Relações Públicas
Turismo Centro de Portugal

**Luís Miguel Nunes
Consultor de comunicação


Caminhos do Cinema Português e Universidade Aberta promovem formação certificada para professores


No âmbito da 32.ª edição do Festival Caminhos do Cinema Português, a Delegação de Coimbra da Universidade Aberta acolhe, no sábado, 𝟐𝟏 𝐝𝐞 𝐧𝐨𝐯𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟔, a ação de formação certificada “Cinema, Educação e Ecologias Digitais”. A iniciativa decorre entre as 𝟏𝟎𝐡𝟎𝟎 𝐞 𝐚𝐬 𝟏𝟑𝐡𝟎𝟎 e destina-se a docentes que pretendam integrar o cinema como ferramenta pedagógica no ensino contemporâneo.
Sob a orientação dos professores Doutores António Moreira e Sara Dias Trindade, a formação de três horas explora o cinema enquanto dispositivo de aprendizagem em contextos físicos, digitais e híbridos. Partindo da análise de diferentes obras cinematográficas, os participantes irão conhecer estratégias de utilização pedagógica de plataformas de anotação colaborativa de vídeo, promovendo a reflexão crítica, a interação entre pares e a construção coletiva do conhecimento em contextos de inovação pedagógica.

Com acreditação em curso junto do Centro de Formação de Associação de Escolas (CFAE) Nova Ágora, a ação de formação requer inscrição prévia.

As candidaturas já se encontram abertas aos professores interessados em cruzar a sétima arte com as novas dinâmicas da educação digital.

𝐀𝐬 𝐢𝐧𝐬𝐜𝐫𝐢çõ𝐞𝐬 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐦 𝐬𝐞𝐫 𝐟𝐞𝐢𝐭𝐚𝐬 𝐚𝐪𝐮𝐢: https://www.caminhos.info/formacao-professores-cinema-educacao-ecologias-digitais/

Câmara de Águeda conquista 2.º lugar no ART&TUR com documentário sobre a Pateira

A Câmara Municipal de Águeda conquistou o 2.º lugar na categoria de Serviços Turísticos da 19.ª edição do ART&TUR – Festival Internacional de Cinema de Turismo, com o filme “Pateira: The Enchanted Lagoon”, dedicado à Pateira de Fermentelos.
A distinção foi atribuída no âmbito do festival, que decorreu desde terça-feira e terminou ontem, na Escola de Artes e Ofícios de Ovar, e que tem como missão dar a conhecer ao mundo as melhores produções audiovisuais de turismo, realizadas em Portugal e a nível internacional.
Para Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda, esta distinção representa “um reconhecimento do valor da Pateira de Fermentelos e da importância de continuar a promover este património natural, dando-o a conhecer a novos públicos e projetando Águeda enquanto destino turístico de excelência”.
O autarca salienta ainda que “a Pateira é um dos maiores tesouros de Águeda e o documentário evidencia não apenas a beleza da paisagem e da lagoa, mas também aquilo que a torna única. A Pateira é um património que queremos valorizar, preservar e partilhar com quem nos visita”, declarou.
O documentário dá a conhecer a riqueza natural e cultural da Pateira, promovendo a sua biodiversidade, a valorização da natureza e a importância deste património enquanto um dos grandes ex-líbris do concelho e a maior lagoa natural da Península Ibérica.
Através de imagens que revelam a singularidade deste ecossistema, o documentário destaca a diversidade de espécies, as paisagens e a ligação deste território à comunidade e à sua identidade cultural. A produção contou com a colaboração de fotógrafos locais, entre os quais Armindo Ferreira, que contribuíram para captar diferentes perspetivas e momentos da riqueza deste espaço natural.
Produzido pela Que Cena, por iniciativa do Município de Águeda, o filme conta com a locução de Eduardo Rego, uma das vozes mais reconhecidas e icónicas de Portugal, particularmente associada à narração de documentários sobre vida selvagem e natureza.
A 19.ª edição do ART&TUR, organizado pela Centro de Portugal Film Commission, em parceria com a Turismo Centro de Portugal e o Município de Ovar, reuniu profissionais das áreas do cinema, audiovisual e turismo, promovendo a partilha de experiências e a reflexão sobre o papel das produções audiovisuais na valorização e promoção dos destinos turísticos.
Nesta edição foram exibidos 51 filmes, selecionados entre 247 candidaturas provenientes de 45 países, reforçando a dimensão internacional do festival e a sua relevância na divulgação de produções dedicadas ao turismo. E que distinguiu um documentário sobre a Pateira de Fermentelos.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem