segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Castelo de Paiva | SEMINÁRIO EVOCATIVO SOBRE OS 25 ANOS DA TRAGÉDIA DA PONTE HINTZE RIBEIRO


Realizou-se na passada Sexta-Feira, nas instalações do CICL - Centro de Interpretação da Cultura Local de Castelo de Paiva, o seminário "Entre-os-Rios: Memória, Jornalismo e Responsabilidade", integrado nas cerimónias evocativas do 25.º aniversário da queda da Ponte Hintze Ribeiro. 
Na cerimónia de abertura, o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Cardoso, enalteceu o interesse da iniciativa, no âmbito de um conjunto de celebrações que marcam a efeméride da maior tragédia rodoviária em Portugal, e que em Março de 2001 enlutou o país, nomeadamente o concelho de Castelo de Paiva. 
O edil agradeceu o trabalho desenvolvido pela AFVTER – Associação dos Familiares das Vítimas da Tragédia de Entre-os-Rios, bem como a presença dos vários oradores convidados, destacando que, aprender com a história é fundamental para a melhoria contínua das nossas políticas locais e nacionais. 
O evento, que teve uma boa adesão de participantes, proporcionou uma análise multidisciplinar sobre a gestão de crises, a ética jornalística e a responsabilidade das instituições e contou com o conhecimento de oradores de referência nas áreas da medicina legal, protecção civil e sector empresarial, que partilharam lições fundamentais para a governação e segurança pública contemporânea.
O moderador do seminário foi Paulo Teixeira, presidente da CM de Castelo de Paiva, à data da tragédia do colapso da ponte, que vitimou 59 pessoas, e contou com a participação de Maria José Pinto da Costa (Médica Legista), Carlos Zorrinho (Pres. Câmara Municipal de Évora), os jornalistas António Vieira (CNN) e Bernardo Ferrão (SIC), Comandante Paulo Vicente (Capitania Porto/Lisboa), Artur Teixeira (Protecção Civil) e ainda o empresário turístico Mário Ferreira (Douro Azul), ficando a sessão de encerramento a cargo do presidente da Assembleia Municipal, Victor Moreira.


*Carlos Oliveira
Gabinete de Imprensa e Relações Públicas
Assessor de Imprensa



SILVES RECEBE FESTIVAL DE MÚSICA AL-MUTAMID, NO DIA 13 DE MARÇO

A 26.ª edição do Festival de Musica Al-Mutamid está de regresso ao Teatro Mascarenhas Gregório, em Silves, no dia 13 de março, com o concerto do grupo Milo Ke Mandarini.
Promovido pelo Município de Silves, o concerto inserido no festival Al-Mutamid, com início marcado para as 21h30, reúne em palco uma combinação sonora com os estilos musicais originários de três culturas do Mediterrâneo - árabe-andalusí, judaica-sefardita e medieval cristã - que irá transportar o público para uma viagem melodiosa e artística pela riqueza multicultural do Mediterrâneo, da Península Ibérica e das três culturas monoteístas do Mediterrâneo.
Os ingressos, com o custo associado de 10 euros, estão à venda, e podem ser adquiridos na bilheteira online BOL, em https://cmsilves.bol.pt , ou nos pontos de venda habituais.
De salientar que este festival itinerante é uma homenagem ao rei poeta Al-Mutamid (nomeado governador de Silves com apenas 12 anos e figura incontornável dos mais belos tempos do Al-Andalus) e um evento pioneiro, de caraterísticas únicas, quer em Portugal quer na Península Ibérica, na divulgação das músicas e danças de raiz provenientes do Médio Oriente, Magrebe e Mediterrâneo Oriental.

O Município de Silves espera por todos nesta bonita viagem musical!

MERCADO LABORAL É O MAIOR CONDICIONANTE DA COMPETITIVIDADE DAS EMPRESAS


· » 25% das empresas identificam o Mercado Laboral como o principal fator condicionante da sua competitividade. Sistema fiscal (18%) e conjuntura internacional (17%) encerram o pódio das preocupações.

· » Mais de 60% das empresas indicam o nível de procura externa como o que mais condiciona as suas exportações.

· » 35% do investimento realizado em 2025 teve como finalidade equipamento produtivo. Digitalização absorveu 11% e a qualificação de RH 8%.

· » Mais de 65% das empresas mantiveram ou aumentaram os níveis de investimento face ao ano anterior.

As empresas nacionais que participaram no inquérito anual da AIP à Atividade Empresarial elegem como principal entrave à sua competitividade o Mercado Laboral. Entre os respondentes, 25% elegem a Legislação laboral e a mão de obra como o principal fator que as impede de competir da melhor forma. Entre outros fatores referenciados pelas empresas estão igualmente o sistema fiscal (18%) e a conjuntura internacional (17%). Além destes fatores, as empresas referem ainda a Carga Administrativa (13%), os Custos Energéticos (11%), mas também a digitalização (6%) e o Sistema Judicial (4%).
Também no que diz respeito às exportações (53% das empresas inquiridas desenvolvem atividade exportadora), as empresas sinalizam o nível de procura externa como o fator mais crítico para a exportação, sendo assinalado por 60% como principal constrangimento. De igual forma, o nível de concorrência, a existência de parcerias e a logística e transportes são referenciados como relevantes para a sua atividade para 52%, 34% e 22%, respetivamente.

Em 2025, mais de 65% das empresas afirmam ter mantido ou incrementado os seus níveis de investimento, com 7% a avançarem um aumento muito superior quando comparado com o ano anterior. Já 22% das empresas avançaram menores investimentos e 3% muito menor.

O equipamento produtivo foi o destino do investimento para 34% do total investido. A digitalização com 11% e a qualificação de recursos humanos com 8% são as áreas que fecham o pódio. A Investigação e Desenvolvimento continuou a não ser uma área prioritária, recolhendo apenas cerca de 8%. Aliás, 38% das empresas afirmam no mesmo inquérito que nunca investiram em I&D, 31% raramente o fazem, enquanto 28% investem frequentemente e 3% de forma permanente.

Questionadas sobre a avaliação da situação financeira atual, a maioria (41%) considera que é normal, ou boa (29%), enquanto 16% a classificam como má e apenas 3% como muito má. As empresas que dizem estar muito boa, representam 10% dos respondentes.

No conjunto das empresas inquiridas e sobre o recurso a crédito bancário 45% afirma recorrer de forma pontual a este tipo de financiamento, enquanto 26% o fazem de forma regular e 29% não recorrem aos bancos para obter os recursos que necessitam. A taxa a que se financiam as empresas que recorrem varia entre 30% abaixo de 2% e os 8% acima de 6%. Um terço das empresas dizem financiar-se a uma taxa entre os 2 e os 4% e 30% entre os 4 e os 6%.

O Inquérito à Atividade Empresarial em Portugal, realizado pela AIP desde 1995, desenvolveu-se no segundo semestre de 2025 e contou com 156 respostas validadas. A indústria é o setor mais representado na amostra com 43%, seguido pelos Serviços com 32% e do Comércio com 25%. 64% das empresas apresentam um volume de negócios inferior a 2 milhões de euros anuais, 17% entre 2 a 5 milhões, 5% entre 5 a 10 milhões, 12% entre 10 a 25 milhões e 2% acima de 50 milhões de euros. Por número de trabalhadores, 43% contam com menos de 10 empregados, 14% com 10 a 19, 22% com entre 20 e 49, 17% com um número entre 50 e 249 e 3% com mais de 250 trabalhadores. 40% das respostas pertencem à região Centro, 25% à Região de Lisboa e Vale do Tejo, 22% à Região Norte, 8% ao Alentejo, 4% ao Algarve, e 1% à Região dos Açores.

*Departamento de Comunicação

AIP reforça apoio às PME com dois projetos estratégicos para acelerar sustentabilidade e competitividade


A Associação Industrial Portuguesa (AIP) está a reforçar o seu compromisso com a sustentabilidade e a competitividade empresarial através do lançamento e dinamização de duas iniciativas estratégicas dirigidas às pequenas e médias empresas (PME): o EcoChain – Cadeias de Valor para a Descarbonização e o ALL ABOUT ESG.

Com uma atuação complementar, os dois projetos visam apoiar as empresas na adaptação às novas exigências ambientais e de mercado, promovendo a transição para modelos produtivos mais sustentáveis e a integração de práticas de gestão alinhadas com os princípios ESG – Environmental, Social and Governance.

EcoChain: descarbonização e eficiência nas cadeias de valor industriais

O projeto EcoChain, desenvolvido em copromoção com o Instituto Politécnico de Portalegre, tem como foco as PME dos setores agrícola, silvícola, indústrias alimentares, bebidas e fabricação de produtos químicos, abrangendo as regiões Norte, Centro e Alentejo. A iniciativa pretende acelerar a redução de emissões e a modernização dos processos produtivos em setores com elevada intensidade energética e carbónica.

A intervenção baseia-se numa abordagem integrada por cadeias de valor, promovendo cooperação intersetorial, valorização de resíduos e subprodutos e a adoção de soluções tecnológicas de baixo carbono, incluindo digestão anaeróbia, eficiência energética, eletrificação de processos e integração de energias renováveis, com forte orientação prática e suporte técnico especializado.

ALL ABOUT ESG: capacitação e governação responsável para PME da Região de Lisboa

Em paralelo, a AIP promove o projeto ALL ABOUT ESG, dirigido às PME da Região de Lisboa, com o objetivo de sensibilizar, capacitar e apoiar a incorporação estruturada de critérios ESG, num contexto marcado pela crescente exigência regulamentar e de mercado, incluindo a CSRD, a Taxonomia Europeia e novas políticas europeias de sustentabilidade.

Entre as principais ações previstas, destacam-se a criação do Barómetro ALL ABOUT ESG, programas de capacitação com webinars temáticos, iniciativas de comunicação ESG (revista digital, videocasts e manual de comunicação), bem como a realização da Conferência ALL ABOUT ESG. O projeto contempla ainda o reconhecimento público das PME com melhores práticas através da iniciativa Firstrow ESG.

*Departamento de Comunicação

Cantanhede | Conferência “Brincar, Criar e Cuidar: Arte & Natureza” no Museu da Pedra. Projeto Educ@rteNatureza evocou Maria Amélia de Magalhães Carneiro


O auditório do Museu da Pedra foi palco no passado sábado, 21 de fevereiro, da conferência “Brincar, Criar e Cuidar: Arte & Natureza”, uma iniciativa do projeto Educ@rteNatureza, através da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e Universidade Aberta, que conta com o apoio do Município de Cantanhede.
A conferência, que integrou a 4.ª edição do projeto cultural “Gente da Nossa Terra”, dedicada a Maria Amélia de Magalhães Carneiro, reuniu três dimensões essenciais para os tempos atuais: educação, arte e natureza. Tratou-se, no fundo, de uma oportunidade de reflexão académica, prática e pedagógica, bem como de partilha de experiências.

Presente na abertura da sessão, o vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede com o pelouro da Educação e da Cultura, Pedro Cardoso, destacou “a abordagem inovadora deste projeto Educ@rteNatureza e o trabalho consistente que vem desenvolvendo na promoção de um modelo educativo que valoriza a criatividade, a ligação ao território e a sustentabilidade”.

“O Município de Cantanhede continuará a apoiar iniciativas que promovam conhecimento, qualificação e inovação pedagógica, reforçando a ligação entre cultura, educação e território”, reforçou o autarca.
A sessão, moderada por Sónia Valente (Universidade Aberta), abordou temáticas como “O Ateliê da Natureza: onde o Brincar se Transforma em Arte e Desenvolvimento”, por Tânia Cartaxo (Projeto TerraEduca), “Entre Luzes e Bastidores: A Educação Artística para um Mundo Sustentável”, por Mónica Oliveira (Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti) e “Educ@rteNatureza: a Arte como meio para a Educação com/pela Natureza”, por Teresa Pessoa (Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra).

A escolha destes temas ganhou especial significado quando integrada na evocação de Maria Amélia de Magalhães Carneiro, artista profundamente ligada ao mundo rural, às paisagens gandaresas e às gentes do nosso território.

Maria Amélia encontrou na natureza não apenas cenário, mas matéria viva para a sua expressão artística. Pintou ao ar livre, valorizou os rostos, os trajes, os interiores, os campos e os caminhos — e fez da observação atenta do meio envolvente uma forma de criação e de educação.

Foi também pioneira no ensino artístico no concelho, transformando a sua casa-ateliê num espaço de aprendizagem e formação, deixando um legado pedagógico que continua a inspirar.

Novo cone de conífera com cerca de 133 milhões de anos descoberto no Cretácico Inferior de Portugal


Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) identificou uma nova espécie de conífera, com cerca de 133 milhões de anos, na flora de Vale Cortiço, na região de Torres Vedras.
Trata-se de um cone masculino muito bem preservado, composto por microsporófilos imbricados e dispostos helicoidalmente, no qual se observam grãos de pólen do género Classopollis. O achado enquadra-se no género Classostrobus (porque produzia pólenes do género Classopollis) e foi descrito como Classostrobus amealensis, derivando o restritivo específico do nome da pequena localidade de Ameal, onde foi encontrado.
«As floras do Cretácico português são ricas em coníferas da família Cheirolepidiaceae (atualmente extintas) de grande importância para a compreensão das condições paleoclimáticas e dos ecossistemas em que viveram», explica Mário Miguel Mendes, investigador do Centro de Investigação da Terra e do Espaço da Universidade de Coimbra (CITEUC) e professor da Universidade Fernando Pessoa (Porto).
Nesta família enquadram-se os frenelopsídeos pertencentes aos géneros Frenelopsis e Pseudofrenelopsis. Atendendo ao que tem sido observado no registo fóssil, estas plantas tinham uma notável capacidade de adaptação, habitando uma ampla gama de habitats, desde ambientes semiáridos a áridos e, em certos casos, regiões interiores com condições mais amenas.
«A presença destes frenelopsídeos, mas, sobretudo, dos seus pólenes característicos atribuíveis ao género Classopollis, é um indicador chave de climas quentes, semiáridos ou áridos. A flora de Vale Cortiço é rica em restos de frenelopsídeos pertencentes às espécies Frenelopsis teixeirae e Pseudofrenelopsis dinisii, sendo a primeira, particularmente, abundante nos níveis fossilíferos de onde provém o novo cone masculino agora descrito. Portanto, além dos restos vegetativos, foi encontrada, agora, uma estrutura reprodutiva masculina», revela o especialista.
Mário Miguel Mendes já tinha estudado, com detalhe, a associação esporo-polínica desta jazida fossilífera e identificou pólenes que suspeitava pertencerem à espécie Classopollis martinottii. No entanto, e porque apenas os observou em microscopia ótica, optou por classificá-los dentro do género Classopollis e como espécie indeterminada.
«Os pólenes observados in situ foram estudados minuciosamente, através da técnica de microscopia eletrónica de transmissão. Os resultados obtidos permitiram concluir tratar-se da espécie Classopollis martinotii, o que significa que o novo cone, Classotrobus amealensis, produzia pólenes da espécie Classopollis martinottii. Todavia, o novo cone não se encontrava anexado a nenhum ramo vegetativo – Frenelopsis teixeirae ou Pseudofrenelopsis dinisii», esclarece o paleobotânico.
No entanto, conclui, «a predominância de fragmentos de Frenelopsis teixeirae, no mesmo nível fossilífero, e a organização dos estomas observada nas cutículas de Classostrobus amealensis, sugere que a espécie Frenelopsis teixeirae dava origem a cones da espécie Classotrobus amealensis que, por sua vez, produziam pólenes atribuíveis a Classopollis martinottii».
Este trabalho foi realizado em parceria com investigadores do Paleontological Institute of the Russian Academy of Sciences (Rússia), do National Museum Prague (República Checa) e do Naturalis Biodiversity Center (Leiden, Holanda), tendo recebido financiamento do CITEUC e da Czech Grant Agency.

O estudo será publicado no volume de maio da revista internacional Cretaceous Research e pode ser consultado aqui.

Legenda Figura 1. Imagens obtidas a partir e microscopia eletrónica de varrimento. A. Cone masculino pertencente à espécie Classostrobus amealensis exibindo microsporófilos imbricados dispostos helicoidalmente. B. Grãos de pólen atribuíveis a Classopollis martinotii observados no cone masculino ilustrado em A.

**Sara Machado
Assessora de Imprensa
Universidade de Coimbra• Faculdade de Ciências e Tecnologia

Águeda | Nota de pesar pelo falecimento de Rogério Estrela

Câmara Municipal de Águeda manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Rogério Estrela, que exerceu funções como Presidente da Junta de Freguesia de Águeda entre 2005 e 2009.
Durante o seu mandato, Rogério Estrela dedicou-se com empenho e sentido de missão ao serviço da comunidade, contribuindo para o desenvolvimento da freguesia e para a melhoria da qualidade de vida dos seus cidadãos.
Foi igualmente antigo professor na Escola Secundária Marques de Castilho, onde deixou a sua marca junto de várias gerações de alunos, distinguindo-se pelo profissionalismo, dedicação e serviço à educação.
Neste momento de dor e consternação, a Câmara Municipal de Águeda endereça à família, amigos e a todos quantos com ele privaram as mais sentidas condolências, reconhecendo e agradecendo o seu contributo em prol da nossa comunidade.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem