segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Gastronomia e cartaz musical diversificado. FESTIVAL DA JUVENTUDE & FRANCESINHA ESTÁ DE REGRESSO AO CENTRO DE CASTELO DE PAIVA


É já no próximo fim de semana, dias 21 e 22 de Agosto, que o Festival da Juventude & Francesinha regressa ao espaço do Largo do Conde, depois de um interregno registado nos últimos anos, para apresentar um novo formato com dois dias de música, animação, gastronomia e grande convívio na zona central de Castelo de Paiva.
A festa das francesinhas volta assim ao Largo do Conde, agora integrada num formato diferente de Festival e no contexto de uma grande celebração dedicada à juventude, que vai juntar gastronomia e música num fim de semana especialmente fantástico, sendo que, esta iniciativa municipal promete transformar o “ coração “da vila num ponto de encontro com muita música, animação, gastronomia e convívio, assinalando uma aposta renovada em iniciativas direccionadas para o público jovem e famílias da região. 
Para acompanhar a oferta gastronómica, a organização preparou um cartaz musical que junta diversos géneros, desde o hip-hop ao samba, passando pela música de dança e comédia, registando-se que o alinhamento de artistas para Sexta- Feira, conta com as actuações do músico Master Jake, a participação do humorista João Seabra e a exibição do grupo PT Dance Academy, além das sessões de animação nocturna a cargo dos DJ Cancela e DJ Duart. 
A iniciativa prossegue na noite de Sábado, com a subida ao palco principal do rapper Piruka, um dos nomes de maior destaque na música urbana nacional, e o programa da segunda noite inclui ainda o projecto musical Samba do Edu e as actuações dos DJ Rui Teixeira e DJ John Diaz. 
A organização deste certame resulta de uma parceria conjunta estabelecida entre o Município de Castelo de Paiva, o Projecto V.I.D.A. da Associação de Desenvolvimento Rural Integrado das Serras de Montemuro, Gralheira e Arestal (ADRIMAG) e a Associação Comercial e Industrial de Castelo de Paiva. 

*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa

PASSEIO PEDESTRE | Da Cerca ao Coração da Marinha Grande . 30 de agosto de 2026

 O Município da Marinha Grande vai realizar, no próximo 30 de agosto de 2026, um passeio “Da Cerca ao Coração da Marinha Grande”, no âmbito do Projeto dos Passeios Pedestres, iniciado em 2002, que promove a atividade física regular, o lazer saudável e a valorização do património natural do concelho. 
Esta iniciativa gratuita convida a população a participar numa manhã dedicada à saúde, ao bem estar e ao contacto com a natureza, promovendo igualmente o convívio e o fortalecimento dos laços comunitários num cenário natural único. 
Entre a Cerca, os antigos aceiros e o centro histórico da cidade, este passeio pedestre de 10 km percorre diferentes espaços da cidade, entrecruzando a natureza à memória coletiva e ao património local. Oferece, assim, uma forma única de conhecer a Marinha Grande, caminhando pelos lugares que contam a sua história e que definem a sua identidade.
O percurso tem início no Parque da Cerca, um dos espaços mais emblemáticos da cidade, profundamente ligado à história da antiga Fábrica de Vidros da Marinha Grande e ao legado da família Stephens. A partir daí, segue pelas Eiras e por antigos caminhos e aceiros da floresta, proporcionando uma viagem pelos locais que testemunham a evolução do território e a sua estreita ligação à mata. O percurso termina junto ao Arquivo Municipal, um espaço de referência na preservação da memória coletiva, onde se encontram documentos e testemunhos essenciais para compreender a história e o desenvolvimento da Marinha Grande.
Detalhes do passeio: 
Data: 30 de agosto de 2026 
Hora: 09h00 
Concentração: Parque de estacionamento junto ao Arquivo Municipal 
Distância: 10 km 
Duração aproximada: 2 horas 
Dificuldade: Moderada/Alta  
Tipo de piso: Asfalto e arenoso 
Participação: Gratuita e aberta a todos 
O Município da Marinha Grande convida todos os interessados a juntarem-se a esta jornada de atividade física, descoberta, convívio e valorização do património local. 
A participação é gratuita e aberta a todos. 

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Alentejo valoriza Vinhas Velhas e Centenárias e alarga certificação do Vinho de Talha a toda a região


Novas regras valorizam o património vitivinícola alentejano e reforçam a estratégia de valorização e premiumização dos Vinhos do Alentejo

A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) criou as denominações “Vinhas Velhas” e “Vinhas Centenárias” e alargou a possibilidade de certificação do Vinho de Talha a toda a região do Alentejo. As novas medidas, aprovadas por unanimidade em Conselho Geral da CVRA, contribuem para a proteção do património vitivinícola alentejano e integram o Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026-2031, que pretende aumentar o valor gerado pela fileira vitivinícola e reforçar o posicionamento dos Vinhos do Alentejo nos mercados nacional e internacional.

A criação das denominações “Vinhas Velhas” e “Vinhas Centenárias” estabelece um enquadramento específico para a valorização de vinhos provenientes de parcelas de vinha com características associadas à sua idade. A denominação “Vinhas Velhas” aplica-se a vinhas com, no mínimo, 35 anos, enquanto a denominação “Vinhas Centenárias” é atribuída a vinhas com registo anterior a 1931.

Com estas novas denominações, a CVRA pretende contribuir para a preservação de um património vitivinícola que atravessa gerações, reconhecendo o valor das vinhas mais antigas da região e reforçando a identidade dos Vinhos do Alentejo.

No caso do Vinho de Talha, a regulamentação agora aprovada resulta de um trabalho desenvolvido pela CVRA, nos seus Grupos Técnicos e auscultando enólogos, especialistas nesta tipologia de vinho, historiadores e outros profissionais do setor. O trabalho permitiu definir, com rigor, os critérios associados ao método de produção e criar um novo enquadramento para a certificação desta tipologia em toda a região vitivinícola do Alentejo.

A principal novidade passa pela possibilidade de certificação do Vinho de Talha produzido em qualquer uma das sub-regiões do Alentejo. Ao alargar a certificação a toda a região, a CVRA reforça a proteção desta tradição, reconhecendo a diversidade de territórios onde o Vinho de Talha continua a ser produzido e criando condições para a sua afirmação enquanto produto diferenciador dos Vinhos do Alentejo.

A produção de Vinho de Talha mantém-se no Alentejo há mais de dois mil anos, constituindo uma das expressões mais antigas da tradição da região. O método distingue-se pela utilização de talhas de barro no processo de vinificação e constitui um dos elementos mais característicos do património vitivinícola alentejano.

As duas medidas contribuem também para a estratégia de premiumização dos Vinhos do Alentejo. A produção de vinhos provenientes de vinhas antigas e de Vinho de Talha está associada, tradicionalmente, a menores rendimentos e a processos de produção mais exigentes, com impacto nos custos de produção. O novo enquadramento permite, assim, criar condições para a produção e comercialização de vinhos associados a características diferenciadoras e a um maior valor acrescentado.

Para Luís Sequeira, presidente da CVRA, “o reconhecermos o valor das nossas vinhas mais antigas e ao definirmos, com rigor, o método de produção do Vinho de Talha, estamos a preservar um património único e a criar condições para o desenvolvimento de vinhos premium, reforçando a diferenciação, a competitividade e a criação de valor para os Vinhos do Alentejo.”

As novas medidas integram o Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026-2031, que define as principais prioridades para o desenvolvimento da região até ao final da década. A proteção do património, a diferenciação e o aumento do valor gerado pela fileira vitivinícola constituem algumas das linhas orientadoras deste plano, que pretende reforçar a capacidade dos Vinhos do Alentejo para responder às tendências do mercado e afirmar-se nos mercados internacionais.

SOBRE A COMISSÃO VITIVINÍCOLA REGIONAL ALENTEJANA:
A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) foi criada em 1989 e é responsável pela proteção e defesa da DOC Alentejo e da Indicação Geográfica Alentejano, certificação e controlo da origem e qualidade, promoção e fomento da sustentabilidade. Assumindo elevados padrões de rigor, transparência e imparcialidade, a CVRA é um organismo certificador acreditado pela ISO/IEC 17065:2014, com os seus laboratórios de análises físico-químicas e sensoriais acreditados pela ISO/IEC 17025:2018. Acresce ainda a certificação pela ISO 14001:2015, devido ao forte compromisso ao nível ambiental da CVRA.

O Alentejo é líder nacional em vinhos certificados, com cerca de 40% de valor total das vendas num universo de 14 regiões vitivinícolas em Portugal. Com uma área de vinha de 23,3 mil de hectares, 30% da sua produção tem como destino a exportação para cinco destinos principais, designadamente Brasil, Suíça, EUA, Reino Unido e Polónia.

Uma das duas únicas regiões do mundo que produz Vinho de Talha há mais de dois mil anos, o Alentejo é ainda detentor de uma iniciativa pioneira, o “Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo”, que tem como objetivo melhorar as práticas utilizadas nas vinhas e adegas, produzindo uvas e vinho de qualidade e economicamente viáveis.

*SARA INÊS GRAÇA
**FILIPA GUIMARÃES

20 idosos desaparecidos por mês em Portugal: casos disparam com o calor


  • Só a PSP registou nos últimos anos 2600 idosos desaparecidos
  • 140 nunca foram encontrados
  • A desidratação, confusão e deterioração cognitiva convertem as ondas de calor num fator de risco ainda maior
  • 17 de agosto de 2026. 
Portugal, a par com a Europa, enfrenta um verão marcado por súbitas ondas de calor, com temperaturas muito elevadas, e uma crescente preocupação entre as famílias para com os idosos. Os peritos alertam que as sucessivas ondas de calor elevam o risco de desaparecimentos neste grupo etário. De acordo com os últimos dados da Polícia de Segurança Pública, nos últimos dez anos registaram-se em Portugal 2600 idosos desaparecidos, o que supõe uma média de 20 por mês. Destes, 140 nunca foram encontrados.
O aumento das temperaturas durante os meses de verão converteu-se num fator de risco para as pessoas idosas. Tal como alertam os peritos da SaveFamily, as ondas de calor podem provocar golpes de calor, quadros de desidratação, fadiga, tonturas, náuseas e confusão, especialmente entre pessoas idosas que vivem sozinhas ou têm tratamentos farmacológicos que podem alterar a sua capacidade de resposta frente ao calor extremo. Estes episódios também se agravam em pessoas com doenças neurodegenerativas ou com problemas de memória.
Além do mais, durante o verão as saídas ao exterior, os passeios e as atividades ao ar livre também aumentam. Em pessoas com Alzheimer, demência ou outros transtornos cognitivos, esta maior mobilidade coincide com uma redução das rotinas habituais ou visitas a segundas residências e, em muitos casos, com uma menor supervisão familiar devido às férias e deslocações.
A combinação do calor extremo, mudanças de hábitos e patologias associadas ao envelhecimento podem provocar que se sintam desorientados. Quando estas situações se produzem fora de casa, a pessoa pode ser incapaz de regressar pelos seus próprios meios ou de solicitar ajuda, levando a que se disparem os casos de desaparecimentos e se dificultem os trabalhos para a sua localização.
“Cada verão observamos uma maior preocupação das famílias porque o calor extremo pode acelerar os processos de desorientação em pessoas com deterioração cognitiva ou problemas de memória. Uma pessoa que sai para caminhar com normalidade pode sofrer um episódios de confusão provocado pela desidratação ou por um golpe de calor e perder a capacidade de se orientar. Por isso insistimos na prevenção e no uso de ferramentas que permitam localizar rapidamente uma pessoa vulnerável”, explica Jorge Álvarez, CEO de SaveFamily.
Tecnologia para prevenir desaparições
Perante esta situação, cada vez mais famílias recorrem a dispositivos de localização em tempo real para reforçar a segurança dos seus seres queridos. A venda de relógios inteligentes desenhados para pessoas idosas disparou 20% no último ano ao incorporar funções como geolocalização GPS, botão SOS, chamadas diretas, deteção automática de quedas e monitorização de sinais vitais, permitindo atuar com rapidez frente a uma emergência.
“Muitas famílias não podem acompanhar diariamente os seus pais ou avós devido ao trabalho, a distância ou as suas próprias obrigações. A tecnologia converteu-se num apoio fundamental para manter a autonomia das pessoas idosas sem renunciar à segurança”, refere ainda Álvarez.
Neste tipo de desaparições, o tempo de reação é determinante. Os peritos da SaveFamily explicam que as primeiras horas desde que se constata a ausência são decisivas para ativar a busca e realizar as primeiras gestões de localização. Em episódios de calor extremo, esta janela reduz-se ainda mais: uma pessoa idosa desorientada, desidratada ou exposta ao sol pode sofrer uma rápida deterioração física, pelo que contar com sistemas de aviso imediato, geolocalização ou botão SOS pode marcar a diferença entre um incidente pontual ou uma emergência grave.
Os especialistas recomendam que as pessoas idosas evitem a exposição ao sol durante as horas centrais do dia, mantenham uma hidratação adequada e contem com os sistemas de localização ou comunicação imediata em caso de emergência. Com ondas de calor extremas como as que se têm feito sentir, a prevenção consolida-se como a melhor ferramenta para reduzir o risco de desaparecimentos e proteger um dos grupos mais vulneráveis da sociedade.

Acerca de SaveFamily
A SaveFamily é uma empresa espanhola líder no desenvolvimento de smartwatches com GPS para crianças e idosos. Desde 2017 trabalha para aproximar a tecnologia às famílias com dispositivos pensados para melhorar a comunicação, a segurança e a autonomia dos utilizadores. 
A empresa está presente em mais de 43 países e serve a mais de um milhão de famílias através de uma ampla gama de dispositivos tecnológicos orientados para a segurança e o bem-estar.

*IFernandes
Newsline Agência de Comunicação


Marinha Grande | MAIS UMA SEMANA DE CULTURA EM SÃO PEDRO DE MOEL

 São Pedro de Moel, um dos principais destinos de verão da região, oferece cultura e animação aos seus residentes e visitantes com um programa de animação cultural e recreativa que decorre entre 7 de agosto e 20 de setembro de 2026, promovido pelo Município da Marinha Grande. 
Residentes e visitantes poderão participar em dezenas de iniciativas culturais e recreativas gratuitas, que incluem espetáculos de teatro, concertos, encontros literários, apresentações de livros, oficinas criativas, atividades de expressão artística, sessões de yoga, cinema infantojuvenil, horas do conto, caças ao tesouro literárias e iniciativas ligadas à natureza e ao estímulo da criatividade. Paralelamente, diversas exposições temporárias convidam o público a explorar temáticas como a sustentabilidade, a memória, a paisagem, a identidade e a arte contemporânea. 
Nesta semana, de 19 de agosto a 23 de agosto, destacamos a sessão de À CONVERSA COM a atriz Amélia Videira, bem como o Passeio Poético com os personagens Afonso Lopes Vieira e Amélia Rey Colaço, interpretados respetivamente por Miguel Linares e Carolina Santarino.
A participação nas atividades é gratuita. 
 
PROGRAMA DE ATIVIDADES | 19 de agosto a 23 de agosto 
19 de agosto . 4ª feira 
  
16h30-18h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
OFICINA DE EXPRESSÃO DRAMÁTICA com Francisca Marques, da Dar´te & Move´te 
O Judo Clube da Marinha Grande traz o projeto Dar´te & Move´te a São Pedro de Moel, com a modalidade de Expressão Dramática. 
Público-alvo: maiores de 12 anos 
  
17h30-18h00 . BAMBI 
ESPETÁCULO DE TEATRO “DEPOIS DA TEMPESTADE” 
Público-alvo: jovens e adultos 
  
19h00-21h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
OFICINA DE INICIAÇÃO AO TEATRO com Carolina Santarino 
Público-alvo: jovens e adultos 
  
22h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
INAUGURAÇÃO DAS EXPOSIÇÕES VOLTAS de Leonor Oliveira, e SILENT WITNESSES de Dermott Allen 
Voltas é uma exposição de acrílico sobre tela sobre os ciclos que moldam a vida. Sobre os lugares que deixamos e aqueles a que inevitavelmente regressamos. Sobre memórias que permanecem suspensas no tempo e experiências que nos transformam (sala Azul) 
“Pedra de Baixo é um lugar mágico único de beleza e maravilhas, onde se pode caminhar, limpar a mente e curar o corpo e a alma. Tentei capturar um pouco dessa beleza e magia no meu trabalho.” (sala Mar) 
Exposições patentes: Retrospectiva de António Pedro Rosa e Natureza na Arte de Paulo Baptista 
  
20 de agosto . 5ª feira 
  
16h00-17h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
CAÇA AO TESOURO LITERÁRIO com Afonso Lopes Vieira e Amélia Rey Colaço 
Público-alvo: maiores de 6 anos 
  
16h00-16h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
SESSÃO DE CINEMA INFANTO-JUVENIL 
Público-alvo: maiores de 6 anos 
  
16h30-18h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
OFICINA DE MODELAÇÃO com Sara Martins 
Conhecer, experimentar, modelar, criar e pintar em massa de modelar. 
Público-alvo: dos 6 aos 12 anos 
  
18h30-19h00 . BAMBI 
ESPETÁCULO DE TEATRO “DEPOIS DA TEMPESTADE” 
Público-alvo: jovens e adultos 
  
22h00-23h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
SESSÃO DE CINEMA 
Público-alvo: maiores de 16 anos 
  
21 de agosto . 6ª feira 
  
16h00-17h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
PASSEIO POÉTICO 
Passeio por São Pedro de Moel onde as personagens de Afonso Lopes Vieira e Amélia Rey Colaço acompanham o público, partilhando poesia do poeta, de outros poetas ou textos originais que o público possa trazer. 
Público-alvo: geral 
  
16h30-18h30 . PRAÇA AFONSO LOPES VIEIRA 
PREPARAÇÃO FÍSICA com Daniel Piló, da Dar´te & Move´te (Judo Clube da Marinha Grande) 
Público-alvo: maiores de 12 anos 
  
18h30-19h00 . BAMBI 
ESPETÁCULO DE TEATRO “DEPOIS DA TEMPESTADE” 
Público-alvo: jovens e adultos 
  
22h00-23h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
À CONVERSA COM a atriz Amélia Videira 
Conversa sobre a vida da atriz Amélia Videira. 
Público-alvo: maiores de 12 anos 
  
22 de agosto . sábado 
  
10h30-12h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
OFICINA DE TEATRO com Miguel Linares 
Público-alvo: dos 6 aos 14 anos 
  
23 de agosto . domingo 
  
18h00-20h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
"HIGYA - Arte e plantas medicinais" com João Barroso 
Passeio e recoleção de plantas medicinais e atelier de artes gráficas, gravura/monotipias. 
  
22h00-22h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
ESPETÁCULO DE TEATRO “DEPOIS DA TEMPESTADE” 
Público-alvo: jovens e adultos 
 
NOTA: A inscrição nas atividades não é obrigatória, sendo, no entanto, recomendada, uma vez que a lotação é limitada. As inscrições efetuadas serão garantidas até 15 minutos antes do início de cada atividade. Findo esse período, as vagas disponíveis serão atribuídas por ordem de chegada. 
  
EXPOSIÇÕES 
RETROSPETIVA, de António Pedro, patente até 20 de setembro, na Sala Cosmos. 
Retrospetiva traz obras em tinta da China, tinta da China aguarelada, colagem de pedras e de pequenos fragmentos de vidro pintados, dos períodos mais marcantes da vida artística do autor. 
NATUREZA NA ARTE, de Paulo Baptista, patente até 20 de setembro, na Sala Afonso Lopes Vieira. 
Esculturas e quadros com paisagens naturais, que enobrecem os espaços e revelam-nos os sinais da força e da vitalidade presentes nos elementos naturais, como a madeira da videira e da oliveira. 
VOLTAS, de Leonor Oliveira, patente de 19 de agosto a 06 de setembro, na Sala Azul. 
É uma exposição de acrílico sobre tela sobre os ciclos que moldam a vida. Sobre os lugares que deixamos e aqueles a que inevitavelmente regressamos. Sobre memórias que permanecem suspensas no tempo e experiências que nos transformam. 
SILENT WITNESSES, de Dermott Allen, patente de 19 de agosto a 06 de setembro, na Sala Mar. 
É uma exposição de desenhos alusivos à importância da sustentabilidade do planeta e de proteger as espécies em risco de extinção. 
 
 A programação completa pode ser consultada no site do Município da Marinha Grande, AQUI.
 
Organização: Câmara Municipal da Marinha Grande 

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Opinião - O Olho de Hórus: uma tatuagem com 5.000 anos de História


O verão é também a época em que mais facilmente reparamos nas tatuagens que cobrem a pele, quando os braços, as pernas, os ombros e as costas deixam de estar escondidos pela roupa e revelam símbolos escolhidos por pessoas de todas as idades. Entre esses desenhos, há um que continua a despertar particular curiosidade: o Olho de Hórus, uma imagem que muitos associam hoje à protecção, ao conhecimento ou ao mistério, mas cuja verdadeira história nos leva milhares de anos para trás, até ao coração da civilização egípcia.
Para um historiador dos símbolos, o Olho de Hórus é particularmente interessante porque não pode ser reduzido a uma única definição. Os símbolos não são palavras de um dicionário, com um significado imutável que atravessa os séculos sem sofrer alterações. Pelo contrário, são construções culturais que acumulam sentidos, respondem às sociedades que os utilizam e podem ser reinterpretados quando passam de uma época para outra. O Olho de Hórus é precisamente um desses casos extraordinários em que uma imagem criada num contexto religioso muito específico conseguiu sobreviver durante milhares de anos, atravessando diferentes formas de conhecimento e chegando ao século XXI gravada na pele de quem talvez desconheça grande parte da sua história.
O seu nome está ligado a Hórus, uma das principais divindades do antigo Egipto, frequentemente representado sob a forma de um falcão ou de um homem com cabeça de falcão. Hórus estava associado ao céu e à realeza e assumia uma importância particular na própria concepção egípcia do poder, estando a figura do faraó profundamente relacionada com a dimensão divina da sua existência. O seu mito, porém, não pode ser separado de Osíris, Ísis e Seth, formando uma das narrativas fundamentais da religião egípcia.
Osíris, associado à fertilidade, à morte e à regeneração, foi morto por Seth, seu irmão e adversário, num conflito que simbolizava também a oposição entre ordem e caos. Ísis procurou recuperar o corpo de Osíris e Hórus, filho de ambos, acabaria por enfrentar Seth numa longa disputa pelo poder e pela legitimidade. É durante esse conflito que surge um dos episódios fundamentais para compreender o Olho de Hórus: Hórus perde um dos olhos, que posteriormente é recuperado e restaurado.
É aqui que o símbolo ganha uma profundidade que muitas das suas utilizações contemporâneas acabam por ignorar. O olho não representa apenas a visão. Representa uma coisa que foi ferida e voltou a estar completa, uma perda que foi reparada, uma integridade que regressou depois da destruição. O símbolo contém, portanto, uma ideia de regeneração que se encontra no próprio centro da religião egípcia e que ajuda a explicar a sua utilização como elemento protector.
Os Egípcios chamavam a este olho restaurado wedjat, termo habitualmente traduzido como “inteiro”, “completo” ou “restaurado”. A palavra é importante porque nos recorda que estamos perante algo mais complexo do que uma simples representação anatómica. O olho tornou-se uma imagem de integridade e protecção, sendo utilizado em amuletos e colocado em contextos relacionados com a vida e com a morte. O seu poder simbólico resultava precisamente daquilo que representava: se o olho de Hórus podia ser destruído e depois restaurado, também o indivíduo podia aspirar à protecção e à continuidade para além da experiência da morte.
Não é por acaso que o Olho de Hórus aparece associado ao universo funerário egípcio. Os amuletos tinham uma função essencial na cultura material do antigo Egipto e não devem ser confundidos com simples objectos ornamentais. Eram elementos dotados de significado religioso e protector, destinados a acompanhar o indivíduo e a assegurar determinadas condições de protecção no mundo dos vivos ou na passagem para o além. O Olho de Hórus, enquanto símbolo de restauração, encaixava de forma particularmente poderosa nessa concepção.
Existe ainda uma característica do símbolo que merece atenção: o seu desenho não é um simples olho humano estilizado. As suas linhas, a sobrancelha, a zona inferior e os elementos que prolongam o contorno possuem uma linguagem própria, inserida na tradição iconográfica egípcia. A arte egípcia não procurava simplesmente reproduzir aquilo que os olhos humanos viam. Organizava imagens segundo convenções que permitiam transmitir ideias religiosas, políticas e cosmológicas. Por isso, interpretar um símbolo egípcio exige sempre mais do que reconhecer a sua aparência.
Esta é uma das razões pelas quais a História dos símbolos é tão fascinante. Uma imagem pode parecer evidente aos nossos olhos modernos e, no entanto, ter sido criada para comunicar ideias que já não fazem parte da nossa cultura. O risco está em projectarmos sobre o passado os significados que hoje atribuímos às imagens. Quando vemos o Olho de Hórus numa tatuagem contemporânea e pensamos imediatamente em protecção, espiritualidade ou conhecimento, estamos já perante uma interpretação moderna, ainda que exista uma relação histórica com algumas dessas ideias.
A própria relação do Olho de Hórus com a matemática tornou-se uma das histórias mais divulgadas sobre o símbolo. Segundo uma interpretação tradicional, as diferentes partes do olho estariam associadas às fracções (1/2), (1/4), (1/8), (1/16), (1/32) e (1/64), correspondendo às diferentes componentes do sistema de representação fraccionária egípcio. Esta associação tornou-se extremamente popular, sobretudo em explicações modernas sobre a cultura egípcia, embora seja necessário algum cuidado histórico: não existe consenso para afirmar de forma simplista que os Egípcios conceberam originalmente o desenho do Olho de Hórus como um sistema matemático de fracções. A tradição posterior estabeleceu uma relação entre essas partes e o sistema fraccionário, mas a realidade histórica é mais complexa.
E é precisamente esta distinção entre aquilo que sabemos, aquilo que interpretamos e aquilo que a tradição posterior construiu que deve interessar a quem estuda símbolos. Um símbolo não é apenas aquilo que os seus criadores quiseram dizer; é também aquilo que as gerações seguintes passaram a ver nele. Ao longo da História, as imagens são constantemente reinterpretadas e, muitas vezes, tornam-se maiores do que o contexto que lhes deu origem.
O Egipto antigo desapareceu enquanto civilização faraónica, os seus templos deixaram de funcionar segundo os cultos para os quais tinham sido construídos e durante séculos os próprios hieróglifos deixaram de ser compreendidos. No entanto, as imagens permaneceram. Estátuas, pinturas, amuletos e inscrições sobreviveram fisicamente ao desaparecimento das sociedades que os produziram e acabaram por despertar novamente a curiosidade de outras civilizações.
A redescoberta moderna do Egipto contribuiu decisivamente para essa sobrevivência simbólica. O interesse europeu pela Antiguidade egípcia ganhou força ao longo da época moderna e atingiu uma dimensão extraordinária entre os séculos XVIII e XIX, acompanhando as viagens, as expedições arqueológicas e o desenvolvimento da Egiptologia. A decifração dos hieróglifos por Jean-François Champollion, em 1822, abriu uma nova etapa no conhecimento científico da civilização egípcia e permitiu que muitos dos símbolos que durante séculos tinham sido observados sem compreensão começassem novamente a ser lidos dentro do seu contexto.
Mas o Egipto que chegou à cultura popular não foi exactamente o Egipto que os arqueólogos começaram a reconstruir. Ao lado da investigação científica desenvolveu-se um imaginário ocidental sobre múmias, faraós, templos secretos, magia, mistérios e conhecimentos perdidos, alimentado pela literatura, pelo cinema, pelo turismo e por diversas correntes esotéricas. O Olho de Hórus encontrou nesse ambiente uma nova vida, desligando-se progressivamente de algumas das suas funções originais e adquirindo novos significados.
É assim que chegamos à tatuagem contemporânea.
Quando alguém decide tatuar o Olho de Hórus, pode estar a procurar protecção, a representar uma ideia de renascimento, a homenagear a cultura egípcia, a identificar-se com uma determinada concepção espiritual ou simplesmente a escolher um símbolo cuja forma lhe parece poderosa e misteriosa. Não existe necessariamente uma única explicação para essa escolha. A tatuagem é, por natureza, uma forma de apropriação simbólica: cada pessoa retira uma imagem de uma tradição e incorpora-a na sua própria história.
Essa transformação não diminui o valor histórico do símbolo. Pelo contrário, demonstra a sua extraordinária capacidade de sobrevivência.
É importante também não confundir o Olho de Hórus com outros símbolos oculares que existem noutras tradições. O chamado “Olho que tudo vê”, frequentemente representado dentro de um triângulo, pertence a uma história iconográfica diferente e foi posteriormente associado a diferentes tradições religiosas, filosóficas e políticas. A semelhança visual entre símbolos não significa necessariamente identidade histórica. Para quem estuda simbologia, esta distinção é fundamental, porque uma das maiores armadilhas na interpretação dos símbolos consiste precisamente em juntar imagens diferentes apenas porque se parecem.
O mesmo acontece com a ideia contemporânea de que todos os símbolos egípcios representam “energia”, “consciência” ou “espiritualidade”. Essas interpretações podem fazer parte da cultura moderna, mas não devem ser confundidas com o significado que os símbolos possuíam no contexto histórico em que foram criados. A função do historiador é precisamente separar a tradição documentada da interpretação posterior, sem deixar de reconhecer que ambas fazem parte da biografia cultural de uma imagem.
O Olho de Hórus permite-nos, por isso, observar uma das grandes leis da História dos símbolos: um símbolo pode sobreviver mesmo quando o mundo que lhe deu origem desaparece. Pode mudar de religião, passar de um templo para um museu, de um amuleto para uma jóia, de uma página de um livro de Egiptologia para o desenho escolhido num estúdio de tatuagem e, em cada uma dessas etapas, adquirir novas camadas de significado.
Talvez seja essa a razão pela qual continua a exercer tanto fascínio. O Olho de Hórus não é apenas uma representação de um olho, nem apenas um símbolo de protecção, nem simplesmente uma referência ao antigo Egipto. É uma imagem de uma ideia que atravessa muitas culturas: a possibilidade de recuperar aquilo que foi perdido e de reconstruir aquilo que foi destruído.
Cinco mil anos depois, essa mensagem continua a ser suficientemente poderosa para alguém decidir gravá-la na própria pele.
E talvez seja essa a maior prova da força de um símbolo: quando a civilização que o criou já pertence à História, ele continua a fazer parte da nossa.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

Portalegre | Três novos dadores em Fronteira


Por motivos imprevistos, esta colheita teve de ser adiada, mas o certo é que já se efetivou e com sucesso. Estivemos na vila de Fronteira e fomos recebidos no centro de saúde, em dia simpático de verão. Para além da equipa da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – esteve presente a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE.
22 voluntários inscreveram-se no sentido de doarem sangue. O sexo feminino esteve representado com sete presenças. Novos dadores foram em número de três, o que é sempre motivo de se destacar.
Dois dos fronteirenses presentes não puderam doar sangue nesta jornada, pois assim determinaram os exames clínicos efetuados previamente. Ao todo foram angariadas duas dezenas unidades de sangue total que contribuíram para equilibrar as reservas da região.
A Câmara Municipal de Fronteira apoiou a realização do almoço convívio, no qual participaram os protagonistas deste dia.

22 de agosto em Alpalhão
O calendário da ADBSP tem previstas brigadas proximamente em: Alpalhão (Nisa) no centro cultural, a 22 de agosto; depois no centro de saúde de Montargil, Ponte de Sor, a 29 de agosto. Acontecem as nossas colheitas aos sábados das 09h00 às 13h00, mas não se atrase.


*José Rui Marmelo Rabaça