domingo, 26 de abril de 2026

Cantanhede | Ribau Esteves falou do poder local na sessão solene comemorativa do 25 de Abril. Helena Teodósio quer autarquias com voz ativa na revisão da Lei das Finanças Locais

 
A importância de uma Descentralização efetiva, assente no reforço da confiança nas instituições locais, foi o ponto de partida para a intervenção da presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, na sessão solene do 52.º aniversário do 25 de Abril de 1974, realizada este sábado, no salão nobre dos Paços do Concelho.
Aos três “D” [Democratizar, descolonizar e desenvolver] que no início da Revolução de Abril orientaram a transformação do país, a autarca juntou “um D que, embora muitas vezes referido, continua por cumprir plenamente: o da Descentralização”.
A descentralização não é apenas uma questão administrativa, a descentralização implica também o reforço da confiança nas instituições locais e a aposta numa cultura de responsabilidade partilhada”, sublinhou, explicando que “não se trata apenas de transferir competências, mas de construir um modelo de governança mais equilibrado, colaborativo e eficiente, um modelo em que diferentes níveis de poder atuam de forma articulada”.
Para a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, a evolução do poder local também evidenciou os limites de um processo de descentralização que não tem acompanhado plenamente a importância e as responsabilidades assumidas pelas autarquias.
O que temos verificado é que a Lei das Finanças Locais não tem evoluído como seria desejável e justo. E quanto a isso só posso desejar que, no processo de revisão que vai agora ser iniciado, o Governo queira ter efetivamente como interlocutores as entidades que representam as autarquias, designadamente a ANMP e a ANAFRE, que como é evidente não podem ser remetidas para o papel de meros observadores do processo como chegou a ser aventado”, observou.
Em causa está, como enfatizou, uma “participação efetiva na revisão da lei”, nomeadamente quanto ao reforço da autonomia financeira e da coesão territorial, com maior participação nas receitas do Estado e simplificação administrativa, aumento da participação municipal nos impostos, revisão das regras de endividamento e compensação por novas competências descentralizadas.
Também Ribau Esteves, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, destacou na sua intervenção sobre “Os 50 anos do Poder Local Democrático em Portugal” que Portugal está confrontado com a “doença dramática do centralismo” e que, por isso, “é preciso lutar por uma Descentralização mais forte”.
Quando olhamos para o Estado e a sua estrutura, constatamos que o poder local foi, é e será uma ferramenta capital para o desenvolvimento dos territórios”, sublinhou, explicando que tal se deve ao facto de “ter mais capacidade” para interpretar a realidade do país.
O antigo autarca de Ílhavo e Aveiro foi ainda mais longe, quando se referiu à Lei das Finanças Locais, referindo que mais do que uma revisão da mesma, é precisa uma nova lei, que promova a coesão territorial e a solidariedade entre municípios.
Na sessão solene, também o presidente da Assembleia Municipal, João Pais de Moura, alertou para o complexo cenário geopolítico à escala mundial, para a necessidade da União Europeia reforçar a sua autonomia industrial e energética e, deste modo, “reduzir as dependências externas”.
João Pais de Moura abordou ainda os novos desafios com os quais a Europa e a Portugal se confrontam, sobretudo em domínios como a segurança e a defesa.
A cerimónia incluiu ainda as intervenções dos representantes dos partidos com assento na Assembleia Municipal, nomeadamente Rogério Marques (PSD), Áurea Andrade (PS) e Pedro Marques (Chega), e a entrega do Prémio Professor Doutor Lima de Faria a Inês Machado Martins, aluna da Escola Secundária Lima-de-Faria que obteve a nota mais alta (19,6 valores) na candidatura efetuada ao ensino superior, e a Bolsa de Inovação Científica Professor Doutor Lima de Faria a Afonso Marques, mestre em Engenharia Física pela Universidade de Coimbra e investigador no Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, onde está a terminar o seu doutoramento.
Os momentos musicais estiveram a cargo do grupo Gand´ra.

ROTARY CLUB DA MARINHA GRANDE CELEBROU 25 ANOS DE SERVIÇO À COMUNIDADE

 O presidente da Câmara Municipal, Paulo Vicente, participou, este sábado, 25 de abril, na cerimónia comemorativa dos 25 anos do Rotary Club da Marinha Grande, que teve lugar em São Pedro de Moel, data que assinala, simultaneamente, o dia da fundação do clube e as comemorações do 25 de Abril.

A iniciativa contou com a presença da presidente do Rotary Club da Marinha Grande, Cláudia Cardeira, de alguns dos fundadores do clube, de antigos dirigentes, bem como de representantes de clubes rotários e convidados, num momento de evocação do percurso da instituição e do seu contributo para a comunidade ao longo de um quarto de século.
Na sua intervenção, o presidente da Câmara sublinhou o simbolismo da data, afirmando que “celebrar os 25 anos do Rotary Club da Marinha Grande no dia 25 de Abril é profundamente simbólico, pois une duas dimensões maiores da nossa identidade coletiva: a liberdade e o serviço”.

Paulo Vicente destacou o papel desempenhado pelo Rotary Club da Marinha Grande, referindo que “ao longo de 25 anos, este clube tem sido um exemplo vivo de compromisso com a comunidade, guiado por valores éticos, humanistas e solidários”, acrescentando que se trata de “25 anos de projetos, de causas abraçadas e de vidas tocadas, muitas vezes de forma discreta, mas sempre profundamente significativa”.

O autarca enalteceu, também, o apoio prestado pelo movimento rotário ao concelho após a tempestade Kristin, salientando que “a mobilização do Rotary Club da Marinha Grande, em articulação com outros clubes rotários, foi fundamental e traduz bem o verdadeiro espírito rotário: estar presente, agir e fazer a diferença quando mais é preciso”.

Por sua vez, a Presidente do Rotary Club da Marinha Grande, Cláudia Cardeira, destacou o percurso do clube desde a sua fundação, recordando os principais projetos desenvolvidos e reforçando o compromisso da instituição com o serviço à comunidade, a solidariedade e a promoção de valores de cidadania ativa.

O momento integrou ainda intervenções de alguns dos fundadores do clube, que evocaram os primeiros passos do Rotary Club da Marinha Grande, a sua evolução e os desafios superados ao longo de um percurso marcado pelo voluntariado e pelo serviço ao próximo.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA MARINHA GRANDE EVOC​OU O 25 DE ABRIL COM HOMENAGEM À DEMOCRACIA E AO PODER LOCAL

 A Assembleia Municipal da Marinha Grande assinalou, na manhã de ontem, o 25 de Abril de 1974, com a realização da sessão solene evocativa, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, num momento de celebração da liberdade, da democracia e do poder local democrático.
A sessão ficou marcada por um momento de homenagem, no âmbito dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa, aos cidadãos da Marinha Grande que integraram a Assembleia Constituinte, enquanto Deputados (Pedro Lagido, António Aires Rodrigues e Álvaro Órfão), reconhecendo o seu contributo para a construção, consolidação e afirmação do regime democrático em Portugal.

Foi, igualmente, prestada homenagem, a título póstumo, a Helena Branca, a primeira mulher eleita no concelho da Marinha Grande após o 25 de Abril, enquanto Presidente da Junta de Freguesia de Vieira de Leiria, em 1976, destacando‑se o seu papel histórico na promoção da igualdade, da participação cívica e da afirmação das mulheres na vida pública.
A sessão solene contou com intervenções dos representantes das forças políticas com assento na Assembleia Municipal: Alexandra Dengucho (PCP), Paulo Dias (CHEGA), Ana Alves (Movimento Pela Marinha) e Ana Catarina Carlos (Partido Socialista).

O encerramento coube à presidente da Assembleia Municipal da Marinha Grande, Catarina Sarmento e Castro, que sublinhou a atualidade dos valores de Abril, afirmando que “o 25 de Abril não é apenas uma data no calendário, é o dia que nos trouxe a democracia, o voto livre, a liberdade de expressão e a possibilidade de viver sem medo”.

Na sua intervenção, a presidente da Assembleia alertou para os desafios que se colocam hoje à democracia, defendendo que “a liberdade não pode ser encarada como garantida” e que “defender Abril, hoje, é recusar a normalização do ódio, do extremismo e de qualquer forma de discriminação”.

Catarina Sarmento e Castro deixou ainda uma reflexão dirigida às gerações mais jovens, sublinhando que “a liberdade não é apenas um direito formal, é a possibilidade real de viver com dignidade”, reforçando que uma democracia plena exige condições concretas de justiça social, igualdade de oportunidades e participação.

Referindo‑se ao contexto recente vivido no concelho, destacou também a resposta da comunidade à adversidade, afirmando que “perante a tempestade Kristin, a Marinha Grande mostrou que a solidariedade, a cooperação e a união são uma das expressões mais concretas da liberdade conquistada”.

A presidente da Assembleia Municipal concluiu lembrando que “celebrar o 25 de Abril não é apenas recordar o passado, é assumir um compromisso com o presente e com o futuro”, sublinhando que a democracia exige participação, responsabilidade e coragem coletiva, porque “Abril não é um ponto de chegada, é um ponto de partida”.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Marinha Grande | DISCURSO DO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL NAS COMEMORAÇÕES DO 52.º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL

Senhora Presidente da Assembleia Municipal, Senhor Presidente da Câmara, Senhoras e Senhores Deputados, Caras e Caros Munícipes,

 Hoje celebramos Abril. E quando falamos no 25 de Abril de 1974, não falamos apenas de uma data no calendário. Falamos do dia que nos trouxe a democracia, o voto livre, a liberdade de expressão, os direitos laborais, a escola pública, o Serviço Nacional de Saúde.
Falamos do dia que nos trouxe a possibilidade de discordar sem medo, de participar sem censura, de sonhar sem pedir licença, de viver em liberdade. 
Mas é precisamente por vivermos em liberdade que não podemos cair na ilusão de que ela está garantida. 
Vivemos tempos exigentes. Tempos em que o espaço público é cada vez mais marcado por discursos de ódio, por simplificações perigosas e por uma crescente normalização do extremismo.  Há uma tentação, cada vez mais visível, de dividir em vez de unir, de gritar em vez de dialogar, de apontar culpados em vez de construir soluções. 
E é aqui que o 25 de Abril ganha uma nova força. 

Porque Abril ensinou-nos exatamente o contrário: 
Que a liberdade não se constrói contra os outros, constrói-se com os outros. 
Que a democracia não vive do medo, vive da participação. 
Que o futuro não se impõe —constrói-se, em conjunto. 
Defender Abril, hoje, é recusar a normalização do ódio. É recusar que o racismo, a xenofobia, o machismo ou a homofobia sejam tratados como opiniões banais. É recusar que a democracia seja usada para destruir a própria democracia. 
Defender Abril é ter a coragem de dizer que não aceitamos retrocessos civilizacionais. 
Mas Abril também nos convoca a olhar para quem não o viveu e quem o sente como uma data que só aparece nos livros de História: os jovens. 
Para muitos de nós, jovens, a liberdade parece algo natural. Nascemos em democracia. Crescemos a votar em associações de estudantes, a expressar opiniões nas redes sociais, a contestar, a criar, a participar. Mas apesar de tudo isto, seria um erro pensar que a liberdade dos jovens está plenamente garantida. 
Que liberdade tem um jovem que trabalha e não consegue sair de casa dos pais? 
Que liberdade tem quem estuda anos e anos e só encontra precariedade? 
Que liberdade tem quem sente que o esforço não chega para construir um futuro digno? 
Somos a geração a quem muitas vezes é dito que temos de esperar- esperar por melhores condições, esperar por estabilidade, esperar por oportunidades. Mas esperar até quando? 
Quando um jovem não consegue sair de casa dos pais, quando não encontra emprego digno, quando sente que o seu futuro depende de sair da sua terra — então a liberdade fica incompleta. 
E é por isso que temos de ter a coragem de dizer: a liberdade não é apenas um direito formal. É a possibilidade real de viver com dignidade. 
E se falamos de liberdade, temos também de falar das mulheres. Porque Abril abriu portas, mas não resolveu tudo. Tema que muitos consideram como setorial, a liberdade das mulheres, não é nada mais nada menos que uma medida da qualidade da nossa democracia. 
Uma sociedade só  verdadeiramente livre quando nenhuma mulher tem medo de andar na rua. 
Quando nenhuma mulher é penalizada por ser mãe. 
Quando nenhuma rapariga cresce a achar que vale menos do que um rapaz. 
E por isso, continuar Abril é também continuar esta luta, a luta pela igualdade de género. 
Mas hoje, nesta Assembleia, não posso deixar de falar da nossa terra e daquilo que nos define enquanto comunidade. 
Há poucos meses, a tempestade Kristin atingiu o nosso concelho. Trouxe dificuldades, preocupação, estragos, incertezas... Testou infraestruturas, serviços e famílias. Testou a nossa capacidade de resposta. 
Mas também revelou o melhor de nós. 
Vimos vizinhos a ajudar vizinhos. Vimos associações, autarquias, forças de proteção civil e cidadãos a responderem em conjunto, com sentido de responsabilidade e solidariedade. Vimos uma comunidade que, perante a adversidade, escolheu não virar costas. 
Essa capacidade de nos unirmos, de cuidarmos uns dos outros, de percebermos que somos mais fortes quando caminhamos juntos — é talvez uma das expressões mais concretas da liberdade que conquistámos. 
Num tempo em que tantas vozes tentam dividir, etiquetar e colocar uns contra os outros, a resposta da população da Marinha Grande foi simples e poderosa: cooperação. 
É esta a melhor resposta aos pregadores do ódio. Não um grito mais alto. Não uma raiva simétrica. Mas a prova concreta de que a solidariedade funciona e de que a união vence. 

Camaradas, Senhoras e Senhores, 
Celebrar o 25 de Abril não é apenas recordar o passado. É fazer perguntas ao presente. Que sociedade queremos ser? 
Que futuro estamos a construir? 
E que papel estamos dispostos a assumir? 
A resposta não pode ser o conformismo. 
Não pode ser a indiferença. 
Não pode ser o silêncio. 
A resposta tem de ser participação. 
Tem de ser compromisso. 
Tem de ser coragem. 
A política só faz sentido se for útil às pessoas. E é isso que nos deve guiar: transformar valores em ação, transformar palavras em resultados. 
Porque Abril não é um ponto de chegada. 
É um ponto de partida. 
E cabe-nos a nós — a todos nós — garantir que essa partida continua a fazer sentido para as gerações de hoje e de amanhã. 
Que a liberdade não se esvazie. 
Que a democracia não se fragilize. 
Que a esperança não se perca. 
Porque, no fim, é disso que falamos quando falamos de Abril: da capacidade de acreditar que podemos sempre fazer melhor. 
E essa responsabilidade é de todos nós! 
Viva o 25 de Abril! 
Viva a Marinha Grande! 
Viva Portugal!

MARINHA GRANDE ASSINALA INÍCIO DA CONSTRUÇÃO DA PISCINA MUNICIPAL COM LANÇAMENTO DA PRIMEIRA PEDRA

 
O Município da Marinha Grande assinalou, esta manhã, 25 de abril de 2026, o início oficial da construção da nova Piscina Municipal, com a cerimónia de assinatura do Auto de Consignação da Obra e lançamento da primeira pedra, realizada na Zona Desportiva, ao lado dos campos de ténis.
O momento foi marcado pela colocação da primeira pedra e de uma cápsula do tempo, produzida na empresa Plimat, contendo o auto de notícia, uma moeda de 1€, um cravo e um frasco do vidreiro, num gesto simbólico que ficará como testemunho para as gerações futuras. A cerimónia contou com a participação do presidente da Câmara Municipal, Paulo Vicente, e dos ex-presidentes da autarquia Aurélio Ferreira e Cidália Ferreira, que, em conjunto, depositaram no local da futura infraestrutura uma pedra cada e a cápsula do tempo.
A obra, de reconhecido interesse público, marca o arranque formal da construção de um equipamento há muito aguardado pela população, destinado à promoção da prática desportiva, do bem‑estar, da saúde e da coesão social.
O presidente da Câmara Municipal sublinhou o simbolismo da data, referindo que “no dia em que celebramos a liberdade conquistada pelo povo português, não lançamos apenas a primeira pedra de uma piscina municipal, lançamos um sonho antigo da Marinha Grande”.

Paulo Vicente destacou ainda que esta infraestrutura representa “um investimento no futuro, no bem‑estar, na igualdade de acesso ao desporto e na qualidade de vida da comunidade”, acrescentando que se pretende que o espaço venha a ser “um local onde crianças aprendem, jovens crescem, famílias se encontram e a comunidade se fortalece”.
Dirigindo uma mensagem às gerações futuras, o autarca afirmou que o momento ficará registado “como um tempo de esperança, compromisso e vontade coletiva”, reforçando que “hoje celebramos a liberdade; amanhã, celebramos o que fazemos com ela”.

A cerimónia integrou ainda a leitura e assinatura pública do Auto de Notícia, seguida da assinatura do Auto de Consignação da Obra, pelo presidente da Câmara e pelo representante do cocontratante, Lino Pereira, no âmbito do concurso público adjudicado à empresa ERGLIZ – Construções, S.A., pelo valor de 11.474.965,84 euros, acrescidos de IVA.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Discurso do Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, proferido às 00h00 do dia 25 de abril de 2026

 Caras e caros Marinhenses

À meia-noite, quando o tempo parece suspender-se e a história ganha voz, reunimo-nos nesta varanda para celebrar abril — não apenas como memória, mas como compromisso vivo.
Celebramos hoje a Revolução de 25 de Abril de 1974.
Celebramos a coragem de um povo que ousou ser livre. Celebramos o momento em que Portugal escolheu a democracia, a dignidade e a esperança.
Mas este ano, esta noite, este momento… são diferentes.

Porque celebramos abril depois da tempestade.
A tempestade Kristin não foi apenas vento e chuva. Foi uma prova dura, inesperada e profundamente marcante para o nosso concelho. Atingiu a Marinha Grande, a Vieira de Leiria, a Moita — entrou nas nossas casas, afetou as nossas famílias, destruiu infraestruturas, abalou rotinas e deixou cicatrizes no território e no coração de todos nós.
Espaços públicos foram danificados. Habitações sofreram perdas. Empresas viram o seu trabalho interrompido. E, talvez mais doloroso ainda, vimos o nosso património natural — o Pinhal do Rei — sofrer uma destruição profunda, que nos toca na identidade e na memória coletiva.
Mas, minhas Senhoras e meus Senhores,
Se a tempestade nos mostrou a fragilidade, também revelou — com uma força extraordinária — aquilo que verdadeiramente somos.
E revelou também algo que importa não esquecer: que há momentos que só podem ser plenamente compreendidos por quem os vive no terreno, no tempo da urgência, na proximidade das pessoas e das suas dificuldades.
É nessa vivência direta que se percebe que, em situações de exceção, o essencial não são procedimentos burocráticos, mas a resposta concreta, a presença, a capacidade de agir e de proteger.
Perante a adversidade, a Marinha Grande não hesitou.
Levantou-se.
Levantou-se com milhares de voluntários que, de forma espontânea, solidária e generosa, saíram à rua para ajudar. Pessoas que deixaram o conforto das suas casas para apoiar vizinhos, limpar ruas, distribuir bens, reconstruir o que era possível reconstruir.
Vimos associações mobilizarem-se. Vimos empresas ajudarem. Vimos jovens, adultos e idosos unidos por um único propósito: cuidar uns dos outros.

Foi, verdadeiramente, uma lição de humanidade.
A todos vós — voluntários, bombeiros, proteção civil, trabalhadores municipais, Juntas de Freguesia, forças de segurança, militares, associações, cidadãos anónimos — deixo aqui, publicamente, o mais profundo, sentido e emocionado agradecimento.
Vocês são o orgulho desta terra.
Vocês são a alma da Marinha Grande.
Vocês são a prova de que, quando tudo falha, é a comunidade que resiste.
E é essa resistência que hoje celebramos.
Mas resistir não é apenas aguentar.
Resistir é agir.
Resistir é exigir.
Resistir é construir o futuro.
E é por isso que, enquanto Presidente da Câmara Municipal, quero assumir aqui um compromisso claro, firme e inabalável:
Não baixaremos os braços.
Não baixaremos os braços na reconstrução das nossas infraestruturas.
Não baixaremos os braços no apoio às famílias afetadas.
Não baixaremos os braços na recuperação da nossa economia local.
Não baixaremos os braços na defesa da nossa floresta.
Mas também não baixaremos os braços na exigência de justiça e de responsabilidade.
Porque é importante dizê-lo, com frontalidade e com sentido de dever: em momentos de grande exigência coletiva, o país tem de responder como um todo. E não pode haver desfasamento entre a urgência das populações e a resposta.
As autarquias estão na linha da frente — e devem estar — mas não podem estar sozinhas nesta missão. Não podemos aceitar que o peso da análise e gestão das candidaturas aos apoios recaia quase exclusivamente sobre as autarquias.
As câmaras municipais estão próximas das pessoas — e devem estar. Mas o Estado central não pode demitir-se das suas responsabilidades. As populações precisam de respostas rápidas, claras e eficazes. Precisam de sentir que o país está com elas.
E nós estaremos sempre — sempre — ao lado das nossas populações. Mas exigiremos, com a mesma determinação, que todos os níveis de poder façam a sua parte.
Porque servir as pessoas não é uma opção. É um dever.

Minhas Senhoras e meus Senhores,
Celebramos em abril também os 50 anos da Constituição da República Portuguesa.
Cinquenta anos de um documento que é muito mais do que um texto jurídico. É o reflexo de um sonho coletivo. É o garante dos nossos direitos, das nossas liberdades, das nossas garantias. É a base da nossa democracia.
Recordamos hoje os constituintes — homens e mulheres que, vindos de diferentes caminhos e visões, foram capazes de construir um pacto fundamental para o país. Um pacto assente na dignidade humana, na justiça social, na igualdade de oportunidades.
A Constituição ensinou-nos que a democracia não é apenas votar. É participar. É incluir. É proteger os mais vulneráveis. É garantir que ninguém fica para trás.
E essa responsabilidade atravessa gerações.
Aos jovens da Marinha Grande, quero dirigir uma palavra muito especial.
Vocês são herdeiros de Abril. Mas, mais do que isso, são os seus continuadores. A democracia precisa da vossa voz, da vossa energia, da vossa capacidade de questionar e de transformar.
A vossa ação é determinante para construir comunidades melhores, mais justas e mais humanas.
O futuro desta terra também vos pertence.
E é a pensar nesse futuro que trabalhamos todos os dias.
Assumimos compromissos claros com a população — e estamos determinados em cumpri-los.
Vamos avançar com a construção da piscina municipal — um projeto há muito aguardado, que responde a uma necessidade real e sentida da nossa comunidade.
Vamos investir na requalificação das nossas escolas, porque acreditamos que a educação é o pilar fundamental de qualquer sociedade desenvolvida.
Vamos requalificar infraestruturas essenciais, melhorando as condições de vida das pessoas e a qualidade dos serviços públicos.
Vamos continuar a requalificar os nossos espaços públicos, as nossas rotundas, os nossos acessos — tornando o concelho mais seguro, mais organizado e mais acolhedor.

E enfrentaremos, com coragem, um dos maiores desafios do nosso tempo: a recuperação do Pinhal do Rei.
Não será um caminho fácil. Exigirá tempo, investimento, conhecimento e persistência. Mas não temos medo. Porque sabemos que aquilo que está em causa não é apenas uma floresta — é a nossa história, a nossa identidade, o nosso futuro.
E a Marinha Grande nunca virou costas aos seus desafios.
Nunca!.
Marinhenses
Abril ensinou-nos que a liberdade conquista-se. Que a democracia constrói-se. Que o futuro faz-se com coragem.
A tempestade ensinou-nos que a união salva. Que a solidariedade cura. Que a resiliência transforma.
Hoje, juntamos essas duas lições.
E dizemos, com toda a força: estamos aqui. Ardemos…
Abanámos, mas não caímos. Estamos de pé. Estamos juntos.
E juntos vamos reconstruir o que foi destruído.
Juntos vamos honrar o passado. Juntos vamos construir o futuro.
Com coragem. Com responsabilidade. Com esperança.
Porque esta terra tem história. Tem identidade.
E tem, acima de tudo, um povo extraordinário.
Um povo que não desiste. Um povo que não se rende. Um povo que nunca baixa os braços.
Viva o 25 de abril!
Viva a Liberdade!
Viva a Marinha Grande!
Viva Portugal!

sábado, 25 de abril de 2026

CERTAME APRESENTADO COM INOVAÇÕES E FORTE APOSTA MUSICAL PROVA DE VINHOS E PETISCOS VOLTOU A SER UM SUCESSO EM BAIRROS


Em tarde soalheira e primaveril, Ricardo Cardoso voltou a realçar na tarde da passada Sexta feira, a importância do sector vitícola no concelho, insistindo junto dos produtores paivenses para que, possam continuar a assumir esta actividade agrícola como vector fundamental na economia local, ajudando a criar riqueza e a potenciar emprego, tendo em conta o enorme potencial dos vinhos verdes da Sub Região de Paiva, que por ser um produto genuíno de grande qualidade, merece continuar a ser valorizado e divulgado em iniciativas locais, quer também no plano nacional e até internacional. 
O presidente da CM de Castelo de Paiva falava na cerimónia de abertura da 22ª edição da Prova de Vinhos Verdes e Petiscos de Bairros, um certame local que este ano, com muitas novidades introduzidas, somou um grande sucesso, contabilizando dezena e meia dezenas de expositores, num evento gizado e orientado para dar a conhecer e divulgar o vinho verde, sem dúvida, o produto agrícola de referência, reconhecido e muito apreciado pela sua qualidade nesta freguesia paivense, sobranceira ao Rio Paiva. 
Presidindo a um certame local já com grande notoriedade, o edil paivense Ricardo Cardoso congratulou-se com a realização da iniciativa, que voltou a cativar milhares de visitantes, agora com uma nova orientação organizativa para dar a conhecer e divulgar o excelente vinho verde da freguesia de Bairros, que voltou a atrair apreciadores, numa prova que concilia os petiscos regionais e uma forte animação musical, também evidenciada na forte componente associativa que esta terra apresenta. 
Para além de Ricardo Cardoso e do autarca local, Bruno Fidalgo, estiveram presentes na cerimónia de abertura, o presidente da Assembleia Municipal, Victor Moreira, vereadores do executivo paivense, autarcas da freguesia, dirigentes associativos, entre inúmeros convidados, como o presidente da CM de Felgueiras, Nuno Fonseca, também actual presidente da CIM do Tâmega e Sousa. 
O presidente da Junta de Freguesia de Bairros agradeceu a presença dos produtores e dos restantes expositores, procurando evidenciar o prestígio e a aposta na continuidade de um evento, que agora apresentou alguma inovação e uma aposta forte na animação musical, considerando ser o evento uma alavanca para ajudar a dignificar a freguesia e, ao mesmo tempo, ajudar a impulsionar a Sub Região do Paiva, a produzir vinhos verdes de grande qualidade e trazendo mais dinâmica à freguesia e mais força à agricultura local.
Depois de recordar o esforço de anteriores executivos para consolidar este certame, Bruno Fidalgo considerou que, importa continuar a preservar a riqueza deste território, valorizando a paisagem e as potencialidades que a freguesia de Bairros apresenta, garantindo a aptidão dos solos para a produção de grandes vinhos, não deixando também, de prestar um justo reconhecimento à Câmara Municipal pelo apoio e carinho que continua a dispensar a esta iniciativa anual.
 O presidente da Assembleia Municipal, Victor Moreira, também deu os parabéns à Junta de Freguesia pela nova dinâmica imprimida ao certame, valorizando o que de melhor tem a freguesia, enquanto o presidente da CIM do Tâmega e Sousa, Nuno Fonseca, agradeceu o convite e manifestou o seu apreço pela realização de um evento que promove e divulga a excelência do vinho verde da freguesia de Bairros. 
Brindado os presentes com uma palavra de esperança e estímulo, destacando a gente laboriosa que, neste sector agrícola, faz do vinho verde um produto de excelência, o presidente Ricardo Cardoso fez questão de louvar este evento que todos os anos arrasta apreciadores à terra de Bairros, manifestando o seu regozijo pela grandeza que esta iniciativa local já apresenta, realçando a nova dinâmica e as inovações apresentadas pelo novo executivo da freguesia. 
O edil paivense, destacou nesta iniciativa, a envolvência da comunidade e do movimento associativo local, assumindo esta aposta na constante valorização e promoção dos vinhos de Paiva, de forma a garantir sustentabilidade e ganhar escala, considerando ser fundamental acreditar nas potencialidades do concelho, associar os projectos em curso na vertente turística a esta temática, evidenciando também, o interesse na actividade e na promoção dos produtos endógenos como uma mais valia que interessa potenciar. 
Deixando ao presidente da CIM do Tâmega e Sousa, um recado para a necessidade de ser obter mais apoios para a defesa da agricultura e do património da vinha, o autarca paivense Ricardo Cardoso falou na excelência da produção que o concelho apresenta nos verdes tintos, realçando também o crescimento que os vinhos verdes brancos estão a ter no mercado, considerando fundamental que os produtores apostem na qualidade e na promoção, como forma de garantir um bom escoamento da produção e oportunidades de negócio, realçando ainda, o interesse de se continuar a promover estas jornadas festivas, envolvendo a temática do vinho verde e os produtos tradicionais, ajudando a contornar as dificuldades e os sacrifícios daqueles que trabalham na agricultura e lutam dia-a-dia para produzirem vinhos de excelência.
Presentes no certame estiveram as mais importantes quintas da freguesia, que se dedicam à produção do excelente vinho verde, com maior destaque para a produção do verde tinto, cada vez mais procurado e reconhecido, para além de um restaurante, assim como outras áreas de exposição, ligadas às instituições locais, comissões de festas, ao artesanato e à doçaria tradicional paivense. 
Depois da abertura oficial da feira, ao final do dia, seguiu-se um périplo pelos “ stands” e expositores e a primeira prova de vinhos, registando-se durante a noite um bailarico popular com os “ Os Amigos da Sexta “, um espectáculo do grupo Nova Dança e animação musical pela madrugada com o DJ Bruno Falcão. 
No dia de Sábado, a tarde teve um momento teatral com o Grupo Cénico de Bairros, a actuação das Concertinas “ Os Ramadas “, animação de rua, com o musico Nel Marçal, enquanto a noite teve um momento de bailarico partilhado com a exibição do Rancho Folclórico de Bairros, seguindo-se o grande espectáculo da estreia da Tour 2026 do Agrupamento “ Nova Som Band “, com a Festa Total do DJ Ricardo Ramalho pela madrugada fora. 
Já no Domingo, o certame continuou durante a tarde, com destaque para uma actuação musical da Banda Marcial de Bairros e um momento de bailarico popular com a presença da orquestra tradicional dos “Os Finfas de Nespereira “, que garantiram a animação até ao encerramento da feira. 
Recorde-se que esta 22ª Prova de Vinho e Petiscos de Bairros, teve o apoio da CM de Castelo de Paiva e a colaboração das diversas associações da freguesia, tendo o presidente da Junta de Freguesia, Bruno Fidalgo, feito um balanço muito positivo da jornada, garantindo a realização e a continuidade do evento no próximo ano, prometendo manter a mesma dinâmica deste ano, numa mostra que já é uma referência concelhia e que, todos os anos atrai milhares de visitantes para apreciar o Melhor Verde Tinto do Mundo.

*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações-Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa