domingo, 13 de agosto de 2023

Cantanhede | Exposição de Luís Oliveira Santos patente no CIAX. “Rostos da Faina” retrata a vida dura dos pescadores da arte xávega

 

Rostos da Faina” é o título da exposição de fotografia de Luís Oliveira Santos, que dá “cara” aos pescadores da Arte Xávega da Praia da Tocha. A mostra estará patente no Centro de Interpretação da Arte Xávega (CIAX), até ao final da época balnear.

Constituída por fotografias captadas pelo autor no verão de 2022, a exposição é o resultado do convívio de dois dias que manteve com os pescadores desta arte artesanal de pesca da Praia da Tocha.

Presente na inauguração, a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, destacou a importância de se preservar e promover as marcas distintivas do concelho, como a arte xávega ou a casa gandaresa.

A autarca recordou, a propósito, o prémio atribuído recentemente ao Município de Cantanhede pela Comissão Europeia e a Europa Nostra, no âmbito do projeto de investigação da arte xávega, que através da transferência de conhecimento e saber-fazer, dá a conhecer práticas exemplares de salvaguarda de um dos últimos exemplos de pesca artesanal e sustentável na União Europeia.

Esta exposição é mais um contributo precioso para a divulgação da arte xávega e, por isso, merece todo o nosso apoio. Por tudo aquilo que representa do ponto de vista sociocultural, para além do seu valor enquanto atividade económica, a arte-xávega é património cultural do concelho e é também um ativo turístico que a Câmara Municipal quer continuar a potenciar e valorizar, até pelo que representa do ponto de vista da atratividade da Praia da Tocha. O que pode ser visto aqui no CIAX a partir de hoje enquadra-se nessa orientação de fundo”, afirmou a autarca, concluindo que “a exposição traduz a combinação perfeita do talento do autor com a expressividade daqueles que são os protagonistas, ou seja, os pescadores e a sua atividade”.

Perante uma plateia onde se destacavam alguns dos fotografados, Luís Oliveira Santos recordou o primeiro contacto com a comunidade piscatória. “Cheguei à Praia da Tocha num dia particularmente difícil para os pescadores, um dia em que tiveram graves problemas no mar, pelo que tive que esperar algum tempo para fotografar, o que só comecei a fazer dois dias depois e essa condicionante acabou por ser determinante para o resultado final. Procurei que não me vissem como um intruso e na verdade, depois de conviver com as pessoas, de as conhecer, o trabalho fluiu com muita naturalidade. Foram de uma enorme generosidade”, afirmou o fotógrafo, que agradeceu ao Município de Cantanhede “a oportunidade de efetuar esta exposição, que no fundo vem dar expressão ao trabalho árduo desta comunidade”.

Arquiteto de formação e mestre em Criação Artística Contemporânea e pós-graduado em Ensino de Artes Visuais, Luís Oliveira Santos esteve ligado a um projeto cinematográfico selecionado para o Prémio Sophia de Cinema, promovido pela Academia Portuguesa de Cinema, na categoria de melhor curta-metragem documental.

Na área da fotografia, tem realizado vários tipos de trabalhos, sendo o retrato a vertente com a qual mais se identifica. Colabora regularmente com a revista Volta ao Mundo, entre outras publicações, e o seu trabalho tem dado origem a várias exposições.


A construção do Extremely Large Telescope do ESO vai a metade

 O Extremely Large Telescope (ELT) do Observatório Europeu do Sul (ESO) é um telescópio terrestre revolucionário que terá um espelho principal de 39 metros e será o maior telescópio ótico/infravermelho do mundo: o maior olho do mundo virado para o céu. A construção deste projeto tecnicamente complexo está a avançar a bom ritmo, tendo o ELT chegado agora a metade da sua construção.
O telescópio situa-se no topo do Cerro Armazones no deserto chileno do Atacama, onde engenheiros e operários estão atualmente a montar a estrutura da cúpula do telescópio a um ritmo impressionante. Notando-se claramente mudanças de dia para dia, a estrutura de aço adquirirá em breve a típica e conhecida forma redonda das cúpulas dos telescópios.
Os espelhos do telescópio e outros componentes estão a ser construídos por empresas na Europa, onde os trabalhos também estão a avançar a bom ritmo. O ELT do ESO contará com um design ótico pioneiro composto por cinco espelhos, que inclui um espelho principal gigante (M1) constituído por 798 segmentos hexagonais. Mais de 70% das peças em bruto e dos suportes para estes segmentos já foram fabricados, enquanto os espelhos M2 e M3 já foram fundidos e estão agora a ser polidos. Os progressos no M4, um espelho adaptável e flexível que ajustará a sua forma mil vezes por segundo para corrigir as distorções causadas pela turbulência do ar, são particularmente impressionantes: as suas seis pétalas finas estão finalizadas, estando atualmente a ser integradas na sua unidade estrutural. Além disso, as seis fontes de laser, outro componente-chave do sistema de ótica adaptativa do ELT, foram também já fabricadas e entregues ao ESO para serem testadas.
Todos os outros sistemas necessários para completar o ELT, incluindo o sistema de controlo e o equipamento necessário para montar e pôr em funcionamento o telescópio, estão também a progredir bem no seu desenvolvimento ou produção. Além disso, os quatro primeiros instrumentos científicos com que o ELT será equipado encontram-se na fase final de conceção, estando alguns prestes a começar a ser fabricados. Adicionalmente, a maior parte das infraestruturas de apoio ao ELT está já instalada no Cerro Armazones ou nas suas proximidades. Por exemplo, o edifício técnico que, entre outros, será utilizado para o armazenamento e revestimento de diferentes espelhos do ELT está totalmente construído e equipado, enquanto uma central fotovoltaica que fornece energia renovável ao local do ELT começou a funcionar o ano passado.
A construção do ELT do ESO começou há nove anos atrás com uma cerimónia de lançamento da primeira pedra. O topo do Cerro Armazones foi aplanado em 2014 para dar espaço ao telescópio gigante.
Prevê-se, no entanto, que a conclusão dos restantes 50% do projeto seja significativamente mais rápida do que a construção da primeira metade do ELT. A primeira metade do projeto incluiu o longo e meticuloso processo de finalização da conceção da grande maioria dos componentes a fabricar para o ELT. Adicionalmente, alguns dos elementos, tais como os segmentos de espelho e os seus componentes e sensores de apoio, exigiram a construção de protótipos pormenorizados e ensaios significativos antes de se passar à produção em massa. Não nos podemos ainda esquecer que a pandemia de COVID-19 afetou a construção, tendo o local estado encerrado durante vários meses e a produção de muitos dos componentes do telescópio sofrido atrasos. Com os processos de produção agora totalmente retomados e otimizados, prevê-se que a finalização da restante metade do ELT demore apenas cinco anos. No entanto, a construção de um telescópio tão grande e complexo como o ELT não está obviamente isenta de riscos até este estar concluído e a funcionar.
O Diretor Geral do ESO, Xavier Barcons, afirma: "O ELT é o maior da próxima geração de telescópios terrestres que operarão no ótico e infravermelho próximo, sendo também o que está mais avançado na sua construção. Atingir os 50% de conclusão não é de todo um feito menor, tendo em conta os desafios inerentes a projetos grandes e complexos. A chegada a este marco só foi possível graças ao empenho de todas as pessoas que trabalham no ESO, ao apoio contínuo dos Estados Membros desta Organização e ao empenho dos nossos parceiros na indústria e nos consórcios de instrumentos. Estou muito orgulhoso pelo facto do ELT ter atingido este marco".
Previsto para dar início às observações científicas em 2028, o ELT do ESO abordará questões astronómicas tais como: Estaremos sós no Universo? Serão as leis da física universais? Como é que se formaram as primeiras estrelas e galáxias? O ELT irá mudar radicalmente a nossa compreensão do Universo, fazendo-nos repensar o nosso lugar no cosmos.
Notas
A percentagem de conclusão do ELT é estimada com base no seu "valor ganho", uma métrica de gestão de projetos utilizada para avaliar o progresso de um projeto que leva em linha de conta o calendário e o custo. Atualmente, o ELT está a 50% do plano do projeto.
Informações adicionais
O Observatório Europeu do Sul (ESO) ajuda cientistas de todo o mundo a descobrir os segredos do Universo, o que, consequentemente, beneficia toda a sociedade. No ESO concebemos, construimos e operamos observatórios terrestres de vanguarda — os quais são usados pelos astrónomos para investigar as maiores questões astronómicas da nossa época e levar ao público o fascínio da astronomia — e promovemos colaborações internacionais em astronomia. Estabelecido como uma organização intergovernamental em 1962, o ESO é hoje apoiado por 16 Estados Membros (Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça), para além do Chile, o país de acolhimento, e da Austrália como Parceiro Estratégico. A Sede do ESO e o seu centro de visitantes e planetário, o Supernova do ESO, situam-se perto de Munique, na Alemanha, enquanto o deserto chileno do Atacama, um lugar extraordinário com condições únicas para a observação dos céus, acolhe os nossos telescópios. O ESO mantém em funcionamento três observatórios: La Silla, Paranal e Chajnantor. No Paranal, o ESO opera o Very Large Telescope e o Interferómetro do Very Large Telescope, assim como telescópios de rastreio, tal como o VISTA. Ainda no Paranal, o ESO acolherá e operará o Cherenkov Telescope Array South, o maior e mais sensível observatório de raios gama do mundo. Juntamente com parceiros internacionais, o ESO opera o APEX e o ALMA no Chajnantor, duas infraestruturas que observam o céu no domínio do milímetro e do submilímetro. No Cerro Armazones, próximo do Paranal, estamos a construir “o maior olho do mundo voltado para o céu” — o Extremely Large Telescope do ESO. Dos nossos gabinetes em Santiago do Chile, apoiamos as nossas operações no país e trabalhamos com parceiros chilenos e com a sociedade chilena.

Bárbara Ferreira
ESO Media Manager

APImprensa


Nove companheiros da IV Secção do Agrupamento 235 do CNE Comunidade Patrão Macatrão colaboraram na preparação de bens para o Projecto de Cooperação de partida!

 

Os 9 companheiros, do Agrupamento de Escuteiros 235 CNE da Figueira da Foz, da Comunidade “Patrão Macatrão”, nomeadamente o Tiago Carvão, a Joana Mesquita, a Leonor Leite, a Joana Julião, a Joana Santos, o Bruno Gonçalves, a Rita Sucena, a Beatriz Correia e a Chefe da Comunidade, Carla Coelho, no passado sábado, dia 12 de agosto, no âmbito das suas actividades em prol da comunidade, passaram a manhã na sede social da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, a preparar um conjunto de bens no âmbito do Projecto de Cooperação . de Partida ! e que se destinaram a serem enviados no 23º contentor, desta vez, para o Município de Santa Cruz, da Ilha de Santiago, em Cabo Verde.

Nada melhor para comemorar o “DIA INTERNACIONAL DA JUVENTUDE” do que contar com o voluntariado destes jovens escuteiros, que se disponibilizaram em regime de voluntariado para colaborar com a Sociedade Columbófila Cantanhedense.

Cantanhede foi o destino escolhido pelos Companheiros (IV Secção) do Agrupamento 235 do Corpo Nacional de Escutas (CNE) – Escuteiros Marítimos da Figueira da Foz, para viverem a sua campanha deste verão.

Depois de terem estado envolvidos como voluntários na sua cidade e em Lisboa, no âmbito da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, este grupo de escuteiros, encontravam-se em regime de acampamento no Campo-Escola Fonte de D. Pedro, de 09 a 12 de agosto.

Os oito companheiros, acompanhados por a dirigente Carla Coelho, tiveram nesta estadia na cidade de Cantanhede, por objetivo, recriar memórias das diferentes secções pelas quais passaram enquanto escuteiros, uma vez que a maioria dos participantes tem já um longo percurso escutista, desde os Lobitos, sendo, assim, as atividades que desenvolveram ao longo destes dias, foram bastante diversificadas.

FLATLANTIC – SEASTAINABLE FLATFISH VILLAGE VAI APOIAR EQUIPA SENIOR FEMININA DE BASQUETEBOL DA SOCIEDADE COLUMBÓFILA

 

Tudo se conjuga para que a FLATLANTIC – SEASTAINABLE FLATFISH VILLAGE, seja o novo patrocinador e parceiro da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, nomeadamente da equipa sénior feminina, que vai disputar na época desportiva 2023/2024, o LVIII Campeonato Nacional da 1ª Divisão Feminina, Zona Norte.

Com a concretização desta parceria, a Secção de Basquetebol da Sociedade Columbófila, vai assegurar, a presença da marca nos equipamentos oficiais e de treino, associando igualmente a marca ao naming da equipa, que se denominará, no futuro, ASSSCC/FLATLANTIC.

O futuro acordo contemplará ainda, a associação da imagem da empresa às plataformas digitais e redes sociais utilizadas pela Secção de Basquetebol e a colocação de suportes de comunicação estáticos no recinto desportivo, onde se irão disputar os jogos em que participa a equipa, entre outros.

A Flatlantic, sedeada na vila piscatória da Praia de Mira, é a maior piscicultura portuguesa especializada em pregado e a maior unidade produtora na Europa de linguado e do pregado, exportando para a Espanha, França, Itália, Países Baixos e Alemanha, contando com a colaboração de 190 trabalhadores, estando disponível para tornar mais duradoura, esta parceria, com a realização de outras ações que venham a possibilitar o incremento da prática desportiva, de forma sustentada e saudável.

Aveiro | Contrato Interadministrativo de Delegação de Competências com a Junta de Freguesia de São Bernardo, para gestão da Capela da Senhora da Saúde

Contrato Interadministrativo de Delegação de Competências com a Junta de Freguesia de São Bernardo, para gestão da Capela da Senhora da Saúde.
A Câmara Municipal de Aveiro (CMA) celebrou com a Junta de Freguesia de São Bernardo, na tarde de ontem, sexta-feira, o Contrato Interadministrativo de Delegação de Competências, que entrega à gestão da Junta, a reabilitada Capela da Senhora da Saúde, uma obra da CMA no valor de 50 mil euros.
A entrega da administração do edifício à Junta de Freguesia de São Bernardo, contribui para uma gestão mais próxima e mais eficiente, com menor gasto de recursos, o que assegura uma melhor prestação de serviços à comunidade.
Trata-se assim de mais uma ação de cooperação entre a CMA e as Juntas de Freguesia do Município, alicerçado no trabalho de equipa realizado com sucesso durante os anteriores (2013/2017 e 2017/2021) e presente mandato autárquico (2021/2025).

Simão Santana
[Adjunto do Presidente | Deputy of the Mayor]