sábado, 19 de março de 2022

Quatro polícias agredidos no exterior de discoteca em Lisboa, um está em coma

Quatro polícias, que se encontravam de folga, intervieram na sequência de agressões entre vários cidadãos e foram agredidos violentamente no exterior de uma discoteca em Lisboa, tendo sido transportados para o hospital, onde um deles se encontra "em estado crítico", informou o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.

Fonte sindical da PSP disse à agência Lusa que o polícia que está em estado crítico se encontra, em coma, no Hospital de São José, em Lisboa.

No comunicado emitido, o Comando Metropolitano de Lisboa refere que o incidente ocorreu hoje, pelas 06:30, "no exterior de um estabelecimento de diversão noturna, na avenida 24 de julho", tendo começado com agressões mútuas entre vários cidadãos.

Segundo relata a PSP, no local encontravam-se “quatro policias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal” acabando por ser agredidos “violentamente” por um dos grupos, formado por cerca de 10 pessoas.

Durante a ação policial, um dos polícias foi "empurrado e caiu ao chão, onde continuou a ser agredido com diversos pontapés, enquanto os restantes polícias continuavam também a defender-se das agressões", adianta a PSP.

De acordo com a polícia, os agressores colocaram-se em fuga e não foi possível a sua identificação.

Esta agressão foi comunicada à Policia Judiciária (PJ), em virtude de os atos praticados poderem configurar a prática de crime de homicídio, na forma tentada.

A PSP informa ainda que estão em curso todas as diligências, em coordenação com a PJ, para a identificação dos autores das agressões.

"Salientamos que os polícias, apesar de não estarem em serviço, não deixaram de intervir, cumprindo com a sua condição policial, tentando manter a ordem pública a integridade física dos concidadãos que servimos", realça a PSPEntretanto, a PSP disponibilizou acompanhamento psicológico através da sua Divisão de Psicologia, aos polícias agredidos e aos seus familiares.

A PSP apela às pessoas que frequentam as áreas de diversão noturna que adotem comportamentos ordeiros e que evitem confrontos e agressões, pois colocam em perigo a integridade física e a vida de terceiros.

"Toda a família policial da PSP está solidária na luta pela vida, travada pelo nosso irmão de armas", conclui a nota policial.

Contactado pela Lusa, Paulo Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), "lamentou profundamente" que tenha ocorrido "mais uma situação" de violência contra polícias, pedindo à PSP que divulgue "toda a informação sobre o ocorrido" e que a justiça atue de "forma célere e assertiva" no sentido de apurar responsabilidades criminais dos autores das agressões e ajude a "evitar novos episódios semelhantes".

Madremedia/Lusa

Ucraniana fez viagem de três dias de carro, sob bombardeamentos, para sagrar-se campeã do Mundo: “Esta medalha é para a minha nação”

Mahuchikh arrebatou o título mundial ‘indoor’ no salto em altura com 2,02 metros.

A ucraniana Yaroslava Mahuchikh dedicou hoje a medalha de ouro no salto em altura conquistada nos Mundiais de atletismo em pista coberta ao seu país, alvo de invasão pela Rússia.

"Antes de ir para a pista, a minha cabeça estava na Ucrânia, por causa dos terríveis eventos que estão a acontecer lá. Esta medalha é, acima de tudo, para minha nação, para o meu povo e para o seu exército. Estou muito feliz por tê-la conseguido para os representar”, afirmou a jovem saltadora, de 20 anos, em Belgrado.

Mahuchikh arrebatou o título mundial ‘indoor’, com um salto de 2,02 metros, batendo a australiana Eleanor Paterson (2,00) e a cazaque Nadezhda Dubovitskaya (1,98), segunda e terceira classificadas, respetivamente.

O triunfo na Stark Arena, celebrado com a bandeira ucraniana em torno do corpo, perante os aplausos de pé dos espetadores, naquele que, para a vice-campeã do mundo ao ar livre e medalha de bronze olímpica, é muito mais do que um título mundial.

E até as suas rivais prestaram homenagem a Mahuchikh, com, por exemplo, a vice-campeã Patterson a apresentar-se no concurso com as unhas pintadas de azul e amarelo, aas cores da bandeira ucraniana.

“Estou com o coração partido a pensar no sofrimento dos ucranianos e dos seus atletas. Conquistar a medalha [de prata], atrás da Yaroslava tornou este pódio um pouco mais especial. Estou orgulhosa dela, que teve de enfrentar tantas dificuldades. Tenho um enorme respeito pelas atletas ucranianas que conseguiram vir até aqui. Após a competição, disse à Yaroslava que o meu coração estava com ela”, explicou a australiana.Yaroslava Mahuchikh é uma das seis atletas ucranianas presentes em Belgrado, nos campeonatos do mundo, competição da qual foram excluídas as representações da Rússia e da Bielorrússia pela intervenção na invasão da Ucrânia.

Mahuchikh deixou o seu país já durante o conflito iniciado em 24 de fevereiro, enfrentando uma longa e conturbada viagem até à capital sérvia.

“Em 24 de fevereiro, acordei com duas explosões. Liguei aos meus pais e ao meu treinador. Percebi que os russos tinham iniciado a guerra. A situação era difícil e tive de sair da minha cidade, Dnipro. Sem treinar, pensei que não podia vir aos Mundiais, mas a federação pediu-nos para vir defender o país na pista e foi aí que iniciámos uma viagem de três dias de carro, sob bombardeamentos e ao som de sirenes”, detalhou.

Iryna Gerashchenko, a outra ucraniana no concurso do salto em altura, terminou no quinto lugar, com 1,92 metros, atrás da montenegrina Marija Vukovic, quarta classificada.

Sportinforma/Lusa

Imagem:  SAPO DESPORTO

Primavera arranca com previsão de chuva em sete distritos

Sete distritos do continente estão no domingo sob aviso amarelo devido à previsão de chuva, por vezes forte e acompanhada de trovoadas, no dia em que começa a Primavera, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O aviso amarelo engloba os distritos de Évora, Faro, Setúbal, Santarém, Lisboa, Leiria e Beja e vai estar em vigor entre as 12:00 e as 18:00.

O IPMA colocou os sete distritos com aviso devido à previsão de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoadas, e que poderão ser ocasionalmente de granizo.

Os distritos de Faro e Beja estão ainda sob aviso amarelo, entre as 08:00 e as 15:00, por causa do vento forte de sueste, com rajadas até 80 quilómetros por hora.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que a situação meteorológica representa risco para determinadas atividades.

Esta previsão de chuva acontece no dia em que arranca a Primavera, às 15:33 em Portugal Continental e na Madeira, e às 14:33 nos Açores.

Lusa/Madremedia

O relojoeiro, o relógio e a hora de Deus

 

  • Pe. David Francisquini *

Não há quem não tenha perplexidades em relação ao estilo de vida a que somos obrigados a viver. Não se detém para elevar a mente a Deus, pensar como se vive, quem nos impôs ou nos impõe este corre-corre no qual nunca encontramos tempo para nos dedicar àquilo que realmente importa. Às vezes penso que diante de Deus o mundo moderno é uma máquina para distrair o homem de seu verdadeiro fim, no mais das vezes coadjuvado pela maldade inata, em decorrência de nosso pecado original.

Com tais pensamentos me veio a lembrança a fábula do bom relojoeiro que, tendo feito um belo e artístico relógio o pôs à prova, ou seja, experimentar se além de seu engenho e arte ali aplicado ela atenderia o fim para a qual foi realizada, isto é, marcar o tempo em horas, minutos e segundos. Mas o seu relógio, por um capricho qualquer, contrariando os planos de seu idealizador, se negou a cumprir a missão.

E quem ficou ‘provado’ foi o relojoeiro, que perplexo se perguntou de que lhe servia um relógio que não marca as horas, mas, por condescendência, ainda o deixou num bom lugar em seu ateliê. Se isso aconteceu com um relógio, figuremos obra do Criador que tudo fez perfeito, ordenado, para que cada criatura atendesse retamente o seu fim, em harmonia com o universo, concorrendo ao mesmo tempo para refletir as Suas perfeições infinitas.

Entre as criaturas, o homem moldado à imagem e semelhança do Criador, colocado num lugar ímpar do universo, porque além da matéria ele é também espírito, ou seja, um resumo do próprio universo. Para entendermos isto é fundamental considerar algumas noções básicas, como saber que todo ser tem uma finalidade única, simplesmente por ser criatura.

Pintura representando uma cidade medieval

Se os homens agissem retamente, cumprindo com o fim para os quais foram criados, procurariam edificar uma sociedade que amasse perfeitamente a Deus. Historicamente isso aconteceu. Foi durante o tempo em que desabrochou a doce primavera da fé, nos séculos XII e XIII, ou seja, na Idade Média. Aliás, em geral, os homens não faziam mais do que a sua obrigação de atender o seu fim, e tinham o cêntuplo nessa vida, pois eram felizes.

Como se tornou diferente o homem moderno que vive como se Deus não existisse e até O negando ou mesmo blasfemando contra Ele, quando não O declarando morto. Como o relógio da fábula, o homem também movido por um capricho consciente e, portanto, culposo, se negou e se nega no mais das vezes a cumprir o fim para o qual foi criado. Consequência: Além de ser infeliz na Terra o será ainda mais na eternidade.

Bastaria o Catecismo para mostrar o valor do homem. Ele ensina que fomos criados para conhecer, amar e servir o nosso Deus neste mundo, e depois, como prêmio, termos o Céu por toda a eternidade. Com efeito, não faz sentido que seres racionais e possuidores de uma alma imortal, honrados com a encarnação do Filho de Deus, dignificados com o Seu precioso Sangue se rebelem contra o seu Criador, mas é o que aconteceu com os nossos pais de quem somos herdeiros.

Numa palavra, o homem foi criado para um fim sublime, ou seja, para a glória de Deus, cada qual no estado de vida que escolheu por vocação divina. Foi-lhe pedido apenas que fizesse a vontade do Criador, cumprindo a sua Lei, os Mandamentos. Assim procedendo ele teria paz e prosperidade como a conheceram os medievais. Hoje, ao negar obediência e submissão a Deus ele só pode encontrar desolação e aflição de espírito, o que lhe traz imensa infelicidade.

Orgulhoso e sensual, o homem hodierno não se move senão para caminhar em direção contrária às apontadas por Deus, assemelhando-se ao relógio do conto, ou ainda pior, aquela outra criatura que, ao receber a prova, lançou um brado de revolta, o “non serviam”, o não servirei, que ecoará por toda eternidade. Isso pode-se passar com o indivíduo como nos grandes acontecimentos como nessa boçal agressão da Rússia à Ucrânia.

Bom efeito, qualquer conflito na política internacional atual causa grande inquietação em todo o orbe, não apenas em razão dos danos financeiros e econômicos, mas o receio de serem utilizados armamentos atômicos. Com efeito, a injusta invasão da Ucrânia pela Rússia causa não poucas apreensões. Nesse contexto, é oportuno recordar que Deus se utiliza dos nossos desvarios para punir a própria humanidade.

O que restou da cidade ucraniana de Mariupol. Imagem de hoje (18-3-22) de satélite revela os bombardeios russos a zonas residenciais de Mariupol.

Mais do que nunca podemos entender por que Nossa Senhora em Fátima se referiu duas vezes à Rússia em suas aparições em Portugal. Aliás pouco antes de o comunismo se implantar lá. A primeira, enquanto sendo flagelo de Deus para castigar os homens que se afastaram dos ensinamentos de seu Filho e da Igreja. A segunda, foi a referência à conversão da Rússia, seguida pelo triunfo de seu Imaculado Coração.

O que salta aos olhos é que tanto a crise interna que assola a Igreja quanto a tensão internacional crítica entre as nações parecem anunciar que uma iminente guerra se espalhará pelo mundo, pois Putin não se contentará em escravizar apenas mais uma nação, mas seguramente dará azo às suas pretensões expansionistas de caráter revolucionário, partindo para outras aventuras. Além dele, temos a China, aliada do neocomunismo russo, que também constitui outra ameaça. Ainda agora o mundo padeceu e ainda padece com os efeitos do vírus proveniente de lá…

Por outro lado, com atos de fé e heroísmo, a Ucrânia diz ‘não’ ao globalismo neocomunista de Putin, com a sua mentirosa defesa da família e de outros valores tradicionais da nossa fé. Tanto o globalismo dele quanto o globalismo liberal do Ocidente estão direcionados ao mundo socialista, igualitário e ateu da república universal.

Mesmo porque, as mais profundas fímbrias da alma fiel aos mandamentos da Lei de Deus anseiam e bradam incessantemente por uma sociedade hierárquica e sacral, atributos da civilização cristã, em cuja atmosfera envolvente impera o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria.

Rezemos, pois, a fim de que estejamos convertidos e preparados para o desfecho dos acontecimentos trágicos que já se realizam, bem como os que se prenunciam por vias dolorosas, porém necessárias, como necessária é a intervenção de Deus sobre este mundo que entronizou a impiedade. Será a realização das promessas de Nossa Senhora, a hora de Deus.

ABIM

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* Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).

“A liderança russa não renunciou aos métodos brutais do antigo Exército Vermelho”

Na capital paulista, encerramento da campanha da TFP pela libertação da Lituânia do jugo comunista, na qual a entidade obteve 5.200.000 assinaturas — o maior abaixo-assinado da História, como foi reconhecido pelo renomado instituto Guiness Book of Records.

Aqui reproduzimos uma muito oportuna entrevista publicada no portal português Dies Iræ (DIES IRÆ (diesirae.pt). Ela foi concedida por Juan Miguel Montes [foto ao lado], diretor do Escritório da TFP — Tradição, Família e Propriedade — em Roma. Ao longo da entrevista, Montes fala da sua participação ativa na campanha que as TFPs organizaram em prol da independência da Lituânia e tece relevantes considerações sobre o conflito armado entre a Federação Russa e a Ucrânia. 



1. Há mais de três décadas, mais concretamente a 9 de novembro de 1989, caía o Muro de Berlim, fator que viria a marcar decisivamente o fim do “império soviético”. Para este desmoronamento comunista contribuiu, em grande escala, a declaração de independência da Lituânia a 11 de março de 1990. Foi diante deste cenário que o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, fundador da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, promoveu uma grande coleta de assinaturas de apoio à legítima pretensão lituana, que se viria a espalhar pelos cinco continentes, tendo-se alcançado, em pouco mais de três meses, o número recorde de 5.200.000 assinaturas, o que fez deste o maior abaixo-assinado da História. O senhor participou nesta campanha e tomou parte na delegação que entregou as assinaturas na Rússia e na Lituânia. Como recorda esta importantíssima ação?   

O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira [foto abaixo] recordava aquela campanha como um dos momentos mais gloriosos da luta das TFPs contra o comunismo. A Lituânia, que é um país báltico e não eslavo com uma longa história anterior ao domínio russo, foi dizimada como nação independente pelo pacto nazi-comunista de 1940 (Pacto Molotov-Ribbentrop). Em Março de 1990, a Lituânia levantou-se contra o moloch soviético num gesto de heroísmo que comoveu profundamente o mundo. As TFPs lançaram uma campanha internacional para recolher assinaturas em apoio a esta declaração de independência, fazendo uma épica campanha nas ruas das Américas e da Europa. Como recordam, foram recolhidas mais de 5 milhões de assinaturas e, na altura, o Guiness Book of Records publicou que se tratava do maior abaixo-assinado da História. Posteriormente, o Parlamento da Lituânia independente, numa sessão oficial, prestaria oficialmente homenagem às Associações Tradição, Família e Propriedade pela sua contribuição para a independência nacional. Esta iniciativa foi o início do processo de desmantelamento do império soviético a que Vladimir Putin chamou «a maior tragédia geopolítica do século XX».   

O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, fundador da TFP brasileira

2. Da visita a Vilnius, capital lituana, em que pôde ter um contacto muito próximo com a realidade política, social e eclesiástica, o que mais lhe ficou no pensamento até hoje?   

Na verdade, a delegação das TFPs, da qual fiz parte juntamente com uma dezena de outras pessoas, foi primeiro a Moscou, depois a Vilnius e, por fim, novamente a Moscou, numa viagem memorável que teve como objetivo entregar as assinaturas ao Presidente lituano Landsbergis [foto abaixo], uma cópia da mesma ao gabinete do Secretário-Geral do PCUS, Gorbatchov, no Kremlin, e também ao Arcebispo Primaz lituano, o Cardeal Sladkevičius. Tudo isto foi feito.    
O Presidente lituano recebeu-nos com grande cordialidade, impressionando-nos com a determinação heróica com que queria continuar o processo de independência da Lituania mesmo que, como nos deixou claro, não excluísse acabar preso e mandado para a Sibéria ou pior ainda. Efetivamente, um mês após a visita da nossa delegação, em dezembro de 1990, como infelizmente poucos se recordam, o Exército Vermelho entrou em Vilnius e reprimiu brutalmente os independentistas que se manifestavam em frente à televisão nacional, esmagando-os com tanques e disparando contra os civis. Mas estes foram os últimos golpes da cauda do dragão vermelho. Depois, como sabemos hoje, a independência foi consolidada não só na Lituânia, mas também nos outros países bálticos.     
No entanto, a minha memória mais profunda é a reação das numerosos lituanos que encontramos em igrejas cheias, teatros cheios, caminhando pelas ruas, visitando famílias, suplicando-nos que não voltássemos à Europa sem antes nos comprometermos seriamente a continuar a luta pela liberdade da Lituânia em cada ponto do mundo. “Não nos abandonem mais!” era a frase que mais ouvíamos nestes numerosos encontros durante os nossos dias de permanência na Lituânia. Só no local pude medir toda a profundidade do seu sofrimento e a firme resolução de separarem os seus caminhos definitivamente do mundo soviético, não por ressentimento contra o povo russo, que não tinham, mas contra o caráter tirânico da liderança do Kremlin, não só na tenebrosa fase comunista, mas também em outros momentos da sua história. Infelizmente, no abismo de acontecimentos em que estamos envolvidos todos os dias, muitos esqueceram esta realidade de sofrimento e de martírio.       

A delegação das TFPs entrega as assinaturas ao Presidente lituano Landsbergis

3. Ainda se mantêm as visitas anuais da delegação das TFPs à Lituânia?
Sim, mesmo durante a pandemia de COVID-19, as TFPs europeias e americanas enviaram regularmente uma delegação de membros à peregrinação anual, que tem lugar na primeira metade de setembro, ao Santuário de Nossa Senhora de Ŝiluva, construído no local de uma aparição mariana fortemente identificada com a história nacional da Lituânia, também chamada Terra Mariana. Na Lituânia há também um escritório de representação das TFPs que é gerido pelos nossos amigos de Frankfurt.  

4. A 24 de fevereiro último, a Federação Russa, liderada por Vladimir Putin, antigo membro do finado regime soviético, atacou e invadiu despudoradamente a Ucrânia. Que semelhanças encontra entre a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas do século XX e a Rússia do século XXI?   
É necessário compreender que, embora a Rússia tenha abandonado aspectos do regime socioeconómico socialista planeado (não para o substituir por uma economia genuinamente livre e orgânica, mas por uma “cleptocracia” em benefício dos antigos membros do regime comunista), a liderança russa não renunciou de modo algum aos métodos brutais do antigo Exército Vermelho, enviado para ocupar territórios estrangeiros e suprimir qualquer movimento de independência dos povos, como já tinha feito durante as terríveis décadas soviéticas na Hungria, na Checoslováquia e como estava prestes a fazer novamente na Polônia quando a URSS entrou em colapso. E, como também já foi dito, na Lituânia, no início de 1991. A construção “moral” para justificar tais ações é genuinamente marxista e amoral, onde se aplica o princípio de Lenine “bom é o que serve a causa, mau é o que se lhe opõe”. E, portanto, são válidas a guerra, a agressão física contra os povos, a fome provocada para os fazer ceder, o envenenamento dos opositores, as mentiras, o engano, a negação da palavra dada e assinada, etc. Tudo isto revela que a mentalidade revolucionária ainda está plenamente em vigor na liderança moscovita.      

5. No campo da direita política, veja-se o caso do italiano Matteo Salvini e da francesa Marine Le Pen, há quem veja Putin como que um salvador da civilização decrépita em que nos encontramos. O mesmo acontece, lamentavelmente, a nível eclesiástico. Que comentário lhe merece esta atitude por parte de quem ficará do lado errado da história? 
Há uma geração de pessoas que se dizia chocada com os crimes do comunismo nos não tão distantes anos 90 e que hoje, apenas 30 anos depois, parece ter esquecido tudo: guerras, invasões, sofrimento brutal infligido a populações indefesas, fomes provocadas etc. Normalmente justificam o injustificável com argumentos muito pouco razoáveis, por exemplo, que basta explicar a agressão russa na Ucrânia como resposta à inegável corrupção moral do Ocidente, onde são, sem dúvida, aprovadas e aplicadas leis que contradizem os mais básicos princípios cristãos e naturais. Mas será que estas pessoas que pensam assim aprovariam guerras de invasão e morte contra os seus próprios países, onde estes costumes e leis já foram impostos há muito tempo ou ainda estão a ser impostos? Deixariam os seus entes queridos sofrer na sua própria pele devido à orientação ideológica ou moral dos seus censuráveis líderes políticos ou religiosos? Além disso, sabem alguma coisa sobre a realidade russa em relação ao ateísmo, aborto, alcoolismo, declínio populacional etc.? Têm eles algum conhecimento que não se limite a algumas frases proferidas pelo Patriarca Cirilo? Entre outras coisas, será que conhecem a história de colaboração deste último com o regime soviético durante a Guerra Fria? 
Uma consideração final. Em 1991, mais de 92,5% dos eleitores ucranianos votaram pela independência completa de Moscou, recordados de um dos holocaustos mais horríveis do século XX, o Holodomor, ou seja, a fome de 1931-32, provocada pela requisição de alimentos ordenada pelo Kremlin de Stalin, que provocou vários milhões de mortes por fome. Depois de tal experiência, quem poderia negar o direito dos ucranianos a separarem-se do poder de Moscou? E, de fato, na altura, todos se diziam de acordo em reconhecê-lo. Até a própria Rússia reconheceu este direito em 1994. O tempora, o mores! 

A delegação das TFPs em Moscou para a entrega das assinaturas obtidas pela libertação da Lituânia

6. Voltando à grande ação das TFPs em prol da Lituânia, crê que se justificaria uma nova campanha, desta feita pela salvaguarda do direito à independência por parte da Ucrânia?
Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e as várias TFPs e entidades afins no mundo lançaram uma subscrição, dirigida ao Papa Francisco, para que, finalmente, se cumpra o pedido de Nossa Senhora, em Fátima, de consagrar a Rússia ao Imaculado Coração de Maria nos termos precisos indicados pela Mãe de Deus em 1917 e, depois, em 1929.* Nossa Senhora tinha previsto que, se não houvesse tal consagração feita pelo Papa em união com todos os bispos do mundo, a Rússia espalharia os seus erros, trazendo graves perseguições à Igreja. Mas se a consagração tivesse sido feita, teria sido garantido um tempo de paz mundial. Este pedido deveria ser uma prioridade para as almas verdadeiramente católicas e desejosas daquela verdadeira paz que é “tranquilidade da ordem” e não a falsa alternativa entre duas desordens, a da auto-anulação do Ocidente e a das tiranias cruéis. As palavras de Maria Santíssima sobre a Rússia não são ofensivas para o povo russo, como alguns católicos parecem acreditar. Pelo contrário, vendo bem, revelam um grande amor e predileção por um povo que viu florescer no passado a devoção mariana. E o fruto do cumprimento deste pedido teria naturalmente repercussões na garantia da independência da Ucrânia, uma terra de mártires heróicos.

ABIM

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* A respeito da Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria aconselhamos acessar o site: https://www.consagracaorussia.org.br

ESTA FOTO NÃO É UMA MONTAGEM

 Comitiva da TFP no Kremlin, em 1990.

Agora,  32 anos depois, algo semelhante precisamos fazer para que a católica Ucrânia não volte a ficar sob o jugo do comunismo soviético. 

— O que querem, camaradas?

— Nós não somos camaradas! Nós somos senhores.

— Então, o que querem os senhores?…

Esse diálogo deu-se no Kremlin, entre alto funcionário do governo soviético e membros da comitiva das TFPs, no ato de entrega de um dossiê especial. Este continha mensagem dirigida a Gorbachev mostrando a amplitude e os fins da campanha empreendida pelas TFPs, nos cinco Continentes, em favor da independência da Lituânia, que jazia sob o domínio da URSS.

A comitiva chegara de Vilnius, capital da Lituânia, onde entregara ao Presidente Vytautas Landsbergis os microfilmes das 5.218.520 assinaturas do monumental abaixo-assinado.

Que dor de cabeça para Gorbachev!

Já pensou a dor de cabeça para Gorbachev, o prestidigitador político ambíguo e viperino?

A comitiva da TFP, num lance surpreendente, transpôs as históricas e sombrias muralhas do Kremlin para fazer saber ao ídolo da mídia mundial que 1 dentre cada 1.000 habitantes da Terra exige dele autenticidade em sua política aparentemente pacifista: ou seja, que dê LIBERDADE PARA A LITUANIA CRISTÃ!

ABIM

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Fonte: Revista Catolicismo, Janeiro/1991

Avião militar americano ao serviço da NATO cai na Noruega com quatro tripulantes

Imprensa local diz que tripulantes podem não ter sobrevivido.

Um avião militar americano com quatro pessoas a bordo e ao serviço da NATO caiu esta sexta-feira no norte da Noruega, durante um exercício.

A imprensa local, que cita a polícia, diz que os tripulantes podem não ter sobrevivido e que vai levar várias horas até as equipas de resgate chegarem às vítimas, devido às condições meteorológicas.

Um helicóptero de resgate e um avião militar norueguês sobrevoavam o local quando conseguiram detetar a aeronave, que foi dada como desaparecida ao final da tarde.

Os tripulantes faziam parte dos 30 mil soldados das Forças da NATO que participam no exercício Cold Response.

SIC Notícias