quinta-feira, 15 de julho de 2021

SILVES MEDIEVAL VESTE CIDADE COM CORES E ADEREÇOS DE OUTRORA


História, ambiente e atrativos medievais pretendem alavancar comércio local
Silves prepara-se para ser palco do evento Silves Medieval, a decorrer de 30 de julho a 22 de agosto. Nestes dias, a cidade veste as cores e adereços medievais tão únicos e representativos do evento que, durante quase duas décadas, animou a cidade, deu a conhecer e reavivou a sua História, tão intrinsecamente ligada à presença árabe no al-Gharb al-Andaluz e prepara outras surpresas, que serão anunciadas oportunamente. Apesar das restrições resultantes da pandemia por COVID-19, o Município de Silves pretende com a dinamização desta ação, e sempre no estrito cumprimento das recomendações da DGS, apoiar e alavancar o tecido económico do concelho, num momento particularmente difícil que o comércio, a restauração e a hotelaria atravessam.
Neste contexto, quem visitar a cidade de Silves durante este período poderá encontrar uma cidade engalanada, passear pelas suas ruas decoradas com os adereços habitualmente utilizados nas edições da Feira Medieval e registar o momento num dos diversos Cenários com História preparados e idealizados pela autarquia. Para além do pátio al-andaluz localizado defronte do edifício dos Paços do Concelho, a Câmara Municipal de Silves apresenta mais duas novidades: um monumental pórtico localizado na rua 5 de Outubro assinala a entrada num ambiente mágico e verdadeiras obras de arte inspiradas no Alcorão decoram a habitual mesquita, já erguida junto ao torreão da cidade. Ao ambiente e atmosfera únicos do centro histórico, juntar-se-á a vertente gastronómica, onde poderão ser apreciados verdadeiros e diversificados sabores medievais nos restaurantes da cidade.
A Câmara Municipal de Silves convida todos a visitar e a experienciar este ambiente único vivido em território do aspirante a Geoparque Algarvensis. A cidade e o comércio aguardam por todos para reescrever esta Nova História.

Livros | A Escrava Isaura tem nova edição: a obra de Bernardo Guimarães é um marco na literatura contra a escravatura


Uma das principais obras do romantismo brasileiro e um marco abolicionista do esclavagismo, A Escrava Isaura deu ao seu autor, o escritor brasileiro Bernardo Guimarães, o reconhecimento que até aí não granjeara na proporção merecida. A popularidade do romance venceu o tempo e, um século depois, as personagens ganharam vida em adaptações televisivas de grande sucesso mundial. Agora a Guerra e Paz recupera esta história de paixões e contrastes numa edição acessível a todos os leitores, com o apoio do grupo Cofina. A Escrava Isaura estará disponível na rede livreira nacional a partir do próximo dia 20 de Julho e poderá ainda ser adquirida no site oficial da editora.
Resistência e desejo de liberdade e progresso. A Escrava Isaura, romance do escritor Bernardo Guimarães, publicado em 1875, representa um símbolo na luta pelo fim da escravatura no Brasil, ao mostrar, em plena campanha abolicionista, «quanto é vã e ridícula toda a distinção que provém do nascimento e da riqueza».

O livro conta-nos a história de uma escrava, filha de uma negra e de um feitor português, que é criada como uma dama da corte pela mulher do comendador Almeida, numa magnífica fazenda do século XIX no interior do Rio de Janeiro. A sua beleza desperta múltiplas paixões e desejos libidinosos, aos quais Isaura resiste estoicamente.

O maior desafio da jovem será suportar os abusos de Leôncio, o filho do comendador que odeia ser contrariado e desenvolve uma obsessão pela escrava. Esperam-lhe fugas, desafios e amores, sempre em busca da tão desejada liberdade. Terá Isaura conseguido alcançar o bem mais precioso? Só a leitura poderá esclarecer.

O romance tornou-se rapidamente num êxito editorial, dando a Bernardo Guimarães o reconhecimento que até aí não granjeara na proporção merecida. Até o imperador do Brasil, D. Pedro II, quis conhecer o autor.

Mas talvez o mais importante dos elogios tenha vindo de Machado de Assis, nome maior da literatura brasileira e de língua portuguesa: «Com o Sr. Bernardo Guimarães dá-se um fenómeno, que não é raro em literatura: a sua popularidade não é igual ao seu talento. […] um talento tão robusto […] tinha direito à mais vasta popularidade.»

A Escrava Isaura sobreviveu ao tempo e, um século depois da 1ª edição, surgiram adaptações para telenovela que tornaram o seu reconhecimento mundial. A primeira, transmitida em 1976, foi traduzida e retransmitida em 150 países. É tempo de dar nova vida a Isaura, que segundo registos da Biblioteca Nacional não era publicada em Portugal há duas décadas, desta feita numa edição da Guerra e Paz Editores, em parceria com o grupo Cofina. O livro fará parte da colecção Livros CMTV e chega às livrarias e quiosques de todo o país no próximo dia 20 de Julho.

A Escrava Isaura
Bernardo Guimarães
Ficção / Romance
208 páginas · 15x23 · 11 €
Nas livrarias a 20 de Julho

Aveiro | Menos carros para uma cidade mais saudável e amiga do ambiente

 Contributo e recomendações da MUBi para o Plano Municipal (de Aveiro) de Adaptação às Alterações Climáticas

O Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas deve constituir-se como uma oportunidade para que o Município de Aveiro alinhe as suas políticas e gestão autárquica com os objectivos europeus de acção climática e as metas para esta década de redução de gases com efeito de estufa.


No que respeita à mobilidade sustentável, deverá urgentemente reverter as políticas municipais que têm promovido e subsidiado o uso excessivo do automóvel particular, e assumir um amplo e firme compromisso por uma mudança de paradigma nas políticas urbanísticas e de mobilidade, priorizando as deslocações a pé e em bicicleta, o transporte público e os sistemas de mobilidade partilhada, em detrimento da utilização do automóvel individual.

A MUBi lamenta que a Câmara Municipal de Aveiro, mais uma vez, tenha optado por uma abordagem desactualizada e ultrapassada de planeamento, iniciando o processo de consulta pública do Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas (PMAAC) após o Plano estar concluído! Os processos de planeamento devem garantir transparência e participação desde as fases iniciais, assegurando soluções co-construídas com as comunidades durante todas as etapas.


O sector dos transportes passou em 2019 a ser o sector com maior peso nas emissões em Portugal, e os transportes rodoviários são responsáveis por 95.4% das emissões do sector. De acordo com os Censos de 2011, para 70% dos residentes no município de Aveiro, o carro era o principal modo de transporte nas deslocações casa-trabalho ou casa-escola.


A União Europeia e os Estados Membros adoptaram a meta de redução de emissões de gases com efeito de estufa em pelo menos 55% até 2030. Os centros urbanos são responsáveis por mais de 70% das emissões a nível global. Os compromissos e metas climáticas para esta década colocam, por isso, uma enorme exigência às áreas urbanas.


É hoje em dia consensual que a mudança de motorização nos veículos automóveis individuais é largamente insuficiente para dar resposta às metas e compromissos de redução de emissões na presente década. Reduzir as emissões do sector da mobilidade e transportes requer uma gama abrangente de políticas públicas que conduzam a uma significativa redução do número de automóveis em circulação e da sua utilização.


A bicicleta é o modo de transporte energeticamente mais eficiente e, a seguir ao caminhar, o que menos emissões produz. Os ciclistas produzem menos 84% de emissões de CO2 relacionadas com a mobilidade do que os não ciclistas, e que quem muda do carro para a bicicleta reduz as suas emissões em 3,2 kg de CO2 por dia. A transferência do carro para a bicicleta contribui dez vezes mais para a redução de emissões que a electrificação da motorização automóvel, para além de proporcionar muitos outros co-benefícios associados, nomeadamente ao nível da saúde pública e qualidade do espaço urbano.

A Estratégia Nacional para a Mobilidade Activa Ciclável (ENMAC) 2020-2030 determinou a meta de que até 2030 pelo menos uma em cada dez deslocações nas cidades portuguesas seja feita em bicicleta. Para cumprir esta meta, Aveiro terá de criar as condições para que, desde já e ao longo de toda a presente década, cada ano perto de mil aveirenses troquem o uso do carro pela bicicleta. Seria inaceitável que Aveiro, com condições naturais extremamente favoráveis ao uso da bicicleta, dimensão territorial muito propícia e uma forte herança cultural associada a este meio de transporte, fosse incapaz de cumprir este objectivo nacional.

A par de outros factores, a qualidade de vida nas cidades e municípios pode ser medida pela quantidade e diversidade de espaços verdes e pela qualidade de permanência e uso dos espaços públicos. A pandemia veio mais uma vez demonstrar a importância do espaço público como local de actividade física, fruição e relaxamento, e o valor que a proximidade às funções sociais essenciais tem para a resiliência das comunidades.

Recomendações:

O PMAAC deverá preconizar a elaboração e implementação de um Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, seguindo os princípios de priorização dos modos activos e colectivos de deslocação para a redução da dependência do automóvel. Deverá, também, apoiar a elaboração de planos de mobilidade por parte de empresas, escolas e outros polos de deslocação, começando pelo exemplo da Câmara Municipal.


O PMAAC deverá, igualmente, preconizar a revisão dos planos municipais de ordenamento do território, incluindo o Plano Director Municipal, com o propósito de estarem alinhados com os objectivos de acção climática e de redução de emissões. Estes deverão, também, contribuir para reduzir as desigualdades territoriais e sociais através de políticas para ampliar o acesso a actividades, serviços e oportunidades por parte de todas as gerações e classes sociais de forma segura, atraente e sustentável – promovendo a integração dos sistemas de transporte e políticas de mobilidade com o planeamento de uso do solo e o urbanismo compacto e de proximidade.


Deverá prever um forte investimento no transporte público e conter medidas de apoio à implementação de soluções que promovam a sua complementaridade com os modos activos.


O PMMAC deverá integrar medidas de desincentivo ao uso do automóvel, como políticas de gestão e tarifação do estacionamento, medidas de dissuasão e limitação do tráfego motorizado nos centros urbanos, áreas residenciais e envolventes de escolas e Zonas de Emissões Reduzidas. Deverá, também, incluir a disseminação de medidas físicas e de gestão de acalmia do tráfego motorizado e a generalização do limite máximo de velocidade de 30 km/h. 


Deverá, ainda, conter medidas de apoio à implementação de soluções que promovam a complementaridade dos modos activos com a rede de transporte público.

É fundamental o PMAAC integrar, também, soft-measures de promoção e incentivo da mobilidade activa e sustentável. As soft-measures são fundamentais para facilitar a implementação de outras medidas e aumentar a sua eficácia e, também, para a mudança da cultura da mobilidade.


A MUBi recomenda, ainda, que o PMAAC estabeleça metas globais e sectoriais de redução das emissões, a 5 e a 10 anos, assim como metas de quotas modais, também a 5 e a 10 anos. Ambas deverão estar alinhadas com os compromissos internacionais e objetivos e planos estratégicos nacionais existentes e em desenvolvimento. O PMAAC deverá, também, propôr o ano de neutralidade climática no município de Aveiro.


Cada medida deverá ter definida a equipa responsável pela sua liderança/coordenação e previstos os recursos humanos a serem alocados. 


O PMAAC deverá conter um plano detalhado de monitorização e avaliação permanente da implementação das medidas, indicadores e dos resultados alcançados, um plano de comunicação e um plano de participação pública estruturada, com acompanhamento das suas diversas etapas.


Por fim, a MUBi manifestou à Câmara o seu interesse e disponibilidade em integrar o Conselho Local de Acompanhamento do Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas.

Figueira da Foz: cabeças de lista à Câmara e à Assembleia Municipal


O cabeça de lista à Câmara Municipal vai ser Rui Curado Silva. Com 50 anos, foi aluno na Esc. Sec. Bernardino Machado e na Esc. Sec. Joaquim de Carvalho. Foi atleta de basquetebol do Ginásio Figueirense e do Naval 1° Maio. Licenciado em Engenharia Física pela Universidade de Coimbra e Doutor em Física pela Universidade Louis Pasteur, em Estrasburgo, França. É Investigador do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, em Coimbra.
Em 2009, foi cabeça de lista à Câmara Municipal da Figueira da Foz. Em 2013, foi cabeça de lista à Junta de Freguesia de Buarcos e São Julião. Em 2017, foi cabeça de lista à Câmara Municipal da Figueira da Foz. É membro do Departamento Internacional do BE.

O cabeça de lista à Assembleia Municipal vai ser o candidato independente, Pedro Miguel da Silva Jorge. Nascido em Moçambique, há 51 anos, é Professor na Esc. Sec. Cristina Torres. Mora em Tavarede, desde 2005, e é casado com uma figueirense e pai de três filhos. Integrou as listas do BE à Assembleia de Freguesia de Tavarede, em 2013 e 2017. Em 2017, foi eleito deputado da Assembleia de Freguesia de Tavarede.
 

Barcelos | Manuel Heitor e Ana Abrunhosa visitam o IPCA

 16 julho | IPCA: Polo Braga e Campus Barcelos

​O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, dedicam as suas agendas desta sexta-feira ao Instituto Politécnico do Cávado e do Ave – IPCA.
O programa inicia com a visita às instalações da Escola Técnica Superior Profissional, no Polo de Braga, seguindo-se uma reunião com a presença do Presidente do Município, Ricardo Rio; do Presidente da Associação Empresarial do Minho, Ricardo Costa, do Presidente da Associação Comercial de Braga, Domingos Barbosa e dos dirigentes do IPCA.

Pelas 11h a comitiva chega ao Campus de Barcelos onde inicia a visita às Unidades de Investigação do IPCA. Uma hora depois, segue-se uma reunião no auditório Engº António Tavares sob o tema “O Papel do IPCA na Transformação da Região” com a presença da Presidente do IPCA, Maria José Fernandes; do Presidente da CCDN-R, António Cunha; do Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes; do Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança; do Presidente de Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha; do Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira e dos dirigentes do IPCA.

O roteiro incluiu ainda um Encontro dos Ministros com os Investigadores do IPCA sob a temática “Diálogos de Política Científica”, onde se junta ainda a Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira.

Da parte da tarde, e antes de terminar a visita por Barcelos, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior passará na empresa barcelense Valérius.

Esta visita insere-se no âmbito da estratégia do IPCA para os próximos anos, sobretudo do seu crescimento e consolidação na região enquanto agente de desenvolvimento.

A visita tem ainda por objetivo discutir e apresentar os projetos do IPCA com possibilidade de serem enquadrados no PRR e nos fundos estruturais europeus.


Ana Teixeira

Vouzela | Dia aberto nos núcleos museológicos de Alcofra e Vilharigues a 24 e 25 de julho


No fim de semana de 24 e 25 de julho, os núcleos museológicos das Torres Medievais de Alcofra e Vilharigues irão estar abertos ao público durante o período da tarde.

Entre as 14h e as 18h, ambos os espaços terão as suas portas abertas e o apoio de um técnico para orientar a visita.

Para mais informações, os interessados poderão entrar em contacto com o Posto de Turismo de Vouzela, pelo 232 740 070 ou através do mail gab.turismo@cm-vouzela.pt

A iniciativa conta com o apoio da Junta de Freguesia de Alcofra e da União de Freguesias de Vouzela e Paços de Vilharigues.




Richard Garriott já foi ao espaço, mas diz que subir à montanha mais alta de Portugal foi mais complicado

Mesmo para quem já foi ao espaço, como o norte-americano Richard Garriott, presidente do Clube dos Exploradores, subir à montanha mais alta de Portugal conta-se entre os desafios mais difíceis de sempre.

“Esta foi, definitivamente, a subida mais difícil em que já participei. Ainda bem que não sabia que ia ser tão difícil, se não teria questionado se devia ter vindo”, confessou à Lusa o norte-americano que lidera a sociedade fundada em 1904 nos Estados Unidos.

“Já fiz muitas viagens, mas na maior parte delas estava dentro de uma cápsula ou sentado numa cadeira”, atirou o norte-americano filho de um astronauta da NASA, que esteve em 2008 na Estação Espacial Internacional como “turista espacial” e desceu à Fossa das Marianas, o ponto mais fundo do oceano, no Pacífico.

A subida ao Pico foi o último ponto da Cimeira Global da Exploração, que juntou cientistas, aventureiros e criadores de novas tecnologias a trocarem experiências e a anunciarem cenários futuros para a exploração ligadas à ciência e ao ambiente.

Entre eles, a geóloga Nina Lanza, responsável por uma das equipas que opera o robô Perseverance, em Marte, e o surfista português Hugo Vau, detentor do recorde da maior onda já surfada.

O caminho começa no fim da estrada que leva à Casa de Apoio da Montanha, a 1.200 metros de altitude. O primeiro gesto “oficial” de quem inicia a jornada é tocar no Anjo, uma escultura metálica antes dos degraus que sinalizam o início.

Entre os membros do Clube dos Exploradores, admite-se uma obsessão com os “primeiros”, como o primeiro a ir ao cimo do Evereste, o primeiro a explorar o ponto mais fundo do oceano.

Richard Garriott tem os seus bem decorados: “Fui a primeira pessoa a juntar a exploração da Terra de polo a polo, a ir ao espaço e a ir ao ponto mais profundo…e a subir ao cimo do Pico”.

O percurso até ao cimo do vulcão adormecido fez-se de noite, uma noite praticamente sem dormir em busca da emoção de ver o Sol nascer a mais de 2.200 metros de altitude.

São mais ou menos quatro horas para cima e quatro horas para baixo numa montanha que é “um desafio para a maior parte das pessoas, uma superação”, diz à agência Lusa a guia Raisa de Oliveira Santos, de 31 anos, uma natural de Porto Alegre que há seis anos se apaixonou, primeiro por uma pessoa, e depois pelo arquipélago dos Açores.

Noite fora, incentiva constantemente o grupo que tem que vencer 47 marcos de distância para chegar à cratera, onde o aguarda a última etapa: os cerca de 70 metros do Piquinho, uma elevação que se sobe à força de mãos e pés, trepando a caminho da recompensa de chegar ao topo.

Para muitos, é uma etapa que o rigor da subida não permite ultrapassar.

Ricardo, de 23 anos, guia há cinco pessoas na viagem ao cimo do Pico. Se Raisa é efusiva e motivadora, o jovem natural das Lages é a presença serena que acompanha os que ficam mais para trás e os ajuda a encontrarem um ritmo que lhes permita a tal “superação”.

Por vezes, corre mal, como para um candidato a alpinista que chegou ao cimo da montanha e aí torceu um pé e ficou inutilizado para a difícil descida.

Nesses casos, a solução é chamar a equipa especial de resgate dos bombeiros, composta por seis a oito elementos que se vão revezando a carregar a maca na descida

Outras vezes, o desfecho é feito de emoções diferentes: “Tive uma subida complicada com uma senhora que tinha bastante dificuldade. Chegámos à cratera e eu aconselhei-a a não subir o Piquinho. Ela olhou para mim a chorar e disse que tinha mesmo que o fazer”, recorda.

“Tinha esta viagem planeada com o filho, que tinha morrido um mês antes. Eu disse-lhe: ‘A senhora vai subir o Pico’. Assim foi e lá em cima, abraçámo-nos”, acrescenta o estudante de Psicologia, que vive a maior parte do ano em Lisboa.

Começado o percurso, ao fim de poucos minutos já se trilha por cima de basalto que começou como lava cuspida pelo vulcão e que, ao solidificar, ganhou para sempre a forma da massa incandescente que escorreu pela montanha, como se fossem claras em castelo.

A cerca de 1.500 metros de altura, para-se para o primeiro descanso e para comer e beber água. O cacimbo que acompanhou a primeira hora de subida desapareceu. Desligam-se as lanternas, olha-se para cima e para os lados e há um céu de planetário.

Nina Lanza, a geóloga norte-americana com a cabeça em Marte, olha e aponta: ali Cassiopeia, ali Júpiter, ali a Ursa Maior.

“É sempre maravilhoso estar um pouco mais perto do espaço e de Marte, que vive no meu coração e que levo para todo o lado, tal como estar nesta montanha vulcânica em que vemos coisas iguais às que existem em Marte, como as crateras basálticas”, disse à Lusa.

Cerca das seis da manhã, no alto do Piquinho, concentram-se algumas dezenas de pessoas de vários grupos que subiram durante a noite.

Todos os olhos estão virados para nascente. Bebe-se café e chá quente. Partilha-se um cobertor. Quase não há vento, mas, para aquecer, há quem se encoste a uma das rochas aquecidas pelas fumarolas que não deixam esquecer que se está em cima de um vulcão formado há centenas de milhares de anos.

A recompensa do esforço que começou pelas duas da manhã aparece com o sol. Os excursionistas que chegaram ao Piquinho põem-se em equilíbrio precário nas rochas do cume para as fotografias. Nina Lanza faz o pino.

Desde há dois anos, o único português membro do Clube dos Exploradores é Hugo Vau, que surfou em 2018 na Nazaré a que foi considerada a maior onda de sempre, com uma altura estimada de 35 metros.

Junte-se mais de dois quilómetros a esse recorde e o lisboeta que se fixou na ilha Terceira também parece estar no seu elemento. Durante a noite, foi a voz mais animada durante a subida, encorajando os da dianteira e impacientando-se quando o ritmo era mais lento.

O sol já está bem marcado no horizonte e a oeste desenha-se nas nuvens a sombra da montanha. Hugo vai à mochila e pega numa garrafa de aguardente portuguesa para propor um brinde, a que nenhum astronauta ou cientista resiste.

A “Big Mama” que lhe trouxe reconhecimento foi uma onda grande, mas a maior chegará dentro de algumas semanas: “Ter uma criança a caminho é a maior e mais longa onda da minha vida e a que me vai dar mais felicidade”.

“Para mim, é uma grande honra fazer parte deste grupo de pessoas extraordinárias. Eu simplesmente ia à praia surfar quando era miúdo. Quando vou para a água, vou com a intenção de me divertir, primeiro que tudo, mas também explorar os meus limites, colocar-me em situações em que não sabemos como vamos reagir. Há uma ambição de experimentar, de ter sensações novas”, diz à Lusa.

A sensação de estar acima das nuvens e o golo de aguardente dão ânimo ao grupo para começar a descida, que não é fácil.

O cansaço da subida acumula-se nas pernas e até à Casa da Montanha há os mesmos 47 postes para contar e a passagem por zonas como o “Vale dos Caídos”, onde os trilhos forrados de brita vulcânica são especialmente escorregadios.

António Pereira Neves / Lusa

Imagem: Itinari

Com mais 58 mil casos num mês, cuidados intensivos aumentam 122% mas óbitos estabilizam

Portugal registou mais de 58 mil novos casos de infeção no último mês, período em que os internamentos em cuidados intensivos aumentaram 122%, mas com o número de mortes a ter um crescimento de apenas de 0,8%.

Se em 14 de junho, o país tinha 858.072 casos confirmados de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, os dados mais recentes da Direção-Geral da Saúde (DGS) indicam que quarta-feira, véspera do Conselho de Ministros de hoje de avaliação da pandemia, já tinham sido notificados 916.559 casos, o que representa um aumento de 6,8% no espaço de um mês.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo foi onde se verificou mais infeções no último mês, com quase 32 mil, mas foi o Algarve que registou o maior aumento percentual de casos de covid-19, com 24%, passando dos 22.653 para os 28.205.

A 14 de junho, Lisboa e Vale do Tejo registava um total 326.412 casos de infeção pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, número que aumentou para os 358.162 registados na quarta-feira, o equivalente a mais 9,7% nesse período.

Durante o último mês, o Norte deixou de ser a região do país com mais casos de infeção registados desde o início da pandemia, uma liderança que passou a ser assumida por Lisboa e Vale do Tejo, com uma diferença de pouco menos de dois mil casos.

Entre 14 de junho e 14 de julho, o número de infeções no Norte aumentou 4%, passando de 342.464 para os 356.182, indicam ainda os dados da DGS.

Relativamente às restantes regiões, os casos confirmados também aumentaram 4% no Centro (de 120.517 para 125.267) no prazo de um mês, 5% no Alentejo (de 30.438 para 31.980), 14,5% nos Açores (de 5.799 para 6.640) e 3,4% na Madeira (de 9.789 para 10.123).

Já no que se refere aos casos ativos no país, aumentaram de 25.403 para os atuais 47.108, o que representa um crescimento de 85%.

Apesar de muito distante dos números do início do ano, a evolução da pandemia no último mês também se reflete na pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde, com um crescimento de 115% nos internamentos (de 340 a 14 de junho para 734 a 14 de julho) e de 122% nos cuidados intensivos (de 77 para 171 na quarta-feira).

As "linhas vermelhas" de controlo da pandemia estabelecidas por diversos especialistas preveem 245 camas em cuidados intensivos como o valor crítico para Portugal continental, apontando para uma distribuição regional de 85 camas no Norte, de 56 no Centro, de 84 em Lisboa e Vale do Tejo, de 10 no Alentejo e de 10 no Algarve.

Tendo em conta os 171 doentes que estavam em cuidados intensivos na quarta-feira, Portugal continental atingiu os 69,7% do limiar definido como crítico de 245 camas ocupadas, quando, a 16 de junho, este valor estava nos 36%, o que representava 88 internados nessas unidades.

Apesar desta maior pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde, e ao contrário de outras vagas, o número de óbitos registou apenas um ligeiro aumento de 0,8%, com mais 135 mortes no período em análise para um total de 17.182 desde o início da pandemia em Portugal.

A evolução negativa da pandemia no último mês é também evidente nos indicadores que compõe a matriz de risco, que passou do quadrante laranja para o vermelho, com a taxa de incidência de novos casos de infeção a aumentar de 83,4 para os 346,5 no território continental em cerca de trinta dias.

Já o índice de transmissibilidade - que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de uma pessoa com o vírus -- passou no continente de 1,10 para os 1,15, acima do limite estabelecido de 1.

O ritmo de administração de vacinas também acelerou no último mês, passando de 42% para 60% da população com a primeira dose (de cerca de 4,3 milhões para 6,2 milhões de pessoas), enquanto o número de utentes que concluíram a vacinação subiu dos 25% para os 42% (de cerca de 2,5 milhões para 4,3 milhões).

As pessoas entre os 50 e 64 anos e entre os 25 e os 49 anos foram as faixas etárias com crescimentos mais significativos de inoculações desde 13 de junho, passando de 69% para os 90% e dos 19% para os 57% com a primeira dose, respetivamente.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.053.041 mortos em todo o mundo, entre mais de 187,7 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

Lusa

França pede teste com menos de 24 horas a quem regressa de Portugal

A França anunciou hoje que todas as pessoas não vacinadas contra a covid-19 chegadas de Portugal ou Espanha que queiram entrar no país terão de apresentar um teste com menos de 24 horas, em vez das 48 horas atuais.

As pessoas podem ir a Espanha e a Portugal, especialmente quando estão vacinadas. Quando não estão vacinadas, quando vêm desses dois países onde a situação é difícil, é preciso apresentar um teste com menos de 24 horas", anunciou esta manhã o secretário de Estado de Assuntos Europeus, Clément Beaune, na rádio "Franceinfo".

A medida vai entrar em vigor já a partir deste fim de semana.

Até agora, um teste PCR ou antigénio de menos de 48 horas era suficiente para voltar a entrar em França.

Questionado se há isolamento para os passageiros provenientes de Portugal ou de Espanha, o secretário de Estado disse que não, já que se trata de países da União Europeia.

Na semana passada, este mesmo governante "desaconselhou" os franceses a viajarem para Portugal e Espanha, tendo sido depois corrigido por diversos membros do Governo francês que esclareceram que não havia qualquer interdição de deslocação para os dois países.

Em França já morreram 111.442 pessoas devido à covid-19 e foram detetados 5.829.724 casos da doença.

Lusa

Promoção da Saúde Mental


Entidades da Cova da Beira celebram protocolo colaborativo.

O Auditório do Hospital Pêro da Covilhã , inserido no Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira (CHUCB), acolhe esta amanhã a assinatura de um protocolo colaborativo, que tem como objetivo promover a Saúde Mental na Cova da Beira.

No âmbito deste protocolo é assumido o compromisso de desenvolver uma rede de intervenção célere, inclusiva e inovadora, baseada numa abordagem comunitária e biopsicossocial de prevenção, intervenção, tratamento e reabilitação da saúde mental, para dar a resposta a situações de exclusão e de vulnerabilidade social.

Subscrevem esta parceria, inédita a nível nacional, a Administração Regional de Saúde do Centro, o CHUCB, o Agrupamento de Centros de Saúde Cova da Beira, a Câmara Municipal de Belmonte, a Câmara Municipal da Covilhã, a Câmara Municipal do Fundão e o Centro Académico Clínico das Beiras.

Para saber mais, consulte:

CHUCB – http://www.chcbeira.min-saude.pt/

Comparticipação de testes rápidos

Testes rápidos de antigénio comparticipados | Entidades aderentes

Desde o dia 1 de julho, e no seguimento da entrada em vigor da Portaria n.º 138-B/2021, que é possível realizar testes rápidos de antigénio (TRAg) gratuitos.

Conheça os locais onde pode realizar um teste rápido de antigénio (TRAg) comparticipado a 100%:

Infarmed > Lista de farmácias de oficina que realizam testes rápidos antigénio (TRAg) de uso profissional

Infarmed, I.P. > Covid-19 > Lista de testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional disponíveis em Portugal

Controlar a pandemia | Novas medidas

 

Certificado digital ou teste negativo obrigatório nos hotéis e alojamento local.

Com a concentração dos concelhos de risco muito elevado a manter -se na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve, o Governo anunciou hoje que vai passar a ser exigida a apresentação do Certificado Digital ou de um teste negativo para aceder a estabelecimentos turísticos e de alojamento local em todo o território nacional e para aceder a restaurantes para serviço de refeições no interior nos concelhos de risco elevado e muito elevado nas seguintes condições:

  • Sexta-feiras a partir das 19h00
  • Durante todo o dia aos sábados, domingos e feriados

Com esta alteração, os restaurantes deixam de ter de fechar às 15h30 ao fim de semana e nos feriados, anunciou a Ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros que avaliou as novas medidas para controlo da pandemia.

Os concelhos que estão em risco muito elevado de incidência da covid-19 ficam sujeitos a medidas mais restritivas:

  • Recolher obrigatório entre as 23h00 e as 05h00
  • Teletrabalho obrigatório, quando as funções o permitam
  • Espetáculos culturais até às 22h30
  • Ginásios sem aulas de grupo; modalidades desportivas de baixo e médio risco
  • Casamentos e batizados com 25% da lotação
  • Restaurantes, cafés e pastelarias até às 22h30 (no interior, com um máximo de 4 pessoas por grupo; em esplanadas, 6 pessoas por grupo)
  • Comércio a retalho durante a semana: até às 21h00; aos fins-de-semana e feriados: retalho alimentar até 19h00 e não alimentar até às 15h30.

Para saber mais, consulte:

Controlar a pandemia – Conselho de Ministros 8 de julho de 2021

Vacinação contra a covid-19

Autoagendamento da vacinação disponível a partir dos 25 anos.

O autoagendamento da vacina contra a covid-19 para pessoas com 25 ou mais anos ficou hoje disponível no portal da Direção-Geral da Saúde destinado a estas marcações.

A possibilidade de as pessoas a partir dos 25 anos poderem autoagendar a toma da primeira dose da vacina contra o vírus SARS-CoV-2 ocorre depois de ter sido aberta a vacinação para a faixa etária entre os 18 e os 29 anos por ordem decrescente de idade no início desta semana.

A convocação desta faixa etária está a ser feita através do agendamento central, com os utentes a receberem uma mensagem SMS ou um telefonema dos serviços de saúde, mas o autoagendamento ficará, gradualmente, disponível até aos 18 anos.

Esta modalidade permite que as pessoas selecionem o local e a data em que pretendem ser vacinadas, recebendo depois uma mensagem SMS com a confirmação do dia, da hora e do centro de vacinação. A confirmação do agendamento implica que seja enviada resposta ao SMS.

Campanha de sensibilização para a vacinação dos jovens

 “Tu estás em jogo: vacina-te!” é a mensagem especialmente dirigida às faixas etárias mais novas

Num momento em que o ritmo de vacinação está a acelerar em Portugal e em que as camadas mais jovens da população começam a ser vacinadas, o Governo, a Task-Force e a Liga Portugal lançam uma campanha de comunicação de larga escala, tendo em vista a sensibilização da população mais jovem para a importância da vacinação.

Sob o lema “Tu estás em jogo: vacina-te!”, a campanha será especialmente dirigida às faixas etárias mais novas, recorrendo a diversos elementos de comunicação (imagens e vídeo) de apelo à participação em processos de vacinação e testagem contra a Covid-19. Os conteúdos permitirão acompanhar o processo de vacinação dos jogadores, bem como difundir testemunhos dos mesmos e dos respetivos clubes. A campanha foi preparada em estreita articulação entre as entidades referidas, adotando um estilo dinâmico e linguagem acessível, adequado ao público-alvo e enfatizando o papel decisivo que os jovens assumem na atual fase de controlo da pandemia.

Esta ação coincidirá com o início da vacinação dos jogadores dos clubes da 1ª Liga Profissional de Futebol, que terá início na próxima sexta-feira e se estenderá ao longo das próximas semanas. Através de um acordo de agendamento, a Task-Force e a Liga Portugal vão assegurar que o processo decorre em Centros de Vacinação, garantindo todas as condições de segurança e de logística associadas.

A necessidade de sensibilizar os mais jovens para a vacinação é uma prioridade no combate à COVID-19. Por isso, o futebol, enquanto fenómeno mobilizador da sociedade, pode dar um contributo decisivo na transmissão de mensagens de saúde pública e no envolvimento dos jovens para a adoção dos comportamentos necessários para travar a transmissão do vírus e permitir que se alcance a tão desejada imunidade de grupo. 

Cumprida meta de 70% da população adulta vacinada

À data de ontem, já tinham sido administradas, em Portugal continental, 9 504 206 vacinas.

A meta de ter 70% da população adulta vacinada contra a COVID-19, com pelo menos uma dose, foi ontem atingida, antecipando o compromisso já assumido por Portugal de ter 70% da sua população adulta vacinada até ao Verão.

Este marco está em linha com o anúncio de hoje da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, de que a União Europeia (UE) atinge, este fim de semana, o seu objetivo de ter doses suficientes para vacinar 70% da sua população adulta.

O País cumpre, assim, o segundo dos compromissos assumidos em janeiro de 2021. Recorde-se que, em março, Portugal já tinha atingido o objetivo de vacinar 80% das pessoas com mais de 80 anos e 80% dos profissionais de saúde, também alinhado com as metas da Comissão Europeia.

À data de ontem, já tinham sido administradas, em Portugal continental, 9 504 206 vacinas. Estas permitiram vacinar, com pelo menos uma dose, mais de 5,8 milhões de pessoas com 18 ou mais anos, que no limite de um mês, terão o esquema vacinal completo. Ao momento, já quase 4 milhões estão totalmente vacinados.

Este marco só foi possível graças ao compromisso e esforços de todos os profissionais de saúde envolvidos nesta campanha de vacinação, bem como à grande adesão demonstrada pelos portugueses.