quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

DJ, espetáculo piromusical e concerto de Ano Novo: Aveiro celebra arranque da Capital Portuguesa da Cultura 2024; Teatro Aveirense volta a apoiar a dança

 Celebrações decorrem no Rossio, no Canal Central e na Antiga Capitania

I – DJ, espetáculo piromusical e concerto de Ano Novo: Aveiro celebra arranque da Capital Portuguesa da Cultura 2024
Para marcar o arranque de Aveiro, Capital Portuguesa da Cultura 2024 (Aveiro 2024), a Câmara Municipal de Aveiro convida todos a assistirem à contagem decrescente para o novo ano no Canal Central da Ria de Aveiro, na zona do Rossio e áreas adjacentes.
Os primeiros segundos de 2024 vão contar com espetáculo piromusical, que vai revestir a Ria de Aveiro de som e luz para celebrar o início de um ano “com infinitas possibilidades”, proporcionado pelo facto de Aveiro ser Capital Portuguesa da Cultura.
A partir das 22h00, não deixe de marcar presença na envolvente do Museu Arte Nova, para assistir às atuações dos DJ BRUMA e do DJ Francisco Aires Pereira. Depois do fogo de artifício, que dará as boas-vindas ao Novo Ano e a Aveiro 2024, a festa continua na envolvente Antiga Capitania, com a atuação do DJ Miguel Rendeiro, das 00h25 até às 2h00.

Teatro Aveirense com Concerto de Ano Novo
As celebrações continuam no dia 01 de janeiro, pelas 18h00 no Teatro Aveirense, com a estreia do Concerto de Ano Novo pela Orquestra Filarmonia das Beiras, que conta com Martim Sousa Tavares como maestro convidado e uma obra de Pedro Lima. Um concerto com a marca de Aveiro 2024.
O Concerto iniciará em registo tradicional com as habituais valsas e polkas. Porém, o registo muda na segunda parte com a estreia de uma obra encomendada a Pedro Lima por Aveiro 2024 e pela Orquestra Filarmonia das Beiras, que transforma o palco numa cabine de DJ. Através de um set contínuo, a orquestra percorre, de forma sinfónica, os principais registos de música de dança atual. Um concerto para tirar o pé do chão, dirigido e apresentado por Martim Sousa Tavares.
O Concerto de Ano Novo repete-se no dia seguinte, 02 de janeiro, no Teatro Aveirense, pelas 21h30.

II – Teatro Aveirense volta a apoiar a dança
O Teatro Aveirense volta a promover o Laboratório de Criação Coreográfica de Aveiro (LAB). Realizado em parceria com a Companhia Instável, o evento regressa para desenvolver novos projetos na área da dança contemporânea a partir de uma proposta de criação dos participantes.

Pensado para jovens criadores, o LAB define-se como um espaço de pesquisa e processo continuados, com uma sessão de mentoria mensal. Cada sessão será acompanhada por um coreógrafo ou formador, num trabalho de partilha de metodologia e pensamento artístico, assumindo um formato aberto e transversal para o desenvolvimento do trabalho de criação, a partir das propostas de cada participante.

Com data de início marcada para 13 de janeiro, a iniciativa contará com a mentoria de Ana Figueira, Ana Isabel Castro, Daniela Cruz, Joclécio Azevedo e Mafalda Deville, entre outros formadores, seguindo um plano que procura incentivar a criação coreográfica e promover uma plataforma adequada para o desenvolvimento de criadores, o encontro artístico e a criação de pensamento e reflexão sobre a própria criação.

No final do processo, os participantes poderão contar com a apresentação da sua criação no Teatro Aveirense, em novembro de 2024, num espetáculo partilhado com outros criadores, assim como a possibilidade de participação no workshop de produção online, inserido no programa Pulso — Instável — Centro Coreográfico. Existe ainda a possibilidade de seleção de um participante para integrar os Palcos Instáveis em 2025/2026, em coprodução entre a Companhia Instável e o Teatro Aveirense. Às propostas vencedoras será concedida uma bolsa de produção no valor de 500€.

O Laboratório de Criação Coreográfica de Aveiro teve as suas duas primeiras edições em 2021 e 2022, que contaram com a apresentação de 11 peças de novos criadores de Aveiro e outras zonas do país, de onde saíram dois criadores que em anos alternados apresentaram criações próprias, a partir da atribuição de uma bolsa de criação.

As inscrições poderão ser feitas através do email agenio@cm-aveiro.pt, devendo incluir nota biográfica, contato e breve descrição do projeto.

Simão Santana
Adjunto do Presidente da Câmara Municipal de Aveiro

Câmara de Cantanhede aceita transferência de competências na área da saúde

 
A Câmara Municipal de Cantanhede aprovou, por unanimidade, a aceitação das competências na área da saúde, nos termos do auto de transferência a celebrar oportunamente e que terá efeitos a partir do próximo dia 1 de março.
A deliberação surge na sequência de vários encontros que a presidente da autarquia, Helena Teodósio, manteve com responsáveis da tutela, com destaque para a reunião com o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, em 24 de novembro de 2023, em Cantanhede, na qual este membro do Governo manifestou disponibilidade para encontrar uma solução tendente a corresponder às reivindicações do Município, conforme assumiu publicamente nesse mesmo dia, numa sessão da Santa Casa da Misericórdia.
Essa solução veio a ser formalizada pelo presidente do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Alexandre Loureço, que, na Assembleia Municipal de 15 de dezembro, apresentou os contornos do modelo de funcionamento para os serviços de saúde locais e anunciou o investimento de 13 milhões de euros nas duas unidades hospitalares do concelho, três dos quais para o Hospital Arcebispo João Crisóstomo e 10 para o Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais.
Congratulando-se com estes investimentos, a presidente da Câmara Municipal refere que, quanto à organização dos serviços de saúde, “no essencial a proposta satisfaz as pretensões da autarquia relativamente à prestação de cuidados de saúde. Não é exatamente aquilo que temos reivindicado desde que, em 2020, fechou a Consulta Aberta no Hospital Arcebispo João Crisóstomo, pois a nosso ver o ideal seria a abertura de uma urgência básica em funcionamento das 8h00 às 24h00, mas ainda assim aceitamos subscrever a transferência de competências porque agora se perspetiva uma valorização efetiva das respostas dos serviços de saúde a vários níveis”, afirma Helena Teodósio.
“Valeu a pena lutar, valeu a pena resistir e recusar as propostas que o Governo foi apresentando sem que se vislumbrasse em nenhuma delas a possibilidade de se inverter uma situação que tem vindo a penalizar os munícipes de Cantanhede quanto à prestação de cuidados de saúde”, refere a autarca, destacando “a forte mobilização de todas as forças políticas em torno desta causa comum em defesa de melhorias efetivas para o acesso dos munícipes aos cuidados de saúde”.
Helena Teodósio lembra que as soluções inicialmente apresentadas não contemplavam qualquer resposta às situações de emergência em doença agudas, resposta essa que nesta proposta passa a estar acautelada todos os dias úteis, das 9h00 às 18h00, nas Unidades de Saúde Familiar (USF), e das 18h00 às 22h00 no Centro de Saúde, que assegura também o atendimento aos fins de semana e feriados, das 10h00 às 20h00”.
O acordo que a autarquia cantanhedense vai subscrever prevê o reforço da atividade da Consulta Externa e Meios Complementares de Diagnóstico (MCDT’s) no Hospital Arcebispo João Crisóstomo, a criação de clínica ambulatória para doentes crónicos complexos, modelo inovador de prestação de cuidados integrados dedicado a doentes com multimorbilidade, maximizando assim o espaço do Hospital de Dia, entre as 9h00 e as 16h00”, e ainda a descentralização de consultas e outros recursos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra para a unidade hospitalar de Cantanhede.
Por outro lado, será reforçada a atividade da cirurgia de ambulatório com a descentralização da cirurgia geral, ortopedia e urologia, do CHUC para o HAJC, a reativação das sete camas de internamento de medicina interna no HAJC, aproveitando os recursos físicos e humanos disponíveis, o apoio permanente do hospital ao Centro de Saúde de Cantanhede e às USF, ao nível dos MCDT’s, Raio X e laboratório, entre outros aspetos.

*Paulo Cardantas 
Divisão de Comunicação, Imagem, Protocolo e Turismo



Opinião - A obra portuguesa que está na casa onde cresceu Jesus Cristo

 A Basílica da Anunciação de Nazaré em Israel é o local onde os cristãos acreditam que Maria, mãe de Jesus, tinha a sua casa e onde viveu durante algum tempo tendo aí crescido o Salvador, daí a sua "alcunha" ter sido "Jesus de Nazaré". 
Curiosamente nesta Basílica da Anunciação em Nazaré houve um pintor português chamado António Lino que deixou para a posteridade a sua obra e a marca cristã de Portugal na terra santa e neste casa na terra em cresceu Jesus Cristo.

O pintor António Lino era o melhor amigo do meu pai tendo sido quase um tio para mim tendo o privilégio de o conhecer e de privar com ele aquando da elaboração e criação de algumas das suas obras no final da sua vida .

 O seu verdadeiro nome era António Lino da Veiga Ferreira Pedras, foi um fervoroso vimaranense nacionalista e viveu durante quase todo o século XX, deixando uma vasta obra que está espalhada por diversos países da Europa, do médio oriente e até em África como é o caso das pinturas na Basílica de Damasco na Síria.

Em Portugal, António Lino tem pinturas, mosaicos, vitrais em inúmeros palácios da justiça, misericórdias, igrejas, universidades (reitoria da universidade clássica),  e até deixou obra em alguns ministérios do governo português como é o caso dos painéis existentes no Ministério da Solidariedade e da Segurança Social na zona de entrada do edifício.

Este grande vulto português foi simplesmente apagado da História pela esquerda política em Portugal posteriormente ao 25 de abril, pelo facto de toda a sua obra além de ser religiosa, ter sido desenvolvida e produzida durante o Estado Novo.

Um verdadeiro crime ideológico a juntar a outros que a esquerda cometeu e comete sem qualquer pudor em preservar o património português e da Humanidade espalhado por todo o mundo.

As gerações nascidas depois de 1974 provavelmente nunca ouviram falar de António Lino e de outros artistas desta Época até terem lido este meu artigo.

No dias que correm, nem o wikipédia escapou ao apagão dos artistas que trabalharam durante o Estado Novo, não existindo referências à dimensão das obras realizadas por António Lino e até o confundindo com um pintor homónimo português do século XIX...

O wokismo português contra a História de Portugal está a trabalhar no sentido de apagar do espaço da internet uma História e uma herança dos nossos antepassados que merece ser recordada, não porque sejamos de direita ou de esquerda mas por sermos todos herdeiros de uma História que existiu e de artistas que existiram. 

Lutemos pois para que a narrativa da internet seja fiel à narrativa real dos acontecimentos e não adulterada por anónimos que apagam e acrescentam informação a sites que todos achamos credíveis mas que não o são.

A História de Portugal merce, nós merecemos.

Paulo Freitas do Amaral
Professor de História